quinta-feira, abril 23, 2026

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Exportações de frango batem recorde de receita em março, mesmo com impacto da guerra


Frango de corte, avícola
Foto: Lucas Scherer

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 504,3 mil toneladas em março, considerando produtos in natura e processados. O volume representa alta de 6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 476 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita também registrou recorde no mês, somando US$ 944,7 milhões, avanço de 6,2% na comparação anual. Em março do ano passado, o faturamento havia sido de US$ 889,9 milhões.

No acumulado do primeiro trimestre, o setor exportou 1,456 milhão de toneladas, crescimento de 5% frente ao mesmo período de 2025. Em receita, o avanço foi de 6,9%, totalizando US$ 2,764 bilhões.

A retomada das compras pela China contribuiu para o desempenho das exportações. O país importou 51,8 mil toneladas em março, alta de 11,6% na comparação anual.

Entre os principais destinos também estão Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%), Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%), África do Sul, com 33,1 mil toneladas (+21,4%) e União Europeia, com 30,7 mil toneladas (+33,7%).

Apesar do avanço geral, o conflito no Golfo Pérsico afetou parte dos embarques. As exportações para países do Oriente Médio recuaram 19,8% em março na comparação com fevereiro, período anterior ao fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo a ABPA, o fluxo de exportações segue ativo por rotas alternativas. Mais de 100 mil toneladas foram enviadas à região no mês, sendo cerca de 45 mil toneladas destinadas a países diretamente impactados pelas restrições logísticas.

De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Santin, medidas adotadas pelo setor e pelo governo têm permitido manter o abastecimento, enquanto a demanda permanece aquecida em outros mercados, especialmente na Ásia.

O Paraná se manteve como principal estado exportador, com 202 mil toneladas embarcadas em março, alta de 5,1% na comparação anual.

Na sequência aparecem Santa Catarina, com 109 mil toneladas (+2,7%), Rio Grande do Sul, com 70,7 mil toneladas (+11,9%), São Paulo, com 32,5 mil toneladas (+22,6%), e Goiás, com 26 mil toneladas (+14,8%).

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Guerra faz exportações brasileiras para o Oriente Médio despencarem


Empresa suspende aceitação de reservas de cargas para sete países do Oriente Médio
Foto: Wikimedia Commons

As exportações brasileiras para o Oriente Médio caíram 26% em março, primeiro mês do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o valor exportado para os 15 países da região recuou de US$ 1,2 bilhão em março de 2025 para US$ 882 milhões neste ano.

A queda atingiu principalmente produtos do agronegócio. As exportações de carne suína recuaram 59%, enquanto as vendas de frango — principal item enviado à região — caíram cerca de 22%. Já os embarques de soja diminuíram 25%.

De acordo com o diretor de Estatísticas do Mdic, Herlon Brandão, ainda é cedo para mensurar todos os efeitos do conflito sobre o comércio internacional. Segundo ele, é necessário mais tempo para afirmar com precisão o impacto da guerra sobre o fluxo comercial.

No fim de março, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para permitir a passagem e o armazenamento temporário de mercadorias do agronegócio destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central. Os efeitos da medida devem aparecer a partir dos dados de abril.

O principal destaque positivo das exportações brasileiras foi o petróleo. As vendas de óleo bruto cresceram 70,4% em valor, totalizando US$ 4,7 bilhões. Em volume, o avanço foi de 75,9%.

Apesar da alta, o governo afirma que ainda não é possível estabelecer uma relação direta com o conflito, embora a guerra já tenha afetado cerca de 20% do comércio global de petróleo e pressionado os preços internacionais.

Para os próximos meses, a expectativa é de redução nas exportações do produto. Em meados de março, o governo instituiu uma alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo, como forma de compensar subsídios ao diesel.

Além do Oriente Médio, outros mercados relevantes também reduziram as compras de produtos brasileiros em março, na comparação anual. As exportações para os Estados Unidos caíram 9,1%, para o Canadá recuaram 10% e, para a Argentina, 5,9%.

