quinta-feira, março 26, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Comercialização de soja segue cautelosa


A comercialização de soja segue cautelosa no Rio Grande do Sul, com produtores priorizando a liberação dos armazéns, pois o encavalamento entre trigo remanescente e entrada da soja tende a pressionar a capacidade instalada, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 141,00/sc (-0,21%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 131,00/sc (-0,38%) semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina mantém avanço moderado na semeadura e reforça estratégias de retenção. “A capacidade de armazenamento, historicamente utilizada como ferramenta estratégica no estado, tende a ganhar protagonismo conforme a colheita se aproxima, permitindo retenção tática e maior controle no momento de inserção dos volumes no mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,08 (+0,06)”, completa.

No Paraná, a pressão futura sobre a capacidade de armazenamento tende a aumentar, uma vez que o volume antecipado pode gerar filas de descarga e competição por espaço nos principais polos de recepção. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,00 (+1,08%). Em Cascavel, o preço foi R$ 129,28 (+0,58%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,39 (+0,35%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,92 (+0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,08. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Plantio avançado sustenta estratégia de comercialização no Mato Grosso do Sul. “A estratégia de retenção e escalonamento das vendas tende a melhorar a gestão do fluxo de oferta ao longo do ciclo, preservando a capacidade de armazenamento e suavizando impactos imediatos no mercado físico. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,00 (+1,60%), Campo Grande em R$ 127,00 (+1,60%), Maracaju em R$ 127,00 (+1,60%), Chapadão do Sul a R$ 122,22 (+0,33%), Sidrolândia a em R$ 127,00 (+1,60%)”, informa.

Mato Grosso mantém avanço rápido, mas a irregularidade das lavouras acende alerta. “O frete interno deve sentir pressão adicional caso a colheita se concentre tardiamente, elevando o fluxo simultâneo de cargas e exigindo coordenação maior nos corredores logísticos até os portos e esmagadoras. Campo Verde: R$ 123,62 (+0,33%). Lucas do Rio Verde: R$ 121,50 (+1,46%), Nova Mutum: R$ 121,50 (+0,92%). Primavera do Leste: R$ 123,62 (+0,33%). Rondonópolis: R$ 123,62 (+0,33%). Sorriso: R$ 121,50 (+1,46%)”, conclui.

 





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‘Recuperação de solos pode dobrar produção sem derrubar árvores’, defende assessor do Mapa



Em entrevista à COP TV do Agro nesta quinta-feira (20), o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Augustin, afirmou que a recuperação de solos degradados deve orientar a próxima década de expansão agrícola no país. Ele reforçou que o Brasil ainda trabalha abaixo de seu potencial produtivo e que a solução passa por reorganizar o que já existe antes de abrir novas fronteiras.

Augustin explicou que a lógica é simples: o país não precisa avançar sobre vegetação nativa se recuperar terras que já foram abertas, mas que perderam capacidade produtiva ao longo dos anos. Ele citou que o Brasil possui hoje cerca de 50 milhões de hectares de culturas anuais, enquanto o programa federal de reestruturação prevê restaurar 40 milhões de hectares em dez anos.

Segundo ele, essa escala permite projetar uma transformação sem precedentes. “Nós temos condições de dobrar a área produtiva sem derrubar um pé de árvore, apenas elevando a produtividade dessas áreas que hoje produzem pouco ou nada”, afirmou.

Restauração passa por reorganização agrícola

Na entrevista concedida à repórter Michelle Jardim, Augustin ressaltou que essa agenda começa pelo Rio Grande do Sul, que passa por um processo de reorganização agrícola após perdas recentes.

Para o assessor, contudo, o modelo vale para todo o país. Ele observou que há regiões com solos deteriorados, pastagens subutilizadas e até áreas que nunca receberam técnica adequada. “Se o solo não estiver estruturado, o estado não vai para frente — e isso serve para o Brasil inteiro”, disse.

Ao comentar o impacto econômico, ele observou que manter áreas improdutivas se tornou um dos principais entraves ao aumento de renda e competitividade. Em suas palavras, trata-se de transformar terras que hoje entregam quase nada em sistemas capazes de gerar resultados consistentes.

