terça-feira, julho 28, 2026

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preços dos alimentos sobem 0,61% em fevereiro



A prévia da inflação de fevereiro mostra desaceleração nos preços dos alimentos em comparação com o mês de janeiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indica que, neste mês, houve alta de 0,61%, a menor desde setembro de 2024 (0,05%). A informação foi divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O IPCA-15 funciona como prévia da inflação oficial. O índice leva em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.

A diferença para a inflação oficial (IPCA) é que os preços são pesquisados antes mesmo de acabar o mês de referência, justamente para servir como prévia. Em relação a divulgação atual, o período de coleta foi de 15 de janeiro a 12 de fevereiro.

Preocupação

A inflação dos alimentos tem sido uma das principais preocupações do governo. Entre os fatores que têm elevado o custo figuram questões climáticas.

O IPCA-15 de fevereiro mostrou que os alimentos tiveram impacto de 0,14 ponto percentual (p.p.) no índice geral de preços. O IBGE mostrou que a alimentação no domicílio subiu 0,63%, abaixo do registrado em janeiro, 1,10%.

Os principais aumentos foram da cenoura (17,62%) e café moído (11,63%). Entre as quedas, destacam-se a batata-inglesa (-8,17%), arroz (-1,49%) e frutas (-1,18%).

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,93% para 0,56% em fevereiro. Dentro deste subgrupo, a refeição (0,43%) e o lanche (0,77%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior (0,96% e 0,98%, respectivamente).

Doze meses

Apesar da desaceleração dentro do IPCA-15 de fevereiro, a inflação dos alimentos no acumulado de 12 meses está acima da inflação geral.

Enquanto o IPCA-15 soma 4,96%, o grupo alimentos e bebidas registra 7,12%. Em janeiro, o acumulado dos alimentos era de 7,49%. Em dezembro, chegou a 8%.

Veja as principais influências de itens alimentícios no IPCA-15 de fevereiro:

Altas

  • Café moído: 11,63% e Refeição: 0,43%

Baixas

Todos os grupos: IPCA-15 é de 1,23% em fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou variação de 1,23% em fevereiro de 2025, 1,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em janeiro de 2025 (0,11%).

Dos nove grupos pesquisados, Habitação (4,34%) teve o maior impacto (0,63 p.p.) no índice do mês, enquanto Educação apresentou a maior variação (4,78% e impacto de 0,29 p.p.). As demais variações ficaram entre o -0,08% de Vestuário e Alimentação.

Possibilidades

De acordo com o Sebrae, apesar dos desafios, a inflação também pode abrir oportunidades para os pequenos empreendedores que adotarem estratégias inteligentes para prosperar em ambiente dinâmico; saiba quais!



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Nova diretoria do IPA toma posse para biênio 2025-2026



Tomou posse nesta segunda-feira (24), em Brasília, a nova diretoria do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) para o biênio 2025-2026. A presidência da entidade no período será de Tania Zanella, que ocupa o posto ocupado até então pelo ex-deputado federal Nilson Leitão.

Zanella, que é superintendente do Sistema OCB, é membro da diretoria do IPA desde 2011 e integra o Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias de São Paulo.

“O momento é de juntar forças, arregaçar as mangas e trabalhar pelo fortalecimento do agro em parceria com os deputados, senadores, o Judiciário, o governo federal e a sociedade. A nossa função é organizar prioridades e subsídios para apoiar a atuação da FPA no Congresso Nacional”, disse a nova presidente do IPA.

Também fazem parte da atual diretoria do instituto Fabrício Morais Rosa (Aprosoja Brasil) como 1º vice-presidente; Sergio Luís Bortolozzo (SRB), como vice-presidente secretário; e Nilson Leitão (CNA) como vice-presidente tesoureiro. O 2º vice-presidente tesoureiro é Roberto Ignácio Betancourt (Fiesp).

O Conselho Fiscal do IPA é composto pelos membros titulares Gustavo Beduschi (Viva Lácteos), Glauber Silveira da Silva (Abramilho), e Paulo Sérgio de Marco Leal (Feplana), além dos suplentes André Luis de Freitas (Abia), Gabriel Garcia Cid (ABCZ) e Clorialdo Roberto Levrero (Abisolo).



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Saiba como está a colheita de soja no Paraná



Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, a colheita da safra 2024/25 de soja no estado alcançou 49% da área cultivada de 5,774 milhões de hectares. A área cultivada está ligeiramente abaixo dos 5,784 milhões registrados na safra 2023/24.

