quinta-feira, abril 30, 2026

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Colheita de inverno destaca vinhos finos e enoturismo em Pedra Azul


Quase dez anos atrás, com a fundação do Quinta dos Maracás Restaurante, nasceu uma proposta que uniu gastronomia e paisagem nas montanhas capixabas. A ideia, trazida por Cida Gomes, era simples e direta: “trazer a experiência da gastronomia aqui das montanhas, que é a filosofia da casa, do campo à mesa, para as pessoas que já estavam conhecendo os encantos de Pedra Azul.”

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Logo depois dessa iniciativa, a paixão pelo vinho surgiu naturalmente. Assim, Gustavo Gomes, sommelier e responsável pela produção, descobriu na colheita de inverno uma oportunidade concreta para criar rótulos de excelência. Essa técnica, desenvolvida pela EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e, posteriormente, difundida com apoio do Sebrae e do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), consiste em realizar uma dupla poda. Ou seja, retira-se os cachos no verão para, então, conduzir a produção ao inverno, período que é mais seco e frio.

“É essa época da colheita, um clima praticamente europeu, em que a gente tem essa amplitude térmica que cria engrossamento de casca, quer dizer, mais taninos, mais acidez, o potencial de guarda para o vinho”, explica Gustavo.

Dessa forma, variedades como Syrah, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Malbec e Chenin Blanc estão mostrando ótimo desempenho.

Parreiral Pedra Azul/ES

Por enquanto, a produção ainda é boutique, o que torna a experiência mais exclusiva: os vinhos podem ser degustados apenas no restaurante e no Wine Bar local. “Por enquanto, é o vinho que só tem na vinícola, ou só tem no vinhedo, só tem aqui no Quintas do Manacá. O giro que eu tenho de 1.500 garrafas, os próprios turistas já consomem.”

Apoio Sebrae

Além de apoiar a capacitação técnica, o Sebrae também contribui para a troca de experiências entre produtores. Assim, para Gustavo, esse movimento fortalece o potencial turístico da região: “Acreditar que é possível fazer um vinho fino, de qualidade, é uma coisa que ainda estava meio distante, e o Sebrae está chegando exatamente para criar esse link.”



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Captação de leite no Brasil sobe 9,3% no 2º trimestre


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a captação formal de leite no Brasil atingiu aproximadamente 6,5 bilhões de litros no segundo trimestre de 2025, segundo estimativas preliminares do IBGE. O volume representa crescimento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024. “Mesmo sendo tradicionalmente um trimestre de entressafra, houve aumento de 0,1% frente ao primeiro trimestre, resultado inédito na série histórica”, aponta o boletim.

No 386º leilão da plataforma Global Dairy Trade (GDT), o preço médio dos produtos lácteos negociados foi de US$ 4.291 por tonelada, refletindo estabilidade no mercado em termos de preços e volumes. O leite em pó integral, principal item comercializado e referência para preços no GDT, registrou leve alta de 0,3%, sendo o único produto entre os negociados a apresentar variação positiva.

Em Goiás, a estimativa para o Valor Bruto da Produção (VBP) do leite é de alcançar R$ 5,89 bilhões em 2025, crescimento de 6,7% frente ao ano anterior, quando somou R$ 5,52 bilhões. “Apesar da evolução em termos absolutos, a participação relativa do leite no VBP agropecuário estadual caiu de 5,2% em 2024 para 4,9% em 2025”, informa o documento. Segundo o boletim, essa redução não se deve à retração da atividade, mas ao avanço do VBP total do estado, que subiu de R$ 105,9 bilhões em 2024 para R$ 120,1 bilhões em 2025, expansão de 13,4%. Dessa forma, a menor representatividade do leite decorre do crescimento mais acelerado de outros segmentos do agronegócio goiano.

No mercado externo, as exportações de lácteos produzidos em Goiás em julho apresentaram retração em relação ao mês anterior devido à ausência de embarques para o Chile, segundo principal destino das vendas. “Nesse período, apenas os Estados Unidos importaram produtos lácteos goianos, com volume de 62,0 toneladas”, diz o boletim. Apesar da queda pontual, o desempenho acumulado de janeiro a julho de 2025 segue positivo, com avanço de 27,2% em volume exportado quando comparado a 2024, totalizando 411,0 toneladas exportadas.





