domingo, agosto 2, 2026

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Lenny Kravitz tem fazenda milionária no Brasil com produção orgânica



O astro internacional Lenny Kravitz, conhecido por sucessos na música e no cinema, possui uma fazenda de 400 hectares no município de Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro. Avaliada em cerca de R$ 12 milhões, a propriedade foi adquirida em 2007 e oferece um refúgio para o cantor, que a descreve como um lugar perfeito para sua criatividade.

Além de gado e cavalos, Kravitz mantém plantações 100% orgânicas na fazenda, que também já foi cenário de uma antiga plantação de café no século 18. O local conta com uma infraestrutura impressionante: piscina, campo de futebol oficial, academia, sala de massagem, sauna, jacuzzi, estúdio de música e até um heliponto.

“Qualquer um que vier aqui vai comer belos produtos orgânicos, da terra à mesa”, revelou Kravitz ao site Architectural Digest, destacando o cuidado com a sustentabilidade e a conexão com a natureza.

A sede da fazenda é um casarão colonial português datado de 1850, complementado por uma casa de hóspedes e uma vila, que podem acomodar até 26 pessoas. Em suas redes sociais, Kravitz frequentemente compartilha momentos na fazenda, mostrando o espaço onde recebe familiares e amigos para relaxar e se reconectar com a terra.



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Suínos brasileiros de elite agora voam para a Colômbia



Pela primeira vez, o Brasil realizou a exportação de suínos reprodutores de alta genética para a Colômbia por via aérea. A operação, conduzida pela Granja Elite Gênesis, da Agroceres PIC, com sede em Paranavaí (PR), ocorreu a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), o único no país autorizado para entrada e saída aérea de suínos.

Nos últimos dois anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) articulou ajustes importantes nos procedimentos de importação e exportação, com foco no bem-estar animal e na segurança sanitária. O protocolo adotado foi inspirado no modelo utilizado em 2021 para a distribuição de vacinas e insumos contra a Covid-19, considerado referência internacional.

Ajustes aceleram processos

Antes das mudanças, o desembaraço das cargas importadas de animais poderia levar até 24 horas. Agora, com os aprimoramentos, o processo é concluído em apenas 8 horas, garantindo agilidade e maior conforto aos suínos de altíssimo valor genético.

Em 2023, o Brasil recebeu 7.500 animais de elite em oito voos provenientes dos Estados Unidos e Canadá, destinados às empresas Agroceres PIC e Topigs. Após o desembarque em Viracopos e a inspeção pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), os animais foram transportados em caminhões lacrados até a Estação Quarentenária de Cananéia (EQC), no litoral paulista. Ali, os animais passaram por um período de observação antes de serem liberados para integração aos plantéis.

Parceria

A estação quarentenária é resultado de uma parceria firmada em 2016 entre o Mapa, a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs) e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). A iniciativa permitiu ampliar e modernizar as instalações para receber os animais importados.

Essas iniciativas fortaleceram a base genética nacional, possibilitando que o Brasil alcance novos patamares no setor de criação suína e inicie exportações de animais de altíssimo valor genético para outros países, como a Colômbia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Pragas impulsionam mercado de agroquímicos


A Kynetec Brasil divulgou o estudo FarmTrak algodão, que revelou um aumento de 9% no mercado de defensivos agrícolas para o algodão na safra 2023-24. O setor movimentou R$ 7,4 bilhões, ante R$ 6,8 bilhões na temporada anterior. Segundo Felipe Lopes Abelha, analista de inteligência de mercado da Kynetec, esse crescimento está relacionado à expansão da área plantada e ao aumento de aplicações específicas. 

O algodão é a sexta cultura mais relevante para a indústria de defensivos e alcançou uma área recorde de 2 milhões de hectares, 18% superior à safra 2022-23, que foi de 1,64 milhão de hectares. “Destacamos da pesquisa o acréscimo de duas aplicações pelo produtor, em média, que por sua vez resultaram numa alta de nove tratamentos frente ao ciclo 2022-23”, ele assinala. “Isso apesar da redução de 11% no preço médio da arroba da pluma no período, para US$ 23 a arroba”, acrescenta.

