quarta-feira, agosto 19, 2026

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Preços do café sobem com clima seco e baixa oferta no Brasil


Os estoques globais de café também são motivo de apreensão





Foto: Divulgação

O mercado futuro do café, tanto para as variedades arábica quanto robusta, mantém uma tendência de alta, operando em níveis elevados. Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, mesmo após uma correção no início da semana, os contratos próximos ao vencimento permanecem valorizados, refletindo a preocupação com a oferta no curto prazo.

O comportamento dos fundos especulativos reforça essa tendência. Embora tenha ocorrido uma liquidação parcial na última sexta-feira, o mercado ainda projeta altas, impulsionado pelas condições climáticas desfavoráveis no Brasil. A seca e o calor excessivo nas regiões produtoras estão elevando os riscos para a safra 2025/26, enquanto as expectativas de chuva permanecem incertas.

Os estoques globais de café também são motivo de apreensão. Com níveis baixos tanto nas áreas de origem quanto nos principais destinos, qualquer nova adversidade climática pode intensificar a escassez, pressionando ainda mais os preços. Além disso, o Vietnã, importante produtor de robusta, enfrenta uma colheita menor devido às condições climáticas adversas, agravando o cenário de déficit global.





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Queimadas encarecem alimentos e elevam alerta no bolso do consumidor



Os incêndios na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal desencadearam uma onda de preocupação socioeconômica, especialmente em meio à maior estiagem da história recente do Brasil. Além dos danos ambientais, as queimadas têm impacto direto nos preços de alimentos como verduras, legumes e frutas, que tendem a subir devido aos prejuízos causados ao solo das plantações.

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Setembro já é um mês marcado pelo encarecimento de produtos devido à transição do inverno para a primavera. Neste ano, no entanto, a situação é agravada por desastres ambientais. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou mais de 68 mil focos de queimadas neste mês, um aumento de 144% em relação ao mesmo período de 2023.

O avanço das queimadas compromete o solo, que precisa de tempo para se recuperar. Esse cenário leva à escassez de alimentos e à diminuição da oferta no mercado. Além disso, a seca afeta a navegabilidade dos rios, obrigando os fornecedores a recorrerem ao transporte rodoviário, que é mais caro. Bancos, consultorias e corretoras já preveem uma alta nos preços dos alimentos entre 4,5% e 7,5%.

Fernando Lamounier, educador financeiro e CEO da Multimarcas Consórcios, destaca o impacto dessa situação: “A inflação, normalmente mensurada pelo IPCA, tem um impacto profundo na vida do consumidor, fazendo com que cada real valha menos do que antes, obrigando todos a repensar prioridades e a se adaptar a um novo cenário econômico.”

Diante desse cenário, os consumidores precisam se preparar para gastos maiores nos próximos meses. A inflação, impulsionada pelo aumento nos preços dos alimentos, exigirá ajustes no planejamento financeiro. Medidas como fazer listas de compras, evitar idas frequentes ao supermercado e aproveitar descontos são formas práticas de driblar a alta nos preços.

O aumento do preço dos alimentos, impulsionado pelas queimadas e pela escassez de recursos, exige que o consumidor repense suas compras. Para evitar que essa realidade prejudique seu orçamento, é essencial planejar as refeições, aproveitar a sazonalidade dos produtos e buscar alternativas mais acessíveis, como hortas comunitárias”, aconselha Lamounier.

Com a pressão popular, o governo federal anunciou uma série de medidas para combater os incêndios florestais e ajudar os produtores rurais. O Ministério da Agricultura prevê a liberação de R$ 6,5 bilhões em apoio aos agricultores afetados pelas queimadas. No entanto, os consumidores também precisam adotar práticas mais conscientes e criar um fundo de emergência para lidar com as oscilações nos preços.

