domingo, março 29, 2026

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Brasil deve ampliar rastreabilidade com foco em escala e inclusão, diz diretora da JBS



Durante o Fórum Planeta Campo – Especial COP30, no painel “Rastreabilidade total da cadeia de alimentos”, a diretora de Sustentabilidade da JBS, Liège Correia, destacou que o Brasil já possui uma base sólida de rastreabilidade na pecuária e que o desafio atual é ampliar a adesão e garantir inclusão produtiva, com apoio técnico e financeiro.

“A Guia de Trânsito Animal, a GTA, surgiu em 1990 e, em 2012, passou a ser digital — isso já é rastreabilidade. O Brasil é um país que já faz rastreabilidade há muitos anos”, afirmou.

Pará traz inovação com rastreio individual

Liège ressaltou que o estado do Pará está na vanguarda ao adotar a rastreabilidade individual obrigatória, a partir de janeiro de 2026, com base em um decreto estadual. Segundo ela, essa medida representa uma “adicionalidade importante” para a cadeia de carne bovina.

“Hoje, muitos produtores já usam a rastreabilidade individual como ferramenta de gestão da propriedade, porque permite olhar o ganho de peso, a vacinação e uma série de outros fatores”, disse.

De acordo com a executiva, o sistema tem crescido de forma voluntária no estado, com mais de 200 mil animais já identificados individualmente. “Santa Catarina já tem 100% de rastreabilidade individual, mas é um rebanho pequeno. O desafio do Pará é fazer o mesmo em um estado de grande dimensão”, observou.

Apoio técnico e operação em campo

Liège também detalhou o trabalho da JBS na implementação prática da rastreabilidade. A empresa tem doado dispositivos de identificação e mantém equipes em campo para auxiliar na aplicação dos brincos e no treinamento de operadores.

“Muita gente acha que o brinco vai simplesmente grudar na orelha do boi, mas não é tão simples assim. É preciso manejar o animal e aplicar o dispositivo corretamente”, disse.

Ela reforçou que a consolidação do sistema depende da colaboração entre governo, empresas e produtores. “Sozinhos, a gente não vai a lugar nenhum. Precisamos do apoio de todos os elos para alcançar o sucesso esperado, com quatro milhões de animais identificados no Pará no próximo ano”, afirmou.

Educação e crédito como bases da inclusão

Em relação à conscientização da base produtiva, Liège enfatizou que a adesão à rastreabilidade passa pela autonomia e decisão do produtor.

“A decisão final é da família que está ali [na propriedade rural]. A única forma de disseminar informação é com projetos educacionais, levando conhecimento ao campo para que o produtor possa decidir com segurança.”

A diretora destacou ainda a necessidade de facilitar o acesso a crédito e de viabilizar financiamentos climáticos que cheguem efetivamente aos produtores.

“Há um grande volume de financiamento climático, mas ele precisa chegar na base. Sem crédito, o produtor que tem o cadastro ambiental bloqueado não consegue se regularizar. Precisamos de linhas com juros atrativos e prazos longos para o pagamento”, pontuou.

Sustentabilidade com inclusão

Ao encerrar sua participação no fórum, Liège reforçou que a rastreabilidade é uma ferramenta de gestão e transparência, mas que sua expansão depende de educação, financiamento e cooperação entre todos os atores da cadeia. “O produtor quer fazer gestão e quer estar regular, mas precisa de apoio técnico e condições reais para isso acontecer”, concluiu.

Confira o painel sobre rastreabilidade no Fórum Planeta Campo – Especial COP30:



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Fávaro e Haddad discutem novo modelo de seguro rural e ampliar acesso de produtores



Os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniram nesta terça-feira (11), em Brasília, para tratar de mudanças no Programa de Seguro Rural. O objetivo é reformular o modelo atual e ampliar o acesso dos produtores à política de proteção agrícola.

Segundo Fávaro, o sistema vigente já não atende às necessidades do campo. As apólices estão mais caras e o aumento da frequência de eventos climáticos extremos pressiona a sustentabilidade da produção.

Seguro paramétrico em debate

Durante a reunião, foram apresentadas propostas que incluem a adoção do seguro paramétrico, modalidade em que a indenização é calculada com base em indicadores pré-definidos, como volume de chuva ou temperatura. O formato pode tornar o processo mais ágil e previsível para os produtores, reduzindo disputas e custos administrativos.

