terça-feira, abril 28, 2026

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Semana terá temporais no Sul com ventos acima de 70 km/h; calor predomina em outras regiões


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A semana entre 20 e 24 de abril terá mudança no padrão do tempo no país. A atuação de frente fria no Sul e áreas de instabilidade em outras regiões mantém chuva em parte do território, enquanto calor e períodos sem precipitação predominam em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Confira a previsão do tempo completa por região:

Região Sul

A manhã começa com tempo estável, mas áreas de instabilidade associadas a uma baixa pressão entre Paraguai e norte da Argentina avançam pelo Rio Grande do Sul. A chuva se espalha ao longo do dia, com pancadas no estado e avanço para o oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná.

Entre terça (21) e quarta-feira (22), a passagem de uma frente fria aumenta o risco de temporais, com possibilidade de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h no Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina próximas à divisa.

O acumulado de chuva no Rio Grande do Sul pode chegar a 70 milímetros na semana. Em Santa Catarina, os volumes variam entre 20 e 25 milímetros. No Paraná, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas no interior podem superar 33°C.

Região Sudeste

Há registro de chuva fraca no litoral do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, além de áreas de Minas Gerais. Ao longo do dia, a instabilidade permanece no Espírito Santo e no norte fluminense. Nas demais áreas, o tempo segue sem precipitação.

As temperaturas sobem, com máximas acima de 33°C no interior de São Paulo e Minas Gerais. Não há previsão de chuva significativa nos próximos dias.

As atividades no campo seguem sem interrupção. A indicação é de atenção ao uso de água diante da tendência de redução de chuvas nos próximos meses.

Região Centro-Oeste

Há pancadas de chuva no Mato Grosso desde a manhã, enquanto as demais áreas permanecem sem precipitação. Ao longo do dia, a instabilidade aumenta no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, com pancadas de intensidade moderada a forte.

Em Goiás, o tempo segue estável durante a semana. As temperaturas permanecem elevadas, com máximas de até 38°C no Mato Grosso do Sul e acima de 32°C em Goiás.

Os volumes de chuva no Mato Grosso variam entre 30 e 40 milímetros, com distribuição irregular.

Região Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e de sistemas atmosféricos mantém instabilidade no litoral da Bahia e entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco. Ao longo do dia, a chuva avança para Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.

Os volumes previstos ficam entre 30 e 40 milímetros em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e partes da Bahia.

No sudoeste da Bahia, não há previsão de chuva significativa, e as temperaturas podem chegar a 36°C.

Região Norte

A instabilidade predomina em grande parte da região, com chuva no Amazonas, Pará, Rondônia, Acre e Roraima. A ZCIT mantém atuação no Amapá e no norte do Pará.

As pancadas se intensificam ao longo do dia, com registro de volumes entre 60 e 70 milímetros na semana.

No sul do Tocantins, o tempo segue sem chuva significativa, com temperaturas acima de 33°C.

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O Brasil no escuro: o projeto de poder que atropela a nação


Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes em Brasília
Palácio do Planalto na Praça dos Três Poderes em Brasília | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As manchetes revelam as munições de Lula e Flávio Bolsonaro: de um lado, a pecha de submissão externa; de outro, ataques sobre economia e segurança. Enquanto escolhem armas, o Brasil assiste a um espetáculo de táticas de guerra que ignora o palco principal: o futuro do país.

Vivemos a institucionalização do “voto contra”, onde o aniquilamento do adversário substitui o plano de governo

A polarização atual não busca desenvolvimento, mas projetos de poder que se alimentam do conflito. Sem propostas para a reforma do Estado ou inserção numa geopolítica global instável, o país mergulha em um vácuo de ideias.

A “política do fígado” tem um custo: o choque inevitável com a realidade financeira. O sistema econômico não sobrevive de narrativas. A desconfiança popular afugenta investimentos e gera paralisia. Como atrair confiança se os líderes preferem vasculhar o passado do rival a projetar o futuro do cidadão?

