quarta-feira, julho 15, 2026

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Governo vai lançar programa para apoiar produtores rurais indígenas


O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, informou nesta quarta-feira (2) que o governo anunciará, em breve, um programa de assistência técnica especializada para assessorar indígenas em suas plantações. A iniciativa deve ser lançada nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida atenderá, primeiramente, povos do Xingu. Também na primeira etapa serão priorizados os guarani kaiowá, que vivem em Mato Grosso do Sul.

O ministro destacou que, atualmente, dentro do Plano Safra, de concessão de crédito para quem atua como produtor rural, já existe uma categoria específica para quilombolas e indígenas.

Ao todo, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que empresta crédito com juros mais baixos do que o mercado, possui 14 modalidades, sendo que esses dois grupos minoritários podem se encaixar no Pronaf A e A/C, que também contempla beneficiários do Plano Nacional de Reforma Agrária e do Plano Nacional de Crédito Fundiário.

“Já tem um Pronaf para indígenas. Um financiamento de R$ 50 mil, com 5% de juros, desconto de 20% do valor financiado”, contextualizou Teixeira.

“Tem que ter uma cultura própria, porque os indígenas querem produzir seus alimentos, mas esbarram em coisas formais”, acrescentou.

Recursos do Plano Safra

O Plano Safra 2024/2025 tem um montante de R$ 400,59 bilhões de crédito para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

No final de fevereiro, o governo federal editou a Medida Provisória (MP) 1.289/25, obtendo R$ 4,17 bilhões de crédito extraordinário para o Plano Safra 2024/2025. Desse total, R$ 3,53 bilhões foram para cobrir operações de custeio agropecuário, comercialização de produtos agropecuários e investimento rural e agroindustrial, e o restante, R$ 645,7 milhões, para as ações do Pronaf.

Quanto aos resultados do Pronaf A, o governo identificou um aumento de 49% sobre o número de operações e de 105% no valor financiado, que subiu de R$ 116 milhões na safra passada para R$ 239 milhões.

Críticas dos indígenas

indígenas pedindo demarcação de terrasindígenas pedindo demarcação de terras
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Uma das críticas do movimento indígena é que a quantia reservada ao agronegócio seria um dos fatores que mais contribuem para sua expansão, enquanto, por outro lado, as demarcações de terras dos povos originários, além de estarem congeladas ou não avançarem em nenhuma fase, não teriam verbas.

Estas verbas, argumentam lideranças do movimento, são imprescindíveis, por exemplo, para garantir estrutura e pessoal para processos de desintrusão, ou seja, retirada de invasores e manutenção de equipes de segurança pública.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) de Mato Grosso do Sul, os primeiros indígenas a adquirir recursos pelo Pronaf A do Brasil foram os terena Oto Pauferro e Livrada Pauferro. Eles vivem em uma aldeia de Nioaque, um dos sete municípios habitados por esses povos.



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“Desempenho abaixo do esperado”, diz ANTT sobre concessionária do trecho 1 Fiol


Após o anúncio da Bahia Mineração (Bamin) sobre finalização de contrato das obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol I), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), disse que a concessionária foi notificada sobre o “desempenho abaixo do esperado no andamento das obras”.

Em resposta ao Canal Rural Bahia na tarde desta quarta-feira (2), a ANTT disse que acompanha de perto a evolução da execução físico-financeira do projeto, bem como o cumprimento das obrigações contratuais.

A agência informou ainda que em fevereiro deste ano notificou a concessionária responsável e que abrirá um procedimento preliminar para apurar possível descumprimento contratual.

A nota diz ainda que, de acordo com o último acompanhamento do plano de investimentos realizado pela ANTT, a Bamin concluiu a obra correspondente à Passagem Inferior na BA-262, localizada no km 1483+46,referente ao Lote 01F.

No entanto, a ANTT não deixou claro o envolvimento da Prumo Engenharia, que por sua vez, o escritório em Minas Gerais da empresa, disse por telefone que a Bamin responderá sobre o assunto.

Fiol, trecho 1, contrato, finalização, obras, Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol I)Fiol, trecho 1, contrato, finalização, obras, Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol I)
Foto: Divulgação/Bamin

Conforme apuração da reportagem, a situação se trata de um encerramento de contrato com a Prumo Engenharia, empresa terceirizada pela Bamin para a execução das obras.

Em nota, a Bamin disse que concluiu a fase inicial da construção da ferrovia, iniciada em 2023 e que desde o início da concessão em 2021, investiu R$ 784 milhões na ferrovia.

A desmobilização levará aproximadamente 30 dias. O canteiro de Uruçuca permanecerá como apoio às atividades de manutenção.”

Impacto

Os trabalhadores que atuam no trecho entre Uruçuca e Ilhéus, no Sul da Bahia, estão preocupados.

Além dos impactos diretos sobre a vida dos trabalhadores e de suas famílias, o Sintepav-BA (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia), disse que uma demissão em massa, representa um golpe nas expectativas de desenvolvimento econômico da região sul da Bahia.