Os inseticidas mantiveram a liderança entre os agroquímicos, movimentando R$ 3,7 bilhões, um crescimento de 21% em relação à safra anterior. Pragas como o bicudo, a mosca-branca e as lagartas exigiram maior atenção, com destaque para o bicudo, que passou de 13 para 15 aplicações. As lagartas contribuíram com 1,5 aplicação extra, e, juntas, essas pragas geraram R$ 700 milhões em negócios. Em contrapartida, o mercado de herbicidas registrou queda de 22%, totalizando R$ 1,148 bilhão, R$ 300 milhões a menos que no ciclo anterior, reflexo da redução nos preços desses produtos.

Fungicidas apresentaram crescimento de 10%, atingindo R$ 150 milhões. O número médio de tratamentos subiu de 11,8 para 13,3, devido a preocupações com doenças como a ramulária, principal problema da cultura, e a mancha-alvo, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

 





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Exportações da fruticultura paulista cresceram 13% em 2024



O setor de fruticultura de São Paulo teve um crescimento financeiro no mercado exterior, em 2024 em comparação a 2023, mostra levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

No acumulado do ano passado, foram comercializados mais de US$ 250 milhões, aumento de 13%.

O destaque foi para limões e lima, que totalizaram 50% de participação (US$121 milhões), com o envio de 112 mil toneladas. Outros produtos como a manga (US$ 14 milhões) e o mamão (US$ 1,5 milhão) também tiveram saldo positivo no ano.

“São Paulo assumiu a posição de principal exportador agrícola do país, resultado de nossa diversificação de culturas, com destaque para a fruticultura. Nossos produtores têm excelência em todos os produtos que se dedicam a cultivar, o que agrega, para além do mercado interno, o desempenho do comércio exterior do estado”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Balança comercial do agro paulista

Na balança comercial, o aumento significativo do dólar, em 2024, que impactou diretamente os produtos nacionais destinados ao comércio exterior, foi fundamental ao desempenho positivo. Isso porque a moeda norte-americana encerrou o ano em R$ 6,18, alta de 27,36% ao longo de 12 meses.

No cenário geral, o agro paulista exportou um total de US$ 30,64 bilhões (corresponde a R$ 184,7 bilhões), representando um aumento de 6,8% em comparação com o ano anterior. Assim, São Paulo tornou-se responsável por 18,6% das exportações do agronegócio brasileiro em 2024, destacando-se especialmente nos grupos de sucos (84,1% do total nacional).

Com o objetivo de promover ainda mais a produção de frutas no estado, o governo de São Paulo lançou uma linha de crédito com o valor disponibilizado de R$ 10 milhões voltada para a fruticultura. A modalidade possui taxa de 3% ao ano; 84 meses de prazo e 24 meses de carência.

Diversidade de frutas

O secretário de Agricultura e Abastecimento do estado ressalta que a fruticultura paulista se destaca por sua diversidade produtiva. “São Paulo detém polos produtivos consolidados para cada fruta, nos quatro cantos do estado. Esse diferencial é resultado da pesquisa, da extensão rural e da inspeção conduzida pelos institutos e coordenadorias da Secretaria de Agricultura de São Paulo”, afirma Piai.

O Circuito das Frutas do estado é formado pelos municípios de Atibaia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Valinhos e Vinhedo, sendo as principais culturas a uva, o morango, pêssego, a goiaba, ameixa, o caqui, a acerola e o figo.



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Carne e café devem pressionar preços do agro em 2025



Embora a expectativa do mercado seja de uma supersafra de soja para 2025 – o que deve contribuir para um alívio nos preços agropecuários no atacado – as carnes e o café, que ainda devem seguir pressionados, devem barrar uma desaceleração mais expressiva para os preços agropecuários ao produtor em 2025, segundo economistas consultados pelo Estadão/Broadcast.

A perspectiva de uma carne mais cara é sustentada pelo ciclo pecuário atual do boi gordo, além dos efeitos climáticos e depreciação do câmbio, que marcaram o fim de 2024. Adicionalmente, observam os analistas, a expectativa de um aumento das exportações brasileiras deve ser mais um vetor de pressão.

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Por consequência, o aumento da carne bovina contamina os preços de proteínas alternativas, como carne de frango, de porco, e também, o consumo de ovos.

