quarta-feira, maio 20, 2026

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Temperaturas despencam no RS e sensação térmica pode chegar a -5°C nos próximos dias


O Rio Grande do Sul entra em um novo período climático marcado por frio severo e tempo mais estável, conforme atualização divulgada pela Defesa Civil estadual. Após dias de precipitações intensas, a tendência para os próximos dias é de trégua nas chuvas e queda acentuada nas temperaturas, com previsão de geadas amplas e mínimas que podem chegar a -5°C em algumas regiões.

De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil, a formação de um ciclone extratropical no oceano contribuiu, ainda no domingo (29), para chuvas fracas a moderadas, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Sul. No entanto, o avanço de uma massa de ar polar já vinha promovendo a diminuição gradual da instabilidade, favorecendo a retomada do tempo firme a partir da segunda-feira (30).

Com a atuação de um sistema de alta pressão, o frio se intensificou sobre o território gaúcho. As mínimas já começaram a registrar valores negativos, especialmente no Oeste, Campanha, Serra e Centro-Norte. Na terça-feira (1º), os termômetros chegaram a marcar entre -5°C e 6°C nas primeiras horas do dia, com geada generalizada. As máximas, por sua vez, não ultrapassaram os 11°C em nenhuma região, mantendo o padrão de frio rigoroso que deve se estender até o fim da semana.

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Além do frio extremo, os ventos seguem fortes no Litoral, com rajadas que variam entre 40 e 60 km/h, mantendo o mar agitado. A previsão é de que o padrão climático se mantenha nos próximos dias, com geada recorrente e temperaturas que não devem ultrapassar os 14°C nem mesmo durante as tardes. A quarta-feira (2) seguirá sob influência da mesma massa de ar frio, mantendo o cenário de geadas amplas e temperaturas próximas de 0°C na maioria das regiões.

No cenário hidrológico, apesar da trégua nas chuvas, os efeitos das precipitações acumuladas nos últimos dias ainda são sentidos. Rios como o Taquari, Caí, Jacuí e Guaíba seguem com níveis elevados, em alguns casos acima das cotas de alerta. A Defesa Civil monitora possíveis elevações do Guaíba, impulsionadas pela mudança dos ventos e pelas cheias que se deslocam das bacias do interior do estado. A Lagoa dos Patos também apresenta elevação gradual, reflexo do escoamento das águas da Região Metropolitana e da Serra.





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Novo bioinsumo da Embrapa promete pastagens mais produtivas e menor uso de fertilizantes



Um novo bioinsumo desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia (RJ) em parceria com a empresa Agrocete promete aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das pastagens brasileiras, além de reduzir o uso de fertilizantes químicos. O produto, que deve chegar ao mercado em 2026, combina três estirpes bacterianas que promovem o crescimento vegetal e podem ser aplicadas em diferentes tipos de pastagens, incluindo gramíneas.

De acordo com o pesquisador Bruno Alves, da Embrapa Agrobiologia, o diferencial do novo inoculante está em seu amplo espectro de ação. “Vai atender tanto ao pecuarista que maneja as pastagens de modo tradicional, quanto àquele que pretende investir na mitigação de gases de efeito estufa por meio do uso do consórcio da gramínea com a leguminosa, ou mesmo ao produtor que investe na Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, conta.

O inoculante multiforrageiras reúne três microrganismos:

  • Bradyrhizobium, conhecido pelo sucesso na cultura da soja por sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio;
  • Azospirillum, que além de fixar nitrogênio estimula o desenvolvimento de gramíneas;
  • Nitrospirillum, em fase final de validação, que apresentou alta eficiência no crescimento de raízes e na fixação de nitrogênio em testes laboratoriais.

Para o pesquisador Jerri Zilli, também da Embrapa Agrobiologia, o objetivo é garantir benefícios mesmo em áreas sem leguminosas. “Em casa de vegetação, os resultados mostraram aumento superior a 30% na biomassa da leguminosa com o uso do inoculante, o que impulsionou os testes de campo e os planos de registro comercial”, destaca.

