quinta-feira, abril 23, 2026

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Exportação do farelo de soja bate recorde do mês de março, diz Cepea


soja
Foto: Mateus Dias / Aprosoja MT

O mercado internacional de soja seguiu sustentado na última semana. O grão e o farelo mantiveram trajetória de alta, impulsionados pela demanda, enquanto o óleo registrou desvalorização, acompanhando a queda nos preços do petróleo nos últimos dias.

Com o recuo do petróleo, a competitividade do biodiesel diminui, reduzindo a demanda pelo óleo de soja e pressionando as cotações.

No Brasil, segundo o Cepea, os preços tiveram queda. A grande oferta e o recuo do dólar impactaram nos valores . Esse tipo de cenário reduz a competitividade de exportações da soja brasileira.

De acordo com dados da Secex, a exportação do grão de soja chegou em 14,51 milhões de toneladas em março, números que dobraram em relação a fevereiro, porém 0,96% abaixo da quantidade registrada em 2025 no mesmo período. Em relação ao farelo, foram embarcados cerca de 1,92 milhão de toneladas do produto, recorde para o mês.

O cenário do óleo no terceiro mês do ano é um pouco diferente, visto que as quantidades sofreram queda de 13,02% em relação a fevereiro. Pesquisadores do Cepea relatam que esse contexto é reflexo de pouca demanda vinda de países como índia e Uruguai e da ausência da China.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Preço do boi gordo se mantém em alta após atingir maior nível desde 1997, diz Cepea


preço boi

Após atingir o maior nível da série histórica desde 1997 na última quinta-feira (9), o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq se manteve elevado e fechou a semana na sexta-feira (10) com média de R$ 365,60, alta de 1,20% em relação à semana anterior.

Nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as cotações superaram os R$ 350 por arroba ao longo da semana. Em Mato Grosso do Sul, as médias giraram em torno de R$ 350, com destaque para a praça de Três Lagoas, que registrou valorização de 3,45%, com negócios chegando a R$ 360.

Já em Mato Grosso, os preços também avançaram, com médias acima de R$ 350. A maior variação foi observada em Colíder, com alta de 3,10% e média de R$ 351.

São Paulo tem menor liquidez, mas preços se mantêm

No estado de São Paulo, a liquidez foi mais limitada na última sexta-feira (10), com parte dos compradores e pecuaristas fora do mercado. Ainda assim, os preços se mantiveram estáveis, com negociações no intervalo de R$ 365 a R$ 375 por arroba.

O mercado de reposição também apresentou aquecimento. Leilões realizados na semana passada registraram venda total dos lotes, com preços firmes. As condições climáticas favoráveis às pastagens e a demanda ativa durante o outono contribuíram para sustentar o movimento.

Carne bovina sobe no atacado

No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne bovina também avançaram. A carcaça casada registrou média de R$ 25,09 por quilo à vista, alta de quase 2% na semana. O boi equivalente foi estimado em R$ 376,35.

Segundo agentes do setor, o consumo interno e as exportações seguem em bom ritmo, o que contribui para sustentar as cotações.

Mercado inicia semana com viés firme

O cenário indica continuidade do viés firme no curto prazo. Com escalas ainda enxutas, demanda ativa e preços sustentados em diferentes elos da cadeia, o mercado do boi gordo inicia a nova semana com expectativa de manutenção do ritmo observado nos últimos dias.

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AgroNewsPolítica & Agro

Insetos ameaçam lavouras e nova solução promete reação



O produto também passa a integrar o portfólio contra lagarta-do-cartucho


O  produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho
O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho – Foto: Divulgação

As culturas de milho e algodão cultivadas após a safra de soja enfrentam desafios relevantes ao longo do ciclo produtivo, especialmente em relação ao controle de insetos-praga que comprometem o rendimento das lavouras. Em cenários de manejo inadequado, essas ameaças podem provocar perdas significativas, afetando diretamente a produtividade.

Nesse contexto, a Syngenta lança o inseticida INVENCIS®, desenvolvido com a tecnologia PLINAZOLIN®, com foco no controle ampliado de pragas e no aumento da eficiência produtiva. Ensaios realizados com o produto indicaram ganhos de até 36 sacas por hectare no milho em comparação a outros manejos. A formulação reúne dois ativos complementares, permitindo o controle simultâneo de diferentes pragas, como lagartas, percevejos, ácaros, cigarrinha, tripes e bicudo, com ação rápida e efeito residual prolongado.

