quinta-feira, abril 23, 2026

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Avanço científico brasileiro transforma setor industrial



O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural


O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural
O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural – Foto: Pixabay

As nanopartículas de prata são amplamente empregadas em diferentes segmentos industriais devido às suas propriedades antimicrobianas, antifúngicas e antivirais. Esses materiais estão presentes em itens como curativos, equipamentos médicos, cosméticos e embalagens para alimentos. Apesar da utilidade, o uso dessas partículas levanta preocupações relacionadas à toxicidade, já que podem causar morte celular, inibir microrganismos no ambiente e se acumular com facilidade.

Diante desse cenário, pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP desenvolveram um método de síntese considerado mais sustentável. A proposta utiliza a chamada síntese verde para produzir nanopartículas de prata a partir da arnica brasileira, reduzindo o uso de substâncias químicas agressivas no processo.

Segundo Paulo Augusto Marques Chagas, integrante da equipe, a iniciativa busca diminuir ou eliminar reagentes tóxicos e solventes perigosos, além de reduzir o consumo energético. A estratégia permite a obtenção de materiais com propriedades funcionais relevantes, aliando eficiência a práticas mais sustentáveis.

O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural, transformando íons metálicos em nanopartículas. Diferentemente dos processos convencionais utilizados na indústria, a técnica evita a geração de resíduos igualmente tóxicos.

A pesquisa teve origem em estudos conduzidos no Laboratório de Controle Ambiental da UFSCar, que já atuava com processos verdes e materiais reciclados. O desenvolvimento da nova técnica surgiu dentro desse contexto de busca por alternativas menos agressivas.

Atualmente, a tecnologia está em fase final de desenvolvimento, com pedido de patente já realizado. Os pesquisadores também avançam na elaboração de um artigo científico que descreve a aplicação das nanopartículas em nanofibras para filtração de ar, com potencial de criar equipamentos com propriedades antibacterianas.

 





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Capim-pé-de-galinha está entre as plantas daninhas mais agressivas da soja e vira tema de curso online


Divulgação Embrapa Soja

O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) é uma planta daninha que afeta culturas como soja, milho e algodão. Por apresentar comportamento agressivo, seu manejo tem sido um desafio crescente nas lavouras de soja brasileiras, especialmente na região centro-oeste. A planta daninha também se destaca por sua  capacidade de adaptação e resistência a diferentes herbicidas, o que também dificulta seu manejo.

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Com esse intuito, será lançado, nesta terça-feira (7), às 10h30, um curso online voltado ao manejo do capim-pé-de-galinha. A apresentação ocorre durante a vitrine de tecnologias na TecnoShow Comigo, em Rio Verde (GO), e o conteúdo ficará disponível gratuitamente a partir da mesma data na plataforma e-Campo.

A capacitação aborda desde as características da planta daninha até sua relação com os sistemas de produção, além de apresentar estratégias práticas de manejo. Segundo o pesquisador Edison Ulisses Ramos Jr., o objetivo é preparar agrônomos, produtores e estudantes para reconhecer a importância do controle dentro do sistema produtivo.

Mesmo com acesso livre e por tempo indeterminado, a recomendação é que os participantes concluam os módulos em até 30 dias, para melhor aproveitamento do conteúdo. O curso tem duração total de quatro horas e será ministrado pelo pesquisador Fernando Adegas, agrônomo com atuação na área de manejo de plantas daninhas, com foco em ecologia, manejo integrado e resistência a herbicidas.

A proposta é permitir que os participantes identifiquem as características da planta, seu ciclo de vida, forma de crescimento e os fatores que dificultam o controle. Além disso, o curso traz uma análise do comportamento do capim-pé-de-galinha nos cenários brasileiro e internacional, destacando as melhores estratégias para o seu manejo.

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Feijão perde força no fim de março, mas fecha mês com alta expressiva


feijão-preto BRS Esteio, da Embrapa
Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O final do mês de março marcou uma queda nos preços do feijão. As cotações que chegaram a bater recordes no meio do mês, começaram a cair devido a baixa procura dos compradores pelo produto, muito por conta da dificuldade de repassar a mercadoria para o atacado e varejo. Apesar disso, vendedores buscaram se aproveitar da alta mensal e fechar mais negociações.

