domingo, julho 19, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Etanol se valoriza enquanto açúcar recua nas bolsas


De acordo com dados divulgados pela União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (6) em queda nas principais bolsas internacionais, após uma leve valorização na sessão anterior. Enquanto isso, o etanol hidratado apresentou alta no mercado interno.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto para maio/25 fechou a 18,13 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 7 pontos em relação à quarta-feira. Durante a sessão, a commodity atingiu a mínima de um mês e meio, chegando a 17,84 cts/lb. O contrato para julho/25 caiu 9 pontos, sendo negociado a 17,80 cts/lb. Os demais vencimentos registraram baixas entre 3 e 8 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco seguiu a mesma tendência de baixa. O contrato maio/25 foi comercializado a US$ 516,90 por tonelada, registrando uma desvalorização de US$ 5,10 em relação ao dia anterior. Já o contrato agosto/25 caiu US$ 3,80, fechando a US$ 499,50 por tonelada.

No mercado doméstico, o açúcar cristal também apresentou desvalorização, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 kg foi negociada a R$ 139,95, contra R$ 141,23 na quarta-feira, o que representa uma queda de 0,91%.

Por outro lado, o etanol hidratado registrou valorização no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.939,00 por metro cúbico, frente aos R$ 2.926,00 da sessão anterior, uma alta de 0,44%.





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Fungo da Antártica pode revolucionar biopesticidas naturais


Uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros e americanos revelou um fungo encontrado em sedimentos marinhos profundos da Antártica com grande potencial para a produção de biopesticidas naturais. O estudo, conduzido por instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Embrapa Meio Ambiente (SP) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), identificou compostos bioativos capazes de combater pragas agrícolas de forma sustentável.

O fungo, denominado Penicillium palitans, foi coletado a mais de 400 metros de profundidade no Oceano Austral e analisado em laboratório. Os testes revelaram duas substâncias promissoras: penienona e palitantina.

A penienona demonstrou forte atividade antifúngica e fitotóxica, sendo capaz de inibir completamente a germinação de sementes de grama-bentgrass, além de agir contra o Colletotrichum fragariae, fungo responsável pela antracnose em diversas culturas agrícolas. Já a palitantina apresentou efeito fitotóxico moderado.

Alternativa sustentável para a agricultura

A descoberta abre caminho para substituir agroquímicos sintéticos por biopesticidas naturais, reduzindo impactos ambientais e combatendo a resistência de pragas. Segundo a pesquisadora Sonia Queiroz, da Embrapa, a identificação dessas moléculas pode reduzir a dependência de produtos químicos tradicionais e contribuir para o conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental.

Apesar do avanço, a transformação dessas substâncias em produtos comerciais ainda exige testes adicionais para comprovar sua segurança, estabilidade e eficácia em campo. “Nosso próximo passo será ampliar os estudos toxicológicos e ecotoxicológicos, além de avaliar a viabilidade de produção em larga escala”, afirma Luiz Rosa, professor do Departamento de Microbiologia da UFMG e coordenador do estudo.

pesquisa na Antártica. Foto: Luiz Henrique Rosa/UFMGpesquisa na Antártica. Foto: Luiz Henrique Rosa/UFMG
Foto: Luiz Henrique Rosa/UFMG

Antártica: um laboratório natural para a biotecnologia

A pesquisa reforça o potencial da Antártica para a descoberta de novos bioinsumos, já que seus organismos extremófilos – adaptados a condições extremas – podem fornecer moléculas inéditas para a biotecnologia agrícola. No entanto, a coleta de amostras nessa região representa grandes desafios logísticos. As expedições exigem um ano de preparação, deslocamento de cerca de 10 dias e até 24 horas ininterruptas de trabalho para obtenção dos sedimentos marinhos.

Os cientistas acreditam que essa descoberta pode abrir novas frentes de pesquisa para a busca de outros fungos antárticos, ampliando o desenvolvimento de bioinsumos e promovendo uma agricultura mais sustentável.

O estudo faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do apoio logístico da Marinha do Brasil.



