quarta-feira, agosto 5, 2026

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CropLife Brasil lança campanha para promover o uso sustentável de tecnologias no campo



A CropLife Brasil (CLB) lançou nesta quarta-feira (15) a campanha Boas Práticas Agrícolas (BPAs) para conscientizar produtores, trabalhadores rurais, consumidores e outros atores da cadeia produtiva sobre a importância do uso responsável das tecnologias no campo.

O objetivo é estabelecer uma iniciativa permanente para fortalecer a relação entre a produção sustentável de alimentos e os desafios globais de sustentabilidade que impactam o agronegócio, além de capacitar o setor com ferramentas e informações sobre as BPAs, essenciais para geração de impactos positivos na agricultura e no planeta.

De acordo com a empresa, as ações compartilhadas na campanha visam reforçar a adoção de boas práticas como indispensáveis para assegurar sistemas produtivos resilientes, garantir produtividade, conservar ecossistemas e fortalecer a capacidade de adaptação às mudanças climáticas.

A campanha destaca, ainda, que a transformação sustentável na agropecuária exige a colaboração entre governos, instituições de pesquisa, empresas e produtores rurais.

Para o presidente da CLB, Eduardo Leão, a união de esforços é o caminho para garantir a produção de alimentos seguros e de alta qualidade com redução dos impactos ambientais, sociais e econômicos.

“A CropLife Brasil acredita que somente com cooperação e diálogo entre os diversos atores envolvidos é possível conciliar produtividade e sustentabilidade. Precisamos promover avanços que beneficiem toda a sociedade e preservem os recursos naturais para as futuras gerações.”

Desafios e soluções

As BPAs envolvem um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que vão muito além do campo, conforme a CropLife Brasil.

Para promover maior engajamento, a campanha disponibilizará informações sobre o que já vem sendo desenvolvido nas lavouras e abordará os principais desafios e as soluções capazes de consolidar uma produção que alie sustentabilidade e eficiência.

“A ideia é reforçar iniciativas que criem um ambiente propício para o desenvolvimento de ações que atendam às demandas globais por alimentos, ao mesmo tempo em que preservam os recursos naturais e reduzem os impactos ambientais do setor”, diz a empresa, em nota.

Assim, a cada dois meses, a CLB disponibilizará, no portal oficial da campanha, informações detalhadas sobre os principais temas:

  • Sustentabilidade do Bt: as biotecnologias Bt são ferramentas valiosas no controle de pragas e entregam benefícios socioambientais significativos. A adoção de refúgio estruturado é uma BPA essencial para a sustentabilidade da tecnologia Bt e, consequentemente, da lavoura. O plantio é a principal ferramenta dos programas de Manejo da Resistência a Insetos (MRI) e tem sido eficaz em retardar o aparecimento de resistência em pragas;

    • Habilitação de agricultores e aplicadores de defensivos: para promover o desenvolvimento agrícola sustentável, é essencial habilitar o trabalhador rural com a disseminação de BPAs sobre a aplicação correta dos defensivos, utilizando-se de programas que beneficiam aplicadores e agricultores em todo o território nacional;

    • Combate à ilegalidade de defensivos e sementes: o uso de produtos ilegais, como sementes ou defensivos químicos e biológicos, prejudica a natureza, a produtividade agrícola, a economia do país e a sociedade como um todo. Além do uso de insumos legalizados, o combate ao uso ilegal via canais de denúncia é uma BPA que protege o crescimento da agropecuária, meio ambiente e o bem-estar das pessoas;

    • Coexistência da agricultura e polinizadores: a convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores é essencial para a produção de alimentos já que cerca de 75% dos cultivos agrícolas dependem ou são beneficiados pela polinização realizada pelas abelhas e outros animais. As BPAs promovem a conservação dos polinizadores e compõem projetos de preservação da biodiversidade;

    • Descarte e logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas: o tratamento adequado às embalagens de defensivos agrícolas e o retorno ao ciclo produtivo como matéria-prima de outros produtos, posiciona o Brasil como referência na destinação ambientalmente correta de embalagens vazias de defensivos;

    • Manejo da cigarrinha do milho: dado o potencial de impacto das infestações da cigarrinha nos cultivos de milho, é de grande importância conscientizar o mercado e os produtores rurais sobre as BPAs para o manejo eficaz dos enfezamentos do milho.

