segunda-feira, julho 27, 2026

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Com o apoio do Fundo JBS pela Amazônia, cooperativa lucra com exportação de açaí em pó



A Amazonbai, cooperativa amapaense da foz do Amazonas pioneira em rastreabilidade e certificação da cadeia do açaí no mundo, triplicou o faturamento em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a uma receita de mais de R$ 2 milhões com a venda de produtos.

Os resultados foram impulsionados pelas primeiras exportações diretas de açaí liofilizado (em pó) para os Estados Unidos e para a Europa. As vendas de 3,6 toneladas do produto de alto valor agregado foram responsáveis por 33% do faturamento. Ainda no período, a cooperativa comercializou 138,8 toneladas de polpa.

O liofilizado é a polpa da fruta desidratada por meio de um processo de secagem a frio. A cada tonelada de açaí em pó, foram beneficiadas nove toneladas do fruto in natura. Esse processo mantém as características nutricionais e sensoriais do açaí, como o sabor, aroma e cor. O produto não precisa ser congelado, facilitando a conservação, o armazenamento e o transporte.

“Para atender à demanda do mercado, a Amazonbai ampliou a compra dos frutos in natura junto aos seus cooperados, gerando um retorno mais justo”, explica o presidente da cooperativa, Amiraldo Picanço.

Também houve uma ampliação da base de fornecedores, fechando uma parceria com a associação indígena Wajãpi Terra, Ambiente e Cultura (Awatac), no Amapá. “Essa parceria fortalece a cadeia produtiva do açaí, impulsiona o engajamento e o empoderamento indígena, além de promover a troca de conhecimento”, afirma Picanço.

As bases administrativas foram aprimoradas com a criação de dois novos escritórios em pontos estratégicos, um na região central de Macapá e outro no distrito do Bailique, facilitando o atendimento aos cooperados e a operação.

Planejamento

Para 2025, a Amazonbai planeja produzir 900 toneladas de polpa em parceria com outros territórios para atender novos grandes contratos e ampliar as exportações de liofilizado. A cooperativa estuda também uma parceria com Universidade Federal do Pará (UFPA) para modernizar o sistema de monitoramento e certificação.

Hoje, a área certificada é de 2,4 mil hectares. O açaizal é o primeiro do mundo a ser certificado pela Forest Stewardship Council (FSC) Manejo Florestal, Cadeia de Custódia e Procedimento de Serviços Ecossistêmicos, reconhecido globalmente.

O selo garante a rastreabilidade e a integridade dos produtos ao longo de toda a cadeia de suprimentos, desde a origem da matéria prima até o produto final. A cooperativa também adquiriu o atestado de Produto Vegano, o Selo Amapá e a certificação Orgânica.

Para Amiraldo Picanço, a Amazonbai tem uma dinâmica diferente de trabalhar com a floresta. “Pensamos no bem-estar da criança, da mulher, do jovem, do adulto, do idoso, melhorando a vida daqueles que são os guardiões e guardiãs da biodiversidade da floresta. Somos a prova de que é possível aliar desenvolvimento econômico e social e conservação na Amazônia, pensando no ecossistema como um todo”, afirma.

Apoio para superar barreiras da região

Desde 2023, o Fundo JBS pela Amazônia vem adotando uma estratégia diferenciada de apoio à Amazonbai, combinando R$ 3,1 milhões em recursos de doação direta e R$ 1,5 milhão em investimento reembolsável para capital de giro. Os juros praticados são bem abaixo do mercado e os prazos mais estendidos.

A cooperativa conta, desde sua criação, com doações filantrópicas para apoiar suas operações. Em 2022, o capital filantrópico representava 92% dos recursos. Em 2024, houve uma importante mudança, com a redução de 88% desses repasses em relação a 2023. Em paralelo, com o aumento das vendas, a Amazonbai diversificou as suas fontes de receita e fortaleceu sua sustentabilidade financeira.

“A autonomia da Amazonbai representa um grande salto quando pensamos nas peculiaridades de um negócio de base comunitária na Amazônia. Isso significa que uma cooperativa pode vencer as barreiras impostas em relação à logística, gestão e governança, e se tornar um modelo a ser replicado, gerando desenvolvimento territorial, prosperidade e bem-estar para aqueles que protegem a floresta”, afirma a diretora do Fundo JBS pela Amazônia, Andrea Azevedo.