Ele acrescenta que, mesmo em pastagens exclusivamente de gramíneas, como braquiária, o inoculante proporciona economia na aplicação de nitrogênio, gerando ganho real ao produtor.

A diretora da Agrocete, Andrea Giroldo, afirma que o produto representa um avanço estratégico para o mercado. “O fato de ser um inoculante multiforrageiras é determinante para o desenvolvimento e comercialização do produto biológico. A possibilidade de aplicá-lo em diferentes tipos de pastagens garante mais praticidade e economia ao pecuarista”, avalia.

Atualmente, segundo a Embrapa, 159 milhões de hectares do território brasileiro são ocupados por pastagens, das quais 78% apresentam degradação intermediária a severa. Isso equivale a cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas. A tecnologia chega em um momento crítico, já que mais de 70 milhões de hectares no país apresentam pastagens de baixa produtividade.

Além do impacto na produção, o novo bioinsumo pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária brasileira. Pesquisas da Embrapa indicam que a adoção de leguminosas em pastagens pode reduzir de 20% a 30% as emissões de GEE, principalmente por diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados sintéticos. “Também contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, configurando-se como um componente essencial na transição para uma pecuária regenerativa”, afirma Alves.

O consórcio de leguminosas com gramíneas, além de fixar nitrogênio atmosférico, melhora a fertilidade do solo, amplia a biodiversidade e promove a circularidade dos nutrientes. Estudos mostram que essas práticas podem sequestrar até 4,4 toneladas de carbono por hectare ao ano, auxiliando na recuperação do carbono perdido com a mudança do uso da terra.

Para a indústria, a nova tecnologia representa uma solução sustentável e com grande potencial de mercado. “Para expandir a produção bovina com menor impacto ambiental, é essencial melhorar a qualidade e produtividade das pastagens sem aumentar os custos para o pecuarista”, completa Giroldo.

O cronograma prevê o lançamento comercial do bioinsumo em 2026, após a conclusão dos estudos agronômicos de validação da eficácia e segurança no campo, conduzidos pela Embrapa e pela Agrocete. A expectativa é que o produto contribua para a pecuária regenerativa, fortaleça a sustentabilidade e gere economia aos produtores.



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Aprenda a fazer o manejo da lagarta-preta da soja



Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação



Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação
Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação – Foto: Nadia Borges

A Spodoptera cosmioides, popularmente conhecida como lagarta-preta da soja, vem se destacando como uma das pragas mais agressivas para as culturas de soja, milho e algodão no Brasil. Segundo Gabriel Barros, Professor Licenciado em Ciências Agrárias, conhecer suas características é fundamental para o controle eficiente e a redução de danos nas plantações.

Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação. Apresenta listras alaranjadas e uma linha médio-dorsal fina e amarela ao longo do corpo. Um dos sinais mais evidentes é o “Y” invertido na cabeça, que facilita o reconhecimento no campo. Os adultos têm coloração marrom, com diferenças entre machos e fêmeas, e a postura dos ovos é feita em massa, protegida por escamas produzidas pela fêmea.

O perigo da lagarta-preta reside na sua agressividade superior às outras espécies do gênero Spodoptera. Ela ataca diversas partes da planta, como folhas, hastes e vagens, podendo causar grandes prejuízos à produtividade se o manejo não for realizado a tempo. Por isso, o monitoramento constante é essencial para identificar o início da infestação.

Para controlar essa praga, Barros recomenda o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina o monitoramento, o uso de armadilhas, o controle biológico e a aplicação seletiva de inseticidas. Essa estratégia promove o controle eficiente da lagarta-preta, reduzindo a necessidade de produtos químicos e minimizando impactos ambientais, além de proteger a saúde da lavoura e do produtor.

O uso do MIP também contribui para a sustentabilidade da agricultura, garantindo que as plantas possam se desenvolver com menos estresse e proporcionando colheitas mais produtivas e de qualidade. Dessa forma, o manejo adequado da lagarta-preta da soja é um passo fundamental para o sucesso das culturas no Brasil.