Por outro lado, as vendas para a China cresceram 17,8%, reforçando o papel do país como principal parceiro comercial do Brasil.

No comércio com os Estados Unidos, o Brasil registrou déficit, com exportações de US$ 2,8 bilhões e importações de US$ 3,3 bilhões. Já com a China, houve superávit de US$ 3,8 bilhões no período.

As exportações para a União Europeia avançaram 7,3%. No caso da Argentina, apesar da queda nas vendas, o saldo comercial permaneceu positivo.

No total, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 6,4 bilhões em março. As exportações somaram US$ 31,7 bilhões, alta de 10%, enquanto as importações cresceram 20,1%, alcançando US$ 25,2 bilhões.

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Trump anuncia cessar-fogo com Irã por duas semanas


Donald Trump em coletiva de imprensa sobre ação militar na Venezuela
Foto: Reprodução/Youtube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que chegou a um acordo para suspender os ataques contra o Irã por um período de duas semanas.

Segundo o republicano, a decisão foi tomada após conversas com autoridades do Paquistão, que apresentaram uma proposta de cessar-fogo temporário.

“Concordei em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump em suas redes sociais. Ele classificou a medida como um cessar-fogo “de mão dupla”.

O presidente também afirmou que uma proposta com dez pontos foi apresentada e que considera o documento uma base viável para negociação.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou que o país aceitará interromper as ações militares, desde que não haja novos ataques ou ameaças.

A declaração foi feita após o anúncio de Trump sobre a suspensão das ofensivas. Segundo o governo iraniano, haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz durante o período de duas semanas, com coordenação das Forças Armadas do país.

Horas antes do anúncio, Trump havia feito declarações sobre possíveis ações militares caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz. Durante questionamento de jornalistas, o presidente não comentou sobre possíveis implicações legais dessas ameaças.

Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra, estabelecem limites para ações militares, incluindo a proteção de civis e infraestruturas.

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AgroNewsPolítica & Agro

arte e tradição estão representadas em estandes do Pavilhão da Agricultura Familiar


O espaço destinado à produção artesanal segue como uma das tradições mais queridas da Tecnoshow COMIGO, evento realizado de 6 a 10 de abril em Rio Verde (GO). Em 2026, o Pavilhão da Agricultura Familiar e Artesanato reúne estandes com itens produzidos de forma manual em diversas regiões de Goiás e do Brasil, oferecendo desde gastronomia até peças exclusivas de decoração. 

Entre os expositores está o Ateliê da Rosângela, onde é possível conferir o talentoso trabalho de Rosângela Moraes Pereira, que reúne 20 anos de experiência na produção de doces e artesanatos em tecido e crochê e, quando não expõe no evento, comercializa seus produtos em sua loja em Rio Verde. “Aprendi a receita dos doces com a minha mãe, é algo que vem de família”, pontua, citando também seus trabalhos em crochê e reciclagem de tecidos, como um avental feito com o reaproveitamento de calças jeans.  

Participante do evento há cinco edições, ela destaca o acolhimento que recebe da organização e classifica a feira como um ponto de encontro aguardado o ano todo. “Mesmo quando o cansaço bate no fim do dia, a recepção é tão boa e as amizades que fiz aqui são tão fortes que já fico ansiosa esperando pela próxima edição”, afirma a expositora. 

A tradição no artesanato em madeira é representada por José Oliveira Costa, o Zezinho, que participa da Tecnoshow COMIGO há 16 anos. Funcionário público em Aparecida do Rio Doce (a 70km de Rio Verde), ele dedica seu tempo livre à criação de peças pirografadas, como quadros, molduras e utilitários, fazendo uso de técnicas que ele mesmo desenvolveu ao longo das últimas quatro décadas. 

“Procuro trazer novidades todo ano, como as xícaras personalizadas nessa edição, além de produzir peças com materiais reaproveitados para criar peças originais. É gratificante ver o retorno das pessoas e saber que o pessoal do evento já nos conhece e nos apoia há tanto tempo”, conclui o artesão, que expõe no pavilhão junto da esposa, Ruth Maria da Costa. 

