sábado, julho 18, 2026

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Brasil contraria maiores economias e eleva taxa de juros


O Banco Central do Brasil elevou a Selic para 14,25% e sinalizou um novo aumento, conforme relatório de David Beker, chefe de economia para o Brasil e de estratégia para a América Latina do Bank of America, divulgado nesta quarta-feira (19). O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, de forma unânime, elevar a taxa em 100 pontos-base e indicou mais um ajuste de menor magnitude na próxima reunião, sem oferecer diretrizes para os encontros subsequentes. A análise do BofA prevê duas novas altas de 50bps nas próximas reuniões, com possíveis cortes posteriormente.  

No cenário externo, o Copom destacou a incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos, o que pode afetar a desinflação global e o crescimento econômico. No Brasil, o comunicado trouxe a observação de que a atividade econômica dá sinais de “moderação incipiente”, enquanto as expectativas de inflação foram descritas como “em nível elevado”, sugerindo um processo de estabilização.  

A inflação segue acima da meta de 3,0% no horizonte relevante de seis trimestres, com projeção para o terceiro trimestre de 2026 ajustada de 4,0% para 3,9%. Para 2025, a estimativa anual caiu de 5,2% para 5,1%. Com a desaceleração da atividade econômica e a estabilização das expectativas inflacionárias, o Bank of America avalia que a Selic pode atingir 15,25% antes de uma possível reversão da trajetória de alta.

Brasil na contramão?

Enquanto grandes economias mantêm ou reduzem juros, o Brasil segue na contramão. O Federal Reserve manteve as taxas dos EUA entre 4,25% e 4,50% ao ano, sem mudanças por duas reuniões consecutivas, refletindo incertezas econômicas. O presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a necessidade de cautela antes de ajustes, mas indicou possíveis cortes em 2025.  

Na China, o Banco Central manteve as taxas de referência de empréstimo inalteradas, com a LPR de um ano em 3,1% e a de cinco anos em 3,6%. A decisão acompanha a postura do Fed, apesar das pressões externas, como tensões comerciais e defesa do yuan. Pequim foca no consumo interno para mitigar impactos da guerra comercial. Apesar de sinais de recuperação, como alta no varejo e produção industrial, a inflação negativa e a deflação industrial indicam necessidade de estímulos. Analistas preveem cortes nos juros chineses ainda em 2024, alinhados à meta de crescimento de 5%.

 





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Previsão do tempo para hoje é de temporais em várias áreas; confira



Diversas áreas do país têm chance de receber temporais neste início de outono. Por outro lado, regiões como o oeste do Rio Grande do Sul, oeste da Bahia e porções de Mato Grosso do Sul enfrentam muito calor nesta sexta-feira.

Confira como ficam as condições do tempo em todo o país, de acordo com análise da Climatempo.

Sul

Pouca chuva deve atingir a região. Apenas o litoral norte de Santa Catarina e o litoral do Paraná devem ter receber precipitações, por conta da infiltração marítima.

O tempo continua aberto e firme nas demais áreas do Sul, com temperaturas mais elevadas no oeste do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Dia de sol, poucas nuvens e tempo firme no centro-oeste de São Paulo. As demais áreas do estado têm sol e pancadas de chuva mais irregulares, aparecendo de forma isoladas no litoral e no norte paulista.

Por outro lado, o tempo fica mais carregado nos três outros estados do Sudeste, com chuva forte e temporais.

Centro-Oeste

Não chove no oeste e sul de Mato Grosso do Sul. No entanto, estão mantidas as condições de pancadas para Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso, com risco de temporais localizados.

Nordeste

A costa norte da região segue com chance para chuva forte no Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O potencial é alto para temporais, enquanto áreas do sertão e do agreste do Nordeste continuam sem chuva.

Destaque para o calor e baixa umidade no oeste da Bahia.

Norte

Permanecem as condições para ocorrência de pancadas de chuva em toda a região, com risco maior de temporais no Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá.



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Confira como estão preços da soja


A lentidão do mercado de milho segue no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega março e pagamento abril na casa de R$ 135,50 entrega abril e pagamento final de abril bateu R$ 136,00 entrega maio e pagamento final de maio R$ 136,60. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 131,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 131,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 127,00 por saca para o produtor”, comenta.

A colheita da soja avança em Santa Catarina, com 10% colhido no Meio Oeste e lavouras em maturação nos Planaltos. A produtividade média esperada é de 3.710 kg/ha, mas estiagem no Planalto Sul afetou algumas áreas. A sanidade das lavouras é satisfatória.   Produtores ajustaram a área plantada, optando por soja safrinha devido à maior 

rentabilidade. No porto de São Francisco, a saca está cotada a R$ 134,19 para junho, refletindo incertezas climáticas.