O Fundo atua, desde 2021, no desenvolvimento territorial da cadeia do açaí na região por meio do projeto Economias Comunitárias Inclusivas, realizado em parceria com o Instituto Interelos, Instituto Terroá, Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Até o momento, a organização doou para a iniciativa R$ 11,6 milhões. Esse recurso foi direcionado para processos mais estruturantes para a bioeconomia do território, como investimentos em educação, laboratórios de pesquisa e cursos formativos de equidade de gênero, transversais ao desenvolvimento da cooperativa.

De geração em geração

Localizada no estuário do rio Amazonas, nos territórios do Bailique e Beira Amazonas, a Amazonbai é composta de famílias ribeirinhas que realizam o manejo da floresta nativa para seu próprio sustento.

A cooperativa foi criada em 2017 e é fruto do Protocolo Comunitário do Bailique, elaborado em 2014 pelas comunidades ribeirinhas para organizar as cadeias produtivas em bases mais justas, com empoderamento local e ênfase no potencial do manejo do açaí de mínimo impacto. Hoje, a Amazonbai tem promovido renda justa para mais de 140 cooperados e cooperadas, com aumento de produtividade e desenvolvimento territorial.

O fruto é cultivado de geração em geração da forma mais natural possível, sem o uso de agrotóxicos, máquinas e fertilizantes, sendo cuidadosamente manejado apenas pelos próprios extrativistas.

Mulheres alcançam lugar de destaque na cooperativa

Em 2023, a Amazonbai criou a Política de Salvaguarda, um documento que visa garantir os direitos das mulheres e de jovens que trabalham na cooperativa. Nos últimos cinco anos, a participação feminina triplicou, ganhando lugar de destaque. Em janeiro de 2025, pela primeira vez, as mulheres foram eleitas para cargos de gestão da cooperativa.

Para Gabrielle Corrêa, eleita vice-presidente em janeiro deste ano, esse avanço reflete o impacto das capacitações. “A meta é chegar a mil cooperados até 2026, trazendo mais mulheres. Nosso planejamento estratégico prevê uma mulher na presidência até 2030”, enfatiza.

Saara Chaves, agora parte do novo conselho deliberativo, afirma que é uma conquista poder tomar decisões para fortalecer e melhorar a cooperativa através da perspectiva feminina. “O fato de estarmos na base da família faz de nós protagonistas de nossa história, passando o conhecimento de geração em geração”.

Sobre o Fundo JBS pela Amazônia

O Fundo JBS pela Amazônia foi criado em 2020 com dois grandes objetivos: contribuir para recuperar áreas degradadas e conservar a Amazônia, investindo em modelos de negócios escaláveis, que gerem renda e produtividade no bioma.
A organização já apoiou mais de 20 projetos com R$ 72,9 milhões comprometidos. Juntas, essas iniciativas beneficiaram mais de 6.500 famílias; conservaram 4,3 milhões de hectares sob manejo melhorado/recuperado; apoiaram 43 bolsas de pesquisas, fortaleceram 11 cadeias produtivas e destravaram R$ 6,24 milhões em crédito para negócios da bioeconomia. Saiba mais: www.fundojbsamazonia.org



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Safra de soja no Paraná deve superar os números anteriores; confira a colheita pelo Brasil



A safra de soja 2025 avança em diversas regiões do Brasil, com a colheita em andamento nos principais estados produtores. O Paraná, a Bahia, Mato Grosso e outros estados apresentam diferentes realidades e desafios nesta temporada. Confira as atualizações sobre o andamento da colheita e o desenvolvimento da soja no país:

A soja no Paraná

O relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), emitido na última semana, aponta que o Paraná já colheu mais de 570.000 hectares de soja, o que representa 33% da área total cultivada. O número marca um avanço de 10 pontos percentuais em relação à semana anterior.

No campo, ainda restam aproximadamente 3,8 milhões de hectares a serem colhidos, com destaque para a região Sul do estado, onde se concentra cerca de 40% da área ainda a ser colhida. No Norte do Paraná, cerca de 35% da soja ainda não foi colhida.

Em relação às condições das lavouras, 77% da área é considerada boa, enquanto 20% apresenta condições médias e apenas 4% está em condições ruins. Apesar da previsão de quebra de 4% em relação à estimativa inicial de produção, a previsão de 21,3 milhões de toneladas ainda é 15% superior à safra de 2023/24.

