sexta-feira, agosto 7, 2026

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Europa enfrenta seca, impactando cultivos de inverno



Temperaturas acima da média desafiam lavouras de inverno




Foto: Pixabay

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na última quinta-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que o clima na Europa durante o período de monitoramento foi marcado por chuvas generalizadas e temperaturas acima da média, mas a seca de curto prazo continua preocupando produtores na Espanha e em partes da Hungria.

De acordo com os últimos dados climáticos, a maior parte do continente registrou volumes de chuva entre 5 e 40 mm por semana, abrangendo regiões da Inglaterra e França até o leste europeu. No entanto, a escassez de chuvas desde novembro reduziu a umidade do solo na Espanha, comprometendo a emergência e o estabelecimento de culturas de inverno.

A situação também é crítica no sudoeste da Hungria (Transdanúbia), onde a seca extrema permanece localizada. Desde 1º de outubro, a região acumulou apenas 34% do volume de chuvas esperado, tornando este o período mais seco dos últimos 30 anos.

Outro destaque foi o aumento das temperaturas, que ficaram 2 a 7°C acima do normal na maior parte do centro, norte e leste da Europa. Apenas a porção sudoeste do continente registrou valores próximos à média histórica.

A ausência de cobertura de neve nas principais áreas de cultivo de inverno levanta preocupações sobre a exposição das lavouras, embora as mínimas tenham permanecido acima dos níveis que causariam danos por congelamento ou morte de plantas.

Produtores europeus monitoram de perto o impacto dessas condições climáticas, especialmente nas culturas de grãos. A falta de umidade na Espanha e na Hungria pode comprometer o rendimento das lavouras de inverno, enquanto as temperaturas elevadas trazem incertezas sobre a resistência das plantações frente ao inverno que se aproxima, conforme os dados do USDA.





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Produção de trigo no Canadá registra estabilidade



A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro



A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro
A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro – Foto: Pixabay

A moagem de trigo no Canadá apresentou estabilidade em novembro de 2024, com 293.281 toneladas processadas, conforme relatório do Statistics Canada divulgado em 24 de dezembro. Esse volume manteve-se inalterado em relação a outubro, mas representou uma queda de 2,6% em comparação a novembro de 2023, quando foram moídas 301.000 toneladas. Em contrapartida, houve um aumento de 13% em relação a setembro. No acumulado de dezembro de 2023 a novembro de 2024, a média mensal de moagem foi de 274.167 toneladas, com os volumes de outubro e novembro marcando os maiores totais desde novembro de 2023.  

A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro. Foram produzidas 215.925 toneladas, 4% a menos do que as 225.000 toneladas de outubro e 4% abaixo do registrado em novembro de 2023. Apesar disso, houve um aumento de 10% em relação ao volume produzido em setembro. A média mensal de produção de farinha de trigo no período de 12 meses foi de 205.583 toneladas. Ainda segundo o relatório, a produção de ração atingiu 63.000 toneladas em novembro, apresentando leve queda em relação a outubro e 6% inferior às 67.000 toneladas do mesmo mês em 2023.  

O Ministério da Agricultura e Agroalimentação do Canadá (AAFC), em sua atualização de 19 de dezembro das Perspectivas para as Principais Culturas de Campo, estimou a produção total de trigo no ciclo 2024-25 em 34.958.000 toneladas. Esse volume representa um aumento de 6% em comparação ao período 2023-24 e um ligeiro avanço em relação a 2022-23. O destaque foi o trigo durum, cuja produção foi estimada em 5.870.000 toneladas, 44% superior ao ano anterior. Apesar de uma revisão de 3% para baixo em relação à estimativa de setembro, a produção de durum permanece 20% acima da média histórica, configurando-se como a sexta maior já registrada no país.  





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Chuvas regulares favorecem safra de feijão


A safra de feijão segue com desenvolvimento positivo no Rio Grande do Sul. O avanço no plantio e as boas condições climáticas garantem perspectivas favoráveis em diferentes regiões do estado, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (26)

Na região de Caxias do Sul, a semeadura nos Campos de Cima da Serra continua em ritmo acelerado e deve ser finalizada até o primeiro decêndio de janeiro. As lavouras recém-semeadas estão na fase de emergência, beneficiadas por temperaturas e umidade adequadas, favorecendo o desenvolvimento inicial das plantas.

