sexta-feira, agosto 14, 2026

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Sol começa a aparecer onde só chovia; veja previsão para hoje



Em grande parte do país, tempo permanece instável, com pancadas de chuva a qualquer hora. Contudo, em parte do Sul e no Sudeste, os raios de sol voltam a dar as caras. Confira:

Sul

O tempo seguirá instável em boa parte do Sul do Brasil, de acordo com a Climatempo. O destaque vai para o leste do Paraná e de Santa Catarina, além de todo o Rio Grande do Sul. Em território gaúcho, há previsão de pancadas de chuva intercaladas com breves aberturas de sol. Já na faixa central e no oeste paranaense, a condição será de muita nebulosidade, mas com possibilidade de precipitações isoladas.

Sudeste

O tempo começa a melhorar em boa parte do Sudeste; a chuva perde intensidade, mas ainda será um dia de muita nebulosidade sobre São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Por outro lado, o sol aparece mais no Rio de Janeiro. Destaque para a faixa oeste paulista, onde há previsão de chuva.

Centro-Oeste

O tempo permanece instável sobre Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e a faixa centro-norte de Mato Grosso do Sul. Segundo a Climatempo, o forte transporte de umidade da faixa norte do Brasil favorece o tempo instável, com poucas aberturas de sol. No sul de Mato Grosso do Sul, o dia será de muita nebulosidade e pancadas isoladas de chuva.

Nordeste

O sol predomina na maior parte da Região. No sul do Maranhão e do Piauí, oeste e sul da Bahia, há previsão de pancadas de chuva forte. Também existe a chance de precipitações pancadas isoladas entre o litoral da Bahia e o Rio Grande do Norte.

Norte

A chuva seguirá presente na faixa norte do Brasil. Destaque para Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Pará, onde há previsão de pancadas de chuva com breves aberturas de sol. Nas demais áreas da faixa norte, o sol predomina, sem previsão de chuva.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja e trigo sobem com demanda nos EUA


Os contratos futuros de soja e trigo registraram uma leve alta nas negociações da madrugada nos Estados Unidos, impulsionados pela demanda por suprimentos. O mercado, no entanto, permanece com baixa volatilidade devido à cautela dos investidores antes das eleições americanas que ocorrem hoje.

O milho apresentou pouca variação. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), exportadores relataram vendas de 150.000 toneladas de milho para o México, com entrega prevista para o ano comercial de 2024-2025, iniciado em 1º de setembro. O USDA também informou que um país não identificado comprou 120.000 toneladas de milho, e um destino desconhecido adquiriu 132.000 toneladas de soja.

Na última sexta-feira, a agência já havia reportado diversas vendas para o mercado externo, incluindo 132.000 toneladas de soja para a China, 781.322 toneladas de milho para o México, 198.000 toneladas de soja para um comprador não identificado e 30.000 toneladas de óleo de soja para a Índia.

Hoje, os eleitores americanos vão às urnas para escolher o presidente, novos membros do Congresso e do Senado, além de votar em diversas questões locais. A disputa presidencial está acirrada em várias pesquisas, e o resultado influenciará as políticas comerciais e agrícolas nos próximos anos. Durante a madrugada, os contratos de soja para janeiro subiram 2 1/2¢, cotados a $9,99 3/4 por bushel. 

O farelo de soja teve leve alta para 45,58¢ por tonelada curta, e o óleo de soja subiu para 45,57¢ por libra. O trigo para dezembro subiu 1 1/2¢, alcançando US$ 5,70 1/4 por bushel, enquanto o trigo de Kansas City registrou alta de 3¢, atingindo US$ 5,74 por bushel. Já o milho teve uma variação de 1/4¢, cotado a US$ 4,16 3/4 por bushel.

 





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Glúten de trigo facilita produção de carne em laboratório



A pesquisa ainda está em estágio inicial



A pesquisa ainda está em estágio inicial
A pesquisa ainda está em estágio inicial – Foto: Pixabay

Pesquisadores da ACS Biomaterials Science & Engineering, vinculados à Sociedade Química Americana, estão avançando na produção de carne cultivada em laboratório, usando proteínas vegetais como base estrutural para células de músculo e gordura. Com o aumento da população mundial e a crescente demanda por proteínas, a carne cultivada, derivada de músculos e células de gordura produzidos em condições de laboratório, desponta como uma solução potencial para atender a essas necessidades de maneira mais sustentável.