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Abipesca critica isenção da alíquota de importação da sardinha em conserva



A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) se manifestou contra a decisão do Governo Federal de zerar a alíquota de importação da sardinha em conserva, considerando essa medida extremamente prejudicial para a indústria nacional de pescado. A ação coloca em risco a competitividade e a sustentabilidade do setor pesqueiro no Brasil.

A sardinha é a principal espécie da pesca brasileira, com 95% de sua produção destinada à indústria de conservas, um alimento essencial para milhões de brasileiros, especialmente nas regiões mais carentes do país. Essa decisão, que desconsidera o impacto econômico sobre o setor, surge em um momento já crítico para a indústria nacional.

Em 2024, a indústria foi duramente afetada pela Reforma Tributária, que excluiu a sardinha em conserva da cesta básica, resultando no aumento gradual dos impostos, que devem chegar a 28,5% até 2026. Agora, com a isenção da alíquota de importação, anteriormente fixada em 32%, a indústria nacional enfrenta a ameaça de um colapso imediato, com impactos diretos na produção e na preservação de milhares de postos de trabalho.

A alíquota de 32% foi instituída há oito anos para proteger a indústria nacional contra os preços predatórios do mercado asiático, garantindo competitividade à produção local. A retirada dessa taxa representa um ataque direto à indústria brasileira, favorecendo a importação em detrimento da produção nacional e colocando em risco o sustento de pescadores e produtores locais.

O Governo Federal não consultou o setor produtivo nem o Ministério da Pesca ao tomar essa decisão, o que gerou grande preocupação. Além disso, não há justificativa econômica para essa medida, pois o aumento do preço da sardinha em conserva foi de apenas 1,12% em 2024, bem abaixo da inflação, o que indica que a “alta de preços” não tem impacto para os consumidores.

A Abipesca defende uma revisão urgente dessa decisão, que ameaça a estabilidade da indústria nacional e a manutenção de milhares de empregos. A medida é um retrocesso para a economia local e um desrespeito ao esforço das empresas que garantem o abastecimento de alimentos de qualidade no Brasil.

A associação conclama o Governo a repensar essa medida, a fim de evitar o colapso do setor pesqueiro nacional e proteger a produção local, essencial para o sustento de muitas famílias brasileiras.



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Senar lança cartilha sobre derivados de leite de cabra



O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) acaba de lançar a cartilha virtual “Agroindústria: Derivados de Leite de Cabra”, um material educativo e técnico voltado para o aprimoramento da produção de derivados do leite de cabra. Para acessar o conteúdo, basta acessar, de forma gratuita, a plataforma Senar Play.

O conteúdo da cartilha abrange diversos conceitos e técnicas sobre a obtenção higiênica do leite, a realização de testes de monitoramento, a estrutura física necessária para uma agroindústria, além das boas práticas de fabricação envolvidas em todo o processo. Com um enfoque prático e didático, a cartilha também detalha como produzir derivados como queijos frescos e maturados, ricota, iogurte e outros produtos elaborados a partir da massa da coalhada ácida.

Além disso, a cartilha aborda as melhores práticas para o armazenamento e a expedição dos produtos, preparando os produtores para a comercialização desses itens no mercado. O material também possui links interativos que proporcionam uma navegação personalizada, permitindo que o público explore o conteúdo conforme seus interesses e necessidades.

A cartilha também está disponível para download gratuito, em formato e-book, no aplicativo Estante Virtual da Coleção Senar, disponível nas lojas Google Play e Apple Store.

Para os interessados em aprender mais sobre a caprinocultura, o Senar também disponibiliza a cartilha “Caprinocultura – Criação e Manejo de Caprinos de Leite”, oferecendo um conteúdo complementar sobre a criação e o manejo de caprinos para produção de leite.



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Projeto da JBS beneficia quase 7 mil pequenos produtores em todo o Brasil



A JBS intensificou sua atuação junto a pequenos produtores rurais em 2024, com mais de 26.780 atendimentos realizados por meio do programa Escritórios Verdes e outras iniciativas voltadas à regularização ambiental e assistência técnica. No período, a empresa contribuiu para a recuperação de 4.153 hectares de vegetação nativa e tornou viável a regularização de 6.887 propriedades, segundo balanço da companhia.

