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Foto: Pixabay
Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), “em out/25, a comercialização da soja da safra 24/25 em Mato Grosso alcançou 97,12% da produção”, registrando avanço de 1,42 ponto percentual em relação a setembro.
O instituto aponta que “o menor volume de soja disponível, aliado à baixa necessidade de fazer caixa neste momento e ao foco dos produtores na semeadura da próxima temporada, resultou na desaceleração do ritmo das negociações”. O preço médio do grão no mês foi de R$ 121,45 por saca, com “alta de 0,77% frente ao mês anterior”.
Para a safra 25/26, o Imea informa que as vendas “avançaram 4,62 p.p. ante set/25, alcançando 36,08% da produção prevista para o estado”. Apesar do avanço, o instituto destaca que “as negociações seguem atrasadas em 2,27 p.p. no comparativo com o mesmo período da safra passada e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos”, em um cenário marcado por incertezas sobre o desenvolvimento da safra e preços menos atrativos diante dos custos. O boletim aponta ainda que o preço médio da soja no mês ficou em R$ 110,91 por saca, “aumento de 1,49% em relação a set/25”.
Da fronteira à inovação: como a pecuária em Roraima se torna um exemplo de sucesso
Fazendas de alta performance não admitem mais soja e milho abaixo de 5 mil e 10 mil quilos por hectare. Foi-se o tempo em que o grande diferencial da agricultura brasileira para os Estados Unidos era a tecnologia, a produtividade. Em condições de clima e manejo adequados, já não são raras as lavouras no Brasil com rendimento similar ou até superior aos campos norte-americanos. Ou seja, o desafio virou meta.
Em uma série de 20 anos é possível mostrar com clareza esse incremento. Entre os ciclos 2014/15 e 2024/25 a produção nacional saiu de 119 milhões para quase 310 milhões de toneladas, crescimento de 160%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nesse período, área foi de 47 milhões para 81 milhões de hectares, variação de 72%. O volume aumentou mais que o dobro da extensão cultivada, relação que evidencia em números o avanço tecnológico no campo.
Mais do que tecnologia, porém, vale ressaltar que estamos fazendo agricultura com inovação e sustentabilidade. As boas práticas adotadas no campo colocam o agronegócio brasileiro como a principal atividade econômica com sequestro de carbono neutro ou positivo, com capacidade única de compensar as emissões de CO2. E isso não é nenhuma novidade. Basta olhar para o sistema de plantio direto, técnica de cultivo sustentável com mais de 50 anos no Brasil.
Mas o avanço da produção, no entanto, só ocorre na combinação com a demanda, colocando o mercado como fator determinante nessa equação. A agricultura mais eficiente e principalmente mais competitiva está associada ao consumo, doméstico e internacional, um elo da cadeia onde também estamos melhor preparados. Além do clima, já conseguimos mitigar com mais efetividade possíveis efeitos nocivos da economia, política e geopolítica que afeta mercados e produção.
Nas últimas duas décadas nos transformamos no maior produtor (170 milhões de toneladas) e exportador (100 milhões de toneladas) mundial de soja, nossa produção de milho rompeu as 100 milhões de toneladas e nos consolidamos como maior exportador mundial do cereal. Por outro lado, também estamos fazendo a lição de casa, agregando valor a produção primária com índices nunca vistos de processamento.
Criamos demanda interna, com maior liquidez e forte pegada ambiental. Soja e milho viram carne e combustível, energia verde e renovável. Pelo menos 50 milhões de toneladas de soja e milho viram biodiesel e etanol no Brasil. É mais emprego e renda, dentro e fora da porteira. É maior valor adicionado ao Produto Interno Bruto (PIB) que vêm do agro, responsável por quase 1/3 das riquezas econômicas geradas no país.
Hoje, em plena implantação de um novo ciclo, a safra 2025/26, o setor enfrenta novamente uma série de dificuldades e incertezas. Crédito, clima, mercado… Mas sempre foi assim. Com maior ou menor intensidade, faz parte da rotina de quem produz. Por isso a importância dessa reflexão de potencial, de onde chegamos e do caminho a percorrer.
Não podemos menosprezar e nem descuidar das dificuldades de um mercado globalizado que impactam sobremaneira o agronegócio no Brasil e no mundo. Como não podemos ignorar nossa capacidade de superação e de produção. O passado recente mostra que as oportunidades surgem na medida em que crescem os desafios. E se tecnologia e mercado são os diferenciais, o agricultor brasileiro fica atrás de ninguém.