 





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Preços do feijão oscilam e assustam produtores



Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada



Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada
Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada – Foto: Canva

O mercado de feijão vive uma verdadeira montanha-russa, com preços que oscilam entre o glamour e o desespero. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o feijão-carioca tipo top (nota 9+) atingiu impressionantes R\$ 239,62/sc em Goiás, enquanto o feijão-preto Tipo 1 caiu para R\$ 142,23/sc em Curitiba, de acordo com dados do CEPEA. A instabilidade segue como protagonista, confundindo produtores e afastando compradores.

No Centro/Noroeste Goiano, o Feijão-carioca nota 8/8,5, considerado intermediário, teve alta de +4,07% e está cotado a R\$ 190,67/sc. Mesmo com sinais pontuais de recuperação, o clima geral do mercado é de apreensão. Muitos se perguntam se devem estocar o produto à espera de dias melhores ou vender agora e evitar prejuízos maiores. O dilema segue sem resposta clara, enquanto os agentes de mercado observam atentos os próximos movimentos.

Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada. A entidade reforça que vem alertando os produtores há meses, especialmente aos que participam do Clube Premier, sobre os riscos e a imprevisibilidade dessa fase do mercado. A análise divulgada com bom humor reflete o sentimento de muitos: o espetáculo de preços parece ter descido ao fundo do poço, e a plateia (os compradores) simplesmente sumiu.

A expectativa para o período entre julho e setembro é de continuidade na instabilidade, com possibilidade de ainda menos glamour e mais sustos. Diante disso, o recado do Ibrafe é claro: compartilhe, discuta, troque experiências — pois informação e união são as melhores ferramentas para enfrentar esse cenário desafiador.

 





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Trigo entre oliveiras melhora fertilização



Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas



Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas
Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas – Foto: Canva

A prática de cultivar trigo ou leguminosas entre as fileiras de oliveiras tem ganhado destaque como estratégia sustentável nas regiões olivícolas. Segundo Francisco Escribano Hinojosa, técnico de laboratório espanhol, essa técnica conhecida como agricultura intercalada ou agrosilvicultura oferece ganhos agronômicos, ecológicos e econômicos relevantes.

Um dos principais benefícios está na melhoria do solo. As leguminosas, como favas, lentilhas e veza, fixam nitrogênio atmosférico, aumentando a fertilidade de forma natural e reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. Além disso, tanto o trigo quanto as leguminosas contribuem para a estrutura do solo, elevam os níveis de matéria orgânica e ajudam no controle da erosão, fator essencial em terrenos inclinados.

Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas. O cultivo intercalado age como cobertura vegetal, dificultando o desenvolvimento de ervas espontâneas por competir com elas por luz, nutrientes e espaço. Com isso, diminui-se a necessidade de herbicidas, tornando o manejo mais sustentável e menos agressivo ao meio ambiente.

A biodiversidade também é favorecida. A introdução de diferentes culturas entre as oliveiras atrai polinizadores, predadores naturais de pragas e promove o equilíbrio ecológico do sistema agrícola. E não menos importante, essa prática pode gerar uma fonte extra de renda, já que trigo e leguminosas são colhidos sem prejudicar a produção de azeitonas, ajudando a mitigar perdas em safras menos produtivas.

“A integração de culturas como trigo ou leguminosas entre oliveiras é uma escolha inteligente para quem procura uma agricultura mais sustentável, rentável e resiliente. Contribui não só para a saúde do solo e do ecossistema, mas também para a sustentabilidade económica do olival a longo prazo”, conclui.

 





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Preço do boi gordo hoje: veja os patamares em que a arroba foi negociada


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços em queda nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o posicionamento das escalas de abate, mais confortáveis após o aumento da disponibilidade de animais na semana passada.