As previsões indicam que os impactos das queimadas podem prolongar o encarecimento de produtos essenciais. Para enfrentar esse cenário, uma dica prática é criar um fundo de emergência específico para a possível variação das despesas com alimentação, separando mensalmente uma pequena porcentagem extra da renda para evitar ser pego de surpresa com a alta de preços. Planejamento financeiro é a chave para garantir estabilidade em tempos de incerteza“, finaliza Lamounier.



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Sul do Brasil enfrenta tempestades e acumulados expressivos de chuva


Hoje, as instabilidades se movem para o norte do estado





Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira, 2 de outubro de 2024, o Sul do Brasil segue sob a influência de uma forte frente fria, que tem gerado tempestades e acumulados volumosos de chuva. A região, especialmente o Rio Grande do Sul, já registrou precipitações volumosas nas últimas 24 horas.

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De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink Gabriel Rodrigues, cidades como Santana do Livramento, Dom Pedrito e Caçapava do Sul receberam acumulados de até 100 mm na terça-feira. Hoje, as instabilidades se movem para o norte do estado, além de Santa Catarina e Paraná. A previsão aponta para chuvas intensas na Serra Catarinense, com volumes que podem ultrapassar 60 mm, e há projeções de acumulados superiores a 100 mm em algumas áreas.

A persistência da frente fria promete mais um dia de chuvas intensas, o que aumenta o risco de enchentes localizadas e transtornos em diversas áreas do Sul. 





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Chuvas irregulares no Centro-Oeste e Norte preocupam o agro


Precipitações ainda ocorrem de forma isolada e mal distribuída





Foto: USDA

As regiões Centro-Oeste e Norte enfrentam um cenário de chuvas irregulares, o que tem gerado preocupações no setor. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, embora as precipitações tenham começado a retornar gradualmente, ainda ocorrem de forma isolada e mal distribuída.

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Rodrigues explica que, no Centro-Oeste, as chuvas esparsas favorecem o início do plantio da soja, mas ainda são necessárias precipitações mais regulares para garantir a reposição de umidade no solo. A expectativa é que, após o dia 10 de outubro, as chuvas se tornem mais frequentes e recorrentes em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais, normalizando dentro da média histórica.

No Norte, o meteorologista destaca o retorno do período chuvoso, especialmente no oeste do Amazonas, Acre e Rondônia. Porém, em áreas como Pará e norte do Tocantins, as precipitações ainda são tímidas e localizadas. Nas próximas semanas, espera-se uma mudança para um padrão mais úmido, enquanto o interior do Nordeste deve permanecer seco durante a primeira metade de outubro.





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Frente fria afetará três regiões brasileiras hoje; confira previsão



A quarta-feira começa com instabilidade e risco de temporais em estados brasileiros onde o calor estava predominando. A mudança se deve à atuação de uma frente fria, que também pode levar à queda de granizo em parte do Centro-Oeste.

Veja a previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo e mantenha-se informado sobre o clima hoje.

Sul

A frente fria ainda mantém o tempo mais instável e com condições favoráveis para ocorrência de temporais em toda a Região. A quantidade de água pode causar pequenos alagamentos. No extremo sul do Rio Grande do Sul, o sol volta a predominar.

Sudeste

A frente fria espalha pancadas de chuva em todo o estado de São Paulo nesta quarta-feira. Temporais isolados podem ocorrer por conta do calor. No Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Espírito Santo, dia de sol e temperaturas altas por conta do efeito pré-frontal.

Centro-Oeste

A frente fria canaliza umidade em direção aos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e forma nuvens carregadas. A previsão é de sol, com períodos de chuva moderada acompanhada por raios e eventual queda de granizo. Em Goiás e no Distrito Federal, dia quente e sem nada de água. 

Nordeste

O sol volta a predominar no interior da Região e a umidade cai. Chuva passageira deve ocorrer no litoral sul da Bahia e entre os estados de Alagoas e Pernambuco.

