sexta-feira, março 27, 2026

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RS pode ter El Niño e mudanças no clima nos próximos meses


A previsão climática para o Rio Grande do Sul indica um enfraquecimento gradual do fenômeno La Niña nos próximos meses, com alta probabilidade de transição para El Niño entre abril e junho. A informação foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, com base em projeções do APEC Climate Center. “A previsão aponta 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho”, informa o comunicado.

Os dados integram o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul, elaborado com base em modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia. Segundo o boletim, “as previsões apresentadas são baseadas no modelo estatístico do Inmet”, reunindo análises de entidades ligadas ao clima e à agricultura.

Para abril, o prognóstico indica chuvas irregulares, com volumes próximos ou ligeiramente abaixo da média na maior parte do estado, e registros pontuais acima da média. Já para maio e junho, a tendência é de precipitações próximas a ligeiramente acima da média. “Há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado”, aponta o documento.

As temperaturas devem apresentar variações ao longo do trimestre, alternando períodos de calor e incursões de massas de ar frio. “As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre”, com tendência de valores entre normal e ligeiramente acima da média, segundo o boletim.

O documento também orienta produtores sobre o manejo das lavouras de verão em fase final. “Colher e armazenar os grãos assim que atingir a maturação (ponto de colheita)” e “utilizar estratégias para manter a cobertura dos solos após a colheita” estão entre as recomendações, além da preparação antecipada de áreas destinadas ao arroz diante da expectativa de chuvas mais frequentes nos meses seguintes.

Para as culturas de inverno, o boletim recomenda planejamento da semeadura dentro do zoneamento agrícola e atenção ao controle de doenças. “Nos cereais, utilizar, preferencialmente, cultivares resistentes a doenças considerando o prognóstico de chuvas acima da média no período” e “evitar semeaduras em solos excessivamente úmidos” são orientações destacadas.

No caso das hortaliças, o documento indica atenção ao manejo hídrico e fitossanitário. “A irregularidade das chuvas em abril demanda atenção especial ao manejo da irrigação”, enquanto o aumento das precipitações em maio e junho “tende a favorecer a incidência de doenças”. Em ambientes protegidos, o controle de ventilação e umidade é apontado como medida necessária.

Para a fruticultura, o boletim recomenda práticas voltadas à conservação do solo e ao manejo adequado das plantas. “Implantar ou manter a cobertura vegetal nos pomares” e “realizar adubação somente quando o solo apresentar umidade adequada” estão entre as orientações, além de atenção ao monitoramento de horas de frio.

Na silvicultura, a recomendação é adiar os plantios de outono para períodos com maior disponibilidade hídrica. “Postergar os plantios de outono para meados a final de maio em diante” é indicado, considerando também menor risco de frio intenso no inverno.

Para as forrageiras e o manejo animal, o boletim orienta antecipação da semeadura de espécies de inverno e cuidados com o manejo das pastagens. “Realizar a semeadura de forrageiras de inverno […] o mais cedo possível, desde que haja condições de umidade adequada” e “reduzir a carga animal em pastagens naturais” são medidas recomendadas, além de atenção ao estresse térmico. “Os produtores rurais devem ficar atentos ao manejo dos animais […] para evitar prejuízos econômicos devido ao estresse térmico”, conclui o documento.





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Brasil cria rota para evitar Estreito de Ormuz e garantir envio de exportações


Reprodução Canal Rural

Na busca por alternativas diante das instabilidades no Estreito de Ormuz, o Ministério da Agricultura e Pecuária firmou um acordo com a Turquia para garantir o envio das exportações agropecuárias brasileiras por uma nova rota. A pasta informou que obteve um certificado sanitário que permite o trânsito, especialmente de produtos de origem animal, além do armazenamento temporário das cargas em território turco antes de seguirem ao destino final. Na prática, as mercadorias passam a evitar o Golfo Pérsico.

Segundo o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, a alternativa é viável, mas não sem custos. “Não há dúvida de que é uma alternativa. Agora, mais barato não é”, afirmou. Ele lembra que os países árabes dependem de cerca de 90% dos alimentos que consomem, com forte demanda por carne bovina e de frango, o que impõe regras rigorosas desde o processamento até o transporte.