Criado em 2021, o programa Escritórios Verdes já beneficiou mais de 15 mil propriedades rurais, oferecendo consultoria gratuita para regularização ambiental. Em 2024, a JBS ampliou sua atuação com o lançamento do Escritório Verde Virtual, que já contabiliza 1.220 interações desde outubro, permitindo que produtores de todo o país acessem suporte técnico por e-mail, telefone e WhatsApp.

Além do suporte à regularização ambiental, a JBS estruturou os Escritórios Verdes 2.0, que oferecem assistência gratuita em três frentes: recuperação ambiental, melhorias na produtividade do solo e apoio à gestão das propriedades. No último ano, 1.311 fazendas receberam suporte técnico ou gerencial, e mais de 4.700 visitas foram realizadas a agricultores familiares.

A empresa também apostou em novas tecnologias para fortalecer a rastreabilidade da cadeia produtiva. A ferramenta Cowbot, lançada no segundo semestre de 2024, realizou 17.377 análises, permitindo maior controle sobre a origem dos animais e facilitando o acesso dos pecuaristas a informações ambientais.

No Pará, a JBS ampliou sua atuação em 2025, doando 3 milhões de tags para rastreamento de rebanhos e promovendo treinamentos para operadores de rastreabilidade.

Com 70 anos de história, a JBS S.A. é uma multinacional de origem brasileira, reconhecida como uma das líderes globais da indústria de alimentos. Com sede na cidade de São Paulo, a Companhia está presente em mais de 20 países.

Em todos os locais onde atua, os mais de 270 mil colaboradores seguem as mesmas diretrizes em relação aos aspectos de sustentabilidade – econômico, social e ambiental –, inovação, qualidade e segurança dos alimentos, com a adoção das melhores práticas, sempre pautados pela mesma Missão e Valores.



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Frente fria vira o clima, traz chuva e baixa temperatura; veja previsão para a semana



A semana entre os dias 10 e 14 de março será marcada por um cenário de instabilidade em várias partes do Brasil, segundo a análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. O avanço de uma frente fria trará alívio para áreas que sofriam com calor e estiagem, principalmente no Sul e Sudeste, enquanto o Norte e Nordeste enfrentarão volumes expressivos de precipitação, aumentando o risco de alagamentos e transtornos urbanos.

Confira como ficam as condições em cada região do país.

Sul terá alívio na seca e temperaturas mais baixas

Na região Sul, a passagem da frente fria trará queda de temperatura nas madrugadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, especialmente em regiões serranas.

As máximas ficarão mais amenas no território gaúcho, ajudando a reduzir o estresse térmico das lavouras e garantindo um bom nível de umidade do solo.

A chuva será bem distribuída, com acumulados de 50 mm ao longo da semana, o que favorecerá o plantio do milho segunda safra no Paraná. No entanto, Curitiba começará a semana com risco elevado de temporais.

A chegada da frente fria também muda o padrão climático no Sudeste, aumentando a instabilidade principalmente no sul e leste de São Paulo. O interior paulista, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro começarão o dia com sol, mas o tempo mudará ao longo do período, com precipitações intensas.

As chuvas serão benéficas para o café, a cana-de-açúcar e o milho segunda safra, proporcionando recuperação da umidade do solo.

No entanto, no litoral paulista e fluminense, os volumes podem ultrapassar 100 mm na semana, gerando risco de alagamentos e transtornos urbanos.

Centro-Oeste enfrenta temporais em algumas áreas

No Centro-Oeste, Mato Grosso enfrentará temporais, especialmente na região oeste do estado, onde há risco de excesso de umidade impactando os trabalhos no campo. Cuiabá, Sinop e Água Boa terão pancadas de chuva com trovoadas, mas o calor persistirá.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário é mais favorável: as precipitações entre 50 e 80 mm contribuirão para a recuperação da umidade, beneficiando as lavouras recém semeadas de milho.

Já no Distrito Federal e no norte de Goiás, o tempo seguirá seco e quente, sem previsão de chuvas significativas.

Nordeste terá temporais no litoral e seca no interior

A situação no Nordeste será desigual: enquanto o norte do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte enfrentará chuvas volumosas, com acumulados acima de 100 mm, o centro-oeste e noroeste da Bahia continuarão secos.

