Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou a indicação de Gabriel Galípolo à presidência do Banco Central. O Ibovespa engatou uma alta nos 45 do segundo tempo e fechou pela primeira vez acima dos 137 mil pontos.
ABE retoma formato 100% presencial com oferta para 800 apreciadores
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Foto: Divulgação
Depois de realizar quatro edições híbridas, a Avaliação Nacional de Vinhos retoma seu formato original. Reconhecida como o maior momento do vinho brasileiro, a Avaliação volta a reunir quase mil apreciadores num único local para juntos degustarem a representatividade da Safra, cumprindo seu título de maior degustação de uma safra do mundo. Para viver esta experiência única, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) coloca à venda 800 ingressos, a partir das 9h desta terça-feira (13). Interessados em degustar em primeira mão as 16 amostras selecionadas entre as mais representativas da Safra 2024 deverão adquirir o ingresso pelo link. Este ano, o grande encontro será no dia 19 de outubro, no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves.
Até lá, cerca de 30 profissionais, na maioria enólogos, trabalham até o dia 23 de agosto para coletar as 478 amostras das 67 vinícolas de sete estados brasileiros, além do Distrito Federal (Bahia 15, Distrito Federal 18, Goiás 01, Minas Gerais 04, Paraná 03, Rio Grande do Sul 411, Santa Catarina 08 e São Paulo 18). Com as amostras recolhidas e armazenadas em Bento Gonçalves, a próxima etapa entra em ação no início de setembro com a Degustação de Seleção, conduzida por um grupo técnico formado por mais de 90 enólogos. Eles avaliam às cegas os vinhos, seguindo normas estabelecidas pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).
O resultado é apresentado ao grande público no dia 19 de outubro. Além de anunciar a lista dos 30% vinhos classificados como os mais representativos da Safra 2024, a ABE também divulga quais são as 16 amostras selecionadas e degustadas simultaneamente pelos 800 apreciadores no evento. Quem nunca participou da Avaliação pode acessar o link e assistir a edição anterior.
Programação 16h – Credenciamento 17h – Início do evento 17h25min – Degustação / Comentários 18h40min – Intervalo 18h50min – Degustação / Comentários 21h – Coquetel de Encerramento 00h – Encerramento
O que inclui Degustação das 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativas da Safra 2024 01 (uma) taça de vinho de cristal personalizada 01 (uma) Taça Oficial do Espumante Brasileiro Fichas de Degustação Um exemplar da 16ª Revista Brasileira de Viticultura e Enologia Certificado de Participação online Coquetel de Encerramento (das 21h às 00h)
A pecuária, a cana-de-açúcar, a fruticultura, a heveicultura (cultivo de seringueiras) e a apicultura foram os setores da agropecuária paulista que mais tiveram perdas com as queimadas registradas na última semana no estado de São Paulo.
Os dados, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do estado, mostram que os prejuízos de toda a agropecuária paulista ultrapassam R$ 1 bilhão.
“As queimadas provocaram prejuízos de mais de R$ 1 bilhão ao agro paulista, com a queima de lavouras, pastagens e até morte de animais, conforme levantamento da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo”, destacou a pasta em comunicado.
A secretaria destacou que a Defesa Civil do estado manteve 22 áreas do estado em alerta para queimadas mesmo com a chegada de uma frente fria que trouxe chuva e derrubou as temperaturas na Região Sudeste.
Permanecem em alerta as regiões dos seguintes municípios:
A SAA informou ainda que disponibilizou R$ 110 milhões para os produtores rurais paulistas afetados pelo fogo por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). Para ter acesso ao crédito, o produtor deverá procurar a Casa da Agricultura de seu município.
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A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior – Foto: Divulgação
A seca na região Norte do Brasil deve continuar até o final de outubro, com previsão de melhora somente em novembro, segundo a Climatempo. Durante esse período, temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média são esperadas, o que pode impactar as atividades das empresas. A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior, que já haviam causado uma seca significativa, afetando o enchimento dos rios. Áreas como o sul e leste do Amazonas, Acre, Rondônia e grande parte do Pará enfrentam um déficit de chuvas entre 50% e 70%.
“Essas áreas terão um déficit hídrico maior comparativamente aos meses anteriores e temperaturas mais altas, que vão favorecer a perda de umidade do solo em áreas de formação de corpos d’água. Nesse cenário, o nível dos rios seguirá abaixando, com a chuva retornando á Amazônia ocidental a partir de outubro, de forma gradual”, afirma Vinicius Lucyrio, meteorologista da Climatempo.
