O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, reuniu-se com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (18), para discutir os detalhes do conflito fundiário ocorrido na região de Antônio João, na fronteira com o Paraguai.
O confronto resultou na morte de uma pessoa, identificada inicialmente como indígena da etnia Guarani Kaiowá.
Segundo Riedel, a prioridade é evitar novos conflitos na área. “Estamos empenhados em que não haja mais conflitos”, afirmou o governador ao presidente. Ele destacou ainda que solicitou a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram ao óbito.
Riedel e o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, detalharam as ações que antecederam o conflito, em meio a uma escalada de tensão na região. No encontro com Lula, também foi discutido o envolvimento do narcotráfico na área, com a presença de roças de maconha do outro lado da fronteira e facções criminosas que estariam aliciando membros das comunidades indígenas.
Nesta quinta-feira (19), o governador apresenta um relatório de inteligência, produzido pelas forças de segurança de Mato Grosso do Sul, a representantes do governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF), abordando as suspeitas e a escalada de violência na região.
O valor de produção na Pesquisa da Pecuária Municipal – PPM 2023 atingiu novo recorde ao chegar à marca de R$ 122,5 bilhões, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Os produtos de origem animal da pesquisa atingiram R$ 112,3 bilhões, alta de 4,5% em relação a 2022, e os itens da aquicultura foram responsáveis por R$ 10,2 bilhões, aumento de 16,7%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do crescimento no valor de produção total ser positivo, a marca de 5,4% a mais que o ano anterior é o menor acréscimo percentual dos últimos cinco anos.
O principal item a elevar o valor de produção em 2023 foi “ovos de galinha”, com alta de 17,3% e total de R$ 30,4 bilhões (R$ 4,5 bilhões a mais que no ano anterior). A aquicultura também teve significativo acréscimo, totalizando R$ 1,5 bilhão a mais em relação ao ano de 2022.
O ano de 2023 foi marcado por exportações recordes de carnes in natura bovina, de frango e suína, segundo resultados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O principal destino da carne bovina foi a China, que adquiriu 59,6% de toda carne in natura exportada. Entretanto, o volume foi 3,4% menor quando comparado com 2022. Já no mercado leiteiro, houve alta na importação do produto que, aliado à demanda interna mais baixa, causou uma redução no preço médio pago ao produtor.
Foram importadas 199,2 mil toneladas de leite, alta de 87% em relação ao ano de 2022. Essa entrada maciça do produto, aliada à fraca demanda interna, forçou a redução do preço interno do leite que passou de R$ 2,31/litro, em 2022, para R$ 2,27/litro, em 2023.
A pecuária bovina brasileira entrou em um novo ciclo de seu processo produtivo. A tendência dos últimos anos de retenção de fêmeas para reprodução e consequente venda de bezerros e/ou aumento de rebanho tem mostrado arrefecimento.
No ano de 2023 foi possível observar aumento de abate de fêmeas após o preço da arroba do boi ter caído. Porém, mesmo com este cenário, o rebanho bovino atingiu novo recorde e chegou a 238,6 milhões de cabeças, alta de 1,6%.
Estados
Mato Grosso se manteve detentor do maior rebanho estadual, com 14,2% do efetivo nacional – o equivalente a 34 milhões de animais, queda de 0,7% em relação ao ano de 2022. Pará segue com a segunda colocação, com 25 milhões de cabeças, alta de 1% em relação ao ano anterior.
Em terceiro lugar está Goiás com 23,7 milhões de animais, seguido por Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Juntos, os cinco principais estados produtores de bovinos concentraram 52% do rebanho nacional.
São Félix do Xingu (Pará), apesar da retração de 2,8% em relação a 2022, mais uma vez liderou o ranking municipal de efetivo de bovinos, com rebanho de 2,5 milhões de cabeças – equivalente a 9,8% do efetivo paraense, 3,9% da Região Norte e 1% do total brasileiro.
