quinta-feira, março 26, 2026

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Compatibilidade no sulco exige atenção técnica



O boro pode ser um problema


O boro pode ser um problema
O boro pode ser um problema – Foto: Canva

A atenção à compatibilidade entre insumos no plantio tornou-se decisiva para garantir segurança e eficiência na lavoura, sobretudo diante da oferta crescente de soluções biológicas. A mistura inadequada pode comprometer resultados e exigir retrabalho no campo.

Consultorias destacam que o boro, embora essencial ao desenvolvimento das plantas, apresenta diferentes fontes e matérias-primas, o que influencia seu comportamento quando aplicado junto a inoculantes. Em alguns casos, podem ocorrer reações físico-químicas capazes de reduzir a eficácia dos produtos biológicos.

Em áreas com baixos teores do micronutriente, parte da dose costuma ser aplicada no sulco junto aos inoculantes. Técnicos explicam que, em condições normais, não há incompatibilidade direta entre boro e Bradyrhizobium, mas problemas podem surgir por excesso ou por formulações inadequadas, afetando a formação de nódulos e a eficiência da fixação biológica de nitrogênio. As orientações reforçam a importância de seguir recomendações dos fabricantes e utilizar apenas produtos com estudos de compatibilidade.

“O problema surge em situações de toxicidade por excesso ou incompatibilidade físico-química nas misturas diretas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e, consequentemente, a eficiência da FBN em culturas como a soja”, destaca engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul. 

Ele recomenda que o produtor siga rigorosamente as orientações dos fabricantes e verifique se há estudos técnicos que comprovem a segurança das misturas. “Nem todo produto é igual, ainda que contenha o mesmo nutriente na composição. A compatibilidade é fundamental para evitar perdas de eficiência e garantir o melhor resultado”, ressalta Radons.





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veja como a arroba fechou a semana



O mercado físico do boi gordo se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos em estados como Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e Pará. Já em São Paulo, uma ou outra negociação foi realizada acima da referência média.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o mercado futuro volta a conviver com euforia em função da revogação das tarifas adicionais para a carne bovina brasileira pela administração Trump.

“Essa decisão acontece em um momento importante, com a China apresentando um menor apetite durante o mês de novembro e tentando impor preços mais baixos pela carne bovina brasileira”, enfatiza.

De acordo com ele, a retomada das vendas para os Estados Unidos tende a resultar em ampliação das exportações, o que pode oferecer algum fôlego aos preços da arroba durante o mês de dezembro.

  • São Paulo: R$ 324,92
  • Goiás: R$ 316,25
  • Minas Gerais: R$ 314,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,64
  • Mato Grosso: R$ 301,65

Mercado atacadista

O mercado atacadista fechou a semana ainda contando com acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, com a incidência do 13º salário, criação de postos temporários de emprego e confraternizações inerentes ao período.

  • Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 19,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,19%, sendo negociado a R$ 5,4010 para venda e a R$ 5,3990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3506 e a máxima de R$ 5,4326. Na semana, a moeda teve valorização de 1,98%.



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Governador do Pará cobra reconhecimento econômico da floresta viva na COP30



O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que a COP30 deve deixar como principal legado a conciliação entre produção de alimentos, preservação ambiental e valorização econômica da floresta. Em entrevista à COP TV do Agro, Barbalho destacou que realizar a conferência na Amazônia coloca em evidência os desafios e as urgências da região, além de reforçar a necessidade de uma abordagem que una sustentabilidade e desenvolvimento.

Segundo o governador, a presença da COP em Belém amplia a visibilidade sobre a realidade amazônica e sobre a importância de construir um modelo que considere a floresta como um ativo econômico. “O fato de fazermos a COP na Amazônia coloca luz sobre os desafios da nossa região e sobre a necessidade de termos valor sobre a floresta viva”, declarou.

Barbalho defendeu que áreas já antropizadas devem ser utilizadas de forma mais intensa e tecnológica, aumentando a produtividade sem avançar sobre o estoque florestal. Para as áreas preservadas, reforçou a estratégia de monetização da floresta, com remuneração ao produtor rural que mantém a vegetação em pé.

O governador citou mecanismos como pagamentos por serviços ambientais, mercado de crédito de carbono e novas cadeias de bioeconomia como caminhos para garantir renda ao produtor. “Precisamos fazer com que, na integração pecuária, lavoura e floresta, o produtor ganhe pela pecuária, ganhe pela lavoura e ganhe pela floresta. Essa equação precisa estar posta na mesa”, afirmou.

