O plantio de soja foi concluído nas áreas de atuação da Cooperativa Coopavel, localizada no oeste e sudoeste do Paraná. Segundo a Safras & Mercado, na semana passada, o avanço da semeadura estava em 99% e o plantio foi finalizado conforme o esperado.
As informações relatam que o clima tem favorecido as semeaduras na região, com algumas precipitações recentes que contribuíram para o bom desenvolvimento das plantas, além de proporcionar uma umidade ideal para o início da safra.
No último relatório divulgado, em 11 de novembro, foi informado que 6% das lavouras estão na fase de emergência, 60% no estágio de desenvolvimento vegetativo, 33% na floração e 1% na formação de grãos. A produtividade média da soja na região segue estimada em 4.000 quilos por hectare, mantendo-se dentro das expectativas para o ciclo.
Para 2024, a previsão de área cultivada na região é de 411,6 mil hectares, um aumento em relação aos 405 mil hectares plantados em 2023. O crescimento da área reflete a confiança dos produtores na safra deste ano, impulsionada pelas boas condições climáticas e pela adoção de práticas agrícolas eficientes.
Portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13) regulamenta a possibilidade de imóveis rurais de grandes devedores da União serem destinados à reforma agrária.
De acordo com o texto, a adjudicação em favor da Política Nacional de Reforma Agrária vale para imóveis penhorados em ações judiciais da União ou de autarquias e fundações públicas.
Assinada de forma conjunta pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, a Portaria Interministerial nº 4 estabelece os procedimentos a serem adotados pelos órgãos envolvidos no processo, bem como os ritos a serem seguidos a cada etapa.
Entre os procedimentos previstos na portaria está a preparação de laudos e estudos técnicos sobre a viabilidade de uso do imóvel para fins de reforma agrária. Abrange também avaliações compatíveis com os valores de mercado.
Eficácia na cobrança
Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) informa já ter se manifestado por meio de parecer, em fevereiro deste ano, com relação ao procedimento de entrega de imóvel penhorado à União, sem a necessidade de leilões, como forma de pagamento de dívidas.
Sobre a portaria publicada hoje, Jorge Messias explica que ela servirá de “instrumento para a realização da reforma agrária de modo pacífico”, dando “maior eficácia na cobrança da dívida pública e mais celeridade na incorporação de imóveis rurais ao programa, encurtando caminho na implementação da política pública e levando pacificação no campo”.
Imóveis rurais disponíveis
Foto: Arquivo
As informações fornecidas semestralmente pela AGU sobre a disponibilidade de imóveis rurais penhorados em ações judiciais ficarão centralizadas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e no MDA.
“Da mesma forma, os órgãos federais serão informados sobre os devedores inscritos em dívida ativa para que possam checar a existência de imóveis rurais passíveis de penhora”, complementa a AGU.
Em nota, o ministro Paulo Teixeira disse que a portaria possibilitará, ao mesmo tempo, o assentamento de famílias acampadas; e que a União recupere créditos até então considerados perdidos.
“E o devedor vai poder abater sua dívida ativa”, acrescentou o ministro ao lembrar que, por fim, as novas regras vão colaborar para que o governo federal cumpra o equilíbrio fiscal.
A proposta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca acabar com a escala 6×1 e adotar uma jornada de trabalho de quatro dias semanais, com três de descanso, avançou no Congresso. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) conseguiu o apoio necessário para que a proposta pudesse seguir sua tramitação. Com 194 assinaturas já garantidas, muito além das 171 necessárias, a PEC agora tem o caminho livre para ser discutida e votada na Câmara dos Deputados.
O objetivo da proposta é reduzir a jornada semanal de trabalho para 36 horas, sem alterar a carga máxima diária de oito horas, promovendo um equilíbrio maior entre vida profissional e pessoal. “A escala 6×1 é prejudicial à saúde dos trabalhadores, afetando o equilíbrio entre trabalho e lazer”, destacou a deputada, que também mencionou os benefícios em termos de saúde mental para os trabalhadores.