Corumbá (Mato Grosso do Sul) continuou com o segundo maior rebanho, 2,2 milhões de animais, alta de 8,5% em relação ao ano anterior. Porto Velho (Rondônia) manteve a terceira posição em 2023, com 1,8 milhão de bovinos
Foto: Pixabay
Tecnologia
A produção de leite foi recorde em 2023 ao atingir 35,4 bilhões de litros. Enquanto a produção de leite subiu, o número de vacas ordenhadas decresceu. Foram contabilizadas 15,7 milhões de vacas ordenhadas, 0,1% a menos que em 2022, sendo esse total de vacas ordenhadas o menor já registrado desde 1979.
A maior produção de leite com um menor número de vacas ordenhadas é resultado de incremento na tecnologia do setor leiteiro, que tem investido cada vez mais em genética e manejo do rebanho.
O efetivo de galináceos estimado foi de 1,6 bilhão de cabeças no Brasil, um aumento de 0,6% em relação ao ano anterior. Desse total, 263,5 milhões, 16,7%, são de galinhas, alta de 2,4% em relação a 2022. Desde 1999, o valor estimado de produção de ovos de galinha não para de crescer ano após ano. Em 2023, foi contabilizada a produção recorde de 5 bilhões de dúzias de ovos.
O efetivo de suínos teve redução de 3,1% em relação ao ano anterior, totalizando 43 milhões de animais.
A produção de mel bateu novo recorde de produção e alcançou 64,2 mil toneladas.
Na produção de peixes, foram produzidos 655,3 mil toneladas, 5,8% a mais do que em 2022. A Região Sul se manteve como a principal produtora de peixes e foi responsável por 34,7 % do total nacional. O Nordeste e o Sudeste ultrapassaram a Região Norte, e agora estão na segunda e terceira posições, respectivamente.
Em 2023, o efetivo de caprinos aumentou 4%, chegando a 12,9 milhões de animais, e o efetivo de ovinos apresentou aumento de 1,3%, resultando em 21,8 milhões de animais. Foram os maiores valores já alcançados na pesquisa, para essas duas criações. Com 96% do total de caprinos e 71,2% de ovinos, a Região Nordeste foi a principal responsável pelo aumento nacional.
A Super Quarta desta semana é a mais importante do ano nos Estados Unidos, com a expectativa de um possível corte de meio ponto percentual nas taxas de juros, o que pode impulsionar os preços da soja e do milho. Se o corte acontecer, o mercado pode interpretá-lo como um sinal de recessão. No Brasil, a previsão é de um aumento de 0,25%.
A taxa de juros nos Estados Unidos impacta o mercado mundial, afetando pregões na Europa e na Ásia. Com quatrilhões de dólares em negociação no mercado futuro, essa expectativa se torna significativa. Se o corte se confirmar, investidores podem migrar para ativos mais seguros, como commodities agrícolas.
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Produtores
Para os produtores rurais brasileiros, estar atento às condições do mercado é essencial. Além disso, o cenário atual envolve questões sociais e ambientais, como incêndios e conflitos com comunidades indígenas, que continuam a ser temas relevantes e polêmicos.
A participação ativa dos produtores é fundamental para que suas vozes sejam ouvidas e suas necessidades compreendidas. O diálogo aberto e a troca de informações ajudam a esclarecer dúvidas e a promover um entendimento mais profundo das dinâmicas do setor.
A colaboração de especialistas, como meteorologistas, também é indispensável para analisar as condições climáticas que podem impactar a produção.
Os preços médios das carnes suína, de frango e de boi vêm registrando altas no mercado atacadista da Grande São Paulo neste mês de setembro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Pesquisadores da entidade indicam que os avanços nos valores da carne suína, no entanto, se destacam em relação aos do frango, mas ficam abaixo dos observados para a bovina.
Diante desse contexto, de agosto para setembro, a competividade da carne suína tem crescido frente à bovina, mas diminuído em relação à avícola.