E para concluir essa reflexão, em especial sobre potencial, vale lembrar a produção agrícola nos Estado Unidos está estagnada na área cultivada, em queda e limitada abaixo dos 100 milhões de hectares, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Enquanto no Brasil o cultivo rompe os 80 milhões de hectares impulsionado por outra prática sustentável, a de recuperação de áreas degradadas. Sem derrubar uma árvore sequer, surge um horizonte em potencial e adicional de 30 milhões de hectares. Como e no ritmo que isso vai acontecer, é o mercado quem vai dizer.
O mercado brasileiro de soja apresentou melhora nos preços ao longo da tarde desta quarta-feira (12), influenciado pela alta do dólar e pelo fechamento firme dos contratos futuros em Chicago. Apesar das negociações entre EUA e China sobre compras de soja, o impacto direto nos preços brasileiros foi limitado. A principal motivação para a movimentação no mercado interno veio da valorização do dólar e do posicionamento de compradores no interior do país.
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O analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, destacou que os produtores aproveitaram para avançar um pouco nas vendas, principalmente no mercado interno. Nos portos, a movimentação foi mais contida, com negócios firmes concentrados em algumas praças do interior.
Preços de soja no Brasil
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 125,00
Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
Rio Verde (GO): subiu de R$ 126,00 para R$ 128,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,00 para R$ 140,50
Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,50 para R$ 140,00
Soja em Chicago
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam firmes, em meio à volatilidade e à expectativa pelo relatório de novembro do USDA, que trará ajustes na projeção da safra americana 2025/26 e nos estoques de passagem.
A retomada das compras chinesas nos Estados Unidos ainda é incerta, com informações apontando novas aquisições na América do Sul e estoques elevados na China.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro subiram 6,50 centavos de dólar, a US$ 11,33 3/4 por bushel, e a posição março avançou 6,00 centavos, a US$ 11,44 por bushel. No farelo, a posição dezembro fechou em US$ 321,00 por tonelada, com alta de US$ 4,10. Já o óleo, em dezembro, caiu 0,48 centavo, a 50,62 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,35%, negociado a R$ 5,2921 para venda e R$ 5,2901 para compra, oscilando entre R$ 5,2661 e R$ 5,3021.
A queda do dólar para abaixo de R$ 5,30 trouxe um misto de preocupação e esperança ao agronegócio. Para quem exporta, é ruim, cada dólar recebido vira menos reais. Para quem compra insumos importados, pode ser bom: fertilizantes, defensivos e máquinas tendem a ficar um pouco mais baratos.
O problema é que essa “boa notícia” demora a aparecer na prática. Mesmo com o real valorizado, o preço dos insumos recua pouco. Os motivos são simples: estoques antigos, contratos em dólar e custos internos elevados, como frete, combustível e crédito caro, acabam anulando parte do ganho cambial.
Enquanto isso, o lado ruim vem rápido. O produtor exportador, já pressionado por dívidas e juros altos, vê sua rentabilidade encolher. A soja, milho, carne e outros produtos exportados valem menos em reais, reduzindo o caixa das propriedades e travando novos investimentos.
Ainda assim, o câmbio mais baixo pode ser usado a favor do produtor. É hora de renegociar contratos, buscar eficiência e aproveitar o momento para planejar compras de insumos antes que o dólar volte a subir.
No fim das contas, o ditado se confirma: é ruim, mas é bom, depende de como cada produtor reage. Quem entender o câmbio como ferramenta de gestão, e não como inimigo, pode transformar essa maré em oportunidade.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
Durante a programação da COP30, a CropLife Brasil, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), lançou o documento “Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima”. A publicação reúne experiências que mostram como o agronegócio brasileiro vem adotando tecnologias sustentáveis e soluções inovadoras para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.
Segundo o presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão, o objetivo é mostrar que inovação e clima estão conectados e que o setor agropecuário tem papel central na transição para uma economia de baixo carbono.
“O produtor hoje tem vários tipos de tecnologia à sua disposição, e é importante que ele use conforme suas necessidades, sempre pensando na produtividade com sustentabilidade, que devem andar juntas”, afirmou.