O produto também passa a integrar o portfólio de soluções voltadas ao controle da lagarta-do-cartucho, ampliando o espectro de atuação e apresentando desempenho superior em condições de alta pressão quando comparado a inseticidas disponíveis no mercado. No algodão, o inseticida atua no manejo do bicudo-do-algodoeiro e de ácaros, reduzindo danos em estruturas reprodutivas e contribuindo para maior retenção de botões e maçãs.

Resultados obtidos em duas safras apontaram menor incidência de danos e redução do abortamento floral, além de maior estabilidade produtiva em relação a tratamentos convencionais. A tecnologia também oferece flexibilidade de aplicação e contribui para interromper o ciclo das pragas com rapidez.

Segundo a empresa, o lançamento é resultado de investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento e busca ampliar a previsibilidade e a proteção do potencial produtivo. O produto estará disponível na próxima temporada comercial e faz parte da estratégia de inovação voltada à agricultura tropical.

 





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Conflito no Oriente Médio reduz exportações para o Golfo e impacta compra de fertilizantes


guerra no Oriente Médio
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A queda nas importações de fertilizantes e o recuo nas exportações de produtos agropecuários para os países do Golfo já refletem os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre, as compras de fertilizantes vindos da região caíram 51,35%, enquanto as exportações ao bloco recuaram 31,47% apenas em março.

A região do Golfo responde por cerca de 10% dos fertilizantes importados pelo Brasil e concentra mercados relevantes para produtos como carne, frango e açúcar, o que amplia o sinal de alerta para o setor.

Exportações caem em março, mas acumulado ainda é positivo

O impacto mais direto aparece nos dados de março. As exportações brasileiras para o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) somaram US$ 537,11 milhões no mês, com queda de 31,47% na comparação anual.

Apesar disso, o desempenho no acumulado do trimestre ainda é positivo. De janeiro a março, as vendas cresceram 8,14%, alcançando US$ 2,41 bilhões.

Estreito de Ormuz trava fluxo e interrompe alta

Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o fechamento do Estreito de Ormuz foi determinante para a retração das exportações.

A restrição ao acesso a portos estratégicos interrompeu uma trajetória de crescimento observada no início do ano, quando as vendas vinham em alta frente a 2025.

Agro lidera exportações e concentra impactos

O agronegócio responde por cerca de 75% das exportações brasileiras ao Golfo e foi diretamente afetado.

No mês de março, o setor registrou queda de 25,38%, embora ainda acumule alta de 6,8% no trimestre, com US$ 1,44 bilhão exportado.

Entre os principais produtos:

  • Frango: queda de 13,80% em março; leve recuo no trimestre (-2,32%)
  • Açúcar: baixa de 43,37% no mês; alta de 26,41% no ano
  • Carne bovina: alta de 23,87% em março; avanço de 65,29% no trimestre
  • Milho: queda de 99,96% no mês; recuo de 5,8% no acumulado
  • Café: alta de 34,24% em março; avanço de 64,3% no trimestre

Fertilizantes entram no radar do agro

Além das exportações, o recuo nas importações de fertilizantes aumenta a preocupação com custos e oferta de insumos.

A queda de 51,35% no trimestre ocorre em um momento de instabilidade logística e pode pressionar o planejamento da próxima safra, caso o cenário persista.

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Petróleo dispara e bolsas globais caem com ameaça de novo bloqueio do Estreito de Ormuz


Ilustração gerada por IA para o Canal Rural

As bolsas globais iniciam a semana em queda, após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã e o aumento das tensões no Estreito de Ormuz. O movimento é acompanhado por forte alta do petróleo e maior aversão ao risco entre investidores.

Na Europa, os principais índices operam no vermelho, refletindo o agravamento do cenário geopolítico. O recuo ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a possibilidade de bloqueio marítimo envolvendo portos iranianos.

Segundo analistas, o avanço dos preços do petróleo reacendeu temores de um choque estagflacionário global, pressionando simultaneamente ações e títulos.