O pavilhão também abre espaço para o reconhecimento da gastronomia goiana. É o caso do Sítio Boca do Mato, de Mambaí, que apresenta molhos e pastas produzidos a partir de frutos do Cerrado. O empreendimento, que completa dez anos em 2026, conquistou a medalha de ouro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pelo melhor molho original do Brasil, feito à base de cagaita, fruto típico do cerrado. 

Cláudio Emiliano é o responsável pela distribuição dos produtos para todo o Brasil, via distribuidora Caza do Sítio, e afirma que a feira é uma vitrine estratégica para mostrar o potencial dos ingredientes naturais da região. “Nossos produtos são conservados apenas com sal e vinagre, sem corantes ou conservantes artificiais. É a nossa segunda vez na Tecnoshow e a estrutura é impecável, o que nos dá uma expectativa muito alta para apresentar o sabor do Cerrado, como o pequi e o baru, para o público que visita o evento”, finaliza. 





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Ciclone se afasta, mas mantém ventos de até 90 km/h, enquanto frente fria avança


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

A quarta-feira (8) começa com mudanças importantes no tempo em várias regiões do país. O ciclone extratropical se afasta da costa do Rio Grande do Sul, mas ainda influencia o clima no Sul, enquanto uma frente fria avança e provoca instabilidades no Sudeste e Centro-Oeste.

Sul

Mesmo com o ciclone se deslocando para o oceano, o Sul do Brasil ainda registra rajadas de vento entre 40 e 50 km/h, podendo chegar a 70 km/h em áreas do leste de Santa Catarina e do Paraná. No litoral gaúcho, os ventos podem alcançar até 90 km/h.

A frente fria mantém o tempo instável no norte e litoral norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre, com pancadas de chuva moderadas a fortes.

No Paraná, a chuva se concentra no norte, nordeste, leste e litoral. Já no interior e no sul gaúcho, as precipitações ocorrem de forma mais fraca e o sol aparece entre nuvens.

As temperaturas caem em grande parte da região, deixando o dia mais ameno. O mar permanece agitado em toda a faixa litorânea.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria avança ao longo do dia e amplia as áreas de instabilidade, principalmente em São Paulo e Minas Gerais.

Há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes no interior paulista, Triângulo Mineiro, sul e sudoeste de Minas Gerais, além de áreas da Zona da Mata. Em São Paulo, o risco de temporais se estende para praticamente todo o estado.

No Rio de Janeiro, as instabilidades aumentam no sul, interior e região serrana, enquanto no Espírito Santo há previsão de chuva fraca a moderada, especialmente no litoral.

As temperaturas diminuem em São Paulo e no sul de Minas, enquanto seguem elevadas no restante da região. O mar também permanece agitado no litoral.

Centro-Oeste

A influência da frente fria chega ao Centro-Oeste e provoca pancadas de chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso.

No Mato Grosso do Sul, as instabilidades se intensificam ao longo do dia, com chuva moderada a forte em grande parte do estado.

Em Goiás, as pancadas também se espalham, com risco de maior intensidade. Já em Mato Grosso, o aumento da umidade favorece chuvas mais fortes no centro-sul e oeste.

As temperaturas seguem elevadas na maior parte da região, mas há queda nos termômetros no sul de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás.

Nordeste

No Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e os distúrbios ondulatórios de leste intensificam as chuvas.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes no Maranhão, Piauí, Ceará e no litoral entre Rio Grande do Norte e Pernambuco.

O risco de temporais é maior no interior do Maranhão, oeste do Piauí, sul do Ceará e em áreas do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

No restante da região, o tempo segue mais firme, com calor predominando.

Norte

A combinação de calor e alta umidade mantém o tempo instável no Norte do país.

Estados como Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Roraima devem registrar pancadas de chuva moderadas a fortes, com risco de temporais isolados.

No Amapá e no norte do Pará, a atuação da ZCIT reforça as instabilidades.

As temperaturas permanecem elevadas, com sensação de abafamento ao longo do dia.