Embrapa como peça-chave

Augustin também destacou o papel da Embrapa nessa estratégia. Segundo ele, a instituição é responsável por definir protocolos de manejo, indicadores de sustentabilidade e métodos de auditoria dos resultados. “Sem a Embrapa, esse programa não aconteceria. Ela participa da criação dos critérios e da mensuração de tudo o que precisa ser comprovado em campo”, afirmou.

O assessor lembrou que muitos produtores só terão acesso ao crédito de recuperação se cumprirem métricas claras, o que exige tecnologia, acompanhamento e validação. Para ele, essa exigência é justamente o que dá credibilidade ao programa.

Ao comentar o cenário atual, Augustin citou a pecuária como exemplo de mau aproveitamento de terras. A média nacional de uma cabeça por hectare, segundo ele, revela um modelo de baixa eficiência que mantém grandes áreas pouco produtivas. A recuperação de solo, para ele, é o instrumento capaz de puxar esses índices para cima. “É sair do nada para alguma coisa muito boa. É isso que precisamos fazer em escala nacional”, concluiu.



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Pesquisador da Embrapa Soja reforça importância do solo sustentável na COP30



Durante a COP30, em Belém (PA), o pesquisador Marco Nogueira, da Embrapa Soja, apresentou, à COP TV do Agro, diferentes tecnologias que apontam caminhos para uma produção agrícola mais sustentável. Ele ressaltou que práticas como diversificação de culturas, plantio direto e uso de bioinsumos são essenciais para fortalecer o solo e ampliar sua capacidade de armazenar carbono.

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Nogueira lembrou que a agricultura tropical brasileira tem vantagens naturais, como clima e disponibilidade de água, mas enfrenta o desafio de solos originalmente pobres. ”A construção da fertilidade por meio de adubação, calagem, rotação de culturas e utilização de plantas como a braquiária é determinante para tornar os sistemas mais resilientes às mudanças climáticas. O solo não é apenas suporte, mas o pilar de todo o ecossistema produtivo”, destacou.

Um dos pontos centrais levantados pelo pesquisador da Embrapa Soja é a importância da diversidade de raízes. Sistemas com várias espécies vegetais inserem mais carbono no solo e melhoram sua estrutura, criando ambientes mais estáveis e produtivos ao longo do tempo.

Outra prática destacada é o plantio direto. Mesmo com mais de 35 milhões de hectares de soja sob esse sistema no Brasil, Nogueira explicou que nem todas as áreas recebem cobertura vegetal adequada ou diversidade de plantas, o que limita os benefícios completos do método, como maior retenção de água e melhor estruturação do solo.

Sobre os bioinsumos, ele mencionou os avanços com inoculantes, biofertilizantes e agentes de biocontrole. A inoculação anual, segundo o pesquisador, pode aumentar em média 8 por cento a produtividade e fortalecer o desenvolvimento das raízes, que contribuem para sustentar todo o sistema produtivo.

Nogueira também apontou o desafio da infiltração de água. Em muitos solos tropicais, a capacidade de infiltração é baixa, cerca de 20 a 25 milímetros, o que aumenta risco de escoamento e erosão. Sistemas de raízes mais robustos ajudam a formar canais naturais que favorecem a entrada da água no solo, reduzindo perdas.

Ao final, ele reforçou a necessidade de comunicar ao público urbano a realidade da agricultura brasileira, lembrando que o produtor convive com chuvas intensas, altas temperaturas e inúmeros desafios para garantir o abastecimento. “Muitas críticas vêm de quem não conhece nosso real ambiente de produção. Precisamos mostrar como a agricultura realmente é”, concluiu o pesquisador.



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Sebrae apresenta imersão da Amazônia e mostra como a bioeconomia pode gerar renda



Durante participação na COP TV do Agro, do Canal Rural, o gerente regional do Sebrae Pará, Fábio Andrade, apresentou as iniciativas da instituição na COP30 e destacou como a bioeconomia amazônica tem se consolidado como alternativa de renda e desenvolvimento para comunidades rurais e tradicionais.

