quinta-feira, abril 23, 2026

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Cessar-fogo entre EUA e Irã faz dólar e petróleo caírem e alivia mercados


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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar caiu ao menor nível em dois anos, e a bolsa de valores renovou máximas históricas nesta quinta-feira (9), num dia marcado pelo alívio das tensões no Oriente Médio e maior apetite global por risco, diante de sinais de diálogo envolvendo Israel e Líbano.

O movimento foi impulsionado por expectativas de avanço diplomático na região, o que reduziu prêmios de risco e favoreceu ativos de países emergentes, como o Brasil.

Moeda

O dólar à vista encerrou o dia em queda de R$ 0,04 (-0,77%), cotado a R$ 5,063, no menor valor desde exatamente dois anos, em 9 abril de 2024. Por volta das 14h40, a moeda chegou à mínima de R$ 5,05.

A desvalorização ocorreu em linha com o enfraquecimento global da divisa estadunidense e a melhora no cenário externo, com investidores reagindo a sinais de distensão geopolítica.

Entre os fatores que contribuíram para o alívio, estão relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido a Israel a redução de ataques ao Líbano, além da indicação de que o governo israelense pretende iniciar negociações.

No ano, o dólar acumula queda de 7,75% frente ao real.

Bolsa em alta

O Ibovespa acompanhou o cenário externo positivo e atingiu, pela primeira vez, o patamar dos 195 mil pontos. O índice fechou em alta de 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando recorde.

Foi o oitavo avanço consecutivo da bolsa brasileira e o 15º fechamento histórico em 2026. O movimento foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de grandes empresas, incluindo petroleiras e bancos.

No acumulado de abril, o índice sobe mais de 4%, enquanto no ano já avança acima de 21%.

Petróleo oscila

Os preços do petróleo registraram alta moderada, mas perderam força ao longo da sessão diante de sinais de possível avanço nas negociações entre Israel e Líbano.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 1,23%, a US$ 95,92. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,66%, para US$ 97,87.

Apesar da recuperação parcial, os preços seguem influenciados pela expectativa de redução das tensões na região, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

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Fim de semana terá queda de temperatura e chuva no Brasil com avanço de frente fria


Foto: Governo de São Paulo

A atuação de sistemas meteorológicos mantém o tempo instável em boa parte do Brasil. A sexta-feira (10) ainda é influenciada por uma frente fria no oceano, enquanto o fim de semana será marcado pelo avanço de novas instabilidades, principalmente no Sul.

Sul

Sexta-feira

O tempo fica mais firme na maior parte da região. Há previsão de chuva fraca e isolada no litoral do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

As temperaturas seguem mais baixas, com mínimas próximas de 5°C nas áreas mais altas da Serra Catarinense. Há chance de nevoeiro e geada pontual.

Sábado

Uma área de baixa pressão entre Paraguai e norte da Argentina muda o tempo. A chuva ganha força no Rio Grande do Sul, com intensidade moderada a forte nas regiões oeste, Campanha e sul do estado. À noite, as instabilidades avançam para Santa Catarina e Paraná.

Domingo

As instabilidades seguem atuando desde cedo no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná.

Há pancadas moderadas a fortes, com risco de temporais isolados. Ao longo do dia, a chuva se espalha pelo Paraná e interior catarinense, enquanto perde força na metade sul gaúcha.

Sudeste

Sexta-feira

A frente fria segue pelo oceano e mantém instabilidades. Há chuva no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em áreas do leste e norte de Minas Gerais. Em São Paulo, as pancadas ocorrem de forma irregular, principalmente entre a tarde e a noite.

Sábado

A influência marítima mantém chuva no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No Espírito Santo e em Minas Gerais, a combinação de umidade e cavados favorece pancadas mais intensas, com risco de temporais, principalmente no interior mineiro e no norte fluminense.

Domingo

A chuva se concentra no Espírito Santo, litoral norte do Rio de Janeiro e leste de Minas Gerais.

Há pancadas de intensidade fraca a moderada, com chuva mais forte no Espírito Santo. No oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro, há previsão de pancadas mais intensas, enquanto o restante da região segue com tempo firme e calor.