Entre as descobertas recentes, destaca-se o uso de glúten de trigo, uma proteína não alergênica, como base para o crescimento de células musculares e adiposas. A pesquisa liderada por Ya Yao, John Yuen Jr., Chunmei Li, e David Kaplan demonstrou que o glúten pode formar camadas de músculo estriado e gordura, essenciais para imitar a textura da carne. As proteínas vegetais são consideradas uma escolha promissora para essas estruturas por serem abundantes, comestíveis e de baixo custo. Em testes iniciais, os pesquisadores usaram glúten para desenvolver filmes planos e com padrões de cristas, onde células de camundongo cresceram e formaram tecidos musculares com estrutura semelhante à das fibras musculares animais.

Além disso, o estudo incluiu o cultivo de células adiposas de camundongos em filmes de glúten, que geraram depósitos de lipídios e colágeno. Isso é crucial para reproduzir a composição de produtos cárneos tradicionais, pois a presença de gordura em estruturas tridimensionais é fundamental para replicar o sabor e a textura da carne convencional.

A pesquisa ainda está em estágio inicial, mas os resultados mostram que camadas de carne cultivada e gordura aderidas a películas comestíveis de glúten podem ser empilhadas para criar uma proteína alternativa com aparência, sabor e textura semelhantes aos da carne. Embora os filmes de glúten tenham apresentado um desempenho inferior em relação às bases de gelatina de origem animal, eles mostraram potencial suficiente para impulsionar a criação de alternativas viáveis e mais realistas no mercado de proteínas cultivadas.

 





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Brasil passa a vender maçã ao Peru, mas foca em rota portuária para a China



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e o embaixador do Peru, Rómulo Acurio, assinaram nesta terça-feira (5) um acordo que firma o compromisso da abertura de mercado de maçã do Brasil ao Peru e de citros do Peru ao Brasil.

Até o momento, o país vizinho importava a fruta apenas do Chile, sendo o Brasil a segunda nação a acessar esse mercado.

“A boa relação comercial, e o presidente Lula fala isso todos os dias, é aquela que a gente vende e que também compra. Então, esse ato hoje nos mostra isso, que estamos sim vendendo nossos produtos, mas também comprando produtos peruanos”, iniciou o ministro Fávaro.

O embaixador Rómulo classificou o dia como histórico. “Faz três anos que o Brasil e o Peru não conseguiam assinar um acordo para acesso de produtos. Estamos muito felizes e agradecidos”, disse.

Uso de porto peruano pelo Brasil

Após a assinatura do acordo bilateral, o ministro conversou com toda delegação peruana sobre as relações entre ambas as nações. O Porto Chancay, construído pelo governo chinês no Peru e que também irá gerar oportunidades de escoação da produção brasileira, foi um dos tópicos abordados.

Atualmente, o Brasil é o maior parceiro comercial da China na América Latina. Entre os principais produtos exportados estão soja, milho, açúcar, carne bovina, carne de frango, celulose, algodão e carne suína in natura.

“O Brasil que tem um grande volume de exportação para a Ásia, em especial para China, usa a rota via Atlântico, que é muito mais longe. Essa conexão direta com a China será benéfica para agilizarmos as exportações de produtos do agro brasileiro”, pontuou Fávaro.

O embaixador peruano ainda relatou ao ministro Carlos Fávaro que os dados que ele teve é que, nos sete primeiros meses deste ano, o comércio pelo Porto de Tabatinga foram maiores que os últimos seis anos, e que com o Porto Chancay essas exportações devem melhorar ainda mais.



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Tecnologia 4.0 já é aplicada nas fazendas



A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência



A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade
A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade – Foto: Divulgação

As seis fazendas da Agrex do Brasil, subsidiária da Mitsubishi Corporation no setor agro, são referência em tecnologia, produtividade e sustentabilidade na produção de soja e milho nos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. Em visita recente, o COO Rafael Villarroel conferiu práticas sustentáveis como o uso exclusivo de fertilizantes biológicos, reforçando o compromisso da empresa com uma agricultura de baixo impacto ambiental. 

As fazendas possuem certificação RTRS e adotam manejos específicos para cada região, levando em conta pragas, clima e tipo de solo. A Agrex também investe em biofábricas, consórcios de gramíneas para cobertura do solo e energia solar, destacando seu foco em preservação.

Além disso, a empresa aplica tecnologia digital 4.0, que integra automação e otimiza processos, com maquinários avançados que permitem monitoramento em tempo real. A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade. A tecnologia de monitoramento georreferenciado permite operação 24 horas durante o plantio e a colheita, assegurando máxima produtividade em cada safra. Essas práticas posicionam a Agrex como um modelo em inovação e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

“Trata-se de uma ferramenta de gestão e uma estratégia sustentável reconhecida e aplicável globalmente”, explica diretor de operações da organização, Rafael Villarroel. “Usamos ainda maquinários de última geração, que permitem o acompanhamento da operação em tempo real, além da gestão de recursos e pessoas baseada em dados, o que garante maior eficiência das propriedades.Com isso, nossas fazendas trabalham 24 horas durante os períodos de plantio e colheita, o que assegura à Agrex do Brasil chegar à máxima produtividade de cada safra”, arremata o diretor.  