A proposta também prevê a universalização do acesso ao seguro rural, ampliando a cobertura para pequenos e médios produtores. De acordo com Fávaro, o novo modelo pretende diminuir o impacto financeiro das perdas e reduzir a necessidade de renegociações de dívidas agrícolas.

Ajustes e próximos passos

O ministro destacou que a proposta ainda passará por avaliações técnicas e por outras instâncias do governo antes de ser formalizada. “Nosso objetivo é deixar um legado com um novo modelo de seguro agrícola para o país”, afirmou.

Também participaram da reunião o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos; o secretário adjunto, Wilson Vaz; o diretor de Gestão de Riscos, Diego Melo; e os assessores especiais Carlos Augustin e Pedro Machado.

O encontro reforça a intenção do governo de revisar instrumentos de proteção ao produtor rural, diante de um cenário cada vez mais desafiador para o setor.



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Soja Baixo Carbono: Embrapa lidera revolução sustentável rumo à emissão zero



O Programa Soja Baixo Carbono, desenvolvido pela Embrapa, tem como objetivo reconhecer e certificar produtores que adotam práticas sustentáveis capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar o sequestro de carbono no solo. A iniciativa foi um dos destaques do painel “Agropecuária de Baixo Carbono” no Fórum Planeta Campo, realizado nesta terça-feira (11), durante a COP30, em Belém (PA).

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O encontro discutiu o papel da agropecuária brasileira na transição climática e reuniu representantes da Embrapa Soja, UPL, FGV, Grupo Roncador e Portos do Paraná, reforçando a integração entre ciência, políticas públicas e práticas produtivas sustentáveis.

Soja Baixo Carbono: o papel da Embrapa

A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Carnevalli, apresentou o Programa Soja Baixo Carbono (SBC). “A Embrapa desenvolve protocolos baseados na análise de ciclo de vida, que mensura as emissões e as aloca entre diferentes culturas. Cada setor pode usar esses resultados e recompensar formalmente o produtor”, explicou.

Segundo Carnevalli, a certificação pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 30%. Considerando o carbono removido do solo, a redução chega a 60%. A iniciativa contempla sistemas produtivos que combinam soja com outras culturas em sucessão ou rotação, como trigo, milho, milheto, pastagens e plantas de cobertura, incluindo crotalárias, guandu, estilosantes, braquiária ruziziensis, gergelim, algodão, arroz, caupi e nabo forrageiro.

Carina Rufino, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, destacou a importância do programa no contexto da transição climática. “O Brasil está avançando fortemente na agenda de soluções climáticas e segurança alimentar. O Programa Soja Baixo Carbono desenvolve um protocolo de certificação voluntária que valoriza a soja produzida em sistemas mais resilientes e de baixa emissão de gases de efeito estufa”, afirmou.

Setor engajado

O Programa Soja Baixo Carbono adota um modelo de inovação setorial e conta com o apoio de sete empresas parceiras: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL. As organizações colaboram com a Embrapa no desenvolvimento e validação das práticas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao fortalecimento da sustentabilidade na produção de soja.

O gerente de Programas Sustentáveis da UPL, Rogério Melo, reforçou, durante o painel, o compromisso da empresa com a sustentabilidade e com o programa Soja Baixo Carbono. “A UPL busca reimaginar a sustentabilidade nas cadeias agroalimentares. Vamos realizar mil inventários de carbono e mil diagnósticos ambientais para mostrar que, da porteira pra dentro, a agricultura brasileira é a mais eficiente e sustentável”, afirmou.

Segundo ele, o compromisso com a descarbonização deve alcançar todos os perfis de produtores, incluindo pequenos e microprodutores, a partir de uma visão cooperativa e colaborativa entre ciência, empresas e campo.



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Inadimplência no agro atinge 8% no segundo trimestre



A inadimplência entre produtores rurais brasileiros alcançou 8,1% no segundo trimestre de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian, divulgado nesta quarta-feira (12). O índice, que considera dívidas vencidas há mais de 180 dias, mostra alta de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,1 ponto frente ao mesmo período de 2024.

