quinta-feira, agosto 13, 2026

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Pressão de inseto capaz de destruir 90% das lavouras de algodão será maior em 24/25



O monitoramento digital de pragas feito pela FMC abrange mais de 6 milhões de hectares de lavouras brasileiras. Em levantamento recente, a ferramenta detectou aumento na pressão de Spodoptera frugiperda em todas as regiões analisadas nesta safra 2024/25, assim como do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), no Cerrado.

“Com mais de 3 mil armadilhas espalhadas pelo Brasil, recentemente, observamos um pico de até seis mariposas por dia por armadilha, sendo que na safra 2022/23, no mesmo período, o máximo identificado era de dois insetos”, conta o gerente de agricultura de precisão da empresa Piero Castro.

De acordo com ele, essa informação confirma a tendência do aumento da pressão de Spodoptera frugiperda entre outubro e dezembro, período com altas temperaturas, chuvas e de início da safra. “Isso deixa o produtor em alerta e preparado para um manejo mais eficiente em campo”.

Bicudo-do-algodoeiro no Cerrado

Outro dado importante monitorado pela ferramenta da FMC foi o aumento do bicudo-do-algodoeiro no Cerrado.

“Esse inseto é capaz de dizimar até 90% de uma área de plantio e as armadilhas demonstraram que nesta safra 24/25, a pressão já está maior do que a do ano anterior e a tendência, caso o manejo não seja efetivo nesse período, é aumentar ainda mais em novembro”, diz Castro.

O gerente lembra que a proliferação desse inseto é intensa e um único casal pode gerar milhões de descendentes do início ao final da safra. Isso porque entre as fases de ovo e inseto adulto são necessários apenas 20 dias, em média.

Por isso, Castro destaca que o monitoramento diário por plataformas inteligentes é uma das melhores estratégias para o manejo do algodão, já que é possível prever quais áreas sofrerão a maior pressão da praga.

Para abranger a identificação de pressão dessas e outras pragas no território brasileiro agrícola, o gerente conta que o monitoramento digital da empresa foi expandido nos estados de Mato Grosso, nas regiões do Vale do Araguaia e BR-163, Maranhão, Tocantins, Piauí e São Paulo.



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Haddad é um dos 100 líderes climáticos mais influentes nos negócios, segundo a Time



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, figura na lista dos 100 líderes climáticos mais influentes em negócios de 2024, publicada nesta terça-feira (12), pela revista Time.

De acordo com a publicação, o tema das finanças se mostrou inescapável em se tratando do clima, em um momento em que tomadores de decisão, executivos, pesquisadores e inovadores estão trabalhando para ajudar a desbloquear o financiamento e os recursos para impulsionar ações na área.

No texto dedicado a Haddad, a Time classifica o ministro como a “força” por trás da missão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em transformar o Brasil em um líder climático global. À publicação, o ministro afirmou que o objetivo do plano de transformação ecológica do governo é mostrar que o planeta é capaz de conciliar uma agenda ambiciosa de sustentabilidade com uma agenda econômica e produtiva ambiciosa.

A revista também cita a emissão dos títulos soberanos sustentáveis promovida pelo governo brasileiro, uma das políticas que, para a Time, colocaria o Brasil apenas na mesma página de seus vizinhos, após a presidência de Jair Bolsonaro. Já a criação de um mercado de carbono, como discutido no Congresso, deixaria o País entre as nações que estão na vanguarda das finanças verdes.

Líder de mais destaque

Para a capa da edição que traz a lista dos 100 líderes mais influentes nas áreas climáticas e de finanças, a Time escolheu o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, que assumiu o cargo com a “aspiração de tornar menos arriscado para o setor privado investir na transição energética no Sul Global”, descreveu a publicação.

Banga recentemente assinou um artigo com Haddad e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no qual deram destaque para o projeto Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, Tropical Forest Forever Facility), iniciativa lançada pelo governo brasileiro durante a COP28 nos Emirados Árabes.

A ação busca viabilizar um mecanismo financeiro atrelado a uma recompensa para países manterem suas florestas protegidas.

O artigo foi publicado em outubro, enquanto os três estavam reunidos em Washington, durante os encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.



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confira a projeção de exportação de soja para novembro



As exportações brasileiras de soja em grão devem totalizar 2,813 milhões de toneladas no mês de novembro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC).

O volume projetado para este mês está abaixo do registrado no mesmo período de 2023, quando o Brasil embarcou 4,599 milhões de toneladas. Em outubro deste ano, o país exportou 4,444 milhões de toneladas de soja, o que também demonstra uma redução nas vendas externas.

