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Foto: Seane Lennon
A produção de citros apresenta impactos das condições climáticas no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9). O relatório aponta queda de frutos, variações na maturação e efeitos da exposição solar em diferentes regiões do estado.
Na região administrativa de Bagé, em São Borja, a estiagem tem provocado perda de frutos nos pomares de laranja. “Os pomares de laranja apresentam queda de frutos devido à estiagem, que continua assolando o município”, informa o boletim. Em São Gabriel, a colheita da bergamota da variedade Okitsu avança de forma lenta, com oferta restrita ao mercado local, em função da maturação ainda irregular das frutas.
Na região de Caxias do Sul, em Cotiporã, a produção da cultivar Ponkan apresenta variação conforme a localização dos pomares. O levantamento também registra danos associados às condições climáticas. “Há sintomas de queimaduras em alguns frutos, causadas pela exposição direta ao sol, indicando impacto das condições climáticas do período”, aponta o informativo. O manejo com raleio segue em andamento para melhorar o calibre e a qualidade dos frutos. No mercado, os preços giram em torno de R$ 10,00 por caixa de 20 quilos.
Já na região de Frederico Westphalen, continuam os tratos fitossanitários e a colheita da bergamota Satsuma Okitsu, comercializada entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos.
Fiscais de receitas estaduais da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa) apreenderam, neste domingo (12), cerca de 10 mil litros de gasolina de aviação (GVA) com origem no município de Paulínia (SP) e destino a Barueri (SP).
Os servidores são vinculados a Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Araguaia, na rodovia PA-447, km 15, Conceição do Araguaia, sudeste do estado.
“O condutor do caminhão-tanque apresentou nota fiscal sem nenhuma indicação de destino no estado do Pará e não havia recolhimento antecipado do imposto devido, como previsto na legislação”, contou o coordenador Renato Couto.
O valor total da mercadoria é de R$ 47.470,00 e foi lavrado um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 10.253,52, referente ao imposto e multa devido por substituição tributária, que foi pago e a mercadoria liberada.
O Brasil exportou 3,040 milhões de sacas de 60 kg de café em março, gerando receita cambial de US$ 1,125 bilhão, mostra relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Na comparação com o mesmo mês de 2025, há queda de 7,8% em volume e de 15,1% em valores.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano safra 2025/26, o país embarcou 29,093 milhões de sacas, montante 21,2% inferior ao aferido no mesmo intervalo anterior. Em receita, as remessas renderam US$ 11,431 bilhões, alta de 2,9% ante o apurado entre julho de 2024 e março de 2025.
Exportações no ano civil
No primeiro trimestre deste ano, os embarques de café do Brasil totalizaram 8,465 milhões de sacas, declínio de 21,2% frente aos 10,739 milhões apurados de janeiro ao fim de março do ano passado. A receita cambial foi de US$ 3,371 bilhões, 13,6% aquém dos US$ 3,901 bilhões levantados com as remessas cafeeiras nos três primeiros meses de 2025.
De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho negativo reflete o período de entressafra da cafeicultura no Brasil e o atual cenário financeiro dos produtores.
“A nova safra começará a chegar ao mercado em abril para o caso dos cafés canéforas, nossos robusta e conilon, e mais para o final de maio quando o foco são os arábicas. Além disso, os cafeicultores se encontram capitalizados e analisando os melhores momentos para negociar seus cafés remanescentes, assim, há menor disponibilidade do produto”, contextualiza.
Impacto geopolítico sobre o café
Ferreira também aponta que o cenário logístico e a geopolítica global impactaram o desempenho das exportações.
“A infraestrutura defasada nos portos do país, cujo avanço não acompanha a evolução do agronegócio, segue interferindo na capacidade de exportação, com centenas de contêineres ficando retidos nos portos aguardando embarque e gerando prejuízos milionários aos exportadores”, afirma.
O presidente do Cecafé ressalta que, além disso, as negociações com os Estados Unidos vêm sendo retomadas gradualmente após o tarifaço, já que ainda imperam incertezas sobre a política comercial norte-americana.
“As complicações no Estreito de Ormuz devido aos conflitos no Oriente Médio também reduzem os negócios em função de maiores custos aos importadores, que enfrentam fretes mais caros e valores de seguro marítimo elevadíssimos, isso quando há seguradoras que disponibilizam o serviço”, completa Ferreira.