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Bahia: ferrugem asiática e colheita

Na Bahia, um caso de ferrugem asiática foi confirmado em uma lavoura no município de Correntina, no Oeste do estado, pela Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba). Felizmente, o aparecimento foi tardio, o que reforça a importância do monitoramento e controle fitossanitário. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária afirmou que, apesar do caso confirmado, os produtores não precisam se preocupar com grandes perdas.

Em relação à colheita, o ritmo se intensificou nas últimas semanas, mesmo com chuvas que causaram atrasos. A Aiba estima que já foram colhidos cerca de 190.000 hectares. As áreas monitoradas recentemente apresentam produtividades entre 66 e 85 sacas por hectare, superando os números registrados no mesmo período da safra anterior, que variaram entre 62 e 76 sacas por hectare.

Colheita de soja avança no Maranhão

No Maranhão, a Aprosoja do estado informou que 10% da safra já foi colhida, com projeções ainda positivas. A boa notícia é que não há registros de pragas ou doenças nas lavouras, o que tem colaborado para a continuidade da colheita.

Produtividade no Tocantins

No Tocantins, a colheita já alcançou 19% da área plantada, um avanço de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. A Aprosoja do estado relata que a produtividade está em aproximadamente de 60 sacas por hectare, dentro da média esperada para a safra. No entanto, a preocupação é com o escoamento da safra, que deve ser intensificado nos próximos 30 dias, conforme a colheita se aproxima da fase final.

Colheita em MT

Em Mato Grosso, a colheita da soja também tem avançado a um ritmo acelerado. O estado registrou o maior avanço semanal da safra de 2025, com 21,5 pontos percentuais a mais. No momento, metade da área total de 12.661.000 hectares já foi colhida.

Contudo, a comparação com o ano passado mostra que, nesta mesma época, já havia sido colhido 65% da produção, um número superior à média histórica das últimas cinco safras para este período, que é de 53%, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo inicia a semana com pouca movimentação



No Pará, o mercado mantém estabilidade




Foto: Pixabay

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, omercado do boi gordo começou a semana com pouca oferta de animais e frigoríficos retraídos nas compras. As escalas de abate seguem confortáveis, sem alterações nos preços.

No Pará, o mercado mantém estabilidade, com poucos negócios registrados:

  • Marabá: escalas de nove dias;
  • Redenção: escalas de sete dias, sem mudanças nos preços;
  • Paragominas: escalas de cinco dias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina com osso registraram recuo:

  • Carcaça casada do boi capão: queda de 0,7%;
  • Carcaça do boi comum: queda de 1,2%;
  • Carcaça da vaca casada: redução de 0,5%;
  • Novilha: também teve queda de preço.

Diferente da carne bovina, os preços das carnes alternativas subiram:

  • Frango médio: alta de 1,9% (+R$ 0,15/kg);
  • Carcaça suína especial: aumento de 6,8% (+R$ 0,90/kg).





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Agro já vê dificuldades na contratações dentro do ambiente da IA, diz executiva



O setor agro brasileiro, do campo à indústria, destacado pelo embarque de altas tecnologias, enfrenta atualmente o desafio de reter e de contratar mão de obra com a qualificação necessária, que demanda a adoção da Inteligência Artificial (IA) no segmento. A afirmação foi dada nesta segunda-feira (17), pela executiva Fernanda Hoe, da Elanco Brasil, empresa líder global em saúde animal, dedicada a inovar e a fornecer produtos e serviços para prevenir e tratar doenças em animais de produção e animais de estimação.

Hoe participou do “Plano de Voo 2025”, evento anual da Amcham Brasil, na Câmara Americana de Comércio para o Brasil, em São Paulo.

“A solução de tecnologia do agro é o que permitiu o aumento de velocidade nos últimos anos. Hoje em dia, com a questão da inteligência artificial, um dos grandes desafios hoje em dia é contratação e retenção de funcionários no campo”, disse Fernanda Hoe.

De acordo com a executiva, a dificuldade de se contratar funcionários num ambiente em que a IA passa a fazer parte da atividade do agronegócio não recai apenas só na parte de maquinários e equipamentos, mas também na parte de análise de dados.