Pancadas moderadas também são esperadas entre Salvador e Recife.

Apesar da chuva no litoral, o interior da Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia ainda sofrerá com baixa umidade, exigindo irrigação suplementar.

Os volumes de precipitação no interior nordestino devem ficar abaixo de 30 mm nos próximos 15 dias, o que não será suficiente para um bom desenvolvimento das lavouras.

Norte terá chuvas intensas e risco de alagamentos

O Norte do Brasil seguirá com chuvas fortes e persistentes. O alerta vale para Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e centro-norte do Pará, onde os acumulados podem ultrapassar 150 mm, impactando as operações agrícolas e aumentando o risco de alagamentos.

No centro-sul do Pará e no Tocantins, as precipitações devem ser mais moderadas, entre 40 e 50 mm, o que não prejudica os trabalhos no campo. Além disso, os meteorologistas já monitoram a elevação das águas do Pacífico Equatorial, um fenômeno que poderá reduzir as chuvas na região a partir de abril, resultado do chamado El Niño Costeiro.



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Os desafios em MS devido à seca severa nas lavouras de soja



No último episódio do Soja Brasil, o programa mostrou a situação dos produtores de Mato Grosso do Sul, que enfrentam sérios desafios com a seca severa, impactando a produtividade das lavouras. Confira a matéria completa:

Cerca de 2 milhões de hectares foram afetados por esse estresse hídrico, representando 45% da área total. Isso tem gerado uma produtividade abaixo da média, estimada em 51,7 sacas por hectare. Esses desafios não são novos, já se arrastam por várias safras e têm sido intensificados pelas altas temperaturas que prejudicam a qualidade da soja.

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Pesquisas no campo da soja

Em resposta a esse cenário, a pesquisa e inovação têm sido essenciais para melhorar a resiliência das lavouras. O programa destacou, por exemplo, o uso de tecnologias para definir a janela ideal de semeadura e práticas de manejo de solo para reduzir os impactos de temperaturas extremas. A diversificação de culturas, com o cultivo de cana-de-açúcar, amendoim e eucalipto, também está sendo adotada como uma estratégia para mitigar riscos.

No campo da inovação, a Embrapa e parceiros desenvolveram um protetor solar para plantas que aumenta a resistência ao calor e melhora a produtividade das culturas. Esse produto, à base de carbonato de cálcio, tem mostrado bons resultados em soja, tanto em cultivos convencionais quanto orgânicos.

Além disso, um acordo entre Brasil e China visa impulsionar a produção de soja e milho, com foco no uso de áreas degradadas para cultivo sem desmatamento. A parceria também envolve a troca de tecnologia para melhorar a produtividade.



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Fávaro apresenta nova estrutura de pesquisa e inovação em MT



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou, neste sábado (8), a ordem de serviço para a construção da nova estrutura da Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) da Embrapa na Baixada Cuiabana. O evento, realizado em Nossa Senhora do Livramento, marca o início de uma nova fase para o estado de Mato Grosso, com um investimento de R$ 53 milhões, oriundos do Mapa.

Com instalações mais modernas, a unidade contará com laboratórios, campos de pesquisa e salas de capacitação. Além disso, um convênio com a Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento vai viabilizar a pavimentação asfáltica de um trecho de cinco quilômetros da estrada vicinal que dá acesso à unidade.

O centro de excelência em pesquisa e inovação será voltado para as condições agropecuárias desafiadoras da região, como solos, baixa altitude e altas temperaturas. A unidade irá concentrar esforços em áreas como fruticultura, mandiocultura, piscicultura, horticultura e sistemas produtivos agroflorestais, além de promover a integração lavoura-pecuária-floresta.

A primeira fase do projeto envolve a construção do centro de capacitação, um espaço que será um ponto de encontro para diversos parceiros, como a Fundação Mato Grosso, a Fundação Rio Verde, o Instituto Federal, a Unemat e a Universidade Federal.

A Unidade Mista de Pesquisa e Inovação segue o modelo de colaboração entre instituições, com compartilhamento de recursos humanos, financeiros e infraestrutura. Protocolos de intenções já foram firmados com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) para atuar no novo espaço.