Inovação tecnológica e sustentabilidade
O documento aborda temas como complementariedade dos insumos, integrando defensivos químicos, biológicos e biotecnologia. A proposta, segundo Leão, é mostrar como o uso combinado dessas tecnologias aumenta a eficiência no campo e contribui para práticas produtivas mais sustentáveis.
Entre os exemplos apresentados estão os avanços no uso de bioinsumos, que têm se expandido rapidamente no país.
Crescimento dos bioinsumos no Brasil
De acordo com levantamento da CropLife Brasil divulgado em maio, o uso de bioinsumos cresceu 13% na safra 2024/25, alcançando 156 milhões de hectares de área tratada. Nos últimos três anos, o setor vem crescendo em média 22% ao ano, ritmo quatro vezes superior à média mundial.
“O Brasil é um dos países que mais adotam essa tecnologia. Cerca de 30% da área agrícola já utiliza bioinsumos de alguma forma, e o potencial de expansão ainda é muito grande”, destacou Leão.
Atualmente, o mercado nacional de bioinsumos movimenta cerca de R$ 5 bilhões, com previsão de crescimento de dois dígitos ao ano. Globalmente, a expectativa é que o setor avance 13% ao ano até 2027, segundo projeções citadas pela entidade.
Perspectivas
A CropLife Brasil também vê oportunidades de ampliar as exportações de bioinsumos desenvolvidos no país. O setor aposta na inovação tecnológica, no manejo integrado e na cooperação internacional como caminhos para fortalecer a sustentabilidade no agro e consolidar o papel do Brasil como referência global em agricultura de baixo carbono.
Clientes e funcionárias de um salão de beleza em Teresina, Piauí, no bairro Mocambinho, zona norte da cidade, foram surpreendidas nesta terça-feira (11) com a entrada de um cavalo no local. O episódio foi registrado por câmeras de seguranças.
As imagens mostram o animal entrando pela porta da frente em um momento em que o salão estava aberto para atendimento. O cavalo anda pelo local até parar diante de um espelho, onde permanece por alguns segundos, aparentemente observando o próprio reflexo.
Assustadas, algumas clientes se afastam, enquanto duas pessoas tentam laçar o animal, que resiste e se esquiva. Em seguida, uma funcionária usa uma vassoura para espantá-lo, e o cavalo sai correndo do estabelecimento.
Ninguém ficou ferido durante o episódio, e o estabelecimento não teve qualquer tipo de dano ou prejuízo causado pela entrada do animal. Nas redes sociais, o vídeo repercutiu rapidamente, e internautas se divertiram com a tranquilidade do cavalo, que foi apelidado de “cliente mais inusitado do dia”.
O manejo do gado por meio de sistemas de pastejo intensivo se destaca como a chave para aumentar a lotação e a rentabilidade por hectare.
A dúvida do pecuarista João José Ribeiro, de Gurupi (TO), sobre as diferenças entre o pastejo rotacionado e o pastejo ultradenso envolve duas filosofias distintas de intensificação.
No quadro “Giro do Boi Responde”, do programa Giro do Boi, o engenheiro agrônomo Marcius Gracco, da Intensifique Consultoria, informa que, embora ambos os sistemas busquem o aumento de produtividade, a forma de uso da área e o foco do manejo são diferentes.
Segundo ele, o pastejo rotacionado é considerado a principal aposta da pecuária nacional para intensificar a produção.
Confira:
Diferenças entre os sistemas de pastejo
A diferença fundamental do pastejo rotacionado em relação aos sistemas contínuo e alternado é o controle. Este sistema exige a divisão da propriedade em vários piquetes, respeitando a fisiologia da planta, ou seja, a altura ideal de entrada e saída da forrageira.
No pastejo rotacionado, o principal objetivo é respeitar a fisiologia da planta e aumentar a lotação. Os animais permanecem um período maior no piquete, geralmente de dois a três dias, garantindo o descanso necessário para o pasto.
Em contraste, o pastejo ultradenso adota uma filosofia diferente, buscando altas lotações instantâneas por um período curto, utilizando o resíduo do animal para fertilizar a área.
Recomendações para pecuaristas
A principal recomendação do especialista, independentemente do sistema escolhido, é respeitar a fisiologia da planta. Quando pastejada, a planta utiliza os carboidratos da raiz para emitir novas folhas, devolvendo o carboidrato à raiz por meio da fotossíntese. Desrespeitar esse ciclo pode prejudicar a alta produtividade.