Segundo Fernanda Hoe, outro pilar sobre o qual a Elanco tem trabalhado é o da produtividade no setor agro.

“É algo que está movendo bastante o setor”, disse a executiva acrescentando que a empresa também tem trabalhado para fornecer soluções para o agro, no ambiente da IA, para prover o setor de ferramentas que visam a melhorar a governança e uma gestão moderna.



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BNDES vai estruturar PPP de hidrovias nos rios Tapajós e Tocantins



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) assinaram nesta segunda-feira (17), um contrato para a estruturação do projeto de parceria para investimento e administração das hidrovias dos rios Tapajós e Tocantins. As hidrovias somam 2.400 km de extensão de vias navegáveis.

De acordo com o BNDES, o projeto tem como objetivo viabilizar investimentos para ampliação de capacidade, dragagens de manutenção, sinalização, monitoramento e incremento da segurança da navegação, transformando o que atualmente são rios navegáveis em hidrovias de fato.

“Ambos os rios enfrentam desafios comuns, como a necessidade de investimentos em dragagem e sinalização, especialmente em épocas de seca, conferindo perenidade para navegação ao longo do ano e um serviço de maior qualidade aos usuários transportadores de cargas”, explicou o banco de fomento em nota.

A parceria tem potencial para elevar em até 10 vezes volume movimentado de cargas, informou.

Prioridade

As duas hidrovias estão entre os seis “Trechos Hidroviários Estratégicos” definidos no Plano Geral de Outorgas (PGO) da ANTAQ, sendo priorizadas pela política pública federal com base em critérios como o volume atual de transporte e o potencial de crescimento.

A Hidrovia do Tapajós (650 km) é estratégica para a transferência de granéis sólidos vegetais oriundos principalmente do Mato Grosso, que seguem para transbordo em instalações portuárias aptas ao transporte marítimo em Santarém (PA), Santana (AP) ou Barcarena (PA).

A Hidrovia do rio Tocantins (1750 km) conecta o Centro-Oeste do Brasil ao Oceano Atlântico. Atualmente, a navegação de grande porte ocorre predominantemente entre o Porto de Vila do Conde (PA) e a foz do rio. O trecho entre Marabá (PA) e Barcarena (PA) também apresenta atividade de navegação comercial

“A maior utilização das hidrovias viabiliza o transporte de grandes volumes de carga de forma eficiente e com menor impacto ambiental em comparação ao transporte rodoviário. Além de reduzir as emissões de CO2, promovem o desenvolvimento regional, ao facilitar o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial da região, gerando empregos e renda para a população”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.



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Após o Japão, missão do Mapa realiza reuniões no Vietnã



Com o objetivo de reforçar os laços comerciais e oportunidades para o agronegócio brasileiro, uma equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve em visita oficial ao Vietnã, entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Entre os principais temas discutidos estavam os investimentos no setor agropecuário e os avanços na abertura do mercado vietnamita para carnes bovina, suína e de frango do Brasil.

A delegação foi liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira Pinto, contou com representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e de exportadores brasileiros.

Durante a estadia em Hanói, capital do Vietnã, foram realizadas reuniões de trabalho com autoridades locais, incluindo o primeiro-ministro, Pham Minh Chính, a vice-ministra do Planejamento e Investimentos, Nguyen Thi Bich Ngoc, e o vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MARD), Phung Duc Tien.

Além das reuniões institucionais, a delegação também se reuniu com representantes do setor privado, como a Associação Vietnamita de Varejistas (AVR), importadores e distribuidores. O encontro possibilitou a identificação de novas oportunidades de negócios, reforçando o compromisso do Brasil em expandir sua presença no mercado internacional e fortalecer parcerias estratégicas.

Histórico

As relações comerciais entre Brasil e Vietnã têm crescido nos últimos anos. Em 2023, o fluxo comercial entre os dois países atingiu US$ 6,8 bilhões, com a expectativa de alcançar US$ 10 bilhões até 2030. O Vietnã se consolidou como um dos principais destinos das exportações brasileiras do agronegócio, ocupando a 5ª posição no ranking de parceiros comerciais do setor.

Além do milho, algodão e carnes, recentemente, o governo vietnamita autorizou a importação de alimentos para cães e gatos contendo ingredientes de origem animal provenientes do Brasil, abrindo novas oportunidades para o setor de pet food brasileiro.