Pesquisadores do Cepea apontam que, apesar da queda na última semana, o mês de março foi forte para o mercado do grão, visto que o feijão carioca aumentou sua média do período, enquanto o feijão preto ficou estável neste intervalo de tempo.

Comparação de preços

Em números, o avanço das cotações no terceiro mês do ano ficou registrado da seguinte forma:

Feijão carioca (notas 8 e 8,5): valorização de 6,7% comparada a fevereiro e valorização de 41,6% comparada a março de de 2025.

Feijão carioca (notas 9 ou superior): avanço de 8,1% comparado a fevereiro e de 33,6% comparado ao mesmo período em 2025.

Feijão preto: queda de apenas 0,2% comparado a fevereiro e praticamente estável comparado a 2025.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Especulações sobre fim da guerra no Oriente Médio faz preço do milho subir


De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.
De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

A semana passada no mercado spot do milho, ficou marcada pelo afastamento dos vendedores nas negociações. A incerteza do cenário externo, as variações nas cotações do petróleo e a subida dos fretes brasileiros influenciaram nesse distanciamento e nas pequenas alterações de preços.

De acordo com o Cepea, em Campinas, o indicador que havia recuado na semana anterior, foi recuperado nos últimos dias. Outro fator que influenciou as cotações, foi o bom clima em várias regiões, que favoreceu o avanço de colheita da primeira safra e na plantação da segunda.

Mercado externo

As diversas especulações sobre o encerramento do conflito no Oriente Médio impactou na queda dos preços do cereal no exterior. Segundo o Cepea, a pressão nos valores do petróleo na última semana, influenciarem nas cotações.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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EUA, dólar e estoques em alta derrubam preço da soja, aponta Cepea


Reprodução Aprosoja Brasil

O mercado externo de soja ficou em baixa na última semana. A grande oferta na América do Sul e a expectativa de expansão nos EUA influenciaram a queda dos preços. Somado a desvalorização do dólar em relação ao real, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), relatam que o recuo também chegou ao Brasil.

O avanço recente das cotações do óleo de soja, devido a alta demanda para a produção de biodiesel, não foram suficientes para manter os valores registrados nas semanas anteriores do cereal, quando as cotações eram sustentadas pelos conflitos no Oriente Médio.

Segundo o Cepea, compradores de cereal indicam ter estoque suficiente até o final de abril, o que tem abaixado a demanda pelo farelo e influenciado nos preços. A expectativa entre os agentes é que os valores se mantenham em baixa nas próximas semanas, visto que a procura pelo óleo deve aumentar a oferta do farelo. Vale ressaltar que para cada tonelada de soja processada, são gerados cerca de 190 kg de óleo e 780 kg de farelo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja dá sinal de alerta e mercado pode virar



A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja


A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja
A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja – Foto: Seane Lennon

O mercado da soja apresentou oscilações moderadas ao longo da semana, refletindo a combinação de fatores de suporte e pressão nas cotações internacionais e domésticas. Segundo análise da TF Agroeconômica, o comportamento dos preços foi marcado por leve queda diária em Chicago, apesar de um pequeno avanço no acumulado semanal.

A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja, que avançou 2,25% na semana, impulsionado pela alta do petróleo e pela expectativa de maior demanda global por biodiesel. O cenário internacional também foi influenciado por discussões sobre aumento da mistura de biocombustíveis em países como a Indonésia, além de compras pontuais de farelo de soja, como as realizadas pela Coreia do Sul. Outro fator de suporte foi a ampliação das áreas sob seca nos Estados Unidos, elevando preocupações sobre o início do plantio.

Por outro lado, o mercado segue pressionado por fundamentos de demanda mais fracos. As exportações norte-americanas recuaram de forma significativa na semana, e o volume acumulado permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. A ausência recente da China nas compras e volumes abaixo do esperado também contribuem para limitar movimentos de alta. Soma-se a isso a redução nas importações de óleo vegetal pela Índia e a perspectiva de maior produção na América do Sul, com destaque para o Paraguai.