Norte

As instabilidades seguem atuando sobre grande parte da Região nesta quarta-feira. As pancadas mais fortes ocorrem sobre o Amazonas. Nos estados do Tocantins e Acre, o sol volta a predominar no interior.



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Preços do algodão sobem em setembro


Colheita de algodão começa com baixa produtividade nos EUA





Foto: Canva

De acordo com dados divulgados no boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), na parcial de setembro de 2024, os preços da pluma de algodão na Bolsa de Nova York (NY) registraram valorização, impulsionados principalmente pelas preocupações com a safra norte-americana. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) já havia revisado para baixo a estimativa de produção no relatório de setembro, apontando que a produtividade das lavouras atingiu os níveis mais baixos desde 2015. As fortes tempestades que atingiram o Golfo do México comprometeram as lavouras em vários estados produtores.

Outro fator que contribuiu para a elevação dos preços foi o corte de juros realizado pelo Federal Reserve (FED), o primeiro desde 2020, o que trouxe uma nova dinâmica ao mercado financeiro. Comparado a agosto de 2024, o contrato de dezembro/2024 na ICE valorizou 3,69% até o dia 27 de setembro, cotado a ¢ US$ 71,19/libra-peso. Já o contrato de julho/2025 apresentou alta de 3,34%, cotado a ¢ US$ 74,60/lp.

O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra nos EUA, já que os capulhos estão abertos e a colheita começou na maioria dos estados produtores.





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Preços do caroço e torta de algodão sobem em Mato Grosso


Óleo de algodão também apresentou alta





Foto: Pixabay

Segundo dados divulgados no boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em Mato Grosso, os preços do caroço e da torta de algodão fecharam a última semana em alta, com médias de R$ 592,89/t e R$ 682,00/t, respectivamente, registrando valorizações de 0,28% e 0,39% em comparação à semana anterior. Esse aumento foi impulsionado pela maior demanda por subprodutos destinados à alimentação animal, devido à seca que impactou as áreas de pastagem.

Além disso, o óleo de algodão também apresentou alta, com um incremento semanal de 2,27%, sendo cotado a R$ 4.441,43/t. O aumento foi atribuído à maior procura das indústrias de biodiesel.

Normalmente, durante este período da safra, os preços dos subprodutos tendem a cair devido ao aumento da oferta. No entanto, a recente elevação da demanda sugere uma mudança na dinâmica do mercado a curto prazo.





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WinterShow traz pesquisas sobre cereais de inverno



Trigo e cevada são as estrelas na feira agropecuária WinterShow, um dos maiores eventos de culturas de inverno do Brasil. A programação desta 21ª edição dá destaque e abre espaço para a divulgação de pesquisas acerca dos cereais de inverno, a fim de fomentar o plantio desses grãos. O evento também traz palestras com temas relevantes para a cadeia produtiva como economia global e a influência no agro brasileiro e a adoção de nanotecnologia na agricultura.

“Temos muitos eventos grandes que falam sobre as culturas de verão. Embora os plantios da cevada e do trigo sejam menores em área, eles são muito importantes economicamente para as nossas indústrias”, destaca o Superintendente Agrícola e Social da Cooperativa, André Spitzner.

A feira acontece em Guarapuava, região Centro-Sul do estado do Paraná, no distrito de Entre Rios, de 1 a 3 de outubro, onde fica a sede da cooperativa Agrária, que juntamente com a Fapa – Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, promove e organiza a WinterShow.

Além das palestras técnicas, a cada edição do WinterShow a organização busca atrair expositores que oferecem soluções e serviços relevantes para a atividade agrícola. Neste ano, 76 empresas estão presentes na feira e a estrutura destinada para este fim foi ampliada, com investimento de R$ 5 milhões.

Serviço:
WinterShow
1 a 3 de outubro, das 8 às 18 horas
Centro de Eventos Agrária e nos campos da FAPA.
Entre Rios/Guarapuava - PR.
Entrada gratuita.