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Qual desafio da rotina rural você resolveria?


A interação com micro e pequenos produtores rurais faz parte do DNA do projeto Porteira Aberta Empreender. É por meio do engajamento com agricultores e pecuaristas de todas as regiões do país que podemos trazer soluções práticas para os desafios diários daqueles que impulsionam o agronegócio e alimentam milhões de pessoas no Brasil e no mundo.

Pensando nisso, todas as quintas-feiras, às 17h, o Porteira Aberta Empreender publica enquete na comunidade do Canal Rural, no YouTube. As opções mais votadas se tornam pautas, trazendo oportunidades aos desafios. 

O Porteira Aberta perguntou e vocês responderam:

O problema que 51% dos produtores rurais gostariam de solucionar está relacionado aos custos de produção e manejo. Em seguida, 21% destacaram os preços praticados no mercado, enquanto 17% mencionaram a produtividade. Financiamento foi votado por 11% dos participantes.

Custos para produzir no campo

De acordo com o Sebrae, reduzir custos sem prejudicar a qualidade do seu serviço ou produto é plenamente possível, desde que haja planejamento e iniciativas equilibradas, como a implementação de ações corretivas e preventivas. 

Ao ter documentos confiáveis em mãos, o empresário responde às variações do mercado de forma rápida e profissional, sem comprometer o negócio.

A instituição também aponta que automatizar processos é uma alternativa eficiente para acompanhar de forma organizada e centralizada todas as informações referentes às ações corretivas e preventivas. 

Mas, caso o pequeno produtor não saiba como planejar de maneira eficiente, com o  gerenciamento financeiro adequado, o Sebrae recomenda a capacitação. 

A exemplo do curso gratuito Custos para produzir no campo, que tem como objetivo explicar o conceito dos custos de produção e como eles influenciam no resultado da propriedade.

A capacitação tem a carga de 4 horas e também vai ensinar a como controlar os custos para aumentar o potencial do seu negócio.



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alíquota zerada afetará pecuaristas? Analista responde


O mercado físico do boi gordo teve preços acomodados, com quedas pontuais, na semana cortada pela metade pelo Carnaval no Brasil.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o diferencial de preços entre fêmeas e machos ainda é representativo, consequência da oferta expressiva de vacas em grande parte do país.

“Os frigoríficos até tentaram exercer pressão sobre os pecuaristas em algumas regiões produtoras do país após o Carnaval, mas sem muito êxito”, diz.

Para ele, o comportamento dos preços da carne bovina no atacado e no varejo ao longo da primeira quinzena de março será elemento-chave para ser acompanhado pelo mercado.

Além disso, Iglesias avalia que a medida anunciada pelo governo federal em zerar a alíquota de importação de alimentos, entre eles a carne, não trará impactos ao pecuarista e nem mesmo ao consumidor.

“O Brasil não tem de quem comprar carne porque não há ninguém tão bem posicionado quanto nós nesse mercado, então essa medida não fará diferença. O Brasil é hoje mais competitivo que Austrália, Argentina, Uruguai, Estados Unidos e União Europeia, então não há de quem importar.”

De acordo com Iglesias, o governo deveria se concentrar em buscar alternativas que estimulem a produção local para que, assim, haja efeito prático na redução da proteína animal ao consumidor.

Preços da carne em alta

Os preços da carne bovina subiram no atacado com um consumo considerado satisfatório no Carnaval, inclusive. “O escoamento da carne pode ser descrito como bom durante o feriado. Com isso, a expectativa é que haja continuidade na alta nos preços, considerando a entrada dos salários na economia como grande motivador da reposição entre as cadeias”, considera o analista.

Contudo, ele lembra que ainda há limitações, considerando a preferência de parcela importante da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos.

boi gordoboi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf
Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 6 de março:
  • São Paulo: R$ 307,75, contra R$ 313,83 em 28 de fevereiro (-2%)
  • Goiás: R$ 290,36, ante R$ 290,71 (-0,12%)
  • Minas Gerais: R$ 302,65, contra R$ 304,12 (-0,5%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 298,30, ante R$ 299,32 (-0,34%)
  • Mato Grosso: R$ 298,38, contra R$ 298,72 (-0,11%)



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