Financiamentos do setor agro têm baixo nível de atraso

De acordo com o estudo, as instituições financeiras concentram a maior parte das dívidas dos produtores, com inadimplência de 7,2%. Já os débitos diretamente ligados ao setor agro e a atividades correlatas — como comércio atacadista, serviços de apoio e revenda de insumos — representam apenas 0,3% e 0,1%, respectivamente.

Segundo o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, o dado mostra que o crédito originado dentro da própria cadeia agro apresenta um comportamento mais saudável. “Quando se observa apenas o setor agro, o índice de atraso é muito inferior à média geral”, afirmou.

Queda no AgroScore indica cautela no campo

O levantamento também apontou redução na pontuação média do AgroScore, ferramenta que mede o perfil de crédito do produtor rural. A média caiu de 644 pontos no segundo trimestre de 2024 para 605 no mesmo período deste ano. A variação, observada em todas as faixas de produtores, indica maior prudência nas operações e reforça a importância do uso de dados para decisões de crédito mais seguras.

Pimenta explica que o uso de inteligência de dados pode ajudar a prevenir o endividamento no campo. “A análise detalhada do comportamento financeiro permite compreender riscos e ajustar o crédito de forma mais eficiente”, destacou.



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desgaste cresce, mas apoio resiste


A nova pesquisa Genial/Quaest mostra que 34% dos brasileiros reprovam a atuação do governo Lula na área de segurança pública, enquanto 26% consideram positiva e 36% avaliam como regular. Outro dado relevante é o da confiança pessoal: 49% acham que Lula não é bem-intencionado, contra 44% que acreditam que é.

Os números indicam um ponto de inflexão, o governo começa a perder a narrativa de “boa intenção” e sofre em uma área sensível, a segurança, que se tornou prioridade nacional.

A percepção negativa surge em meio ao avanço da criminalidade organizada, às crises de violência urbana no Rio e no Norte, e à sensação de que o governo federal ainda não apresentou uma política clara de segurança pública. Além disso, casos de conflitos entre ministros e divergências internas passam a imagem de descoordenação, reforçando a ideia de um governo que “fala muito, mas entrega pouco”.

Essa combinação, insegurança real e ruído político, explica a queda na confiança pessoal do presidente, mesmo sem um escândalo específico que justifique o número.

O governo Lula erra ao subestimar a segurança pública como tema central. Ao focar apenas em pautas econômicas e sociais, o Planalto parece ter ignorado o clamor popular por ordem, policiamento e combate ao crime organizado. A ausência de um plano nacional integrado de segurança enfraquece a imagem do comando e faz o presidente perder terreno entre os eleitores que esperam soluções práticas, não discursos ideológicos.

Contudo, é preciso notar que essa crítica não se traduz, automaticamente, em voto contra. O eleitor pode reprovar aspectos do governo e ainda preferir Lula como “mal menor” diante da falta de alternativas viáveis.

Pesquisas como essa revelam algo que a ciência política já comprova: o eleitor diferencia o julgamento de gestão do ato de votar. Muitos podem dizer que “não confiam plenamente em Lula”, mas continuarão votando nele se enxergarem estabilidade econômica, programas sociais ou medo de retrocessos.

Ou seja, desgaste não é sinônimo de derrota, é um aviso. O governo mantém uma base sólida, especialmente entre os mais pobres e nas regiões Norte e Nordeste, onde as políticas sociais têm maior impacto.

A pesquisa Quaest mostra um governo que ainda conserva apoio, mas perdeu brilho. A segurança pública tornou-se o calcanhar de Aquiles de Lula, e a confiança pessoal, um termômetro de credibilidade.

Porém, até aqui, não há ruptura eleitoral, e sim alerta político: as pessoas estão preocupadas, mas ainda não decidiram trocar de lado.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio do feijão supera 91% no Paraná



Clima adverso pressiona produção de feijão



Foto: Canva

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (6) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o plantio do feijão da safra de verão superou 91% dos 104 mil hectares estimados para a primeira safra 25/26. O boletim destaca que houve “um recuo de área importante em relação à 1ª safra 24/25 (-38% ante 168 mil ha)”, concentrando a produção no Sul do Paraná, que deve responder por aproximadamente 77% da oferta no período. De acordo com o Deral, essa concentração fez com que a cultura fosse “menos prejudicada que a soja” diante das chuvas intensas do fim de semana, acompanhadas por ventos fortes e granizo, sobretudo no Centro-Oeste e Norte do estado.