Com a paralisação da rota tradicional pelo Golfo de Omã e pelo Estreito de Ormuz, a nova logística passa a combinar transporte marítimo e terrestre. As cargas seguem por navio até a Turquia e, depois, são distribuídas por rodovias ou ferrovias. Nesse processo, os produtos precisam permanecer em território turco, em áreas específicas, onde recebem certificação sanitária. “A Turquia daria o certificado sanitário e garantiria a qualidade dentro dos critérios exigidos pelos compradores”, explicou.

A escolha do país também está ligada ao perfil religioso. Com cerca de 90% da população muçulmana, a Turquia atende às exigências dos mercados importadores. Ainda assim, o impacto nos custos é significativo. “O seguro para aquela região já subiu em torno de 10 vezes”, destacou Daoud, ao ressaltar que, em alguns casos, seguradoras já evitam operar na rota tradicional.

Além do seguro, o frete também é pressionado pelo aumento do combustível e pela maior complexidade logística. Segundo o analista, o custo total das operações pode subir perto de 300%. Mesmo assim, a demanda segue firme. “Os países árabes precisam da comida”, disse, destacando que exportadores e importadores devem dividir esse custo adicional.

A nova rota marítima parte da costa brasileira, sobe pelo Atlântico Norte, entra pelo Estreito de Gibraltar, cruza o Mar Mediterrâneo e chega à Turquia. A partir daí, a distribuição segue por via terrestre, com envio por trem ou caminhão para países do Oriente Médio. As cargas podem, inclusive, permanecer armazenadas em contêineres refrigerados no território turco antes da redistribuição.

Na etapa terrestre, a Turquia passa a atuar como ponto de distribuição logística. A partir do país, os produtos seguem por ferrovia ou rodovia, com possibilidade de envio ao Irã por trem, além de outros destinos na região. Essa estrutura garante a continuidade do fluxo de proteínas como carne bovina e de frango.

Com a certificação sanitária concedida pela Turquia, há a garantia de que a carga brasileira mantém os padrões exigidos pelos importadores, desde a saída dos portos até a entrega final, atendendo inclusive critérios específicos como os do abate halal.

Na prática, a operação passa a combinar transporte marítimo e terrestre, com apoio logístico em território turco. Apesar de viabilizar o comércio, o modelo eleva significativamente os custos. “É a opção disponível. Não tem outra alternativa. Vai ficar mais caro, mas é uma solução”, resume Miguel Daoud.

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Onda de calor pode durar semanas no Brasil


Uma bolha de calor deve se formar sobre o centro-sul do Brasil, elevando as temperaturas acima da média em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, segundo informações do Meteored. A condição pode persistir ao longo de abril, com impacto prolongado nas temperaturas da região.

Após um período de queda nas temperaturas na Região Sul, provocado por nebulosidade e chuvas associadas à passagem de um sistema frontal, os termômetros voltam a subir no fim da semana. “As temperaturas já voltam a subir no final desta semana — e podem persistir por muito tempo, potencialmente semanas”, aponta a análise.

A tendência é de elevação gradual das temperaturas nos próximos dias, com máximas que podem alcançar até 36°C no oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul entre sábado (28) e domingo (29). “Já no final de semana, as temperaturas estarão retornando a patamares mais altos”, indica o levantamento.

De acordo com as previsões, esse cenário marca o início da formação de uma massa de ar quente persistente. “Previsões climáticas indicam que essa situação é o início da formação de uma bolha de ar quente que pode persistir, potencialmente, por várias semanas”, informa o Meteored, destacando que o fenômeno deve manter temperaturas acima da média no fim de março e na primeira quinzena de abril.

Os modelos indicam anomalias de até 3°C acima da média na Região Sul, com reflexos também no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. “As temperaturas média até 3°C acima da média se estendem também” a esses estados, reforçando a tendência de aquecimento.

O cenário aponta para uma onda de calor persistente no centro-sul do país, com possibilidade de alcance regional. “Será capaz de abranger até mesmo outros países em abril”, como Argentina, Paraguai e Uruguai, que podem registrar temperaturas ainda mais elevadas.