As temperaturas na região Norte já estão de 1 a 2 graus Celsius acima da média e continuarão subindo, com o pico previsto para a primeira quinzena de outubro. Esse cenário é influenciado por massas de ar seco do Brasil Central e pelo fenômeno La Niña, intensificado pela seca do segundo semestre anterior, conforme explica Lucyrio. O baixo nível dos principais rios da região e a intensificação do “verão amazônico” poderão impactar as cadeias de abastecimento e a geração de energia das hidrelétricas. A seca deste ano deve ser tão ou mais severa que a do ano passado, apesar da previsão de chuvas mais frequentes e intensas a partir do final de outubro.
“As preocupações para os próximos meses estão relacionadas ao nível baixo dos rios em amplas áreas da faixa norte, com algumas regiões já em situação de alerta”, observa o meteorologista da Climatempo.
O mercado brasileiro de soja teve pouco movimento nesta quarta-feira (28). Os preços ficaram mistos, enquanto a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) teve forte queda e o dólar subiu.
Parte mais agressiva da indústria pagou acima da paridade de exportação. Houve alguns negócios por necessidade imediata de compra com indicações superiores às cotações de mercado.
Preços da soja no Brasil
Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 126
Região das Missões: permaneceu em R$ 125
Porto de Rio Grande: se manteve em R$ 133
Cascavel (PR): estabilizou em R$ 129
Porto de Paranaguá (PR): ficou em R$ 134
Rondonópolis (MT): recuou de R$ 128 para R$ 127
Dourados (MS): diminuiu de R$ 123 para R$ 122
Rio Verde (GO): não variou: R$ 128
Bolsa de Chicago
Foto: Reprodução
Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam a quarta-feira em baixa. O retorno das chuvas no Meio Oeste dos Estados Unidos e o desempenho negativo de outros mercados pressionaram as cotações.
A apreensão com o clima seco se dissipou em algumas regiões do cinturão produtor norte-americano com as recentes chuvas. Com isso, vai se consolidando uma safra cheia nos Estados Unidos, fato que vem pressionando fundamentalmente o mercado.
Completando o cenário negativo, o petróleo recua consistentemente em Nova York e o dólar sobre frente a outras moedas, condições que afastam os investidores das commodities.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,50 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 9,77 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,94 1/2 por bushel, com perda de 9,00 centavos ou 0,89%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,24% a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,72 centavos de dólar, com alta de 0,30 centavo ou 0,74%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,96%, sendo negociado a R$ 5,5559 para venda e a R$ 5,5538 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5114 e a máxima de R$ 5,5644.
A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará apreendeu 33 toneladas de adubo com nota fiscal irregular nesta quarta-feira (28), em uma ação realizada pela Unidade de Controle de Mercadorias em Trânsito do Itinga, em Dom Eliseu, nordeste paraense.
Durante a operação, fiscais identificaram que um caminhão transportava 33 toneladas de adubo com origem em Araguaína (TO) com destino a Xinguara (PA).
A rota apresentada pelo motorista, passando pelo trevo de Dom Eliseu, Rondon do Pará e Marabá, levantou suspeitas. Segundo o coordenador da unidade Sefa no ItingaGustavo Bozola, esse não seria um trajeto lógico.
Valor da carga de adubo
Para confirmar a suspeita, uma viatura da Sefa seguiu o caminhão até o pátio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Dom Eliseu.
O veículo foi liberado às 17h40 e, por volta das 18h14, foi abordado no sentido Paragominas, confirmando a quebra de trânsito. Isso ocorre quando a nota fiscal indica um destino, mas a mercadoria segue para outro.
O caminhão foi escoltado de volta ao posto fiscal para conferência. Foram encontrados 1.100 sacos de adubo, totalizando 33 toneladas, com valor estimado de R$ 100.873,43.
Dois Termos de Apreensão e Depósito (TADs) foram emitidos, totalizando R$ 20.726,68 em ICMS e multas, valor que foi recolhido antes da liberação da carga.
O número de municípios que decretaram situação de emergência por incêndios florestais em agosto cresceu 354% em relação ao mesmo mês do ano de 2023, aponta levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios.
Somente neste mês, 118 gestores municipais registraram a condição no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Este ano, até o dia 26 de agosto, 167 municípios declararam situação de emergência. No mesmo período de 2023 apenas 57 enfrentavam o problema.
