quinta-feira, agosto 6, 2026

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Agrofloresta transforma negócio de pequeno produtor rural



A integração da floresta com a agricultura têm permitido recuperar solos em áreas degradadas, preservando o ecossistema, enquanto produzem alimentos. 

Esse é o caso do pequeno produtor agrícola, José Cunha que produz frutas e hortaliças orgânicas em sua propriedade, no município de Mojuí dos Campos (PA).

O empreendedor divide a gestão com sua esposa, Elizabete Ramos, que atua na parte financeira do negócio.

O casal tem recebido visitas do Sebrae para implementar iniciativas de apoio ao desenvolvimento setorial, a fim de potencializar negócios conectados com a bioeconomia.

O objetivo é inseri-los na rota da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30) que acontece em novembro, na cidade de Belém (PA).

Cunha evidencia sua paixão pela agricultura sustentável, por meio do sistema agroflorestal. O produtor contou que há dez anos a área estava improdutiva após práticas de queimadas no local. 

“Com muito trabalho, eu recuperei todo esse terreno investindo em matéria orgânica, usando sistema de tecnologia de reprodução do solo, compostagem e produtos biológicos obtidos da própria natureza. E hoje, posso dizer com muito orgulho que temos um solo fértil onde tudo que plantamos tem resultado”, disse José Cunha.

Cunha protege e enriquece o solo garantindo que diferentes espécies agrícolas trabalhem juntas.

Em seu cultivo, por exemplo, bananeiras estão ao lado dos jerimuns (nome dado à abóbora moranga no norte e nordeste do Brasil), que por sua vez, são vizinhos de jatobás, cumarus, goiabeiras, cebolinhas, coentros, entre outros.

O produtor cultiva ainda o açaí, com tecnologia de melhoramento genético da Embrapa, que permite que o fruto cresça em galhos baixos facilitando a colheita.

Histórico de sucesso

Em 2005, Cunha foi beneficiado pelo Programa de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), iniciativa apoiada pelo Sebrae que alia criação de animais à produção agroecológica com técnicas sustentáveis e de preservação ambiental.

E a parceria não ficou por aí. Durante um período, morou em Macapá (AP), e junto com o Sebrae ajudou a modificar o setor de produção do estado onde chegou a ser coordenador do Cinturão Verde aumentando a capacidade de produção do estado de quatro para vinte hortaliças.

Em Santarém, a colaboração com o Sebrae ajudou a impulsionar a Associação Tapajós Orgânicos, que é um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC).

Cunha é coordenador e trabalha com 23 produtores da região que vendem os produtos em duas feiras de orgânicos de Santarém (PA) e também para a merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“O Sebrae sempre foi meu parceiro e eu quero continuar essa parceria para potencializar os orgânicos. Nós que somos pedaço da Amazônia temos que defender esta ideia, pois o orgânico no Brasil é na base da resistência e eu trabalho porque amo a agricultura e quero produzir sem agredir a natureza”, afirmou José Cunha.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias



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Cuidados essenciais para preservação da qualidade dos grãos



A qualidade após a colheita depende das etapas de limpeza, secagem e armazenamento


Foto: Seane Lennon

A qualidade do trigo após a colheita depende diretamente das etapas de limpeza, secagem e armazenamento. Conforme destacado em publicação no Blog da Aegro, práticas inadequadas nessas operações podem comprometer o valor comercial e a conservação dos grãos. A limpeza dos grãos é uma etapa crucial e geralmente melhora a qualidade do lote ao remover sujidades, grãos chochos e materiais estranhos, como pedras e restos culturais. Após essa etapa, a pré-limpeza com ar e peneiras prepara os grãos para a secagem, otimizando o processo subsequente.

Secagem com Ar Aquecido

Esse método é amplamente utilizado, mas exige atenção à temperatura do ar, que varia conforme o tipo de secador e o teor de água inicial dos grãos:

  • Temperatura recomendada: Até 60 ? para preservar a qualidade tecnológica.
  • Secadores estacionários: Temperaturas mais baixas (45 ? a 50 ?) evitam superaquecimento.
  • Secadores intermitentes: Podem operar com temperaturas próximas a 70 ?, pois os grãos não ficam expostos continuamente.
  • A secagem brusca pode causar fissuras, reduzindo a qualidade e o potencial de conservação.


Secagem com Ar Natural

Mais econômica, essa técnica utiliza silos-secadores sem aquecimento. Contudo, é indicada para regiões com clima seco, devido à maior demora no processo, que pode levar à deterioração dos grãos em áreas de alta umidade relativa.

Cuidados no Armazenamento

No armazenamento, dois fatores são críticos: o teor de água e a temperatura da massa de grãos.

