quarta-feira, março 11, 2026

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Paraná tem mais de 80% das lavouras de soja em boas condições, aponta Deral


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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa receberam poucas chuvas e quebras podem chegar a 60%. Foto: Marco Bomm/TresBomm Agri

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou que a maior parte das lavouras de soja da primeira safra 2025/26 apresenta bom desempenho no estado.

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Classificações no estado

Segundo o departamento, o número de lavouras classificadas em boas condições é de 89%, enquanto 10% são consideradas regulares e apenas 1% se enquadra como ruim. A semeadura já foi concluída em 5,778 milhões de hectares, área praticamente estável em relação aos 5,770 milhões de hectares cultivados na safra 2024/25.

Quanto ao desenvolvimento das lavouras, 48% das áreas estão em frutificação, 34% em floração, 14% em crescimento vegetativo e 4% em maturação.

Em relação à semana anterior, os percentuais de condições das lavouras permaneciam os mesmos, com maior concentração das áreas em crescimento vegetativo, floração e frutificação.

Estimativa do Deral

RASC: Para a primeira safra de soja 2025/26 do estado, o Deral estima uma produção de 21,962 milhões de toneladas, volume cerca de 4% superior ao registrado na temporada 2024/25. A produtividade média projetada é de 3.802 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos observados no ciclo anterior.

Para a primeira safra de soja de 2025/26 no estado do Paraná, o Deral estima uma produção de 21,962 milhões de toneadas, volume cerca de 4% superior ao que já foi registrado na temporada anterior. A produtivida média é projetada em 3.

Para a primeira safra de soja 2025/26 no Paraná, o Deral estima uma produção de 21,962 milhões de toneladas, volume cerca de 4% superior ao registrado na temporada 2024/25. A produtividade média é projetada em 3.802 quilos por hectare, acima dos 3.672 quilos por hectare observados no ciclo anterior.

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Itália sinaliza apoio e acordo Mercosul-UE deve ser assinado nos próximos dias


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Foto: Camex

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, costurado há 25 anos, parece estar mais próximo do que nunca de ser assinado. De acordo com a agência Reuters, a Comissão Europeia conquistou o apoio da Itália que, ao lado de França, Polônia e Hungria, se opunha ao tratado de livre comércio entre os blocos após pressão de entidades de agricultores.

Com a nova adesão, a Comissão, apoiada por países como Alemanha e Espanha, deve conseguir a ampla maioria dos 15 Estados-membros, que representam 65% da população da União Europeia, fator necessário para a efetivação, que pode acontecer já na próxima segunda-feira (12).

A assinatura estava prevista para 20 de dezembro do ano passado, em Foz do Iguaçu, durante a cúpula do Mercosul. Contudo, em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sinalizou que precisava de mais tempo para tratar com os produtores do país, preocupados que a entrada com redução de tarifas de commodities agropecuárias de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia afetasse a produção europeia.

Segundo a Reuters, o apoio italiano ao acordo veio após uma carta enviada pela Comissão Europeia nesta terça-feira (6) que propõe acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores. Giorgia descreveu a iniciativa como um “passo positivo e significativo”.

Já o ministro italiano da Agricultura, Francesco Lollobrigida, destacou que a União Europeia agora propõe aumentar em vez de reduzir os investimentos no setor agrícola do país no período de 2028 a 2034.

Assim, uma fonte da União Europeia ouvida pela agência de notícias disse que a Itália votaria a favor do acordo comercial com o Mercosul em uma reunião marcada para sexta-feira (9).

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Como dimensionar bebedouros para o gado? Especialista responde


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Na edição desta semana do quadro Dicas do Scoton, do Giro do Boi, o zootecnista Maurício Scoton, apresentou orientações práticas para pecuaristas que desejam dimensionar corretamente o bebedouro ou pilheta dos piquetes.

A escolha da estrutura adequada é fundamental para garantir acesso à água de qualidade, sem desperdício de recursos.

Segundo Scoton, o dimensionamento deve considerar quantos litros de água os animais consomem por dia e, principalmente, qual é a vazão de água disponível no local. “Um animal de 450 kg consome cerca de 50 litros de água por dia. Se você tem 100 Unidades Animais (UA), isso dá aproximadamente 5.000 litros por dia”, explicou o especialista.

Confira:

Consumo e vazão de água

Cerca de 80% da água é consumida entre 10h e 16h, quando as temperaturas estão mais altas. Ou seja, nesse período, o gado pode consumir 4.000 litros. É esse dado que determina o tamanho do bebedouro.