Segundo a Emater/RS, já na região de Ijuí, 60% das lavouras estão em maturação, com potencial produtivo mantido em níveis elevados. Os tratos culturais foram finalizados e começou a aplicação de dessecantes para uniformizar a maturação e otimizar a colheita. Os rendimentos obtidos até o momento estão em linha com as expectativas da safra.

Na região de Pelotas, a semeadura atingiu 81% da área prevista e foi concluída em cidades como Tavares, São Lourenço do Sul, Piratini, Pelotas e Morro Redondo. Atualmente, 46% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em florescimento e 22% em enchimento de grãos. As chuvas regulares e a umidade do solo têm assegurado o crescimento saudável das plantas, sem relatos de problemas fitossanitários.

Em Soledade, parte das lavouras já está em maturação e colheita, enquanto outras áreas seguem em enchimento de grãos. As produtividades variam entre 900 e 1.500 kg/ha, com a maioria das lavouras apresentando rendimentos próximos à média superior. Apesar dessa variação, os grãos colhidos apresentam qualidade e peso satisfatórios, reflexo das condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

No total, 5% das lavouras estão em florescimento, 35% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 20% já colhidas. As condições climáticas e o manejo eficiente das lavouras indicam perspectivas promissoras para a safra, reforçando a importância do feijão na produção agrícola do estado, de acordo informativo.





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Desafios superados pelo agro em 2024



O Brasil também se destacou no mercado global



Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade
Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade – Foto: USDA

O ano de 2024 foi marcado por uma combinação de desafios e avanços significativos para o agronegócio brasileiro. De acordo com Jacques Dieu, Gestor de Estratégias de Vendas e Marketing, o setor enfrentou dificuldades como as enchentes históricas que afetaram o Rio Grande do Sul, resultando em prejuízos expressivos para a produção agrícola, principalmente de arroz

No entanto, esses eventos também reforçaram a importância de investir em infraestrutura resiliente, capaz de mitigar os impactos de fenômenos climáticos extremos. Mesmo diante das adversidades, o agronegócio brasileiro mostrou uma notável capacidade de adaptação, mantendo-se como um pilar essencial da economia nacional.

Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade. A regulamentação dos bioinsumos ganhou destaque, alinhando-se às tendências globais que buscam uma agricultura menos dependente de produtos químicos. Além disso, o Plano Safra, ao promover práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, reafirmou o compromisso do setor com a preservação ambiental, sem comprometer a produtividade. Essas iniciativas sustentáveis fortaleceram a imagem do Brasil no cenário internacional, mostrando seu compromisso com uma produção agrícola mais verde e eficiente.

O Brasil também se destacou no mercado global, com a abertura de novos mercados na Ásia e a consolidação de sua liderança no Paraguai. Esse fortalecimento das parcerias comerciais internacionais contribuiu para ampliar a posição do país como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, atendendo à crescente demanda global por alimentos. Com essas ações, o agronegócio brasileiro garantiu sua relevância no cenário mundial.

 





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Prefeito do RJ assume novo mandato e propõe Força Municipal armada



O prefeito reeleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assumiu o quarto mandato em cerimônia na Câmara de Vereadores, nesta quarta-feira (1). Ele propôs a criação de uma Força Municipal de Segurança armada.

De acordo com Paes, essa força municipal será complementar às forças policiais. O grupo de trabalho para propor a inovação é um dos 46 decretos publicados hoje no Diário Oficial do município para direcionar o início do novo mandato que vai até 2028.

“A gente entende que essa força pode fazer um policiamento ostensivo mais firme nas áreas da cidade menos conflagradas em que a ocupação territorial ou o monopólio da força do Estado não esteja em discussão. Eu acho que, quando você tem essa situação extrema em que o monopólio da força do Estado está em discussão, compete às forças de segurança pública, polícia civil e polícia militar fazer esse enfrentamento e retomar os territórios”, disse o prefeito, em entrevista coletiva após a posse.

Ele explicou que o município do Rio vai trabalhar em parceria com a Advocacia-Geral da União e com o Ministério da Justiça para que se possa utilizar egressos das forças armadas brasileiras para compor a força municipal de segurança.