As valorizações de todos os cortes com osso levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) no mercado atacadista de carne da Grande São Paulo estiveram por volta de 4% ao longo dos últimos sete dias.
Diante disso, a carcaça casada do boi gordo (junção do traseiro, do dianteiro e da ponta de agulha) vem sendo negociada nesta semana no maior patamar nominal deste ano.
Segundo pesquisadores do Cepea, atacadistas da Grande São Paulo comentam que, além de a oferta dos frigoríficos estar um pouco menor, o consumo se aqueceu – alguns indicadores macroeconômicos (desemprego e massa de rendimentos) dão sustentação a esse comportamento.
Com 96% da área do café já colhida no fim de agosto, a safra de 2024 do grão está estimada em 54,79 milhões de sacas beneficiadas, redução de 0,5% se comparada com a produção obtida em 2023. Os dados estão no 3º levantamento da cultura, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O clima exerceu influência entre o segundo e o terceiro levantamentos realizados pela estatal, frustrando algumas estimativas que apontavam para um bom potencial produtivo das lavouras.
O início da atual safra indicava um novo crescimento na colheita, considerando a situação das lavouras na época e o ciclo de alta bienalidade.
No entanto, as condições climáticas adversas – como estiagens, chuvas esparsas e mal distribuídas, juntamente com altas temperaturas durante as fases de desenvolvimento dos frutos – reduziram as produtividades previstas inicialmente. Com isso, a produtividade média nacional de café está estimada em 28,8 scs/ha, 1,9% abaixo da obtida na safra de 2023.
Café arábica
Para o arábica, a estimativa aponta para uma produção de 39,59 milhões de sacas, o que ainda representa um crescimento de 1,7% acima da safra anterior. Apenas Minas Gerais, principal produtor de café no Brasil, será responsável pela colheita de 27,69 milhões de sacas desse tipo, redução de 3,4% em comparação ao total colhido na safra anterior. Segundo a Conab, a redução se deve às estiagens, acompanhadas por altas temperaturas durante o ciclo reprodutivo das lavouras e agravadas a partir de abril, quando as chuvas praticamente cessaram em todo o estado, com registros de precipitações pontuais e de baixos volumes.
Em São Paulo, o clima também afetou o desempenho das lavouras. Ainda assim, é esperado um crescimento de 8,2% em comparação ao resultado obtido em 2023, podendo chegar a uma produção de 5,44 milhões de sacas neste ano. Cenário semelhante é verificado nas regiões produtoras de arábica no Espírito Santo, Rio de Janeiro e na área do cerrado baiano, onde o incremento projetado deverá ser menor que o inicialmente estimado.
Conilon
Já para o conilon, é esperada uma queda de 6% na produção, estimada em 15,2 milhões de sacas. No Espírito Santo, principal produtor de conilon do país, a safra está estimada em cerca de 9,97 milhões de sacas, redução de 1,9%. Já em Rondônia e na região do atlântico baiano, a colheita deve registrar uma queda expressiva de 16,4% e 13,3% respectivamente.
Na Bahia essa diminuição é explicada principalmente pela menor produtividade registrada, enquanto que em Rondônia pela menor área cultivada, reflexo de ajustes realizados em virtude de novas e mais precisas informações coletadas, com um projeto de mapeamento das áreas em curso.
O documento também mostra que a área total destinada à cafeicultura no país em 2024, para o arábica e conilon, totaliza 2,25 milhões de hectares, sendo com 1,9 milhão de hectares em produção, com crescimento de 1,4% em relação ao ano anterior, e 345,16 mil hectares em formação, com redução de 4,5%.
Mercado
Os preços de café no mercado seguem atrativos para o produtor, na avaliação da Conab. O produto se mantém valorizado, uma vez que a oferta do grão permanece ajustada. No Brasil, principal produtor mundial, a produção nas safras 2021 e 2022 foram limitadas devido às questões climáticas.
