Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar trouxe uma avaliação positiva sobre o milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul. Apesar do baixo regime hídrico, o potencial produtivo das lavouras tem se mantido elevado, com perdas mais apenas em áreas de sequeiro que enfrentam um longo período sem chuvas, principalmente nas regiões Noroeste e Centro do estado.
Atualmente, 43% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 57% encontram-se em fases reprodutivas: 30% em floração, 25% em enchimento de grãos e 2% em maturação inicial. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta uma área cultivada de 357.311 hectares, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.
Nas regiões administrativas, os resultados variam. Em Erechim, há preparação para o início da colheita, com expectativa de 40 t/ha de massa vegetal ensilada, considerada muito satisfatória. Em Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 40% em floração e 50% em enchimento de grãos, com produtividade estimada em 41 t/ha.
Na região de Pelotas, o plantio atingiu 43% da área projetada, com maior parte das lavouras em fase vegetativa. Já em Santa Maria, o plantio alcançou 70%, mas o déficit hídrico tem causado perdas na produtividade.
O governo federal desembolsou R$ 10,3 bilhões em recursos ao Banco Central para custear o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) em 2023. Neste ano, a estimativa de dispêndio é de R$ 12 bilhões.
Contudo, o novo pacote de ajuste fiscal anunciado nessa quarta-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, coloca a ferramenta de pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola dentro das regras.
Em entrevista concedida à imprensa nesta quinta-feira (28), Haddad ressaltou que o Banco Central envia ao governo a conta do Proagro independentemente de limite orçamentário, o que causa constrangimento na execução orçamentária por conta do descasamento entre o que é autorizado e o que é calculado.
“Estamos eliminando esse dispositivo, ou seja, o que é autorizado tem que estar orçado previamente, não pode ser autorizado um gasto sem que ele esteja previamente orçado, então colocaremos o Proagro dentro do regime geral do orçamento da União”.
Perdas no Proagro
Diante desta realidade, o comentarista do Canal Rural Miguel Daoud alerta que haverá, dentro do Proagro, uma adequação de concessão do seguro agrícola. “Muitos dos produtores que hoje teriam esse seguro, não vão ter mais porque o Proagro passará a ter limites”.
“Assim, muitos produtores rurais ficarão fora da garantia securitária do Plano Safra, em que se precisaria ter seguro dada a intensidade dos eventos climáticos do país. Então, nesse sentido, a perda do produtor rural ao acesso às garantias vai ser muito grande”, enfatiza Daoud.
Com expositores de diversas regiões do país, o VI Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Origens Brasileiras reúne pequenos produtores e especialistas nacionais e internacionais para fortalecer os negócios de pequenos produtores regionais, expandir o mercado brasileiro e apresentar os diversos artigos já certificados como mel, farinha de mandioca, queijos, balas de banana, artesanatos e café.
“O nosso objetivo é conectar esses produtores ao mercado, mostrando a originalidade e o valor agregado nos produtos. É uma oportunidade de trocar conhecimentos com especialistas nacionais e internacionais no tema das origens”, destacou Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae Nacional.
Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae Nacional. Foto: Ludmila Santana
Entre os participantes desta sexta edição, está Ana Trindade, cafeicultora de Minas Gerais, apresentando o Café Canastra, que é produzido pelo sistema agroflorestal e tem a Identificação Geográfica (IG) desde 2023, “quando imaginaríamos participar de uma feira como essa? Só mesmo com ajuda do Sebrae. Então, falei com o Valdemar, que é meu vizinho e também cultiva o grão, e viemos a São Paulo mostrar nossos produtos”, afirmou Trindade.
Quem também veio de longe e com muita expectativa foi o produtor de farinha de mandioca, José Oliveira do Nascimento, que também tem sua certificação da IG. Oliveira veio do Acre especialmente para apresentar o seu produto e está otimista com os futuros negócios que podem surgir na capital paulista: “Minha expectativa é divulgar o nosso produto e expandir as vendas, quem sabe até para o exterior”, afirmou o produtor, que veio da cidade de Cruzeiro do Sul.