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Embora o tema tenha ganhado apoio expressivo entre os parlamentares, o debate continua acirrado. Enquanto a base do governo defende a redução da jornada, parlamentares da oposição alertam para os impactos econômicos, sugerindo que a mudança pode aumentar os custos em setores de intensa mão de obra, como o agropecuário e o de serviços. Além disso, setores empresariais levantam preocupações sobre a viabilidade de implementar a mudança em setores com alta dependência de horas trabalhadas.
O tema ainda deverá ser amplamente discutido no Congresso, onde outros modelos de jornada, como a redução para 36 horas semanais ao longo de uma década, também estão sendo analisados.
Desvio de foco
Em entrevista, o analista político Miguel Daoud comentou sobre o impacto da PEC e a discussão em torno da jornada de trabalho. Para Daoud, a proposta é uma tentativa do governo de desviar o foco das dificuldades fiscais e do corte de gastos que estão sendo discutidos no Congresso.
“A PEC sobre a escala 6×1 está funcionando como uma cortina de fumaça, uma distração para as pressões econômicas que o governo enfrenta. A mudança tem uma argumentação válida, mas o impacto na produtividade e nos custos para setores como o agropecuário pode ser significativo”, afirmou.
Daoud também destacou que, embora a proposta seja positiva para a saúde dos trabalhadores, especialmente nas grandes cidades, a realidade de setores intensivos em mão de obra, como os frigoríficos e setores agrícolas, pode enfrentar dificuldades com os novos custos de operação. “Reduzir a jornada pode aumentar os custos de folha salarial, e isso não pode ser ignorado, principalmente quando a produtividade do trabalhador brasileiro já está abaixo da média mundial”, acrescentou.
Segundo Daoud, o governo está usando o tema como uma forma de desviar a atenção de outras questões econômicas mais urgentes, como o rombo da Previdência e os ajustes necessários nas áreas de saúde e educação. “O governo precisa controlar os gastos públicos, e a proposta de jornada reduzida pode ser uma maneira de ganhar tempo e manter a popularidade enquanto outras reformas são discutidas”, concluiu.
Tudo começou com o café. A trajetória de Paulo Dalto Neto, produtor de soja na Fazenda Chapada do Céu, no Piauí, é marcada pela busca constante por inovação. Natural de Cambé, cidade do Paraná, ele cresceu em uma família de cafeeiros, mas foi a geada de 1975 que, de forma inesperada, o levou a trilhar um novo caminho: a soja.
“Eu costumo dizer que nasci debaixo de um pé de café. Mas, quando a geada destruiu nossa produção, foi aí que meu tio me ensinou a plantar soja, e desde então comecei a trabalhar com o grão”, conta.
A transição para a soja
Após o desastre causado pela geada, Paulo Dalto Neto e sua família começaram a plantar soja em terras arrendadas no Paraná, em 1976. Foi em 1982 que uma nova oportunidade surgiu.
“Fomos para Goiás em 1984, arrendamos terras e ficamos por lá cerca de 12 anos. Plantávamos soja em áreas arrendadas, mas a chance de comprar terras no Piauí apareceu, e viemos conferir,” conta Paulo.
Ao conhecer o estado, ele viu o potencial da região e decidiu investir na compra de terras em Sebastião Leal, no sul do Piauí, onde está localizada a Fazenda Chapada do Céu.
Fazenda Chapada do Céu e a tecnologia
Foto: Arquivo Paulo Dalto Neto
Hoje, a Fazenda Chapada do Céu é um exemplo de agricultura moderna e sustentável no Piauí. Paulo Dalto Neto afirma que 70% da área já está plantada e que as chuvas têm sido regulares para a região. Ele acredita que a tecnologia desempenhou um papel importante no crescimento da propriedade, permitindo a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis.
“As máquinas hoje são de última geração. No sul do Piauí, temos tratores e colheitadeiras tão avançados que fazem o trabalho praticamente sozinhas. O operador só precisa monitorar”, afirma Paulo.
Com o uso de máquinas altamente automatizadas, o conforto e a eficiência para os trabalhadores são notáveis. “As máquinas têm um nível de automação tão alto que o operador mal precisa interagir com elas. Se quiser, pode até colocar um saco de areia no banco, e elas vão continuar trabalhando o dia todo”, brinca o produtor.