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agronegócio registra maior patamar de emprego desde 2012


Segundo as informaçõe divulgadas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), no segundo trimestre de 2024, o agronegócio em Goiás registrou o maior nível de emprego de sua série histórica, iniciada em 2012, com mais de 1 milhão de pessoas empregadas no setor. Segundo o boletim divulgado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), vinculado à Secretaria-Geral de Governo (SGG), o número total de trabalhadores no agronegócio chegou a 1.039.452, representando 26,8% da população ocupada no estado.

Comparado ao segundo trimestre de 2023, o setor incorporou 66.835 pessoas a mais, um crescimento de 6,9%. O segmento de serviços foi o que mais empregou, representando 40,5% das vagas, seguido pelo setor primário, com 25,5%, impulsionado principalmente pelas atividades de cultivo de soja e criação de bovinos. A agroindústria representou 18,5% da força de trabalho, com destaque para indústrias têxteis que utilizam fibras naturais.

Entre os trabalhadores, 59,9% foram empregados formais, e 19,3% atuaram como autônomos. Houve um aumento significativo no número de empregados formais, com 58.842 novas vagas, representando uma alta de 10,4%. Em contrapartida, o número de empregadores caiu 8,7%, enquanto a quantidade de trabalhadores autônomos cresceu 17,4%.

O rendimento médio mensal no segmento primário alcançou R$ 6.929,35, um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior. No setor de serviços, a média foi de R$ 4.407,93. Além disso, 45,3% dos trabalhadores do agronegócio possuem ensino médio, com um crescimento de 12,3% no número de pessoas com esse nível de escolaridade. Já os trabalhadores com ensino superior representaram 21,5% do total, com aumento de 13% no mesmo período.





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Fumaça das queimadas afeta qualidade de vida das pessoas


A fumaça das queimadas é outro problema que se agravou em 2024 com os altos números de focos de incêndios florestais em todo o país. Ela provoca sérios danos à saúde, principalmente de crianças e idosos e afeta a qualidade de vida das pessoas.

No terceiro episódio da série ‘Cerrado Sem Fogo’, o repórter Vinicius Ramos e cinegrafista Guilherme Soares, estiveram bem próximos de uma área afetada por uma queimada em Barreiras (BA), em que a fumaça invadia as casas.

A dona de casa, Simone Lacerda dos Santos, é uma das afetadas e contou que infelizmente, todos os anos isso acontece: “Quando o começa o fogo daqui, vai se alastrando. Olha como é que fica”, disse.

As fumaças são densas e carregam partículas finas que ficam suspensas no ar (foligem) e gases tóxicos, como monóxido de carbono e dióxido de enxofre.

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Fumaça encobre grande parte do Brasil em 6 de setembro de 2024 | Foto: NOAA/NASA

Como consequência, a qualidade do ar cai e potencializa os problemas respiratórios das pessoas.

Pessoas afetadas

Uma estimativa da Confederação Nacional dos Municípios, apontou que 11,2 milhões de pessoas foram diretamente afetadas por incêndios florestais nas cidades brasileiras desde o início deste ano.

Como consequência, 538 municípios decretaram situação de emergência.

A médica pneumologista, Camila Braga, disse a reportagem que o atendimento no consultório em que trabalha, aumentou nas últimas semanas por conta do clima e também da fumaça proveniente das queimadas na região.

Além disso, a profissional da saúde, recomendou alguns procedimentos para minimizar os impactos como o uso de máscaras e muita hidratação.

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Incêndio florestal na Serra da Bandeira, em Barreiras, no Oeste da Bahia | Foto: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia

Também participaram do episódio, o autônomo Elvis Souza Chaves, o Major Rocha – comandante da Base Florestal Oeste, e Greice Fontana Klein, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.

O projeto Cerrado Sem Fogo é uma campanha do Canal Rural Bahia com apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), JCO Bioprodutos, Grupo Progresso e Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.

Assista ao terceiro episódio:


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