Diante desse conjunto de fatores, o mercado internacional permanece em consolidação, com oscilações dentro de faixas bem definidas. A tendência de curto prazo segue lateral, com leve viés de baixa, condicionada principalmente ao comportamento da demanda chinesa, do petróleo e das condições climáticas nos Estados Unidos.

No Brasil, os preços acompanham o cenário externo e mantêm estabilidade relativa. A expectativa de grandes safras reforça a cautela e amplia o risco de pressão nos próximos meses, o que tem incentivado estratégias de fixação antecipada para a safra futura.

 





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Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano


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Foto: Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

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Brasil amplia exportações de frutas e movimenta US$ 11,2 milhões em evento internacional


Fruit Atraction São Paulo 2025
Evento reuniu centenas de pessoas em São Paulo Foto: divulgação/ Fruit Atraction

A segunda edição do Exporta Mais Brasil – Frutas Frescas reforçou o avanço do Brasil no mercado internacional ao gerar US$ 11,2 milhões (R$ 60,4 milhões) em negócios durante a Fruit Attraction São Paulo, considerada a maior feira do setor no Hemisfério Sul e que foi realizada entre os dias 24 e 26 de março em São Paulo.

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A iniciativa reuniu 47 empresas brasileiras em uma agenda de promoção comercial com 17 compradores internacionais de 16 países, incluindo China, Estados Unidos, Índia, Itália e Reino Unido. Ao todo, foram realizadas 282 reuniões de negócios com representantes da Europa, Ásia, Américas e África.

O volume negociado representa um crescimento de 81% em relação à primeira edição do evento, realizada em 2025, no Rio Grande do Norte.

Exportações em alta

O desempenho acompanha o avanço das exportações brasileiras de frutas frescas. Em 2025, o país registrou US$ 1,45 bilhão em vendas externas, alta de 12% na comparação anual. O Brasil ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor mundial de frutas.

A expectativa do setor é de continuidade desse crescimento, impulsionado principalmente pelo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que deve ampliar o acesso a mercados e elevar a competitividade dos produtos brasileiros.

Entre os destaques, está a uva, que deve ter tarifa de importação zerada com a entrada em vigor do acordo.

Apoio institucional e novos mercados

Promovido pela ApexBrasil, o projeto foi realizado em parceria com a Abrafrutas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Sebrae.

Segundo a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Simões, o momento é estratégico para ampliar a presença internacional das frutas brasileiras.

De acordo com a executiva, o início do acordo entre Mercosul e União Europeia cria uma “janela de oportunidades” ao reduzir tarifas e facilitar o acesso a mercados, permitindo que produtores e exportadores ampliem negócios com mais competitividade.

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Moagem de cana cai 4,1% no Norte e Nordeste na safra 2025/26; produção de etanol avança


cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

A moagem de cana-de-açúcar na safra 2025/26 nas regiões Norte e Nordeste somou 52,8 milhões de toneladas até o fim de fevereiro, uma queda de 4,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Os dados são da NovaBio, com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O recuo foi puxado por ambas as regiões. No Norte, a moagem atingiu 6,9 milhões de toneladas, baixa de 5,3% na comparação anual. Já no Nordeste, o volume processado chegou a 45,8 milhões de toneladas, queda de 4%.

Com menor oferta de matéria-prima e mudança no perfil produtivo, a fabricação de açúcar caiu de forma mais acentuada. A produção totalizou 2,99 milhões de toneladas no período, retração de 13,8% em relação à safra passada.

Etanol ganha espaço

Em contrapartida, o etanol avançou. A produção total do biocombustível, considerando cana e milho — chegou a 2,79 milhões de metros cúbicos até 28 de fevereiro, acima dos 2,15 milhões registrados um ano antes.

No etanol de cana, a produção de anidro somou 852,8 mil metros cúbicos, alta de 3,4%, enquanto o hidratado atingiu 1,289 milhão de metros cúbicos, com leve recuo de 3,2%. Já o etanol de milho respondeu por 648,5 mil metros cúbicos, com destaque para o anidro.