Na semana entre 3 e 9 de novembro, o Brasil exportou 464,771 mil toneladas de soja, com uma previsão de 809,935 mil toneladas para o período de 10 a 16 de novembro. Esse desempenho reflete as dificuldades logísticas enfrentadas e as também condições de mercado mais desafiadoras em relação ao ano passado. Em comparação com 2023, quando o Brasil registrou exportações muito mais expressivas, o atual cenário mostra uma desaceleração no volume embarcado.

No caso do farelo de soja, o Brasil deverá exportar 1,868 milhão de toneladas em novembro, o que representa um aumento em relação ao mesmo mês de 2023, quando o volume exportado foi de 1,652 milhão de toneladas.

No entanto, o volume de embarques também apresentou uma queda quando comparado a outubro de 2024, quando o Brasil exportou 2,462 milhões de toneladas. Durante a semana de 3 a 9 de novembro, o país enviou 346,739 mil toneladas de farelo de soja, e para o período de 10 a 16 de novembro, a previsão é de 702,074 mil toneladas.



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alta de preços foi maior para famílias de renda mais baixa


A inflação acelerou em outubro para quase todas as faixas de renda, na comparação com o mês de setembro. A exceção foi para as famílias de renda alta.

Já para os domicílios com renda muito baixa, a taxa de inflação avançou de 0,58%, em setembro, para 0,75%, em outubro, enquanto as famílias de renda mais alta passaram de 0,33% para 0,27% no mesmo período.

Os dados são do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Famílias de renda baixa

A faixa de renda baixa é a que registrrou a maior alta inflacionária no acumulado do ano (4,17%), enquanto o segmento de renda alta tem a taxa menos elevada (3,20%).

Já no acumulado em 12 meses, as famílias de renda alta apresentam a menor taxa de inflação (4,44%), ao passo que a faixa de renda muito baixa aponta a taxa mais elevada (4,99%).

“Embora os grupos alimentos e bebidas e habitação tenham sido os principais pontos de descompressão inflacionária para todos os estratos de renda, o impacto de alta vindo destes dois segmentos foi proporcionalmente mais forte nas classes de rendas mais baixas, dado o maior percentual do gasto com esses bens e serviços no orçamento dessas famílias”, diz a nota do Ipea.

Inflação dos alimentos

Corte de carne especial, Picanha fatiada., carne vermelha, abatesCorte de carne especial, Picanha fatiada., carne vermelha, abates
Foto: CNA

A contribuição positiva dos alimentos à elevação inflacionária em outubro é explicada pelos seguintes produtos:

  • Carnes (5,8%);
  • Óleo de soja (5,1%);
  • Café (4%)
  • Leite (2,0%)
  • Frango (1,0%)

A alta não foi contida nem mesmo com as deflações registradas em diversos alimentos in natura, como tubérculos (-2,5%), hortaliças (-1,4%) e frutas (-1,1%).

“Já o baixo nível dos reservatórios fez com que fosse adotada a bandeira vermelha patamar 2 nas tarifas de energia elétrica em outubro, gerando um reajuste de 4,7% e contribuindo para a pressão do grupo habitação”.

Em contrapartida, houve melhora no desempenho do grupo transportes, refletida principalmente pelas quedas das tarifas de transporte público, como ônibus urbano (-3,5%), trem (-4,8%) e metrô (-4,6%), além da deflação de 0,17% dos combustíveis. Com isso, houve um alívio inflacionário para todas as classes em outubro.

As famílias de renda alta sentiram uma descompressão inflacionária ainda mais forte da inflação dada a queda de 11,5% das passagens aéreas e de 1,5% no transporte por aplicativo, anulando, inclusive, a pressão exercida pelo grupo despesas pessoais, refletindo, especialmente, os reajustes de 1,4% dos serviços de recreação e lazer.



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Pequenos produtores investem em empreendedorismo sustentável 


Já imaginou o sabor de um morango fresquinho, cem por cento natural, produzido com todo o carinho? Ou uma colherada de mel puro, colhido artesanalmente, acompanhada de uma geleia caseira e queijo de cabra

É essa experiência de sabores naturais que Marília Orantas, Isaías Pasqualini e Pedro Presti, micro e pequenos produtores de São Roque, interior de São Paulo, levam à mesa de seus clientes. Todos os dias, faça chuva ou faça sol, os três estão ali, plantando, cuidando e colhendo. 

 “O que falta e seria muito importante agora é uma visão de cooperativa, de associações, de fazer uma conexão entre os pequenos produtores para que a gente tenha troca de informação e fortalecimento, para não ficarmos sozinhos tentando nos salvar,” comenta Marília, que deixou a hotelaria para se dedicar ao cultivo de morangos, geleias e óleos essenciais, todos orgânicos.

Pedro Presti, por sua vez, trocou carreira em engenharia e o trabalho nos Estados Unidos para enfrentar os desafios do campo. Atualmente, ele cria galinhas poedeiras e cabras – vende o leite e ainda produz queijos. 