Além disso, a produção no Vietnã também sofreu com o clima, o que reduziu os estoques asiáticos de café.
Esse cenário de oferta limitada e alta demanda pressiona os estoques mundiais e influenciam na forte alta nos preços do robusta no mercado internacional, que também reflete na valorização do arábica.
Diante deste cenário, as exportações brasileiras registram 32,1 milhões de sacas de 60 quilos de café, no acumulado de janeiro a agosto de 2024, volume que corresponde a um aumento de 40,1% na comparação com igual período de 2023, segundo os dados disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse volume é o maior já exportado pelo Brasil, considerando os oito primeiros meses de cada ano.
Caso as exportações de café nos meses finais de 2024 permaneçam elevadas, o país poderá superar o recorde registrado no ano de 2020, quando foram embarcadas 43,9 milhões de sacas de 60 quilos.
Um projeto aprovado na Câmara nesta quarta-feira (18), que flexibiliza licitações para obras em situações de calamidade pública, aumenta para R$ 3 bilhões o valor da subvenção econômica do governo federal para mutuários que tiveram perdas materiais pelos eventos climáticos entre abril e maio. Antes, a cifra era de R$ 2 bilhões, mas o Senado fez um acréscimo de R$ 1 bilhão.
O texto vai para sanção presidencial e substitui medidas provisórias vigentes desde maio para dar socorro ao Rio Grande do Sul, após as enchentes deste ano.
Segundo o texto, o benefício será concedido no ato da contratação da operação de financiamento no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
Conforme trecho adicionado pelo Senado, a matéria prevê que, no caso de empresas que fizerem uso das linhas de financiamento, o contrato com a instituição financeira deverá prever uma cláusula de compromisso de manutenção do número de empregos existentes.
A Câmara excluiu um trecho que obrigava as empresas a retomar o número de empregados existentes anteriormente à calamidade pública. Também foi retirada do dispositivo a previsão de retroatividade dos encargos financeiros aplicados à operação a preços de mercado, em caso de não cumprimento do compromisso de manutenção dos empregos.
A União também ficou autorizada a aumentar em até R$ 4,5 bilhões a sua participação no Fundo de Garantia de Operações (FGO). Com a aprovação de uma emenda do Senado, houve uma ampliação desse montante em mais R$ 600 milhões.
Além disso, fica autorizada a utilização do superávit financeiro do Fundo Social apurado em 31 de dezembro de 2023, limitada ao montante de R$ 20 bilhões, como fonte de recursos para a disponibilização de linhas de financiamento para apoiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e de enfrentamento às consequências sociais e econômicas de calamidades públicas.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca a repercussão da Super Quarta. Nos EUA, a decisão do FOMC foi de reduzir a taxa de juros em 0,5 ponto percentual (pp), levando os Fed Funds para o intervalo entre 4,75% e 5%.
Por aqui, como era esperado, a Selic subiu 0,25 pp, indo para 10,75%, com comunicação dura, deixando em aberto a opção de acelerar o ritmo.
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“O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa” – Foto: Pixabay
O setor agrícola tem a capacidade única de remover CO2 da atmosfera por meio de práticas de agricultura regenerativa, afirmando seu papel crucial na mitigação das mudanças climáticas. No 5º Fórum do Agronegócio em Londrina (PR), Roberson Marczak, da ADAMA, destacou a importância de ajustar a narrativa para mostrar que o agronegócio pode ser parte fundamental da solução para os impactos climáticos.
O evento, promovido pela Sociedade Rural do Paraná, reuniu representantes do agronegócio para discutir a relação entre o setor e a natureza, abordando soluções para os desafios atuais. Marczak também ressaltou a vulnerabilidade do setor e seu potencial para contribuir para a sustentabilidade.
“O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa. Precisamos mudar a narrativa e mostrar que o agro pode ser parte fundamental da solução para os impactos climáticos”, afirmou.