Teor de água: Deve ser inferior a 13%.

Temperatura: Recomendada em torno de 18 ?.

O uso de termopares para monitoramento da temperatura e a aplicação de ventiladores para aeração são práticas essenciais para evitar a deterioração.





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arrecadação forte no Brasil e os destaques da economia hoje; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a alta do Ibovespa (+0,95%, aos 121 mil pontos), impulsionada por blue chips e Petrobras. O dólar caiu para R$ 6,10 (-0,13%), enquanto a arrecadação de novembro subiu 11,21% (real), segundo melhor resultado histórico. A inflação ao produtor avançou 1,23%, acumulando dez meses de alta. Hoje, destaque para a PIM de novembro (-0,9% esperado) e dados do mercado de trabalho nos EUA.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Sanidade animal e pastagens garantem produção de leite



Os custos elevados de insumos também seguem como desafio em algumas regiões




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (02) traz um panorama detalhado sobre a bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul. De acordo com o relatório, o tempo seco e as temperaturas amenas contribuíram positivamente para o manejo nas propriedades e a qualidade do pastejo, favorecendo a produção leiteira e a condição corporal dos animais.

Nas regiões administradas pela Emater, os cenários climáticos variaram, mas, de forma geral, proporcionaram boas condições para a atividade. Em Bagé, a disponibilidade hídrica nos açudes garantiu o bem-estar animal. Já em Santa Maria, as pastagens de verão estão em excelentes condições, assegurando boa oferta de forragem.

Em regiões como Caxias do Sul e Porto Alegre, os rebanhos apresentaram sanidade dentro da normalidade. A redução no uso de silagem de milho devido à disponibilidade de pastejo é um dos destaques na capital e arredores. Apesar do aumento da incidência de mosca-dos-chifres e carrapatos, os produtores têm adotado estratégias eficazes de controle. O problema foi relatado em várias regiões, mas sem impactos significativos na produção.

Nas regiões de Frederico Westphalen e Santa Rosa, foi registrada uma queda nos preços pagos pelo litro de leite, impactando diretamente as margens de lucro dos produtores. Os custos elevados de insumos também seguem como desafio. No entanto, em Pelotas, observou-se um aumento nos investimentos em pastagens perenes, buscando alternativas para manter a produtividade.

Produtores da região de Ijuí avaliam os resultados da utilização de silagens de cereais de inverno, como o trigo, que têm mostrado desempenho promissor. A adoção dessas estratégias visa melhorar a qualidade da produção e reduzir custos.





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Estudo usa drones para cultivar milho adaptado à seca



Pesquisa avança na seleção de milho resistente à seca com uso de drones




Foto: Anderson Wolf

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma metodologia inovadora que promete revolucionar a seleção de milho geneticamente modificado para tolerância à seca, reduzindo custos e acelerando o processo. Conforme divulgado pela Embrapa nesta segunda-feira (6), a técnica utiliza drones equipados com câmeras RGB para capturar imagens de experimentos em campo, convertendo-as em índices que avaliam a saúde das plantas.

Segundo a Embrapa, a inovação, fruto do trabalho do Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) – parceria entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio da Fapesp –, já apresentou resultados promissores publicados na revista The Plant Phenome Journal.

Durante a seca de 2023, foram realizados experimentos em Campinas (SP) com 21 variedades de milho, das quais 18 possuíam genes modificados para tolerância à seca e três eram variedades convencionais para comparação. As plantas foram submetidas a diferentes níveis de irrigação.

Drones equipados com câmeras RGB e multiespectrais capturaram imagens semanais do campo experimental. A análise revelou que câmeras RGB – mais acessíveis financeiramente – oferecem resultados confiáveis, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia.

A técnica não só diminui custos operacionais como também viabiliza estudos em áreas menores, essencial para projetos com recursos limitados. Além disso, permite o monitoramento contínuo do ciclo de crescimento das plantas, com dados usados para desenvolver modelos preditivos que simulam o desempenho das variedades em diferentes condições climáticas. Com as mudanças climáticas aumentando a frequência de secas, o desenvolvimento de cultivares mais resilientes é urgente. Métodos tradicionais de seleção são caros e demorados, dificultando avanços rápidos. A nova metodologia coloca o Brasil na vanguarda de soluções para os desafios da agricultura moderna.

O estudo “Temporal field phenomics of transgenic maize events subjected to drought stress: cross-validation scenarios and machine learning models”, de autoria de Helcio Pereira, Juliana Nonato, Rafaela Duarte, Isabel Gerhardt, Ricardo Dante, Paulo Arruda e Juliana Yassitepe, pode ser acessado aqui.