“A carne vai ficar cara e isso vai ter efeitos políticos. Vai ficar cara também em 2026 e 2027. Se tivesse de fazer uma aposta, a mais segura que eu teria é: o boi gordo vai ficar mais caro em 2025 e vai demorar um pouco para cair”, avalia o economista da LCA 4intelligence Francisco Pessoa. O cenário da casa conta com alta de 17% do boi gordo na ponta e de mais de 35% na média anual em 2025.

As carnes no atacado acumularam alta de 37,40% em 2024, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O economista Fabio Romão, também da LCA 4intelligence, avalia que, embora a expectativa seja de uma supersafra de soja para este ano, o viés para os preços no atacado é de alta. Adicionado a esse fator, ele reforça que a dinâmica atual das carnes exclui a possibilidade de uma queda nos agropecuários neste ano, que deve fechar em 4,7%, mais moderado que a alta de 15,20% em 2024. “Esse cenário de proteínas para esse ano vai estar bem apertado”, frisa o economista.

O economista da FGV Matheus Dias também descarta uma queda dos preços agropecuários neste ano, e lembra do cenário de dólar pressionado e dos repasses que foram adiados pela demanda de alguns setores, como o cafeeiro.

Só em 2024, o café em grão no atacado encerrou o ano com avanço de 120,40%, de acordo com a FGV.

“O café possui um peso grande no IPA-Agro, a tendência é que ele continue pressionando a inflação em 2025, mesmo que em um nível menor, avalia. Além disso, Dias avalia que o grupo de carnes deve se manter em alta e firmar a pressão no IPA em 2025.

IPCA

Romão, da LCA, avalia que, em menor medida, o IPA-Agro também pode contribuir para compreender a dinâmica da alimentação no domicílio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Percebemos que as proteínas são um ponto de pressão importante no ano”, alerta o economista. A estimativa da casa é que as carnes registrem elevação ainda na casa dos dois dígitos no IPCA em 2025, de 16,4%, após o avanço de 20,84% em 2024. Já a alimentação no domicílio deve passar de 8,23% para 8,2%.



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Governo ‘faz jogo de cena’ com importação de alimentos, diz presidente da FPA



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), divulgou uma nota criticando a medida divulgada pelo governo federal que poderá reduzir o Imposto de Importação de alimentos para baratear o preço dos produtos no mercado brasileiro.

“A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante. A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação”, diz o deputado.

Segundo o parlamentar, não existem problemas com desabastecimento, com a safra e não há sobrepreço. “Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços.”

O presidente da FPA ressalta que o setor produz com qualidade e quantidade, mesmo com os desafios econômicos que aumentam os custos de produção. Lupion afirma que as medidas de apoio e estímulo à produção adotadas pelo governo não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio.

O deputado disse que a inflação está descontrolada pela falta de capacidade do governo em cortar gastos. “Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população”, encerra o texto.

Leia a nota na íntegra:

A ideia de diminuir tarifas de importação de gêneros alimentícios é mais uma medida desesperada e mal pensada do governo que insiste em ignorar os problemas macroeconômicos, o controle inflacionário, câmbio descontrolado e gasto público exorbitante.
A desconfiança do mercado e a falta credibilidade agravam a situação.

Não existe desabastecimento, não há problemas de safra, não há sobrepreço!

Os preços dos produtos agropecuários brasileiros seguem os padrões mundiais, anunciar que vai abrir importações é simplesmente jogo de cena demagógico para induzir a população a achar que estão fazendo algo prático para baixar preços.

O agro faz sua parte ao produzir com qualidade e quantidade, apesar dos desafios econômicos que aumentam os custos de produção e diminuem a competitividade, num cenário em que medidas de apoio e estímulo à produção não conseguem fazer frente à alta de juros e câmbio.

A inflação como um todo, não apenas dos alimentos, está descontrolada pela falta de capacidade e compromisso do governo em cortar seus próprios gastos e ter o mínimo de responsabilidade com as suas contas.

O governo segue apenas fazendo discurso político e procurando transferir a culpa da sua incompetência para os outros.