Com o pastejo rotacionado, os pecuaristas podem atingir médias de lotação muito elevadas. Partindo de uma média de 0,8 a 1,5 Unidade Animal (UA) por hectare no sistema convencional, é possível alcançar, em áreas adubadas e irrigadas no verão, até quinze Unidades Animais por hectare.
Com o aumento de eventos extremos no campo, como granizo e vendavais, cresce a necessidade de preparo legal e técnico. Em entrevista exclusiva, o advogado Fábio Lamonica esclarece os caminhos que o produtor deve seguir para garantir indenizações, renegociar dívidas e proteger o patrimônio rural.
Perdas no campo
Em caso de chuvas intensas, ventos fortes ou granizo, os danos nas lavouras podem ser irreversíveis. Mas os prejuízos podem ser amenizados quando o produtor rural sabe como agir. De acordo com Fábio Lamonica, advogado especializado em Direito Bancário e do Agronegócio, o primeiro passo é a documentação adequada do sinistro. “O produtor precisa registrar o ocorrido, de preferência com laudos técnicos elaborados por peritos ou pelo engenheiro agrônomo que acompanhou a lavoura desde o início”, orienta.
Se houver seguro rural contratado, é essencial revisar a apólice e as Condições Gerais para verificar quais riscos estão cobertos. “Com essas informações em mãos, o produtor deve notificar a seguradora imediatamente e registrar o chamado ‘aviso de sinistro’”, explica Lamonica. A partir desse momento, acompanhar os prazos do processo passa a ser essencial. “Cada seguradora tem seu fluxo, mas todas estão sujeitas a prazos legais que devem ser respeitados”, completa.
Tecnologias agilizam a perícia e protegem o produtor
Em situações de grande impacto climático, a perícia rápida é fundamental para que o produtor retome as atividades. Segundo Lamonica, ferramentas tecnológicas como imagens de satélite têm sido aliadas nesse processo. “Elas permitem uma análise comparativa do antes e depois das áreas afetadas, o que garante mais precisão na constatação das perdas e também mais segurança para o agricultor”, afirma.
Essa modernização também facilita a liberação das áreas para replantio ou outras ações corretivas, reduzindo o ciclo de perdas secundárias.
Na avaliação de Lamonica, o laudo elaborado por um técnico que acompanhou toda a safra é o documento que melhor retrata a realidade do campo após o sinistro. “Esse histórico permite avaliar se o produtor cumpriu o plano de custeio, seguiu as recomendações técnicas e teve boa-fé na condução da lavoura”, destaca.
No entanto, o produtor também pode contratar um perito independente, especialmente em casos de divergência com a seguradora. “Em determinadas situações, é possível inclusive recorrer a um processo judicial chamado ‘produção antecipada de provas’, no qual o juiz nomeia um perito para elaborar um laudo que terá valor legal em ações futuras”, explica Lamonica.
Esse tipo de prova pode ser crucial não apenas para a seguradora, mas também para renegociações com instituições financeiras.
Crédito rural: direito ao alongamento de dívidas após perdas climáticas
O Manual de Crédito Rural ampara o produtor em caso de perdas por eventos climáticos. Conforme Lamonica, o agricultor tem direito ao alongamento das dívidas, desde que comprove sua incapacidade temporária de pagamento e a viabilidade futura do empreendimento.
“O produtor deve formalizar a situação junto ao credor, apresentando laudos de perdas e um laudo de capacidade de pagamento”, explica. Ele também alerta para um ponto crítico: “O credor deve manter os mesmos encargos financeiros — juros e garantias originais — sem aplicar multas ou juros moratórios. Qualquer exigência de novas garantias, como a alienação fiduciária de imóvel, pode colocar em risco o patrimônio da família”, adverte.
Mesmo com mecanismos legais à disposição, muitos produtores desconhecem seus direitos ou não sabem como acioná-los. “Há muita desinformação na internet que não condiz com a legislação brasileira ou com a interpretação do Judiciário”, critica Lamonica.
Ele reforça a importância de buscar orientação qualificada. “O produtor precisa estar assessorado por profissionais sérios, que saibam usar os instrumentos jurídicos corretamente. Isso faz toda a diferença na hora de garantir o cumprimento dos seus direitos”, afirma. Apesar disso, Lamonica reconhece que entidades como sindicatos, federações e associações têm avançado na capacitação jurídica do campo. “É um trabalho importante, que precisa ser ampliado”, conclui.
