quinta-feira, abril 30, 2026

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Preço do frango cai na segunda quinzena de abril, aponta Cepea


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após três semanas de alta, os preços da carne de frango no mercado interno passaram a registrar pequenas quedas na segunda quinzena de abril. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento é resultado do enfraquecimento típico da demanda neste período do mês.

A perda de ritmo nas compras domésticas tem pressionado as cotações, mesmo em um cenário de oferta relativamente ajustada.

Exportações seguem firmes

No mercado externo, o desempenho continua positivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária de exportação de carne de frango in natura, considerando os primeiros 12 dias úteis de abril, está em 22,6 mil toneladas.

O volume representa alta de 6,1% em relação à média diária de março de 2026 e avanço de 3% frente ao mesmo período de abril de 2025.

O bom ritmo dos embarques ajuda a equilibrar o mercado e evita quedas mais acentuadas nos preços internos.

Oferta controlada e consumo mais fraco

De acordo com o Cepea, estimativas indicam um ritmo menor de abates, o que mantém a oferta doméstica sob controle.

Ainda assim, o fator predominante neste momento é a demanda interna enfraquecida, que reduz a capacidade de sustentação dos preços no curto prazo.

Expectativas para maio dividem mercado

Para maio, agentes do setor projetam possível recuperação nos preços da carne de frango. A expectativa está associada à entrada de renda na economia, com impacto positivo sobre o poder de compra da população.

Por outro lado, parte dos agentes demonstra cautela. O mercado vem de uma sequência de altas ao longo de abril, impulsionadas pelo aumento dos custos de produção e pelo repasse ao consumidor final, o que pode limitar novos reajustes.

Cenário segue sensível à demanda

O comportamento do consumo interno deve continuar sendo o principal fator de influência sobre os preços nas próximas semanas.

Mesmo com exportações aquecidas e oferta controlada, a recuperação do mercado depende da retomada da demanda doméstica.

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Boi gordo: negociações seguem lentas com expectativa de aumento da oferta em maio


boi gordo, frigoríficos
Foto: Ministério da Agricultura

O mercado do boi gordo encerrou a quinta-feira (24) com baixa liquidez e ritmo lento nas negociações. Segundo o Centro de Estudos de Economia Aplicada (Cepea), o cenário segue marcado pela pressão da indústria frigorífica e pela resistência dos pecuaristas em aceitar preços menores.

Ao longo da semana, compradores intensificaram a pressão nos negócios de balcão. O principal argumento é o alongamento das escalas de abate, que reduz a necessidade imediata de novas aquisições.

Mato Grosso registra queda

Em Mato Grosso, houve recuo de R$ 5 na arroba do boi gordo. Os negócios foram realizados entre R$ 350 e R$ 355.

Apesar da queda, o estado também registra baixa oferta em algumas regiões. Segundo relatos de mercado, muitos lotes já foram comercializados, o que limita novos negócios e contribui para o ritmo mais travado.

São Paulo tem preços estáveis

Em São Paulo, os preços ficaram estáveis, com a arroba negociada entre R$ 360 e R$ 365.

Mesmo com a pressão da indústria, pecuaristas seguem resistentes, à espera de valores mais altos. As escalas de abate no estado variam entre 7 e 12 dias, o que mantém o mercado sem urgência por compras.

Escalas alongadas e expectativa para maio

O alongamento das escalas continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre os preços. Em algumas regiões, como o Norte de Minas, as programações de abate já chegam a até 14 dias.

Além disso, a proximidade de maio também entra no radar do mercado. Historicamente, o período costuma registrar aumento da oferta de animais, devido à perda de qualidade das pastagens.

No entanto, neste ano, as condições climáticas têm sido mais favoráveis. Produtores relatam pastagens em bom estado, o que pode limitar esse movimento de aumento de oferta.

Atacado dá sustentação aos preços

No mercado atacadista, o cenário é diferente. A demanda por carne bovina segue firme, com boa saída e redução de estoques.

Na Grande São Paulo, o quilo da carcaça casada foi negociado a R$ 25,64 à vista. Esse valor corresponde a uma arroba equivalente de aproximadamente R$ 384,60, acima dos preços praticados no mercado físico do boi gordo.

Esse descolamento ajuda a sustentar as cotações e limita quedas mais acentuadas no campo.

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Ministério da Fazenda propõe linhas de crédito para renegociar dívidas rurais


Dario Durigan assume ministério da Fazenda
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda apresentou nesta quinta-feira (23) uma alternativa ao Projeto de Lei (PL) 5122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está atualmente em discussão no Senado.