Medidas efetivas de corte de gastos e valorização da economia seriam muito mais eficientes que mais essa desastrada tentativa, meramente política, de enganar a população…

Deputado Federal Pedro Lupion (PP-PR)
Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)



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AgroNewsPolítica & Agro

CTR aprova antecipação da semeadura da soja no Oeste da Bahia


Amparada por um trabalho de defesa fitossanitária exitoso tanto para as culturas da soja quanto para a do algodão, as Câmaras Técnica Regional da soja e do algodão (CTRs) deliberaram em favor da manutenção da antecipação excepcional da emergência da soja no Oeste da Bahia, com reflexo direto no início do plantio do algodão irrigado, que sucede a soja precoce na região. 

As decisões foram votadas em duas reuniões, divididas ao longo da última quinta-feira (23), realizadas presencialmente e online, com presença de representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Luís Eduardo Magalhães (Agrolem), Fundação Bahia, Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro). 

Com a aprovação, a fase de emergência da soja – quando a semente começa a germinar, poucos dias após a semeadura – que, em função do cronograma de vazio sanitário, deveria começar no dia 8 de outubro, passa a ser, excepcionalmente, no dia 25 de setembro. A data final estabelecida pela legislação permanece a mesma, o dia 31 de dezembro. Já o algodão manteve o calendário, de 21 de novembro a 10 de fevereiro, para o Oeste da Bahia, e de 1º de novembro a 10 de fevereiro, na região Sudoeste.

Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o resultado das votações prova um trabalho consistente de defesa fitossanitária em relação à ferrugem da soja no Oeste da Bahia. “Prevaleceu o consenso de que a antecipação funciona e não põe em risco as lavouras da região, numa decisão que é respaldada por dados científicos e empiricamente, também”, pondera. Segundo Alessandra, a união entre as entidades do agro regional mostra que o foco é sempre o bem comum. 

“Não importa se o produtor é de soja ou também planta algodão, se planta em sistema de sequeiro ou com irrigação. Estamos todos do mesmo lado”, afirmou. 

No dia anterior às reuniões, as entidades participaram de um seminário, que reuniu especialistas, produtores e técnicos agrícolas para discutir desafios, inovações e oportunidades nas culturas de soja e milho, que alternam com o algodão na região. Na ocasião, a Abapa distribuiu, entre os presentes, Notas Técnicas da Aiba e da Embrapa, com argumentos de suporte à manutenção da excepcionalidade no calendário. 

Experiência positiva

A antecipação da semeadura já vinha sendo posta em prática no Oeste da Bahia com a soja, nas duas últimas safras, em caráter excepcional, com autorização da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), abrangendo 111 mil hectares. A prática tem como objetivo otimizar o calendário agrícola, melhorar o manejo fitossanitário e minimizar os riscos associados à ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). 

A antecipação segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), regulamentado pela Portaria SDA/MAPA nº 1.124/2024. 

Ferrugem em declínio

Os resultados observados pelos técnicos mostraram uma redução significativa de análises positivas para a ferrugem asiática, com 276 avaliações realizadas na safra atual, superando o monitoramento da safra 2023/2024. Com a antecipação do plantio, a produtividade média parcial das áreas foi de 70-71 sacas por hectare, sem registro de ferrugem nas lavouras monitoradas. 

Quanto ao algodão, de acordo com a Nota Técnica emitida pela Embrapa Algodão em resposta à solicitação da Abapa, sobre as implicações técnicas da antecipação da semeadura da fibra para o cultivo irrigado, são muitas as vantagens em adiantar o plantio do algodão. Além de permitir que a planta atinja o pleno potencial produtivo em menor tempo, com maior qualidade de fibra e menor exposição a pragas e doenças, evita o prolongamento do ciclo e garante que as operações de colheita e manejo sejam concluídas dentro do período do vazio sanitário, assegurando o controle de pragas para a próxima safra. 

Impacto na qualidade e produtividade

Quando o plantio do algodão em áreas irrigadas é tardio, segundo a Embrapa, eleva-se a incidência de doenças como a mancha-de-ramulária e aumentam em até 35% o número de aplicações de fungicidas. O plantio tardio também expõe as plantas a temperaturas inadequadas no período crítico de formação das fibras, o que pode levar a colheitas antecipadas, resultando em menor produtividade. 