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Ruídos políticos e sanções dos Estados Unidos movimentam o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que posturas divergentes no Fed após corte de juros aumentaram a volatilidade dos mercados e pressionaram Treasuries. Bolsas de NY sustentaram máximas lideradas por tecnologia, enquanto o dólar enfraqueceu globalmente.

No Brasil, ruídos políticos e sanções dos EUA elevaram cautela, mas a Bolsa fechou acima de 145 mil pontos e o dólar a R$ 5,33. Hoje, destaque para ata do Copom, PMIs na Europa e nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Brasil mantém superávit apesar da guerra tarifária



“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio”


“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio"
“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio” – Foto: Pixabay

O Brasil registrou superávit comercial no acumulado de 2025, mesmo em meio à intensificação da guerra tarifária entre Estados Unidos e China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No primeiro semestre, o saldo positivo foi impulsionado pelo agronegócio e pela indústria, em um cenário no qual as tarifas entre as duas maiores economias do mundo já ultrapassam 100% em alguns setores.

Entre os mecanismos que preservam margens de competitividade, o destaque é o regime de Drawback, capaz de reduzir em até 18% o custo final de mercadorias exportadas, de acordo com o MDIC. Em 2023, esse instrumento respondeu por US$ 75,3 bilhões em vendas externas, cerca de 25% do total exportado pelo país. A combinação de diversificação geográfica das exportações e utilização de regimes especiais tem sustentado o desempenho brasileiro, com adaptação de portfólio, eficiência tributária e logística como diferenciais.

Os principais destinos alternativos às vendas para EUA e China têm sido a União Europeia e o Sudeste Asiático. Países como Vietnã, Indonésia e Índia ampliaram a demanda por alimentos, químicos e manufaturados, enquanto a Europa tem absorvido produtos de maior valor agregado, como autopeças e bebidas. Apesar desse avanço, o ambiente segue desafiador, já que novas medidas protecionistas norte-americanas elevaram tarifas sobre aço, carnes e suco de laranja, exigindo readequações de contratos e estratégias comerciais.

“O superávit comercial de 2025 mostra a força do agronegócio e da indústria brasileira, mas também escancara os riscos de depender de poucos mercados. A guerra tarifária entre EUA e China reforça que diversificação não é opção, é necessidade. Regimes como o Drawback, aliados à digitalização e à gestão cambial, são ferramentas decisivas para manter a competitividade. As empresas que estruturarem suas operações com governança e visão estratégica conseguirão não apenas atravessar este cenário, mas conquistar espaço nas rotas globais”, afirma Thiago Oliveira, CEO da Saygo.

 





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Abate de frangos cresce 1,9% no 1º semestre de 2025


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o abate de frangos no país atingiu 3,286 bilhões de cabeças no primeiro semestre de 2025, representando um crescimento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram abatidas 3,224 bilhões de cabeças. De acordo com dados divulgados em 10 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidas 62,267 milhões de cabeças a mais no período. “Ocorreram aumentos nos abates em estados como Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia, e quedas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso”, destaca o boletim.

O Paraná, que liderou o abate de frangos com 34,4% da participação nacional, obteve crescimento de 0,3% no número de aves abatidas no primeiro semestre de 2025. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 13,8%, Rio Grande do Sul, com 11,4%, e São Paulo, com 11,1%. Em números absolutos de cabeças abatidas, os cinco principais estados criadores de frangos de corte são Paraná (1.132 bilhões), Santa Catarina (453.833 milhões), Rio Grande do Sul (375.939 milhões), São Paulo (365.648 milhões) e Goiás (257.600 milhões).

No acumulado de janeiro a junho de 2025, o volume de carne de frango produzido no Brasil atingiu 7,045 milhões de toneladas, 2,9% acima do registrado em igual período de 2024, quando foram produzidos 6,847 milhões de toneladas. O desempenho dos cinco principais estados criadores e produtores de carne de frango foi o seguinte em 2025: Paraná (2.480 milhões de toneladas), Santa Catarina (943.686 toneladas), Rio Grande do Sul (682.364 toneladas), São Paulo (824.159 toneladas) e Goiás (575.470 toneladas).