A intensificação do calor deve ocorrer entre 30 de março e 6 de abril. “Tudo indica que essa situação vai continuar ao longo de todo o mês de abril”, aponta a análise, indicando persistência do padrão atmosférico.

O comportamento das temperaturas também levanta indicativos para o inverno. “Esse calor já começa a sinalizar a possível chegada de um inverno mais quente do que o normal”, em um cenário associado à formação do El Niño, cuja consolidação é prevista para o final do outono.

Apesar de especulações sobre frio intenso, o levantamento descarta esse cenário. “Não há nenhum indício, nos dados e previsões atuais, de que o inverno de 2026 vá se mostrar mais frio que o normal”, conclui o Meteored.





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Boi gordo renova máximas e mantém mercado firme no Brasil


Boi gordo no pasto
Foto: Semagro/MS

O mercado do boi gordo segue em alta no Brasil, com renovação de máximas históricas em importantes praças ao longo desta semana. O movimento é sustentado pela oferta controlada de animais, boa demanda interna e desempenho consistente das exportações.

Segundo a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, o avanço dos preços não está restrito a uma única região. “Vimos movimentações interessantes, com alta. Ontem mesmo, a praça paulista renovou sua máxima histórica, com a arroba a R$ 353,67. Isso não é algo pontual e se estende para outras regiões que também atingiram máximas da série”, afirmou.

O cenário também é favorecido pelas boas condições de pastagem, que permitem ao pecuarista dosar a oferta de animais terminados. Com isso, as escalas de abate seguem encurtadas e pressionadas, com média inferior a oito dias. “A oferta ganha tração com as chuvas e o pasto, o que permite um melhor gerenciamento da venda de animais”, explicou.

No mercado futuro, o viés permanece positivo, refletindo o otimismo dos agentes diante da combinação de oferta restrita e demanda aquecida.

Pelo lado do consumo, os preços no atacado paulista acima de R$ 23 por quilo seguem dando sustentação ao mercado, com uma demanda considerada resiliente e bom escoamento da carne.

No comércio exterior, o Brasil mantém desempenho consistente. Apesar da desaceleração no ritmo de crescimento dos embarques em março, após recordes no primeiro bimestre, as exportações continuam em patamar elevado. A estratégia inclui a dosagem das remessas à China, buscando um melhor aproveitamento da cota disponível no mercado chinês.

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Mapa cria grupo de trabalho para avançar na sustentabilidade da carne bovina


carne bovina
Foto: Divulgação Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu, nesta quinta-feira (26), por meio da Portaria nº 898, o Grupo de Trabalho (GT) Carne Bovina Sustentável – Cadeia de Fornecimento. A iniciativa tem como finalidade avaliar e propor práticas agropecuárias sustentáveis em toda a cadeia da carne bovina.

O GT atuará na formulação de propostas voltadas à promoção da transparência, à integração de informações públicas e privadas, ao uso de bases oficiais de dados e ao desenvolvimento e aplicação de ferramentas de rastreabilidade. A proposta é ampliar o controle e a eficiência da cadeia produtiva, alinhando sustentabilidade e competitividade.

O grupo é composto por representantes de quatro áreas do Mapa: Secretaria-Executiva, Secretaria de Defesa Agropecuária, Secretaria de Desenvolvimento Rural e Secretaria de Política Agrícola, além de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Entre as atribuições do GT estão identificar, analisar e avaliar critérios, parâmetros e prazos de políticas de rastreabilidade e de práticas sustentáveis; propor a harmonização entre iniciativas do Mapa e demais parâmetros técnicos; promover a interlocução entre governo, setor produtivo e financeiro; e desenvolver soluções financeiras que aumentem a eficiência e a sustentabilidade do setor.

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Agroindústria cresce 0,5% em janeiro impulsionada por alimentos e práticas sustentáveis


Agricultura
Foto: Pixabay

A agroindústria brasileira registrou crescimento de 0,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado reflete, entre outros fatores, o avanço de práticas sustentáveis no campo, como o uso de bioinsumos, que contribuem para maior eficiência produtiva e redução de impactos ambientais.