Pontos de atenção 

Um dos tópicos que preocupam os integrantes das comissões é a disseminação de tigueras de algodão nas lavouras de soja, decorrentes do transporte inadequado na logística de ida e volta do caroço de algodão e do calcário. Isso acontece porque os caminhões utilizados para levar o caroço –  muito utilizado na ração animal – para outros destinos no nordeste do país, retornam para o Oeste da Bahia com calcário, utilizado na preparação do solo para o plantio da soja, e o resultado é o aparecimento indesejado de plantas de algodão nas lavouras da oleaginosa. 

“No Programa Fitossanitário da Abapa enfatizamos demais a importância do cuidado com a limpeza dos caminhões, mas entendemos que ainda há um grande caminho a seguir na conscientização dos agentes que trabalham neste elo importante da cadeia produtiva. Precisamos, juntos, intensificar as ações para evitar este problema”, conclui Alessandra Zanotto. 





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Homem morre após ataque de abelhas em cemitério no Oeste da Bahia


Um homem morreu após ser picado por abelhas no cemitério municipal de Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, na tarde da última quinta-feira (23). Ele estaria acompanhando um sepultamento no local, quando foi surpreendido pelos insetos.

Por meio de nota, a prefeitura do município informou que José Vicente Cardoso Filho, de 67 anos, morreu em decorrência do ataque de um enxame de abelhas durante um enterro no cemitério local.

A prefeitura, no entanto, não deu mais detalhes sobre o ocorrido e ressaltou que, o enxame estava no local há aproximadamente dois anos sem incidentes.

De acordo com o biólogo, Ronaldo Ursulino dos Santos, as abelhas são da espécie Apis mellifera, popularmente conhecidas como abelhas-europeias.

Segundo a página, Tudo Junto, no Instagram, testemunhas disseram que outras pessoas que acompanhavam o sepultamento teriam sido alertadas por um coveiro sobre a presença do enxame.

Ainda de acordo com o perfil, o funcionário do cemitério teria pedido para que os presentes evitassem barulho ou aproximação do local.

No entanto, por algum motivo que não foi informado, as abelhas se espalharam rapidamente e atingiram as pessoas, também nas ruas próximas ao cemitério.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, uma pessoa narra o que teria acontecido “Tem um caído lá, a viatura está socorrendo”, mostra a gravação.

Além da vítima, pelo menos 4 pessoas teriam sido atendidas e medicadas no Hospital Municipal Herculano Farias e receberam alta médica.

Resgate

O resgate do enxame foi realizado na tarde da última sexta-feira (24), por equipes do 17º Batalhão de Bombeiros Militar.

Bombeiros capturam abelhas (Bahia)Bombeiros capturam abelhas (Bahia)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as abelhas apresentavam comportamento agressivo.

Ao chegarem ao local, os agentes identificaram o enxame no alto de uma árvore, e com o apoio de um caminhão Munck fornecido pela Secretaria de Meio Ambiente do município, conseguiram alcançar e capturar as abelhas de forma segura, eliminando o risco para os moradores da região.

Após a operação, o enxame foi solto em um local isolado e apropriado na natureza, garantindo a segurança da população e preservando os insetos.



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Escore corporal é a chave para alta taxa de fertilidade das vacas na estação de monta; entenda



O período das águas é a época ideal para os pecuaristas iniciarem a estação de monta. Nesse ponto, o chamado “escore corporal”, índice usado para avaliar o estado nutricional da vaca, pode ser um aliado no manejo reprodutivo.

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, a ferramenta é voltada ao desempenho reprodutivo dos animais e nada mais é do que uma avaliação visual do plantel.

“No escore corporal, a gente dá uma nota de um a cinco, em que um são vacas muito magras e cinco as gordas demais. O ideal é que as vacas estejam em uma nota intermediária, entre 3 e 3,5”, detalha.

Marson ressalta que o pecuarista precisa ter um olhar treinado para a tarefa. “Ele vai observar o espaço entre as costelas, entre as vértebras no dorso do animal, a traseira, a inserção da cauda, a proeminência dos ossos da traseira, do ílio e do ísquio”.

