quinta-feira, abril 30, 2026

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Piora das pastagens tende a pressionar arroba do boi para menos de R$ 350 em maio


boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo apresentou contundente queda dos preços ao longo desta semana, indica a consultoria Safras & Mercado.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa, muitos frigoríficos passaram a sinalizar para um posicionamento mais confortável das escalas de abate e começaram a testar níveis mais baixos de preço nas principais praças de produção e comercialização.

“A sazonalidade é fator importante nesta estratégia, considerando a maior saída de animais durante o segundo trimestre, período em que tipicamente a qualidade das pastagens declinam e o pecuarista perde capacidade de retenção, aumentando a necessidade de negociação”, pontua.

De acordo com Iglesias, a progressão da cota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,1 milhão de toneladas (com excedente taxado em 55%), é outro elemento de grande importância a ser mencionado, com a perspectiva de esgotamento entre os meses de junho e julho.

O analista ressalta que para a próxima semana e ao longo do mês de maio, esses fatores devem incentivar a indústria a tentativas de compra abaixo de R$ 350 na praça-base São Paulo, levando a reduções em outros estados também.

Variação do preço da arroba na semana

Na sexta-feira (24), a referência média para a arroba do boi foi cotada da seguinte forma nas principais praças de comercialização do país:

  • São Paulo: R$ 362,08, contra R$ 368,33 há uma semana (-1,7%);
  • Goiás: R$ 344,64, ante R$ 355,89 (-3,1%);
  • Minas Gerais: R$ 352,27, contra R$ 357,65 (-1,58%);
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,77, ante R$ 359,66 (-1,9%);
  • Mato Grosso: R$ 362,91, contra R$ 364,05 (-0,31%).

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 942,105 milhões em abril até o momento (12 dias úteis), com média diária de US$ 78,508 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,353 mil toneladas, com média diária de 12,779 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.143,4.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 22,1% no preço médio.

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Embrapa leva capacitação sobre palmeiras e participa de feira de sementes no Amazonas


Crédito: Foto: Maria José Tupinambá | Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental promove, nos dias 29 e 30 de abril, uma agenda técnica no Alto Solimões (AM) voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável. A programação inclui o curso “Cultura do açaí e outras palmeiras nativas” e a participação na I Feira de Troca de Sementes e Mudas da região.

O curso será ministrado pelo pesquisador Edson Barcelos e tem como foco o manejo e o plantio de espécies como açaí, buriti e bacaba. A proposta é orientar produtores sobre técnicas que garantam sustentabilidade, preservação das florestas nativas e geração de renda. A atividade também busca fortalecer a segurança alimentar nas comunidades locais.

A capacitação é direcionada a agricultores familiares, técnicos, estudantes e demais interessados. Em Benjamin Constant, o encontro ocorre no dia 29, no auditório da prefeitura, com apoio de instituições como o MDA, a Funai e o Idam. Em Tabatinga, no dia 30, a formação será realizada na comunidade Umariaçu II, com parceria de órgãos locais e da Adaf.

Paralelamente, a Embrapa participa da I Feira de Troca de Sementes e Mudas do Alto Solimões, em Benjamin Constant, dentro do projeto “Mãos Guardiãs”. A iniciativa incentiva o intercâmbio de sementes crioulas e mudas de fruteiras nativas, como o cupuaçu, com foco na conservação da biodiversidade e no fortalecimento da produção local.

Segundo a pesquisadora Aparecida Claret, a ação estimula o policultivo e a formação de “guardiões de sementes”, ampliando a diversidade produtiva e contribuindo para a geração de renda em comunidades indígenas e tradicionais da região.

Os interessados em participar da edição em Benjamin Constant podem obter informações sobre inscrições diretamente na sede da prefeitura ou com a Semap.

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AgroNewsPolítica & Agro

Diesel pode bater recorde histórico em 2026


O consumo de combustíveis no país deve seguir em expansão em 2026, impulsionado principalmente pelas atividades produtivas e pelo transporte de cargas. A projeção indica crescimento tanto no diesel quanto nos biocombustíveis, em linha com o ritmo da economia.

Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B deve atingir 70,8 milhões de m³ em 2026, avanço de 1,9% na comparação anual. O desempenho é sustentado pela evolução da colheita agrícola, aumento das exportações e maior movimentação no transporte rodoviário. A análise aponta que, apesar de um início de ano mais fraco, com recuo de 1,7% no primeiro bimestre, a tendência é de recuperação ao longo dos meses, apoiada pela retomada do fluxo logístico.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, realça o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

O crescimento deve ser mais intenso nas regiões Sudeste e Sul, impulsionado pela indústria e pela produção agrícola, enquanto o Centro-Oeste deve avançar de forma mais moderada. Na oferta, a produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, o que deve reduzir as importações para 17,2 milhões de m³ no ano, com leve queda de 0,6%.

No segmento de biocombustíveis, a expansão é mais significativa. A demanda por biodiesel deve alcançar 10,4 milhões de m³, alta de 7,2%, refletindo a ampliação da mistura para B15 e o aquecimento econômico. O óleo de soja segue como principal insumo, com participação crescente. Em um cenário alternativo com adoção do B16, o volume pode chegar a 10,76 milhões de m³.


 





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Silagem mal feita pode virar prejuízo na seca; especialista lista cuidados


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O Giro do Boi da última sexta-feira (24) trouxe orientações do zootecnista Edson Poppi, um dos maiores especialistas em silagem do Brasil. Com a aproximação da estação seca, o silo torna-se o “seguro de vida” da fazenda. No entanto, Poppi alerta que falhas nos procedimentos de ensilagem podem gerar perdas nutricionais e sanitárias que o produtor perceberá somente meses depois.

O segredo para evitar esse prejuízo está no rigor técnico antes, durante e após o fechamento da trincheira, garantindo que o alimento conservado mantenha o potencial de produção de carne e leite. De acordo com Edson Poppi, o ar é o inimigo número um da silagem. A ausência de oxigênio é fundamental para a fermentação correta e a preservação dos nutrientes.

Confira:

Cuidados na colheita

Poppi informa que o erro na silagem muitas vezes começa antes mesmo da colheita, na falta de asseio das estruturas de armazenamento. Colher no “olhômetro” é um convite ao prejuízo. O teor de umidade define o sucesso da fermentação e a aceitação pelo gado. Para medir a matéria seca (MS) diariamente durante a colheita, o especialista recomenda a utilização do teste do micro-ondas ou air fryer.

Para o sorgo, o ideal é cerca de 30% de MS; para o milho, o ponto ótimo fica entre 35% e 37% de MS. É aconselhável ter sempre um agrônomo ou zootecnista responsável acompanhando o processo para ajustes em tempo real. A silagem deve ser tratada como uma obra de engenharia nutricional e um silo mal feito pode resultar em problemas sérios, como acidose e queda na produtividade.

Um material bem conservado garante a rentabilidade na seca. O especialista enfatiza: “O capricho na execução hoje evita o descarte de comida e dinheiro amanhã”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Faesp classifica abertura da Agrishow como ‘dia do não anúncio’ e defende plano de longo prazo para o setor


Créditos: Agrishow

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que faltaram medidas concretas para o setor agropecuário durante a abertura da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP). Em pronunciamento, ele classificou a data como o ‘dia do não anúncio’.

Segundo Meirelles, o setor produtivo chegou à feira com expectativa de medidas imediatas e estruturantes, mas encontrou novamente um conjunto de intenções e promessas já conhecidas, sem definição de prazos ou mecanismos de execução.

“Hoje foi o ‘dia do não anúncio’. Quando todo o setor produtivo esperava a consolidação de medidas efetivas, os representantes do governo federal vieram, mais uma vez, com promessas para renegociação de dívidas, seguro rural e crédito mais justo e acessível ao produtor rural. O produtor não precisa de mais promessas, mas de ações efetivas que tragam segurança jurídica para quem faz do Brasil o verdadeiro protagonista da segurança alimentar”, afirmou.