Enquanto o mundo joga xadrez geopolítico, os candidatos perdem-se em um narcisista jogo de espelhos

Essa incapacidade de formular um projeto de nação nos empurra para incertezas gravíssimas. Se a eleição de 2026 se resumir a quem “errou menos”, teremos um vencedor nas urnas, mas uma nação derrotada. O Brasil precisa de um projeto que sobreviva à posse, mas o projeto de poder segue vencendo por WO.

A conclusão do abismo

O que assistimos é uma negligência criminosa com o destino de 200 milhões de brasileiros. Ao priorizarem ataques pessoais, Lula e Flávio assinam um pacto de mediocridade que condena o país à estagnação e irrelevância. A conta chegará sob a forma de inflação e atraso. Se a política não produzir algo maior que o ódio, continuaremos sendo um gigante anestesiado por líderes que têm horror ao futuro, pois o futuro exige competência, não apenas retórica de palanque.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Após deixar avicultura por 15 anos, família de produtores retorna ao setor e amplia negócios em SC


A família Michels, de Nova Veneza (SC), retornou à avicultura após uma pausa significativa, demonstrando que recomeçar pode ser uma estratégia inteligente para o crescimento no campo. Com mais de cem anos de ligação com a mesma propriedade, a família passou por ciclos de produção de fumo, leite, milho e arroz, mas encontrou na avicultura a chave para modernizar seu legado de cinco gerações.

A família iniciou sua primeira experiência na avicultura em 2006, mas foi apenas em 2021 que deu início a um projeto robusto, com três aviários climatizados que abrigam 126 mil aves por lote. O investimento não se restringiu ao financeiro, mas também incluiu a experiência técnica de Rudnei Michels, que trouxe para a propriedade 22 anos de vivência no setor.

Modelo de gestão e divisão de funções

Rudnei Michels aplicou seu conhecimento no manejo de ambiência e na gestão dos controladores, enquanto Robson Michels lidera a rotina prática e o manejo direto dos galpões. Essa clara divisão de funções é fundamental para manter altos índices de eficiência, garantindo que o ambiente controlado dos aviários proporcione a previsibilidade frequentemente ausente nas lavouras a céu aberto.

A relação entre os irmãos é baseada em confiança, um ativo essencial para o sucesso do empreendimento. “A confiança é o nosso principal ativo”, afirmam, destacando a importância do diálogo aberto com a integradora e o cumprimento rigoroso das orientações técnicas.

Foco na continuidade e planejamento futuro

O retorno à avicultura não é apenas um negócio lucrativo, mas um projeto de continuidade que visa modernizar a propriedade centenária e torná-la competitiva no cenário nacional. Os irmãos já planejam novos núcleos de produção, aproveitando a área disponível para expandir a escala, sempre com o rigor técnico que os trouxe até aqui.

Segundo Rudnei e Robson, o sucesso no campo em Nova Veneza é resultado de paciência e preparação. O recomeço em 2021 provou que a união entre a tradição familiar e uma visão moderna da indústria é a fórmula ideal para manter a família unida e próspera. O futuro da família Michels está agora entre galpões climatizados, com a certeza de que a avicultura é o caminho para as próximas gerações.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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AgroNewsPolítica & Agro

Publicação propõe alternativas à dependência da soja no biodiesel


O IDR-Paraná lançou, durante a ExpoLondrina 2026, o livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, em evento realizado na Arena Futuro do Pavilhão SmartAgro na última quinta-feira (16). A publicação reúne a contribuições de 38 pesquisadores, e apresenta informações voltadas à diversificação da produção, sustentabilidade e geração de renda no meio rural.