Além disso, mantém 80 canteiros entre hortaliças e frutas, tudo respeitando o ritmo do solo, e conta que vem novidades por aí:

 “São Roque é a terra da alcachofra e a gente começou a cultivar, mas de forma orgânica” explica Presti.

Pedro Presti cria galinhas poedeiras, cabras, hortaliças e frutas orgânicas.

Ele também admite a dificuldade de entrar no mercado: “Foi um pouco complicado porque não temos a certificação orgânica. Em alguns lugares, isso impede o negócio. Mas vendemos sob encomenda para restaurantes e clientes finais, que confiam que não usamos agrotóxicos e o boca a boca vai se espalhando.” finaliza.

Já Isaias Pasqualini, estudou administração de empresas, fez alguns cursos no Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e se especializou em apicultura. 

Desde 2016, ele se dedica à produção de mel e, recentemente, passou a cultivar morangos e a produzir geleias. Agora, o produtor entrou com processo para adquirir o certificado de produção de mel.

 “Legalizar junto aos órgãos competentes é essencial para poder envasar e vender o mel, já que produtos de origem animal exigem autorização”, explica Isaías. 

Isaias Pasqualini empreende com mel e morangos agroecológicos.

Ele destaca ainda, que a interação entre as abelhas e o morango é essencial: “Um complementa o outro. O morango precisa de polinização e as abelhas ajudam nisso”, afirma o especialista que colheu há pouco tempo um morango de 110 g, e que foi consumido por ele, pelo filho e a esposa. 

Na última colheita, Pasqualini colheu um morango de 110 g. Arquivo Pessoal.

Para que Marília, Pedro e Isaias chegassem onde estão, abrindo as porteiras dos seus negócios, eles buscaram conhecimento por meio de cursos. Afinal, obter orientação de quem entende parece ser uma forma de encontrar uma solução e, claro, prosperar.

Foto: Arquivo Pessoal Isaias Pasqualini

Dica

No site do Sebrae, por exemplo, há diversas opções voltadas para micro e pequenos empreendedores, incluindo cursos gratuitos. Basta selecionar o estado em que você mora e conferir os cursos disponíveis. 

Acesse aqui e confira os cursos disponíveis no Sebrae. 

Produtor rural – Sebrae



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Brasil apresenta meta ambiciosa para redução de emissões de GEE



O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve presente na abertura do estande brasileiro na COP29, em Baku, no Azerbaijão, para detalhar a nova meta climática do Brasil. O país se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 67% até 2035, equivalente a uma diminuição de 850 milhões de toneladas de CO2. A proposta foi comemorada, tanto no Brasil quanto internacionalmente, como um passo significativo no combate às mudanças climáticas.

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Durante sua participação, Alckmin destacou que o Brasil está se tornando mais audacioso em suas metas ambientais, reafirmando o compromisso do país com a sustentabilidade. “Esta meta é extremamente ousada e coloca o Brasil em uma posição de protagonismo nas discussões sobre mudanças climáticas”, afirmou o vice-presidente. O vice-presidente também foi acompanhado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que ressaltou a redução de 22 a 25% no desmatamento da Amazônia, o que contribui para o sequestro de carbono e o equilíbrio ambiental.

Além disso, o Brasil apresentou outras propostas importantes, como a criação de um fundo para financiar a transição energética global, inspirado no fundo de Perdas e Danos, aprovado na COP28. Essas medidas visam não apenas atender aos objetivos do Acordo de Paris, mas também impulsionar a cooperação global na busca por soluções climáticas mais eficazes.

A participação do Brasil também inclui quatro estandes, que representam diferentes áreas e esforços do país na luta contra as mudanças climáticas. Entre eles, estão o estande do governo brasileiro, o Hub da Amazônia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Ministério da Agricultura, que trazem à tona as ações do Brasil para promover a sustentabilidade, com foco na redução das emissões e no desenvolvimento de práticas sustentáveis.

A COP29, que reúne mais de 150 países, continua sendo um espaço importante para a definição de novas metas climáticas e para o debate sobre os desafios enfrentados pelas nações para cumprir os objetivos globais de combate às mudanças climáticas.



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Frente fria alcança o Sudeste e deixa chuva intensa em 2 estados



Saiba como o clima irá se comportar nesta quarta-feira (13) em todo o Brasil:

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Sul

O tempo fica mais nublado com chuva na faixa leste do Paraná, enquanto na metade norte do estado a chuva ocorre de forma isolada. O tempo permanece firme e sem chuva no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul e oeste do Paraná. As temperaturas ficam baixas, especialmente ao amanhecer.

