O governo brasileiro anunciou que as autoridades sanitárias da Bolívia aceitaram o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de farinhas e gorduras de peixes.
Segundo divulgação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a decisão reflete o elevado nível de confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro e deverá fortalecer as relações comerciais com o país.
Exportações à Bolívia e os impactos no agro
Em 2024, as exportações agropecuárias brasileiras para a Bolívia alcançaram aproximadamente US$ 399 milhões. O valor evidência a relevância das relações comerciais entre os dois países, além de destacar os principais produtos exportados, como bebidas, produtos florestais e rações para animais.
A abertura deste novo mercado para farinhas e gorduras de peixes reforça a posição do Brasil no comércio internacional. Esta ação é uma novidade importante para o agronegócio brasileiro que, em 2025, comemora sua 28ª abertura de mercado. A expansão da exportação de produtos do setor pesqueiro é uma oportunidade estratégica para diversificar ainda mais a pauta exportadora do país.
A colaboração entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) tem sido uma porta que abre novos mercados e fortalece as exportações brasileiras. Desde o início de 2023, o Brasil conquistou 328 novas oportunidades comerciais, refletindo o empenho do governo e do setor privado em diversificar os destinos para os produtos agropecuários.
Esta história começa com a Jaqueline Moreira, produtora rural e secretária da Associação dos Produtores Rurais do Vale Mambucaba, que entrou em contato pelo WhatsApp do Porteira Aberta Empreender depois que leu no site a reportagem: Banana ganha valor e mercado e resolveu compartilhar os detalhes da produção diferenciada do palmito pupunha na região de Angra dos Reis, Rio de Janeiro.
O local fica em Mambucaba, uma cidade litorânea onde o mar se mistura com o rio Mambucaba – que faz parte do Parque Nacional da Serra da Bocaina, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) -, e conta com uma paisagem de tirar o fôlego.
Pequenos produtores rurais do Vale do Mambucaba se uniram para buscar apoio e para conseguirem o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) por Denominação de Origem (DO) junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).Para isso, os agricultores buscaram apoio e orientação junto ao Sebrae e Embrapa.
Com 18 membros, a Associação dos Produtores Rurais do Vale Mambucaba busca o selo de IG/DO como uma estratégia para aumentar a visibilidade do produto e mostrar a qualidade do que é produzido.
“Com maciez e uma coloração mais clara, em relação aos outros palmitos produzidos na região, o palmito pupunha tem ganhado cada vez mais destaque aqui em Mambucaba”, afirma Moreira.
Os associados têm investido pesado em infraestrutura para transformar o palmito pupunha em diversos produtos como macarrão, palmito em conserva, entre outros.
“A gente está querendo agregar valor e levar o palmito para fora. Isso vai ser melhor para todo mundo”, diz Paulo Barbeito, produtor rural.
O processo para obter a certificação envolve várias etapas até o reconhecimento.
“O que vimos de mais significativo foi o engajamento dos produtores em torno dessa causa, que é obter uma certificação de qualidade para o palmito da região do Vale de Mambucaba”, diz Marcos Fonseca, Engenheiro Agrônomo e pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos.
Foto: Divulgação | Associação dos Produtores Rurais do Vale Mambucaba
O palmito pupunha e as condições perfeitas para o cultivo
Tradicionalmente cultivado no Norte e no Centro-Oeste, o palmito pupunha tem se adaptado bem ao Sudeste.
E as condições não poderiam ser melhores: temperaturas médias entre 22°C e 28°C, chuvas regulares e solo bem drenado. Ou seja, o clima litorâneo de Mambucaba é praticamente perfeito para o desenvolvimento da palmeira.
Outro grande diferencial do palmito pupunha da região é sua sustentabilidade.
“Ao contrário do palmito juçara, que leva anos para se regenerar, a pupunha tem um ciclo produtivo renovável. Isso significa cortes sucessivos sem prejudicar a planta, o que a torna uma opção mais viável tanto ambiental quanto economicamente” afirma Moreira.