Centro-Oeste

Sexta-feira

O calor e a umidade favorecem pancadas isoladas. Chove principalmente em Mato Grosso e Goiás, com possibilidade de temporais localizados. Nas demais áreas, o tempo segue mais firme.

Sábado

As instabilidades aumentam. Há pancadas mais espalhadas em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada e trovoadas, principalmente na metade oeste da região.

Domingo

As instabilidades continuam desde cedo em Mato Grosso e oeste de Goiás. Também há pancadas em Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada a forte. Nas demais áreas, o tempo fica mais firme, com temperaturas elevadas.

Nordeste

Sexta-feira

A atuação da ZCIT e dos distúrbios ondulatórios de leste mantém chuva no litoral norte e leste. Há risco de temporais no Maranhão e pancadas em áreas da Bahia, Piauí e Ceará.

Sábado

As instabilidades aumentam. Há previsão de chuva moderada a forte no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, com risco de temporais.

Domingo

A atuação da ZCIT e dos DOLs mantém chuva desde cedo em boa parte da região. As pancadas se intensificam ao longo do dia no Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com risco de temporais. O tempo segue abafado.

Norte

Sexta-feira

A alta umidade mantém o tempo instável. Há pancadas frequentes, com risco de chuva forte e temporais no Amazonas, Pará, Acre e Roraima.

Sábado

As pancadas se intensificam em grande parte da região. Há risco de temporais e sensação de abafamento.

Domingo

As pancadas continuam em praticamente toda a região. A chuva segue com intensidade moderada a forte,

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AgroNewsPolítica & Agro

Alta generalizada acende alerta no mercado agrícola


O mercado global de agroquímicos atravessa um período de forte pressão nos custos de produção, com reflexos diretos sobre preços e oferta. Segundo análise do engenheiro agrônomo Rafael Gomes, baseada em dados coletados junto a parceiros de mercado e preços FOB China, esse movimento é influenciado principalmente pelo cenário chinês, referência na formação de preços internacionais.

O avanço dos custos está ligado a fatores como tensões geopolíticas, alta nos preços de energia e desequilíbrios na cadeia global de suprimentos. Ao mesmo tempo, mudanças regulatórias em diferentes países têm ampliado as despesas de produção, afetando a sustentabilidade do fornecimento.

Diversas matérias-primas já registram valorização, entre elas fenol, bromo, enxofre, metanol, isopropanol, dietanolamina, além de solventes e adjuvantes utilizados nas formulações. Esse encarecimento tem impacto direto sobre produtos finais e intermediários da indústria.

O glifosato técnico acumula alta próxima de 25% desde janeiro, impulsionado por aumentos em toda a cadeia produtiva, incluindo metanol, álcalis líquidos, glicina, formaldeído, paraformaldeído e cloro líquido. A elevação, portanto, deixa de estar concentrada em um único insumo e passa a refletir um movimento mais amplo.

Outros ativos também apresentam variações expressivas no período, como thiamethoxam, com alta de até 30%, chlorantraniliprole, que chega a 70%, além de lambda-cialotrina e bifentrina, com avanços de 23% e 20%, respectivamente.

Outro fator relevante veio da China, que anunciou em janeiro o cancelamento do reembolso de impostos sobre exportação para diversos produtos, com vigência a partir de abril de 2026. A medida atinge ativos como glufosinato, acefato, malathion, profenofos e ethephon, elevando imediatamente os preços FOB em cerca de 9%.





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Dólar no menor nível dos últimos 2 anos e mais: confira os destaques econômicos do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio geopolítico no Oriente Médio, que melhorou o apetite ao risco e impulsionou os mercados globais. Em NY, bolsas subiram com dólar mais fraco, apesar de PIB abaixo do esperado e inflação ainda elevada nos EUA.

No Brasil, o Ibovespa renovou máximas aos 195 mil pontos, com forte fluxo estrangeiro e alta de blue chips. O dólar caiu a R$ 5,06, menor nível em dois anos, enquanto o foco hoje recai sobre IPCA e CPI dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Alta silenciosa pode encarecer sua comida


A elevação dos custos de combustíveis na aviação agrícola tem ampliado a pressão sobre a produção rural e acendido um alerta para possíveis impactos nos preços dos alimentos e na economia. O movimento recente indica um cenário de alta relevante nos insumos energéticos utilizados nas operações aéreas, com efeitos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.

Levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), realizado em abril de 2026 com 30 empresas distribuídas em nove estados, mostra que os combustíveis mais utilizados na atividade registraram aumentos expressivos. A gasolina de aviação (AVGAS) teve alta média de 67,3%, passando de R$ 8,36 para R$ 13,99, enquanto o querosene de aviação (QAV) subiu 51,6%, de R$ 5,58 para R$ 8,46. Já o etanol e o diesel apresentaram variações menores, de 6,9% e 7,7%, respectivamente.

Como a maior parte da frota utiliza AVGAS e QAV, os impactos são mais intensos nas operações com aeronaves tripuladas. O aumento dos combustíveis tem refletido diretamente nos custos das empresas, com elevação entre 14% e 40%, e média próxima de 25%. Diante disso, o repasse aos clientes já supera 10% em algumas regiões.

O índice de inflação da aviação agrícola chegou a registrar queda em fevereiro, mas a estimativa para março aponta forte alta, impulsionada pela valorização do câmbio e pelo encarecimento de insumos energéticos. Esse cenário reforça a tendência de pressão inflacionária no setor.

Segundo o levantamento, o efeito não se limita às empresas. A aviação agrícola atende regiões que concentram a maior parte da produção nacional, o que amplia o alcance dos impactos. Com mais de 40% das exportações brasileiras concentradas em produtos agropecuários e forte dependência da operação aérea, o aumento de custos tende a se refletir nos preços internos, na competitividade e na balança comercial.


 





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AgroNewsPolítica & Agro

Emoção pode ser a chave para atitudes sustentáveis



O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra


O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra
O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra – Foto: Divulgação

A relação entre emoções e comportamento tem ganhado destaque nos estudos sobre alterações climáticas, especialmente na forma como o desconforto psicológico pode influenciar atitudes sustentáveis. Uma investigação recente indica que níveis moderados de preocupação com a crise climática podem estimular ações concretas em prol do ambiente, contribuindo para mudanças no comportamento individual.

O estudo foi liderado pela Universidade de Coimbra, no âmbito da linha de investigação em Psicologia das Alterações Climáticas do Instituto de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina. A análise envolveu 577 adultos da população portuguesa e avaliou a ligação entre características pessoais positivas, como empatia, altruísmo e conexão com a natureza, e a adoção de práticas sustentáveis.

Os resultados mostram que indivíduos com níveis mais elevados dessas características tendem a adotar comportamentos pró-ambientais com maior frequência. Além do efeito direto, os investigadores identificaram um impacto indireto mediado pelas emoções associadas às alterações climáticas. Níveis moderados de preocupação e mal-estar funcionam como impulso para ações como reduzir o consumo de recursos, escolher meios de transporte mais ecológicos e apoiar políticas ambientais.

Por outro lado, o estudo alerta que o sofrimento psicológico intenso pode ter efeito contrário, tornando-se paralisante e prejudicial ao funcionamento diário. A investigação contribui para a compreensão dos fatores psicológicos envolvidos na resposta social à crise climática e aponta caminhos para estratégias de comunicação e intervenção que incentivem atitudes sustentáveis sem agravar o sofrimento emocional.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra 26/27 entra em alerta com disparada de custos



As estimativas consideram alguma acomodação nos preços


As estimativas consideram alguma acomodação nos preços
As estimativas consideram alguma acomodação nos preços – Foto: United Soybean Board

O avanço das tensões no Oriente Médio passou a influenciar diretamente o planejamento da próxima safra brasileira, ainda em fase de definição de custos e estratégias produtivas. Segundo a Veeries, o cenário internacional já se consolidou como um fator estrutural para a temporada 2026/27, independentemente da duração de um eventual cessar-fogo anunciado recentemente.

Em pouco mais de um mês, os preços dos insumos, especialmente fertilizantes, registraram alta significativa em todas as culturas. Esse movimento tem levado produtores a revisar planos de plantio, com tendência de redução de área e maior cautela nas decisões. O ambiente de incerteza interrompe o ritmo de comercialização e reforça a postura de espera no campo.