Segundo Andrade, o Sebrae adotou uma estratégia diferenciada na conferência: oferecer ao público uma imersão completa na floresta.

“Na COP30, o Sebrae adotou uma estratégia muito legal de trazer uma grande imersão da floresta, onde a gente conta a história das sementes, o processo de crescimento das árvores e até mostra uma floresta consolidada”, explicou. “Dentro desse processo, mostramos como a bioeconomia pode gerar renda para comunidades rurais e tradicionais.”

Bioeconomia que transforma realidades

Andrade ressaltou que a bioeconomia envolve o uso sustentável de produtos da floresta, valorizando o trabalho de empreendedores locais.

“A bioeconomia consiste na retirada de produtos da floresta feitos por comunidades locais — como sementes que podem virar biojoias, madeiras de reflorestamento e madeiras de quedas naturais usadas para fazer móveis. Tem também farinha, cacau, cumaru… Ou seja, são produtos que permitem trabalhar com as comunidades e incentivar que elas permaneçam no campo, com renda e qualidade de vida”, afirmou.

Agrizone reúne projetos sustentáveis e inovação

O gerente regional destacou ainda o espaço do Sebrae na Agrizone, que apresenta iniciativas de todo o país. O principal destaque é o Sustenta Inova, projeto desenvolvido em parceria com a União Europeia.

“O Sustenta Inova apoia pequenos negócios rurais, incentivando inovação, agroindústria, práticas sustentáveis e a permanência desses produtores no campo”, explicou. Ele citou como exemplo o estímulo à produção de chocolates com sabores da Amazônia, um setor em expansão na região.

Histórias que passam de geração em geração

Para Andrade, a COP30 se tornou uma vitrine para divulgar trajetórias inspiradoras de agricultores familiares.

“A COP30 é uma grande vitrine para mostrar histórias de produtores rurais. Vemos relatos que passam de pai para filho, tanto no cuidar da terra quanto no cuidado com os produtos”, contou.

Ele destacou o caso de um licor de cacau com cumaru, cuja produção artesanal foi transmitida entre gerações. “Foi um negócio que passou de pai para filho”, disse.

Capacitação

O Sebrae Pará atua diretamente na capacitação e no acompanhamento de agricultores por meio do Sustenta Inova. “O trabalho do Sebrae Pará dentro do projeto atende cerca de 400 produtores. São produtores que passaram por capacitação e tiveram suas vidas transformadas pelo projeto”, afirmou.

Andrade reforçou a missão da instituição: fortalecer o protagonismo do agricultor familiar.
“A gente quer transformar o produtor rural como protagonista da sua história”, destacou. “Hoje o pequeno produtor tem potencial para inovar, crescer e ser reconhecido pelo valor que gera.”



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mercados não operarão na próxima quinta, Dia de Ação de Graças



Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operarão na quinta-feira da próxima semana (27), devido ao feriado do Dia de Ação de Graças.

Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abrirão.

Na sexta (28), a Bolsa de Chicago fechará mais cedo. Em Nova York, as sessões também serão abreviadas.



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Preço do leite registra sexta queda seguida e margens do produtor encolhem



O preço do leite cru voltou a cair em setembro e encerrou a sexta baixa consecutiva no campo. A oferta elevada, somada ao avanço das importações, mantém o mercado pressionado e limita qualquer reação de preços.

Segundo o Cepea, a “Média Brasil” do leite caiu 4,2% frente a agosto, fechando setembro a R$ 2,4410 por litro — uma queda real de 19% em relação ao mesmo mês de 2024.
O movimento é sustentado pelo aumento da produção. O ICAP-L subiu 5,8% de agosto para setembro e acumula 12,2% de alta no ano, indicando uma captação bem maior em 2025.

Importações elevadas e consumo interno baixo

As importações também seguem fortes. Em outubro, o país comprou 214,73 milhões de litros em equivalente leite, alta de 8,4% na comparação mensal. As exportações, por sua vez, recuaram 23,2%, ampliando o déficit da balança comercial de lácteos para 210,18 milhões de litros Eql.

