A prefeitura de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, confirmou mais um óbito por intoxicação por metanol, elevando para seis mortes o total em São Paulo ligadas ao consumo de bebidas adulteradas com a substância.
De acordo com informações de autoridades do municipio, a vítima era uma homem de 49 anos que morreu em casa na terça-feira (30). A cidade tem 13 notificações de casos suspeitos de intoxicação por metanol, sendo que um já foi confirmado e nove estão sendo atendidos por hospitais locais.
Com a confirmação do óbito, sobe para seis o número de casos de mortes provocadas pela intoxição com bebidas com metanol no estado de São Paulo.
As Vigilâncias Sanitárias do estado e do município de São Paulo, em parceria com a Polícia Civil, interditaram dois bares localizados nos bairros dos Jardins e da Mooca, na capital paulista, na terça-feira (30). A ação ocorre após o registro de casos suspeitos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas. Em São Bernardo do Campo, outro bar também foi fechado.
Em 2025, o Brasil foi responsável por colher uma safra de soja considerada abundante. O trabalho com a oleaginosa foi essencial para que o país cumprisse seus compromissos comerciais, conforme afirmou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A declaração aconteceu durante a 10ª Safras Agri Week, que ocorre entre esta quarta-feira (1º) e quinta-feira (2).
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A Abiove informou que aumentou a projeção de esmagamento ao analisar os dados até julho, indicando que o ano terá crescimento na soja esmagada. Como consequência, isso deve gerar maior oferta de farelo e óleo, destacou Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da entidade.
Amaral ressaltou que a disputa global está cada vez mais intensa. “Nós não víamos a China crescer em compras como vimos há 20 anos. Ao contrário, às vezes mudam os países. Estamos chegando a uma situação em que a concorrência é cada vez mais acirrada e todos os mercados serão disputados com unhas e dentes”, disse.
Brasil como líder na exportação de soja
Apesar da pressão externa, a Abiove acredita que o Brasil seguirá líder. “Nossa visão é que sim, o Brasil vai seguir sendo líder na exportação. O país é muito bem visto lá fora, nos enxergam como parceiro comercial, que ajuda na segurança alimentar. Mas temos desafios: a infraestrutura de grãos precisa melhorar muito, a logística também, com estradas danificadas. Se conseguimos com tantas dificuldades, imagina quando resolvermos”, afirmou.
Para o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, 2025 foi um ano de forte oscilação. “Muita volatilidade. O ano é muito político, se adaptando às questões geopolíticas. Foi um ano de oferta recorde de soja brasileira, próximos de 172 milhões de toneladas, e os preços para o produtor ficaram relativamente bons, mesmo com a pressão da oferta”, disse. Ele acrescentou que as exportações devem atingir 105 milhões de toneladas.
Projeções para a safra 25/26
A Safras & Mercado projeta outra safra recorde em 2026, próxima de 180 milhões de toneladas, embora com menor expansão da área plantada. “Deve haver aumento de área novamente, mas não tão alto, com os custos de produção muito elevados devido à taxa de juros”, avaliou Silveira.
O analista Gabriel Viana destacou tendências distintas para os derivados. Segundo ele, a tendência é de firmeza dos preços do óleo de soja até o final do ano, mesmo com safras grandes no Brasil, na Argentina e boas nos Estados Unidos. Por outro lado, no farelo de soja o movimento é oposto. “Se não houver aumento no consumo, a tendência é de enfraquecimento das cotações, e na CBOT temos o menor nível de preços em quase dez anos”, afirmou.
Setor orizícola enfrenta dificuldades com importação, tributos e custo de produção
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Foto: Pixabay
A palestra online “Contexto da Safra de arroz 2025/2026” vai acontecer na próxima quinta-feira, 2 de outubro, a partir das 19h. Participam o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, e o economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz. O encontro vai apresentar análises sobre os principais fatores que influenciam a próxima safra, com transmissão pelo canal da Federarroz no YouTube.
O presidente da Federarroz, Denis Nunes, destaca que a ideia é aprofundar o quadro de dificuldades e incertezas que vive o setor. “Vamos falar sobre o contexto que enfrentaremos na safra 2025/2026, bem como as ações que devemos tomar ainda neste plantio de 2025. Já o economista Antônio da Luz deverá especificar mais como estão os estoques e como deverão ficar se tomarmos ou não as ações necessárias neste plantio”, observa.