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Inflação vai definir queda de juros nos EUA, diz Fed


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (19), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que após o feriado, o petróleo subiu mais de 4% e voltou a US$ 70, impulsionado por tensões geopolíticas.

O Fed reforçou que cortes de juros dependem de inflação convergindo à meta, elevando Treasuries e o dólar global. No Brasil, o Ibovespa caiu 0,24% a 186 mil pontos e o dólar fechou em R$ 5,24. Hoje, foco no IBC-Br de dezembro e PIB dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Clima de outono deve pressionar produção



Projeção vale para a Argentina e para a fronteira do Rio Grande do Sul



Foto: Nadia Borges

A dinâmica climática do outono deverá impor desafios relevantes ao cenário agrícola, com impacto direto sobre o desenvolvimento das lavouras e o planejamento da próxima safra na Argentina e na fronteira do Rio Grande do Sul. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a estação será marcada pela entrada de massas de ar polar que tendem a definir o comportamento agroclimático nos próximos meses.

A previsão indica a ocorrência de geadas precoces nas regiões centro e sul, além da formação de uma faixa seca em diagonal sobre o oeste do NOA e parte da Região Pampeana. Esse padrão também deve resultar em volumes de chuva abaixo da média nas principais áreas produtivas, o que reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas ao longo do período, especialmente com foco na campanha fina 2026/27.

O cenário exige atenção redobrada dos produtores, já que a combinação entre frio antecipado e menor disponibilidade hídrica pode comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras e influenciar decisões de manejo. A irregularidade das precipitações também tende a ampliar os riscos em regiões mais sensíveis ao déficit hídrico.

Para o inverno, no entanto, a perspectiva é mais favorável ao desenvolvimento das culturas. A menor incursão de ar polar, caracterizado por frio intenso e baixa umidade, deve reduzir a faixa seca observada no outono, permitindo a ocorrência de chuvas próximas da normalidade na maior parte da área agrícola.

Esse ambiente pode favorecer a transição vegetativa das culturas de inverno, garantindo aporte hídrico adequado e criando condições positivas para o macollaje, etapa determinante para a formação do potencial produtivo das lavouras.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Frango/Cepea: Produção recorde ajuda a explicar queda recente nos preços


O setor avícola nacional registrou produção recorde de carne em 2025, mesmo com o ano marcado por um caso de gripe aviária. O volume atingiu 14,3 milhões de toneladas, conforme dados divulgados neste mês pelo IBGE. O crescimento foi de 4,2% frente a 2024, representando o avanço anual mais intenso desde 2021. No quarto trimestre de 2025, a produção somou 3,65 milhões de toneladas de carne de frango, o maior resultado trimestral de toda a série histórica do IBGE. Em relação ao período anterior, houve uma alta de 1,5%; e, em comparação com o último trimestre de 2024, o avanço foi de expressivos 8%. Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo acelerado de produção ampliou a oferta interna, pressionando os valores. Projeções realizadas pelo Centro de Pesquisas apontam crescimento na disponibilidade interna de carne de dezembro para janeiro (quando foi recorde), caindo levemente em fevereiro, mas voltando a subir neste mês de março. Esse cenário é verificado mesmo diante do excelente desempenho das exportações brasileiras da proteína. Para o próximo trimestre do ano, o Cepea estima que o ritmo de abates da indústria deve diminuir, o que tende a limitar a oferta. Somado a isso, o fim da Quaresma tende a fortalecer a demanda, podendo resultar em uma reação nos preços internos dos produtos avícolas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Crise global dispara preços e ameaça o agro



O preço dos fertilizantes está pesando



Foto: Canva

A escalada das tensões geopolíticas tem provocado impactos diretos nas cadeias globais de insumos agrícolas, com reflexos imediatos sobre custos e disponibilidade. A análise é de José Carlos de Lima Júnior, cofundador e professor da Harven Agribusiness School, que aponta a intensificação desse cenário a partir de dados divulgados pela Fertilizer Week.