Indicações Geográficas e as Marcas Coletivas brasileiras
Hulda Giesbrecht, gerente de projetos do Sebrae, explicou a diferença entre as certificações: “As IGs certificam produtos de territórios específicos, garantindo características únicas relacionadas ao local de origem. Já as marcas coletivas são registradas por grupos de produtores e destacam padrões de qualidade compartilhados, sem a necessidade de uma delimitação geográfica”, afirmou Giesbrecht.
Como é o caso de Angela Bach, que faz parte da Marca Coletiva, Queijo do Sudoeste, no Paraná. A concessão foi autorizada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e garante a certificação a outros 20 associados. Além disso, Bach tem também o selo ARTE:
Angela Bach
Origens do Café
“Nosso diferencial está na fabricação: o queijo é produzido logo após a ordenha, o que faz o gosto ficar muito melhor”, afirma a produtora, que faz parte da terceira geração familiar na queijaria. “Atualmente, produzimos cerca de 700 quilos de queijos por mês”, finalizou Angela .
No evento, também foi lançada a “Plataforma Origens Controladas do Café“, uma ferramenta inovadora que garante a rastreabilidade completa do produto. “A plataforma oferece informações essenciais para produtores, compradores e consumidores, garantindo autenticidade e a valorização dos cafés certificados”, explicou Giesbrecht, destacando que o encontro vai até sexta-feira (29), com ingressos gratuitos e disponíveis na plataforma Sympla.
Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.
O VI Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas em São Paulo é uma realização do Sebrae, em parceria com Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Embaixada da França / INPI França, Associação Brasileira das Indicações Geográficas (Abrig), Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) / AL-INVEST Verde DPI e Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi).
O sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos interceptou nessa quarta-feira (27) uma bagagem com 386 tartaruguinhas de casco mole chinesas.
De acordo com os fiscais, elas estavam agonizantes devido ao transporte em condições indevidas. Por questões sanitárias, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proíbe animais silvestres de ingressar no Brasil sem as devidas autorizações e certificações zoossanitárias.
A equipe do Vigiagro que localizou as tartarugas imaginou que a carga fosse de caranguejos ou peixe fresco. No entanto, ao abrir a bagagem, foi surpreendida com a grande quantidade de répteis, todos filhotes. A suspeita é que eles seriam utilizados como matéria-prima para diversos produtos pela medicina tradicional chinesa.
Durante milhares de anos, as tartarugas têm sido utilizadas nessa modalidade de medicina para tratar uma grande variedade de doenças e enfermidades. Ultimamente, com a economia do país em crescimento, aumenta a preocupação com a extinção de tartarugas no país asiático.
Para ingressar legalmente no Brasil, espécies exóticas precisam de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Como não havia documentação, os animais foram apreendidos e multa de R$ 72 mil foi aplicada pelo órgão. O responsável pelo transporte foi liberado.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar destaca o vigor no desenvolvimento vegetativo das lavouras de mandioca na região administrativa de Santa Rosa. A brotação e o estande de plantas apresentam resultados satisfatórios, enquanto os produtores mantêm o controle de plantas invasoras por meio de capina manual. A maioria das lavouras é destinada ao consumo familiar.
O preço pago ao produtor pela caixa de 25 kg de mandioca lavada e não descascada é de R$ 120,00, enquanto o quilo está sendo vendido a R$ 5,43 diretamente ao consumidor. A mandioca descascada é comercializada no varejo por R$ 6,00/kg, com valores entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg em feiras e vendas diretas.
Na região administrativa de Soledade, as lavouras recebem manejo com capina manual ou química. Entretanto, em Venâncio Aires e Mato Leitão, alguns produtores enfrentam desafios relacionados a bacterioses, cuja incidência está associada à procedência das manivas utilizadas. Em Mato Leitão, o preço da mandioca é de R$ 25,00 pela caixa de 22 kg.