Sudeste

Uma frente fria que avançou pela região Sul chega ao Sudeste, deixando o tempo nublado e com pancadas de chuva ao longo do dia em São Paulo, Rio de Janeiro e no centro-sul e Triângulo Mineiro, onde há possibilidade de chuva de moderada intensidade. No interior do estado do Rio de Janeiro, no Espírito Santo e nas regiões centro, leste e nordeste de Minas Gerais, pancadas de chuva isoladas, que podem ser acompanhadas de trovoadas.

Centro-Oeste

A frente fria na costa do Sudeste organiza a umidade sobre o Brasil Central. A previsão é de céu nublado e chuva a qualquer hora entre Goiás, Mato Grosso e extremo norte de Mato Grosso do Sul, onde a chuva pode ser forte, e não se descarta a ocorrência de temporais. No sul de Mato Grosso do Sul, a chuva é mais isolada, enquanto nas demais áreas do estado o tempo permanece firme com sol entre nuvens.

Nordeste

O tempo segue instável, com chuva a qualquer momento no oeste da Bahia, no Piauí e no Maranhão. Nas demais áreas da Bahia, pancadas de chuva isoladas com trovoadas, enquanto na faixa litorânea, desde Sergipe até o Rio Grande do Norte, a chuva também ocorre de forma isolada.

Norte

A combinação de calor com alta umidade continua favorecendo pancadas de chuva em toda a região, que podem ser fortes, e não se descarta a ocorrência de temporais localizados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho na B3 sobe com dólar forte


Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho na B3 registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados pela valorização do dólar, que atingiu o valor de R$ 5,816 durante o dia, fechando a R$ 5,770, uma alta de 0,56% em relação à última sexta-feira. Esse fortalecimento do dólar aumentou a atratividade das exportações brasileiras, refletindo diretamente nos preços dos contratos de milho na B3. Já nos Estados Unidos, o milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia em queda, com o contrato de dezembro/24 cotado a US$ 4,30 (-1 ponto), em um movimento de realização de lucros após uma semana de ganhos.

No Brasil, os contratos futuros de milho para novembro/24 fecharam em R$ 74,44, subindo R$ 0,64 no dia e R$ 1,58 na semana. Já o contrato para janeiro/25 alcançou R$ 77,59, com aumento de R$ 0,83 no dia e R$ 0,86 na semana. O contrato de março/25 encerrou a R$ 77,25, registrando alta marginal de R$ 0,01 tanto no dia quanto na semana. Esse comportamento positivo reflete a pressão de um dólar elevado, que favorece os preços internos e a demanda externa.

Enquanto isso, a CBOT seguiu em baixa. O milho para dezembro/24, que serve de referência para a safra brasileira de inverno, caiu 0,23%, fechando a US$ 430,00 por bushel. O contrato para março/25 recuou 0,34%, fechando em US$ 442,75 por bushel. Esse movimento reflete uma pausa no ciclo de alta anterior, com investidores optando por realizar lucros após uma semana de valorização acumulada de quase 4%.

O cenário climático também chama atenção: modelos de previsão apontam tempestades para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e sudoeste de Minas Gerais, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitindo um alerta laranja. Essa possibilidade de chuvas intensas gera apreensão quanto ao impacto no plantio e desenvolvimento das lavouras, um fator que pode influenciar os preços no mercado interno nas próximas semanas.





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Plantio da soja no Paraná ultrapassa 90% de área das lavouras



O plantio da safra de soja 2024/25 no Paraná alcançou 92% de área das lavouras, conforme informações divulgadas nesta segunda-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná. Na semana anterior, a cobertura estava em 85%, o que comprova um ritmo acelerado nas atividades de semeadura.

Segundo a Safras & Mercado, a estimativa é de que a área total destinada ao cultivo do grão nesta safra atinja 5,805 milhões de hectares, ligeiramente superior aos 5,785 milhões de hectares da safra anterior (2023/24). Se confirmada, a produção para o Paraná deverá somar 22,399 milhões de toneladas, um aumento de 21% em comparação com a safra passada.

Condições das lavouras

O Deral destaca que 99% das lavouras estão em boas condições, com apenas 1% em situação média, uma leve queda em relação à semana anterior, quando todas as lavouras estavam classificadas como boas. As plantas se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento: 8% das lavouras estão na fase de germinação, 72% em crescimento vegetativo e 20% em floração. Em comparação com a semana anterior, houve uma redução na área em germinação (16%) e um aumento nas lavouras em floração (4%).

Expectativa para a safra

A expectativa para a produtividade da soja na safra 2024/25 é de 3.858 quilos por hectare, um aumento de cerca de 21% em relação à safra 2023/24. Esse otimismo é sustentado pelas boas condições climáticas até o momento e pelo avanço acelerado do plantio, que favorece o desenvolvimento saudável e uniforme das lavouras.



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