Principais destinos
Foto: Divulgação/Mapa
O Cecafé aponta os seguintes países como os principais importadores do café brasileiro no primeiro trimestre de 2026:
Alemanha: 1,192 milhão de sacas (-15,63% em comparação ao mesmo período de 2025);
Estados Unidos: 936.617 sacas (-48,3%);
Itália: 885.162 sacas (+10,2%);
Bélgica: 527.456 sacas (+4,5%); e
Japão: 440.085 sacas (-35%).
Tipos de café exportados
O café arábica, com 6,712 milhões de sacas, permaneceu como o mais exportado pelo Brasil no primeiro trimestre de 2026. Esse montante equivale a 79,3% do total embarcado, apesar de representar queda de 25,8% frente aos três primeiros meses do ano passado.
Na sequência, com o equivalente a 963.168 sacas remetidas ao exterior, aparece o segmento do café solúvel, com leve baixa de 1,5% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Esse tipo de produto respondeu por 11,4% das exportações totais no período atual.
Os cafés canéforas (conilon + robusta), com 780.911 sacas – alta de 11% e 9,2% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 9.867 sacas (-29,9% e 0,1% de representatividade), completam a lista.
Cafés diferenciados
Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 19,1% das exportações totais brasileiras de janeiro ao fim de março deste ano, com a remessa de 1,618 milhão de sacas ao exterior. Esse volume é 42,7% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.
A um preço médio de US$ 451,56 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 730,751 milhões, o que correspondeu a 21,7% do obtido com todos os embarques de café no primeiro trimestre deste ano. No comparativo anual, o valor é 37,7% menor do que o registrado nos três primeiros meses de 2025.
A Alemanha também liderou o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 226.716 sacas, o equivalente a 14% do total desse tipo de produto exportado.
O relatório do Cecafé ainda mostra que o Porto de Santos foi o principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro trimestre, com 6,409 milhões de sacas e representatividade de 75,7% no total.
Na sequência, vieram o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 20,3% dos embarques ao remeter 1,716 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 108.293 sacas e teve representatividade de 1,3%.
O mercado brasileiro de soja começou a semana com pouca movimentação e pressão sobre os preços. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve registro pontual de negócios, especialmente em Goiás, motivados por necessidade de caixa por parte dos produtores.
Apesar disso, não houve melhora nos preços. O cenário geral foi de queda nas cotações, influenciado principalmente pela baixa do dólar e pela retração na Bolsa de Chicago. Segundo o analista, os prêmios não foram suficientes para compensar essas perdas, mantendo o mercado travado, especialmente nos portos, onde os valores seguem pouco atrativos.
No mercado físico, os preços recuaram nas principais praças do país, refletindo esse ambiente mais pressionado.
Passo Fundo (RS): desceu de R$ 123,00 para R$ 122,00
Santa Rosa (RS): desceu de R$ 124,00 para R$ 123,00
Cascavel (PR): desceu de R$ 118,00 para R$ 117,00
Rondonópolis (MT): desceu de R$ 108,00 para R$ 107,00
Dourados (MS): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
Rio Verde (GO): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
Paranaguá (PR): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,00
Rio Grande (RS): desceu de R$ 129,00 para R$ 128,00
Soja em Chicago
No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelo quadro de ampla oferta global. A expectativa de aumento da área plantada nos Estados Unidos também contribuiu para o movimento, diante da possibilidade de migração maior do milho para a soja.
Além disso, o avanço nos custos de fertilizantes, impulsionado pela alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio, reforça esse cenário. O mercado avalia que esse fator pode incentivar ainda mais o plantio da oleaginosa, ampliando a oferta global, que já conta com boas safras no Brasil e na Argentina.
Contratos futuros de soja
Entre os contratos, a posição maio fechou cotada a US$ 11,62 1/4 por bushel, enquanto julho encerrou a US$ 11,77 1/2. Nos subprodutos, o farelo teve leve alta, enquanto o óleo registrou queda.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 4,9972 para venda, após oscilar entre R$ 4,9833 e R$ 5,0393 ao longo do dia. A desvalorização da moeda também contribuiu para pressionar os preços internos da soja.