A empresa investe em materiais biodegradáveis ou renováveis, que podem representar de 30 a 80% de suas soluções. Desde 2018, substitui solventes orgânicos por água em suas formulações, criando produtos com mais de 60% de componentes biodegradáveis, evidenciando seu compromisso com a sustentabilidade.
Além disso, Marczak enfatizou a necessidade de o Brasil adotar um papel mais ativo na definição de métricas de emissão de gases de efeito estufa (GEE) específicas para o contexto tropical. Com base em um estudo do Observatório de Bioeconomia da FGV, ele argumentou que as medições climáticas internacionais frequentemente priorizam critérios do hemisfério norte e da Europa, não refletindo adequadamente as particularidades do sistema de produção agrícola tropical. Marczak defendeu a importância de considerar o balanço das emissões do setor agrícola, e não apenas as emissões brutas.
Até esta quarta-feira (18), o governo liberará um crédito extraordinário de R$ 514 milhões para combater os incêndios florestais que se alastram pelo país. O anúncio foi feito há pouco pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, em reunião entre representantes dos Três Poderes para discutir as ações de combate às queimadas.
Os recursos, informou Costa, serão distribuídos em diversos ministérios e serão usados para a aquisição de equipamentos e para a execução de medidas no curto prazo. A medida provisória com o crédito extraordinário deve ser editada nas próximas horas.
De acordo com a Casa Civil, uma parte dos recursos será destinada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas para reforçar o monitoramento e enfrentamento às queimadas. Com o dinheiro extra, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) poderão contratar brigadistas e alugar viaturas e aeronaves.
Também receberão o dinheiro a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública, para reforçar as investigações e a repressão ao crime ambiental. A verba também será distribuída às Forças Armadas, para operações de apoio na extinção das chamas. Outra parte dos recursos será empregada na compra de cestas básicas e de alimentos às famílias da Região Norte afetadas pela baixa dos rios.
Segundo o ministro da Casa Civil, o dinheiro será aplicado em parceria com os estados e os municípios. Na próxima quinta-feira (19), o governo federal pretende reunir-se com os 27 governadores para ouvir as demandas e os pedidos de ajuda para traçar um diagnóstico, acrescentou Rui Costa.
O valor já havia sido informado ao Supremo. No domingo (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou um orçamento especial para o enfrentamento às mudanças climáticas. O governo poderá abrir um crédito extraordinário, que por definição está fora das metas fiscais, sem correr o risco de que o dinheiro seja reincluído nelas, caso a medida provisória seja rejeitada ou não seja votada a tempo.
Ainda nesta semana, afirmou Costa, o governo enviará outra medida provisória para simplificar a liberação de recursos do Fundo Amazônia pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Realizado no fim da tarde desta terça-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, o encontro teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O encontro também reuniu ministros do governo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e representantes da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU).
Conselho Nacional de Segurança Climática
A ministra Marina Silva informou que o governo avalia propostas de criação de um Conselho Nacional de Segurança Climática e de um Plano de Prevenção de Efeitos Climáticos Extremos. “Há pouco, nós conversávamos, e o senhor [presidente Lula] teve uma ideia de que, do mesmo jeito que o senhor criou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o senhor gostaria de que estudássemos a possibilidade, de caráter de urgência, celebrando essa reunião com os Poderes, o Conselho Nacional de Segurança Climática”, declarou.
Para Marina, o conselho terá papel importante ao articular diferentes setores da sociedade. “Acho que isso é uma grande sacada que o senhor teve, porque nós temos o pacto com os Poderes, nós vamos poder reunir o Superior Tribunal de Justiça, a Câmara dos Deputados, o Congresso, a sociedade, o setor empresarial, e poder apresentar recomendações para que mais que mitigar, mais que adaptar e nos preparar, nós possamos transformar o nosso país”, acrescentou. O plano de prevenção, informou a ministra, está sob análise da Casa Civil.