“Você precisa calcular quanto de água chega ao bebedouro durante essas 6 horas. Se a vazão for de 100 litros/hora, serão 600 litros no total. Então, você precisa de um bebedouro com capacidade para pelo menos 3.400 litros para cobrir a demanda restante”, detalhou Scoton.

Além da capacidade do reservatório, é preciso considerar o espaço linear disponível para os animais beberem sem disputar espaço. “Garanta pelo menos 4 centímetros lineares por Unidade Animal no bebedouro. Isso evita brigas e perda de desempenho”, recomenda Scoton.

Localização e economia

Outro ponto importante é a localização do bebedouro no piquete. Estudos mostram que os bovinos preferem não andar mais de 200 metros até a água, o que influencia diretamente na distribuição do pastejo e, por consequência, no aproveitamento da pastagem.

Dimensionar corretamente o bebedouro evita gastos desnecessários com estruturas superdimensionadas e garante o bem-estar e a performance dos animais no confinamento ou na pastagem. “Essas contas simples podem economizar milhares de reais e ainda garantir que seu gado esteja bem hidratado”, concluiu Scoton.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Venezuela tem participação mínima no mercado mundial de petróleo, afirma especialista


Barril de petróleo
Foto: Freepik

A Venezuela tem hoje participação marginal no mercado internacional de petróleo, apesar de concentrar a maior reserva comprovada do mundo. Atualmente, o país responde por menos de 1% da oferta global da commodity, segundo especialistas do setor energético.

O recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela provocou oscilações nos preços do petróleo, além de reflexos no dólar e no ouro. Para analistas, no entanto, a reação do mercado tem caráter mais especulativo do que fundamento em risco real de oferta.

De acordo com Alexandre Szklo, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a produção venezuelana é insuficiente para influenciar de forma significativa o comércio global de petróleo. O impacto imediato, portanto, é considerado limitado.

Produção restrita e sanções

A baixa relevância da Venezuela no mercado mundial está ligada a dois fatores centrais. O primeiro são as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, que restringem exportações e investimentos no setor. O segundo envolve as características do petróleo venezuelano, classificado majoritariamente como pesado ou extrapesado.

Esse tipo de óleo exige refinarias específicas, com maior complexidade operacional. Hoje, essas unidades estão concentradas principalmente na região do Golfo do México e em áreas dos Estados Unidos. Como resultado, mesmo quando produzido, o petróleo venezuelano encontra limitações logísticas e comerciais.

Segundo Szklo, existe uma diferença clara entre o potencial geológico do país e sua capacidade efetiva de suprir o mercado. Grande parte das reservas permanece sem infraestrutura adequada para exploração, refino e escoamento.

Desafios estruturais do refino

Ter grandes reservas não significa acesso imediato à renda petrolífera. A cadeia do petróleo envolve planejamento, estudos técnicos, extração, refino, transporte e comercialização. Na Venezuela, gargalos em várias dessas etapas reduzem a competitividade do produto.

Além disso, nem todas as refinarias no mundo estão preparadas para processar óleos pesados. Isso restringe o alcance do petróleo venezuelano a mercados específicos, reduzindo sua influência nos preços globais no curto prazo.

Comércio paralelo e riscos logísticos

Outro ponto de atenção é o crescimento do comércio clandestino de petróleo, associado a países submetidos a sanções. Segundo o especialista, frotas conhecidas como “fantasmas” são usadas para contornar restrições comerciais, como ocorre com a Venezuela, o Irã e a Rússia.

Essas operações envolvem navios sem contratos tradicionais de seguro e registro, o que eleva custos e riscos ambientais. Estima-se que centenas de grandes petroleiros operem nessas condições, ampliando a insegurança no transporte do combustível.

Apesar das limitações atuais, Szklo avalia que, em um cenário de longo prazo, a produção venezuelana pode ganhar relevância, caso haja mudanças estruturais e geopolíticas.

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Anvisa proíbe venda de lote de chá de camomila após identificar larvas e insetos


Chá Lavi Tea camomila
Foto: divugação/Água da Serra

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (5), o recolhimento do lote 6802956 do chá de camomila Lavi Tea, além da suspensão da comercialização, distribuição, divulgação e consumo do produto.

De acordo com a agência, a decisão foi tomada após a empresa comunicar o recolhimento voluntário do lote, motivado pela identificação de irregularidades

De acordo com a Anvisa, o teste de identificação dos componentes do produto apontou a presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá.

O teste identificou materiais estranhos na composição, entre eles 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25 g do produto, enquanto o limite aceitável é de 90 fragmentos para a mesma quantidade, explicou a Anvisa em nota.