Acrescentou que “apesar dos avanços em nível municipal, sabemos que o Rio ainda convive com uma das mais graves crises de segurança pública de sua história. É preciso que o governo do estado assuma a sua responsabilidade constitucional e atue com firmeza para reduzir os índices de criminalidade, que policie as ruas com mais eficiência e aja para impedir a expansão territorial do tráfico e da milícia”, assegurou o prefeito em seu discurso de posse.

Também será criado um grupo de trabalho para apresentar estudos para o fornecimento de semaglutida, princípio ativo do medicamento Ozempic, na rede municipal de saúde para o combate à obesidade.

Segundo o decreto, há benefícios comprovados da semaglutida no tratamento da obesidade, incluindo a perda de peso significativa e sustentável, a melhora dos fatores de risco cardiometabólicos e o aumento da qualidade de vida.

“Isso é muito importante. Tem que se ver a obesidade sob o ponto e vista da saúde pública. É um desejo nosso que a população mais pobre tenha acesso a um medicamento que quem tem um mínimo de condições está comprando e usando. É uma política pública contra a obesidade para que a gente possa melhorar os índices de saúde da população carioca como diabetes e problemas cardíacos”, destacou Paes.

Guarda Municipal

Outro decreto publicado hoje abrange foi a criação do Programa de Refundação da Guarda Municipal com o objetivo de modernizar a instituição e torná-la mais eficiente.

O projeto terá como diretrizes a organização das operações da Guarda Municipal em grupamentos especiais e programas, seguindo os padrões operacionais e táticos do programa BRT Seguro; o fortalecimento da Corregedoria da Guarda Municipal, visando a fiscalização das atividades funcionais e a conduta dos guardas municipais; a revisão do rol de atribuições e competências da Guarda Municipal; e a implementação de ações e iniciativas para a ampliação da eficiência da Guarda no cumprimento de suas atribuições e competências.

“A ideia é ter algo voltado para praças e parques da cidade, para a defesa das mulheres, do grupamento Maria da Penha, olhando para questões que envolvam trânsito”, acentuou o prefeito.

Ao todo, 46 decretos foram divididos em seis grandes áreas:

  • Políticas voltadas para a segurança e civilidade;
  • Políticas públicas;
  • Gestão de alto desempenho;
  • Eficiência de gastos; e
  • Desburocratização e ambiente de negócios

As diretrizes determinam o direcionamento do novo governo. A maioria forma grupos de trabalho para colocar em prática novos projetos de políticas públicas.

Antes da posse do prefeito e de seu vice, foi realizada a posse dos 51 vereadores, dos quais 12 são mulheres. O parlamento carioca empossou 21 vereadores estreantes, com uma renovação de quase metade das 51 cadeiras (45%).



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Prefeitos e vereadores tomaram posse hoje; quais as responsabilidades de cada um?



Os prefeitos e vereadores eleitos em outubro de 2024 tomam posse nos respectivos cargos nesta quarta-feira, 1º de janeiro de 2025.

De acordo com a página de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serão 5.543 prefeitos, 5.543 vice-prefeitos e 58.072 vereadores empossados para mandatos de quatro anos.

Do total de 5.543 prefeitos e vice-prefeitos que tomam posse, 2.466 foram candidatos reeleitos e os demais (3.077) estão no primeiro mandato como chefe do poder Executivo local. Assim, cabe a pergunta: qual as responsabilidades de cada um deles?

Responsabilidades de prefeitos

A prefeita ou o prefeito empossado é o chefe do Poder Executivo municipal, portanto, responsável pela gestão do município. O mandato de prefeito dura quatro anos, com possibilidade de uma reeleição por mais quatro. Nesse período, os ocupantes dos cargos devem:

  • Gerenciar os recursos financeiros do município (arrecadar, administrar e aplicar os impostos da melhor forma);
  • Planejar e realizar melhorias locais, desenvolver as funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes;
  • Intermediar politicamente junto a outras esferas do poder, sempre com o intuito de beneficiar a população local, entre outras funções que promovam o desenvolvimento local.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, destaca quais devem ser as prioridades no exercício da função pública.

“É preciso honrar o mandato que a população vos deu nas urnas, enfrentar as dificuldades e sempre conduzir a administração sob um modelo de governança pública que coloque em primeiro lugar as reais necessidades da comunidade.”

Ziulkoski frisa aos gestores municipais que é importante esquecer os embates ideológicos da eleição. “Governar para todos e com todos que queiram ajudar o seu município a progredir.”