Ásia fecha sem direção única, com pressão do petróleo

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, mas com predominância de quedas. O aumento das tensões no Oriente Médio e a disparada do petróleo influenciaram o humor dos investidores.

Índices como o Nikkei (Japão), Hang Seng (Hong Kong) e Kospi (Coreia do Sul) registraram perdas, refletindo a redução da exposição a ativos de risco. Já a Bolsa de Xangai apresentou leve alta, sustentada por fatores internos.

O petróleo chegou a avançar mais de 7% nos mercados internacionais, impulsionado pela possibilidade de bloqueio no Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de energia.

Futuros em Wall Street recuam com risco geopolítico

Nos Estados Unidos, os índices futuros também operam em queda nesta segunda-feira, indicando abertura negativa em Wall Street.

O movimento reflete a cautela dos investidores diante do aumento das tensões entre Washington e Teerã e da possibilidade de interrupções no fluxo marítimo na região.

A ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz, aliada ao fracasso das negociações diplomáticas, reforça o ambiente de incerteza e reduz o apetite por risco.

Petróleo dispara e mercado volta foco para geopolítica

Com o impasse nas negociações e a escalada das tensões, o mercado de petróleo voltou a concentrar atenção na geopolítica.

O Estreito de Ormuz, responsável por uma parcela relevante do transporte global de petróleo e insumos estratégicos, volta ao centro das preocupações. O risco de interrupção no fluxo reforça a volatilidade e pressiona ativos ao redor do mundo.

Analistas destacam que o cenário evidencia que o risco na região deixou de ser pontual e passou a ser estrutural, com potencial de impacto prolongado sobre a economia global.

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Lula e Flávio Bolsonaro: empatados e sem planos


A fotografia da sucessão presidencial tirada pelo Datafolha neste último final de semana não traz apenas números. Ela confirma um diagnóstico clínico da política brasileira: o país permanece cindido em dois blocos de concreto armado.

A poucos meses da eleição de outubro, o cenário de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (46%) e o senador Flávio Bolsonaro (43%) configura um empate técnico rigoroso.

O que mais salta aos olhos é a asfixia de qualquer alternativa de centro. A chamada “terceira via” segue sem oxigênio para romper a barreira dos dois dígitos.

Votos consolidados e o teto de vidro

A análise atuarial dos dados mostra que não estamos diante de uma flutuação comum de pré-campanha. Os votos de ambos os candidatos estão cristalizados naquilo que os estatísticos chamam de “margem consolidada”.

  • Flávio Bolsonaro: Herdou quase integralmente o espólio eleitoral do pai, mantendo o patamar histórico do bolsonarismo.
  • Lula: Enfrenta um desafio de conexão. Embora a máquina pública insista nos benefícios sociais, o presidente parece falar apenas para sua própria bolha.
  • Rejeição: Os índices seguem altos para ambos (48% para Lula e 46% para Flávio). O eleitor parece escolher o “menos pior” de seu espectro ideológico.

O “vácuo” econômico e o medo do debate

Para o mercado e para o setor produtivo, o cenário é de espera e cautela. Flávio Bolsonaro, embora consolidado como o nome da direita, ainda carece de um projeto econômico estruturado.

O senador evita fixar um nome para o Ministério da Economia. Ele teme que a antecipação abra espaço para debates técnicos que possam causar desgaste antes da hora. Essa indefinição impede que o mercado analise a viabilidade de sua futura política fiscal.

Lula navega em uma gestão com resultados pontuais, mas sem o “tempero” necessário para mobilizar novos eleitores. A insistência em fórmulas antigas de assistencialismo gera uma sensação de estagnação, mantendo a disputa em aberto.

O Datafolha indica que a eleição de 2026 será decidida no detalhe e na economia real. Sem espaço para uma terceira via, o Brasil caminha para uma das disputas mais acirradas de sua história recente.

O vencedor será quem conseguir, até outubro, definir com mais clareza como pretende gerir o bolso do brasileiro, expondo-se ao debate que o país exige.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Exportações do Brasil para os EUA caem e atingem menor participação desde 1997


Empresa suspende aceitação de reservas de cargas para sete países do Oriente Médio
Foto: Wikimedia Commons

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda no primeiro trimestre de 2026 e atingiram o menor nível de participação na série histórica iniciada em 1997. No período, os embarques somaram US$ 7,8 bilhões, recuo de 18,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Com o resultado, os Estados Unidos passaram a responder por 9,5% das exportações do Brasil, segundo levantamento da Amcham Brasil.