De acordo com o levantamento, 4,4 milhões de pessoas já foram afetadas pelos incêndios florestais este ano, sendo que a maioria, 4 milhões, foram alcançados pelos efeitos, como poluição do ar e perda da biodiversidade.
Estados afetados pelos incêndios
O maior número de decretos foi registrado em São Paulo, por 51 municípios, seguido por outros 11 estados:
Mato Grosso do Sul: 35 registros;
Espírito Santo e Rondônia: dois municípios;
Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina: apenas um município cada.
Até o momento, o sistema aponta que já foram reconhecidos pelo governo federal a situação de emergência por incêndio florestal em 12 municípios em Mato Grosso do Sul. Os demais processos ainda estão em andamento para que os gestores possam ter acesso aos recursos públicos federais para medidas emergenciais.
A instituição estima um prejuízo de R$ 10 milhões em assistência médica emergencial para a saúde pública, que ainda pode crescer com impactos causados pela exposição da população à fumaça.
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu um passo importante para expandir as exportações do agronegócio brasileiro ao intensificar negociações com a Coreia do Sul. Durante uma missão realizada na última semana em Seul, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, acompanhado pelo adido agrícola Ricardo Zanatta, participou de reuniões estratégicas para fortalecer as relações bilaterais e discutir o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado sul-coreano, conforme o informado pelo Mapa.
Segundo o Mapa, em um dos principais encontros, Perosa e a embaixadora do Brasil em Seul, Márcia Donner Abreu, se reuniram com o ministro adjunto de Coordenação e Planejamento do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais (MAFRA) da Coreia do Sul, Kang Hyoung-Seok. As discussões incluíram a finalização do processo de regionalização para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira, e a expansão da área autorizada para exportação de carne suína dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.
Além disso, representantes do Mapa se encontraram com a comissária da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA), Kim Jung-hee, para avançar nas tratativas relacionadas à carne bovina e suína, e discutir o potencial de exportação de uvas de mesa brasileiras para a Coreia do Sul. A possibilidade de acesso dos morangos coreanos ao mercado brasileiro também foi abordada, sinalizando o interesse em diversificar as trocas comerciais entre os dois países.
Outro destaque da missão foi a reunião com Choi Ji-young, ministro adjunto de Assuntos Internacionais do Ministério de Economia e Finanças (MOEF), onde foram debatidos temas como a contribuição da produção agropecuária brasileira para a segurança alimentar na Coreia do Sul e o controle da inflação, além de potenciais investimentos coreanos no projeto de recuperação de pastagens degradadas no Brasil, de acordo com as informações do Mapa.
“Esta missão fortaleceu ainda mais os laços comerciais e a cooperação entre Brasil e Coreia do Sul. As discussões abriram novas possibilidades para o agro brasileiro, especialmente em um mercado tão estratégico como o coreano. Estamos confiantes de que essas negociações resultarão em importantes avanços para nossos produtores e para a economia brasileira”, afirmou o secretário Roberto Perosa.
O economista Gabriel Galípolo é o indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência do Banco Central. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Palácio do Planalto.
“O presidente da República me incumbiu de fazer um comunicado aqui, de que hoje ele está encaminhando ao Senado Federal, ao presidente [Rodrigo] Pacheco e ao senador Vanderlan, presidente da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], o indicado dele para a presidência do Banco Central, que vem a ser o Gabriel Galípolo, que hoje ocupa a diretoria de Política Monetária do banco”, revelou o ministro.
Mandato de quatro anos
Para assumir o cargo, Galípolo ainda precisará ter o nome aprovado pelo Senado Federal, que realizará uma sabatina com o indicado, para um mandato de quatro anos à frente do BC. Se aprovado, ele substituirá Roberto Campos Neto, cujo mandato se encerra no dia 31 de dezembro.
“Na mesma magnitude, é uma honra, um prazer e uma responsabilidade imensa ser indicado à presidência do Banco Central do Brasil pelo ministro Fernando Haddad e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Galípolo ao lado de Haddad após o anúncio da indicação. Ele se recusou a responder perguntas em “respeito ao processo e à institucionalidade”.
Quem é Galípolo
Ex-secretário de Economia e de Transportes do governo de São Paulo, Galípolo trabalhou na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e no Banco Fator, instituição que ele fundou.
Em 2023, assumiu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, até ser indicado e aprovado para a diretoria de Política Monetária do BC, que ele ocupa desde julho do ano passado.