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Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), 80% das lavouras da safra de soja 2024/25 no estado do Paraná estão apresentando boas condições, 17% estão em condições médias e apenas 3% encontram-se em condições ruins. No relatório anterior, datado de 17 de fevereiro, 78% das lavouras estavam em boas condições, 19% em condições médias e 3% em condições ruins, com a colheita alcançando 40% da área cultivada até aquele momento.

Atualmente, as plantas de soja se encontram nas fases de frutificação (32%) e maturação (68%), em comparação com o levantamento anterior, que indicava 1% das lavouras em floração, 42% em frutificação e 57% em maturação. Essa evolução nas fases das plantas demonstra o progresso da safra, com uma predominância da fase de maturação.

Quanto à produtividade, a média estimada para a safra 2024/25 é de 3.696 quilos por hectare, um valor superior aos 3.200 quilos registrados na safra 2023/24. Esse aumento na produtividade, aliado ao incremento de área, resulta em uma projeção de produção de soja de 21,341 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 15% em relação aos 18,508 milhões de toneladas obtidos na safra anterior (2023/24).



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita segue pautando mercado do milho: Confira


A TF Agroeconômica informou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) concluiu oficialmente o plantio da primeira safra de milho no Rio Grande do Sul. O estado lidera a colheita no país, com 69% da área apta já colhida, superando os 60% da semana anterior e os 63% registrados no mesmo período de 2023. No entanto, a Conab destacou que lavouras mais tardias enfrentam dificuldades devido à irregularidade das chuvas.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, de acordo com a Conab. No mercado local, cooperativas pagam R$ 64,50 por saca em Campo Alegre, R$ 63,50 em Papanduva, R$ 67,00 no oeste catarinense e R$ 67,00 na região serrana. No porto, os preços variam entre R$ 72,50 para entrega em agosto e pagamento em 30/09, até R$ 73,50 para entrega em outubro e pagamento em 28/11.  

No Paraná, a Conab revisou os dados de colheita da primeira safra, apontando alguns atrasos. No mercado local, o milho spot é negociado a R$ 70,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, compradores oferecem R$ 72,70 para entrega em agosto, R$ 73,50 para setembro, R$ 73,80 para outubro e R$ 74,80 para novembro, com pagamentos programados para o mês seguinte à entrega.  

Já no Mato Grosso do Sul, o plantio do milho safrinha atingiu 24,2% da área, segundo a Aprosoja. No mercado físico, os preços caíram 1,52% em Campo Grande, chegando a R$ 65,00. Entretanto, houve alta nas demais regiões: Chapadão subiu 7,81% para R$ 69,00, Dourados e Maracaju atingiram R$ 70,00, enquanto Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia registraram R$ 66,00 por saca.

 





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Área tratada com defensivos agrícolas cresceu 9,2% em 2024, diz Sindiveg



A área tratada com defensivos agrícolas no país cresceu 9,2% em 2024, para mais de 2 bilhões de hectares, segundo pesquisa da Kynetec Brasil, encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

O volume de defensivos agrícolas utilizados para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas cresceu 8,5% em relação ao mesmo período de 2023. A distribuição desse total é composta por herbicidas (45%), inseticidas (23%), fungicidas (23%), tratamentos de sementes (1%) e outros (8%).

Para a safra 2024/2025, a projeção é de que a área tratada com defensivos agrícolas cresça 6%, mantendo os mais de 2 bilhões de hectares do ano anterior.

Essa área deve ser distribuída entre soja (55%), milho (17%), algodão (8%), pastagem (5%), cana (4%), trigo (3%), feijão (2%), hortifrúti (2%), café (1%), citros (1%), arroz (1%) e outros (1%).

Na soja, a área tratada deve crescer 7%, com ênfase no combate a percevejos (4,9%) e lagartas (14,6%).

“Para realizar a análise (de 2024), foi utilizada a métrica denominada PAT (potencial de área tratada ou área tratada por produto), que leva em consideração o número de aplicações e o número de produtos no tanque utilizados para o controle das diversas pragas, doenças e plantas invasoras. No total, a área tratada está representada por soja (56%), milho (16%), algodão (8%), pastagem (5%), cana (4%), trigo (3%), feijão (2%), hortifruti (2%), citros (1%), café (1%), arroz (1%) e outros (2%)”, disse o Sindiveg em nota.

Em termos regionais, o valor de mercado dos defensivos agrícolas está concentrado principalmente em Mato Grosso e Rondônia (28%), São Paulo e Minas Gerais (18%), Bamatopipa (15%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%), Paraná (10%), Mato Grosso do Sul (8%), Goiânia e Distrito Federal (8%) e outras regiões (3%). O crescimento observado é atribuído à maior infestação por pragas, como lagartas, cigarrinhas e mosca branca.