O mercado físico do boi gordo apresentou preços acomodados nesta quinta-feira (28), assim como ocorreu ontem.
No entanto, a forte movimentação da B3 que cravou limite de baixa durante o dia afetou o psicológico dos operadores, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.
“Os frigoríficos passaram a se ausentar da compra de gado, e já pensam em sinalizar intenção de compra em patamares mais baixos. As escalas de abate estão evoluindo ao longo da semana. Soma-se a isso a informação de que haverá boa entrega de animais terminados em regime intensivo na primeira semana de dezembro, o que pode redundar em nova queda das indicações de compra”, disse o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.
Preços médios do boi gordo
Mato Grosso do Sul: R$ 341,48
Mercado atacadista
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O mercado atacadista voltou a apresentar preços firmes. “Mas vale ressaltar que há dificuldade por parte da população para absorver novos reajustes da carne bovina, considerando que as altas já aconteceram de maneira contundente. A carne de frango segue como principal alternativa neste momento”, assinalou Iglesias.
O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50 por quilo. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,50, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,30%, sendo negociado a R$ 5,9903 para venda e a R$ 5,9882 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9458 e a máxima de R$ 6,0026.
A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra 2024/25 está estimada em 678,67 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição de 4,8% em relação à temporada anterior 2023/24 (713,21 milhões de toneladas), de acordo com o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (28).
Conforme a estatal, a área destinada à colheita apresentou crescimento de 4,3%, alcançando 8,70 milhões de hectares (8,33 milhões de hectares em 2023/24).
Contudo, a produtividade média registrou queda, com previsão de 78.048 kg/hectare, o que corresponde a uma redução de 8,8% comparada com a safra passada (85.580 kg/ha).
“Os principais fatores que contribuíram para essa diminuição incluem o impacto das condições climáticas adversas, como baixos índices pluviométricos e altas temperaturas, especialmente nas regiões Centro-Sul, que são responsáveis por 91% da produção nacional. Além disso, as queimadas nos canaviais, que afetaram diversas áreas no ciclo de produção, também prejudicaram o rendimento das lavouras”, enumerou a Conab.
Produção de açúcar
A produção de açúcar, estimada em 44 milhões de toneladas, é 3,7% inferior à safra 2023/24 (45,68 milhões de toneladas), “em virtude da menor disponibilidade de cana-de-açúcar para moagem”.
Em comparação com o levantamento anterior (46 milhões de toneladas), houve baixa de 4,3%. “Nas regiões Centro-Sul e Norte, as atividades das unidades sucroenergéticas estão quase concluídas, confirmando a expectativa de queda na produção do adoçante. Embora ainda haja moagem no Nordeste e em algumas áreas das demais regiões, a menor oferta de matéria-prima impacta diretamente o total produzido nesta safra”, comentou a Conab.
Números do etanol
Foto: Freepik
Em relação ao etanol, a produção total, que inclui tanto o derivado da cana-de-açúcar quanto o do milho, deverá atingir 36,08 bilhões de litros, representando um crescimento de 1,3% em comparação com safra anterior (35,61 bilhões de litros).
Desse total, 28,86 bilhões de litros serão de etanol proveniente da cana, com uma redução de 2,8% por causa das condições climáticas desfavoráveis. O etanol produzido a partir do milho terá um aumento significativo de 22,1%, com uma previsão de 7,23 bilhões de litros ante 5,92 bilhões de litros em 2023/24.
Do montante, o etanol anidro será responsável por 2,87 bilhões de litros (+ 28,2% ante 2,24 bilhões de litros em 2023/24), enquanto o hidratado deverá somar 4,35 bilhões de litros (+18,4% ante 3,68 bilhões de litros).
As exportações de etanol caíram 25,3%, totalizando 1,08 bilhão de litros na safra 2024/25. A Coreia do Sul continua como o principal destino, com 43% do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos e Holanda, que, juntos, representam 68% do total.