O Paraná teve 34,4% do abate nacional de frangos em número de cabeças e com 35,2% no volume de carne produzida, registrando crescimento de 1,5% no volume produzido no primeiro semestre de 2025 sobre o ano de 2024, quando a produção foi de 2,443 milhões de toneladas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram crescimento de 4,4% e 6,5%, respectivamente, no volume de carne de frango produzido em relação ao mesmo período de 2024.

Nos três principais estados criadores de frangos de corte, que participaram com 58,3% do total nacional, o desempenho em termos de quantidade de carne produzida foi o seguinte: Paraná (+36.722 toneladas), Santa Catarina (+39.464 toneladas) e Rio Grande do Sul (+40.949 toneladas). “Essa pesquisa fornece informações sobre o total de cabeças abatidas e o peso total das carcaças para as espécies de bovinos, suínos e frangos, tendo como unidade de coleta o estabelecimento que efetua o abate sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal”, informa o boletim.

A periodicidade da pesquisa é trimestral e, para cada trimestre do ano civil, os dados são discriminados mês a mês. Da Pesquisa Abate Trimestral de Frangos de Corte, no segundo trimestre de 2025, participaram 297 informantes no Brasil e 45 no Paraná.





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Goiás sobe no ranking de exportação de óleo de milho


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em agosto as cotações do milho mantiveram tendência de queda, mas atingiram patamares acima dos verificados nos dois últimos anos para o mesmo período. A média mensal foi de R$ 63,87 por saca. “Esse cenário está ligado à ampla oferta mundial do cereal, associada à colheita da segunda safra no Brasil”, informou a pasta.

Segundo a Conab, até 30 de agosto já haviam sido colhidos 97,0% do total cultivado no país e 98,0% em Goiás. O USDA estimou, em seu relatório mensal, produção global recorde de 1,288 bilhão de toneladas, na qual o Brasil responde por 10,2%. Esses fatores, segundo o boletim, contribuíram para pressionar os preços do grão.

A Conab informou que a produção brasileira e goiana 2024/25 deve superar a temporada recorde de 2022/23. “Esse desempenho permitirá aumento nos estoques brasileiros do cereal, projetados em 10,2 milhões de toneladas, frente aos 7,2 milhões registrados na safra 2022/23”, destacou a Companhia. Quanto à destinação do milho na safra 2024/25, é estimada a produção de 800,4 milhões de litros de etanol por Goiás e 7,8 bilhões de litros no país, crescimento de 19,2% e 32,4%, respectivamente.

No cenário internacional, as exportações de milho também englobam derivados que agregam valor, como amido de milho, farinha de milho, milho doce preparado e óleo de milho. Em Goiás, destaca-se o óleo de milho, cujo volume exportado entre janeiro e julho foi vinte vezes maior em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 7,4 mil toneladas. No ranking das exportações estaduais do derivado, Goiás passou do sexto lugar em 2024 para o quarto lugar em 2025.





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Produção de ovos cresce 9,1% no Brasil


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (18), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar em 10 de setembro os resultados da Pesquisa Trimestral de Produção de Ovos (POG), informou que a produção total de ovos para consumo — “in natura”, industrializados ou projetados à origem — atingiu 2.028 bilhões de dezenas no primeiro semestre de 2025. “Esse resultado representa um crescimento de 9,1% em relação ao período do ano anterior, quando o volume produzido foi de 1.858 bilhões de dúzias”, detalhou o IBGE. O volume, equivalente a 24.336 bilhões de unidades, significou acréscimo de 2.040 bilhões de ovos frente à produção em 2024.

Durante o primeiro semestre de 2025, o Paraná ocupou a sétima posição no ranking nacional de produção de ovos para consumo, com 102,102 milhões de dúzias (5% do total), um volume 2,8% maior que no ano anterior, quando foram produzidos 99,337 milhões de dúzias. O estado é precedido por São Paulo, com 560,976 milhões de dúzias (27,7%), Minas Gerais (216,212 milhões de dúzias / 10,7%) e Espírito Santo (194,294 milhões de dúzias / 9,7%). Pernambuco aparece com 169,626 milhões de dúzias, Mato Grosso com 128,082 milhões de dúzias e o Rio Grande do Sul com 114,932 milhões de dúzias.

