segunda-feira, abril 27, 2026

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Preços recuam neste início de abril; mercado busca novo equilíbrio



Cotações dos feijões preto e do carioca iniciaram abril em queda


Foto: Canva

Após terem registrado avanços expressivos ao longo do primeiro trimestre e atingido patamares recordes, as cotações dos feijões preto e do carioca iniciaram abril em queda, segundo apontam os dados do Cepea/CNA. Enquanto a oferta limitada sustentou os preços nos três primeiros meses do ano, a retração da demanda passou a exercer pressão nestas últimas semanas.

Pesquisadores do Cepea indicam que, nesse contexto, o mercado busca um novo equilíbrio, influenciado pela lenta transmissão de preços entre a indústria e o varejo e pela transição para a segunda safra, especialmente diante das incertezas climáticas no Sul do País. No front externo, as exportações brasileiras de feijão somaram 27,28 mil toneladas em março, volume 2,4% superior ao de fevereiro e 51,3% maior que o de março de 2025, segundo apontam dados da Secex.

As importações, por sua vez, totalizaram 3,13 mil toneladas no mês, recuo de 17% frente a fevereiro (quando foi registrado o maior volume desde novembro de 2023), mas ainda cerca de quatro vezes superiores às de março do ano passado.





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Produção brasileira de carnes deve alcançar 33 milhões de toneladas em 2026


complexo carne exportações
Foto: Pixabay/ Montagem: Canal Rural

A produção de carne suína e de frango deverá atingir neste ano o maior patamar da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando as 22 milhões de toneladas quando somadas, indica o Quadro de Suprimento da entidade.

Com a inclusão da carne bovina, o valor total estimado para a produção das três proteínas é de 33,38 milhões de toneladas, volume próximo ao estimado para 2025, quando o Brasil registrou produção recorde.

Essa tendência é acompanhada do aumento da disponibilidade interna de carne de aves e de suínos. Em termos percentuais, a produção de carne suína apresenta o maior incremento previsto em relação a 2025, aproximando-se de 4%.

Com o rebanho suíno alcançando o melhor montante da série histórica, equivalente a 44,8 milhões de cabeças, estima-se que o total produzido da proteína chegue a 5,88 milhões de toneladas, superando os anos anteriores.

“O cenário indica aumento da demanda e das exportações, impulsionadas pela abertura de novos mercados”, analisa o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.

O país deve exportar cerca de 1,58 milhão de toneladas de carne suína, ganho de 6,1% em comparação a 2025, confirmando o crescimento progressivo do mercado, acentuado a partir de 2020, ano em que as exportações brasileiras da proteína chegaram ao marco de milhão de toneladas.

Segundo o estudo da Conab, mesmo com a alta nas vendas internacionais, também é esperado um aumento de 3,4% para a quantidade do produto no mercado interno, com disponibilidade de aproximadamente 4,33 milhões de toneladas.

Produção de carne de aves

A avicultura de corte também segue a tendência de ultrapassagem da série histórica. A produção deve alcançar mais de 16 milhões de toneladas, consolidando a posição do Brasil como principal fornecedor mundial.

Os dados sistematizados pela Companhia demonstram crescimento de 3,6% nas exportações, com estimativa de 5,34 milhões de toneladas.

“As exportações devem continuar em ascensão em 2026, graças ao baixo impacto da gripe aviária no Brasil em comparação a outros países, reflexo das boas condições sanitárias que asseguram a qualidade e segurança da produção brasileira”, avalia Rabello.

No mercado interno, a disponibilidade prevista é de 10,85 milhões de toneladas. “O incremento de 1,8% em relação ao ano anterior mantém as expectativas favoráveis para a comercialização do produto”, destaca o estudo.

Produção de carne bovina

A Conab prevê uma leve queda na produção de carne bovina, que pode chegar a 5,3% em comparação a 2025. Ainda assim, neste ano o país deve registrar a segunda maior produção da série, estimada em 11,3 milhões de toneladas produzidas.

O ano de 2025 foi simbólico para a bovinocultura brasileira. Além do recorde de produção na série histórica nacional, o país alcançou a posição de maior produtor mundial de carne, pela primeira vez, na série histórica elaborada desde 1960 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A Conab avalia que com os investimentos em genética, nutrição e manejo que têm garantido maior produtividade ao plantel, a queda na produção pode ser inferior à prevista.