Segundo a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, “Este lançamento é fruto de um esforço coletivo que integra pesquisa, extensão e parcerias institucionais. Mais do que um compêndio técnico, oferece caminhos concretos para o fortalecimento das cadeias produtivas de oleaginosas”. Ela acrescentou que “Com certeza, vai se tornar um manual prático para técnicos e produtores interessados em diversificar a produção no Estado”. O livro resulta de um projeto conduzido pela instituição por mais de sete anos, que avaliou a aptidão agronômica de dez espécies oleaginosas nas condições de solo e clima do Paraná.

A obra detalha aspectos botânicos e fisiológicos das culturas, além de práticas de manejo como adubação, controle de pragas e doenças, zoneamento agrícola e colheita, fatores que impactam o rendimento de óleo. Também aborda a cadeia produtiva, incluindo qualidade dos óleos, processos de extração e o aproveitamento de coprodutos, como tortas e farelos, utilizados na alimentação animal conforme critérios técnicos.

De acordo com os autores, “A dependência da cadeia de soja para a produção de biodiesel demonstra baixa sustentabilidade na matriz energética. O desafio é ampliar o leque de oleaginosas, respeitando as condições regionais”. O diagnóstico apresentado aponta que, em 2021, cerca de 71,4% do biodiesel nacional foi produzido a partir do óleo de soja.

A publicação apresenta alternativas técnicas para diferentes regiões do estado, considerando clima, solo e sistemas de produção. Culturas como canola e girassol são indicadas como opções para o período de inverno, contribuindo para a rotação de culturas e para a qualidade do solo.

O Brasil figura entre os maiores produtores mundiais de biodiesel, com produção de 9,8 bilhões de litros em 2025, impulsionada por políticas públicas como o PNPB. No Paraná, a produção gira em torno de 2,3 bilhões de litros anuais, com crescimento associado à ampliação da demanda por matéria-prima. Dados da obra indicam ainda a expansão do cultivo de canola no estado, com área próxima de 8 mil hectares na safra de inverno, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste. No cenário global, a produção de óleos vegetais supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e dendê, e o livro está disponível para aquisição no site do IDR-Paraná.





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Após deixar avicultura por 15 anos, família de produtores retornar ao setor e amplia negócios em SC


A família Michels, de Nova Veneza (SC), retornou à avicultura após uma pausa significativa, demonstrando que recomeçar pode ser uma estratégia inteligente para o crescimento no campo. Com mais de cem anos de ligação com a mesma propriedade, a família passou por ciclos de produção de fumo, leite, milho e arroz, mas encontrou na avicultura a chave para modernizar seu legado de cinco gerações.

A família iniciou sua primeira experiência na avicultura em 2006, mas foi apenas em 2021 que deu início a um projeto robusto, com três aviários climatizados que abrigam 126 mil aves por lote. O investimento não se restringiu ao financeiro, mas também incluiu a experiência técnica de Rudnei Michels, que trouxe para a propriedade 22 anos de vivência no setor.

Modelo de gestão e divisão de funções

Rudnei Michels aplicou seu conhecimento no manejo de ambiência e na gestão dos controladores, enquanto Robson Michels lidera a rotina prática e o manejo direto dos galpões. Essa clara divisão de funções é fundamental para manter altos índices de eficiência, garantindo que o ambiente controlado dos aviários proporcione a previsibilidade frequentemente ausente nas lavouras a céu aberto.

A relação entre os irmãos é baseada em confiança, um ativo essencial para o sucesso do empreendimento. “A confiança é o nosso principal ativo”, afirmam, destacando a importância do diálogo aberto com a integradora e o cumprimento rigoroso das orientações técnicas.

Foco na continuidade e planejamento futuro

O retorno à avicultura não é apenas um negócio lucrativo, mas um projeto de continuidade que visa modernizar a propriedade centenária e torná-la competitiva no cenário nacional. Os irmãos já planejam novos núcleos de produção, aproveitando a área disponível para expandir a escala, sempre com o rigor técnico que os trouxe até aqui.