Barbalho também rechaçou a visão de que a floresta representa um entrave ao desenvolvimento. “Pelo contrário, a floresta é solução. Ela garante o equilíbrio do clima necessário para a produção rural e deve ser reconhecida como um ativo pelo qual o mundo precisa pagar pela preservação da floresta.”

Para ele, estas diretrizes precisam compor as ambições e os resultados esperados da COP30, consolidando um legado que una crescimento econômico, preservação ambiental e valorização da biodiversidade amazônica.



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O mundo mudou e o tarifaço fracassou


A nova economia é formada por cadeias produtivas mundiais que estão cada vez mais além das fronteiras de cada país.

Os Estados Unidos com um PIB na casa de US$ 30 trilhões, onde o complexo agroindustrial, seu agribusiness, movimenta mais de 20% da sua economia, algo como US$ 7 trilhões, mais do que três vezes todo o PIB brasileiro, é simplesmente impossível ser alimentado e suprido pela sua própria agropecuária, não apenas dos produtos agrícolas tropicais, mas também pelos que pode produzir nas suas fronteiras como citricultura, açúcares, carnes, produtos florestais e outros do A do abacate ao Z do Zucchini (abobrinha no italiano).

Portanto decisões erradas com desejos de líderes ególatras tão bem representados globalmente pelo Sr. Donald Trump, trocando as realidades da economia e do comércio pelas ilusões da egonomia, servem para atrapalhar, tirar o foco da prosperidade, ganhar mídia internacional, atrasar o desenvolvimento, atrair outros ególatras planetários, mas cedo ou tarde fracassam.

O complexo agroindustrial é a expressão da tradução de agribusiness: agronegócio. Um sistema que está umbilicalmente integrado desde o melhoramento genético de plantas e animais, até os sabores e desejos de consumidores finais, passando pela originação rigorosa do setor agropecuário, pelo comércio, industrialização e serviços e suas marcas que comandam o marketing.

Está antes, dentro e além das fronteiras geográficas dos países. Esse sistema econômico não permite mais alterar as procedências dos produtos agrícolas como antigamente quando não importava de onde vinham as commodities e nem como eram produzidas. Hoje o complexo agroindustrial segue rigores de compliance, qualidade, logística, custos, exigências ambientais e sociais, além de contratos de suprimentos estabelecidos com planejamento estratégico e aportes financeiros envolvendo diversos agentes e intermediários com diferenciais para cada marca de alimentos, bebidas, moda, energia, etc.

É impossível substituir numa canetada o suprimento do café brasileiro para o maior mercado consumidor do mundo, por exemplo. Além da quantidade, existe algo muito maior do que os volumes, se trata da segurança da procedência sob rigores de saudabilidade e de estruturas ESG, onde as marcas que agregam valor transformando cada 1 dólar em 43 dólares para o café, por exemplo, passam a ter na sua rede de fornecedores agrícolas parte fundamental do produto processado, na mão do consumidor final, onde até a polinização do café com abelhas no campo conta na sua diferenciação numa xícara saboreada por um casal de jovens apaixonados em Shenzhen, China, ou em Nova Iorque.

Logo suco de laranja, carnes e seus cortes, frutas, algodão, açúcar, batatas, café toda e qualquer “commodity” não pode mais ser chamada de apenas “commodity” pois vem cercada e certificada de procedimentos, de padrões de qualidade, desde seu plantio ou criação e fazem parte essencial das suas marcas nos restaurantes, cafeterias, lanchonetes, fast food, padarias, supermercado e todo delivery.

Portanto o fracasso do tarifaço, obra da egonomia, perdeu feio para as realidades da nova economia onde quem não decifrar o que agribusiness traduzido para agronegócio significa, continuará tendo uma visão de mundo de 40 anos atrás e não entendendo nada das mudanças gigantescas desde 1985 até 2025, e que continuarão cada vez mais cheias de detalhes e vinculações que não podem ser desfeitas por ímpetos de “egos”.

Parabéns aos novos líderes do agro brasileiro que junto com a diplomacia de Estado buscaram seus clientes do complexo agroindustrial norte-americano, as associações como Amcham, Abimaq, Abrafrutas, Abia, ABPA , Cecafé, Abiec, Abag, OCB, Cosag, Única, entidades como CNI, CNA, CNC etc, praticamente toda sociedade empresarial organizada, souberam atuar junto à sociedade dos Estados Unidos, conquistando positivamente imagem para o Brasil, inclusive a mídia, como aliado dos consumidores dos EUA e de seu mega complexo agroindustrial.