Embora existam instrumentos legais robustos para proteger o produtor diante de perdas climáticas, muitos ainda não sabem como acioná-los corretamente. A diferença entre ser indenizado ou arcar sozinho com o prejuízo começa com o conhecimento das regras, passa pela documentação precisa e exige acompanhamento atento dos prazos e condições contratuais.
Dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga-MS), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), em parceria com a Aprosoja/MS, divulgados na semana passada, apontam que o plantio da soja em Mato Grosso do Sul já ultrapassou a metade para a área 2025/26. Até o momento, a operação de semeadura foi realizada em 3,26 milhões de hectares, o que representa 61,6% da área total.
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De acordo com o levantamento, a região Sul é a mais adiantada, com 68% da área já plantada, seguida pela área central, com 54,7%, e pela Norte, com 46,8%. Em comparação com o mesmo período do ciclo anterior, o avanço do plantio está 4,2 pontos percentuais abaixo, reflexo da falta de chuvas que tem afetado o ritmo das operações no campo.
Os registros históricos do Siga-MS indicam que a melhor janela de semeadura se encerra em 14 de novembro, quando, em média, cerca de 80% da área total costuma estar plantada.
O assessor técnico da Aprosoja/MS, Flávio Aguena, destacou o avanço observado no Norte do Estado. “O destaque dessa semana foi a evolução do plantio na região Norte que, após um pequeno atraso na largada do plantio por falta de chuva, avançou 23,7 pontos percentuais em apenas uma semana”, afirmou.
Expectativa para o estado
Para esta safra, a estimativa de produção é de 15,2 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento de 8,1% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada deve alcançar 4,7 milhões de hectares, crescimento de 5,9%, com produtividade média estimada em 52,82 sacas por hectare, aumento de 2% frente à safra passada.
A JBS foi destaque no painel “Diálogos por uma economia de baixo carbono – SB COP Awards”, realizado nesta quarta-feira (12) durante a COP30, em Belém (PA). O Programa Escritórios Verdes, criado pela empresa em 2021, foi um dos vencedores entre 670 propostas de 60 países, reconhecido entre os 48 cases globais selecionados pela Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) voltada a soluções climáticas no setor privado.
O reconhecimento posiciona a JBS entre as empresas que vêm apresentando resultados concretos na transição para uma economia de baixo carbono, especialmente em áreas como sistemas alimentares e uso da terra. A SB COP, que representa quase 40 milhões de empresas no mundo, avaliou os projetos com base em três critérios: escala, impacto e potencial de replicação.
Modelo de apoio ao produtor rural
Os Escritórios Verdes foram destacados como um modelo de apoio ao produtor rural, com foco em regularização ambiental, assistência técnica e gestão no campo. Para o presidente da Friboi, Renato Costa, o reconhecimento reforça a importância da integração entre sustentabilidade e eficiência produtiva.
“Os Escritórios Verdes são um exemplo concreto de como é possível aliar sustentabilidade e produtividade no campo. Nosso compromisso é ajudar o produtor rural a vencer barreiras que muitas vezes o impedem de avançar, seja na regularização ambiental, na gestão ou na adoção de boas práticas sustentáveis”, afirmou.
Resultados alcançados
Criado há quatro anos, o programa oferece atendimento gratuito a produtores — fornecedores ou não da companhia — e já conta com 20 unidades físicas em oito estados brasileiros, além do Escritório Verde Virtual, lançado em 2024. Desde então, a plataforma digital realizou 12.668 atendimentos.
Segundo dados da empresa, o impacto é mensurável: 20 mil propriedades foram auxiliadas no processo de regularização ambiental, e mais de 8 mil hectares foram destinados à recuperação florestal.
O programa também tem contribuído para a reinserção produtiva de fazendas que estavam fora da conformidade legal, permitindo o retorno às atividades de forma sustentável e em linha com as políticas de compra da companhia.
Com a premiação, a JBS reforça sua estratégia de ampliar ações de baixo carbono e inclusão produtiva no campo, consolidando os Escritórios Verdes como uma referência em gestão ambiental e assistência técnica no agronegócio brasileiro.