Segundo o levantamento, todos os sete principais estados produtores de ovos para consumo cresceram no primeiro semestre em comparação com igual período de 2024: São Paulo registrou alta de 5,3%, Minas Gerais de 11,5%, Espírito Santo de 7,5%, Pernambuco de 16,4%, Mato Grosso de 7,8%, Rio Grande do Sul de 11% e Paraná de 2,8%.

O IBGE ressaltou que a produção de ovos elevados abrange granjas com mais de 10 mil aves poedeiras, não se limitando apenas aos ovos destinados ao consumo humano, que representam 82,9%, mas incluindo também ovos para incubação (17,1%), usados ??na produção de pintos de corte ou de postura comercial. Participaram da Pesquisa de Produção de Ovos de Galinha (consumo), no segundo trimestre de 2025, 1.141 informantes no Brasil e 150 no Paraná. No mesmo período de 2024 foram registrados 1.103 informantes no Brasil e 150 no Paraná.

O plantel de galinhas poedeiras situa-se no seguinte patamar (milhões de cabeças): no segundo trimestre de 2025, Brasil com 169,853 milhões e Paraná com 8,483 milhões; e no segundo trimestre de 2023, Brasil com 144,723 milhões e Paraná com 7,919 milhões. O IBGE destacou que seu levantamento não abrange estabelecimentos produtores com menos de 10 mil poedeiras. “Como esses se multiplicam aos milhares por todo o Brasil, a produção eficaz de ovos de consumo é maior do que a apontada”, afirmou o Instituto.

Segundo a Associação Brasileira de Produção Animal (ABPA), em 2024 a produção brasileira de ovos foi de 57,6 bilhões de unidades, com exportação de 18,61 mil toneladas e consumo per capita de 269 ovos. Ainda segundo o POG/IBGE, a produção total de ovos para consumo atingiu 3.836 bilhões de dúzias em 2024 (46.032 bilhões de unidades).

No segmento de ovos para incubação, de janeiro a junho de 2025, o país produziu 418,770 milhões de dúzias (equivalente a 5,025 bilhões de unidades), 0,2% a mais que no mesmo período de 2024, quando foram 415,462 milhões de dúzias (4,986 bilhões de unidades). O Paraná liderou nessa categoria, com 129,177 milhões de dúzias (30,8% do total nacional), seguido por São Paulo com 61,395 milhões de dúzias, Santa Catarina com 55,471 milhões, Goiás com 54,994 milhões e Rio Grande do Sul com 44,518 milhões de dúzias.





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México e EUA ampliam compras de carne bovina goiana


De acordo com informações divulgadas na edição de setembro do boletim mensal Agro em Dados, da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, após o pico registrado em novembro de 2024, de R$ 338,76 por arroba, as cotações do boi gordo mantiveram-se em níveis elevados quando comparadas aos dois últimos anos, oscilando entre queda e recuperação de preços ao longo do primeiro semestre de 2025.

“Em agosto, a média mensal alcançou R$ 307,25 por arroba, um acréscimo de 2,4% em relação ao mês anterior”, informou o boletim. O setor, segundo a publicação, sustenta os preços pela combinação de exportações aquecidas, escalas de abate curtas e oferta restrita de animais prontos para o abate.

Paralelamente, desde outubro de 2024, o preço do bezerro vem apresentando trajetória de alta. Em maio de 2025, o Indicador Cepea/Esalq (MS) registrou a máxima mensal de R$ 2.921,02 por cabeça. “Em agosto, as cotações do bezerro atingiram o menor valor dos últimos três meses, negociado a R$ 2.854,04 por cabeça”, aponta o levantamento. Para o boletim, no momento atual, é necessária uma gestão estratégica de custos e atenção às oportunidades de aquisição de animais de reposição.

No panorama internacional, mesmo diante de incertezas geopolíticas, as exportações de carne bovina alcançaram em julho um recorde para o mês, tanto para o Brasil quanto para Goiás, consolidando o estado como terceiro maior exportador de carne bovina. No contexto estadual, em julho, houve uma diminuição de 33,9% no volume de carne bovina adquirida pela China em relação ao mesmo período do ano anterior, correspondente a 5,4 mil toneladas. “Apesar de ser o principal destino da proteína goiana, esse recuo não gerou prejuízos relevantes para o setor”, destaca o boletim, indicando que a queda foi compensada pelo crescimento das aquisições realizadas no mesmo mês por México, Estados Unidos, Rússia e Itália.