Esse trabalho merece elogios pois tornou mais veloz a evidência do óbvio, o fim da decisão egonômica do tarifaço, que arrebentaria cedo ou tarde. Ainda bem que foi mais cedo, pois na egonomia todos perdem, ninguém ganha. As máquinas, calçados, água de coco, pescados e outros produtos ainda sob tarifaço sairão também, sem dúvida. E que o Brasil acelere seu complexo agroindustrial como maior segurança para a agropecuária nacional e que também reveja seus próprios mecanismos de tarifas protecionistas.

Portanto o mundo mudou, o tarifaço fracassou. A egonomia perdeu, e a nova economia venceu. Cadeias produtivas agroalimentares integrando agricultores a consumidores internacionais. The winner is: the reality show, Mr.Trump caiu na real, a nova economia interdependente mundial, principalmente nos alimentos.

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Queremos excluir mais produtos e avançar na negociação com os EUA, diz Alckmin



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, sintetizou o anúncio do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa adicional de 40% para uma série de produtos agropecuários importados do Brasil, na quinta-feira (20). “A maior redução de tarifas foi o maior avanços nas negociações Brasil-EUA”.

Ele lembrou que, no início, o Brasil tinha 36% das suas exportações no tarifaço e, ontem, 238
produtos tiveram as tarifas removidas, o maior avanço desde o início das negociações. Com isso, o percentual caiu para 22% de itens que ainda estão com a taxação de 50%.

“Hoje nós temos 22% dos produtos da exportação brasileira, que ano passado foi de US$ 40
bilhões. Outro fato importante é que retrocedeu a 13 de novembro. O governo americano vai
reembolsar os produtos que foram exportados depois de 13 de novembro”, ressaltou.

O vice também destacou a menção ao diálogo com o presidente Luís Inácio Lula da Silva com o presidente dos EUA na ordem executiva da Casa Branca, e o trabalho no chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado dos EUA. “O presidente Trump ressaltou o bom diálogo que teve com o presidente Lula.”

Entre os produtos chave que ainda permanecem sobretaxados, Alckmin destacou alguns alimentos, como pescados, mel, uva, e industriais, como motores, máquinas e calçados e disse que espera avançar em novas tratativas.

Sanções a ministros

Em relação às sanções a autoridades brasileiras, o vice-presidente disse que o assunto foi incluído na pauta entregue pelo presidente Lula a Trump.

“O presidente fez os dois pleitos, de redução tarifária, por que os EUA têm superávit na balança comercial, tanto de serviços, quanto de produtos. Do G20, só três países têm superávit na balança, Reino Unido, Austrália e Brasil. E também colocou a questão da Lei Magnitsky, em relação ao ministros que foram afetados.”

Também está sendo tratada a investigação dos EUA em relação às big techs e ao Pix. “O
trabalho continua. As barreiras estão sendo vencidas. Abrimos mais um canal importante de negociação. O presidente Lula sempre destacou: diálogo e negociação. Queremos excluir mais produtos e avançar na negociação.”

Alckmin disse que o programa Brasil Mais Soberano continua porque ainda há setores atingidos. “À medida que eles forem saindo é sempre uma proporção do faturamento. É uma relação entre o faturamento que a empresa tem e quanto ela foi atingida. Inicialmente, era 5% do faturamento que tinha acesso ao crédito. São R$ 40 bilhões (R$ 30 bi mais R$ 10 bi) em crédito, mais o drawback, mas o Reintegra, mais a postergação do recolhimento de tributos. Depois isso foi reduzido para 1%. E uma outra medida foi não apenas o exportador, mas o fornecedor de insumos. O Brasil Mais Soberano também atende essas empresas, ampliou o escopo.”

Lula convidou Trump a vir ao Brasil

Alckmin ressaltou que ainda não há previsão de reuniões, mas disse que o presidente Lula, ontem (20) no Salão do Automóvel, em São Paulo, convidou o presidente Trump a vir ao Brasil e se colocou a disposição para ir à Washington.

“Não tem tema proibido”, disse Alckmin sobre a pauta das negociações, citando datacenters, Big Techs e terras raras.