Criação de um ‘Plano Brasil’

O presidente também defendeu a criação de um plano de Estado de longo prazo para o agronegócio. “É fundamental termos um plano de 10, 20 anos, ou seja, um ‘Plano Brasil’ que contemple soluções de curto, médio e longo prazo. O setor necessita de previsibilidade e de uma visão de Estado que ultrapasse governos, garantindo que o apoio ao produtor seja contínuo e estratégico”, reforçou.

Mais que palavras: ações

A Faesp reforça que o sucesso do campo brasileiro depende da transformação de discursos em ações concretas. Para a entidade, a segurança jurídica é essencial para garantir que o produtor siga investindo e sustentando o abastecimento interno e as exportações do país.

Segundo Meirelles, a manutenção do protagonismo do Brasil na segurança alimentar global passa por um ambiente de negócios estável e por ferramentas de trabalho eficientes, e não por adiamentos ou cronogramas indefinidos.

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Calor extremo reduz produtividade da soja e acende alerta para safra no Brasil, aponta FAO


Reprodução Aprosoja RS

O relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado na última semana, aponta que o calor extremo registrado entre 2023 e 2024 provocou uma queda de quase 10% na produção de soja, além de impactos na pecuária, com estresse térmico e redução da produtividade.

Segundo o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, a produtividade das lavouras começa a ser comprometida quando as temperaturas ultrapassam os 30°C, cenário cada vez mais frequente em regiões produtoras de soja no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

“Nas lavouras de milho e soja há perda de rendimento quando as temperaturas máximas superam 30°C nos estágios reprodutivos. Em várias regiões do Cerrado esse patamar já é recorrente, o que faz com que os ganhos de produtividade dependam cada vez mais de genética melhorada, ajustes no calendário agrícola e manejo preciso”, afirma.

Segundo ele, os ganhos de produtividade passam a depender cada vez mais de tecnologia. “Aqui é importante entender que, em termos práticos, parte importante da agricultura brasileira já não extrai ganhos naturais do clima. Os avanços vêm quase exclusivamente da tecnologia e do manejo, o que aumenta, logicamente, os custos e os riscos”, afirma Meza.

Além das perdas econômicas, o relatório chama atenção para os impactos sobre os trabalhadores rurais. A projeção é de que algumas regiões do país possam enfrentar até 250 dias por ano com calor excessivo para o trabalho no campo, aumentando os riscos à saúde e exigindo adaptações na rotina das atividades.

Adoção de medidas

Meza reforça que a adaptação da agropecuária aos efeitos do calor extremo não depende apenas do produtor rural, mas também de políticas públicas.

“O produtor não consegue agir sozinho. Para ser bem-sucedido, ele precisa de apoio de políticas públicas e de ferramentas desenvolvidas por governos, dentro de uma perspectiva de investimento em novas tecnologias, tecnologia social, planejamento, educação e pesquisa. O desafio é político e institucional, e não apenas técnico”, afirma.

Na prática, o produtor pode adotar medidas como sistemas de irrigação, sombreamento, cobertura do solo, mecanização seletiva e monitoramento climático mais preciso.

Monitoramento climático

Meza destaca ainda a importância do conhecimento climático para o planejamento da produção de soja em cenários de crise climática. Segundo ele, entender os ciclos vegetativos e os impactos das mudanças do clima é fundamental para decisões mais assertivas no campo.

Nesse contexto, o uso de previsões meteorológicas e sistemas de alerta passa a ser uma ferramenta estratégica para reduzir riscos e perdas na produção.

Foco no produtor

A adaptação ao calor extremo também envolve a proteção dos trabalhadores rurais. Segundo Meza, já existem horários do dia em que não é seguro realizar atividades ao ar livre, o que exige reorganização da jornada no campo.