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Como calcular o custo de produção do feijão


De acordo com informações divulgadas pela engenheiro-agrônomo, Jadiel Andognini, em publicação no Blog da Aegro, a produção de feijão no Brasil, como em qualquer cultura agrícola, exige uma boa gestão financeira para garantir que o produtor não termine o ciclo da safra no prejuízo. Com os constantes aumentos no preço dos insumos, é essencial calcular corretamente o custo de produção por hectare. Essa prática permite uma visão detalhada dos gastos e ajuda a tomar decisões mais assertivas durante a condução da lavoura. A utilização de planilhas e tecnologias facilita esse controle e proporciona maior precisão nos cálculos.

O primeiro passo para calcular o custo de produção do feijão é contabilizar todos os insumos necessários para o cultivo. Esses insumos podem variar conforme a tecnologia adotada pelo produtor. Alguns custos são impactados diretamente pela cotação do dólar, já que muitos insumos importados são reajustados com base nesse indicador, conforme dados da publicação.

Os principais insumos para a produção de feijão incluem:

  • Sementes, seja tecnológicas ou convencionais;
  • Produtos para tratamento de sementes;
  • Herbicidas, fungicidas e inseticidas;
  • Óleos e adjuvantes;
  • Corretivos e fertilizantes (orgânicos ou minerais);
  • Inoculantes.

Segundo a publicação, para calcular o custo das sementes, o produtor deve considerar a densidade de plantio, que indica a quantidade de sementes por hectare. O cálculo é simples: multiplique o preço do quilo ou da saca das sementes pela quantidade necessária para cobrir a área plantada. Esse valor dará o custo das sementes por hectare.

Para fertilizantes e corretivos, a lógica de cálculo é a mesma. O produtor deve multiplicar o preço do produto pela quantidade utilizada por hectare. No caso de correção de solo, é possível ratear o custo entre as safras em que o corretivo se mantém eficaz. A aplicação de fertilizantes é um dos custos mais significativos na produção de feijão e deve ser monitorada cuidadosamente.

Os agroquímicos (herbicidas, fungicidas, inseticidas) também representam um custo importante. O cálculo é feito multiplicando o valor unitário do produto pela quantidade utilizada por hectare. Por exemplo, se o produtor utilizar 0,5 litro de abamectina a R$30,00 o litro, o custo por hectare será de R$15,00.

A contabilidade dos custos pode ser facilitada com o uso de tecnologias, como planilhas digitais ou softwares agrícolas. Essas ferramentas ajudam o produtor a organizar melhor as informações e calcular os custos de forma mais eficiente, evitando erros e proporcionando uma gestão financeira mais eficaz.





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Mercado do boi gordo inicia ano com pouca movimentação


O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que nesta terça-feira, o mercado de boi gordo iniciou o dia com fraca movimentação, reflexo dos feriados de final de ano. Poucos agentes estão em atividade, e a expectativa é de que o ritmo lento se mantenha até o final do dia.

A oferta de boiadas segue limitada, com predominância de gado de menor acabamento. O cenário reflete em estabilidade nas cotações. As escalas de abate permanecem curtas, com média de seis dias, enquanto o escoamento de carne ainda não retomou o ritmo normal esperado para o início do ano.

No estado de Tocantins, a oferta de boiadas apresentou melhora, resultando em escalas de abate mais alongadas, com média de nove dias. Apesar disso, pecuaristas têm pressionado por melhores preços, impulsionados pela melhoria das pastagens.

Na região Sul do estado, as cotações permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, enquanto a região Norte registrou alta de R$3,00 por arroba.

O volume de carne bovina in natura exportado em dezembro de 2024 totalizou 202,6 mil toneladas, com média diária de 9,6 mil toneladas. Embora tenha havido uma queda de 2,8% no volume exportado em comparação ao mesmo período de 2023, o preço médio da tonelada subiu 8,9%, alcançando US$4,9 mil.

O faturamento médio diário foi de US$47,8 milhões, representando um aumento de 5,8% em relação a dezembro de 2023. Este foi o segundo melhor desempenho histórico para um mês de dezembro. No acumulado de 2024, o setor exportou 2,54 milhões de toneladas de carne bovina in natura, um recorde anual, com crescimento de 26,9% em relação ao ano anterior.





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Saúde e longevidade do produtor passam pelas máquinas agrícolas autônomas, aposta John Deere


Uma nova geração de máquinas agrícolas foi trazida pela John Deere na maior feira de tecnologia do mundo, a Consumer Eletronics Show (CES 2025), em Las Vegas, Estados Unidos.

Poupar homens e mulheres do campo de trabalhos extenuantes e solucionar o problema da falta de mão-de-obra qualificada são as preocupações que parecem estar no centro desta empreitada, ainda mais agora que o conceito de sustentabilidade já está mais incorporado ao setor com a adoção de modelos a biodiesel e até mesmo elétricos.