Funções dos vereadores

Os mandatos de vereadoras e vereadores, também com duração de quatro anos, não têm uma quantidade definida de possibilidades de reeleição. Esse grupo de parlamentares atua nas câmaras municipais, também chamadas de câmara de vereadores.

O total de vagas para cada câmara depende do número de habitantes do município, segundo o inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal.

As funções no poder Legislativo municipal estão subdivididas em quatro atribuições principais:

  • Legislativa: proposição, análise, discussão e votação de leis municipais e gestão de alguns impostos;
  • Fiscalização: fiscalizadora das ações da administração municipal no cumprimento das leis e do orçamento público;
  • Assessoramento ao Executivo: apoio e discussão acerca de políticas públicas a serem implantadas por meio do Plano Plurianual, da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
  • Julgadora: apreciação das contas públicas de administradores e apuração de infrações político-administrativas cometidas por prefeito e pelos próprios vereadores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Crédito de carbono ganha espaço na agricultura



Crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta para sustentabilidade


Foto: Canva

O crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta estratégica para impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Além de incentivar práticas mais ecológicas, o mecanismo transforma a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em oportunidades econômicas, atraindo produtores rurais e investidores para o setor.

A agricultura é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de GEE, com destaque para o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Práticas tradicionais, como o uso intensivo de fertilizantes e a pecuária convencional, contribuem para essas emissões. Nesse contexto, os créditos de carbono surgem como um estímulo à adoção de modelos produtivos sustentáveis, incluindo a agricultura regenerativa, que melhora a qualidade do solo e captura carbono da atmosfera.

No Brasil, o Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) é referência na promoção de práticas sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e o plantio direto. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a iniciativa já evitou a emissão de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalentes desde 2010.

A técnica ILPF integra agricultura, pecuária e silvicultura em uma mesma área, promovendo maior produtividade e capturando carbono no solo e na vegetação. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que sistemas ILPF podem sequestrar até 10 toneladas de CO2 por hectare ao ano, tornando-se aliados cruciais na redução das emissões.

Os créditos de carbono também oferecem vantagens financeiras. Agricultores que adotam práticas sustentáveis podem comercializar esses créditos em mercados específicos, obtendo renda adicional e ampliando sua competitividade. Além dos ganhos financeiros, essas práticas favorecem a recuperação dos solos, aumentam a biodiversidade e tornam as lavouras mais resistentes às mudanças climáticas, fortalecendo a segurança alimentar e a estabilidade produtiva.





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Seguro rural como despesa obrigatória no Orçamento de 2025 é vetado pelo governo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 que protegia o orçamento do seguro rural, entre outras despesas, de cortes orçamentários ao longo do ano.

O veto consta da sanção da lei 15.080 publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (31). O projeto de lei aprovado pelo Congresso previa a subvenção econômica ao prêmio do seguro rural (PSR) entre as despesas obrigatórias ou legais da União, ou seja, blindadas de contingenciamentos ou bloqueios.

Atualmente, a rubrica é discricionária, sendo passível de remanejamentos pelo Executivo ao longo do exercício fiscal.

Corte de verbas

O trecho do projeto de lei vetado por Lula foi articulado por deputados e senadores da bancada da agropecuária a fim de evitar cortes no orçamento do seguro rural. Neste ano, o Executivo destinou R$ 1,06 bilhão ao PSR.

Entretanto, a verba foi cortada para R$ 964,598 milhões. Para 2025, o governo enviou no Projeto de Lei Orçamentária Anual a previsão de R$ 1,06 bilhão para o seguro rural, assim como no exercício atual. O setor produtivo pede R$ 4 bilhões.

Na justificativa do veto, orientado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, o despacho presidencial diz que a proposta “contraria o interesse público, uma vez que reduz a flexibilidade e a liberdade dos órgãos na gestão de suas próprias despesas orçamentárias, visto que as despesas são originalmente discricionárias”.

Também foi vetada a transição da classificação de despesas discricionárias para obrigatórias da subvenção econômica para as Aquisições do Governo Federal e Formação de Estoques Reguladores e Estratégicos, da subvenção econômica para Garantia e Sustentação de Preços na comercialização de produtos agropecuários e da subvenção econômica para Garantia e Sustentação de Preços na comercialização de produtos da agricultura familiar – políticas operacionalizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Veto de outros itens

Resultados estratégicos da Secretaria da Agricultura do Distrito FederalResultados estratégicos da Secretaria da Agricultura do Distrito Federal

Além disso, o presidente Lula vetou o trecho que mantinha 17 itens como despesas ressalvadas da limitação de empenho e movimentação financeira.