No entanto, ele enfatiza que, apesar do avanço tecnológico, o manejo responsável é essencial. “É muito importante não exagerar no uso de insumos. Fazemos a análise do solo anualmente para entender o que ele precisa. A partir dessa análise, ajustamos o uso de fertilizantes, potássio e outros nutrientes, evitando o desequilíbrio e a degradação”, explica.
Ele também destaca a importância de práticas que ajudem a manter a saúde do solo e reduzir riscos ambientais. “Aqui na fazenda, adotamos técnicas como o cultivo de capim brachiaria que ajuda a proteger o solo. Mesmo enfrentando períodos de seca, conseguimos manter a produtividade com menos impacto ambiental.”
Sustentabilidade e biológicos
A Fazenda Chapada do Céu também é pioneira na adoção de práticas sustentáveis e biológicas no manejo das lavouras. O que tem nos ajudado no plantio é a fábrica de biológicos que temos na fazenda. São produtos naturais, como se fosse ‘iogurte’ para as plantas, que ajudam no controle de doenças e no desenvolvimento das lavouras,” explica Paulo.
A produção de biológicos na fazenda é uma das inovações que o produtor tem investido, contribuindo para o controle de pragas e doenças de maneira mais ecológica, sem depender tanto de produtos químicos. A sustentabilidade tem sido uma das marcas registradas da Fazenda Chapada do Céu, e a inovação é vista como fundamental para o futuro da agricultura.
Piauí: terra de oportunidades
O produtor é otimista quanto ao futuro da agricultura no Piauí, especialmente no sul do estado. “O Piauí ainda tem terras com preços muito acessíveis, principalmente nas áreas de fronteira. Mas é o agricultor quem vai valorizar a terra, investindo nela com boas práticas agrícolas e usando tecnologias,” afirma.
Com uma visão voltada para o futuro, Paulo acredita que a chave para o sucesso na agricultura está na adaptação às mudanças e no uso inteligente da tecnologia. “A tecnologia, a sustentabilidade e a adaptação às mudanças climáticas são os principais fatores que irão definir o futuro da agricultura no Brasil e no Piauí. Estamos preparados para seguir investindo e garantindo que a nossa produção seja cada vez mais eficiente e sustentável,” conclui Paulo Dalto Neto.
De acordo com as informações divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA), a safra de grãos 2024/2025 no Oeste da Bahia segue em ritmo acelerado, com os agricultores concentrando esforços no plantio de soja, segundo dados recentes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA). Desde o início do ciclo, em 8 de outubro, a semeadura vem avançando com rapidez, favorecida pela ampliação da janela de cultivo no estado.
Entretanto, a distribuição irregular das chuvas tem apresentado desafios, pois períodos de estiagem têm sido intercalados com chuvas intensas em diferentes microrregiões, exigindo um manejo detalhado. A presença de pragas como percevejos-barriga-verde e larvas-minadoras também tem demandado atenção, levando os produtores a reforçarem o monitoramento fitossanitário, conforme informou a Seagri BA.
Segundo a Seagri BA, até o momento, aproximadamente 191 mil hectares de soja foram plantados, representando 9% da área total projetada para a cultura. Embora o ritmo seja acelerado, os produtores seguem atentos às condições climáticas para decidir o ritmo de expansão das áreas cultivadas. Com as previsões apontando aumento das precipitações, há uma expectativa de continuidade no plantio.
A projeção da AIBA indica que a soja ocupará 2,129 milhões de hectares nesta safra, um aumento de 7,5% em comparação à safra passada. O algodão, por sua vez, deve crescer 10%, alcançando uma área estimada de 380 mil hectares.
Por outro lado, a área de milho deve registrar queda de 8,9%, totalizando 123 mil hectares. Esse recuo reflete a desvalorização do milho no mercado, desestimulando o plantio. Já o sorgo deve crescer 6,7%, ocupando uma área projetada de 160 mil hectares.
Na COP29, o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luiz Pedro Bier, e o deputado federal Arnaldo Jardim, que também é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), se reuniram para discutir o papel do etanol como combustível do futuro e o avanço da produção sustentável no Brasil.
O evento proporcionou uma oportunidade de destacar o etanol como uma alternativa renovável que contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e promove a independência energética do Brasil.