Ainda segundo a estimativa da Companhia, 4,35 milhões de toneladas de carne bovina devem ser exportadas, valor que, se avaliado no conjunto da série histórica da bovinocultura de corte, supera a taxa anual registrada entre 2018 e 2024.

A redução no volume de vendas neste ano reflete o início da reversão do ciclo pecuário e a cota de salvaguarda chinesa, em vigor desde 1° de janeiro. Por meio da medida, a China, maior importadora da carne bovina brasileira nos últimos dois anos, limitou as exportações nacionais à cota de 1,1 milhão de toneladas por ano, com pagamento de sobretaxa de 55% aos valores excedidos.

O gigante asiático também estabeleceu cotas para outros exportadores da proteína, incluindo Argentina, Austrália e Uruguai. Nessa conjuntura, as exportações de carne bovina devem atingir um volume elevado na primeira metade do ano.

Produção de ovos

As expectativas para a avicultura seguem aquecidas para a produção de ovos, com previsão de 51,2 bilhões de unidades, alta de 4,6% em relação ao resultado projetado para 2025, correspondente a 49 bilhões de unidades.

O aumento da disponibilidade para o mercado interno é outro ponto de relevância da série de dados, completando o quadro favorável para a avicultura nacional.

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Nova variedade espontânea de banana é registrada pelo Mapa


banana clarinha
Foto: Divulgação

Uma nova variedade de banana foi identificada em Santa Catarina e registrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A banana Clarinha (SCS455) foi descoberta de forma espontânea no município de Luiz Alves, no Vale do Itajaí, importante região produtora da fruta.

A cultivar agora está inscrita no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura (RNC-Mapa), sob o nº 58.447. De acordo com a pasta, as mudas poderão ser adquiridas junto a empresas produtoras devidamente registradas no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).

Mutação natural

Originada de uma mutação natural da banana caturra, a nova variedade apresenta casca mais clara e brilhante, característica associada à redução de aproximadamente 43% no teor de clorofila.

De acordo com os ensaios realizados na cultivar, esse diferencial contribui para retardar o escurecimento da fruta após a colheita e amplia sua atratividade comercial. A identificação e a validação contaram com estudos da Epagri, iniciados em 2018.

Os ensaios confirmaram que a Clarinha mantém produtividade equivalente à variedade tradicional, agregando, contudo, um diferencial estético que pode favorecer a comercialização e a rentabilidade dos produtores catarinenses, especialmente no período de inverno, quando a tendência ao escurecimento nas prateleiras é mais acentuada.

Apta para uso comercial

Com o registro no Mapa, a cultivar passa a estar apta para uso comercial. Com isso, Santa Catarina passa a contar com seis variedades identificadas, com destaque para municípios como Luiz Alves e Corupá.

“O registro de novas cultivares demonstra a capacidade de inovação da agropecuária catarinense e o papel do Ministério da Agricultura em garantir segurança, rastreabilidade e competitividade para o setor […]”, destacou o superintendente do Mapa em Santa Catarina, Ivanor Boing.

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Boi gordo com novas altas: veja o comportamento da arroba neste começo de semana


derivativos boi gordo
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo ainda se depara com elevação dos preços, com os frigoríficos ainda encontrando grandes dificuldades na composição de suas escalas de abate.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias comenta que o que chama a atenção é que o movimento da B3 vai no sentido oposto, ainda com preocupações em torno do esgotamento da cota chinesa, o que deve acontecer entre os meses de maio e junho.

Vale lembrar que o gigante asiático impôs restrições a todos os exportadores de carne bovina, fixando limites para as compras que, no caso do Brasil, é de 1,1 milhão de toneladas em 2026.

“Os frigoríficos seguem apontando para alterações no perfil das operações. Com maior ociosidade média, férias coletivas foram anunciadas em Mato Grosso na última semana, o que aumenta a possibilidade para que também haja férias coletivas em outros estados, a exemplo de Mato Grosso do Sul, Tocantins e Pará”, considera Iglesias.

De acordo com ele, o aumento da ociosidade na indústria deve ser ainda mais representativo a partir de maio, considerando o potencial término da cota chinesa.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 371,02 — na sexta: R$ 370,42
  • Goiás: R$ 359,02 — na sexta: R$ 358,75
  • Minas Gerais: R$ 354,12 — na sexta: R$ 353,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 361,82 — na sexta: R$ 361,25
  • Mato Grosso: R$ 366,08 — na sexta: R$ 365,41

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços mais altos no decorrer da segunda-feira, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“O limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, mesmo diante da recente recuperação dos preços da carne de frango”, sinaliza o analista.

  • Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo, alta de R$ 0,50;
  • Quarto dianteiro: R$ 23,00 por quilo, alta de R$ 0,50;
  • Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo, alta de R$ 0,40.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,26%, sendo negociado a R$ 4,9972 para venda e a R$ 4,9952 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9833 e a máxima de R$ 5,0393.

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AgroNewsPolítica & Agro

Citros registram impactos do calor e seca



Pomares sofrem com clima no Rio Grande do Sul



Foto: Seane Lennon

A produção de citros apresenta impactos das condições climáticas no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9). O relatório aponta queda de frutos, variações na maturação e efeitos da exposição solar em diferentes regiões do estado.

Na região administrativa de Bagé, em São Borja, a estiagem tem provocado perda de frutos nos pomares de laranja. “Os pomares de laranja apresentam queda de frutos devido à estiagem, que continua assolando o município”, informa o boletim. Em São Gabriel, a colheita da bergamota da variedade Okitsu avança de forma lenta, com oferta restrita ao mercado local, em função da maturação ainda irregular das frutas.

Na região de Caxias do Sul, em Cotiporã, a produção da cultivar Ponkan apresenta variação conforme a localização dos pomares. O levantamento também registra danos associados às condições climáticas. “Há sintomas de queimaduras em alguns frutos, causadas pela exposição direta ao sol, indicando impacto das condições climáticas do período”, aponta o informativo. O manejo com raleio segue em andamento para melhorar o calibre e a qualidade dos frutos. No mercado, os preços giram em torno de R$ 10,00 por caixa de 20 quilos.

Já na região de Frederico Westphalen, continuam os tratos fitossanitários e a colheita da bergamota Satsuma Okitsu, comercializada entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos.





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Fiscais apreendem 10 mil litros de gasolina de aviação avaliados em mais de R$ 47 mil


gasolina de aviação
Foto: divulgação/Sefa

Fiscais de receitas estaduais da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa) apreenderam, neste domingo (12), cerca de 10 mil litros de gasolina de aviação (GVA) com origem no município de Paulínia (SP) e destino a Barueri (SP).

Os servidores são vinculados a Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Araguaia, na rodovia PA-447, km 15, Conceição do Araguaia, sudeste do estado.

“O condutor do caminhão-tanque apresentou nota fiscal sem nenhuma indicação de destino no estado do Pará e não havia recolhimento antecipado do imposto devido, como previsto na legislação”, contou o coordenador Renato Couto.

O valor total da mercadoria é de R$ 47.470,00 e foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 10.253,52, referente ao imposto e multa devido por substituição tributária, que foi pago e a mercadoria liberada.

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Exportação de café tem queda de 21% no primeiro trimestre do ano


saca de café
Foto: Unsplash

O Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de 60 kg de café em março, gerando receita cambial de US$ 1,125 bilhão, mostra relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Na comparação com o mesmo mês de 2025, há queda de 7,8% em volume e de 15,1% em valores.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano safra 2025/26, o país embarcou 29,093 milhões de sacas, montante 21,2% inferior ao aferido no mesmo intervalo anterior. Em receita, as remessas renderam US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% ante o apurado entre julho de 2024 e março de 2025.

Exportações no ano civil

No primeiro trimestre deste ano, os embarques de café do Brasil totalizaram 8,465 milhões de sacas, declínio de 21,2% frente aos 10,739 milhões apurados de janeiro ao fim de março do ano passado. A receita cambial foi de US$ 3,371 bilhões, 13,6% aquém dos US$ 3,901 bilhões levantados com as remessas cafeeiras nos três primeiros meses de 2025.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho negativo reflete o período de entressafra da cafeicultura no Brasil e o atual cenário financeiro dos produtores.

“A nova safra começará a chegar ao mercado em abril para o caso dos cafés canéforas, nossos robusta e conilon, e mais para o final de maio quando o foco são os arábicas. Além disso, os cafeicultores se encontram capitalizados e analisando os melhores momentos para negociar seus cafés remanescentes, assim, há menor disponibilidade do produto”, contextualiza.

Impacto geopolítico sobre o café

Ferreira também aponta que o cenário logístico e a geopolítica global impactaram o desempenho das exportações.

“A infraestrutura defasada nos portos do país, cujo avanço não acompanha a evolução do agronegócio, segue interferindo na capacidade de exportação, com centenas de contêineres ficando retidos nos portos aguardando embarque e gerando prejuízos milionários aos exportadores”, afirma.