Entre os pontos que deverão ser abordados estão o cenário econômico do arroz no Brasil e no Rio Grande do Sul, custos de produção e insumos, área plantada e estratégia de redução, mercado interno e competitividade, políticas públicas e demandas aos governos, riscos e incertezas climáticas, logística, perspectivas e orientações aos produtores.
O governo, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prorrogação em 180 dias do prazo para a publicação do ato normativo que vai regulamentar o acesso aos fármacos derivados de cannabis, para fins medicinais e científicos, em todas as suas etapas. O pedido foi feito na terça-feira (30/9) à ministra Regina Helena Costa, relatora do Incidente de Assunção de Competência (IAC) 16.
De acordo com o plano de ação entregue em maio ao STJ, a regulamentação normativa deveria ser publicada até o dia 30 de setembro. O acórdão determinou que a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) editassem a regulamentação autorizando a importação de sementes, o plantio, cultivo e comercialização da variedade da cannabis para fins exclusivamente medicinais
A ampliação do prazo tem como objetivo discutir com os setores envolvidos e com a sociedade as soluções para que a regulamentação seja efetiva e abrangente e defina as atividades necessárias à garantia da segurança à saúde.
Novo cronograma
Para isso, o pedido propõe um novo cronograma para ser cumprido em seis meses que inclui a participação popular, com a oitiva da sociedade civil; análise e compilação das informações e contribuições recebidas; elaboração de documentos e minuta de ato normativo e, por fim, edição da norma de regulamentação.
O Plano de Ação para Regulação e Fiscalização do Acesso a tratamentos de doenças com fármacos a base de cannabis, entregue em maio ao STJ, foi elaborado em cumprimento a decisão do tribunal, de novembro de 2024. A corte autorizou a produção no país para fins exclusivamente medicinais, estabelecendo um prazo para sua regulamentação.
A proposta do governo contida no Plano de Ação foi elaborada a partir da articulação entre diferentes órgãos do poder executivo, além do diálogo com especialistas, associações de pacientes, instituições científicas e representantes do setor regulado.
No Brasil, desde 2015, a Anvisa autoriza a importação de produtos à base de cannabis com prescrição médica e, a partir de 2019, foi regulamentada a comercialização no país com matéria-prima importada.
Potencial terapêutico
Estima-se que mais de 670 mil pessoas no Brasil utilizem fármacos à base de cannabis para o tratamento de condições graves, como esclerose múltipla, epilepsia refratária e dor crônica.
Estudos científicos consolidados comprovam o potencial terapêutico no controle de sintomas resistentes às abordagens convencionais, com impacto significativo na qualidade de vida desses pacientes.
O acesso a esses tratamentos ocorre, principalmente, por via judicial. O Ministério da Saúde, desde 2022, atendeu cerca de 820 decisões para oferta desses produtos. Embora sem regulamentação no país, muitas pessoas físicas e jurídicas conseguem na Justiça autorização para produção exclusivamente para uso medicinal.
A tilápia é o pescado mais consumido no Brasil e, conforme estimativas da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) deve manter ritmo acelerado de crescimento nos próximos anos.
De acordo com o presidente da entidade, Francisco Medeiros, essa liderança se deve a uma combinação de fatores. O principal é a característica do filé, sem espinhas, de sabor suave e com padrão consistente, que agrada diferentes perfis de consumidores.
“Além disso, trata-se de um produto de cultivo, com produção controlada e oferta estável, permitindo que produtores e mercado trabalhem com previsibilidade e qualidade”, destaca.
Segundo ele, outro ponto decisivo é a mudança global no comportamento do consumidor, que passou a buscar alimentos mais saudáveis, sustentáveis e práticos. “Nesse novo ambiente, a tilápia se encaixa perfeitamente nessas tendências, pois pode ser preparada de várias formas e até ser consumida crua, em pratos como ceviche”, detalha.
Por essa variedade de opções, nos últimos 11 anos a tilápia registrou crescimento médio de 10,3% ao ano no Brasil, a melhor série histórica entre todas as proteínas animais do país.