No Paraná, o destaque é para as perdas causadas pelo clima. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 135,37. Em Ponta Grossa foi de R$ 128,70 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 123,77. Em Maringá, o preço foi de R$ 124,60 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 128,70 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, completa.

A produtividade da soja em Mato Grosso do Sul ficará abaixo da média, com 49,23 sacas/ha devido à falta de chuvas. Ainda assim, a produção crescerá 13,19%, atingindo 814,9 mil toneladas, impulsionada pelo aumento de 6,79% na área plantada.  Os preços da soja no estado variam, com cotações de R$ 117,09 em Dourados, Campo Grande e Maracaju, e R$ 108,01 em Chapadão do Sul.

No Mato Grosso, o preço da soja caiu. “O preço da soja continua em queda em Mato Grosso, onde a colheita da safra já atingiu 97% da área cultivada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Nesta quarta-feira (18/3), o valor médio do grão no estado foi de R$ 107,65 por saca de 60 kg, uma leve redução de 0,29%.

Paralelamente, o custo de produção da soja para a safra 2025/26 subiu 0,54% em fevereiro, chegando a R$ 4.073,00 por hectare, conforme análise do Imea com base no projeto CPA-MT”, conclui.

 





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Milho volta a cair na B3: Veja os motivos


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou em baixa com correção da sequência de alta do milho e baixa do dólar, segundo informações da TF Agroeconômica. “Dia de correção para o milho da B3. As cotações cederam à pressão do dólar, que caiu pela sétima sessão consecutiva e encerrou no menor nível desde meados de outubro”, comenta.

“O mercado também tomou lucro depois de uma boa sequência de altas do milho, que acumula alta de 4,57% em uma semana para a cotação de maio. O mercado de etanol continua ativo no país, a Anec elevou em 0,16% as exportações de março, mas a indústria de ração está buscando compras mais racionais, comprando apenas o necessário e esperando o acesso ao grão da primeira safra que está sendo colhido”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 83,08 apresentando baixa de R$ -1,36 no dia, alta de R$ 3,63 na semana; julho/25 fechou a R$ 74,58, baixa de R$ -0,48 no dia, alta de R$ 2,56 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,50 no dia e alta de R$ 2,71 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou de forma mista com etanol e migração de área. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,71 % ou $ 3,25 cents/bushel a $ 462,00. A cotação para maio, fechou em alta de 0,27 % ou $ 1,25 cents/bushel a $ 469,25”, informa.

“As cotações mais curtas do milho fecharam em alta, com o suporte da melhora nos dados da produção de etanol nos EUA. Depois de duas semanas de relatórios negativos, esta semana a Administração de Informação de Energia dos EUA apontou um aumento na produção e uma redução nos estoques. Já as cotações mais longas fecharam em queda com a perspectiva de migração de área de soja para o plantio de milho em 2025”, conclui.

 





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Confira como o mercado de milho encerrou o dia


A TF Agroeconômica informou que o mercado de milho apresentou aumentos pontuais no Rio Grande do Sul, enquanto os preços se mantiveram estáveis no Paraná e no porto de Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, as cotações tiveram alta significativa em diversas regiões. As indústrias gaúchas enfrentam dificuldades para garantir estoques para abril e maio, levando algumas a pagar os preços pedidos pelos vendedores. No estado, os valores variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00, dependendo da localidade, enquanto em Panambi o preço da saca subiu para R$ 68,00. Os armazenadores realizam vendas conforme a demanda dos produtores, com mais de 50% da colheita já comercializada.  

Em Santa Catarina, cooperativas locais pagam entre R$ 69,00 e R$ 71,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços foram vistos entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para entrega em outubro, com prazos de pagamento em setembro e novembro, respectivamente. Já no Paraná, os preços do milho spot giram em torno de R$ 72,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, as ofertas para a safrinha variam entre R$ 70,50 e R$ 73,30, conforme o prazo de entrega e pagamento.  

No Mato Grosso do Sul, os preços do milho registraram alta em diversas localidades. Em Campo Grande, a saca subiu 2,94% para R$ 70,00. Chapadão teve a maior valorização, com um aumento de 18,57%, alcançando R$ 77,00. Em Dourados, a cotação subiu 5,26%, atingindo R$ 75,79, enquanto em Maracaju foi registrada a marca de R$ 74,00. Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia também apresentaram aumento, chegando a R$ 75,00.

 





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Trigo segue lento nos estados do Sul



No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes



Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas
Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue lento no Rio Grande do Sul, com preços estáveis e moinhos enfrentando dificuldades na venda de farinhas, segundo a TF Agroeconômica. O trigo pão comum continua cotado a R$ 1.400/t FOB, com baixa demanda e pouca disponibilidade de transporte, já que os caminhões estão priorizando a soja. O preço do trigo branqueador seria R$ 1.550/t FOB, mas não há negócios fechados. O desempenho das vendas de farinha segue fraco, semelhante a fevereiro. Em Panambi, o preço da saca subiu para R$ 71,00.

Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas. Os moinhos estão com estoques elevados e pouca margem para pagar mais pelo trigo, que se mantém próximo de R$ 1.400/t FOB. Há ofertas do RS a R$ 1.300/t FOB, podendo chegar a R$ 1.600/t no leste do estado, considerando frete e ICMS. Nos preços pagos aos produtores, houve alta em São Miguel do Oeste (R$ 74,00) e estabilidade em Joaçaba (R$ 78,00), Rio do Sul (R$ 80,00), Chapecó (R$ 69,00) e Xanxerê (R$ 77,00).

No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes e trazendo informações relevantes sobre vendas de farinha no Brasil. No mercado, a oferta segue escassa e os preços em leve alta, com pedidos entre R$ 1.550 e R$ 1.570/t FOB. No norte do estado, negócios chegaram a R$ 1.600/t. Os produtores estão focados na colheita da soja e evitam vender trigo. Para a próxima safra, as indicações variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500/t, mas a área plantada deve cair 20% a 25% no Paraná. O lucro médio do triticultor no estado subiu para 11,34%, com o preço médio da saca avançando para R$ 76,47.

 





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‘É inadmissível governo passar pano para invasor de terra’



Um dia após ser escolhido presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou, em entrevista exclusiva ao Canal Rural, que pretende pressionar o governo federal por soluções para os principais desafios enfrentados pelo setor agropecuário. Entre os temas prioritários, estão a insegurança jurídica no campo, a falta de recursos para o seguro rural e o atraso na definição do orçamento do Plano Safra.

Pecuarista e agricultor, Nogueira assume o cargo em um cenário de invasões de terras, estiagem prolongada em diversas regiões e incertezas quanto ao financiamento da próxima safra. Para enfrentar esses desafios, o parlamentar destacou que vai unir forças com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e convocar os ministros da Agricultura e da Fazenda para prestarem esclarecimentos à comissão.

“Vamos fazer uma cobrança dura, implacável ao governo, tanto nas políticas públicas de financiamento quanto nas políticas públicas de segurança ao direito de propriedade. É inadmissível um governo passar pano para invasor de terra em pleno 2025”, afirmou Nogueira.

O deputado também criticou o atraso na votação da Lei Orçamentária Anual, classificando o governo como “perdido” e “sem diálogo com o Congresso”. Segundo ele, essa morosidade prejudica diretamente o agronegócio, que representa um terço da carteira de trabalho formal no Brasil e é responsável por grande parte da balança comercial do país.

Nogueira enfatizou a importância de recursos adequados para o seguro rural e sinalizou apoio à proposta apresentada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que reivindica ao menos R$ 2 bilhões para o programa ainda neste ano. Ele alerta que, sem esse apoio, produtores podem enfrentar dificuldades para fechar contratos de financiamento e custeio, que se encerram até o dia 30 de março.

“O produtor não sabe de onde vai vir o recurso para financiamentos. O seguro rural pode ser a única forma de garantir segurança financeira em um ano de tantas incertezas”, destacou.

Rodolfo Nogueira substitui Evair de Melo (PP-ES) na presidência da comissão e ficará à frente dos trabalhos por um ano, conforme determina o regimento interno da Câmara. Antes, ele já havia atuado como vice-presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária.



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Arroba de boi gordo tem alta moderada hoje; veja os preços



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com uma elevação tímida de preços da arroba nesta quinta-feira (20).

O encurtamento das escalas de abate pode ser atribuído como grande variável para justificar a recuperação dos preços, de acordo com análise da consultoria Safras & Mercado. A oferta de fêmeas apresenta sinais de retração, o que sem dúvida é um fator importante neste momento.

Os pecuaristas se deparam com pastos em boas condições, o que também favorece a retenção como uma estratégia recorrente.

Exportações em bom nível são outro elemento que precisa ser mencionado, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preço médio da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 329,27
  • Goiás: R$ 313,92
  • Minas Gerais: R$ 308,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 303,64.
  • Mato Grosso: R$ 300,23.

Atacado

O mercado atacadista apresenta elevação em seus preços. O ambiente de negócios sugere por menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

Soma-se a isso a preferência da população por proteínas mais acessíveis a exemplo da carne de frango, cortes suínos e embutidos.

  • O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,50 o quilo, alta de R$ 0,50.
  • O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo.
  • A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17 o quilo.



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BNDES aprova mais de R$ 10 bilhões para o Fundo Clima


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mais de R$ 10 bilhões de crédito para financiamentos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima ou Fundo Clima.