 





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Isenção de tributos para defensivos agrícolas é discutida no STF



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu nesta terça-feira (5) a isenção de tributos para defensivos agrícolas em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Suprema Corte ouviu diversas instituições públicas e privadas para obter informações técnicas para o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5553, de relatoria do ministro Edson Fachin, que trata do assunto.

O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, falou da importância da capacitação e assistência técnica ao produtor rural para uso dos produtos e de se levar em consideração os avanços realizados pelo Congresso Nacional na aprovação da reforma tributária.

Segundo ele, foram mais de 25 audiências públicas, debates e estudos apresentados para que o agronegócio brasileiro tivesse alíquota diferenciada, de 60%, assim como seus insumos.

Prejuízo aos produtores

Lucchi destacou que o produtor rural é usuário dos agroquímicos e “não teria problema em substituir essa tecnologia, caso a pesquisa avance”.

Porém, conforme o diretor, qualquer medida que vise a retirada dos benefícios tributários desses defensivos impactaria no aumento de preço do alimento ao consumidor, “porque vai aumentar o custo de produção ou a redução do uso, principalmente, por parte dos pequenos produtores, causando prejuízos para eles.”

O representante da CNA citou, inclusive, o trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na realização de capacitações e Assistência Técnica e Gerencial para produtores rurais de todo o país, ações que contribuem para um uso mais eficiente dos agroquímicos.

“Capacitação e assistência técnica são nossos principais pilares para trabalhar como política pública e corrigir todos os possíveis problemas que nós temos na utilização desses produtos.”

De acordo com ele, a reforma tributária foi aprovada no ano passado, inserindo na Constituição uma alíquota diferenciada para o agro, com desconto de 60%.



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Arroba do boi ultrapassa R$ 325 em SP e se aproxima de R$ 320 em demais praças; veja cotações


O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta, com perspectiva por novos reajustes no curto prazo.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a situação das escalas de abate ainda é alarmante para a indústria frigorífica, que segue na pior posição da atual temporada (entre quatro e seis dias úteis na média nacional).

“As indústrias exportadoras atuam de maneira contundente no mercado, uma vez que a demanda por exportação permanece superaquecida, com o Brasil muito bem posicionado no mercado global”.

Segundo ele, os frigoríficos que atuam no mercado interno seguem tentando repassar os reajustes da arroba do boi gordo para a carne no atacado, com intensa alta dos preços da carne no atacado no decorrer da semana.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 326,42
  • Goiás: R$ 319,11
  • Minas Gerais: R$ 319,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,09
  • Mato Grosso: R$ 312,09.

Mercado atacadista

carne

O mercado atacadista volta a apresentar preços mais altos para a carne bovina. A perspectiva é de continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva.

“As proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, devem continuar ganhando espaço em meio ao encarecimento da carne bovina”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,75 por quilo, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 18,90 por quilo, alta de R$ 0,65. A ponta de agulha foi precificada a R$ 18,20 por quilo, alta de R$ 0,70.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,63%, sendo negociado a R$ 5,7462 para venda e a R$ 5,7442 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7396 e a máxima de R$ 5,8042.



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mercado tem preços inalterados e poucos negócios



Os preços da soja ficaram praticamente inalterados nesta terça-feira (5) no Brasil. Com poucos negócios devido à escassa oferta do grão, as cotações permaneceram em níveis nominais. O mercado foi influenciado pela movimentação do dólar e pela Bolsa de Chicago, que seguiram direções opostas no dia.

Preços do grão no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço da saca de 60kg subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Missões (RS): preço aumentou de R$ 134,00 para R$ 135,00 por saca
  • Porto de Rio Grande (RS): preço permaneceu a R$ 144,00 por saca
  • Cascavel (PR): preço manteve-se em R$ 139,00 por saca
  • Porto de Paranaguá (PR): preço permaneceu estável, cotado a R$ 145,00
  • Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 151,00 para R$ 153,00 por saca
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00 por saca
  • Rio Verde (GO): preço permaneceu estável, cotado a R$ 136,00 por saca

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com alta para o grão e o farelo, e queda para o óleo. O mercado está em compasso de espera pelas eleições presidenciais nos Estados Unidos, que acontecem hoje.

A boa demanda pela soja dos EUA e a fraqueza do dólar frente a outras moedas foram fatores que deram suporte ao mercado. Além disso, os investidores se posicionam aguardando o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira.