Antes do Vietnã, a missão do Mapa também esteve no Japão. Em nota, o ministério reforçou o compromisso da pasta em abrir novos mercados e consolidar a competitividade do agronegócio brasileiro, promovendo oportunidades que beneficiam produtores e exportadores do país.



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veja os destaques do dia



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o foco do mercado no cenário doméstico após o feriado nos Estados Unidos. O Ibovespa subiu 0,26%, mantendo os 128 mil pontos, enquanto o dólar avançou 0,29%, para R$ 5,71.

O IGP-10, por sua vez, teve alta de 0,87% em fevereiro, e o IBC-Br registrou queda de 0,7% em dezembro, mas acumula nove altas anuais seguidas.

Lá fora, investidores monitoram a reunião EUA-Rússia sobre a guerra na Ucrânia. Hoje, o destaque fica para dados de inflação no Brasil e balanços do Carrefour, GPA e Iguatemi.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!



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Chuva ganha força em três regiões do país, mas calorão não dá folga em todo o país



Sul

A frente fria começa a se deslocar entre a costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Tempo segue instável sobre a porção noroeste e norte gaúcha, com condições para chuvas pontuais e persistentes entre o planalto, serra e litoral norte. Em território catarinense, predomínio de tempo instável ao longo de todo o dia, com a chuva ganhando força no decorrer da terça-feira. Nas primeiras horas do dia, haverá condições para pancadas sobre alguns pontos do interior de Santa Catarina. No Paraná, por sua vez, as pancadas avançam sobre o sul do estado ainda no fim da manhã e se espalham no decorrer do dia.

Sudeste

Fluxo de umidade associado à circulação dos ventos em baixos níveis da atmosfera deve favorecer algumas instabilidades sobre São Paulo, com a chuva adotando comportamento irregular e mal distribuído. No Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo, predomínio de tempo firme e bastante sol. Em todos os estados do Sudeste o calor será bastante intenso.

Centro-Oeste

O calor e a umidade seguem atuando como precursores da chuva. Fluxo de umidade em baixos níveis da atmosfera concentra a chuva entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Goiás e Distrito Federal com maior predomínio de tempo firme e bastante sol. Em todos os estados, os termômetros seguem apresentando elevação significativa ao longo do dia.

Nordeste

Circulação de ventos marítimos mantém as instabilidades atuantes sobre a costa leste, que fica sob condição de pancadas de chuva com raios ao longo do dia. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua reforçando a chuva sobre a costa norte. Destaque segue entre o Maranhão e o Piauí. Sertão com maior predomínio de tempo firme e bastante calor.

Norte

Risco para temporais e volumes elevados continua sobre todos os estados da região, com destaque para Amazonas, Acre, Rondônia, parte de Roraima e do Pará. A ZCIT influencia a continuidade das instabilidades no Amapá. No Tocantins, há condições para pancadas de chuva irregulares, concentradas no período da tarde.



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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de umidade prejudica crescimento de pastagens



Milheto e capim-sudão sofrem atraso no crescimento




Foto: Canva

O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), aponta que as condições das pastagens no Rio Grande do Sul variam conforme a região, com chuvas favorecendo algumas áreas e estiagem prejudicando outras.

Na região de Bagé, as pastagens de sorgo forrageiro, milheto e capim-sudão apresentaram bom rebrote após as chuvas de 5 de fevereiro. No entanto, em São Gabriel, as pastagens de braquiárias, panicuns e capim-elefante apresentam crescimento reduzido, exigindo menor carga animal para evitar desfolha excessiva.

Já em Santa Margarida do Sul, a situação é mais crítica, com novas queimadas atingindo grandes áreas de campo nativo.

Na Serra Gaúcha, a luminosidade e as temperaturas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, mas o estresse hídrico limitou o crescimento das pastagens. O capim-sudão e o milheto estão com desenvolvimento atrasado devido à baixa umidade.

No Alto Vale do Taquari, em Dois Lajeados, as chuvas regulares beneficiaram as pastagens. Já em Teutônia e Montenegro, no Baixo Vale do Taquari e Vale do Caí, a falta de chuvas e o calor excessivo dificultaram o crescimento forrageiro, com ataques de cigarrinhas e lagartas sendo registrados.