Atenção: o El Niño deve retornar no fim de abril e se consolidar ao longo de maio, permanecendo ativo durante a primavera, o verão e até o inverno, com impactos diretos na safra de soja 2026/27. A tendência é que o fenômeno comece com intensidade moderada, mas que ganhe força ao longo dos meses, podendo evoluir para um cenário de “super El Niño”.
El Niño trará ondas de calor
Na prática, isso significa ondas de calor mais intensas e frequentes, além de um inverno quente em diversas regiões do país. Esse padrão também pode atrasar o início das chuvas da primavera, especialmente a partir de setembro.
Produtores do Centro-Oeste devem redobrar a atenção. A expectativa é de atraso na regularização das chuvas, que só devem se firmar entre a segunda quinzena de outubro e o início de novembro, um cenário semelhante ao observado em 2023. Até lá, o padrão climático deve ser marcado por temperaturas acima da média durante o outono, inverno, primavera e verão.
No curto prazo, os próximos cinco dias devem trazer condições favoráveis de chuva para áreas do Matopiba e do Sudeste. Já no Centro-Oeste, as precipitações tendem a se concentrar mais na porção oeste da região, influenciadas por uma área de baixa pressão sobre o Paraguai.
Entre quinta (15) e sexta-feira (16), a formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil deve reforçar as chuvas nas regiões Sul, Sudeste e também em partes do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, os acumulados podem variar entre 40 mm e 50 mm ao longo de cinco dias.
No período entre 19 e 23 de abril, a previsão indica volumes expressivos de chuva para áreas do Piauí, Maranhão e Tocantins, com acumulados que podem ultrapassar os 100 mm.
O tempo em Sorriso (MT)
Em Sorriso (MT), a expectativa é de chuva no próximo fim de semana, com volumes entre 30 mm e 40 mm. Na virada do mês, os acumulados podem chegar a até 70 mm, o que deve favorecer o desenvolvimento do milho segunda safra, especialmente nas lavouras semeadas mais tardiamente. No entanto, a partir da segunda semana de maio, a tendência é de retorno do tempo seco na região.
O setor de biogás e biometano vive um momento de expansão no Brasil, impulsionado por avanços regulatórios e pelo aumento da demanda por fontes renováveis de energia. Apesar do cenário positivo, o principal desafio ainda é ampliar a escala de produção para atender um mercado em crescimento.
O tema será destaque na 8ª edição do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB), que acontece em Foz do Iguaçu (PR) e deve reunir mais de 800 participantes, incluindo representantes internacionais. A programação inclui plenárias, rodadas de negócios, visitas técnicas e debates sobre inovação no setor.
“É um cardápio completo para quem se interessa pelo tema biogás e biometano”, destaca o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Airton Kunz.
Segundo o pesquisador, o Brasil já apresenta uma cadeia estruturada, com crescimento sustentável nos últimos anos. Parte desse avanço está ligada a políticas públicas, como o programa Combustível do Futuro, que inclui o biogás e o biometano na matriz energética nacional.
Outro ponto importante foi a atualização recente das normas que ampliam a participação do biometano na rede de gás natural, passando de 0,25% para 0,5%, o que reforça o ambiente favorável para o setor.
Demanda e produção
Apesar do potencial elevado, o país ainda precisa ampliar a produção para acompanhar a demanda. De acordo com Kunz, o consumo já está aquecido, o que exige investimentos e organização da cadeia para garantir oferta suficiente.
Entre as oportunidades estão o aproveitamento de resíduos da produção animal e agroindustrial, além do uso de culturas energéticas específicas para geração de biogás.
“Nós estamos trabalhando dentro da Embrapa com o tema, envolvendo as culturas energéticas, que são novas maneiras. São plantas utilizadas para a geração de biogás e biometano”, afirma Kunz.
Potencial no campo
O uso de biodigestores no Brasil não é novidade e já faz parte da realidade de muitas propriedades rurais. No entanto, o desafio atual é estruturar melhor essa cadeia, ampliando tanto a produção dentro das fazendas quanto em plantas industriais.
“O tema já é familiar ao agro brasileiro e a gente precisa agora realmente estruturar isso corretamente, desenvolver, continuar esse crescimento na cadeia, aproveitando esses materiais que nós temos dentro do agro”, destaca Kunz.