O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas indústrias de alimentos e bebidas. Os produtos de origem vegetal lideraram a alta, com crescimento de 5,1%, puxados por itens como conservas, sucos, óleos e gorduras, além de arroz, trigo e açúcar refinado.

Já os alimentos de origem animal também apresentaram avanço, com alta de 0,5%, com destaque para carnes, laticínios e pescados, reforçando a demanda por produtos básicos na cadeia alimentar.

Por outro lado, as agroindústrias não alimentícias registraram queda, com recuo na produção de insumos agropecuários, produtos têxteis e florestais. O impacto negativo foi parcialmente compensado pelo aumento na produção de biocombustíveis e fumo.

Mesmo com resultados distintos entre os segmentos, o desempenho geral evidencia a resiliência da agroindústria, que cresceu enquanto a indústria de transformação apresentou retração de 1,9% no mesmo período.

Segundo o índice de produção agroindustrial do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV, esses números confirmam a capacidade do setor de ampliar a produção, garantir abastecimento seguro e contribuir para a sustentabilidade econômica e ambiental do país. 

“Além de serem mais sustentáveis, terem, por exemplo, uma pegada de carbono menor, são produzidos aqui no Brasil, então reduz a nossa dependência aos fertilizantes que temos que importar junto ao mercado internacional”, economista e pesquisador da FGV, Felippe Serigati

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Boi gordo sobe com oferta curta e demanda chinesa aquecida


altas nas temperaturas podem prejudicar a qualidade dos pastos brasileiros, boi gordo
Foto: Fernando Carvalho/arquivo Pessoal

O mercado físico do boi gordo registrou novos negócios acima da média nesta quinta-feira (26), sustentado pela combinação de oferta restrita e demanda firme, especialmente da China. Frigoríficos seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, reflexo da disponibilidade limitada de animais terminados.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o atual cenário favorece o pecuarista, que consegue segurar a oferta diante de boas condições de pastagem. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue aquecida. Importadores chineses e exportadores brasileiros intensificam os embarques para aproveitar a cota disponível, que pode se esgotar entre maio e julho no ritmo atual.

  • Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 357,67 na modalidade a prazo
  • Goiás: R$ 339,82
  • Minas Gerais: R$ 343,24
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,30
  • Mato Grosso: R$ 350,00

Atacado

No mercado atacadista, os preços permaneceram acomodados ao longo do dia, refletindo um escoamento mais lento entre atacado e varejo. A demanda interna segue enfraquecida, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.

Entre os cortes, o quarto traseiro foi cotado a R$ 27,30 por quilo, o dianteiro a R$ 21,00 e a ponta de agulha a R$ 19,50.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, fator que também contribui para a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina.

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Fungo raro pode ajudar a combater praga que ameaça até 70% da produção de algodão


bicudo do algodoeiro
Foto: Foto: Sebastião de Araújo/ Embrapa

Uma descoberta feita por pesquisadores no Pantanal pode representar um avanço importante no combate a uma das principais pragas do algodão. Um fungo com potencial para controlar o bicudo do algodoeiro foi identificado durante uma expedição e pode se tornar uma alternativa biológica ao uso de defensivos químicos.

O bicudo é considerado uma das pragas mais prejudiciais à cultura, com capacidade de causar perdas de até 70% na produtividade.

O inseto ataca diretamente as estruturas reprodutivas da planta, como flores e maçãs, onde se alimenta, se desenvolve e deposita ovos, comprometendo tanto a produção quanto a qualidade da fibra.

“Então, todo o ciclo de vida dele vai ocorrer ou dentro de flores ou dentro das maçãs. Esse seu desenvolvimento e alimentação pode ocasionar entre 70% e 100% de perda de produtividade na cultura e também a perda de qualidade da fibra no final da colheita”, explica a engenheira agrônoma e coordenadora de portfólio da Biotrop, Lauany Cavalcante.