Dario Durigan, ministro da Fazenda, se reuniu nesta quinta-feira com o senador Renan Calheiros, relator da matéria e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, para apresentar a proposta da pasta.

De acordo com o jornal Estado de São Paulo, a proposta da Fazenda prevê duas linhas crédito para renegociação das dívidas rurais, uma com recursos controlados e outra com recursos livres.

Ainda de segundo o jornal, A proposta é voltada a operações de crédito rural prorrogadas até 30 de abril deste ano em situação de adimplência e as contratadas até 31 de dezembro de 2025 que estejam em situação de inadimplência entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril deste ano

Um novo encontro entre Durigan e Calheiros está previsto para terça-feira (28), quando deve haver avanço nas negociações.

Proposta envolve recursos do Pré-Sal

O texto em discussão no Senado autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes.

Além do fundo, a proposta prevê o uso de recursos de outros fundos superavitários, com limite global de até R$ 30 bilhões.

O projeto também estabelece a suspensão da cobrança e de execuções das dívidas enquanto durar o prazo de adesão ao programa.

Dificuldades no modelo anterior

Durante debate recente na comissão, Renan Calheiros lembrou que uma medida provisória editada pelo governo no ano passado destinou R$ 12 bilhões para renegociação de débitos rurais.

No entanto, segundo o senador, houve baixa adesão por parte dos produtores. Entre os fatores apontados estão as exigências impostas pelas instituições financeiras e as regras definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Uma das condições era a necessidade de decretação de calamidade pública pelos municípios para acesso ao refinanciamento, o que limitou o alcance da medida.

“Só a metade desses recursos foram utilizados em função das limitações que a renegociação na prática exigiu”, afirmou o senador.

Segundo ele, a decisão do Conselho Monetário também reduziu o número de municípios aptos a acessar o programa para pouco mais de mil em todo o país.

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Geopolítica e energia moldam o cenário das commodities


O mercado global de commodities agrícolas inicia o segundo trimestre de 2026 em um ambiente de possível alívio, após meses de forte volatilidade. Informações divulgadas pela Hedgepoint Global Markets indicam que a redução das tensões geopolíticas pode favorecer cortes de juros, embora clima, energia e oferta ainda mantenham o setor em alerta.

O primeiro trimestre foi marcado pela intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã, que afetou diretamente o complexo de energia, a inflação, o dólar e as condições financeiras globais, conforme análise da Hedgepoint Global Markets.

Para o segundo trimestre, a consultoria aponta que um eventual cessar-fogo pode reduzir as tensões no curto prazo, contribuir para a queda do petróleo e melhorar o apetite por risco. Esse cenário abriria espaço para cortes nas taxas de juros, mas os efeitos inflacionários do choque energético ainda exigem cautela dos bancos centrais.

No açúcar, o ambiente segue pressionado pelo excesso de oferta. Ainda assim, o mercado encontra algum suporte no complexo energético, por causa da relação com o etanol e da definição do mix produtivo no Brasil. A Hedgepoint também avalia que o café mantém viés baixista nos fundamentos, diante da expectativa de uma safra robusta no Brasil. Por outro lado, custos elevados, dificuldades logísticas e a estrutura do mercado limitam correções mais intensas. No cacau, os preços passam por ajustes diante da expectativa de excedente e de uma demanda mais fraca.

Grãos respondem a biocombustíveis e tensão global

Entre os grãos, a soja encontrou sustentação na perspectiva de maior demanda nos Estados Unidos, impulsionada pelo avanço da mistura de biocombustíveis. A eclosão do conflito no Oriente Médio reforçou esse movimento, ao valorizar o óleo de soja.

Já o milho operou de forma lateral durante boa parte do primeiro trimestre, em meio ao equilíbrio entre ampla oferta e forte demanda por exportações norte-americanas. A partir de março, porém, o setor de energia, especialmente o etanol, deu novo fôlego às cotações.

No trigo, as preocupações com a qualidade da safra de inverno dos Estados Unidos e a possível redução da área plantada em 2026/27 sustentaram os preços em Chicago. A leitura foi reforçada pelo início do conflito no Oriente Médio.

Clima ganha força como vetor dos preços agrícolas

A Hedgepoint destaca que o clima deve assumir papel central no segundo trimestre. Modelos climáticos indicam o fim do La Niña e maior probabilidade de formação de um El Niño entre maio e julho.