De acordo com Medeiros, historicamente, o consumo de peixes no Brasil sempre esteve concentrado no litoral, com predomínio da pesca tradicional. Porém, nas últimas décadas, a expansão do cultivo em regiões do interior mudou esse cenário, garantindo maior oferta em todo o território nacional.
A projeção da Peixe BR para a próxima década é de crescimento contínuo, mantendo aumentos na mesma taxa observada nos últimos 10 anos.
“Esse cenário é impulsionado por investimentos já realizados e programados pelo setor, além da receptividade do mercado consumidor à tilápia”, diz a entidade, em nota.
No entanto, como entraves à continuidade do aumento no consumo, Medeiros alerta para o enfrentamento das barreiras regulatórias governamental e os efeitos da perda do poder aquisitivo da população.
O Senado aprovou, nesta terça-feira (30), o substitutivo ao PLP 108/2024, que regulamenta a segunda etapa da reforma tributária sobre consumo e serviços. O texto, relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), recebeu 51 votos favoráveis, 10 contrários e uma abstenção. Com as alterações, o projeto retorna à Câmara dos Deputados para análise.
A proposta define a governança, fiscalização e regras do novo sistema tributário, incluindo a criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O tributo substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal, sendo arrecadado e distribuído entre estados e municípios. Além disso, a reforma institui a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal.
Alterações e impactos para estados e municípios
O relator acatou cerca de 65 das aproximadamente 200 emendas analisadas em Plenário. Entre as principais mudanças estão a atualização do cálculo da alíquota de referência do IBS com dados de 2024 a 2026 e a criação da Câmara Nacional de Integração do Contencioso Administrativo, que uniformiza decisões fiscais.
Também foram incluídas reduções de tributos para institutos de ciência e tecnologia sem fins lucrativos, ampliação da isenção para veículos de pessoas com deficiência e regras sobre plataformas digitais. Estas poderão assumir a responsabilidade de emitir notas fiscais e recolher tributos, quando o fornecedor não cumprir a obrigação.
A arrecadação do IBS será gradualmente ajustada até 2033, mantendo ICMS e ISS em vigor até a plena implementação. Braga também estendeu até 2096 o prazo do seguro-receita, mecanismo que compensa perdas de arrecadação para estados e municípios.
Impostos seletivos e mecanismos de controle
O projeto cria o Imposto Seletivo sobre produtos prejudiciais à saúde, com teto de 2% para bebidas açucaradas e álcool. O mecanismo de split payment prevê que parte do tributo vá diretamente ao governo no ato da compra, reduzindo risco de sonegação.
A regulamentação define ainda o Comitê Gestor do IBS, com diretoria-executiva, corregedoria e participação da sociedade civil. O conselho será composto por representantes da União, estados, Distrito Federal e municípios, com 30% das vagas reservadas para mulheres.
O texto também disciplina créditos de ICMS e CBS, desoneração de fundos de investimento, e regras específicas para setores como futebol e combustíveis, visando maior coerência tributária e segurança jurídica.
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Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (29), com base em dados da Conab, a semeadura da primeira safra 2025/26 de milho no Brasil alcançou 20,80% da área estimada. O levantamento aponta que “a semeadura apresentou avanço semanal de 6,10 pontos percentuais”, enquanto, em relação ao mesmo período da safra 2024/25, os trabalhos estão 4,60 pontos percentuais à frente e 2,60 pontos acima da média das últimas cinco safras.
O maior ritmo foi resultado do progresso no Sul do país, com destaque para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até 20 de setembro, a semeadura havia atingido 44,00% no Paraná, 35,00% em Santa Catarina e 66,00% no Rio Grande do Sul. “O desempenho mais acelerado decorre das condições climáticas favoráveis nessas regiões, onde as chuvas recentes garantiram boa umidade no solo para o início das operações”, destacou o relatório.
Apesar do adiantamento, apenas esses três estados iniciaram os trabalhos, representando juntos 36,18% da área nacional projetada para a primeira safra. O Imea acrescenta que, nas próximas semanas, a previsão do NOAA indica precipitações entre 35 e 75 milímetros na região Sul, o que tende a favorecer o desenvolvimento das áreas já plantadas.
Nesta sexta-feira (3), acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, evento que reúne especialistas, produtores e inscritos para acompanhar de perto discussões relacionadas à geopolítica, biocombustíveis e clima. O palco será a Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), propriedade de Lucio Basso, que conversou com a equipe do Soja Brasil. Vale lembrar que as inscrições seguem abertas. Faça parte aqui.