Segundo Rudnei e Robson, o sucesso no campo em Nova Veneza é resultado de paciência e preparação. O recomeço em 2021 provou que a união entre a tradição familiar e uma visão moderna da indústria é a fórmula ideal para manter a família unida e próspera. O futuro da família Michels está agora entre galpões climatizados, com a certeza de que a avicultura é o caminho para as próximas gerações.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Seca extrema se mantém estável e afeta leste do Ceará


Segundo o governo do estado do Ceará, o mais recente mapa do Monitor de Secas, na categoria de Seca Relativa Máxima (SRM), indica que o cenário de maior severidade da estiagem no estado manteve-se praticamente estável entre fevereiro e março. A seca extrema segue atingindo 13,79% do território, com maior concentração na porção leste, especialmente na região Jaguaribana e em municípios do litoral, como Aracati.

Ao todo, 36 municípios cearenses registram condição de seca extrema, caracterizada por perdas de culturas e pastagens, além de escassez de água ou restrições no abastecimento, conforme dados do Monitor de Secas.

Apesar da estabilidade na seca extrema, houve alterações nas demais categorias. A seca grave recuou de 30,2% em fevereiro para 24,26% em março, enquanto a seca fraca avançou de 8,88% para 15,13% no período. A condição de seca moderada permaneceu praticamente estável, sem variações relevantes, de acordo com o Monitor de Secas.

A análise considera a metodologia da Seca Relativa Máxima (SRM), que representa, para cada município, a condição mais intensa de seca registrada no mês de referência. O Monitor de Secas informa que, diferentemente de outros indicadores, a SRM não avalia a continuidade do fenômeno ao longo do tempo, funcionando como um retrato espacial da severidade observada no período. Para identificar se a seca possui características de curto prazo, longo prazo ou ambas, é necessário consultar o mapa completo disponível na página principal do sistema.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular da situação da estiagem, com resultados divulgados por meio de mapas mensais. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, instituição central no processo, são analisadas informações com indicadores de curto e longo prazo para verificar a evolução ou atenuação do fenômeno no território brasileiro.

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o mapa é produzido com base no compartilhamento de informações e na convergência de evidências sobre a seca e seus impactos. O sistema utiliza fontes variadas de dados provenientes de redes de monitoramento meteorológico, hidrológico e agrícola, além de contar com o apoio de observadores locais.





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Peixe SP alerta para os perigos econômicos e sanitários da importação de tilápia do Vietnã


A importação de tilápia do Vietnã segue ameaçando a piscicultura brasileira. “Um dos sinais de alerta está na economia. A tilápia importada chega ao Brasil com preços significativamente mais baixos por não ter de lidar com a carga tributária que enfrentamos, exigências ambientais rigorosas e custos extremamente elevados com ração, energia e licenciamento”, explica Marilsa Patricio, executiva da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Peixe SP).

Em três meses, foram importadas mais de 3.500 toneladas de tilápia do Vietnã. Outro sinal de alerta é a queda do preço pago ao produtor brasileiro, que passa a sofrer com margens ainda mais apertadas e aumento da oferta de maneira exponencial, o que pressiona ainda mais o mercado e inviabiliza pequenos e médios piscicultores.

Também é preocupação o alto risco sanitário devido à possível disseminação do Tilápia Lake Vírus (TiLV). “Historicamente, o Vietnã sofre com o TiLV, que pode causar até 90% de mortalidade dos peixes. Nós não temos esse vírus em nosso país e a importação de tilápia com origem desconhecida pode colocar em risco décadas de controle sanitário em um dos setores que mais crescem entre as proteínas animais no Brasil”, destaca Marilsa Patrício.

Além dos impactos econômicos e sanitários, a importação de tilápia não tem fundamento em termos produtivos. O Brasil é o quarto maior produtor da espécie no mundo, com mais de 700 mil toneladas por ano. Em dez anos, a oferta interna cresceu mais de 58%, resultado dos investimentos cada vez maiores em tecnologia, genética, gestão e processamento. “A continuidade da importação coloca em risco o contínuo desenvolvimento da piscicultura nacional e pode resultar em redução crítica de investimentos”.