Participação dos EUA recua mesmo com crescimento global

O desempenho contrasta com o avanço das exportações brasileiras para outros mercados. No mesmo período, as vendas externas totais do país cresceram 3,5%, com destaque para parceiros como China e União Europeia.

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos, que inclui exportações e importaçõe, somou US$ 17 bilhões no trimestre, queda de 14,8%. Apesar do recuo, os EUA seguem como o segundo principal parceiro comercial do Brasil.

Queda atinge indústria, agro e setor extrativo

A retração das exportações para o mercado americano foi generalizada entre os setores.

  • Indústria de transformação: -14,2%
  • Indústria extrativa: -39,1%
  • Agropecuária: -34,4%

As exportações industriais totalizaram US$ 6,6 bilhões e foram impactadas principalmente por tarifas aplicadas a produtos de maior valor agregado.

Março indica desaceleração da queda

Apesar do resultado negativo no trimestre, os dados de março mostram sinais de melhora.

As exportações para os Estados Unidos recuaram 9,1% no mês, ritmo menor que o observado no acumulado do trimestre. Entre os principais produtos exportados, 7 dos 10 itens registraram crescimento.

Os destaques foram:

  • Petróleo bruto: +321%
  • Aeronaves: +85,8%
  • Máquinas elétricas: +73,4%

As exportações de produtos sem sobretaxas cresceram 15,1% em março, movimento associado, em parte, à redução de tarifas após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no fim de fevereiro.

Tarifas continuam pressionando comércio bilateral

As sobretaxas seguem como fator central para o desempenho das exportações brasileiras, especialmente no setor industrial.

Atualmente, cerca de 45% dos produtos brasileiros entram no mercado americano sem tarifas adicionais, enquanto o restante ainda enfrenta barreiras.

Levantamento da Amcham indica que 86% das empresas demonstram preocupação com o risco de novas restrições comerciais, refletindo incerteza no ambiente de negócios.

Importações também recuam

As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos somaram US$ 9,2 bilhões no trimestre, queda de 11,1%.

O recuo foi concentrado principalmente em máquinas e petróleo. Excluindo esses itens, o fluxo de importações apresentou maior estabilidade.

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Semana começa com chuva e calor em boa parte do país


A segunda-feira (13) começa com redução das instabilidades no Sul do Brasil, enquanto áreas do Centro-Oeste e Norte seguem com chuva mais intensa. No Sudeste e Nordeste, a previsão indica variação entre tempo firme e pancadas isoladas.

Sul: chuva fraca e avanço do tempo firme

As instabilidades diminuem na região Sul ao longo do dia. Pela manhã, há chance de chuva fraca no litoral e em pontos isolados do interior do Rio Grande do Sul.

Entre o fim da manhã e a tarde, as precipitações voltam a ganhar força no estado gaúcho e também atingem áreas do Paraná e de Santa Catarina, especialmente nas faixas litorâneas e regiões leste e oeste. Mesmo assim, os volumes tendem a ser baixos, com intensidade fraca a moderada.

Nas demais áreas da região, o tempo segue firme, com sol entre nuvens.

As temperaturas sobem na metade oeste da região e no norte do Paraná. Já no sul e interior do Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina, os termômetros ficam mais amenos.

Sudeste: tempo firme predomina, mas há risco de pancadas

No Sudeste, o dia começa com tempo estável na maior parte da região.

Há possibilidade de chuva fraca no litoral do Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro pela manhã, influenciada pela umidade marítima. No interior de Minas Gerais, incluindo o Triângulo e o nordeste do estado, a umidade também favorece pancadas isoladas.

Durante a tarde, as chuvas se intensificam no Espírito Santo, norte fluminense e nordeste mineiro, ainda com volumes moderados.

Já no interior de São Paulo, especialmente no norte e noroeste, há risco de chuva moderada a forte devido à atuação de um cavado em níveis médios da atmosfera.

As temperaturas sobem na maior parte da região, mas o clima segue mais ameno no litoral e em áreas do leste paulista e de Minas Gerais.