O especialista ressalta que em um animal com escore corporal de 3,5, ou seja, o mais adequado, não é possível contar as costelas e nem as vértebras, além de uma certa quantidade de gordura na inserção da cauda e o ílio e o ísquio observáveis, mas não muito presente.

“Se o animal está gordo demais, observa-se uma cobertura muito grande de gordura, principalmente na inserção da cauda, ou seja, aquelas bolsas de gordura não são o ideal. É importante que a gente monitore e se certifique que as vacas estejam bem na estação de monta por causa da taxa de fertilidade […]. Vacas magras demais ou gordas demais não conseguem emprenhar”, destaca.

Suplementação das vacas

Em anos de seca, o capim perde qualidade e com menos nutrientes, é comum que as vacas fiquem mais magras. Para reverter esse quadro, Marson destaca que a suplementação é ideal para recuperar o escore corporal.

“Quanto mais cedo a vaca emprenhar dentro da estação, o bezerro vai nascer com melhor qualidade porque a vaca vai ter passado a maior parte da gestação dela com o pasto favorável, verde. Se ela emprenha mais tarde, passa a gestação com um pasto menos favorável”.

O zootecnista afirma que a diferença de peso entre bezerros que nasceram em épocas favoráveis e desfavoráveis pode chegar a até 30kg no período de desmama.



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6 anos depois, memória e luta por justiça permanecem


Diversas atividades estão em curso desde o início da semana para relembrar os seis anos do rompimento da barragem da mineradora Vale. A programação não se restringe a Brumadinho (MG), epicentro da tragédia; também foram organizadas ações em Belo Horizonte, Ouro Preto e São Paulo.

O rompimento da barragem ocorrido há seis anos liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos ambientais e socioeconômicos que afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba.

Naquele 25 de janeiro de 2019, foram perdidas 272 vidas, incluindo dois bebês de mulheres que estavam grávidas. Até hoje, nenhuma pessoa foi responsabilizada em âmbito criminal.

Atividades

A Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho (Avabrum) tem um papel de destaque na mobilização por justiça. Criada em 2019 por mães e pais, viúvas e viúvos, irmãs e irmãos, filhos e filhas de pessoas que morreram na tragédia, a entidade organiza anualmente em janeiro uma semana de eventos. O cronograma que se iniciou no último domingo (19) incluiu carreata, passeio de bicicleta e um seminário de debates.

Hoje, um ato nas ruas do centro de Brumadinho fecha a agenda. A mobilização será reforçada com a presença dos integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), organização que luta contra os impactos causados pela atividade minerária em todo o país e que também também construiu uma programação para marcar a data da tragédia: ontem (24), uma assembleia, um debate e uma marcha para cobrar por justiça foram realizados em Belo Horizonte.

No ato em Brumadinho, os familiares farão coro à luta contra a impunidade e prestarão homenagens aos entes queridos, os quais são chamados de joia. Trata-se de uma resposta ao ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, que na época da tragédia avaliou que a empresa era um “joia brasileira” que não poderia ser condenada.

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Foto: Corpo de Bombeiros-MG

O Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade criada nos meses seguintes à tragédia, vem desenvolvendo uma série de atividades em torno dos seus objetivos: de defender os direitos humanos, empoderando grupos de mulheres e engajados com a preservação do meio ambiente, e cobrar respostas para a tragédia de Brumadinho e outros crimes ambientais.

Para a marca dos seis anos, o instituto inaugurou, no final de novembro do ano passado, a exposição Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo e no Território. Reunindo obras de 12 artistas mulheres, a mostra ficará em cartaz até março ocupando um anexo do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, berço da mineração no século 18, no chamado ciclo do ouro.

Além disso, neste sábado, quem visitar a exposição poderá acompanhar uma performance da artista Morgana Mafra, na qual o público será convidado a uma reflexão sobre as cicatrizes que a exploração mineral deixa nos territórios e nas vidas que os habitam.

Na sequência, quando Morgana Mafra sair de cena, os olhos do público que a acompanha poderão se voltar para a tela onde o documentário Sociedade de Ferro, dirigido por Eduardo Rajabally, aborda as conexões entre grandes empresas e o poder público em meio a uma investigação sobre a tragédia ocorrida em Brumadinho e também a que ocorreu em 2015 na bacia do Rio Doce. Na ocasião, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), causou 19 mortes e um aborto, além de gerar impactos para populações de dezenas de cidades mineiras e capixabas.