Esse fenômeno pode alterar padrões climáticos globais e aumentar o risco de seca, chuvas excessivas e ondas de calor em regiões produtoras importantes. O impacto pode chegar diretamente à produtividade e aos preços agrícolas.

Energia mantém canal de volatilidade aberto

A análise da Hedgepoint mostra que o mercado de energia continuará exercendo influência relevante sobre as commodities. No primeiro trimestre, riscos geopolíticos, inclusive sobre infraestrutura e rotas estratégicas, sustentaram preços elevados e maior volatilidade.

Mesmo com expectativa de alívio parcial, a permanência de riscos geopolíticos e logísticos mantém o complexo energético como um dos principais canais de transmissão de instabilidade para as commodities.

Cenário exige atenção do produtor e do mercado

O segundo trimestre começa com sinais de melhora no ambiente global, mas ainda sem afastar os riscos. Para produtores, tradings e agentes financeiros, clima, energia e geopolítica seguem como variáveis decisivas na formação dos preços agrícolas.

 





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Embrapa Soja prorroga até 30 de abril envio de trabalhos para a 40ª Reunião de Pesquisa de Soja



A expectativa da organização é receber cerca de 500 participantes



Foto: Nadia Borges

A submissão de trabalhos científicos para a 40ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS) foi prorrogada até o dia 30 de abril. Promovido pela Embrapa Soja, o evento será realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Londrina (PR), e vai reunir pesquisadores, técnicos, consultores, estudantes e profissionais ligados à cadeia produtiva da soja. Segundo a organização, os trabalhos devem ser enviados na forma de resumos e serão publicados na versão on-line dos Resumos Expandidos da reunião.

A prorrogação abre uma nova janela para que instituições públicas e privadas ampliem sua participação em um dos fóruns técnicos mais tradicionais da sojicultura brasileira. A expectativa da organização é receber cerca de 500 participantes, com foco na troca de conhecimento, atualização profissional e construção de estratégias voltadas à sustentabilidade e à competitividade da cultura.

Com caráter técnico-científico, a RPS chega à 40ª edição mantendo o papel de discutir os principais avanços, desafios e inovações que impactam a cadeia da soja no Brasil. A reunião também busca fortalecer a integração entre pesquisa, extensão e setor produtivo, além de impulsionar ações de transferência de tecnologia em um momento em que a oleaginosa segue no centro das discussões sobre produtividade, sanidade, manejo e sustentabilidade.

Ao ampliar o prazo, a comissão científica tenta estimular a adesão de novos estudos e experiências regionais, enriquecendo o debate técnico previsto para junho em Londrina. Na prática, isso significa mais espaço para apresentação de resultados de pesquisa, validação de tecnologias e compartilhamento de soluções voltadas ao campo, em uma cultura estratégica para o agronegócio nacional.

Serviço

40ª Reunião de Pesquisa de Soja (RPS)

Data: 10 e 11 de junho de 2026

Local: Londrina (PR)

Submissão de trabalhos: até 30 de abril

Inscrições e informações: site oficial da RPS.

 





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Insumos elevam custo da safra de milho no Mato Grosso


O custo de produção do milho para a safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3.686,80 por hectare em março de 2026, alta mensal de 3,38%, segundo análise divulgada na segunda-feira (20) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. A projeção foi elaborada pelo projeto CPA-MT, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a elevação foi impulsionada pelo aumento dos custos com fertilizantes, corretivos e defensivos, que avançaram 5,67% e 3,12%, alcançando R$ 1.474,59 por hectare e R$ 895,70 por hectare, respectivamente, em meio às tensões geopolíticas que restringem a oferta e elevam os preços dos insumos.

Nesse contexto, considerando o preço médio do milho da safra 2026/27 em março de 2026, de R$ 43,48 por saca, a relação de troca indica a necessidade de 99,06 sacas por hectare para a aquisição de uma tonelada de ureia, 125,37 sacas por hectare para MAP e 81,85 sacas por hectare para KCl, com altas mensais de 20,30%, 13,55% e 11,44%, respectivamente.

Como reflexo desse cenário, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta que o volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes em Mato Grosso, até março de 2026, estão abaixo do observado no mesmo período do ano anterior.

Por fim, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária ressalta que a alta dos insumos reforça a importância do planejamento de compras como estratégia para mitigar custos e reduzir margens negativas para o produtor.