Entre os itens, o Congresso havia incluído nesta rubrica despesas para aquisição e distribuição de alimentos da agricultura familiar para promoção da segurança alimentar e nutricional e despesas de defesa agropecuária.

“A proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que a ressalva de despesas da limitação de empenho tem como efeito aumentar a rigidez orçamentária e restringir a possibilidade de o Poder Executivo federal dispor sobre essa limitação de acordo com as necessidades sociais e as disponibilidades orçamentárias no momento da execução”, diz a justificativa do veto presidencial.



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Preços dos suínos independentes mantêm estabilidade nesta semana, mas…


Após reajustes recentes, associações destacam estabilidade nos preços e projetam aumentos com a chegada do 13º salário e maior demanda sazonal.

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Nesta quinta-feira (21), a comercialização dos suínos no mercado independente apresentou estabilidade nos principais estados produtores. Com os feriados de novembro e a entrada da segunda quinzena do mês, tiraram o ímpeto das altas no mercado de suínos. 

Em São Paulo, os preços dos suínos apresentaram estabilidade frente à semana anterior e segue precificado em R$ 10,30/kg por vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). 

“Nas últimas quatro semanas,  o preço do suíno teve um reajuste positivo de 8,77%. Para a Bolsa de Suínos houve uma queda de 2,90 kg, o que representa uma queda de 1,88% e o volume de animais também registrou um recuo de 1.423 de cabeças, o que representa uma queda de 4,72%”, detalhou o Valdomiro Ferreira.

Ainda de acordo com a APCS, a expectativa para os próximos dias é de reajuste nas cotações dos suínos em que as indústrias já estão se preparando para atender a demanda de final de ano. “A expectativa é de novo realinhamento nos preços com a entrada dos pagamentos do 13º salário e aumento no consumo”, informou ao Notícias Agrícolas. 

No mercado mineiro, o valor do animal apresentou estabilidade nesta semana e está sendo negociado próximo de R$ 10,30/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). 

“As expectativas são boas no curto prazo com a sazonalidade de final de ano, mas nesta semana a demanda continua predominando e os preços estão estáveis em uma faixa na linha do topo.”, disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal nesta semana registrou valorização de 0,41% frente a anterior, em que passou de R$ 9,78/kg e está precificado em  R$ 9,82/kg vivo.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Pastagens avançam com chuvas e insolação favoráveis


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na quinta-feira (26), as chuvas regulares e a intensa radiação solar registradas nas últimas semanas estão impulsionando o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul. As condições climáticas também favoreceram a recuperação dos campos nativos, ampliando a oferta de forragem de qualidade para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, em São Gabriel, o crescimento das forrageiras nativas foi limitado pela baixa pluviosidade em dezembro, que acumulou apenas 60 mm. Em contrapartida, na região de Caxias do Sul, as áreas de campo nativo atenderam plenamente às necessidades dos animais, refletindo em bons ganhos de peso.

Na região de Ijuí, a escassez de estoques de forragem conservada levou alguns produtores a anteciparem o corte do milho para silagem, mesmo antes do ponto ideal de maturação dos grãos. Já em Passo Fundo, as chuvas recentes mantiveram a umidade do solo em níveis adequados para o crescimento das pastagens. No entanto, a menor incidência de luz solar, devido aos dias encobertos, limitou o pleno desenvolvimento vegetativo.

Nas regiões de Pelotas, incluindo Arroio do Padre, Canguçu e Capão do Leão, as pastagens e forrageiras apresentaram bom desenvolvimento. Entretanto, em Cerrito e Jaguarão, a baixa radiação solar trouxe desafios para a implantação de novas áreas de pastagens de verão. Em Santa Vitória do Palmar, o campo nativo registrou crescimento adequado, beneficiando tanto bovinos quanto ovinos.

Na região de Santa Maria, as pastagens de verão apresentaram condição excelente, garantindo boa oferta de forragem. Em Santa Rosa, as chuvas recentes, combinadas com temperaturas amenas e boa insolção, impulsionaram a produção de matéria verde nas pastagens perenes e anuais, conforme dados da Emater/RS.





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