quarta-feira, julho 22, 2026

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Plantios florestais seguem lentos e indicam possível escassez



Emater alerta para desafios na produção florestal do Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Os plantios florestais na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo seguem em ritmo lento, com poucas novas áreas implantadas. A maior parte dos bosques, estabelecidos na primeira década dos anos 2000, está em fase avançada de colheita, o que pode resultar em um cenário de escassez de matéria-prima madeirável nos próximos anos.

“A região já depende da importação de madeira, principalmente para fins energéticos”, informou a Emater.

Durante a Expodireto Cotrijal 2025, realizada em Não-Me-Toque, foram apresentadas áreas florestais com espécies de pinus, eucalipto e frutíferas nativas. O evento também contou com demonstrações de técnicas de desdobro de madeira com serraria móvel, tratamento da matéria-prima e produção de mudas florestais.

Na região de Frederico Westphalen, as atividades de manejo seguem em andamento. “O preparo do terreno e o plantio de mudas ocorrem em novas áreas, enquanto as práticas de controle de formigas, adubação e manejo de plantas daninhas garantem o bom desenvolvimento das florestas”, explicou a Emater.

Florestas de eucalipto com dois a três anos recebem podas para aprimorar a qualidade da madeira, enquanto áreas entre seis e sete anos passam por desbaste para favorecer o crescimento das árvores remanescentes.





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CNA promove encontros com setor produtivo para reunir propostas



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promove, a partir desta segunda-feira (17), uma série de encontros regionais com produtores rurais, sindicatos e federações para reunir propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026, o Plano Safra.

“O objetivo das reuniões, que serão coordenadas pela Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, é discutir as principais necessidades e particularidades dos produtores em relação ao crédito rural, políticas de apoio à comercialização, mercado de capitais e instrumentos de gestão de risco”, disse a CNA em nota.

O encontro desta segunda ocorre em Florianópolis (SC), para reunir as demandas da região Sul. O próximo debate será na quinta-feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), com produtores da região Sudeste.

As propostas da região Centro-Oeste serão levantadas na sexta-feira (21), em Cuiabá (MT), da região Norte no dia 28 de março, em Belém (PA), e da região Nordeste no dia 2 de abril, em Irecê (BA).

O local e data do encontro com os produtores do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) ainda serão divulgados.

“Todas as sugestões serão consolidadas em um documento que será entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária e outras autoridades do governo federal como contribuição para a elaboração do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2025/2026”, disse a CNA



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veja previsão do tempo do Inmet para a semana


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período de 17 a 24 de março indica um cenário de chuvas volumosas em parte das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto o Sul e o centro-leste do país terão predomínio de tempo seco e temperaturas elevadas.

O modelo numérico Cosmo do Inmet aponta acumulados acima de 80 mm para áreas do Norte e Nordeste, principalmente devido à influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Já no Sul, centro-leste da Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco e partes do Mato Grosso do Sul e São Paulo, as chuvas devem ser escassas, com volumes abaixo de 20 mm.

Norte: chuvas intensas e umidade elevada

No Norte, os maiores volumes de chuva devem ocorrer entre o centro-leste do Pará e o oeste do Amazonas, com acumulados superiores a 60 mm. Esse cenário é resultado da entrada de ventos alísios, que transportam grande quantidade de umidade do Oceano Atlântico.

Por outro lado, áreas de Roraima, nordeste do Amazonas, noroeste do Pará, Amapá e sudoeste do Tocantins terão volumes menores, abaixo de 40 mm.

Nordeste: risco de ventos fortes e chuva expressiva

A ZCIT favorecerá chuvas acima de 80 mm no Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h.

Já no leste da região, abrangendo Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia, a previsão é de volumes abaixo de 20 mm, podendo haver locais sem registro de chuva.

Centro-Oeste: pancadas de chuva e calor persistente

A combinação de calor e umidade manterá instabilidades no norte e sul de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, com acumulados que podem ultrapassar 80 mm a partir de quarta-feira (19).