Outro lado

A Água da Serra informa que adotou, de forma voluntária e responsável, em outubro de 2025, as medidas de recolhimento do referido lote, conforme comunicado às autoridades sanitárias..

O recolhimento e a suspensão da comercialização do lote ocorreram de maneira preventiva, tratando-se de uma ocorrência pontual e restrita a um único lote, sem reflexos sobre os demais produtos da marca, que seguem atendendo regularmente aos padrões de qualidade e segurança exigidos.

A empresa esclarece, ainda, que a produção do item é realizada por parceiro terceirizado, o qual já foi formalmente comunicado para apuração técnica detalhada dos fatos e adoção das medidas corretivas cabíveis, com acompanhamento direto da empresa.

Por fim, reafirma seu compromisso permanente com a qualidade, a segurança de seus produtos e a atuação responsável e colaborativa junto aos órgãos reguladores, mantendo controles rigorosos e alinhados às melhores práticas do setor.

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São Paulo investirá R$ 3,6 mi na contratação de novos profissionais contra o greening


greening
Foto: divulgação/Prefeitura Municipal de Capão Bonito

A incidência do greening no cinturão citrícola de São Paulo segue elevada: passou de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, com aumento também da severidade média das plantas afetadas, conforme levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

Para ajudar no combate à doença, o governo do estado abriu o Edital Público SAA nº 03/2025, que objetiva contratar 28 novos profissionais que atuarão em conjunto com servidores da Defesa Agropecuária. A estimativa de investimento anual para esta colaboração é de R$ 3,6 milhões.

“Essa é uma medida fundamental para a preservação da cadeia da citricultura em nosso estado. Mais monitoramento é sinônimo de maior segurança e, consequentemente, maior produtividade para os pomares paulistas. São Paulo concentra aproximadamente 80% da produção nacional e gerou quase 50 mil empregos só em 2024”, confirma o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim.

A contratação se dará por meio de termo de colaboração com uma Organização da Sociedade Civil (OSC) e terá validade de um ano, podendo ser prorrogado para os anos subsequentes.

Os profissionais atuarão divididos em seis equipes, sendo:

  • Dois engenheiros agrônomos;
  • 24 inspetores de pragas; e
  • Dois auxiliares administrativos.

Cada equipe contará com quatro inspetores de pragas, dois engenheiros agrônomos e dois profissionais da área administrativa. As propostas das OSCs interessadas podem ser apresentadas até 26 de janeiro de 2026.

“Serão profissionais que estarão focados em inspeções de greening, nos ajudando a regionalizar as ações do estado e ter medidas diferentes de acordo com a incidência da doença”, comenta o engenheiro agrônomo e chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal (DSV), Alexandre Paloschi.

As equipes atuarão em regiões que serão definidas, visando os pontos estratégicos de produção do estado de São Paulo a fim de regionalizar todas as áreas produtivas. “Com reforço na fiscalização, pretendemos ter maior sucesso no controle efetivo do psílideo, inseto vetor da doença”, acrescenta o agrônomo.

Combate ao greening

A legislação em vigor estabelece medidas rigorosas de defesa sanitária vegetal contra o HLB/greening, como a proibição do comércio ambulante de mudas cítricas, prática que representa risco significativo à sanidade dos pomares comerciais.

Em 2025, a DSV fiscalizou 17.549 propriedades, totalizando 60.316 mudas retiradas de circulação.

Em maio de 2025, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento publicou duas resoluções que intensificam as ações de combate à doença:

  • Resolução nº 23/2025 que proíbe o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras da bactéria em todos os imóveis mantidos ou gerenciados pela Secretaria; e
  • Resolução nº 24/2025 que proíbe a produção e plantio de mudas de murta, bem como o comércio, o transporte e a utilização da murta no paisagismo urbano em áreas públicas e privadas em todo o território paulista, exceto para plantas destinadas à pesquisa científica e devidamente cadastradas na Defesa Agropecuária.

Apesar da alta do greening entre 2024 e 2025 em São Paulo, o Fundecitrus destaca que pelo segundo ano consecutivo houve redução da taxa de crescimento da doença, com avanço menor do que em anos anteriores, além de queda expressiva da incidência em pomares mais jovens, indicando maior eficiência das estratégias de controle, erradicação de plantas doentes e manejo preventivo adotadas pelos citricultores paulistas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Clima irregular pode afetar lavouras no início de 2026


A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que o mês de janeiro de 2026 será marcado por irregularidade na distribuição das chuvas em grande parte do território brasileiro. De acordo com o órgão, são esperados volumes acima da média na Região Norte, no oeste do Centro-Oeste e em áreas da Região Sul, enquanto o centro-sul do Nordeste, o centro-norte do Sudeste e a porção leste do Centro-Oeste devem registrar precipitações abaixo do padrão climatológico.