No mercado interno, o consumo cresce devagar e não absorve a oferta disponível. No atacado paulista, muçarela, UHT e leite em pó ficaram 4,08%, 5,62% e 2,9% mais baratos em outubro.

Custos sobem e produtor perde poder de compra

Apesar da queda nas cotações, o Custo Operacional Efetivo (COE) voltou a subir em outubro, com alta de 0,52% na média nacional. A pressão veio especialmente dos defensivos agrícolas (+2,19%) e da ração (+0,9%), acompanhando valorização do milho.

O poder de compra também piorou. Em setembro, foram necessários 26,53 litros de leite para adquirir uma saca de milho (60 kg), alta de 5,4% frente ao mês anterior. É um nível acima da média dos últimos 12 meses, de 27,7 litros/saca, mas ainda indica perda de margem para o produtor.

Indústria pressionada e repasse limitado

O Cepea aponta que a baixa rentabilidade das indústrias continua restringindo o repasse aos produtores. No acumulado de 2025, os spreads entre matéria-prima e derivados pioraram entre 6% e 10% a partir do segundo trimestre, comprimindo as margens industriais.

Na primeira quinzena de novembro, a queda continuou:

  • UHT: R$ 3,68/litro (-10,7% frente à primeira metade de outubro)
  • Muçarela: R$ 29,04/kg (-5% no período)

Perspectivas para os próximos meses

O Cepea avalia que a produção deve seguir em alta nos próximos meses, impulsionada pelo período de safra das águas. Com isso, a oferta ainda tende a superar a demanda no curto prazo. Uma recuperação mais consistente dos preços pode ocorrer apenas a partir do segundo bimestre de 2026, quando a produção deve recuar no Sul e o mercado pode buscar um novo equilíbrio.



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Milho recua na B3 em dia de baixa liquidez



Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos


Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos
Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos – Foto: Pixabay

A movimentação do milho no mercado futuro brasileiro manteve ritmo lento, em linha com a cautela observada ao longo da sessão. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da B3 registraram leves baixas, influenciadas pela estabilidade em Chicago e pelo recuo do dólar, fatores que limitaram qualquer tentativa de recuperação das cotações. Avaliação do Cepea indicou que a liquidez permanece reduzida, com vendedores afastados do mercado físico e compradores atuando apenas em volumes pequenos, quadro que restringe o avanço das negociações.

Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos. Janeiro de 2026 encerrou a R$ 71,27, com queda de R$ 0,19 no dia e ganho acumulado na semana. Março de 2026 terminou a R$ 72,37, recuo diário de R$ 0,12 e leve alta semanal. Maio de 2026 fechou a R$ 71,75, praticamente estável na comparação diária e com avanço marginal na semana, refletindo a falta de impulso no mercado interno.

No cenário internacional, a TF Agroeconômica destacou que o milho em Chicago encerrou de forma mista, após ajustes técnicos na sequência da alta do pregão anterior. O contrato de dezembro subiu 0,46%, para 436,75 cents por bushel, enquanto março avançou 0,33%, para 449,50 cents. A análise apontou que as cotações seguem divididas entre a oferta volumosa da safra recorde dos Estados Unidos e a demanda firme da temporada. Com dados oficiais confirmando o equilíbrio apertado entre oferta e consumo, o mercado monitora o avanço da colheita, a venda de 70 mil toneladas para a Coreia do Sul e a redução das importações da União Europeia, elementos capazes de alterar o humor das próximas sessões.

 





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Assembleia Legislativa de MT aprova projeto de pecuária sustentável



A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, em duas votações, o projeto de lei que institui o Programa Passaporte Verde, que coloca o estado na vanguarda da pecuária sustentável no Brasil.

A nova legislação entra em vigor em janeiro de 2026 e estabelece critérios socioambientais para todo o monitoramento de rebanho bovino e bubalino mato-grossense, com o objetivo de atender às exigências dos mercados internacionais mais competitivos, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em nota.