Por outro lado, o boletim aponta que “as condições das lavouras de feijão são as piores entre as lavouras acompanhadas semanalmente”, com 1% das áreas classificadas como ruins, 22% como médias e 77% como boas. A piora foi pequena em relação à semana anterior, quando os índices eram de 1%, 19% e 80%, respectivamente. Para o Deral, “o principal motivo para o feijão estar em condições piores que as demais culturas foi a baixa luminosidade registrada ao longo de outubro”, agravada por temperaturas médias baixas e umidade excessiva. O órgão acrescenta que, por ter ciclo curto, o feijoeiro “tem menos tempo para se recuperar de entraves climáticos”, o que deve limitar a produtividade.

O Deral informa ainda que algumas lavouras já atingem maturidade fisiológica e que, “ainda em novembro, devemos ter os primeiros relatos de como o clima prejudicou esses grãos”. A colheita deve se estender até fevereiro de 2026, já que parte das áreas previstas ainda não foi semeada.





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Plantio de soja no Brasil alcança 58,4% da área prevista, segundo Conab



O Brasil segue avançando no plantio da safra 2025/26 de soja. De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país semeou 58,4% da área prevista. Em 2024, a área semeada era de 66,1%. Na semana anterior, o índice era de 47,1%, representando um avanço de 24% no período.

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Plantio de soja pelo país

Segundo a Conab, São Paulo lidera a semeadura no país com 95%, seguido por Mato Grosso com 90,1%, Mato Grosso do Sul com 86%, Paraná com 79%, Goiás com 43% e Tocantins com 39%.

Já a Bahia aparece com 30% da área semeada, Minas Gerais com 29,6%, Santa Catarina com 22%, Rio Grande do Sul com 17%, Piauí com 12% e Maranhão com 9%.

Condições das lavouras de soja

Em Mato Grosso, o plantio segue para a finalização e a maioria das lavouras apresenta boas condições. O retorno das chuvas também possibilitou forte avanço na semeadura em Mato Grosso do Sul.

No Paraná, as áreas também estão, em sua maioria, em boas condições, embora algumas tenham sido impactadas por fortes chuvas e granizo, exigindo replantio. Além disso, no Rio Grande do Sul, o plantio acelerou na última semana com o retorno das precipitações.

As chuvas das últimas semanas permitiram grande avanço no plantio em Goiás. Algumas áreas semeadas no início de outubro, porém, foram afetadas por veranicos e precisarão ser replantadas.

Em Minas Gerais, o plantio avança com o retorno das chuvas, mas áreas plantadas no início de outubro foram prejudicadas pela ausência de precipitações e devem passar por replantio.

No estado de Tocantins, o plantio foi retomado após o retorno das chuvas. Há relatos de replantio em diversas regiões por causa da estiagem de outubro.

Por fim, o avanço da semeadura na Bahia, Piauí e Maranhã acontece com o avanço da semeadura ocorre com o retorno das precipitações.



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JBS apresenta resultados do programa Escritórios Verdes durante a COP30



A transição para sistemas alimentares sustentáveis e resilientes exige aumento de produtividade, inclusão social e apoio técnico ao produtor. A avaliação foi feita por Renato Costa, presidente da Friboi, durante o painel “Transformando Sistemas Alimentares”, promovido pela SB COP — iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que reúne representantes do setor privado para formular propostas às negociações globais em curso na COP30, em Belém (PA).

Costa defendeu que a produtividade é parte essencial da sustentabilidade. “É preciso produzir mais com menos recursos. Não há outro caminho”, afirmou. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a produção de carne no Brasil cresceu 122% nos últimos 30 anos, enquanto a área de pastagem reduziu 19,5%. Dados da FAO apontam tendência semelhante em escala global: entre 1960 e 2010, a produtividade mundial aumentou 150%, e a área agrícola expandiu apenas 12%.

Projetos de inclusão e assistência técnica

A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, apresentou no evento resultados de iniciativas que combinam boas práticas e suporte técnico. O programa Escritórios Verdes, criado em 2021, já regularizou mais de 20 mil fazendas e recuperou cerca de 8 mil hectares. A nova versão, o Escritório Verde 2.0, tem foco no aumento da produtividade e rentabilidade dos pequenos produtores.