Como se engajar na ação da CropLife Brasil

Todo o conteúdo da campanha Boas Práticas Agrícolas estará reunido em uma página específica no portal da companhia.

A proposta é que produtores e trabalhadores rurais, indústria e consumidores possam conhecer um pouco mais sobre a importância da adoção das BPAs, além de engajar e conscientizar os diversos stakeholders sobre o papel transformador das boas práticas agrícolas para um futuro mais sustentável para a agricultura brasileira.

A ideia da CropLife Brasil é que o portal também seja uma fonte de informação para formuladores de políticas públicas, jornalistas, estudantes e todas as pessoas que busquem informações sobre o tema.



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AgroNewsPolítica & Agro

Comercialização da safra de algodão avança, mas ritmo é menor



Preços do algodão caem em dezembro




Foto: Canva

Segundo o boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (13), 82,11% da produção da safra 2023/24 de algodão em Mato Grosso foi comercializada até dezembro de 2024. Apesar do avanço de 1,16 pontos percentuais em relação ao mês anterior, o índice está 4,82 pontos percentuais abaixo da média das últimas cinco safras.

O preço médio praticado em dezembro foi de R$ 129,83/@, registrando uma queda de 3,05% em relação a novembro. O período foi marcado por preços estáveis e menor volume de negócios, influenciado pelas festividades de fim de ano.

Para a safra 2024/25, 46,14% da produção projetada foi negociada até o momento, representando um avanço de 1,13 pontos percentuais em relação a novembro, mas ainda 11,54 pontos abaixo da média histórica. O preço médio para a safra futura foi de R$ 133,07/@, com queda de 4,77% em comparação ao mês anterior.

Embora os preços futuros continuem mais atrativos do que os preços correntes, o cenário não foi suficiente para impulsionar o ritmo das negociações em dezembro, indicando cautela por parte dos produtores diante das condições de mercado.





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AgroNewsPolítica & Agro

Nitrogênio impulsiona produtividade no cultivo de milho



A aplicação correta desse nutriente contribui para o desenvolvimento do milho


Foto: Agrolink

O uso adequado de nitrogênio tem sido um dos principais aliados para garantir altas produtividades no cultivo de milho. A aplicação correta desse nutriente contribui diretamente para o desenvolvimento saudável das plantas, resultando em grãos de qualidade e em maior rendimento por hectare.

Pesquisas recentes reforçam que o nitrogênio é essencial durante as fases de crescimento vegetativo e reprodutivo da cultura. Ele desempenha um papel vital na formação de proteínas e no processo de fotossíntese, aumentando a resistência das plantas a condições climáticas adversas.

Especialistas alertam, no entanto, para a necessidade de manejo criterioso na aplicação do nutriente. “O excesso de nitrogênio pode causar perdas econômicas e ambientais, enquanto a deficiência prejudica o desenvolvimento das plantas”, explica um pesquisador da área.

Técnicas como a adubação em cobertura e a análise do solo são recomendadas para garantir a dosagem adequada. Além disso, o uso de tecnologias que monitoram as necessidades da cultura em tempo real tem ganhado espaço entre os produtores, otimizando o uso do insumo.

Com o uso eficiente de nitrogênio, os agricultores têm conseguido aumentar a produtividade e manter o equilíbrio ambiental, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais de milho.





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Valor bruto da produção agropecuária deve crescer e chegar a R$ 1,419 tri



O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deve atingir R$ 1,419 trilhão em 2025, um crescimento de 11,5% em comparação ao ano anterior, segundo estimativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em 2024, o VBP foi projetado em R$ 1,272 trilhão, com alta de apenas 0,4% em relação a 2023.

O VBP reflete o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária, cruzando os dados de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os preços médios recebidos pelos produtores.