Em relação à entrada do Uruguai no Tratado Integral e Progressivo de Associação Transpacífico (CPTPP, na sigla em inglês), um acordo comercial que reúne 15% do PIB global, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do país sul-americano nesta sexta-feira (21), Alckmin disse que o Mercosul engloba questões de livre comércio, com a entrada da Bolívia passando a ter cinco países no bloco, e a união aduaneira. “Há que se respeitar o livre comércio e a união aduaneira”, comentou.

Ele também destacou os acordos entre o Mercosul e Singapura, em 2023, com o Efta (a Islândia, o Principado de Liechtenstein, o Reino da Noruega e a Confederação Suíça), neste ano, e que em dezembro deve assinar com a União Europeia, além de negociações para ampliar linhas tarifárias de preferência com o México e a Índia.



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Tarifaço ainda atinge 22% das exportações brasileiras aos EUA



O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (21) que parte relevante das exportações brasileiras aos Estados Unidos continua submetida às sobretaxas impostas por Washington. Mesmo após a retirada de 238 produtos da lista, 22% das vendas seguem sob tarifação adicional.

A declaração foi feita no Palácio do Planalto, um dia após o governo norte-americano reduzir o alcance do chamado tarifaço, aplicado desde 2024.

Avanço parcial nas negociações

Alckmin informou que a exclusão de novos itens representa o movimento mais significativo desde o início das conversas bilaterais. Quando as tarifas foram anunciadas, 36% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano enfrentavam alíquotas extras. O percentual caiu com a ampliação gradual das isenções.

A decisão da Casa Branca elimina a tarifa adicional de 40% para itens majoritariamente agrícolas, como café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá. A medida tem efeito retroativo a 13 de novembro, permitindo reembolsos para cargas já embarcadas.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram a atual distribuição dos US$ 40,4 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024:

  • US$ 8,9 bilhões seguem submetidos à tarifa extra de 40% ou de 10% mais 40%, conforme o produto;
  • US$ 6,2 bilhões continuam sujeitos à sobretaxa de 10%;
  • US$ 14,3 bilhões estão livres de taxação adicional;
  • US$ 10,9 bilhões permanecem enquadrados nas tarifas da Seção 232, que atingem setores como siderurgia e alumínio.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que a fatia de itens totalmente livres de sobretaxas cresceu 42% desde o início da crise. Ela destacou, porém, que a indústria segue como setor mais pressionado, com menor capacidade de redirecionar produtos para outros mercados. Aeronaves da Embraer continuam sujeitas à tarifa de 10%.

Próximos passos das tratativas

Segundo Alckmin, a decisão dos EUA foi influenciada pelo diálogo recente entre Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro realizado na Malásia. O governo brasileiro enviou, no início de novembro, uma proposta de acordo comercial — cujo conteúdo ainda não foi divulgado — para orientar as próximas etapas.

O presidente em exercício mencionou que temas tarifários e não tarifários seguem na pauta, incluindo discussões sobre terras raras, big techs, energia renovável e o regime tributário para serviços de data center. Ele também confirmou que Lula levou a Trump questionamentos sobre sanções aplicadas no âmbito da Lei Magnitsky.

Apesar dos avanços, Alckmin avaliou que os setores industriais permanecem como os mais sensíveis. O governo pretende insistir na retirada de novos itens da lista. “O trabalho continua, com avanços graduais e menos barreiras”, afirmou.



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Matriz energética do Brasil ganha destaque como uma das mais renováveis do mundo



A matriz energética do Brasil voltou a ganhar espaço nas discussões internacionais sobre clima. Durante a COP30, em Belém, Pará, o país se destacou por apresentar uma das composições energéticas mais renováveis do mundo, além de ser referência no uso de biocombustíveis e bioeletricidade.

A transição energética aparece como um dos temas centrais da conferência. Com a pressão global para reduzir emissões e diminuir a dependência de combustíveis fósseis, as delegações internacionais buscam formas de acelerar o avanço das fontes limpas.

Segundo o senior manager KPMG Germany, Ghali Bouzouba, existem três prioridades que se destacam nesta COP: implementação rápida de energias renováveis; fortalecimento do armazenamento e das redes elétricas, capazes de suportar o crescimento da demanda por eletricidade; e a criação de mecanismos de regulação e financiamento para que grandes projetos saiam do papel.

De acordo com Bouzouba, as metas internacionais apresentadas na COP28, em Dubai, como triplicar a geração de energia renovável até 2030 e dobrar a eficiência energética no mesmo período, foram reforçadas em Belém e devem ser novamente firmadas por mais de 120 países.