Segundo o presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, o direcionamento maior para o etanol reflete tanto fatores climáticos quanto o cenário internacional.

De acordo com o executivo, a safra tem sido marcada por chuvas irregulares e maior variabilidade climática. Além disso, a volatilidade dos preços do açúcar no mercado externo e fatores geopolíticos influenciaram o mix produtivo.

Cunha também destacou impactos das políticas comerciais dos Estados Unidos, especialmente após medidas adotadas pelo presidente Donald Trump, que afetaram embarques brasileiros de açúcar — principalmente do Norte e Nordeste, regiões que tradicionalmente atendem cotas preferenciais ao mercado norte-americano.

Qualidade da cana recua

Os indicadores de qualidade também pioraram. O Açúcar Total Recuperável (ATR) apresentou queda de 7% no acumulado, enquanto o índice por tonelada de cana recuou 3% na comparação anual.

Apesar disso, a execução da safra segue próxima do esperado. Até fevereiro, o setor alcançou 89,5% da moagem projetada. O Norte já praticamente encerrou os trabalhos, com 97% da previsão cumprida, enquanto o Nordeste atingiu 88,5%.

Estoques menores

Os estoques de etanol também recuaram. Ao fim de fevereiro, o volume total armazenado somava 343,7 mil metros cúbicos, queda de 10,25% em relação ao ano anterior.

Desse total, 322,6 mil metros cúbicos eram de etanol de cana e 21 mil de etanol de milho. Tanto o etanol anidro quanto o hidratado registraram retração nos estoques, de 9,05% e 11,83%, respectivamente.

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Guerra sem freio: a fatura está chegando para os países do planeta


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Foto: Reprodução/Redes Sociais

O mundo voltou os olhos para o Oriente Médio, mas o foco agora transcende a política: o problema é econômico. Falamos de infraestrutura atingida, rotas de transporte sob ameaça e um risco real sobre o fluxo de petróleo. A regra é clara: se o barril oscila, o impacto global é imediato.

O que alterou o ritmo do jogo foi a entrada ativa de Pequim e Moscou no apoio a Teerã. Isso dá fôlego ao embate, sustenta a tensão e, consequentemente, mantém os preços da energia no topo por muito mais tempo do que o previsto. Nesse cenário de guerra energética, o primeiro boleto chega para quem produz.

Não se trata “apenas” do diesel. É o efeito cascata em todo o pacote tecnológico: fertilizantes, defensivos, peças e maquinários. O frete sobe, a logística pesa e a margem do produtor, já castigada pelo crédito caro e pelas incertezas climáticas, é espremida ainda mais.

Enquanto isso, os Estados Unidos tentam reafirmar sua hegemonia, mas a conta começa a ser cobrada internamente. Energia cara gera inflação, e inflação gera desgaste político. No fim das contas, demonstração de força sem estratégia resulta em crise.

O sinal de que este cenário é estrutural aparece nas estratégias de longo prazo. A intenção de Donald Trump de direcionar cerca de US$ 1,5 trilhão para gastos militares a partir de 2027 é alarmante. Falamos de aproximadamente 70% de todo o PIB brasileiro. Isso prova que não vivemos um “soluço” passageiro, mas uma mudança de patamar.

Para o agro brasileiro, o recado é inequívoco: a fatura da vaidade global já está sendo cobrada. Não é mais uma ameaça distante; o custo de produção saltou, a logística encareceu e a incerteza trava investimentos. Produzir hoje exige muito mais do que competência técnica no campo; exige uma leitura de guerra.

Nesse ambiente hostil, tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais para virar sobrevivência. Quem não ganhar eficiência e não tiver o controle rigoroso dos custos ficará pelo caminho. O fôlego será de quem souber se proteger.

O grande problema não é o conflito em si, mas as decisões políticas que o alimentam. Quando o ego de líderes mundiais se sobrepõe à economia, o prejuízo não fica restrito aos gabinetes.

Essa crise atravessou o oceano e avança com força total no Brasil. Ela já bateu à nossa porteira, e o impacto no setor agropecuário será profundo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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