Queda na produção de cana
A maior parte da produção de cana no Brasil vem da região Sudeste, que prevê uma retração de 7,4% na safra de 2024/25, com uma estimativa de 434,48 milhões de toneladas. São Paulo, o maior estado produtor, será o principal responsável por essa queda, com uma redução de 35,24 milhões de toneladas.
Apesar disso, a área destinada à colheita no Sudeste deve crescer 5,7%, totalizando 5,39 milhões de hectares. A produtividade, por sua vez, deverá cair 12,3%, com uma estimativa de 80.650 kg/ha.
No Centro-Oeste, a produção de cana-de-açúcar deve alcançar 148,62 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação à safra anterior. A área destinada à colheita nesta região crescerá 3,9%, somando 1,85 milhão de hectares. No entanto, a produtividade média da região sofrerá uma leve queda de 1,3%, com uma previsão de 80.451 kg/ha.
Na região Nordeste, espera-se um aumento de 2,2% na produção de cana, com um total estimado de 57,72 milhões de toneladas. A colheita segue em andamento e deve atingir 55% até o fim de novembro.
Já no Sul, a produção sofrerá uma queda de 12,8%, totalizando 33,76 milhões de toneladas, em virtude da diminuição da produtividade e da área cultivada.
A região Norte, que responde por 0,6% da produção nacional, deve ter um crescimento de 3,8%, com uma estimativa de 4,09 milhões de toneladas, sendo que a colheita já foi concluída em 93% da área prevista.
A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra 2024/25 está estimada em 678,67 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição de 4,8% em relação à temporada anterior 2023/24 (713,21 milhões de toneladas), de acordo com o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (28).
Conforme a estatal, a área destinada à colheita apresentou crescimento de 4,3%, alcançando 8,70 milhões de hectares (8,33 milhões de hectares em 2023/24).
Contudo, a produtividade média registrou queda, com previsão de 78.048 kg/hectare, o que corresponde a uma redução de 8,8% comparada com a safra passada (85.580 kg/ha).
“Os principais fatores que contribuíram para essa diminuição incluem o impacto das condições climáticas adversas, como baixos índices pluviométricos e altas temperaturas, especialmente nas regiões Centro-Sul, que são responsáveis por 91% da produção nacional. Além disso, as queimadas nos canaviais, que afetaram diversas áreas no ciclo de produção, também prejudicaram o rendimento das lavouras”, enumerou a Conab.
Produção de açúcar
A produção de açúcar, estimada em 44 milhões de toneladas, é 3,7% inferior à safra 2023/24 (45,68 milhões de toneladas), “em virtude da menor disponibilidade de cana-de-açúcar para moagem”.
Em comparação com o levantamento anterior (46 milhões de toneladas), houve baixa de 4,3%. “Nas regiões Centro-Sul e Norte, as atividades das unidades sucroenergéticas estão quase concluídas, confirmando a expectativa de queda na produção do adoçante. Embora ainda haja moagem no Nordeste e em algumas áreas das demais regiões, a menor oferta de matéria-prima impacta diretamente o total produzido nesta safra”, comentou a Conab.
Números do etanol
Foto: Freepik
Em relação ao etanol, a produção total, que inclui tanto o derivado da cana-de-açúcar quanto o do milho, deverá atingir 36,08 bilhões de litros, representando um crescimento de 1,3% em comparação com safra anterior (35,61 bilhões de litros).
Desse total, 28,86 bilhões de litros serão de etanol proveniente da cana, com uma redução de 2,8% por causa das condições climáticas desfavoráveis. O etanol produzido a partir do milho terá um aumento significativo de 22,1%, com uma previsão de 7,23 bilhões de litros ante 5,92 bilhões de litros em 2023/24.