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Por unanimidade, STF valida restrições à compra de terras por estrangeiros


STF Marco Temporal
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter as restrições para a compra de terras rurais no Brasil por empresas nacionais controladas por estrangeiros. Os ministros negaram uma ação movida pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) contra lei de 1971 que rege o tema, e acolheram o processo da Advocacia-Geral da União (AGU) que pedia sua validação.

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O julgamento havia sido suspenso em março por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que reajustou seu voto, inicialmente contrário às restrições. Em seu voto atualizado, proferido nesta quinta-feira (23), Moraes disse que as restrições são necessárias para salvaguardar a soberania nacional e minerais críticos.

Também votaram nesse sentido o relator, Marco Aurélio Mello (aposentado), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Kássio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin.

O centro da controvérsia estava em definir se as empresas com capital majoritariamente estrangeiro devem se submeter às mesmas restrições impostas às empresas estrangeiras. De acordo com a lei questionada, as duas situações recebem o mesmo tratamento jurídico, o que foi contestado pela SRB.

Ao longo dos debates, ministros destacaram que praticamente todos os países do mundo têm algum controle sobre a aquisição de terras rurais por estrangeiros. Também consideraram que, apesar de ter sido editada antes de 1988, ela é compatível com a Constituição e necessária para proteger a soberania nacional.

“A lei não é anacrônica, pelo contrário”, disse o ministro Flávio Dino. “A apropriação de bases físicas dos países constitui uma dimensão fundamental da defesa da soberania, seja por conta dos recursos naturais, hídricos e os recursos do subsolo”, acrescentou.

Entre as restrições, está a exigência de autorização do Incra para aquisição de terras de até 100 módulos e aprovação do Congresso para compra de terras com mais de 100 módulos. O módulo é uma unidade medida em hectares, que varia para cada município.

Segundo o Incra, há 700 processos em curso e o prazo médio para análise dos pedidos de aquisição de terras é de seis meses.

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Governo quer usar lucro da alta do petróleo para reduzir impostos de combustíveis


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.

Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.

“Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.

Proposta

A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.

Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.

As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.

“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.

De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

Articulação

A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.

Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.

Medidas recentes

Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.

Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.

Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.

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Ciclone e frente fria colocam região em alerta e provocam virada do tempo no fim de semana


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

A formação de um ciclone extratropical no oceano, associada ao avanço de uma frente fria, deve provocar mudanças no tempo no Brasil ao longo deste fim de semana.

Os maiores impactos serão sentidos na região Sul, com previsão de chuva forte, temporais e rajadas de vento. Ao mesmo tempo, o Sudeste e o Centro-Oeste seguem sob bloqueio atmosférico, com calor e baixa umidade.

Sul

Sexta-feira:
O tempo já começa instável no Rio Grande do Sul. A chuva ocorre desde cedo, com intensidade moderada a forte e risco de temporais.

As áreas mais afetadas incluem o oeste, região central, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre e Costa Doce, com possibilidade de acumulados elevados ao longo do dia.

Em Santa Catarina e no Paraná, o tempo firme predomina, com temperaturas mais altas, principalmente no norte paranaense.

Sábado:
A instabilidade continua no Rio Grande do Sul, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais, especialmente na metade norte e região metropolitana.

A chuva avança para Santa Catarina e chega ao sul do Paraná ao longo do dia.

Domingo:
A frente fria avança com mais força, acompanhada pelo ciclone extratropical no oceano.

O sistema reforça as instabilidades, com chuva moderada a forte nos três estados da região, além de trovoadas e rajadas de vento, principalmente no sul e leste do Rio Grande do Sul. As temperaturas diminuem na região.

Sudeste

Sexta-feira:
O bloqueio atmosférico mantém o tempo firme. O sol predomina e não há previsão de chuva na maior parte da região.

Em São Paulo, faz calor e a umidade do ar fica baixa, com índices abaixo de 30%.

Sábado:
O tempo segue estável, com predomínio de sol e temperaturas elevadas. A umidade continua baixa, principalmente no interior paulista e no Triângulo Mineiro.

Domingo:
A aproximação da frente fria muda o tempo em São Paulo.

A chuva retorna entre a tarde e a noite em áreas do sul, interior e litoral paulista, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes e trovoadas.

Centro-Oeste

Sexta-feira:
O tempo permanece firme na maior parte da região, com calor e baixa umidade. Há pancadas isoladas apenas no norte de Mato Grosso.

Sábado:
O calor predomina e o tempo segue estável. A instabilidade aumenta no norte de Mato Grosso, com pancadas moderadas.