Segundo o Inmet, na Região Norte, “são previstos volumes de chuva até 50 milímetros acima da média histórica” em grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e em porções do Pará. Em contrapartida, áreas como o centro-sul do Tocantins e o sul de Roraima tendem a registrar volumes próximos ou abaixo da média. No Nordeste, o prognóstico aponta chuva abaixo da média em praticamente toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco, enquanto áreas isoladas de estados como Paraíba, Alagoas e Ceará podem ter acumulados superiores ao esperado para o período.

No Centro-Oeste, a previsão indica chuvas acima da média em quase todo o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas de Goiás, ao passo que o restante da região deve apresentar volumes próximos ou inferiores à climatologia. Para o Sudeste, o Inmet projeta precipitações acima da média em grande parte de São Paulo e no sul de Minas Gerais, enquanto o sul do Espírito Santo, o centro-norte do Rio de Janeiro e extensas áreas mineiras devem enfrentar chuva abaixo da média. Já na Região Sul, os acumulados tendem a ficar até 50 milímetros acima do padrão histórico em praticamente todos os estados, com exceção do centro-oeste de Santa Catarina e do sul do Rio Grande do Sul.

Além do regime de chuvas, o Inmet aponta que as temperaturas devem permanecer acima da média em quase todo o país. Na Região Norte, as médias podem ficar até 0,6°C acima do padrão histórico, com destaque para o Tocantins, onde “é previsto um aquecimento mais intenso, com temperatura até 1°C acima da média”. No Nordeste, todos os estados devem registrar temperaturas superiores à climatologia, especialmente na Bahia, no Piauí e no sul do Maranhão. No Centro-Oeste, o maior aquecimento é esperado em áreas de Goiás, do Distrito Federal, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso. Para o Sudeste, a previsão indica elevação das temperaturas em grande parte de Minas Gerais e em áreas de São Paulo, enquanto, no Sul, os termômetros devem ficar próximos da média em Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul, com leve elevação em outras áreas da região.

O cenário climático projetado traz impactos distintos para a agricultura. Na Região Norte, as chuvas acima da média tendem a favorecer a reposição da umidade do solo, a semeadura e o desenvolvimento das culturas de primeira safra, além da recuperação das pastagens. No entanto, o aumento das temperaturas pode intensificar a evapotranspiração e elevar o risco de estresse térmico, sobretudo em áreas com previsão de chuva abaixo da média. No Nordeste, a irregularidade das precipitações deve impor desafios, especialmente em regiões onde o déficit hídrico, associado ao calor, pode comprometer lavouras de sequeiro como milho e feijão.

No Centro-Oeste, os volumes elevados de chuva previstos para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, combinados com temperaturas mais altas, tendem a favorecer os cultivos em fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, enquanto áreas de Goiás podem enfrentar restrição hídrica. No Sudeste, a previsão de chuvas acima da média em São Paulo deve contribuir para a reposição da umidade do solo e beneficiar culturas como grãos, cana-de-açúcar e café, ao passo que a escassez de chuva em Minas Gerais, Espírito Santo e no centro-norte do Rio de Janeiro pode limitar o desenvolvimento inicial das lavouras. Já no Sul, os acumulados acima da média favorecem as culturas de verão e a recuperação das pastagens, enquanto volumes menores no sul do Rio Grande do Sul tendem a beneficiar as operações de campo e o desenvolvimento do arroz irrigado.





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China e México mudam rumo das exportações brasileiras de carne bovina em 2026


Carne bovina embalada
Foto: Divulgação Iagro

Após recordes sucessivos em 2025, as exportações de carne bovina do Brasil devem enfrentar um cenário desafiador em 2026. Tanto a China como o México, que no ano passado foram grandes compradores da proteína brasileira, impuseram restrições contra o produto logo nos primeiros dias do ano.

Em vigor desde 1º de janeiro, o gigante asiático aplicou uma medida de salvaguarda contra as importações globais de carne bovina. Se o Brasil exceder a cota de 1,1 milhão de toneladas, as exportações estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%. O México, por sua vez, suspendeu a isenção total de taxa de importação para carnes bovina e suína, em uma tentativa de frear a inflação no país.

Na avaliação de especialistas do setor, a combinação das medidas tarifárias e mudanças na oferta global tende a reordenar os destinos da proteína.

Diversificação de destinos é a palavra-chave

Dos 3,51 milhões de toneladas de carne bovina embarcados entre janeiro e novembro de 2025, quase metade foram para China, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Para Fernando Iglesias, coordenador de mercados da Safras & Mercado, a dependência desse único mercado é um dos maiores desafios atuais.