Serviços
Data: 14 a 16 de abril de 2026
Local: Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas
Endereço: Rodovia das Cataratas, Km 3,3 – Foz do Iguaçu, PR
O cultivo de café conilon tem avançado em Minas Gerais, impulsionado pela adaptação da cultura a regiões mais quentes e pela demanda da indústria de café solúvel, segundo informações do Sistema Faemg Senar. Embora ainda represente uma parcela menor da produção estadual em relação ao arábica, a variedade tem ampliado sua participação e contribuído para a diversificação da cafeicultura.
De acordo com a analista de agronegócios do sistema, Ana Carolina Gomes, a expansão ocorre principalmente em áreas fora dos polos tradicionais. “Com temperaturas mais elevadas e menor altitude, essas áreas apresentam maior aptidão para o cultivo, especialmente com o uso de irrigação”, explica. O avanço é observado em regiões como o Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e áreas do Noroeste do estado.
A demanda por café solúvel tem sido um dos principais fatores de estímulo. O conilon apresenta maior rendimento de sólidos solúveis, característica valorizada pela indústria de cafés instantâneos e bebidas prontas. O crescimento do consumo global, especialmente na Ásia e na Europa, tem ampliado o interesse pela cultura.
Segundo a analista, a adoção do conilon também está associada à rentabilidade e à estabilidade produtiva. “É importante destacar que o conilon não substitui o arábica, mas complementa a produção. Em muitas propriedades mineiras, produtores têm adotado sistemas híbridos, combinando as duas espécies para reduzir riscos climáticos e diversificar a renda. A estratégia também permite utilizar o conilon em áreas menos aptas ao arábica, fortalecendo a sustentabilidade econômica das fazendas”, ressalta.
Dados do setor indicam que, em 2025, o Brasil exportou 84,4 mil toneladas de café solúvel, com receita de US$ 1,1 bilhão. Em Minas Gerais, as exportações somaram 5,8 mil toneladas, gerando US$ 68 milhões. Entre os principais destinos estão Estados Unidos, Japão, Argentina e países do Leste Europeu e do Sudeste Asiático.
Apesar de ainda representar cerca de 2% da produção cafeeira mineira, o conilon registra expansão contínua. Em 2026, o estado conta com 11,1 mil hectares cultivados. Nos últimos cinco anos, a área cresceu 12%, com destaque para a região Leste, que teve aumento de 67%. Em 2025, a produção alcançou cerca de 584 mil sacas, alta de 50% em relação ao ano anterior.
A produtividade também tem se destacado. Enquanto o café arábica apresenta médias entre 20 e 40 sacas por hectare, o conilon pode variar de 40 a 80 sacas, podendo superar 100 sacas em sistemas irrigados. Em Minas Gerais, a média foi de 53 sacas por hectare em 2025, com previsão de crescimento.
O potencial de expansão é reforçado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que indica mais de 660 municípios aptos ao cultivo no estado. Ainda assim, a implantação da cultura exige maior nível de tecnificação, com necessidade de irrigação, manejo intensivo e uso de mudas clonais.
O programa Giro do Boi iniciou uma semana especial dedicada à Recria Intensiva a Pasto (RIP), reunindo especialistas como o zootecnista Rodrigo Gennari, da Fazenda Nota Dez, o pecuarista Eduardo Afonso, da Fazenda Seriema, e o consultor Guilherme Silveira. O debate enfatizou que uma recria bem conduzida é crucial para a produção da arroba mais barata em todo o ciclo pecuário.
Contrariando o manejo tradicional, que frequentemente negligencia os animais jovens, a RIP transforma essa fase em um motor de lucratividade nas propriedades rurais. Um ponto central discutido foi a desmistificação da ideia de que os animais em recria devem ser mantidos em pastos de qualidade inferior.
Confira:
Eficiência do animal jovem
Os especialistas ressaltaram que o animal jovem possui a maior eficiência biológica do ciclo, consumindo menos e convertendo mais alimento em tecido muscular. Produzir arroba nessa fase é mais econômico do que na terminação. A falta de uma recria adequada resulta em engorda cara, pois animais que chegam “vazios” ao cocho requerem mais tempo e investimento.