Em Mato Grosso do Sul, o padrão será de chuvas irregulares, com volumes menores no centro-sul do estado e maiores no norte.

Sudeste: precipitações no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais

A partir de quarta, as chuvas se intensificam na divisa entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do nordeste de São Paulo, onde os acumulados devem superar 60 mm.

No norte mineiro, o tempo segue firme, enquanto o centro-sul paulista pode registrar volumes inferiores a 10 mm.

Sul: tempo seco predomina, com pancadas isoladas no litoral

A semana será de tempo firme na maior parte da região, sob influência de uma massa de ar seco.

No início da semana, a nebulosidade aumenta no leste de Santa Catarina, com pancadas isoladas.

No entanto, até o fim da semana, a previsão indica tempo aberto e estável em toda a região.

Calor intenso persiste no interior do Brasil

As temperaturas máximas seguem elevadas no início da semana, especialmente no interior do Nordeste, norte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e Rio Grande do Sul, onde os termômetros podem ultrapassar os 34 °C.

Na quarta, essas condições se intensificam no oeste da Bahia e noroeste de Minas Gerais, com mínimas superiores a 26 °C na região Norte, oeste e norte do Nordeste, Centro-Oeste e oeste do Sudeste.

Já na sexta-feira (21), mínimas entre 24 °C e 26 °C devem ser registradas no Norte e Nordeste, enquanto no Centro-Oeste e oeste do Sudeste os valores ficarão acima dos 22 °C. O Sul terá mínimas abaixo de 18 °C, exceto no oeste do Paraná e Santa Catarina, onde ficarão acima de 20 °C. Em áreas serranas dos três estados do Sul, as temperaturas podem cair para 14 °C ou menos.



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Vote e escolha seu favorito ao Prêmio Personagem Soja Brasil!



A votação para escolher o Personagem Soja Brasil já está aberta. O prêmio reconhece os produtores e pesquisadores que mais se destacaram no desenvolvimento e na sustentabilidade do grão. Participar é simples: basta preencher seu nome e e-mail neste link, realizar a verificação e, pronto, seu voto será contabilizado.

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Indicados ao prêmio Soja Brasil!

Os indicados deste ano são profissionais que se destacam na pesquisa, produção e inovação no setor da soja, como Alberto Schlatter, produtor rural em Chapadão do Sul (MS), focado em sustentabilidade e eficiência produtiva; Anderson Cavenaghi, pesquisador da Univag (MT), desenvolvendo novas tecnologias para o cultivo; e Cecilia Czepak, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Goiás, referência em melhoramento genético e práticas agrícolas inovadoras.

Além disso, destacam-se Claudia D’Agostini, produtora rural no Paraná, com vasta experiência na implementação de soluções tecnológicas no campo; Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja (PR), que lidera estudos sobre sustentabilidade e produtividade; e Oliverio Alves de Melo, produtor rural no Maranhão, reconhecido pela adaptação de técnicas de cultivo ao nordeste brasileiro, ampliando a presença da soja na região.

Os vencedores serão definidos por voto popular, e qualquer pessoa pode participar. Acesse o link, escolha seu candidato e contribua para a valorização dos profissionais que impulsionam o crescimento da commodity no Brasil. Para mais detalhes sobre as trajetórias dos indicados, acesse a matéria.



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Como o mercado de feijão encerrou a semana?



A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada



 A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada
A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada – Foto: Canva

O mercado de feijão-preto segue sem compradores, pressionando os preços para baixo e deixando o setor sem referências claras, segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE). A possibilidade de novas quedas nos próximos dias não está descartada, visto que a oferta do grão nas mãos de produtores e cerealistas da região Sul permanece incalculável. A falta de demanda no varejo tem reduzido drasticamente as negociações, com o empacotador sem interesse em adquirir novos lotes.