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A chegada da família ao Mato Grosso do Sul
A história da família Basso em Mato Grosso do Sul começou no início da década de 1970. O pai de Lucio, natural do Rio Grande do Sul, visitou primos na região em 1972 e, pouco depois, surgiu a oportunidade de compra de terras. Em 1973, a família decidiu se mudar definitivamente. “Eu completei um ano de idade e já vim morar aqui”, relembra.
A entrada da soja na propriedade
Segundo ele, a soja sempre esteve presente desde o início. ”Meu pai já trouxe isso no sangue. Começamos com arroz de sequeiro e, na sequência, a soja se consolidou como o modelo de produção que estava sendo implementado na época”, diz.
Hoje, toda a família participa da atividade, sendo Lucio, os dois irmãos e o pai, que continua presente no dia a dia da fazenda.
Comercialização e produção
“Sempre comercializamos com contratos antecipados para equilibrar os custos de produção. A soja acaba migrando para as tradings, vira óleo, farelo, mas segue basicamente esse roteiro tradicional”, explica o produtor.
Nos últimos dois anos, a produtividade foi afetada pelas estiagens prolongadas. Em anos bons, a média chega a 69 a 79 sacas por hectare.
Manejo, sustentabilidade e desafios
O pioneirismo no plantio direto foi marca registrada do pai, que buscou alternativas ao sistema tradicional. “Sempre tivemos esse cuidado. Hoje, há uma tendência maior para o biológico, mas nós sempre nos adaptamos às novas tecnologias.”
Quanto aos desafios enfrentados, o principal é o clima, que dita o ritmo do sojicultor. “Se a gente tem o clima, conseguimos administrar os outros fatores, sejam eles políticos ou comerciais”, comenta.
Vitória e legado
Mais do que resultados de safra, o produtor destaca a importância da continuidade da família no campo. ”Uma grande vitória seria transferir esse legado para filhos e netos. Nosso objetivo é buscar produtividade com o menor custo possível”, especifica.
Planos para o futuro
O foco da família está na construção de solo e fertilidade. ”Avançamos muito nas últimas duas décadas. A irrigação foi um fator predominante, mas sempre tivemos a necessidade de área protegida”, aponta.
”O que queremos deixar é uma herança melhor do que a que encontramos. Nosso desejo é transformar áreas pouco férteis em produtivas e entregá-las fortalecidas para as próximas gerações”, completa.
Por fim, Lucio resume o sentimento de ser produtor. ”É um desafio enorme, mas também um dom. Quando isso morde a gente, não tem como sair”, brinca.
O estudo idealizado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) vai mapear a demanda energética vinculada à expansão da irrigação na região Oeste da Bahia. Considerado inovador, o objetivo é identificar as necessidades de energia elétrica para irrigação e estruturas agrícolas nos próximos 10 anos.
Para isso será realizada uma pesquisa que necessita da participação dos agricultores irrigantes para o levantamento preciso de dados.
Segundo a Aiba, os dados coletados serão tratados internamente e compartilhados com restrições, garantindo a integridade dos produtores.
O estudo propõe estabelecer vínculos de cooperação e junção de interesses para o bem comum com dados plausíveis de demandas energéticas e permitir a elaboração de políticas públicas que irão pleitear investimentos em novas linhas de transmissão, distribuição e subestações.
Demanda energética
De acordo com a associação, o crescimento da demanda energética no Cerrado baiano é de cerca de 20% ao ano, quando a média nacional gira em torno de 3,5%, o que demonstra a necessidade de atenção especial para essa região.
Com a falta de demanda oriunda da concessionária, muitos produtores optaram por fontes alternativas de geração de energia para implementação dos seus projetos, que exigem elevados investimentos inicial e de operação, aumentando o custo de produção.
A Neoenergia Coelba tem planos de investimento substanciais no Oeste baiano até 2027, com construção de novas subestações, ampliação de outras, linhas de alta e média tensão, com projeção de acréscimo de 616 MW de capacidade energética total.
No entanto, o levantamento prévio realizado pela equipe de estudos da Aiba, estimou-se uma demanda retraída de 1,2 GW e uma projeção para 2035 de cerca de 2,5 GW de potência tanto para irrigação, quanto para projetos de instalação de armazenamento de grãos e algodoeiras.