“Os Escritórios Verdes auxiliam na regularização ambiental, reintegrando produtores bloqueados e propriedades fora da base da empresa”, disse Costa. Segundo ele, o objetivo é transformar desafios legais em oportunidades de inclusão e sustentabilidade.

Transparência e tecnologia

A JBS também apresentou avanços em rastreabilidade e monitoramento. Há mais de 15 anos, a empresa investe no acompanhamento dos fornecedores diretos e, recentemente, implantou uma plataforma de blockchain que permite que esses fornecedores acompanhem seus próprios fornecedores.

A companhia participa ainda do Programa Pecuária Sustentável do Pará, que busca garantir rastreabilidade individual para 100% dos animais do estado. Em parceria com a The Nature Conservancy (TNC) e com apoio do Bezos Earth Fund, a empresa anunciou a doação de 2 milhões de brincos de identificação (tags). Outra frente é o Acelerador JBS, que destinou mais de 1 milhão de tags ao mesmo objetivo.

Apoio a projetos socioambientais

No Pará, o Fundo JBS pela Amazônia apoia o projeto RestaurAmazônia, conduzido pela Fundação Solidaridad. A iniciativa atua junto a mais de 1.400 famílias em assentamentos rurais e tem mostrado resultados expressivos: a renda média das famílias aumentou 175% e a produtividade no campo cresceu 64%.

Coalizão entre empresas e academia

O painel “Transformando Sistemas Alimentares” também contou com a participação de Jai Shroff (CEO global da UPL), Naoko Yamamoto (presidente da Ajinomoto do Brasil), Felipe Albuquerque (diretor de Sustentabilidade da Bayer no Brasil) e Carolina Carregaro (diretora de Assuntos Públicos da Nestlé). Os representantes destacaram a importância da cooperação entre empresas, academia e governo para avançar em modelos de produção que conciliem segurança alimentar e sustentabilidade.


Palavras-chave: friboi, jbs, sustentabilidade, cop30, escritórios verdes, rastreabilidade, pecuária sustentável, amazônia, produtividade

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BNDES capta quase R$ 8 bilhões com bancos europeus para Fundo Clima



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) captou R$ 7,89 bilhões, o equivalente a 1,28 bilhão de euros, com bancos de fomento europeus durante a COP30, em Belém (PA). Os recursos serão destinados ao Fundo Clima, voltado a projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas no Brasil.

Segundo o banco, três instituições europeias participaram da captação principal, que somou R$ 6,17 bilhões (ou 1 bilhão de euros): o Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), da Alemanha; a Agence Française de Développement (AFD), da França; e o Cassa Depositi e Prestiti (CDP), da Itália.

“A contribuição das instituições de desenvolvimento europeias para o Fundo Clima demonstra a importância estratégica desse instrumento na agenda da transição ecológica global”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.

O dirigente destacou ainda que a parceria reforça os laços entre Brasil e União Europeia, dentro da estratégia do governo de ampliar as relações econômicas e diplomáticas com outros países.

Além do aporte ao Fundo Clima, o BNDES anunciou duas captações adicionais com o KfW, somando R$ 1,73 bilhão (ou 280 milhões de euros). Os recursos serão aplicados em projetos de mobilidade urbana e energia renovável — solar e eólica.

“Esses acordos mostram que estamos no caminho certo rumo a uma economia de baixo carbono”, disse Mercadante.



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Governo do México impõe tarifas de até 210% sobre importação de açúcar



O governo do México anunciou, na noite da terça-feira (11), a imposição de tarifas de 156% a 210% sobre o açúcar importado. A medida busca “defender o emprego, fortalecer a produção e o mercado nacional e assegurar a estabilidade de milhares de famílias que dependem do setor”, informou o Ministério da Agricultura do país.

O açúcar de beterraba e os xaropes terão alíquota de 156%, enquanto o açúcar líquido refinado e o invertido pagará 210,44%.

A União Nacional de Produtores de Cana afirmou que as tarifas praticamente eliminam a possibilidade de importações que prejudiquem o mercado interno, criando um ambiente mais estável e sustentável. O governo também planeja um programa de modernização do setor, com foco em produtividade, rentabilidade e uso da cana em alimentos e biocombustíveis.

O México ainda anunciou tarifas de até 50% sobre mais de 1.400 produtos – de automóveis a cosméticos – provenientes da China e de outros países asiáticos.



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