Além disso, os agricultores têm se dedicado ao manejo agroecológico, com adubação orgânica. Tudo para contribuir na qualidade do produto e fortalecer a imagem da iguaria como uma opção saudável e sustentável.
O futuro está em boas mãos
Com a Indicação Geográfica de Denominação de Origem em andamento, o apoio de instituições como o Sebrae e Embrapa, tem sido fundamental para que o palmito pupunha se torne um grande destaque no mercado.
“Nós realizamos diversos diagnósticos para que o palmito pupunha [possa] receber a Indicação Geográfica, e foi aí, que [identificamos] que a região do Vale do Mambucaba tem um produto diferenciado. Então, o Sebrae iniciou esse trabalho de reconhecimento”, explica Aline Barreto, analista do Sebrae RJ e gestora do projeto de Indicações Geográficas.
O processo de obtenção do selo envolve uma série de etapas, incluindo estudos técnicos, comprovação da tradição local e padronização da produção.
A previsão é que a entrada formal do reconhecimento no Inpi aconteça ainda este ano, após a conclusão dos levantamentos necessários. E a certificação não só pode valorizar ainda mais o produto, como também abrir muitas portas para novos mercados.
“Ter um palmito referenciado, posicionado no mercado e sabendo-se que ele tem qualidade, é original da região e que vai ter o seu reconhecimento, possivelmente haverá um valor adicionado na sua comercialização”, afirma Fonseca.
A produção de palmito pupunha tem tudo para crescer no Sudeste, fortalecendo a economia, o turismo e o empreendedorismo, tornando o Vale de Mambucaba uma referência, quem sabe, na expansão nacional e até internacional em agricultura sustentável.
“O palmito daqui é muito bom, às vezes chega até três cortes por ano”, afirma Barbeito, com orgulho do que planta e colhe.
Se você tem uma história bacana para contar sobre empreendedorismo, capacitação e inovação no campo, envie para nós e faça parte deste canal que está de Porteiras Abertas para receber suas histórias, assim como fez a produtora Jaqueline Moreira.
Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo peloWhatsApp.
Você também pode acessar o site Canal Rural, Empreendedorismo, e ficar por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Kadijah Suleiman
De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, após três dias consecutivos de queda, o mercado do boi gordo encerrou a semana com cotações estáveis em São Paulo. As escalas de abate atendem, em média, nove dias, garantindo previsibilidade para os frigoríficos.
No Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram inalterados nas principais regiões produtoras, como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas.
Já no oeste do Maranhão, o aumento da oferta de fêmeas pressionou os preços para baixo, com quedas de R$ 3,00/@ para vaca e novilha. No entanto, a arroba do boi gordo manteve-se estável. As escalas de abate atendem oito dias na região.
No Acre, o mercado registrou queda de R$ 5,00/@ para o boi gordo, enquanto as cotações das fêmeas permaneceram estáveis.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a colheita da batata branca foi concluída na região de Passo Fundo (RS), enquanto a batata rosa já atinge 80% da área colhida. O produto apresenta ótima qualidade, mas o escoamento enfrenta dificuldades devido à grande oferta nacional. O preço pago aos produtores está em R$ 20,00 por saca de 50 kg para ambas as variedades.
Já a batata-doce enfrenta desafios diferentes. Em Bagé e Uruguaiana, apenas pequenas áreas irrigadas foram colhidas no final de janeiro, enquanto as lavouras sem irrigação tiveram um plantio mais tardio, devido à estiagem. Nos próximos dias, a colheita será retomada, mas alguns produtores optam por aguardar o crescimento dos tubérculos antes da colheita.
Na região de Lajeado, em Feliz, a colheita está em andamento. Entretanto, houve uma redução de 28% da área cultivada este ano, devido à perda de mudas em áreas baixas. Apesar disso, não há relatos de problemas fitossanitários. O quilo da batata-doce é comercializado entre R$ 1,30 e R$ 2,00.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6% – Foto: USDA
A área plantada com milho nos Estados Unidos deve crescer 4,2% na primavera de 2025, alcançando 94,6 milhões de acres, segundo um relatório do CoBank divulgado em 20 de fevereiro. O aumento ocorre em meio à valorização do cereal, impulsionada por estoques globais apertados, forte demanda de exportação e produção recorde de etanol. Além disso, as margens lucrativas na alimentação de gado e aves estão sustentando o consumo interno.