Projeções para 2025

Agricultura - R$ 941,8 bilhões (66,4% do total, alta de 11,2% sobre 2024); confira alguns destaques:

Laranja: maior crescimento entre as lavouras, com alta de 35,9%, alcançando R$ 108,1 bilhões.
Soja: faturamento bruto deve subir 19%, chegando a R$ 360,8 bilhões. 
Milho: crescimento de 12%, para R$ 140,9 bilhões. 
Cacau: projeção de alta expressiva, alcançando R$ 14,5 bilhões. 
Pecuária: R$ 477,1 bilhões (33,6% do total, alta de 12,2% em relação a 2024). O setor de bovinos obteve o maior crescimento da pecuária, alta de 21,5%, com faturamento bruto de R$ 205,4 bilhões.
Suínos: avanço de 17,8%, alcançando R$ 66,2 bilhões. 
Frangos: alta de 4,7%, somando R$ 111 bilhões.

Recuos: 
Algodão (-2,9%, para R$ 33,3 bilhões) e arroz (-5%, para R$ 23,9 bilhões).
Ovos (-5,2%, para R$ 24,8 bilhões).

Metodologia

As projeções do Mapa são atualizadas mensalmente e abrangem 19 cadeias agrícolas e cinco atividades pecuárias. O VBP combina dados do IBGE com preços coletados de fontes oficiais, oferecendo uma visão abrangente do desempenho do setor agropecuário no Brasil.

Essa evolução demonstra o protagonismo do agronegócio no crescimento econômico e a resiliência frente aos desafios climáticos e de mercado.



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Oficina vai esclarecer dúvidas sobre a guia DAS, declaração anual e IR



No dia 23 de janeiro, quinta-feira, às 19h, o Escritório Regional do Sebrae-SP no Sudoeste Paulista, Itapeva, a 287 km da capital paulista, promove uma oficina ‘MEI em Dia’, voltada ao microempreendedor individual (MEI). 

A atividade será ministrada pelos analistas de negócios do Sebrae-SP, Claudio Rodrigues e Letícia Marques. O objetivo da oficina é esclarecer dúvidas e orientar também os microempreendedores rurais sobre questões como:

  • Guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional);
  • Reenquadramento, para aqueles que foram excluídos do Simples Nacional e desejam retornar ou receberam o termo de exclusão e possuam alguma pendência, cujo prazo prescreve no dia 31 de janeiro.

É importante estar regularizado com as obrigações fiscais, para garantir o acesso à regularidade no CNPJ, crédito, garantia dos direitos previdenciários, além de evitar multas e penalidades.

Alterações em 2025

Devido ao aumento do salário-mínimo de R$ 1.412,00 para R$ 1.518,00 em 2025, os valores das contribuições mensais que devem ser quitadas até o dia 20 de cada mês também foram ajustados, ficando assim:

  • Comércio e Indústria: R$ 76,90;
  • Prestadores de Serviço: R$ 80,90;
  • Comércio e Serviços: R$ 81,90;
  • Caminhoneiros: 12% do salário-mínimo, com variações no ICMS e ISS conforme a atividade.

Claudio Rodrigues, analista de negócios do Sebrae-SP, destaca a relevância desta oficina: “É de extrema importância que o MEI participe deste treinamento, pois neste ano de 2025 houve mudanças importantes nas obrigações fiscais. Neste treinamento mostraremos quais são estas mudanças e ajudaremos os microempreendedores individuais a ficarem em dia com as suas obrigações fiscais e contábeis. Também ajudaremos aqueles que foram desenquadrados do MEI a retornarem ao SIMEI que é a condição de Microempreendedor Individual.”

Serviço:

Oficina: ‘MEI em Dia’

Data: 23 de janeiro

Horário: 19h

Local: Escritório Regional do Sebrae-SP – Sudoeste Paulista

Endereço: Rua Ariovaldo Queiroz Marques, 100, Centro, Itapeva

As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas via link.