Desenvolvido pelo Imac em parceria com o governo do estado e o setor produtivo, o Passaporte Verde propõe o monitoramento socioambiental completo da cadeia da carne, do nascimento do animal ao abate. O programa prevê etapas de implantação para incluir propriedades de todos os portes, além de oferecer suporte técnico e orientação aos produtores.

Entre os objetivos dessa política de sustentabilidade estão o desenvolvimento sustentável, a inclusão e consciência produtiva, o acesso ao mercado global, qualidade e monitoramento, incentivo de parcerias do setor privado com entidades públicas, a valorização de serviços ambientais e o estímulo do ambiente de concorrência equitativa na cadeia produtiva.



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Anvisa autoriza Embrapa a realizar pesquisa sobre cultivo de cannabis no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na quarta-feira (19/11) que a Embrapa realize pesquisas sobre o cultivo da planta cannabis sativa no país. A permissão, inédita para a instituição, é exclusivamente para fins científicos e segue normas rigorosas de segurança e controle.

Antes do início dos estudos, a Embrapa deverá passar por inspeção presencial da Anvisa e cumprir todos os requisitos técnicos definidos pela agência. A autorização será monitorada continuamente e poderá receber novas exigências. Nenhum produto gerado a partir das pesquisas poderá ser comercializado, e o envio de material vegetal será permitido apenas para outras instituições de pesquisa previamente autorizadas.

Compromisso com ciência e inovação

O diretor da Quinta Diretoria da Anvisa e relator do processo, Thiago Lopes Cardoso Campos, afirmou que a decisão reforça o alinhamento da Agência com o avanço científico.

“É a ciência quem deve guiar o país. Essa autorização permite que o Brasil produza conhecimento próprio, fortaleça sua autonomia tecnológica e cumpra seu dever com a saúde pública e o desenvolvimento nacional”, declarou.

Segundo ele, pesquisas voltadas a demandas reais do país também ampliam a capacidade de inovação, reduzem dependências externas e fortalecem a posição do Brasil no cenário global.

Linhas de pesquisa autorizadas

A decisão libera três frentes principais de estudo dentro da Embrapa:

  • Conservação e caracterização de germoplasma
    Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
    — Focada no material genético da planta e em bases para melhoramento.
  • Bases científicas e tecnológicas para cannabis medicinal
    Embrapa Clima Temperado
    — Pesquisa voltada ao desenvolvimento de conhecimento aplicado ao uso terapêutico.
  • Pré-melhoramento de cânhamo para fibras e sementes
    Embrapa Algodão
    — Estudo de variedades destinadas à produção industrial de fibras e insumos.

A Embrapa justificou o pedido citando o crescente interesse mundial na cannabis e sua relevância econômica, social, ambiental e medicinal. A instituição afirmou estar preparada para cumprir todas as exigências da Anvisa.



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Lula defende metas para diminuição de combustíveis fósseis e fala em COP do povo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou na quarta-feira (19) um balanço das negociações da COP30, realizada em Belém (PA). Lula reforçou a necessidade de que os países assumam metas concretas de redução das emissões de gases de efeito estufa e destacou o avanço do “Mapa do Caminho”, proposta brasileira que orienta ações e prazos para diminuir o uso de combustíveis fósseis.

A conferência, que começou em 10 de novembro e segue até sexta-feira (21), reúne lideranças globais na capital paraense, a primeira cidade amazônica a sediar uma COP.

Durante a apresentação, Lula afirmou que o Brasil busca construir compromissos sem impor prazos aos demais países, mas ressaltou urgência: “É preciso que a gente diminua as emissões de gases de efeito estufa”, disse.

O presidente ressaltou que levar o evento para Belém foi um desafio, mas também uma decisão estratégica para colocar a Amazônia “no centro da atenção global”. “Era muito importante mostrar a Amazônia como ela é, do jeito que ela é”, afirmou.

COP do povo

Lula classificou esta edição como “a primeira COP do povo”, destacando a presença massiva de movimentos sociais e lideranças indígenas, foram 3.500 representantes, segundo ele.
“A participação foi extraordinária. Aqui o povo participou mais”, afirmou.



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