Tanner Ehmke, economista de grãos e oleaginosas do CoBank, destacou que, apesar da tendência dos produtores de manterem rotações tradicionais de culturas, o cenário de preços favorece uma grande mudança na área cultivada. A expectativa é que a colheita de milho para grãos aumente 5%, atingindo 87 milhões de acres, à medida que os preços baixos do feno incentivam a conversão de áreas de milho para silagem. No entanto, o relatório alerta para possíveis impactos negativos de disputas comerciais com Canadá e México, que podem reduzir a demanda externa pelo cereal.
Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%, para 84 milhões de acres. O efeito dessa redução pode ser parcialmente compensado pelo crescimento da área de trigo de inverno, que atingiu 34,12 milhões de acres, alta de 2,1%, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Além disso, possíveis tarifas sobre óleo de cozinha chinês e óleo de canola canadense poderiam estimular a demanda por óleo de soja, amenizando a perda de área. Já o trigo de primavera deve sofrer uma redução de 5,9%, totalizando 10 milhões de acres, impactado pelo fortalecimento do dólar e pelo aumento da oferta interna.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
Segundo dados do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), o Paraná, maior produtor de feijão do Brasil desde os anos 1990, também se destaca como o maior importador da leguminosa.
Embora o estado seja referência na produção nacional, historicamente as empresas paranaenses importam mais feijão do que exportam. Em 2024, as importações caíram 71%, passando de 65 mil para 19 mil toneladas, mas o Paraná ainda responde por 86% das compras externas do Brasil. Os principais fornecedores do grão ao longo dos anos têm sido Argentina e China.
Nos últimos dez anos, o Paraná manteve mais de 80% das importações brasileiras de feijão seco. No entanto, um novo movimento vem ganhando força: as exportações. Em 2024, o estado exportou 71 mil toneladas, um crescimento de mais de 5 vezes em relação a 2023, quando foram embarcadas apenas 10 mil toneladas.
Entre os destinos do feijão paranaense, Índia, Venezuela e México se destacam. Enquanto a Índia recebeu 4 mil toneladas, o maior volume exportado foi para a Venezuela (25 mil toneladas) e para o México (21 mil toneladas). Apesar desse crescimento, o Mato Grosso lidera as exportações nacionais, com 128 mil toneladas enviadas ao exterior.
O Sudeste do Brasil terá tempo firme após dias de muita chuva. O mesmo ocorre com parte do Sul do país. Já no Norte, precipitações generalizadas em todos os estados. Confira a previsão deste sábado para todas as regiões:
Sul
Pouca chuva no Rio Grande do Sul neste sábado. A circulação de ventos estimula pancadas mais localizadas no norte e litoral do estado. Dia de sol, calor e condições de pancadas mais fortes entre Santa Catarina e Paraná durante a tarde de sábado. O tempo fica mais instável no leste e litoral paranaense.
Sudeste
Fim de semana de muito sol e calorão na Região. Chance de pouca chuva na capital paulista, durante à tarde e pancadas mais isoladas no centro-oeste do estado de São Paulo. O tempo segue firme e mais seco entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Chove de forma mais isolada no norte do Espírito Santo.
Centro-Oeste
Tempo firme no centro-oeste de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Pancadas de verão, associadas a calor e umidade no centro-leste do território sul-matogrossense e no norte goiano. Chuva mais forte no noroeste de Mato Grosso com risco de alguns temporais.
Nordeste
Pancadas mais irregulares no Nordeste, concentrada entre os estados do Maranhão, Piauí e Ceará. Previsão de sol, calor e chuva moderada na costa leste da Região, desde Alagoas até o Rio Grande do Norte. Não chove na maior parte da Bahia e o ar continua mais seco no interior do estado.