Mato Grosso como referência
Luiz Pedro Bier enfatizou a importância estratégica de Mato Grosso na produção de etanol a partir do milho, um dos estados que mais se destacam nesse segmento. Segundo ele, o estado tem dado um grande salto na produção de etanol de milho nos últimos quatro anos, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e com a produção de combustíveis limpos.
”Mato Grosso tem se destacado na produção do combustível de milho nos últimos quatro anos. Demos um grande salto na produção e é fundamental defender esses combustíveis, que são ambientalmente corretos, pois o milho e a soja de Mato Grosso desempenham um papel vital nesse processo”, afirmou Bier durante o encontro.
O deputado federal Arnaldo Jardim, que também é defensor da expansão do uso de etanol no Brasil, destacou o impacto positivo da produção agrícola na ampliação da demanda por biocombustíveis. Para ele, o aumento na produção de etanol está diretamente relacionado ao crescimento da produção de milho, soja e biodiesel.
”Nós vamos aumentar a produção de etanol, que tem entre suas fontes principais o milho, muito associado à produção de soja. Isso nos dá previsibilidade e confiança de que a demanda por biocombustíveis vai aumentar, o que, por sua vez, fecha o ciclo com a produção de proteína. A soja brasileira, com certeza, vai sair valorizada desse processo, o que beneficiará diretamente os produtores”, ressaltou o deputado.
Sustentabilidade como combustível no Brasil
O encontro entre Aprosoja MT e o deputado Arnaldo Jardim na COP29 reforça a missão de promover fontes de energia renováveis e sustentáveis, como o etanol, no Brasil. A Aprosoja MT tem se dedicado a estimular a transição para esses combustíveis, que não só ajudam a reduzir a emissão de poluentes, mas também contribuem para uma economia mais verde e forte.
A expansão da produção de etanol no Brasil, especialmente a partir do milho, representa uma importante oportunidade para agregar ainda mais valor às culturas agrícolas, beneficiando diretamente os produtores. Ao processar as matérias-primas internamente, o país fortalece sua posição no mercado global e garante o reconhecimento internacional por suas práticas agrícolas sustentáveis.
Saiba como o clima irá se comportar nesta quinta-feira (14) em todo o Brasil:
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Sul
Tempo firme com predomínio de sol em grande parte da região; no leste do Paraná pode chover de forma fraca. As temperaturas voltam a subir, e o calor predomina especialmente no norte e noroeste do Paraná e na faixa oeste do Rio Grande do Sul.
Sudeste
Uma frente fria atua na costa, mantendo a umidade organizada, especialmente entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, onde pode chover forte e há risco de temporais nos estados mineiro e capixaba. Em São Paulo, há pancadas de chuva isoladas no interior, com possibilidade de chuvas moderadas no norte do estado, enquanto na faixa leste a chuva acontece ao longo do dia.
Centro-Oeste
Tempo fechado e com chuva entre Goiás e Mato Grosso, com risco de temporais. No norte e nordeste de Mato Grosso do Sul, as chuvas são mais isoladas, mas podem vir acompanhadas de trovoadas. Nas demais áreas do estado, o predomínio é de sol e temperaturas elevadas.
Nordeste
No oeste da Bahia e nos estados do Piauí e do Maranhão, o céu fica nublado e há condição para chuva forte, enquanto na faixa leste a chuva ocorre de forma mais isolada. Nas demais áreas da região, o tempo permanece firme.
Norte
O tempo segue instável com pancadas de chuva em toda a região. Pode chover forte no Tocantins, Pará e Amazonas, onde não se descartam temporais devido à combinação de calor e umidade. A sensação de abafamento persiste.
Pesquisas do Cepea mostram que os preços domésticos do café arábica voltaram a subir com força neste começo de novembro.
O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, tem operado próximo de R$ 1.600/sc, assim como nos primeiros meses de 2022, quando o desenvolvimento da safra brasileira e a perspectiva de menor produção impulsionavam os valores.
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Atualmente, pesquisadores do Cepea explicam que o suporte aos preços vem do dólar valorizado frente ao Real, dos estoques justos e de incertezas relacionadas ao potencial produtivo da temporada 2025/26.