Os impactos sociais são tão devastadores quanto os demais. A maioria dos produtores de tilápia no Brasil são de pequeno ou médio porte. A piscicultura é responsável pela geração de renda, empregos e desenvolvimento de áreas rurais. “Permitir a importação representa dificultar a sobrevivência das propriedades e enfraquecer o cooperativismo, colocando em xeque milhares de famílias”.

Por fim, a Peixe SP indica ao consumidor que verifique a procedência do filé que está comprando. “Essa é uma forma de zelarmos pela indústria brasileira, bem como pelos empregos, economia e toda a cadeia produtiva da piscicultura”, finaliza Marilsa.

 





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Atuação conjunta combate a vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá


A atuação conjunta entre pesquisa científica e conhecimento tradicional tem sido apontada como estratégia para enfrentar a vassoura-de-bruxa da mandioca em terras indígenas de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A Embrapa realiza experimentos e ações de transferência de tecnologia em parceria com agricultores indígenas, que, segundo a instituição, foram os primeiros a identificar os sintomas da doença no país.

A praga foi registrada inicialmente em roças indígenas no município de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, e é causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae. A ocorrência está restrita aos estados do Amapá e do Pará, sendo classificada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como praga quarentenária presente.

Desde a confirmação da doença, equipes da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura realizam visitas técnicas às aldeias, onde mantêm experimentos em roças de mandioca. O objetivo, segundo as instituições, é identificar cultivares com resistência ou tolerância ao fungo, considerando as condições locais de cultivo e os modos de vida das comunidades indígenas.

Recentemente, os trabalhos foram conduzidos em áreas experimentais nas aldeias Tukay, Kariá e Galibi. O pesquisador Saulo Oliveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, afirmou que os experimentos envolvem 210 genótipos distintos de mandioca. “A intenção é verificar o comportamento frente à doença. Aqui in loco a gente consegue ver alguns sintomas. Então, a gente procura sintomas associados à vassoura-de-bruxa da mandioca, um sintoma chamado de roseta por exemplo, e seguimos procurando plantas que sejam resistentes à doença e com isso desenvolver a parte de melhoramento genético”. O pesquisador acrescentou que são avaliados aspectos como incidência, ocorrência e severidade do fungo.

O analista da Embrapa Amapá, Jackson dos Santos, destacou a participação dos produtores indígenas nos experimentos. Segundo ele, além das atividades em campo, os agricultores contribuem com observações e indicam variedades com melhor desempenho, que passam por validação científica para verificar produtividade e resistência à doença.

Por meio do TED Indígena, termo vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a Embrapa desenvolve ações de pesquisa e transferência de tecnologia voltadas à redução da dispersão do fungo. Parte dos recursos foi destinada à instalação de uma câmara térmica no Centro de Formação dos Povos Indígenas de Oiapoque, tecnologia utilizada para eliminar patógenos e multiplicar mudas sadias, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas e para a segurança alimentar das comunidades. O evento contou com a presença do então superintendente do MDA no estado, Van Vilhena.

O agente ambiental indígena Gilmar Nunes André, do povo Galibi Marworno e morador da Terra Indígena Juminã, afirmou que a expectativa é ampliar a produção de mudas tratadas. “Vai ser multiplicado de quatro em quatro meses, porque cresce rápido, e 120 dias depois (de iniciado o ciclo da termoterapia na câmara), as mudas poderão ser plantas na roça”.

O programa também prevê capacitações para diversificação da produção agrícola entre os produtores indígenas. Na Aldeia do Manga, por exemplo, foi realizado um Dia de Campo voltado ao cultivo de banana, com orientações sobre manejo, controle de pragas e práticas de pós-colheita.

A execução do TED Indígena envolve a participação de produtores, Agentes Ambientais Indígenas de Oiapoque, além de instituições como a Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária no Amapá, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá, o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena e a Prefeitura de Oiapoque.