Por outro lado, os preços do Feijão-carioca permaneceram estáveis, com valores próximos de R$ 250 para os grãos armazenados em câmaras frias. Embora algumas negociações tenham ocorrido acima desse patamar, o mercado não consolidou um novo nível de preços. A estabilização das cotações para Feijões nota 8,5/9 tem levado vendedores a buscarem ajustes diários, mas, por enquanto, não há espaço para mudanças significativas.

Enquanto o Feijão-carioca mantém sua estabilidade, o Feijão-preto enfrenta uma demanda quase nula há mais de dez dias, reforçando a dificuldade dos empacotadores em repassar estoques ao varejo. Além disso, o desenvolvimento razoável das lavouras contribui para afastar ainda mais os compradores do mercado, aumentando a pressão sobre os preços.

Diante desse cenário, alguns produtores acreditam que há uma combinação entre empacotadores para forçar a baixa dos preços, mas o IBRAFE descarta essa hipótese. Segundo a entidade, a competição no setor é tão intensa que qualquer tipo de acordo para manipular os valores não duraria mais do que alguns minutos.

 





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Proposta na Câmara pode gerar crédito específico para agricultura familiar



Um Projeto de Lei que está em apreciação na Câmara dos Deputados prevê a criação de uma modalidade específica de crédito rural direcionado ao desenvolvimento da agricultura familiar e dos empreendimentos rurais familiares. O objetivo da proposta é promover a produção agroecológica, a industrialização e a comercialização de produtos. O texto também estabelece a oferta de recursos adequados e a flexibilização de garantias para os jovens rurais.

O intuito do autor, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), é corrigir o que considera uma falha histórica de direcionamento desigual dos recursos do crédito rural, favorecendo também a criação de oportunidades para permanência do jovem no campo.

O texto do Projeto 4653/24 altera a lei que trata do crédito rural. Atualmente, as modalidades de crédito rural se destinam a produtores rurais de capacidade técnica e substância econômica reconhecidas; crédito rural orientado com o objetivo de elevar os níveis de produtividade e melhorar o padrão de vida do produtor e sua família; cooperativas de produtores rurais; crédito para comercialização; e programas de colonização e reforma agrária.

Recursos para o crédito

Para a modalidade de desenvolvimento da agricultura familiar, o projeto prevê a destinação de recursos controlados do crédito rural equivalentes a pelo menos 50% do valor médio dos contratos concedidos para essa modalidade no ano safra anterior, multiplicado pelo número de estabelecimentos familiares identificados no país.

Citando o Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ricardo Ayres lembra que existiam no Brasil, em 2017, 3,9 milhões de estabelecimentos agropecuários de base familiar ou 76,8% do total.

“Entretanto, dos R$ 476 bilhões em recursos previstos para o crédito rural na safra 2024/2025, somente R$ 76 bilhões foram destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o que corresponde a apenas 16% do total”, comparou.

Jovens

Pela proposta, jovens com idade entre 16 e 29 anos, integrantes de unidades familiares de produção agrária, também poderão obter crédito sem a obrigatoriedade de oferecer garantias, exceto:

  • enquadramento no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária da Agricultura Familiar (Proagro Mais);
  • a vinculação em garantia de valores recebidos em decorrência de contrato de pagamento por serviços ambientais.

Na avaliação de Ricardo Ayres, a sucessão rural é outra questão que afeta a agricultura familiar.

O parlamentar cita o estudo Governança e gestão do patrimônio das famílias do agronegócio, da Fundação Dom Cabral e da Consultoria JValério, mais de 80% das empresas ativas no campo são lideradas por seus fundadores, enquanto apenas 41% são administradas por membros da segunda geração.

Apenas 16% pertencem à terceira geração e menos de 1% continuam além da quarta geração, acrescenta Ricardo Ayres. “Esses dados indicam a necessidade de políticas públicas que criem oportunidades para a permanência do jovem no campo, favorecendo a sucessão rural”, argumentou.