 

  • Passo Fundo: a escassez de chuvas impactou o crescimento do campo nativo, exigindo roçadas para controle de invasoras.
  • Santa Maria: chuvas beneficiaram as pastagens da Quarta Colônia, mas em São Francisco de Assis, a baixa oferta forrageira tem levado ao uso intensivo de feno, silagem e ração, aumentando os custos de produção.
  • Santa Rosa: há perda significativa de área foliar em tiftons devido à seca. No milheto e capim-sudão, observa-se menor consumo pelos animais, possivelmente devido à presença de alcaloides nas folhas.

     






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Variedade de feijão-guandu melhora nutrição animal e reduz custos


Pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) concluíram um estudo que avaliou a adaptabilidade de cultivares de feijão-guandu ao Semiárido brasileiro. O objetivo era encontrar uma variedade que proporcionasse maior economia na alimentação de caprinos, ovinos e bovinos. A pesquisa apontou a cultivar comercial Super N como a mais indicada para a região, apresentando produtividade média de 6,2 mil quilos por hectare (kg/ha) de matéria seca de forragem.

A pesquisa, conduzida ao longo de três anos, foi realizada em áreas experimentais em Sobral (CE), Boa Viagem (CE) e Sumé (PB). Os cientistas analisaram 21 genótipos, sendo quatro cultivares comerciais e 17 experimentais.

A avaliação considerou dias de florescimento, altura das plantas e produtividade de grãos, fatores essenciais para a escolha da variedade mais estável frente às condições climáticas do Semiárido.

Foto: Fernando Guedes/EmbrapaFoto: Fernando Guedes/Embrapa

Os resultados mostraram que todos os genótipos avaliados tiveram produtividade de matéria seca entre 4,6 mil e 9 mil kg/ha. A cultivar Super N destacou-se por apresentar 16% mais produtividade de grãos em relação à segunda melhor opção, a Iapar 43.

O desempenho da Super N supera em mais de 2 mil kg/ha a produtividade de outras cultivares já indicadas para o Semiárido, como a Taipeiro, que registrou apenas 2,49 mil kg/ha. A pesquisa foi realizada com o apoio da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), Instituto Federal do Ceará (IFCE) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Melhoramento genético do feijão-guandu

O melhoramento genético do feijão-guandu no Brasil começou na década de 1970, com pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Pecuária Sudeste (SP) e Embrapa Semiárido (PE). O grão tem sido utilizado para rotação de culturas, melhoria da qualidade do solo e produção de grãos para consumo humano.

Segundo o pesquisador Fernando Guedes, líder do estudo na Embrapa, o guandu é uma cultura altamente adaptável. No Sudeste, por exemplo, ele é utilizado na rotação com cana-de-açúcar e amendoim, além de ser cultivado em quintais por sua longevidade – podendo produzir por até quatro anos sem necessidade de replantio.

Impacto na pecuária do Semiárido

A pesquisa representa um avanço para produtores de caprinos e ovinos no Semiárido, que necessitam de opções de alimentação mais eficientes e acessíveis. Sumé (PB), uma das maiores regiões de produção de caprinos leiteiros no Brasil, é um dos locais beneficiados pela parceria entre Embrapa e UFCG.

Com a conclusão do estudo, a Embrapa iniciará a validação da cultivar em propriedades maiores. A próxima etapa inclui dias de campo para produtores e a divulgação das formas de aquisição das sementes.

Benefícios do guandu

O feijão-guandu, também chamado de andu, é uma leguminosa originária da África que se adaptou bem ao solo e clima do Brasil. Seus grãos são ricos em proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Além disso, a planta fixa nitrogênio no solo, tornando-se uma alternativa sustentável para recuperação de terras degradadas.

Na alimentação animal, o guandu fornece proteína e energia para caprinos, ovinos, bovinos e aves. Sua forragem pode ser utilizada na forma de feno ou silagem, reduzindo a dependência de farelos de soja e milho, que possuem custos mais elevados.

“Ao incorporar o guandu na dieta dos animais, o produtor consegue diminuir custos com ração concentrada e melhorar o balanço nutricional da alimentação, aumentando a oferta de proteína para o rebanho”, explica Guedes.

Com a validação final e a introdução da cultivar no mercado, a expectativa dos pesquisadores é que o feijão-guandu Super N amplie a produtividade do Semiárido, garantindo um novo recurso para pequenos e médios produtores da região.



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