Entre as recomendações estão a antecipação de atividades para períodos mais amenos, pausas regulares, mecanização seletiva, uso de vestimentas adequadas, oferta de água potável e acompanhamento da saúde dos trabalhadores, garantindo mais segurança diante do aumento das temperaturas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Sinais silenciosos derrubam produção de aves



O controle passa por uma estratégia integrada


O controle passa por uma estratégia integrada
O controle passa por uma estratégia integrada – Foto: Divulgação

A queda de desempenho nos plantéis avícolas é um dos principais sinais de alerta para problemas sanitários que impactam diretamente a produtividade. Entre os fatores mais recorrentes estão as doenças respiratórias, que comprometem o consumo de ração, o ganho de peso e aumentam as perdas no sistema produtivo.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essas enfermidades geralmente não têm uma causa única, sendo resultado da interação entre vírus, bactérias e fungos, muitas vezes associada a falhas de manejo e condições inadequadas no ambiente do aviário. A redução no desempenho costuma surgir antes mesmo dos sinais clínicos mais evidentes.

“A queda de desempenho costuma ser um dos primeiros sinais de que algo está errado dentro do aviário. Redução do consumo de ração, crescimento abaixo do esperado e desuniformidade entre as aves são indícios comuns. Geralmente, esses sinais vêm acompanhados de sintomas mais evidentes, como espirros, secreção nasal, dificuldade para respirar, ruídos respiratórios e apatia. Tais quadros podem estar associados a agentes patogênicos, presentes em desafios sanitários no campo”, explica Gabriela Romanzini, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

O controle passa por uma estratégia integrada, que inclui biosseguridade, manejo adequado e monitoramento constante. A identificação precoce é essencial para reduzir impactos produtivos e preservar a saúde do lote.

Entre as soluções disponíveis está o AuroPac ST, da MCassab, que combina diferentes princípios ativos para atuar tanto no controle dos agentes infecciosos quanto na melhora da respiração. A associação contribui para reduzir a carga bacteriana e facilitar a eliminação de secreções. “A melhoria da função respiratória favorece a retomada do consumo de ração, reduz o estresse fisiológico e impulsiona o ganho de peso das aves, resultando em lotes mais uniformes e produtivos, com menor mortalidade e menos condenações”, finaliza.

 





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‘A Agrishow é prova de resiliência. Passamos por safras difíceis, mas o agro brasileiro nunca parou’, diz presidente da feira


Reprodução Canal Rural

A abertura da 31ª edição da Agrishow foi realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP), marcando o início de uma das maiores vitrines do agronegócio. A feira, que começa oficialmente nesta segunda-feira (27) e segue até 1º de maio, reúne inovação, tecnologia e os principais players do setor.

Considerada um dos maiores encontros do segmento, o evento reúne soluções para todos os tipos de culturas e tamanhos de propriedades, além de ser reconhecida como palco de lançamento das principais tendências e inovações do setor.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, ressaltou o papel histórico do setor e a capacidade de reinvenção do agro brasileiro. “Olho para essa feira e não vejo apenas máquinas, estandes ou tecnologia de ponta. Vejo resultados de décadas de trabalho de homens e mulheres que acreditaram que o Brasil tinha vocação de alimentar o mundo. Essa feira é o maior testemunho de resiliência. Passamos por safras difíceis, mudanças econômicas e transformação profunda, mas o agro brasileiro nunca parou, pelo contrário, se reinventou”, afirmou.

Marchesan também destacou o porte do evento e o cenário de produção. “São mais de 900 expositores, com expectativa de grande movimentação de negócios. O agro não pode ignorar custos de produção e cenários de juros, mas projetamos uma safra histórica de 350 milhões de toneladas de grãos. O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em até 40% até 2050 para garantir a segurança alimentar global. Vale lembrar que vivemos na era da inteligência artificial e da conectividade, que transformam dados em decisão”, completou.

Presente na cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin, destacou o impacto da tecnologia na evolução do campo. “É uma das maiores feiras do mundo, voltada à inovação, tecnologia e máquinas. Não há nenhuma geração do mundo que passou da enxada para o drone, é algo impressionante. Hoje também completamos 53 anos da Embrapa e, há 50 anos, o Brasil era importador de alimentos; hoje somos os maiores exportadores do mundo”, disse.