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De acordo com o monitoramento de preços do CeasaMinas, entreposto de Contagem da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA), os preços das principais frutas comercializadas oscilaram na semana de 28 de outubro a 1º de novembro e de 4 a 8 de novembro. Entre os produtos analisados, coco verde, maçã, melancia e uva apresentaram estabilidade nos valores. Já abacaxi, banana, limão, mamão e manga registraram aumento nas cotações, impulsionados principalmente por fatores sazonais e climáticos.
O aumento dos preços foi significativo para algumas frutas devido a fatores como entressafra e condições climáticas. O período de entressafra de banana e limão resultou na diminuição da oferta, elevando os preços. No caso do mamão, o volume de chuvas dificultou a colheita, o que impactou o mercado. Já a manga teve seu preço ajustado pela redução de oferta nos pomares.
A laranja foi a única entre as frutas analisadas que registrou queda, influenciada pela baixa qualidade do produto, o que pressionou os valores de mercado.
Entre os destaques específicos:
O abacaxi pérola, originário da Paraíba, teve uma elevação de preço, chegando a R$80,00 por dúzia no final do período analisado.
A banana prata sofreu aumentos, passando de R$3,50 para R$4,00/kg, com uma variação semanal de 11,9%.
O preço do coco verde se manteve estável a R$2,60 por unidade.
A laranja pera registrou queda, com o preço médio caindo de R$5,50 para R$5,08/kg, uma variação semanal de -7,6%.
O limão tahiti teve alta, subindo para R$8,17/kg, com aumento médio de 8,9%.
O mamão formosa apresentou variação de 29%, passando de R$3,51 para R$4,53/kg devido a aumentos sucessivos.
A manga tommy variou de R$2,40 para R$2,59/kg, após oscilações ao longo das semanas.
Melancia graúda e uva Itália se mantiveram estáveis, com preços de R$1,40/kg e R$15,00/kg, respectivamente.
Com o compromisso de promover boas práticas e tecnologias no cultivo da soja, com foco em sustentabilidade e aumento de produtividade, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em parceria com a coordenadora técnica do projeto Soja Brasil, Embrapa Soja, realiza o Giro Técnico na Soja. Neste ano, o evento chega à 12ª edição e, entre 21 de novembro e 5 de dezembro, percorrerá doze cidades do Paraná.
Os temas abordados são essenciais para a produção de soja, como manejo integrado de pragas, o sistema Alerta Ferrugem, fixação biológica de nutrientes, manejo de doenças, tecnologia de aplicação de insumos, manejo de solos e controle de plantas daninhas.
Esses tópicos são fundamentais para garantir uma produção de soja sustentável, com equilíbrio da produtividade, rentabilidade e impacto ambiental. O coordenador estadual do Programa Grãos Sustentáveis do IDR-Paraná, Edivan José Possamai, destaca que as boas práticas promovidas pelo evento ajudam os produtores a racionalizarem o uso de insumos como fertilizantes, fungicidas, inseticidas e herbicidas, sem comprometer a produtividade. Isso resulta em maior lucratividade e benefícios ambientais.
Outro destaque do evento é a coinoculação de Bradyrhizobium e Azospirillum, que pode aumentar em até 8% a produtividade da soja a um baixo custo. Segundo o pesquisador da Embrapa Soja, André Prando, o Giro Técnico facilita a troca de conhecimentos entre agricultores, técnicos e pesquisadores, comprovando os benefícios das boas práticas agrícolas. A parceria entre a Embrapa e o IDR-Paraná tem gerado resultados concretos no campo.
O trabalho conjunto entre pesquisa e extensão tem posicionado o Paraná como referência nacional em tecnologias sustentáveis e produtividade na soja. Estima-se que, com a adoção dessas boas práticas, os produtores podem aumentar a produção em até 17 sacas por hectare, seja pela redução de custos ou pelo aumento da produtividade.
No entanto, Edivan Possamai observa que ainda há desafios, como a erosão do solo e a deriva de agrotóxicos, que exigem mais atenção para garantir uma agricultura sustentável no futuro.
O Giro Técnico na Soja conta com o apoio de diversas instituições, como o Sistema FAEP/SENAR-PR, ITAIPU Binacional, universidades e colégios agrícolas, com a importância da parceria entre pesquisa, extensão e os produtores rurais.