“Qualquer decisão que a China tome acaba sendo bastante impactante aqui para o Brasil”, afirma. Segundo Iglesias, a busca por novos mercados já era necessária e agora se torna ainda mais estratégica.

Nesse sentido, a diversificação passa pela abertura e consolidação de destinos como Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Indonésia, Vietnã, além de ampliar a presença na União Europeia e nos Estados Unidos.

No ano passado, a articulação para ampliar acessos e reduzir barreiras, inclusive com negociações bilaterais, ajudou a manter os embarques em níveis historicamente elevados, com recordes de volume em outubro e forte presença em mercados alternativos.

Cota chinesa e sobretaxa mexicana

Apesar da preocupação inicial, o analista pondera que os efeitos da salvaguarda chinesa devem ser diluídos ao longo do ano. Nesse contexto, a cota estabelecida tende a ser totalmente preenchida apenas no terceiro trimestre.

“Isso dá algum tempo para o Brasil buscar alternativas dentro do mercado global e tentar manter um fluxo de embarques compatível”, diz Iglesias.

No caso do México, a alíquota adicional de até 25% sobre a carne bovina impacta diretamente o apetite para compras brasileiras. “É possível que a queda das importações, prevista em 6%, seja um pouco maior”, explica Hyberville Neto, diretor da HN Agro. Entre janeiro e novembro do ano passado, as exportações do Brasil para aquele mercado aumentaram mais de 200%.

O especialista também chama a atenção para mudanças estruturais no mercado mexicano, com projeções de aumento do abate e redução das exportações de gado em pé.

“O México exportou mais de 1,2 milhão de cabeças em 2024. Para 2026, a projeção é de exportação zerada”, destaca. Esse movimento, somado ao abate maior, amplia a oferta local e reduz a necessidade de importações, inclusive do Brasil.

Entretanto, Neto afirma que o efeito da medida mexicana tende a ser compensado pelos Estados Unidos, que retiraram as sobretaxas contra o mercado brasileiro após um longo período de incertezas e negociações.

Impactos no mercado brasileiro

No mercado interno, Iglesias avalia que os preços da carne bovina devem seguir elevados para o consumidor em 2026, diante do baixo poder de compra. Ainda assim, ele não descarta momentos pontuais de alívio.

“Pode haver quedas em relação ao ano passado que estimulem o consumo, mas não vejo um movimento agressivo de baixa”, afirma. Para ele, fatores como Copa do Mundo e eleições podem ajudar a sustentar a demanda, sem provocar queda contundente nos preços.

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Canal Rural pode ser nº 1 no iBest — vote e mostre a força do agro no digital!


prêmio iBest 2025
Foto: divulgação

O Canal Rural está entre os três maiores canais de agronegócio do prêmio iBest, pelo júri popular e também pelo voto academia. E agora você pode colocá-lo lá no alto, no topo dos preferidos da categoria. Acesse aqui para votar!

E o seu voto pode valer em dobro: quem segue o perfil do iBest no Instagram ou no LinkedIn tem sua escolha contabilizada duas vezes.

Contamos com seu voto até 9 de janeiro para mostrar a força do agro para todo o Brasil #canalruraltopibest.

O iBest é considerado como um dos mais importantes prêmios da internet no Brasil. Anualmente são premiados os melhores influenciadores, profissionais e empresas do mercado digital (internet, websites, redes sociais e apps, entre outros).

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Plantio de soja atinge 98,2% no Brasil; dados são da Conab


soja
Plantio de soja. Foto: divulgação

O plantio da safra de soja no Brasil chegou a 98,2% da área prevista, segundo o mais recente levantamento da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O índice representa avanço de 0,3 ponto percentual em relação à semana anterior, quando a semeadura estava em 97,9%.

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Na comparação com a média dos últimos cinco anos, estimada em 97,6%, o ritmo atual está 0,6 ponto percentual acima, indicando um andamento mais acelerado dos trabalhos no campo em relação ao padrão histórico.

Plantio de soja pelo Brasil

Entre as regiões, vários estados já concluíram integralmente o plantio da oleaginosa. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bahia e Tocantins registram 100,0% da área semeada, consolidando o encerramento dos trabalhos nessas localidades.

Na sequência aparecem os estados com índices ainda em fase final. O Maranhão apresenta 99,0% da área plantada, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul registram 96,0%, mantendo o plantio próximo da conclusão.

O Piauí é o estado com o menor percentual entre os avaliados, com 66,0% da área semeada até o momento, refletindo um ritmo mais lento em comparação às demais regiões produtoras do país.

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