O presidente do Cecafé ressalta que, além disso, as negociações com os Estados Unidos vêm sendo retomadas gradualmente após o tarifaço, já que ainda imperam incertezas sobre a política comercial norte-americana.

“As complicações no Estreito de Ormuz devido aos conflitos no Oriente Médio também reduzem os negócios em função de maiores custos aos importadores, que enfrentam fretes mais caros e valores de seguro marítimo elevadíssimos, isso quando há seguradoras que disponibilizam o serviço”, completa Ferreira.

Principais destinos

Brasil; exportação
Foto: Divulgação/Mapa

O Cecafé aponta os seguintes países como os principais importadores do café brasileiro no primeiro trimestre de 2026:

  • Alemanha: 1,192 milhão de sacas (-15,63% em comparação ao mesmo período de 2025);
  • Estados Unidos: 936.617 sacas (-48,3%);
  • Itália: 885.162 sacas (+10,2%);
  • Bélgica: 527.456 sacas (+4,5%); e
  • Japão: 440.085 sacas (-35%).

Tipos de café exportados

O café arábica, com 6,712 milhões de sacas, permaneceu como o mais exportado pelo Brasil no primeiro trimestre de 2026. Esse montante equivale a 79,3% do total embarcado, apesar de representar queda de 25,8% frente aos três primeiros meses do ano passado.

Na sequência, com o equivalente a 963.168 sacas remetidas ao exterior, aparece o segmento do café solúvel, com leve baixa de 1,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Esse tipo de produto respondeu por 11,4% das exportações totais no período atual.

Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 780.911 sacas – alta de 11% e 9,2% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 9.867 sacas (-29,9% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 19,1% das exportações totais brasileiras de janeiro ao fim de março deste ano, com a remessa de 1,618 milhão de sacas ao exterior. Esse volume é 42,7% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

A um preço médio de US$ 451,56 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 730,751 milhões, o que correspondeu a 21,7% do obtido com todos os embarques de café no primeiro trimestre deste ano. No comparativo anual, o valor é 37,7% menor do que o registrado nos três primeiros meses de 2025.

A Alemanha também liderou o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 226.716 sacas, o equivalente a 14% do total desse tipo de produto exportado.

O relatório do Cecafé ainda mostra que o Porto de Santos foi o principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro trimestre, com 6,409 milhões de sacas e representatividade de 75,7% no total.

Na sequência, vieram o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 20,3% dos embarques ao remeter 1,716 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 108.293 sacas e teve representatividade de 1,3%.

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Mercado de soja inicia semana pressionado por Chicago e dólar mais fracos


preço da soja cotações, safra
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e pressão sobre os preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve registro pontual de negócios, especialmente em Goiás, motivados por necessidade de caixa por parte dos produtores.

Apesar disso, não houve melhora nos preços. O cenário geral foi de queda nas cotações, influenciado principalmente pela baixa do dólar e pela retração na Bolsa de Chicago. Segundo o analista, os prêmios não foram suficientes para compensar essas perdas, mantendo o mercado travado, especialmente nos portos, onde os valores seguem pouco atrativos.

No mercado físico, os preços recuaram nas principais praças do país, refletindo esse ambiente mais pressionado.

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 123,00 para R$ 122,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 108,00 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 129,00 para R$ 128,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelo quadro de ampla oferta global. A expectativa de aumento da área plantada nos Estados Unidos também contribuiu para o movimento, diante da possibilidade de migração maior do milho para a soja.

Além disso, o avanço nos custos de fertilizantes, impulsionado pela alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio, reforça esse cenário. O mercado avalia que esse fator pode incentivar ainda mais o plantio da oleaginosa, ampliando a oferta global, que já conta com boas safras no Brasil e na Argentina.

Contratos futuros de soja

Entre os contratos, a posição maio fechou cotada a US$ 11,62 1/4 por bushel, enquanto julho encerrou a US$ 11,77 1/2. Nos subprodutos, o farelo teve leve alta, enquanto o óleo registrou queda.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 4,9972 para venda, após oscilar entre R$ 4,9833 e R$ 5,0393 ao longo do dia. A desvalorização da moeda também contribuiu para pressionar os preços internos da soja.

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El Niño ‘superpoderoso’ chega ao Brasil, traz ondas de calor e pode atrasar chuvas; saiba onde e quando


São Paulo; calor
Foto: Pixabay

Atenção: o El Niño deve retornar no fim de abril e se consolidar ao longo de maio, permanecendo ativo durante a primavera, o verão e até o inverno, com impactos diretos na safra de soja 2026/27. A tendência é que o fenômeno comece com intensidade moderada, mas que ganhe força ao longo dos meses, podendo evoluir para um cenário de “super El Niño”.