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O efeito da inflação dos alimentos em pequenos negócios


O aumento no preço dos alimentos tem deixado a refeição dos brasileiros mais cara e continua sendo debate. Apesar da prévia da inflação de fevereiro apontar uma desaceleração nos preços dos alimentos em relação à janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indicou a alta de 0,61%. Alcance percentual de menor proporção desde setembro de 2024.  

A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IPCA-15 funciona como prévia da inflação.

Já o IPCA, que mede oficialmente a inflação dos principais produtos e serviços consumidos no Brasil, apontou recuo de 0,16% em janeiro.

De acordo com o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta foi a menor taxa para um mês de janeiro desde o início do Plano Real, em 1994. 

Apesar da ligeira retração no índice geral, o grupo formado por Alimentação e Bebidas registrou alta de 0,96% em janeiro, quinto aumento consecutivo. 

Enquanto a alimentação no domicílio subiu 1,07%, influenciada pelas altas da cenoura (36,14%), do tomate (20,27%) e do café moído (8,56%); a alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro.

De acordo com o Sebrae, apesar dos desafios, esta inflação também pode abrir oportunidades para os pequenos empreendedores que adotarem estratégias inteligentes para prosperar em ambiente dinâmico.

“Negócios que conseguem se adaptar rapidamente às mudanças de preços e custos, renegociando contratos com fornecedores e otimizando processos produtivos, tendem a sair fortalecidos”. Giovanni Bevilaqua, coordenador de Acesso ao Crédito e Investimentos do Sebrae.

Para o Sebrae, a alta da inflação, influenciada pelo aumento dos juros e pela desvalorização do real frente ao dólar, pode impactar nos custos das empresas.

Além dos motivos relacionados ao mercado, pequenos produtores rurais também passam por desafios com a oscilação do clima, aumento de pragas, entre outros.

Mas Giovanni Bevilaqua afirmou que a busca do consumidor por alternativas mais baratas pode impulsionar o crescimento de marcas próprias e soluções mais acessíveis, abrindo um novo espaço aos empreendedores.

No intuito de criar formas para reduzir o efeito da inflação na rotina dos pequenos negócios, o Sebrae orienta:

  • Conheça a sua real situação: empreendedores dos ramos de alimentação (como restaurantes, padarias e mercearias) tendem a ser mais afetados com o aumento do preço dos alimentos. Conhecer a sua real situação financeira e elaborar estratégias contribuem para evitar, quando possível, os repasses ao consumidor, que também sofre com a alta de preços.
  • Fique atento à gestão financeira: invista no planejamento orçamentário, monitorando de perto os custos e margens de lucro. Nesse contexto, a boa gestão das finanças torna-se um diferencial competitivo. Coloque os custos em ordem de prioridade: a gestão financeira e o fluxo de caixa devem ser feitos com muita atenção.
  • Mude: a diversificação de fornecedores e a adoção de estratégias de precificação mais dinâmicas podem ajudar a mitigar os efeitos da inflação.
  • Negocie: renegocie dívidas, preços com fornecedores, aluguéis, taxas e financiamentos com instituições financeiras e o que mais pesar no orçamento da empresa.
  • Inove: programas de fidelização e diferenciação de produtos ou serviços podem contribuir para manter a clientela, mesmo em um ambiente de alta de preços.



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Morre superintendente de Torrefação e Negócios da Cooxupé


Morreu na manhã desta terça-feira (25), em Guaxupé (MG), o superintendente de torrefação e novos negócios da Cooxupé, Mário Panhotta da Silva. Durante o seu trabalho na cooperativa, Panhotta também ocupou os cargos de gerente de divisão comercial e gerente comercial de mercado interno.

Sob a liderança de Panhotta, a Cooxupé consolidou-se no mercado, ampliando a produção e a presença dos produtos em diversos estados do Brasil. Em 2015, ele acompanhou a inauguração da nova planta industrial no Complexo Japy, que permitiu a ampliação da capacidade produtiva da cooperativa.

A Cooxupé manifestou pesar pela perda do profissional, destacando sua contribuição para cooperativa e para o fortalecimento da indústria cafeeira nacional.

Mário Panhotta era casado e pai de dois filhos. O velório ocorre na Capela do Lar São Vicente e o sepultamento no cemitério Luiz Smargiass, em Guaxupé.