Bioenergia coloca o Brasil à frente

Segundo o chefe de relações internacionais da Embrapa, Marcelo Morandi, o Brasil carrega um diferencial histórico, meio século de experiência em biocombustíveis. Além do etanol e do biodiesel, a bioeletricidade produzida com resíduos agrícolas também é um pilar importante.

“Temos um histórico de 50 anos na área de biocombustíveis aonde já temos uma participação na nossa matriz energética muito considerável vindo de biomassa, não só na área de biocombustível, mas também na área de bioeletricidade”, explica Morandi.

Segundo dados apresentados pelo chefe de relações internacionais, cerca de 29% de toda a matriz energética nacional vem da biomassa, um índice que coloca o país entre os líderes globais em energia limpa.

Enquanto fontes intermitentes, como solar e eólica, variam ao longo do dia, a biomassa oferece estabilidade ao sistema elétrico, ajudando a equilibrar a rede e a garantir fornecimento contínuo e sustentável.



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Ausência de Fávaro na COP30 foi oportunidade perdida, critica secretário do CAL



No Diário da COP30, quadro do Canal Rural veiculado diretamente da AgriZone, espaço na Cúpula dedicado a soluções agropecuárias sustentáveis, o secretário executivo do Consórcio Amazônia Legal (CAL), Marcelo Brito, considerou que o evento serviu para o mundo finalmente enxergar que a agricultura é uma ferramenta de solução climática e não um problema.

Para ele, desde que se aplique boas práticas ambientais no campo, embasadas na ciência trazida pela Embrapa e demais instituições de pesquisa, o produtor rural se transforma em agente de combate às mudanças climáticas.

Contudo, como ponto negativo do encontro sediado em Belém, Brito criticou a ausência do ministro da Agricultura (Mapa), Carlos Fávaro, em dias focados na negociação entre as partes.

“Lamento apenas que o governo, na figura do ministro da Agricultura, não tenha participado tanto da COP30. Senti muita falta do ministro da Agricultura na semana passada porque foi quando estavam presentes os presidentes, ministros e CEOs de grandes empresas, ou seja, os donos da política e do capital mundial estavam presentes e a ausência do Fávaro foi uma oportunidade perdida, mas é possível revertê-la”, ressaltou.

Apesar disso, o secretário executivo disse que o saldo para o setor superou as expectativas. “Diziam que a COP30 seria um tiro no pé do agro brasileiro, mas o Brasil conseguiu mostrar a qualidade e competência desse setor essencial à nossa economia para mais de 160 países de uma só vez”, destacou.

Para ele, nunca se falou tanto da Amazônia como nos dois últimos anos que antecederam a COP30. “O principal legado [da Cúpula] é a sociedade ter inserido a Amazônia no Brasil e o Brasil na Amazônia.”

Mediando o encontro, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues enfatizou que nas COPs anteriores o agronegócio era um elemento secundário, mas nesta edição foi o protagonista. Em complemento, o diretor da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), José Carlos Fonseca, afirmou que no passado, em muitas ocasiões, o agro se escondia das discussões ambientais.

“Isso acontecia por vontade própria ou pelo setor ser cobrado de maneira excessivamente rigorosa, mas, dessa vez, viemos assumir a dianteira, mostrar a cara”, disse.

*O Canal Rural entrou em contato com o Mapa para responder à crítica sobre a ausência de Fávaro na COP30 semana passada, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.



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Recuperação de pastagens degradadas avança



Dados mostram que 159 milhões de ha do território nacional são ocupados pastagem


Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens
Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens – Foto: Canva

A recuperação de pastagens degradadas tornou-se eixo central para ampliar a eficiência produtiva no campo e reduzir a pressão sobre novas áreas. O avanço recente do Programa Nacional de Conversão de pastagens Degradadas em Sistemas Sustentáveis estabelece diretrizes para estimular investimentos e organizar o uso de tecnologias de manejo. Estimativas oficiais indicam potencial de até US$ 1 bilhão em movimentação e R$ 10 bilhões em financiamentos.

Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens, com 78% em algum nível de degradação. Especialistas destacam que o programa é decisivo para metas de baixa emissão de carbono e para fortalecer a imagem do agro. No contexto, apontam que recuperar áreas improdutivas evita a abertura de novas fronteiras e amplia a eficiência.

“É possível crescer de forma sustentável, mas, para isso, precisamos recuperar as pastagens improdutivas. Não há necessidade de abrir novas áreas, basta sermos eficientes onde já estamos”, diz Thiago Maschietto, CEO da SBS Green Seeds.