Analistas consultados pelas agências internacionais estimam que os estoques de soja dos EUA para 2024/25 fiquem em 535 milhões de bushels, abaixo da previsão de outubro, que era de 550 milhões.

Para a produção, o mercado projeta uma safra de 4,553 bilhões de bushels para 2024/25, também abaixo da estimativa do USDA em outubro, que apontava 4,582 bilhões de bushels.

Em relação à oferta e demanda mundial de soja, o mercado prevê estoques finais de 134 milhões de toneladas para 2024/25, contra 134,7 milhões estimados em outubro. Para a safra 2023/24, espera-se que os estoques mundiais fiquem em 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da previsão de 112,4 milhões do mês passado.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja com entrega em janeiro de 2025 fecharam com alta de 4,50 centavos (+0,45%), a US$ 10,01 3/4 por bushel. Já os contratos para março de 2025 registraram um ganho de 3 centavos (+0,29%), com cotação de US$ 10,14 3/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo com vencimento em dezembro teve uma leve queda de US$ 0,10 (-0,03%), fechando a US$ 299,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro caíram 0,57 centavo (-1,25%), fechando a 44,99 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,63%, negociado a R$ 5,7462 para venda e R$ 5,7442 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7396 e a máxima de R$ 5,8042.

As informações são da Safras & Mercado.



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MT: plantio de soja acelera no estado, mas gera incertezas entre os produtores



Na última semana, o ritmo do plantio de soja acelerou em Mato Grosso, e a semeadura se aproxima de 80% da área prevista no estado. No entanto, o atraso gera incertezas, especialmente quanto à área destinada ao milho como cultura de segunda safra, o que pode afetar a produção do grão.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a semeadura da soja atingiu 79,56% da área planejada, ainda abaixo dos 83,32% registrados no mesmo período do ano passado. Embora as chuvas recentes tenham ajudado a acelerar o plantio, as regiões do Médio Norte estão mais avançadas (93,33% da soja semeada), enquanto o Nordeste do estado apresenta um atraso considerável, com apenas 59,46% da área plantada.

Atraso no plantio do grão

O atraso no plantio da soja pode afetar a produtividade da oleaginosa, pois o fotoperíodo ideal para as variedades já foi comprometido. Mas o maior impacto ocorre na cultura do milho, que depende da janela de plantio após a soja. Nos municípios onde o plantio da soja está mais atrasado, o tempo disponível para semear o milho está diminuindo, o que causa apreensão entre os produtores.

Em Canarana, por exemplo, a soja já está com 60 a 70% da área plantada, e os produtores têm trabalhado em turnos de 24 horas para recuperar o atraso. Apesar do esforço, a janela para o milho está cada vez mais curta.

O impacto de outras culturas

O milho enfrenta desafios pelo atraso da soja e pela maior oferta de outros produtos, como o gergelim, que foi uma alternativa lucrativa no ano passado. Em 2023, a cultura ocupou mais de 200 mil hectares em Mato Grosso, mas este ano, com o preço do gergelim em queda, muitos produtores devem redirecionar parte de suas áreas, em busca de maior rentabilidade.

A diversificação está em alta: Diego, produtor de Canarana, planeja cultivar 50% de sua área com milho e 50% com gergelim, após ter dedicado toda sua propriedade à oleaginosa na safra anterior.

Expectativa

Apesar das incertezas quanto ao milho e aos impactos dos atrasos na soja, as expectativas para a safra de soja 2024 seguem positivas. O clima favorável e o avanço do plantio nos próximos dias podem ajudar a compensar parte do atraso, mas a definição sobre a área destinada ao milho e às demais culturas seguirá sendo um fator importante para o planejamento agrícola nos próximos meses.



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O ano nem acabou e o Brasil já bateu o recorde histórico de exportação de açúcar



O Brasil exportou 31,68 milhões de toneladas de açúcar entre janeiro e outubro de 2024, com receita cambial de US$ 15,45 bilhões.

O número já é superior à soma de todo o ano passado, quando 31,28 milhões de toneladas foram vendidas internacionalmente, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Com isso, o país já supera o recorde histórico de comercialização da commodity (conforme gráfico do vídeo acima). De acordo com o diretor do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, a expectativa do setor é que o país encerre o ano com, aproximadamente, 40 milhões de toneladas de açúcar embarcadas.

Segundo ele, o crescimento se deve a problemas climáticos na Índia, país que, tradicionalmente, se destaca pela produção, consumo e também venda do item. “Isso acabou abrindo espaço para o produto brasileiro no mundo”, contextualiza.

De acordo com projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), este ano o Brasil deve moer cerca de 654 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, incremento de 20% em relação a 2023.



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