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veja quais são as principais mudanças



A Reforma Tributária sancionada nesta quinta-feira (16) promete simplificar a cobrança de impostos no Brasil com mudanças gradativas até 2033. O principal destaque é a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, que substituirá cinco tributos atuais. A União administrará a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto estados e municípios gerenciarão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Principais mudanças:

  • Substituição de tributos: a CBS reunirá PIS, Cofins e IPI. O IBS substituirá ICMS (estadual) e ISS (municipal).
  • Fim da cumulatividade: evita cobrança em cascata ao longo da cadeia produtiva.
  • Transição gradual: testes de alíquotas em 2026 e ajustes progressivos entre 2027 e 2033.
  • Alíquotas reduzidas e produtos isentos: cesta básica – açúcar, arroz, feijão, carnes, leite e pão francês terão alíquota zero. Redução de 60%: óleos vegetais, sucos naturais e produtos hortícolas.
  • Imposto Seletivo: incidirá sobre itens como bebidas alcoólicas, produtos fumígenos e veículos, visando saúde e meio ambiente.
  • Cashback para a população de baixa renda: devolução de 100% da CBS e ao menos 20% do IBS em contas de luz, gás, água, internet e telefone.
  • Setores com alíquotas reduzidas: saúde, educação, insumos agrícolas e produções culturais.
  • Profissionais liberais: 18 profissões terão redução de 30% na alíquota do IVA, incluindo médicos veterinários, engenheiros, advogados e economistas.
  • Medicamentos: desconto de 60% na alíquota para medicamentos em geral e alíquota zero para 400 princípios ativos usados em tratamentos graves.
  • Setores específicos: restaurantes, hotéis e bares terão redução de 40%, mas sem possibilidade de dedução de créditos fiscais.
  • Imóveis: alíquota 50% menor em transações imobiliárias e isenção para aluguel de imóveis com rendas inferiores a R$ 240 mil anuais.

Com inclusão de exceções para setores da economia e produtos, a alíquota-padrão do IVA subiu para 27,84%, segundo cálculos preliminares. Isso porque alíquotas menores para um segmento significa alíquota maior sobre os demais produtos. Entretanto, a alíquota-padrão foi limitada em 26,5%, com ajustes automáticos previstos a partir de 2033 para equilibrar o sistema.

Nanoempreendedor

Além do microempreendedor individual (MEI), regime criado em 2008 para beneficiar quem fatura até R$ 81 mil por ano, o Congresso criou a figura do nanoempreendedor, profissional autônomo que fatura até R$ 40,5 mil por ano (R$ 3.375 por mês). Esse limite equivale à metade do faturamento do MEI.

O nanoempreendedor poderá escolher entre ficar no Simples Nacional, regime simplificado para micro e pequenas empresas com taxação em cascata, ou migrar para o IVA, com alíquota maior, mas não cumulativo. Se migrar para o IVA, a pessoa deixará de contribuir para a Previdência Social.

Impacto esperado

A Reforma Tributária busca maior justiça, redução de custos para famílias de baixa renda e estímulo ao crescimento econômico, mantendo o foco na sustentabilidade fiscal e no incentivo a setores estratégicos.



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Plataforma Agro Brasil + Sustentável impulsiona boas práticas na Bahia


A Plataforma Agro Brasil + Sustentável, apresentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), foi bem recebida pelos produtores baianos representados pelas associações Baiana do Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

A iniciativa que promete promover mudanças no cenário agropecuário ao unir tecnologia, inovação e práticas socioambientais, foi lançada em dezembro de 2024 pelo Mapa.

De acordo com o ministério, a plataforma, de acesso gratuito por meio do login Gov.br, integra dados oficiais do governo e informações fornecidas pelo mercado, como certificações emitidas por instituições de avaliação de conformidade.

Plataforma Agro Brasil + SustentávelPlataforma Agro Brasil + Sustentável
Site na internet da plataforma lançada pelo Mapa e Serpro | Imagem: Reprodução/Internet

Essa solução auxilia produtores a atenderem às exigências socioambientais do mercado interno e externo.

Além disso, a tecnologia estreia com serviços de verificação socioambiental da propriedade e a habilitação para o Plano Safra.

Relevância

Em nota divulgada pelas entidades, juntos os associados da Aiba e Abapa respondem por 95% da produção agrícola em 2,8 milhões de hectares plantados no Oeste da Bahia com destaque para culturas como soja, algodão, milho e café.