As avaliações foram apresentadas no Market Update Grãos de abril, divulgado aos clientes da consultoria, enquanto os impactos sobre as compras de insumos aparecem no relatório Farmer Purchases, também de divulgação mensal. Os dados indicam que a elevação de custos já afeta diretamente o desenho da próxima safra.

A soja, por apresentar maior resiliência à redução no uso de fertilizantes, deve registrar a menor expansão de área em duas décadas. Ainda assim, o crescimento será limitado. Outras culturas tendem a enfrentar retração mais intensa, com projeções de queda relevante para trigo, arroz e algodão.

As estimativas consideram alguma acomodação nos preços dos insumos ao longo dos próximos meses. No entanto, a continuidade do conflito e possíveis instabilidades em rotas estratégicas de abastecimento podem ampliar as perdas de área. Com margens já pressionadas, o produtor brasileiro enfrenta dificuldades para absorver novos aumentos de custos, o que reforça o cenário de cautela para a safra 26/27.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Manejo de plantas daninhas garante exportação de grãos


Palestra da Embrapa na TecnoShow Comigo revela como a sanidade vegetal é crucial para a manutenção das exportações brasileiras de grãos

“Plantas daninhas quarentenárias: o papel do produtor na garantia do acesso ao mercado externo” foi o tema da palestra apresentada pelo pesquisador Alexandre Ferreira da Silva, da Embrapa Milho e Sorgo, no segundo dia da TecnoShow Comigo, evento realizado de 06 a 10 abril, em Rio Verde-GO. “O tema destaca como a sanidade vegetal é fator determinante para a manutenção das exportações brasileiras de grãos, especialmente para a China”, disse o pesquisador.

“A exportação de grãos do Brasil se destaca como um importante componente do PIB agrícola da nossa economia. Na safra 2024/2025 a exportação de soja atingiu mais de 108 milhões de toneladas (valor FOB* de US$ 43,5 bilhões) e o milho cerca de 40 milhões de toneladas (valor FOB* de US$ 8,6 bilhões). Para sustentar esses números é vital cumprir os requisitos fitossanitários dos países importadores, que visam proteger seus territórios contra pragas ausentes”, reforça o pesquisador.

*O valor FOB (Free On Board) representa o preço da mercadoria no local de origem (geralmente porto), incluindo custos de carregamento, mas sem frete e seguro.

Diferente da qualidade comercial – como umidade ou grãos quebrados, que gera apenas descontos no preço, o problema sanitário é impeditivo na exportação, podendo implicar na rejeição total da carga. “A presença de apenas uma semente de uma planta daninha quarentenária pode levar à rejeição total da carga e ao embargo. A contaminação de um único talhão pode comprometer toda a cadeia, como a unidade armazenadora, a logística e a reputação da exportadora, podendo resultar na suspensão do porto ou até de todo o grão brasileiro pelo país importador”, pondera Alexandre.

A China consolidou-se como o principal destino da soja brasileira, sendo responsável por absorver a maior parte do excedente exportável do País. “No entanto, esse relacionamento comercial depende de um rigoroso cumprimento de protocolos. Recentemente, o setor enfrentou alertas e episódios de embargos devido à identificação de sementes de plantas daninhas quarentenárias em cargas brasileiras”, completa.

De acordo com dados disponibilizados pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), 91% das ocorrências de pragas quarentenárias em cargas de grãos para a China estão relacionados à presença de cinco espécies de plantas daninhas: Cenchrus echinatus (Capim-carrapicho), Euphorbia heterophylla (Leiteiro), Xanthium spp. (Carrapichão), Ambrosia artemisifolia (Cravorana), Sorghum halepense (Sorgo-selvagem) e Sorghum almum (híbrido do cruzamento de S. halepense  x S. bicolor).

Manejo integrado é saída para driblar o problema

O pesquisador Alexandre Ferreira enfatiza ser fundamental que o produtor compreenda seu papel estratégico na manutenção dos mercados internacionais, ciente de que uma falha no manejo pode comprometer toda a cadeia exportadora. “Para isso é fundamental a adoção de estratégias de Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD), priorizando sempre o manejo preventivo, sob a premissa de que a prevenção é o método mais eficaz e econômico”, explica.