Próxima etapa

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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Percevejo Manchador de Grãos ameaça soja e feijão



As sementes ficam enrugadas



As sementes ficam enrugadas
As sementes ficam enrugadas – Foto: Nadia Borges

De acordo com Daniel Ferreira, Pesquisador Técnico na Itaipu Parquetê, o Percevejo Manchador de Grãos (Neomegalotomus parvus) representa uma ameaça significativa para as lavouras de soja e feijão. Esse inseto, conhecido por sua agilidade e voo rápido, apresenta diferenças visuais entre os sexos: os machos possuem coloração marrom clara, enquanto as fêmeas são mais escuras e possuem um abdome maior.  

A principal forma de dano ocorre quando os percevejos inserem seu aparelho bucal nas vagens para se alimentar dos grãos. Esse processo compromete diretamente os tecidos das sementes, deixando-as chochas e enrugadas, o que reduz seu peso e prejudica a qualidade e a produtividade da lavoura. Esse impacto é especialmente preocupante para os produtores que buscam alto padrão de grãos para comercialização.  

Além dos danos físicos, o Neomegalotomus parvus pode atuar como vetor da mancha de levedura, uma doença causada pelo fungo Nematospora corylii, que afeta as sementes de feijão. Essa infecção compromete ainda mais a qualidade do grão e pode impactar a viabilidade do plantio em safras futuras.  

Diante desse cenário, o monitoramento constante e estratégias de controle eficazes são essenciais para minimizar os prejuízos causados pelo percevejo nas culturas de soja e feijão. “Por se alimentarem dos grãos com a introdução do aparelho bucal nas vagens, danificam diretamente os tecidos, tornando as sementes chochas e enrugadas, reduzindo o peso e afetando a qualidade e a produção dos grãos. N. parvus pode infectar as sementes de feijão transmitindo a mancha de levedura causada pelo fungo Nematospora corylii”, escreveu ele, na rede social LinkedIn.

 





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Tech Farm Show 2025 é cancelado



Os organizadores da Tech Farm Show 2025 comunicaram o cancelamento do evento que estava programado para os dias 03, 04 e 05 de abril de 2025, em Gurupi, no estado de Tocantins. A decisão foi tomada conjuntamente pela comissão organizadora com expositores que estavam confirmados.

Segundo o comunicado, a decisão ocorreu após uma análise criteriosa do atual cenário econômico do agronegócio, que enfrenta desafios que impactam diretamente toda a cadeia produtiva.

A organização enumerou alguns fatores que levaram ao cancelamento como a desvalorização dos produtos agropecuários, como grãos e arroba do boi, reduzindo o poder de compra do produtor; escassez de crédito subsidiado, dificultando o acesso a custeios e investimentos, essenciais para a continuidade dos negócios; incertezas para a safra 2025/2026.

“Diante desse panorama lamentável, entendemos em conjunto que a viabilidade comercial da feira foi comprometida significativamente, impactando, organizadores, expositores e participantes que enxergam o evento como uma plataforma estratégica para geração de negócios”, informa o comunicado.



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MS, MT e SP lideram a colheita de soja no Brasil; veja os números



A colheita da safra de soja 24/25 avança pelo Brasil. Os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul são os estados mais adiantados no processo. O avanço acontece devido às condições climáticas favoráveis em algumas regiões quanto o planejamento dos produtores, que buscam minimizar riscos e garantir o sucesso nos trabalhos.

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A soja nos estados mais avançados

O estado de Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, já colheu 91,7% da área plantada, dentro da média histórica (90,5%). Apesar do progresso, a safra de soja 2024/2025 em Mato Grosso tem enfrentado desafios, como o atraso no plantio devido à demora das chuvas, além de dificuldades climáticas e logísticas que impactaram a colheita e o escoamento.

São Paulo também avançou rapidamente, atingindo 85% até 9 de março, um salto em relação aos 20% da semana anterior.

Já Mato Grosso do Sul já colheu 70% da safra, com avanço em relação aos 58% da semana anterior e se aproximando da média histórica (71,8%). A adoção de cultivares mais produtivas e resistentes, aliada ao uso de biotecnologia e sementes transgênicas, tem contribuído para o aumento da produtividade. Essas tecnologias ajudam a reduzir a necessidade de defensivos químicos, tornando a lavoura mais eficiente às adversidades climáticas.