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Missão chinesa inspecionará cadeia avícola brasileira antes de retomar importações



As exportações de carne de aves brasileiras à China pode estar perto de retornar. Uma missão técnica chinesa começou nesta segunda-feira (22) a auditar o sistema de inspeção federal nacional para comprovar que o Brasil está definitivamente livre de gripe aviária.

A expectativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é que, após esse trâmite, os representantes asiáticos emitam um parecer favorável sobre a situação para a normalização do comércio.

Os chineses não compram mais a proteína nacional desde maio deste ano em virtude do caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), identificado em plantel comercial do município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

A boa notícia pode vir na esteira da autorização da União Europeia para o retorno às importações do produto brasileiro, divulgada pelo Mapa e comemorada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também nesta segunda.

Em 2024, os chineses compraram 354 mil toneladas de carne de frango brasileira, com receita de US$ 786,9 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com o professor da FGV Agro, Felipe Serigati, o retorno do país asiático como parceiro comercial do Brasil deste mercado específico não quer dizer que esse mesmo nível de aquisição continuará, uma vez que os chineses estão cada vez mais empenhados em aumentar a sua produção avícola para depender menos das importações por uma questão de segurança alimentar.

Além disso, Serigati ressalta que o objetivo da missão técnica chinesa não é inspecionar apenas as granjas brasileiras, mas validar todo o sistema de defesa e inspeção sanitária, o que também inclui laboratórios, frigoríficos, distribuidores e os demais elos dessa cadeia.



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Brasil buscará reforçar papel do agro sustentável durante a COP30



A expectativa é que o Brasil exerça protagonismo na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, Pará, em 2025. O país busca mostrar que o agro não é vilão, mas parte da solução para os desafios climáticos globais.

Tempestades mais severas, aumento da seca e incêndios florestais devem se tornar mais frequentes com o avanço das mudanças climáticas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), 2024 foi o ano mais quente já registrado, com temperaturas cerca de 1,55ºC acima dos níveis pré-industriais. 

Segundo o embaixador e presidente da COP30, André Côrrea do Lago, o impacto das mudanças climáticas está mais grave do que se imaginava e há risco de atingir o chamado “tipping point”, (ponto em que os efeitos não podem mais ser revertidos). 

O dióxido de carbono (CO2) é apontado como um dos principais responsáveis pelo aquecimento global. Ele permanece na atmosfera por pelo menos 100 anos e é emitido principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, presentes nos setores de energia, transporte e indústria.

De acordo com o chefe da Assessoria de Relações Internacionais (Arin) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Marcelo Morandi apesar do cenário global preocupante, o Brasil possui vantagens estratégicas.

“O país tem uma matriz tanto elétrica quanto energética muito favorável, tanto com a questão da bioenergia, da energia renovável pelas hidrelétricas, pela biomassa, quanto pelos biocombustíveis”, afirma. 

O setor agropecuário brasileiro também contribui para a preservação ambiental. Dados da Embrapa mostram que as propriedades rurais mantêm 282,8 milhões de hectares de vegetação nativa, correspondendo a 33,2% do território nacional. 

Segundo o professor emérito da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, o Código Florestal de 2012 obriga cada região a preservar áreas mínimas: 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e 20% no Sudeste. Apesar de todas as regiões cumprirem essa exigência, os produtores ainda não recebem compensações pela preservação. 

“A ideia é avançar em projetos que permitam aproveitar o carbono sequestrado por essas florestas para ter uma renda adicional ao produtor rural. Produtor rural é quem preserva, portanto faz sentido que ele receba alguma coisa por esse trabalho também.” afirma.

COP30 fortalecerá compromisso global

A COP30 será a primeira realizada no Brasil e reunirá representantes de mais de 190 países em Belém, no Pará. O objetivo é debater soluções sustentáveis, envolver a sociedade civil e pesquisadores, e fortalecer o compromisso global com a preservação ambiental.

“É uma grande oportunidade fazermos do maior evento de mudanças climáticas e de discussões sobre o meio ambiente na Floresta Amazônica um grande chamamento aos líderes globais, à sociedade civil, à comunidade científica, à inovação e ao conhecimento, para que possam estar juntos com o Brasil na construção de soluções sustentáveis”, conta o governador do Pará, Elder Barbalho.



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