De acordo com as informações mais recentes, os preços dos fertilizantes seguem em alta à medida que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se prolonga, afetando o tráfego no Estreito de Ormuz, hoje praticamente paralisado. A interrupção dos embarques no Oriente Médio já começa a impactar os estoques globais de enxofre, insumo derivado do refino de petróleo e essencial para a produção de diversos fertilizantes.

A redução da oferta de enxofre desencadeia um efeito em cadeia na rede de suprimentos, levando o mercado a operar com estoques limitados. Esse movimento já é observado em grandes produtores globais. A OCP Group, do Marrocos, maior produtora de fosfato do mundo, antecipou a manutenção de suas unidades e projeta queda de até 30% na produção no segundo trimestre, refletindo diretamente a escassez do insumo.

O impacto já aparece nos preços. O ácido sulfúrico acumula alta de US$ 75 por tonelada para compradores brasileiros, enquanto a pressão se estende para produtos como ureia, amônia, cloreto de potássio e fosfatos. A análise também indica que o efeito pode alcançar outros segmentos ligados ao agro, como defensivos e embalagens, caso a restrição avance sobre derivados como polímeros, metanol e gás natural liquefeito.

O cenário expõe a vulnerabilidade da cadeia global de insumos e amplia os riscos para a produção agrícola. Na avaliação apresentada, decisões concentradas em poucos agentes acabam gerando consequências amplas, atingindo diretamente bilhões de pessoas por meio do encarecimento dos alimentos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em passaporte e adesivos interativos para promover conexão entre visitantes


A Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em experiências interativas para reforçar o conceito “O Agro Conecta”, com iniciativas que estimulam a circulação e o engajamento do público ao longo de toda a programação. O “Passaporte das Conexões”, voltado exclusivamente aos cooperados, e o “Adesivo de Conexão”, aberto a todos os visitantes, consolidam a proposta de promover encontros e trocas durante a feira, que será realizada de 6 a 10 de abril, em Rio Verde (GO).

O “Passaporte das Conexões”, um item colecionável, desenvolvido em formato de livreto, convida o cooperado a percorrer sete estações temáticas distribuídas pelo evento. Inspirado em passaportes tradicionais, reúne elementos visuais da feira e espaços internos destinados aos carimbos, que registram a jornada do participante de forma prática e interativa.

A dinâmica tem início com a retirada do passaporte na Boutique Tecnoshow, mediante cadastro. Ao longo do circuito, o cooperado é incentivado a visitar diferentes espaços, como os plots de Agricultura e Pecuária, a Loja COMIGO, a Praça do Óleo, a área de distribuição de mudas, o Espaço Tecnologia e Inovação e o Espaço Sementinhas do Agro. Em cada parada, ao concluir as atividades propostas, recebe um carimbo correspondente à temática da estação, avançando no percurso de conexões.

Ao concluir o trajeto, o participante deve entregar o passaporte na Casa do Cooperativismo, garantindo um pin e um kit conector. Como incentivo adicional, os cooperados também poderão participar de três sorteios, que terão como prêmio óculos Ray-Ban Meta, equipados com recursos tecnológicos que permitem gravar vídeos, tirar fotos, ouvir música e utilizar a Meta AI.

Complementando a proposta, o “Adesivo de Conexão” amplia a experiência para todo o público da feira. Distribuídos nas portarias após o cadastro nos totens de entrada, os adesivos apresentam números repetidos entre os visitantes, estimulando a interação. Ao encontrar outra pessoa com a mesma numeração, ambos recebem um voucher de R$ 150,00 para utilização na Boutique, promovendo conexões espontâneas e fortalecendo o relacionamento entre os participantes.

“As iniciativas foram pensadas para transformar a visita em uma experiência mais participativa e significativa, incentivando o público a circular por diferentes espaços e a interagir entre si. Ao conectar pessoas, conhecimento e oportunidades, fortalecemos o propósito da Tecnoshow como um ambiente de troca e construção conjunta no agro”, afirma a coordenadora de comunicação da Tecnoshow COMIGO, Gabriele Triches.

Serviço

Tecnoshow COMIGO 2026

Data: 6 a 10 de abril de 2026

Horário: 8h às 18h

Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde (GO)

Entrada gratuita





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