Safra de soja

A colheita de soja no Brasil segue intensa nas principais áreas produtoras, com alta produtividade em diversas regiões, o que reforça a estimativa de produção recorde. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o aumento da oferta do grão e a maior atividade dos compradores aqueceram os negócios para entrega imediata.

Em 14 de março, o preço da saca de soja Cepea/Esalq em Paranaguá (PR) era de R$134,36, com leve queda de 0,04% em relação ao mês anterior. A Conab projeta uma produção de 167,37 milhões de toneladas, 13,3% superior à safra 2023/24, com 56,3% da colheita já realizada até 9 de março.



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Clima adverso inflaciona o preço do café pelo mundo



Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que o avanço nos preços do café se deve, em grande parte, às interrupções na oferta por causa das condições climáticas adversas nos principais produtores globais, o Brasil e o Vietnã.

O documento também mostra que os aumentos repassados aos consumidores tendem a durar mais tempo, mesmo com uma eventual queda das cotações no curto prazo.

“Infelizmente, 2024 foi a tempestade perfeita para impulsionar os preços do café, com condições climáticas muito ruins tanto no Brasil quanto no Vietnã”, disse El Mamoun Amrouk, economista sênior da FAO.

Mais da metade da produção mundial de café vem dos dois países e a interrupção na produção tem um efeito direto nos preços, afirmou Amrouk.

Produção de café

A seca prolongada no Vietnã causou uma queda de 20% na produção de café na safra anterior, que terminou em setembro de 2024, com pressão adicional de agricultores retendo a produção devido ao aumento dos preços internos.

No Brasil, o clima quente e seco levou a repetidas revisões para baixo da safra, com as estimativas oficiais de produção passando de um aumento anual de 5,5% na temporada anterior para uma queda de 1,6%.

Preocupações com as condições climáticas adversas afetando as colheitas na safra atual tanto no Brasil quanto no Vietnã provocaram um aumento acentuado nos preços em novembro e dezembro. Os preços podem subir ainda mais este ano se os declínios significativos na produção persistirem nas principais regiões produtoras, alertou o relatório.

O Vietnã relatou uma perspectiva positiva para sua colheita na nova safra. No entanto, o Brasil espera uma queda na produção, apesar de algumas boas condições climáticas recentes. As plantações de café continuam estressadas pela seca prolongada de 2024 e as primeiras previsões oficiais para a próxima safra indicam uma queda de 4,4%, segundo Amrouk.

Aumento no consumo de café

Embora os problemas de oferta tenham sido o principal fator de suporte dos preços, outras notícias também estão no radar. No lado da demanda, o aumento no consumo global à medida que a economia mundial se recuperava da pandemia de coronavírus pressionou ainda mais o equilíbrio entre oferta e demanda, sustentando a alta nos preços.

A demanda nos países desenvolvidos permanece inalterada, independentemente da dinâmica do mercado e dos preços, enquanto a demanda por café nos mercados emergentes cresce. O aumento constante nos custos de envio na primeira metade de 2024 também impulsionou o café.

A valorização das commodities se reflete nos preços ao consumidor. Evidências iniciais mostram que os preços do café nos EUA e na União Europeia subiram 6,6% e 3,8%, respectivamente, em dezembro de 2024, em comparação com o ano anterior, disse a ONU.

“Aumentos que são repassados aos consumidores tendem a durar mais do que os preços internacionais. Então, os preços das commodities podem cair no curto prazo, mas os aumentos que foram repassados aos consumidores tendem a durar bastante tempo”, explicou Amrouk.

Preços do café

Os futuros de café arábica na Bolsa de Nova York subiram mais de 20% em 2025, até o momento, e mais do que dobraram ante o ano passado, atingindo um recorde de 438 cents de dólar por libra-peso em fevereiro.



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