O deputado Arnaldo Jardim ressaltou o compromisso do agro brasileiro com a sustentabilidade e o reconhecimento internacional do setor. “Passa-se a ideia de que o nosso agro enfrenta desafios, mas mostramos, através do que fazemos, que temos um agro com compromisso com a sustentabilidade. A nossa legislação é a mais rigorosa do mundo e, mesmo assim, o nosso produtor consegue ser produtivo e realizar o seu trabalho. Fomos à COP30 e mostramos a presença do Brasil em um momento de crise”, afirmou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou os 53 anos da instituição e as ações apresentadas na feira. “Estamos comemorando 53 anos da Embrapa. É uma semana de celebração, lançamentos e a feira Brasil na Mesa, com mais de 150 produtos de biomas brasileiros da Embrapa em parceria com médios, pequenos e grandes produtores”, disse.

Ela também reforçou o trabalho de avaliação das tecnologias desenvolvidas pela instituição. “Há 25 anos a Embrapa faz o balanço social das tecnologias que ela gera também. A conexão entre ciência, inovação e produção de alimentos ganha protagonismo na feira”, completou.

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Produção de alimentos em risco? Confira no Radar Rural desta semana


Dia Mundial da Alimentação, alimentos, segurança alimentar
Foto: Freepik

O agronegócio brasileiro enfrenta uma combinação de desafios que vão da transição energética às condições climáticas e ao cenário geopolítico, com efeitos diretos na produção de alimentos. Os temas foram discutidos no novo episódio do Radar Rural, que já está disponível.

Confira aqui:

O Radar Rural é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Na grade de TV, é exibido aos sábados, às 09h15, com reprise às segundas-feiras, às 11h30

Biocombustíveis: potencial e entraves

O Brasil tem espaço para ampliar a produção de biocombustíveis, com destaque para o biodiesel à base de soja. Apesar do avanço da produção de grãos, apenas uma parcela ainda limitada é destinada ao setor energético.

A avaliação de representantes da indústria indica que o país tem capacidade para elevar a mistura de biodiesel ao diesel, mas enfrenta entraves ligados à execução de políticas públicas. A falta de infraestrutura e de ações práticas para implementar a lei dos combustíveis do futuro é apontada como um dos principais gargalos.

Além da agenda ambiental, o avanço dos biocombustíveis também é visto como estratégico para reduzir a dependência externa de diesel.

Calor extremo ameaça produção

Um novo relatório internacional acende alerta para os efeitos das altas temperaturas no campo. O estudo aponta que o estresse térmico já provoca perdas relevantes na produção agrícola e impactos na pecuária.

Entre os principais efeitos estão queda de produtividade em culturas como soja e milho, problemas no desenvolvimento de lavouras e redução no desempenho dos rebanhos. O calor prolongado também eleva custos, especialmente com energia e manejo.

O documento ainda destaca medidas de adaptação, como integração de sistemas produtivos, manejo de solo, uso de irrigação e desenvolvimento de cultivares mais resistentes.

Guerra pressiona fertilizantes

No mercado internacional, a escalada de tensões no Oriente Médio adiciona incertezas ao custo dos fertilizantes. Relatórios de consultorias indicam pressão sobre preços, com destaque para os nitrogenados.

O cenário afeta diretamente o planejamento do produtor, especialmente diante da perda de janelas mais favoráveis de compra. Com isso, os custos de produção tendem a subir, com reflexos na inflação dos alimentos.

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Falta pouco: últimos dias para votar no Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!


Foto: Freepik

Faltam apenas quatro dias para o fim da votação do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26! Até o dia 30 de abril, você ainda pode decidir seu produtor e pesquisador favorito (a). Acesse o link, preencha seus dados e escolha.

Ainda não sabe em quem votar? Relembre os candidatos desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, ele acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão: rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

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