A região Sudeste teve aprovados R$ 4,1 bilhões; o Centro-Oeste, R$ 2 bilhões; o Nordeste, R$ 1,8 bilhão; o Sul, R$ 1,6 bilhão; e o Norte, R$ 460 milhões.

Segundo o banco, no somatório das regiões, o aporte de recursos em 2024 foi “quase dez vezes superior” ao volume de 2022. Na comparação dos dois períodos (2022 e 2024), o Nordeste foi a região onde o volume de recursos mais cresceu proporcionalmente. Em 2024, o total de recursos aprovados – R$ 1,8 bilhão – foi 36 vezes superior ao registrado em 2022 (R$ 51 milhões).

No Nordeste, os recursos do Fundo Clima servirão à expansão de projetos de fontes renováveis de energia, como eólica e solar gerando mais 450 megawatts (MW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O Fundo Clima nos permite aprofundar essa estratégia de fortalecimento da economia verde, da descarbonização e da sustentabilidade ambiental, principalmente neste cenário de crescimento global do negacionismo climático”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao apresentar o resultado.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

O Fundo Clima é considerado um dos principais fundos de caráter nacional para a mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas do planeta.

Transpetro

Em nota, a Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), subsidiária da Petrobras, informou, nesta quinta-feira (20), que a companhia conseguiu fornecer 16,6 mil toneladas de gás liquefeito de petróleo (GLP) na região Norte durante a estiagem no ano passado, considerada a maior seca em 74 anos.

O GLP pode ter uso doméstico (na cozinha) e também serve para geração de energia para indústria e lavoura.

O abastecimento de GLP ocorreu por meio da Operação Codajás, que fez o escoamento de combustíveis durante o período de vazante do Rio Amazonas, de navegação mais difícil, entre os meses de novembro e dezembro, especialmente.



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Brasil pode sofrer impacto das políticas de Trump



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse acreditar que o Brasil deve sofrer consequências das políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porque o país já criou conflitos com várias outras nações e o Brasil não deve ficar de fora. “Como eles estão abrindo guerra com o mundo inteiro, não vão preservar o Brasil. Certamente isso não vai acontecer”, previu durante entrevista à GloboNews.

Haddad ponderou que uma saída sobre algum entrave entre as partes pode ser por meio da diplomacia e de negociações. “Quando for para uma mesa de negociação, eles vão botar o etanol na mesa, eles vão botar o açúcar na mesa, eles vão botar o quê? Nós vamos botar os serviços na mesa”, disse, acrescentando que há uma longa negociação a acontecer e que, no passado, o Brasil “se deu bem” na diplomacia, porque o Brasil tem uma grande diplomacia. “O Brasil sabe lidar com esse tipo de coisa. Então, nós não estamos levando combustível para essa fogueira. Nós estamos deixando eles apresentarem o plano de voo da relação conosco”, explicou.

O ministro salientou que o governo aguarda o que o governo Trump pensa da relação com o Brasil. “Até agora nós sabemos muito pouco sobre o que se pretende”, considerou, voltando a lembrar que os EUA têm uma relação superavitária com o Brasil. Haddad disse entender que haverá novidades nas próximas semanas em relação a uma visão mais de conjunto, mas que não vê grande ganho numa retaliação dos Estados Unidos em relação ao Brasil.

O chefe da Fazenda comentou também que, embora “forças políticas” estejam pedindo a intervenção dos EUA no Brasil, isso não deve prosperar. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, anunciou esta semana que pretende se desligar da Câmara e permanecer nos EUA e que não deve voltar ao país enquanto Alexandre de Moraes continuar como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Vamos deixar as semanas correrem, vamos aguardar para ver o fechamento desse entendimento, o que se põe na mesa de uma vez por todas, avaliar toda a pauta de importação e exportação, item por item, para quando nós formos para a mesa, a gente poder também apresentar as nossas reivindicações”, afirmou.

Haddad comentou ainda que o presidente Lula não fala em retaliação em relação aos Estados Unidos. “Ele não fala em nada disso. Ele fala em reciprocidade”, disse. “O presidente Lula já se deu muito bem com presidentes republicanos. Tudo bem que nenhum com o perfil do atual presidente, mas ele não faz distinção entre partidos, ele tá negociando com o chefe”, pontuou Haddad.

Assim que foi questionado sobre Trump, o ministro disse que não há ninguém interessado em saber o que ele pensa pessoalmente do republicano. “Sem prejuízo de uma avaliação pessoal, de uma pessoa com um comportamento que eu posso discutir em casa, numa mesa de bar, conversando com meus amigos, ninguém está interessado em saber o que eu penso a respeito dele pessoalmente. O que importa é a relação bilateral do Brasil com os Estados Unidos.”



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