Veja as medidas preventivas elencadas por ele:

Limpeza de máquinas: a colhedora é a principal responsável pela disseminação de sementes entre talhões. A regra de ouro é: “limpar antes de entrar, limpar antes de sair”; 

Sementes certificadas: utilizar sementes com garantia de procedência para evitar o plantio acidental de invasoras;

Efeito de borda: manter as bordas da lavoura limpas, pois o vento e a movimentação espalham sementes dessas áreas para o cultivo.

“Complementarmente deve-se realizar medidas de manejo cultural, como o uso de plantas de cobertura, rotação de culturas, evitar períodos de pousio e, por fim, realizar o manejo químico com a rotação de mecanismos de ação, além do uso de herbicidas pré-emergentes para reduzir a competição inicial e aumentar a eficácia de controle”, complementa.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Citros/Cepea: Conflitos no Oriente Médio podem elevar custos de produção


Citricultores estão em alerta com o aumento dos custos de produção. Em março, a maior alta vem sendo observada em derivados de petróleo, como adubos nitrogenados e óleo diesel, impulsionada pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã, que afetam a produção de petróleo e seus derivados, além de limitar o transporte global e encarecer o frete marítimo. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços dos fertilizantes à base de fósforo, muito utilizados nas adubações de base, também registraram valorização, enquanto os de produtos à base de potássio seguem estáveis. No caso do óleo diesel, dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis) indicam alta de 15,4% até meados deste mês. Considerando que a principal operação atual é a pulverização, essa valorização do diesel pode elevar os custos da safra em cerca de 5,8% apenas com essa atividade, sem contar outros impactos operacionais e o frete. O cenário preocupa, visto que as margens devem ser apertadas na próxima safra de laranja. Para os fertilizantes, de acordo com o Cepea, o momento também é de apreensão. Apesar de este período não ser o de compra ou utilização desses adubos via solo, os recentes aumentos preocupam, uma vez que as listas de preços de adubos nitrogenados já trazem elevações significativas, especialmente para a ureia. Assim, os desdobramentos geopolíticos das próximas semanas geram bastante apreensão entre agricultores, visto que podem prejudicar os investimentos nas lavouras, conforme aponta o Centro de Pesquisas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Telhas ecológicas melhoram bem-estar na suinocultura



Telhas ecológicas reduzem calor e ruído, beneficiando granjas de suínos


Foto: Pixabay

A adoção de telhas ecológicas fabricadas a partir de resíduos industriais tem se tornado uma alternativa na suinocultura para mitigar problemas estruturais, como infiltrações e variações térmicas, que afetam diretamente o bem-estar e a produtividade dos animais. 

A estrutura física das granjas, fator frequentemente subestimado na gestão do setor, pode se tornar um problema com a incidência de chuvas e variações climáticas, gerando ruído excessivo e estresse para os suínos.

Do ponto de vista técnico, as telhas ecológicas, como as produzidas pela Ambiplac, refletem 87% da temperatura externa. Essa característica mantém o microclima interno mais estável, o que reduz a necessidade de utilização de sistemas de ventilação e gera economia na operação das granjas. Além da questão térmica, o material atua como isolante acústico, atenuando o barulho das chuvas. Como os suínos são sensíveis a variações bruscas no ambiente, a redução do estresse sonoro evita o comprometimento do ganho de peso e da saúde do rebanho.



Em termos estruturais, o produto não trinca, não deforma e não absorve água mesmo após anos de exposição a intempéries, o que se traduz em menor custo de reposição e menos manutenção. O suinocultor Marcos Miranda, que atua no setor há mais de 40 anos, relatou em depoimento nas redes sociais da fabricante que, sob sol a pino ao meio-dia, a diferença de temperatura superficial entre a telha ecológica e a de fibrocimento chegou a 30 graus em sua propriedade.

Após mais de sete anos utilizando o material, Miranda afirma que os animais ficam mais calmos e que não registrou problemas estruturais, recomendando a troca para produtores que ainda utilizam coberturas de galvanizado, galvalume ou amianto. A substituição por materiais sustentáveis também atende a uma demanda crescente do mercado consumidor, que tem valorizado práticas produtivas com menor impacto ambiental.





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