Norte
O tempo continua instável e chove sobre todos os estados da Região, com risco de temporais no Amazonas, Acre e no norte de Rondônia. No Tocantins, a chuva continua concentrada na metade norte do estado, enquanto as pancadas são mais passageiras e isoladas na região metropolitana.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
De acordo com a União Nacional da Bioenergia (Udop), a forte seca que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua impactando a produção da commodity e impulsionando as cotações internacionais.
Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou a 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 17 pontos em relação ao dia anterior. Já o contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb. Os demais lotes tiveram valorização entre 8 e 21 pontos.
Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta. O contrato maio/25 foi negociado a US$ 547,60 a tonelada, um aumento de 1,1%. Já o contrato agosto/25 fechou a US$ 528,70 a tonelada, uma elevação de 5,50 dólares.
Por outro lado, no mercado interno, os preços do açúcar seguiram em queda pelo sétimo dia consecutivo. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 kg foi negociada a R$ 139,24, representando uma retração de 2,01% em relação ao dia anterior.
O etanol hidratado também apresentou desvalorização. No Indicador Diário Paulínia, o biocombustível caiu 0,34%, sendo negociado a R$ 2.942,00/m³ contra R$ 2.952,00/m³ do dia anterior.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a seca tem causado perdas na produção de melão e melancia no Rio Grande do Sul.
Melão
Em Alegrete, na região de Bagé, os produtores registraram perdas de até 60% na safra devido à estiagem. A colheita está praticamente finalizada. Na região de Santa Rosa, onde há cultivos com sistema mulching e irrigação por gotejamento, ainda há produção em andamento. O preço do melão está em R$ 4,00/kg.
Melancia
Em Bagé, 40% da produção foi perdida devido à falta de chuvas, calor intenso e alta radiação solar. Na região de Pelotas, a colheita segue com boas expectativas, apesar da apreensão climática. Em Pedro Osório, as áreas irrigadas apresentam rendimento de 40 t/ha, enquanto as não irrigadas registram 25 t/ha. Os preços variam entre R$ 0,50 e R$ 0,80/kg, dependendo da qualidade.
Em Soledade, os plantios tardios tiveram perdas irreversíveis. Já em Rio Pardo, lavouras implantadas entre novembro e dezembro estão em floração e frutificação, mas podem sofrer quebra na produção devido ao calor excessivo, que tem causado abortamento de flores e frutos, além de queimaduras solares que reduzem seu valor comercial.
Na região de Encruzilhada do Sul, as perdas são muito expressivas, levando muitos produtores a recorrerem ao Proagro. A comercialização enfrenta dificuldades, com preços baixos entre R$ 0,20 e R$ 0,30/kg.
Manutenção preventiva evita falhas na produção agrícola
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
A manutenção periódica de máquinas e implementos agrícolas é essencial para garantir um desempenho eficiente durante a safra e evitar prejuízos decorrentes de falhas mecânicas.
A conservação adequada de tratores, colheitadeiras e implementos melhora o rendimento das operações no campo, reduzindo custos com reparos emergenciais e aumentando a vida útil dos equipamentos. A falta de manutenção pode resultar em paradas inesperadas, afetando diretamente a produtividade.
Dicas para conservação de equipamentos
Lubrificação regular das peças móveis para evitar desgastes prematuros.
Verificação de fluidos, como óleo do motor e sistema hidráulico.
Calibração correta dos pneus e regulagem dos implementos.
Substituição preventiva de filtros e correias desgastadas.
Armazenamento adequado para evitar corrosão e danos climáticos.
Produtores contam com diversas oficinas especializadas e programas de manutenção oferecidos por concessionárias e fabricantes. Algumas empresas disponibilizam planos de manutenção preventiva, garantindo suporte técnico e maior segurança para os produtores rurais. A adoção dessas práticas não apenas preserva os equipamentos, mas também melhora a eficiência das atividades agrícolas, assegurando uma safra mais produtiva e rentável.