A RIP visa manter um Ganho Médio Diário (GMD) entre 700 e 800 gramas, assegurando que o animal cresça sem acumular gordura precocemente.
Direto de Santo Antônio do Leverger (MT), a Fazenda Seriema exemplifica como a recria intensiva pode multiplicar resultados financeiros e produtivos. Em 11 anos, a fazenda aumentou de 3 mil para 6 mil cabeças, atingindo uma lotação média de 4 animais por hectare. Enquanto a média nacional é baixa, a Seriema produz cerca de 50 arrobas por hectare/ano, com uma taxa de desfrute próxima de 100%.
O sucesso da Fazenda Seriema se deve, em parte, ao uso de suplementação entre 0,3% e 0,7% do peso vivo e ao tratamento do pasto como uma lavoura. Para garantir o retorno esperado da recria, especialistas elencam pontos fundamentais de manejo.
Mensagem aos produtores
A mensagem final para os produtores é clara: a recria não deve ser vista como um período de espera, mas como uma fase de produção intensiva. O investimento em tecnologia no pós-desmame resulta em bois prontos para a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) em tempo recorde, aumentando a rentabilidade e otimizando o uso da terra.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) reforça o calendário da soja no Rio Grande do Sul, com a definição do vazio sanitário entre 3 de julho e 30 de setembro.
Já o período de semeadura terá início em 1º de outubro de 2026 e seguirá até 28 de janeiro de 2027. As datas foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme a Portaria nº 1.579/2026.
Segundo o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, os períodos foram mantidos em relação às últimas safras. “Trata-se da consolidação de um importante instrumento de manejo do patógeno no estado, integrando defesa agropecuária e setor produtivo no enfrentamento à doença”, afirma.
O estado conta com o programa Monitora Ferrugem, que acompanha a presença de esporos e as condições climáticas, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão ao longo da safra.
A ferrugem asiática é uma das principais doenças da cultura da soja, com potencial de causar perdas de até 90%. O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo, sendo proibido o cultivo ou a manutenção de plantas vivas de soja por um período mínimo de 90 dias.
Após o vazio sanitário, o calendário de semeadura organiza o plantio e contribui para reduzir o risco de resistência da doença aos fungicidas.
O Brasil exportou 685 mil toneladas de arroz (base casca) entre janeiro e março de 2026, número que representa um aumento de 144% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 281 mil toneladas do cereal.
A receita, por sua vez, cresceu 55%, fechando em US$ 159,7 milhões no primeiro trimestre do ano. Entre os principais destinos, destacam-se Venezuela, Senegal e México, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).
“Os meses de janeiro a março compreendem a entressafra do arroz. Nesse período em 2025, os estoques estavam baixos por causa das enchentes do ano anterior no Rio Grande do Sul. Com a safra maior em 2025, o Brasil retomou o fluxo normal de embarques neste ano”, observa a gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori.
Segundo ela, também houve recuperação das vendas aos Estados Unidos, mercado estratégico para o arroz beneficiado brasileiro, especialmente o polido, de maior valor agregado.
Arroz beneficiado
O arroz beneficiado pela indústria, que corresponde à metade do volume total exportado, registrou aumento expressivo nos embarques, de 106%, totalizando 349,5 mil toneladas durante o primeiro trimestre. Em relação à receita, o incremento foi de 21%, com US$ 75,4 milhões.
Para Beatriz, o descompasso entre o aumento de volume e de receita pode ser explicado pela alta oferta do produto no contexto global, o que consequentemente reflete no preço do grão.
“O preço do arroz sofreu forte queda, motivada pela volta da Índia ao comércio internacional em meio a uma safra recorde. O país asiático havia restringido as exportações de alguns tipos de arroz para recompor seus estoques internos, mas essa restrição foi derrubada”, justifica, acrescentando que a tendência é de manutenção dos volumes de exportação atuais a partir da nova safra.
Em relação às importações, o Brasil comprou, no primeiro trimestre, 386 mil toneladas de arroz (base casca), com desembolso de US$ 85 milhões.
O volume representa um aumento de 7% e uma queda de 28,5% no valor, quando comparado ao mesmo período do ano passado. A maior parte do montante importado, 94%, corresponde a arroz beneficiado.