Assim, a palavra de ordem agora é autonomia. Exemplo disso é o maior trator da empresa, o 9RX, voltado a operações agrícolas em grande escala e que neste ano passa a estar disponível para venda no mercado norte-americano.

A companhia ainda não divulga o preço e o Brasil, por enquanto, terá de esperar mais algum tempo: questões de conectividade e regulamentação ainda são gargalos em solo nacional. No entanto, neste rol, é consenso entre os executivos da companhia que as perspectivas são para lá de positivas visto a gigante área agricultável do país e a já consolidade tecnificação dos produtores de Oiapoque ao Chuí.

Sensores embutidos

O modelo é equipado com 16 câmeras individuais dispostas em cápsulas para garantir visão 360° do campo. De acordo com o vice-presidente de Tecnologia da companhia, Jahmy Hindman, os sensores da máquina são tão sensíveis que captam insetos e até mesmo a variação de luz do dia.

Contudo, também está equipado com tecnologia artificial para garantir que apenas empecilhos reais interrompam a operação, como pedras e grandes galhos que tenham o poder de danificar seus equipamentos.

“Essa tecnologia vai de encontro com as necessidades dos produtores rurais que têm dificuldade em encontrar mão de obra qualificada e não têm mais tempo ou disposição para ficar 12, 14 horas operando uma máquina”, diz o executivo.

Fator que também exemplifica essa realidade é a idade média do homem e da mulher do campo. Nos Estados Unidos, por exemplo, este número é de 58 anos. No Brasil, de 46.

Assim, a saúde e o bem-estar dos agricultores é uma preocupação que parece estar no centro das atenções das gigantes do setor.

Por isso que em culturas especiais, como pomares, onde a pulverização com jato de ar é repetitiva e exaustiva, a John Deere mostra outra alternativa: o trator estreito 5ML que, assim como o gigante 9RX, também é autônomo.

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Trator estreito autônomo para pomares. Foto: Divulgação John Deere

O vice-presidente de Tecnologia da empresa afirma que o sistema desta máquina, que já está na segunda geração, garante uma navegação precisa mesmo sob uma densa cobertura vegetativa, além de identificar obstáculos com precisão e recalcular a rota sempre que preciso.

De acordo com Hindman, em um primeiro momento, a máquina estará à venda apenas com motor a diesel, mas, futuramente, será disponibilizada a versão movida à bateria elétrica.

*O jornalista viajou para a CES 2025 a convite da John Deere



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governo regulamenta transferência de terras de bancos e empresas



O governo regulamentou o procedimento de transferência de terras à União por empresas estatais e sociedades de economia mista na aquisição de imóveis rurais para destinação à reforma agrária.

A aquisição pela União dos imóveis rurais de propriedade de empresas estatais e de economia mista poderá ser feita com dedução de obrigações financeiras destas empresas perante a União, limitada ao valor do imóvel.

A medida foi publicada em portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Ministério da Fazenda no Diário Oficial da União desta terça-feira (7).

Os imóveis rurais deverão ser avaliados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pelo MDA, tendo como referência o valor da terra indicado pelo Incra.

As negociações entre as empresas estatais e o governo para aquisição das terras deverão ser conduzidas também pelo Incra e pelo MDA, assim como a análise da viabilidade do imóvel para incorporação à Política Nacional de Reforma Agrária e sua consequente destinação ao programa.

O ministro do MDA, Paulo Teixeira, afirmou que a portaria permite transferência de terras do patrimônio de bancos públicos e das empresas públicas para o Executivo e sua destinação à reforma agrária.

“Há muitas vantagens com esse processo. Quando adquirimos uma terra, demoramos de nove a dez anos para adquirir a terra, enquanto aqui será imediato. A outra vantagem é o preço, porque quando compramos via Justiça às vezes pagamos um valor maior em virtude dos juros e da correção monetária, enquanto aqui vamos pagar o preço da terra avaliada”, disse Teixeira, em vídeo publicado em redes sociais.

De acordo com o ministro, a medida integra o pacote de formação de prateleira de terras para reforma agrária do governo.



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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em 9 estados e no DF



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em nove estados e no Distrito Federal (DF) na semana de 29 de dezembro de 2024 a 4 de janeiro de 2025.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,15% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Acre (68,80%);
  • Goiás (69,65%);
  • Mato Grosso (63,30%);
  • Mato Grosso do Sul (65,77%);
  • Minas Gerais (69,03%);
  • Paraíba (68,03%);
  • Paraná (69,49%);
  • São Paulo (66,11%); e
  • Sergipe (69%), além do Distrito Federal (69,61%).



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