Na última safra, a produção de soja atingiu um recorde de 7,477 milhões de toneladas, um crescimento de 7,7% em relação ao ciclo anterior.

Já a produção da pluma totalizou 691,4 mil toneladas, consolidando a Bahia como o segundo estado produtor de algodão no Brasil.

Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, que representou os agricultores da Bahia e do Brasil no evento de lançamento, a plataforma é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade na região.

“A Agro Brasil Mais Sustentável é muito mais que uma ferramenta. É um compromisso de produtores e empresas com um futuro onde desenvolvimento e natureza caminhem juntos. Essa iniciativa atende às demandas do mercado global, e também reforça a nossa responsabilidade em promover práticas equilibradas e duradouras na Bahia e em todo o Brasil”, destacou Schmidt.

Entre os benefícios concretos, a plataforma oferece a possibilidade de verificar a conformidade socioambiental das propriedades, além de facilitar o acesso a financiamentos com condições mais atrativas, como descontos de até 0,5% em juros.

No caso dos produtores de algodão, durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza (CE), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um termo de reconhecimento ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e ao programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento (ABR-UBA). Dessa forma, os produtores, cujas propriedades tenham a certificação ABR, terão acesso aos descontos.

“A assinatura do ministro ao termo significa o reconhecimento oficial do governo sobre o protocolo construído pela Abrapa e associações estaduais, desde 2010. Essa plataforma será um divisor de águas para os nossos produtores e vai ao encontro das boas práticas exigidas na certificação ABR. Com ela, podemos consolidar, não somente a cotonicultura, mas toda a agricultura da região como referência em produção sustentável”, reforçou a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa.

O impacto da plataforma vai além dos resultados econômicos. Segundo especialistas, ela integra a gestão eficiente de recursos naturais com a preservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade.

Para o agronegócio baiano, isso representa a oportunidade de fortalecer ainda mais seu protagonismo no setor, elevando a competitividade e consolidando o estado como exemplo de práticas responsáveis no Brasil e no mundo, destacaram em nota as associações.


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AgroNewsPolítica & Agro

Adubação com potássio é essencial para a produtividade do feijão



O uso correto de potássio tem se mostrado fundamental para o sucesso da cultura


Foto: Canva

O uso correto de potássio tem se mostrado fundamental para o sucesso da cultura do feijão, garantindo altos índices de produtividade e qualidade dos grãos. Pesquisas recentes apontam que a adubação potássica desempenha um papel vital no desenvolvimento das plantas, influenciando diretamente fatores como crescimento radicular, formação dos grãos e resistência a estresses climáticos.

De acordo com especialistas, o potássio está envolvido em processos cruciais para o metabolismo das plantas, como a regulação do balanço hídrico e a fotossíntese. Além disso, a disponibilidade adequada desse nutriente no solo ajuda a melhorar a tolerância a pragas e doenças, otimizando o uso de insumos agrícolas e reduzindo perdas na lavoura.

Estudos também demonstram que a aplicação do potássio deve ser feita de maneira criteriosa, considerando o tipo de solo, as condições climáticas e a fase de desenvolvimento da cultura. Solos deficientes no nutriente podem comprometer não apenas a produtividade, mas também a qualidade final do feijão, como o tamanho e o brilho dos grãos.

Técnicas de manejo como o monitoramento da fertilidade do solo e o uso de adubações equilibradas são recomendadas para garantir o pleno desenvolvimento da lavoura. Com isso, produtores podem maximizar os resultados e atender à crescente demanda por feijão no mercado interno e externo.

A adoção de práticas sustentáveis, como o uso de adubos verdes e a rotação de culturas, também é incentivada como forma de otimizar o aproveitamento 





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Preocupações com o clima movimentam a colheita da soja



A colheita da safra de soja 2024 no Brasil começou, mas o ritmo é mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 0,3% da área foi colhida, e os trabalhos estão sendo dificultados por condições climáticas adversas.