A descoberta ocorreu quando pesquisadores encontraram uma maçã de algodão com o inseto completamente colonizado por um fungo. A partir disso, foi identificado um isolado do gênero Cordyceps, que passou a ser estudado como potencial agente de controle biológico.

Em laboratório, o fungo é multiplicado por meio de um processo de fermentação, que acelera seu desenvolvimento. Quando aplicado no campo, o microrganismo germina sobre o inseto e passa a se alimentar de seu conteúdo interno, levando à morte da praga e interrompendo seu ciclo.

“Nesse processo de germinação, o cordíceps vai se alimentar de todo o conteúdo interno dos insetos. E após se alimentar de todo o conteúdo interno, ele vai entender que ele precisa sobreviver fora fora dali”, explica Lauany Cavalcante.

O produto está em fase final de registro e pode reduzir o uso de defensivos químicos no campo. “Faltava uma solução que preenchesse uma lacuna, que permitisse o manejo do bicudo com uma carga química menor, com mais eficiência, com uma solução biológica que traga rentabilidade e controle para o produtor”, destaca o presidente da Biotrop, Jonas Hipolito.

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Corrente de comércio soma US$ 12,8 bilhões na semana


A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 12,8 bilhões na terceira semana de março de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,4 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 5,7 bilhões.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 21,8 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 16,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 38,3 bilhões. No ano, o país registra US$ 72,7 bilhões em exportações e US$ 59,4 bilhões em importações, com superávit de US$ 13,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 132,2 bilhões.

Na comparação das médias diárias até a terceira semana de março de 2026 com o mesmo período de 2025, houve queda de 4,0% nas exportações, que passaram de US$ 1,511 bilhão para US$ 1,452 bilhão. As importações recuaram 0,1%, de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,103 bilhão. “Até a 3ª semana de março de 2026, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.555,71 milhões”, informou a Secex.

O saldo médio diário foi de US$ 348,47 milhões, enquanto a corrente de comércio apresentou retração de 2,3% na comparação com março de 2025. No desempenho setorial das exportações, a Indústria Extrativa registrou crescimento de 27,6% na média diária, enquanto a Agropecuária recuou 13,4% e a Indústria de Transformação caiu 10,3%.

Nas importações, houve aumento de 6,6% na Indústria Extrativa e de 0,3% na Indústria de Transformação, enquanto a Agropecuária apresentou queda de 24,9% na média diária. No acumulado mensal, a redução nas exportações foi influenciada principalmente pela queda nas vendas de produtos como café não torrado, soja e minério de Ferro.

Apesar da retração geral, alguns produtos apresentaram crescimento nas exportações, como animais vivos, milho e algodão em bruto, além de petróleo bruto e carne bovina. Já nas importações, a queda foi puxada por itens como trigo, óleos combustíveis e máquinas, enquanto houve aumento nas compras de fertilizantes, gás natural e veículos.





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Soja avança com Chicago e dólar, melhora preços e reativa negócios no Brasil; confira cotações


O mercado brasileiro de soja registrou melhora nas cotações ao longo desta quinta-feira (26), impulsionado pela alta na Bolsa de Chicago e pela valorização do dólar. O movimento abriu melhores oportunidades nos portos e contribuiu para destravar negócios, mesmo sem variações expressivas nos preços.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente foi mais favorável à comercialização. “O produtor apareceu mais no mercado hoje, o que ajudou a melhorar o fluxo”, afirmou. Apesar de leve recuo nos prêmios, o impacto sobre os preços físicos foi limitado.

Saiba os preços da soja no Brasil nesta quinta-feira (26):

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 126,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 113,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,50
  • Paranaguá (PR): passou de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): estável em R$ 131,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela valorização do petróleo e por sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos. As exportações semanais americanas superaram as expectativas do mercado, com destaque para as compras da China.

Além disso, fatores geopolíticos e econômicos seguem no radar dos investidores. As incertezas no Oriente Médio continuam dando suporte ao petróleo, enquanto a possível retomada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China aumenta as expectativas para o setor.

À espera do USDA

O mercado também aguarda dados importantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), como o relatório de intenção de plantio, que deve indicar aumento da área de soja no país, e os estoques trimestrais.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, reforçando a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

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