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Milho reage em Chicago após queda semanal



Guerra mantém volatilidade no milho



Foto: Agrolink

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário referente à semana de 10 a 16 de abril, publicada nesta quinta-feira (16), a cotação do milho em Chicago Board of Trade apresentou leve recuperação após recuo ao longo da semana. O primeiro contrato fechou o dia a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,44 registrados uma semana antes.

De acordo com a Ceema, até 12 de abril o plantio do milho nos Estados Unidos alcançava 5% da área prevista, dentro do limite mínimo das expectativas do mercado e acima da média histórica de 4% para o período.

Ainda segundo a Ceema, os embarques de milho dos Estados Unidos, na semana encerrada em 9 de abril, somaram 1,8 milhão de toneladas, elevando o volume acumulado no ano comercial para 50,2 milhões de toneladas, o que representa alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A análise aponta que, com condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, há pressão sobre os preços, mesmo diante da possibilidade de redução da área semeada. A Ceema ressalta que a continuidade da guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade do mercado e que os agentes passam a considerar a possibilidade de uma área plantada maior do que a indicada no relatório de intenção de plantio divulgado em 31 de março.


 





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Ciclone e chuvas de até 100 mm marcam o fim de semana


De acordo com informações do Meteored, a atuação de um ciclone, a entrada de ar frio e a previsão de chuvas volumosas devem marcar o fim de semana no Brasil, com estados em alerta nos próximos dias.

Segundo a Meteored, a segunda quinzena de abril começou com chuvas na Região Norte, mudança no tempo em áreas do Sul e Sudeste e temperaturas elevadas no Brasil Central. Para o fim de semana, a previsão indica acumulados próximos de 100 mm em algumas regiões, além da influência de uma massa de ar frio em parte do país.

A análise aponta que, mesmo se afastando do território nacional, o ciclone seguirá influenciando o tempo por meio da circulação atmosférica. A Meteored destaca ainda que uma massa de ar frio deve avançar pelo continente, provocando queda nas temperaturas, especialmente no Sul do Brasil.

Para o sábado (18), a previsão indica predomínio de sol no centro-sul do país, com aumento de nebulosidade no Sudeste devido ao avanço de uma frente fria. As pancadas de chuva devem ocorrer de forma isolada no leste da região ao longo da tarde.

A Meteored informa que as atenções se concentram no Norte e no Nordeste, onde a atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte de umidade e a formação de nuvens carregadas.

Ainda no sábado (18), há previsão de chuvas fortes entre Pernambuco e o Amapá, além de alertas para áreas do Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso, com risco de transtornos associados às precipitações intensas.

Em relação às temperaturas, a Meteored aponta que a massa de ar frio deve provocar queda nos termômetros no Sul do Brasil, com maior impacto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina durante o amanhecer. No território gaúcho, as mínimas variam entre 11°C e 18°C, enquanto na Serra Catarinense os valores podem ficar abaixo de 10°C. Nas demais regiões, as temperaturas mínimas permanecem mais elevadas.

Para o domingo (19), a previsão indica mudança na direção dos ventos no centro-sul do país, associada ao deslocamento do ciclone em direção ao Oceano Atlântico. Esse padrão favorece a entrada de ar mais seco no interior, reduzindo a formação de nuvens.

Por outro lado, no Norte e no Nordeste, a Meteored aponta que os ventos devem intensificar o transporte de ar quente e úmido, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas.

A previsão indica acumulados que podem se aproximar de 100 mm ou até superar esse volume em áreas pontuais dessas regiões, o que mantém o alerta para possíveis transtornos.

Nas capitais nordestinas, onde as chuvas vêm ocorrendo de forma recorrente, a Meteored ressalta que o solo já se encontra saturado, o que aumenta o risco de alagamentos diante de novos episódios de precipitação intensa.

 





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