“A frente fria que atingiu o país semana passada resultou na ampliação da oferta de animais terminados em regime extensivo. Vale destacar que em julho haverá maior disponibilidade de bois terminados em confinamento, com boa incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização de confinamentos próprios”, ressalta.

Média da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 315,75 — na sexta: R$ 317,33
  • Goiás: R$ 296,43 — R$ 297,14
  • Minas Gerais: R$ 300,29 — R$ 303,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 314,09 — R$ 315
  • Mato Grosso: R$ 319,19 — R$ 322,70

Mercado atacadista

O mercado registra preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, a expectativa é de algum espaço para recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês.

“Porém, o movimento será limitado pelo padrão de consumo delimitado no Brasil: a prioridade é o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos.”

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 23 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$ 19 por quilo e a ponta de agulha segue a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,9%, sendo negociado a R$ 5,4335 para venda e a R$ 5,4315 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4247 e a máxima de R$ 5,5057. Em junho, a baixa foi de 5%. A moeda recuou 4,8% no trimestre e 6,4% no semestre.

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Como ficaram os preços de soja em dia de relatório do USDA?



O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços mais fracos e ritmo lento de negócios. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o viés baixista predominou, puxado principalmente pela queda do dólar comercial.

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Apesar da alta nos prêmios, a Bolsa de Chicago não ofereceu suporte, em um dia de divulgação de relatórios importantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,50 pra R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,50 pra R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 136,50 pra R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 130,50 pra R$ 130,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,50 pra R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,00 pra R$ 115,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 119,00 pra R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 119,00 pra R$ 118,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia com comportamento misto. As primeiras posições recuaram enquanto os vencimentos mais longos avançaram. O mercado oscilou ao longo da sessão, reagindo inicialmente com alta técnica e expectativa de avanços comerciais dos Estados Unidos, mas mudou de direção após os números do USDA.

O relatório mostrou estoques de grãos acima do esperado, o que pressionou os preços. No entanto, a recuperação parcial veio com a percepção de que os dados, apesar de mais altos, não trouxeram grandes surpresas.

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2025 deve atingir 83,4 milhões de acres, 4% abaixo do registrado no ano anterior. O número ficou abaixo tanto da expectativa de mercado (83,65 milhões) quanto do relatório de intenções de plantio de março (83,495 milhões). Houve redução ou estabilidade em 25 dos 29 estados produtores.

Os estoques trimestrais de soja em grão totalizaram 1,008 bilhão de bushels, 4% acima do mesmo período de 2024, e também superaram a expectativa de 971 milhões de bushels.

Contratos futuros de soja

O contrato julho da soja em grão caiu 3,50 centavos de dólar (0,34%), fechando em US$ 10,24 1/4 por bushel. Já a posição novembro subiu 2,25 centavos (0,21%) e encerrou o dia cotada a US$ 10,27 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo julho subiu US$ 0,20 (0,07%), cotado a US$ 271,30 por tonelada. O óleo para o mesmo vencimento fechou a 52,51 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,06 centavo (0,11%).

Dólar

O dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,9%, negociado a R$ 5,4335 na venda e R$ 5,4315 na compra. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4247 e a máxima de R$ 5,5057. No mês de junho, o recuo foi de 5%, acumulando perdas de 4,8% no trimestre e 6,4% no semestre.



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Sementes resistentes potencializam o algodão



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração
A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração – Foto: Pixabay

O cultivo de algodão está sendo retomado com força no Norte de Minas Gerais, especialmente na região de Catuti, graças ao uso de sementes transgênicas, técnicas modernas de irrigação e biotecnologia. Segundo informações divulgadas pela Santiago Cotton, esse renascimento da cotonicultura na região é resultado direto de parcerias estratégicas e investimentos em inovação agrícola.

A produção, que chegou a ocupar cerca de 130 mil hectares no passado, foi reduzida drasticamente ao longo dos anos, mas agora volta a ganhar espaço: já são cerca de 300 hectares plantados, com projeções otimistas de expansão. A produtividade também impressiona: produtores locais têm colhido até 400 arrobas por hectare, acima da média estadual de 333 arrobas/ha, impulsionados por sementes resistentes a pragas e tecnologias de manejo de alta eficiência. 