Do montante, o etanol anidro será responsável por 2,87 bilhões de litros (+ 28,2% ante 2,24 bilhões de litros em 2023/24), enquanto o hidratado deverá somar 4,35 bilhões de litros (+18,4% ante 3,68 bilhões de litros).
As exportações de etanol caíram 25,3%, totalizando 1,08 bilhão de litros na safra 2024/25. A Coreia do Sul continua como o principal destino, com 43% do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos e Holanda, que, juntos, representam 68% do total.
Queda na produção de cana
A maior parte da produção de cana no Brasil vem da região Sudeste, que prevê uma retração de 7,4% na safra de 2024/25, com uma estimativa de 434,48 milhões de toneladas. São Paulo, o maior estado produtor, será o principal responsável por essa queda, com uma redução de 35,24 milhões de toneladas.
Apesar disso, a área destinada à colheita no Sudeste deve crescer 5,7%, totalizando 5,39 milhões de hectares. A produtividade, por sua vez, deverá cair 12,3%, com uma estimativa de 80.650 kg/ha.
No Centro-Oeste, a produção de cana-de-açúcar deve alcançar 148,62 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação à safra anterior. A área destinada à colheita nesta região crescerá 3,9%, somando 1,85 milhão de hectares. No entanto, a produtividade média da região sofrerá uma leve queda de 1,3%, com uma previsão de 80.451 kg/ha.
Na região Nordeste, espera-se um aumento de 2,2% na produção de cana, com um total estimado de 57,72 milhões de toneladas. A colheita segue em andamento e deve atingir 55% até o fim de novembro.
Já no Sul, a produção sofrerá uma queda de 12,8%, totalizando 33,76 milhões de toneladas, em virtude da diminuição da produtividade e da área cultivada.
A região Norte, que responde por 0,6% da produção nacional, deve ter um crescimento de 3,8%, com uma estimativa de 4,09 milhões de toneladas, sendo que a colheita já foi concluída em 93% da área prevista.
O mercado brasileiro da soja teve um dia de negócios paralisados nesta quinta-feira (28). Devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, que afetou a operação da Bolsa de Chicago, os agentes se retraíram, resultando em poucas ofertas no mercado. Como consequência, os preços da soja ficaram nominais e estáveis, com pequenos ajustes regionais.
Preços da soja no país
Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 134,50 para R$ 135,00
Missões (RS): aumentou de R$ 133,50 para R$ 134,00
Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 144,50 para R$ 144,00
Cascavel (PR): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 144,00
Rondonópolis (MT): se manteve em R$ 143,00
Dourados (MS): se manteve em R$ 136,00
Rio Verde (GO): se manteve em R$ 136,00
Chicago
O mercado financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram nesta quinta-feira, 28, devido ao feriado do Dia de Ação de Graças. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos, como a soja, e cereais, o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities não abriram.
Na sexta-feira (29), a Bolsa de Chicago fechará mais cedo, às 15h. Em Nova York, as sessões também serão abreviadas.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,30%, negociado a R$ 5,9903 para venda e a R$ 5,9882 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9458 e a máxima de R$ 6,0026.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, destacou as frutas mais consumidas durante as festas de final de ano, com muitas coincidindo com a época de colheita no Hemisfério Sul. No Brasil, entre as colhidas estão maçã, pêssegos, ameixas, abacaxis, uvas, melancias, amoras e lichias.
No entanto, itens tradicionais como nozes, castanhas, cerejas, damascos, tâmaras e uvas-passas são importados para atender à demanda crescente dessa época, reforçando sua presença nas mesas brasileiras.
Nozes e castanhas, em particular, tiveram destaque em 2024, posicionando-se como o terceiro item de maior valor nas importações da fruticultura brasileira até outubro. Segundo o Agrostat, o país gastou US$ 118,1 milhões na aquisição de 20,7 mil toneladas desses produtos. O valor médio por tonelada importada subiu de US$ 3,7 mil para US$ 5,7 mil na última década, evidenciando uma tendência de aumento nos custos, conforme apontou o boletim.