Nota de falecimento Mário Panhotta (Cooxupé)Nota de falecimento Mário Panhotta (Cooxupé)
A Cooxupé lamentou a morte de Mário Panhotta Foto: reprodução/ Cooxupé



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Trump diz que tarifas para México e Canadá entram em vigor na próxima semana



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (24) que as tarifas sobre importações do México e do Canadá “irão adiante” quando um adiamento de 30 dias expirar na semana que vem. A notícia, que veio nos últimos 40 minutos de negociação na segunda-feira, arrastou para baixo o S&P 500, índice de ativos de bolsas norte-americanas.

Esse é o primeiro dos quatro prazos tarifários iminentes de Trump nas próximas seis semanas. Trump voltou a dizer que os EUA “foram aproveitados” por parceiros comerciais, mas que pretende “ganhar muito território”.

Se confirmadas, as tarifas devem entrar em vigor a partir do dia 4 de março, quando expira o prolongamento do prazo anunciado pelo presidente americano. As tarifas incluem taxas de 25% sobre todas as importações mexicanas e canadenses, com uma exceção apenas da tarifa de 10% das importações de energia do Canadá. 



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Vendas internas de açúcar são mais lucrativas que as externas, aponta Cepea



Cálculos do Cepea mostram que as vendas domésticas de açúcar cristal seguem vantajosas frente ao valor equivalente das exportações, cenário observado desde a segunda quinzena de outubro do ano passado.

De 17 a 21 de fevereiro, enquanto a média semanal do Indicador do açúcar cristal Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 141,49/saca de 50 kg, a das cotações do contrato nº 11 da ICE Futures (vencimento Março/25) foi de R$ 141,00 a saca.

Assim, o spot paulista remunerou 0,34% a mais que as vendas externas. Para esse cálculo, foram considerados US$ 59,99/ tonelada no frete tipo FOB, US$ 58,68/ tonelada de prêmio de qualidade e R$ 5,711 de dólar.

Comércio interno do açúcar

No mercado doméstico, levantamento do Cepea aponta que os preços da saca do açúcar cristal não têm mostrado sustentação, já que algumas usinas continuam reduzindo os valores de suas ofertas. Comparando-se as médias do Indicador Cepea/Esalq nas últimas duas semanas, a queda foi de 1,95%.

Açúcar no exterior

Indicadores apontam para uma queda na produção de açúcar na Índia, segunda maior produtora mundial, para 26 milhões de toneladas. A queda na oferta pressiona o mercado global e impulsiona os preços.

Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e é um grupo de pesquisas registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como fechou o mercado de trigo


A disponibilidade de trigo no Rio Grande do Sul caiu para 940 mil toneladas, conforme levantamento da TF Agroeconômica. Do total de 3,9 milhões de toneladas da safra estimada, 2,96 milhões já foram utilizadas, com 1,7 milhão destinadas à exportação, 70 mil para ração, 550 mil adquiridas pelos moinhos, 470 mil enviadas para fora do estado e 170 mil para sementes. Isso representa um comprometimento de 75,9% da safra. Os moinhos locais avançam lentamente na cobertura de abril, com preços entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00 por tonelada, dependendo da localização e qualidade do grão. Exportações tiveram cotações de R$ 1.320,00 no porto para entrega em fevereiro, sem registro de negócios.

Em Santa Catarina, a dificuldade de repassar custos para o preço das farinhas mantém o mercado travado. Os preços do trigo no estado seguem estáveis, com a sexta semana consecutiva de valores inalterados em Canoinhas (R$ 72,00/saca), Chapecó (R$ 69,00), Joaçaba (R$ 74,33), Rio do Sul (R$ 80,00), São Miguel do Oeste (R$ 72,00) e Xanxerê (R$ 73,00). A demanda de farelo caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00 por tonelada ensacada. Algumas cooperativas seguram as vendas, aguardando valorização futura do cereal.

No Paraná, a disponibilidade de trigo caiu de 200 mil toneladas há um mês para cerca de 40 mil toneladas, o que elevou os preços para R$ 1.550,00/t FOB. Os compradores oferecem R$ 1.500,00/t, posto no Centro-Sul do estado, para entrega em março e pagamento em abril. O início da colheita de milho e soja reduziu a atenção ao trigo, enquanto os fretes seguem em alta. O trigo importado da Argentina via rodoviária chega ao Oeste paranaense a R$ 1.590,00/t. O preço médio da saca subiu 0,49% na semana, atingindo R$ 73,24, enquanto o custo de produção caiu para R$ 68,68, elevando o lucro médio do triticultor de 6,10% para 6,64%.

 





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