A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração entre a Coopercat, Bayer, Amipa, Governo de Minas Gerais e AgFeed. Além do apoio técnico, esses parceiros contribuíram para a instalação de uma usina de beneficiamento na região, que já está em fase de testes. Com capacidade de processar quatro fardos de 200 kg por hora, a estrutura poderá atender até 800 hectares de lavouras, dando suporte ao crescimento sustentável da cadeia produtiva. 

Esse avanço representa mais que números: sinaliza a revitalização econômica de uma região marcada pela escassez de recursos hídricos, que agora encontra na biotecnologia e na irrigação uma nova esperança de renda, desenvolvimento e permanência das famílias no campo.

  





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Frio extremo e chuvas intensas marcam semana no Brasil, prevê Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas volumosas e variação de temperatura em diferentes regiões do Brasil nesta semana, entre os dias 30 de junho e 7 de julho.

As chuvas mais intensas devem atingir a região Norte e o leste do Sudeste e Nordeste, podendo ultrapassar 50 mm. A previsão é de tempo aberto no interior do
Nordeste, no Centro-Oeste e no oeste das regiões Sudeste e Sul.

Na região Norte, áreas de instabilidade se concentram no centro-norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com acumulados que podem superar os 50 milímetros. Já no leste do Acre, Rondônia, sul do Amazonas e do Pará, além do Tocantins, não há previsão de chuvas, mantendo o tempo seco ao longo da semana.

Para o Nordeste, a previsão indica tempo aberto no interior, com redução da umidade relativa do ar, principalmente no sul do Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia. No litoral nordestino, são esperadas chuvas acima de 20 mm, com destaque para o leste da Bahia, Sergipe, Alagoas e extremo noroeste do Maranhão.

No Sudeste, chuvas entre 30 e 50 mm devem atingir áreas do leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nas demais regiões, como centro-oeste de Minas Gerais, o tempo permanece aberto, com redução da umidade relativa do ar.

A previsão para o Centro-Oeste é de tempo firme na maior parte da região, com baixa umidade principalmente no nordeste de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Na região Sul, as chuvas mais significativas estão previstas apenas para o leste do Paraná, mas com volumes inferiores a 20 mm. Em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o tempo deve permanecer aberto durante toda a semana.

Temperaturas terão grande variação no país

As temperaturas máximas devem ser elevadas no sul da região Norte e no norte das regiões Centro-Oeste e Nordeste, especialmente na quinta-feira (3), quando os termômetros podem passar de 30 °C no sudeste do Amazonas, centro-sul do Pará, norte de Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí.

No leste do Nordeste e em partes do Sudeste e Centro-Oeste, as máximas não devem ultrapassar 28 °C. Já no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, leste do Paraná e São Paulo, além do sul de Minas Gerais, são previstas máximas abaixo de 18 °C.

As mínimas devem se manter acima de 24 °C na região Norte e norte do Nordeste. No centro-sul do Brasil, as temperaturas mínimas ficam abaixo de 18 °C, com destaque para o período entre 30 de junho e 3 de julho, quando a atuação de uma massa de ar frio provocará temperaturas abaixo de 6 °C no sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com possibilidade de geadas em áreas de maior altitude.

Esse sistema de ar frio deve avançar ao longo da semana, derrubando as temperaturas no Acre, sul de Rondônia, oeste e sul de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A partir do sábado (5), são previstas temperaturas abaixo de 10 °C no sul de Minas Gerais e em São Paulo.

Previsão de temperaturas mínimas para o dia 5 de julho, às 6h (horário de Brasília). Fonte: Inmet

O Inmet recomenda atenção às atualizações diárias da previsão do tempo e aos avisos meteorológicos especiais, disponíveis no site oficial e redes sociais do instituto.


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