A retomada da vitalidade produtiva passa pelo cuidado com o solo, responsável pela retenção de água, ciclagem de nutrientes e equilíbrio ecológico. Técnicos explicam que práticas adequadas reduzem erosão e sustentam a produtividade no longo prazo. Também apontam que o uso de forrageiras adaptadas acelera a reforma, melhora a atividade microbiana e reforça a cobertura do solo. 

“Podemos, por exemplo, pegar uma área de pastagem degradada, preparar o solo e implementar uma cultura como soja ou milho. Após a colheita e comercialização do grão, ao semear o capim, garantimos a reforma da pastagem a custo zero praticamente”, exemplificou o gerente de P&D da SBS.

 





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Ciclone deve provocar chuva forte e ventos de 100 km/h nos próximos dias, alerta meteorologista



Um ciclone extratropical deve se formar próximo à costa do Rio de Janeiro e Espírito Santo no início da próxima semana e provocar chuva volumosa, ventos fortes e possibilidade de granizo em áreas do Sudeste. O alerta é do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, que destaca que o sistema começa a se organizar já no domingo (24), após a passagem de uma baixa pressão pelo Brasil Central.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Segundo Müller, o fenômeno pode provocar rajadas de vento de até 100 km/h, aumentando o risco de quedas de árvores, danos estruturais e transtornos no campo, especialmente em cafezais em fase de florada, mais sensíveis à queda de granizo.

“Esse ciclone vai se formar próximo ao litoral durante a segunda-feira e deve gerar chuva intensa, risco de alagamentos e deslizamentos, principalmente no Rio de Janeiro e na Zona da Mata Mineira”, explica o meteorologista.

Ciclone chega após novo período de chuva extrema no Nordeste

A formação do ciclone acontece justamente quando o Nordeste enfrenta volumes excepcionais de chuva provocados por uma frente fria que avançou pela região.

Nas últimas 24 horas:

  • Capim Grosso (BA) ultrapassou 100 mm;
  • Salvador registrou 80 mm em apenas uma hora, o equivalente a 75% da chuva de todo o mês de novembro.
  • Os temporais causaram alagamentos, deslizamentos e queda de árvores, segundo a Defesa Civil.

Apesar dos danos urbanos, o cenário de chuva é positivo para áreas produtoras do Nordeste e do Matopiba. “A umidade do solo melhorou bastante em partes da Bahia, Piauí e Maranhão. A chuva chegou onde o produtor precisava”, afirma Müller.

Com a formação do ciclone extratropical, o meteorologista prevê aumento significativo dos acumulados em áreas do Sudeste.

Regiões sob maior risco:

  • Litoral do Rio de Janeiro
  • Zona da Mata Mineira
  • Região Serrana do RJ
  • Leste de Minas Gerais
  • Sul do Espírito Santo

Principais impactos esperados

  • Ventos fortes entre 70 e 100 km/h
  • Enxurradas e alagamentos
  • Risco de deslizamentos de terra
  • Possibilidade de granizo, especialmente em MG

Interrupção de atividades agrícolas e danos a lavouras

“Os acumulados podem superar 100 mm em pouco tempo, e o granizo pode prejudicar culturas sensíveis, como café”, reforça Müller.

Sul e Centro-Oeste também sentem efeitos da instabilidade

Antes da atuação direta do ciclone, uma segunda frente fria deve organizar chuva no Sul e Centro-Oeste:

  • Mato Grosso pode registrar temporais no sábado, com ventos intensos.
  • São Paulo terá calor de 33°C na sexta, seguido de chuva generalizada no domingo.
  • O Rio Grande do Sul será a única área do país com tempo firme no domingo.
  • Nordeste segue com chuva forte até sábado; Salvador permanece em alerta

Enquanto isso, a frente fria que atua no Nordeste continua provocando instabilidade até sábado (23). Salvador permanece em alerta para acumulados que ainda podem ultrapassar 100 mm em 48 horas.

A partir de domingo, a tendência é de melhora gradual do tempo na capital baiana. Produtor deve redobrar atenção no campo

O meteorologista reforça que o período é crítico para produtores rurais:

  • Chuva volumosa pode atrasar plantio e colheita
  • Vento forte e granizo ameaçam áreas com culturas sensíveis
  • Estradas rurais podem ser afetadas, dificultando logística

“É uma semana que exige atenção redobrada, principalmente no Sudeste. Temos risco elevado para eventos severos”, afirma Müller.



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