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O estudo que está sendo desenvolvido contempla um diagnóstico completo do suprimento de energia elétrica no Oeste baiano, incluindo o levantamento de dados da rede de distribuição, a caracterização das necessidades eletro energéticas da agricultura irrigada, armazenamento de grãos e algodoeiras, além da análise de indicadores de qualidade e confiabilidade.
Para Cristina Gross, diretora financeira da Aiba, o levantamento possibilitará ter dados plausíveis de demandas energéticas e a cobrança por melhorias prometidas anteriormente, além de abastecer com precisão para elaboração de políticas públicas necessárias para pleitear, junto aos órgãos governamentais, investimentos em novas linhas de transmissão, distribuição e subestação.
“Eu vejo o estudo como uma virada de chave para o Oeste da Bahia por trazer dados técnicos concretos que permitem planejar investimentos, identificar gargalos e cobrar soluções do governo e das concessionárias. Sem energia confiável não há expansão da irrigação nem atração de novas agroindústrias. Por isso, considero esse estudo um marco para o próximo ciclo de desenvolvimento da região”, analisou a diretora financeira.
De acordo com o coordenador da pesquisa e doutor em Engenharia Elétrica, professor Afonso Henriques Moreira Santos, o estudo irá apoiar as instituições de planejamento do setor elétrico, a distribuidora e a EPE, no desenvolvimento da expansão da rede de distribuição.
“Vai evitar o crescimento errático que se deu no Oeste da Bahia, conforme pode ser visto, pela pouca capacidade de atendimento à expansão e à qualidade do fornecimento. Dessa forma, a distribuidora pode, junto com o planejamento da rede básica, ter uma visão em um prazo de 10 anos para se planejar, seja na expansão da rede, seja na melhoria da rede existente, trazendo melhores condições de fornecimento ao crescimento econômico do agronegócio”, explica o coordenador.
Os produtores rurais podem participar e acessar a pesquisa clicando aqui, para responder informações sobre consumo elétrico, área irrigada, equipamentos, entre outros.
Por fim, o estudo será apresentado ao Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério da Agricultura (MAPA), Empresa de Estudos Energéticos (EPE) e a Neoenergia Coelba.
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A produção de grãos na Argentina deve alcançar recorde na safra 2025/26, estimou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O volume total projetado é de 142,6 milhões de toneladas, alta de 8,9% em relação à temporada anterior. O aumento é puxado principalmente pelo milho e pelo girassol, enquanto trigo e cevada também contribuem para o crescimento, compensando quedas na soja e no sorgo.
A área cultivada deve chegar a 37 milhões de hectares, um acréscimo de 1,9% e o maior já registrado no país. “As exportações poderiam crescer 3,3% na nova safra, chegando a US$ 32,94 bilhões”, afirmou Ramiro Costa, economista-chefe da Bolsa.
Milho e trigo lideram expansão
O milho é a cultura com maior avanço esperado. A produção deve crescer 18,4%, somando 58 milhões de toneladas em 7,8 milhões de hectares, quase 10% acima da temporada 2024/25. O trigo também registra alta expressiva: 18,3% de aumento, totalizando 22 milhões de toneladas em 6,7 milhões de hectares.
O girassol deve crescer 16%, com safra de 5,8 milhões de toneladas, e a cevada deve alcançar 5,3 milhões de toneladas, alta de 6%. Em contrapartida, a produção de sorgo deve cair 3,2%, totalizando 3 milhões de toneladas.
Soja: leve recuo, mas com área acima da média
A produção de soja deve atingir 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,6% frente às 50,3 milhões de toneladas de 2024/25. A área cultivada com a oleaginosa também deve diminuir 4,4%, para 17,6 milhões de hectares. Apesar do recuo, a área ainda supera a média dos últimos dez anos.
A Bolsa de Cereais atribui o crescimento geral a um cenário climático considerado neutro, com boas reservas hídricas, e ao aumento da adoção de tecnologias, principalmente no milho. Entre os fatores citados estão a escolha de sementes e o uso de fertilizantes. Segundo a entidade, a safra poderia atingir 155 milhões de toneladas com maior uso de tecnologia, políticas estáveis e redução da carga tributária.