Domingo:
A chuva ganha força no sul de Mato Grosso do Sul e se espalha ao longo do dia. Em outras áreas, o tempo segue firme e quente.

Nordeste

Sexta-feira:
A chuva ganha intensidade no litoral, especialmente na Bahia, com risco de acumulados elevados.

Também há pancadas mais fortes entre o Rio Grande do Norte e Alagoas.

Sábado:
A instabilidade continua no litoral da Bahia e entre o Rio Grande do Norte e Sergipe. A chuva também se intensifica no Maranhão, Piauí e Ceará.

Domingo:
As pancadas seguem no litoral e no norte da região, com risco de chuva moderada a forte em parte do Maranhão, Piauí e Ceará.

Norte

Sexta-feira:
A chuva segue frequente e volumosa, com risco de temporais em estados como Amazonas, Pará e Amapá.

Sábado:
A alta umidade mantém pancadas ao longo do dia, com risco de temporais.

Domingo:
A instabilidade continua em praticamente toda a região, com chuva frequente e sensação de abafamento.

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El Niño pode ser intenso no segundo semestre, alertam previsões


Apesar de informações divulgadas por alguns portais indicarem que o Oceano Pacífico teria atingido o limiar de El Niño, dados analisados pela Meteored com base no boletim semanal da NOAA apontam que as condições permanecem dentro da neutralidade. Ainda assim, novas projeções climáticas reforçam a possibilidade de um evento mais intenso no segundo semestre.

Segundo as publicações recentes, o Boletim Semanal da NOAA indicaria anomalias de temperatura da superfície do mar de +0,5°C na região Niño 3.4, patamar associado ao início do fenômeno. No entanto, essa informação não é confirmada pelos dados oficiais mais recentes.

De acordo com a NOAA, a anomalia semanal registrada na última semana foi de +0,1°C na região Niño 3.4, valor que se mantém dentro do intervalo considerado neutro. Os dados constam no boletim mais recente analisado pela Meteored.

O boletim também apresenta a atualização das projeções dos modelos climáticos, que indicam maior intensidade do fenômeno nos próximos meses. As informações divulgadas se baseiam em dados observados no Oceano Pacífico e em simulações atualizadas.

A NOAA divulga semanalmente as condições do oceano, e os dados mais recentes, compilados pela Meteored a partir do boletim de 20 de abril, mostram anomalias de +0,1°C na região Niño 3.4, +0,6°C na Niño 4, +0,3°C na Niño 3 e +1,2°C na região Niño 1+2, próxima à costa do Peru.

A divergência nas informações pode estar relacionada ao uso de dados diários de temperatura da superfície do mar, que apresentam maior variação. Nessas medições, é possível observar valores entre 0,5°C e 1°C, o que pode ter contribuído para a interpretação de que o limiar de El Niño teria sido alcançado.

Especialistas ressaltam que anomalias diárias ou semanais dentro do limiar não são suficientes para caracterizar o fenômeno, uma vez que há variações significativas em curtos períodos.

Pelo critério tradicional, um evento El Niño exige cinco trimestres móveis consecutivos com anomalias iguais ou superiores a +0,5°C na região Niño 3.4. Para a declaração operacional, a NOAA considera também se a anomalia mensal atingiu esse patamar e se há indicação de persistência nos meses seguintes.

As projeções mais recentes dos modelos climáticos indicam avanço do aquecimento no Pacífico equatorial ao longo de 2026, conforme atualização divulgada na segunda-feira (20).

Segundo os dados analisados, a média das previsões aponta que o limiar de El Niño deve ser atingido no trimestre de abril a junho. Além disso, as anomalias projetadas superam +2°C no período de outubro a dezembro.

Na comparação com as previsões divulgadas em março, houve aumento nas estimativas de intensidade do fenômeno, que antes indicavam anomalias superiores a +1,5°C para o mesmo período.

Apesar disso, os modelos climáticos apresentam limitações e enfrentam o período conhecido como “barreira da primavera/outono”, quando a previsibilidade é reduzida.

Mesmo com essas incertezas, o histórico recente das projeções indica que o fenômeno El Niño 2026/2027 tende a se intensificar, segundo a análise da Meteored.

Especialistas também destacam que a intensidade do fenômeno não implica, necessariamente, impactos proporcionais, já que os efeitos regionais dependem de diversos fatores e não evoluem de forma linear com o aumento da temperatura da superfície do mar.





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