Além das atividades artísticas em Ouro Preto, o Instituto Camila e Luiz Taliberti convocou também um ato público na região central de São Paulo. A mobilização irá se iniciar às 10h deste domingo (26) na Avenida Paulista.

Memória

Para a agenda de 2025, o lema adotado pela Avabrum é “Memória Irreparável – Uma Tragédia que Rompeu Histórias Não Será Esquecida”. A entidade vem adotando uma postura crítica à ideia de reparação. Dois anos após a tragédia, uma série medidas foi prevista em um acordo firmado entre a Vale, o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A mineradora Vale ficou responsável por destinar o valor de R$ 37,68 bilhões ao longo de dez anos, com intuito de reparar os danos coletivos.

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Foto: Pablo Valler/ Arquivo pessoal

Foram previstos investimentos socioeconômicos, ações de recuperação socioambiental, ações voltadas para garantir a segurança hídrica, melhorias dos serviços públicos, obras de mobilidade urbana, entre outras. A implementação das medidas tem sido bem avaliada pelo MPMG e pelo MPF. No entanto, o acordo é alvo de críticas dos atingidos, que o consideram insuficiente para fazer frente aos problemas.

“Quando dizem reparação, dá uma ideia de restaurar e reviver. Eu perdi a família inteira. Como é que tem reparação para isso? Não tem. Infelizmente isso virou um chavão e acaba caindo em um lugar-comum. É uma coisa muito repetida e, na repetição, cai na banalização. Mas não tem reparação. O que eles tentam fazer talvez seja uma retratação. Mas não é uma reparação. E estão fazendo o suficiente? Não. E nunca será. Não vai preencher o lugar vazio dos meus filhos na mesa de Natal ou no dia dos aniversários deles”, avalia a presidente do Instituto Camila e Luiz Taliberti (ICLT), Helena Taliberti.

Ela lembra que, por exigência da Avabrum, todas as obras realizadas com recursos do acordo deverão ter uma placa em homenagem dos 272 mortos. Para Helena, é uma forma de preservar a memória e fazer com que as pessoas permaneçam vivas. “Precisamos homenageá-las, lembrar o que elas foram e o legado que elas deixaram”, defende.

É justamente com essa proposta que será inaugurado o Memorial Brumadinho também neste fim de semana. As portas serão abertas pela primeira vez com uma programação em dois dias. Trata-se de um pavilhão com cerca de 1,5 mil metros quadrados de área construída, integrado a um amplo jardim, em um terreno de 9 hectares, pensado para ser um espaço de homenagem e de conexão com as vítimas.

Sua construção foi uma exigência das famílias dos mortos. Elas participaram da seleção do projeto arquitetônico. A Vale bancou o custo da obra e também será responsável por arcar com a manutenção. Mas, embora tenha assumido o compromisso financeiro, a mineradora não participará da gestão do espaço. Esse era um desejo dos atingidos. Apesar do impasse inicial, uma solução foi encontrada em 2023 com a criação da Fundação Memorial de Brumadinho, que terá protagonismo dos familiares das vítimas.

Helena Taliberti lembra que ali será também um espaço de denúncia. Para ela, a memória é importante como instrumento de pressão por responsabilização. Ela cobra que os 16 denunciados pelo MPF sejam julgados. Um deles, o ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, obteve no ano passado um habeas corpus e deixou a condição de réu.

Ela considera que o julgamento é fundamental para evitar que novas tragédias aconteçam e afirma não ter dúvidas de que a impunidade no caso do rompimento da barragem em Mariana contribuiu para que um episódio similar ocorresse em Brumadinho pouco mais de três anos depois. “Não podemos deixar que isso se repita. As pessoas precisam ser responsabilizadas. Claro que temos que ter muito cuidado em não colocar a carroça na frente dos bois. Existem os denunciados, e a Justiça determinou que eles fossem a julgamento. Então que se faça esse julgamento. Que os denunciados sejam de fato julgados. É a única forma de fazer com que o setor tome atitudes para que isso não aconteça de novo.”



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