El Niño trará ondas de calor

Na prática, isso significa ondas de calor mais intensas e frequentes, além de um inverno quente em diversas regiões do país. Esse padrão também pode atrasar o início das chuvas da primavera, especialmente a partir de setembro.

Produtores do Centro-Oeste devem redobrar a atenção. A expectativa é de atraso na regularização das chuvas, que só devem se firmar entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro, um cenário semelhante ao observado em 2023. Até lá, o padrão climático deve ser marcado por temperaturas acima da média durante o outono, inverno, primavera e verão.

No curto prazo, os próximos cinco dias devem trazer condições favoráveis de chuva para áreas do Matopiba e do Sudeste. Já no Centro-Oeste, as precipitações tendem a se concentrar mais na porção oeste da região, influenciadas por uma área de baixa pressão sobre o Paraguai.

Próximos dias

Entre quinta (15) e sexta-feira (16), a formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil deve reforçar as chuvas nas regiões Sul, Sudeste e também em partes do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, os acumulados podem variar entre 40 mm e 50 mm ao longo de cinco dias.

No período entre 19 e 23 de abril, a previsão indica volumes expressivos de chuva para áreas do Piauí, Maranhão e Tocantins, com acumulados que podem ultrapassar os 100 mm.

O tempo em Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), a expectativa é de chuva no próximo fim de semana, com volumes entre 30 mm e 40 mm. Na virada do mês, os acumulados podem chegar a até 70 mm, o que deve favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra, especialmente nas lavouras semeadas mais tardiamente. No entanto, a partir da segunda semana de maio, a tendência é de retorno do tempo seco na região.

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Biogás e biometano avançam no Brasil, mas produção ainda é desafio


Usina de Biogás - produção de energia gerada a partir de dejetos de suínos - em Medianeira, região oeste do Paraná
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O setor de biogás e biometano vive um momento de expansão no Brasil, impulsionado por avanços regulatórios e pelo aumento da demanda por fontes renováveis de energia. Apesar do cenário positivo, o principal desafio ainda é ampliar a escala de produção para atender um mercado em crescimento.

O tema será destaque na 8ª edição do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que acontece em Foz do Iguaçu (PR) e deve reunir mais de 800 participantes, incluindo representantes internacionais. A programação inclui plenárias, rodadas de negócios, visitas técnicas e debates sobre inovação no setor.

“É um cardápio completo para quem se interessa pelo tema biogás e biometano”, destaca o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz.

Segundo o pesquisador, o Brasil já apresenta uma cadeia estruturada, com crescimento sustentável nos últimos anos. Parte desse avanço está ligada a políticas públicas, como o programa Combustível do Futuro, que inclui o biogás e o biometano na matriz energética nacional.

Outro ponto importante foi a atualização recente das normas que ampliam a participação do biometano na rede de gás natural, passando de 0,25% para 0,5%, o que reforça o ambiente favorável para o setor.

Demanda e produção

Apesar do potencial elevado, o país ainda precisa ampliar a produção para acompanhar a demanda. De acordo com Kunz, o consumo já está aquecido, o que exige investimentos e organização da cadeia para garantir oferta suficiente.

Entre as oportunidades estão o aproveitamento de resíduos da produção animal e agroindustrial, além do uso de culturas energéticas específicas para geração de biogás.

“Nós estamos trabalhando dentro da Embrapa com o tema, envolvendo as culturas energéticas, que são novas maneiras. São plantas utilizadas para a geração de biogás e biometano”, afirma Kunz.

Potencial no campo

O uso de biodigestores no Brasil não é novidade e já faz parte da realidade de muitas propriedades rurais. No entanto, o desafio atual é estruturar melhor essa cadeia, ampliando tanto a produção dentro das fazendas quanto em plantas industriais.

“O tema já é familiar ao agro brasileiro e a gente precisa agora realmente estruturar isso corretamente, desenvolver, continuar esse crescimento na cadeia, aproveitando esses materiais que nós temos dentro do agro”, destaca Kunz.

Serviços

Data: 14 a 16 de abril de 2026

Local: Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas

Endereço: Rodovia das Cataratas, Km 3,3 – Foz do Iguaçu, PR

Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB)
Foto: César Silvestro/Divulgação FSBBB

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