Centro-Oeste: calor e risco de temporais isolados

O Centro-Oeste registra aumento das instabilidades ao longo do dia.

Desde a manhã, há pancadas de chuva em Mato Grosso, Goiás e no noroeste de Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada a forte em alguns pontos.

À tarde, a combinação de calor, umidade e sistemas meteorológicos intensifica as chuvas. Há previsão de temporais isolados no sul e oeste de Mato Grosso, centro-sul de Goiás e em grande parte de Mato Grosso do Sul.

No Distrito Federal e em parte de Goiás, o tempo segue mais firme.

As temperaturas sobem e o calor ganha força na região.

Nordeste: litoral segue em alerta para chuva

No Nordeste, a chuva se concentra principalmente no litoral.

Desde cedo, há precipitações no litoral da Bahia e entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, influenciadas por sistemas atmosféricos como os distúrbios ondulatórios de leste.

A Zona de Convergência Intertropical mantém instabilidades no norte da região, incluindo Maranhão e Ceará.

Ao longo do dia, a chuva se espalha por Maranhão, norte do Piauí e parte do Ceará, mantendo o alerta para acumulados mais elevados.

Já em estados como Pernambuco, Alagoas e Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca. Nas demais áreas, o tempo segue firme com sol entre nuvens.

As temperaturas aumentam e o calor predomina à tarde.

Norte: chuva forte e tempo abafado

A região Norte segue com alta umidade e instabilidades.

Desde o início do dia, há pancadas de chuva moderadas a fortes no Amazonas, Pará, Acre e Roraima. No Amapá e no norte do Pará, a atuação da Zona de Convergência Intertropical intensifica as precipitações.

Durante a tarde, as chuvas ganham força e se espalham, com risco de temporais isolados em estados como Amazonas, Acre, Rondônia e Pará.

No Tocantins, a chuva ocorre de forma mais isolada, com predomínio de tempo firme em grande parte do estado.

As temperaturas sobem e o tempo permanece abafado em toda a região.

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Inflação acima do esperado pode frustrar expectativa de corte de juros pelo BC


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (13), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a reescalada das tensões entre EUA e Irã, que eleva riscos no Estreito de Ormuz e devolve volatilidade aos mercados, com potencial pressão inflacionária via energia. O CPI dos EUA veio forte na margem, sustentando cautela do Fed.

No Brasil, Ibovespa renovou máximas e o dólar caiu a R$ 5, mas o IPCA acima do esperado reforçou a leitura de cortes mais graduais da Selic.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Rótulos de alimentos influenciam decisão de compra



O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP


O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP
O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP – Foto: Divulgação

Informações presentes nos rótulos de alimentos e bebidas que destacam benefícios à saúde influenciam o comportamento do consumidor, elevando a percepção de valor e a disposição de pagar mais. Esse efeito, porém, varia conforme fatores individuais e o contexto da compra, como idade, estado de saúde, conhecimento nutricional, preço e sabor.

O tema foi analisado em estudo conduzido por pesquisadores da USP sobre o impacto das alegações funcionais e de saúde nas escolhas alimentares. Entre as mais comuns estão benefícios ligados à saúde cardiovascular, óssea, muscular, metabólica e digestiva, além de promessas relacionadas ao bem-estar, ação antioxidante, suporte imunológico e desempenho cognitivo.

Segundo a professora da Faculdade de Saúde Pública da USP Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres, os consumidores estão mais atentos à composição dos produtos e tendem a considerar essas alegações como um diferencial. A compreensão desse comportamento é vista como relevante para orientar políticas públicas, regulamentações e estratégias de comunicação.

A pesquisa revisou 71 artigos publicados entre 2019 e 2024 em bases científicas de mais de dez países. O trabalho, que tem Helena F. Martins Tavares como primeira autora, indica que a decisão de compra é multifatorial e envolve fatores psicológicos, sociais e perceptivos, como escolaridade, tempo disponível, finalidade do consumo e estado emocional.

No Brasil, a regulamentação é feita pela Anvisa, que exige comprovação científica de eficácia e segurança para autorizar o uso dessas alegações. As pesquisadoras apontam que, quando bem fundamentadas, essas informações podem contribuir para escolhas alimentares mais saudáveis.

 





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