O excesso de chuvas em Mato Grosso tem dificultado o andamento da colheita, enquanto a falta de umidade no sul do país tem gerado preocupações quanto à produtividade das lavouras. Apesar desses desafios, o mercado de grãos ainda não reagiu de maneira significativa a essas dificuldades, principalmente no que diz respeito ao preço da soja.

Para entender melhor o cenário e as perspectivas para o mercado de grãos, conversamos com Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócios, que analisou a situação atual e as projeções para os próximos meses.

A colheita da soja

Apesar do pequeno atraso no início da colheita e dos problemas de produtividade em algumas regiões, como Mato Grosso, o mercado ainda não apresentou grandes movimentos. Segundo Cristiano, as movimentações do mercado não estão diretamente ligadas a esses fatores climáticos, mas sim a outros elementos, como a variação cambial e os preços internacionais. “As altas que tivemos em dezembro foram mais relacionadas ao câmbio. No início de 2025, as altas estão mais associadas à evolução do mercado de Chicago, que foi impulsionado por uma redução dos estoques nos Estados Unidos”, explicou.

No entanto, a atenção dos produtores e dos investidores está voltada para a evolução da safra brasileira, que pode ser afetada pela combinação de excesso de chuvas em Mato Grosso e falta de umidade no sul do país. Cristiano acredita que as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que preveem uma safra recorde de soja, podem ser revistas para baixo. “A Conab ainda trabalha com números conservadores, mas a realidade do campo já mostra que as perdas em algumas regiões, como Mato Grosso do Sul, são significativas”, afirmou.

Ele destacou que, até meados de dezembro, o Brasil tinha potencial para produzir mais de 170 milhões de toneladas de soja, mas essa previsão já foi revista. “Hoje, a projeção está em torno de 166 a 167 milhões de toneladas, mas há uma grande chance de que esse número seja ainda menor”, disse. A frustração das expectativas de produtividade, especialmente no Centro-Oeste e no Sul, tem contribuído para esse ajuste nas estimativas.



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Resíduos de búfalos podem ganhar destino sustentável no interior de SP



O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está desenvolvendo um projeto inovador para o aproveitamento sustentável de resíduos orgânicos gerados pela produção de leite de búfalas. O estudo, intitulado “Sistema de produção de leite de búfalas integrado à compostagem de resíduos orgânicos”, é apoiado pela Fundação AgriSus e ocorre no Núcleo Regional de Pesquisa de Registro, no Vale do Ribeira.

A região, localizada na divisa entre São Paulo e Paraná, vem registrando crescimento na produção de búfalos, o que aumenta a geração de resíduos. O descarte inadequado desse material é uma das principais fontes de contaminação do solo, água e ar.

A compostagem como solução sustentável

De acordo com o pesquisador Nelcio Antonio Tonizza de Carvalho, o objetivo do estudo é implementar um sistema integrado que aproveite os resíduos de forma sustentável, envolvendo a produção de forragem, leite e compostos orgânicos.

Transformar resíduos em compostos orgânicos não só reduz os impactos ambientais, mas também traz benefícios como a incorporação de carbono ao solo, aumento da diversidade biológica e maior produtividade das plantas.

A aplicação de adubação orgânica, resultante do processo de compostagem, melhora as características físicas do solo, mantém a umidade e fornece nutrientes essenciais às plantas, substituindo ou complementando a adubação química. Essa abordagem sustentável reduz os custos de produção agrícola e aumenta a rentabilidade dos produtores.

Aproveitamento urbano e rural

Além de fezes e urina de búfalos, resíduos verdes provenientes de áreas urbanas – como galhos, folhas, cascas de árvores e grama – também podem ser compostados. Esses materiais, ricos em nutrientes, tornam-se adubo orgânico para a agricultura, promovendo uma economia circular.

Os resíduos orgânicos oferecem uma alternativa viável e acessível para melhorar a saúde do solo e a produtividade agrícola, enquanto reduzem o impacto ambiental causado pelo descarte inadequado.

O projeto não apenas apoia a sustentabilidade ambiental, mas também fortalece a agricultura, promovendo o equilíbrio entre produção agropecuária e preservação da Mata Atlântica no Vale do Ribeira.



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