Uma assembleia foi realizada na manhã desta quarta-feira (2), em Uruçuca (BA). O Sintepav-BA disse que qualquer processo de desligamento coletivo deve, obrigatoriamente, passar por diálogo com o sindicato, conforme prevê a legislação trabalhista.

De acordo com a Bamin, cerca de 350 pessoas que fazem parte da equipe terceirizada contratada durante a fase inicial de construção da ferrovia devem ser afetadas por essa decisão.

A Fiol

Com 75% concluída e R$ 3,355 bilhões em contratos, de acordo com a Infra S.A., empresa pública federal, o trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité tem 537,2 km de extensão. Denominado Fiol I, é constituído pelos lotes 01F, 02F, 02FA Túnel de Jequié), 03F e 04F.


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Tarifas dos EUA impactam o mercado


De acordo com a TF Agroeconômica, os mercados iniciaram esta terça-feira (02) sob forte apreensão devido às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos países. A medida, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump no chamado “Dia da Libertação”, levanta temores de retaliação global e desestruturação dos mercados. 

No Brasil, a colheita da soja praticamente concluída mantém os compradores ausentes, pressionando os preços. O indicador do Cepea registra R$ 132,10 por saca (-0,07%), enquanto em Assunção (Paraguai), os contratos para abril e julho estão a US$ 372,04 e US$ 377,56, respectivamente. Na CBOT, a soja para maio recua US$ 6,50, negociada a US$ 1.027,75 por bushel.

O milho é um dos mercados mais impactados pela decisão de Trump, uma vez que México e Canadá, principais compradores de milho e etanol de milho dos EUA, podem retaliar. A pressão se reflete na CBOT, onde o contrato de maio recua para US$ 455,40 (-6,25). No Brasil, a normalização do plantio da segunda safra influencia os preços. Na B3, o contrato de maio sobe 1,04%, para R$ 78,53, enquanto o Cepea indica R$ 86,62 por saca (-1,24%). No Paraguai, os preços variam entre US$ 230 para abril e US$ 175 para julho.

O trigo também está sob forte impacto das novas tarifas, devido ao seu amplo mercado de exportação. Na CBOT, o contrato de maio recua para US$ 537,25 (-3,25). No Brasil, a oferta maior no Rio Grande do Sul provoca leve queda nos preços, com o Cepea registrando R$ 1.446,97 (-0,03%). Já no Paraná, a menor disponibilidade impulsiona os valores para R$ 1.538,18 (+0,72%). No Paraguai, os preços seguem a US$ 240 em Campo 9 e US$ 270 no Oeste do Paraná.

 





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Aumento da mistura de etanol à gasolina pode elevar preço do açúcar, diz Orplana



Um aumento na mistura de etanol anidro à gasolina no Brasil para uma faixa de 30%, ante o atual patamar de 27,5%, ajudaria a enxugar a oferta e melhorar os preços do açúcar no país. A afirmação foi feita pelo CEO da Organização de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), José Guilherme Nogueira, durante entrevista coletiva no Cana Summit, evento que está sendo realizado em Brasília entre hoje (2) e amanhã (3).

Nogueira disse que a medida, ainda em fase de estudos técnicos de viabilidade, se efetivamente adotada, diminuiria um pouco a oferta e poderia melhorar os preços do adoçante para as usinas.

Por outro lado, a produção de etanol de milho está aumentando, compensando parcialmente uma eventual diminuição na oferta de etanol de cana-de-açúcar. O CEO da Orplana também falou que o mercado de açúcar nacional é muito dependente do comércio internacional.

“Dependemos muito da posição, da conjuntura, da Índia e da Tailândia, grandes exportadores e produtores mundiais. Mesmo assim, nós acreditamos que o Brasil pode aumentar sua fatia no mercado mundial este ano, principalmente porque nossas usinas estão preparadas operacionalmente para fazer mais açúcar (se necessário), disse Nogueira.

Os preços globais do açúcar reagiram em fevereiro e março depois de atingirem mínimas de cinco meses em janeiro, respondendo a notícias de menor produção na Índia e à valorização do real ante o dólar, um fator que potencialmente inibe as exportações do Brasil.

Preços do açúcar

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos futuros do açúcar bruto estão oscilando ao redor de 19,40 centavos de dólar por libra-peso nesta quarta-feira, bem mais firmes alguns meses depois de caírem para o pior patamar em cinco meses, em 21 de janeiro, a 17,57 centavos.



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Taxa de juros dificulta obtenção de crédito no setor de máquinas agrícolas



Em reunião com o Ministério da Agricultura, no Distrito Federal, representantes da Associação Brasileira da indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) sugeriram a destinação de R$ 21 bilhões no Plano Safra para o programa Moderfrota, que visa a modernização de tratores agrícolas, colheitadeiras e equipamentos implementados. O valor é 70% maior do que o destinado no ciclo passado. 

A Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) ainda sugeriu um valor adicional de R$ 7 bilhões a serem destinados para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Apesar dos valores sugeridos para a medida serem ideais para um plano bem desenvolvido, como avaliado pela CSMIA, a elevada taxa de juros dificulta para o governo compensar a diferença no valor do orçamento, que no último ciclo foi de R$ 12,3 bilhões.

Entre os principais fatores que dificultam o financiamento está a elevação da taxa Selic, que atualmente é de 14,5% ao ano. Existe incerteza quanto ao governo ter condições de destinar recursos próprios para amenizar a diferença em comparação com a taxa de juros aplicada pelo plano safra que encerra neste ano, que varia entre 7% e 12%.

O cenário abre espaço para a utilização de outros instrumentos além do financiamento. Ainda assim, a Abimaq prevê que no ano de 2025, a venda de máquinas somará R$ 65 bilhões, uma grande queda em comparação com o valor registrado no ano de 2022 que foi de R$ 91 bilhões.



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RS terá chuva forte, ventos de 100 km/h e risco de granizo



Dois alertas de perigo foram emitidos para o estado




Foto: Inmet

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Rio Grande do Sul enfrenta um cenário climático preocupante nesta quarta-feira (2). Dois alertas de perigo foram emitidos para o estado, indicando o risco de chuvas intensas, tempestades e fortes rajadas de vento.

O primeiro aviso, válido entre 9h30 e 15h, prevê acumulados de chuva entre 30 e 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia. O volume expressivo pode causar alagamentos, deslizamentos de terra e transbordamento de rios, especialmente em áreas mais vulneráveis. Já o segundo alerta, em vigor das 11h até as 22h, indica a possibilidade de tempestades com queda de granizo, ventos intensos de até 100 km/h e impactos como danos em plantações, queda de árvores e cortes no fornecimento de energia elétrica.

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A instabilidade climática é consequência da passagem de uma nova frente fria, que avança pelo estado e deve atingir, com maior intensidade, a Metade Norte do RS. A chuva começa na Fronteira Sul durante a manhã e se espalha pelo restante do estado ao longo do dia, podendo vir acompanhada de raios e ventos fortes, especialmente nas regiões Leste e Sul.

Na quinta-feira (3), a instabilidade persiste, ainda que com menor intensidade, mantendo a previsão de pancadas de chuva. Já a partir de sexta-feira (4), uma forte massa de ar polar avança sobre o território gaúcho, provocando um declínio acentuado nas temperaturas. O frio será mais intenso na Metade Sul e Oeste, onde as mínimas podem ficar abaixo dos 10°C, enquanto as máximas devem permanecer abaixo dos 20°C em várias localidades.





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Primeira onda de frio do Brasil já tem data; veja quando chega



A partir da noite de sexta-feira (4), a chegada de uma massa de ar frio causará um declínio de temperatura na região Sul, no sul de Mato Grosso do Sul e em parte da região Sudeste.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas podem ficar abaixo de 10° C em algumas áreas da região Sul. É o cas das serras gaúcha e catarinense, onde, inclusive, há previsão de geada no amanhecer de sábado (5) e domingo (6), o que exige atenção para as lavouras.

Além disso, entre sexta-feira (4) e domingo (6) – principalmente no sábado (5) –, ventos intensos, de quadrante sul, favorecerão a baixa sensação térmica em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

No domingo (7), a temperatura começará a subir na região Sul. Por outro lado, os termômetros começarão a marcar menores índices na região Sudeste.

Na Serra da Mantiqueira, em São Paulo e Minas Gerais, as temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 12 °C.

Alerta laranja para tempestades

Além do frio que está por vir, o Inmet também alerta para temporais a partir desta quarta-feira (2). Alerta laranja emitido pelo instituto indica chuvas com volumes acima de 100 mm, acompanhadas de rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo em alguns estados.

As chuvas devem atingir, principalmente, a região Sul até a quinta-feira (3). Os eventos são causados por áreas de instabilidade associadas à formação de uma frente fria que passa pela pela região.

O deslocamento dessa frente fria em direção ao Sudeste também ocasionará temporais isolados. Nesta quinta, São Paulo estará em alerta para a ocorrência de temporais, que podem ser acompanhados de rajadas de vento significativas. O litoral do estado será a área mais atingida pela mudança no tempo.

Essa condição se estenderá para o centro-sul do Rio de Janeiro entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira (4). A Climatempo classificou esse cenário, tanto na costa paulista, como na fluminense, de “chuva excepcional”.



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Contrato é finalizado e suspende obras do trecho 1 da Fiol


O contrato das obras do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol I), entre Uruçuca e Ilhéus, no Sul da Bahia, foi finalizado, de acordo com informação divulgada pela Bahia Mineração (Bamin), empresa subsidiária do Grupo ERG, responsável pela construção.

Segundo a Bamin, o contrato de obras da ferrovia foi desmobilizado no última segunda-feira, 31 de março. A empresa informou também, que desde o início da concessão em 2021 investiu R$ 784 milhões.

Segundo o G1, a finalização de contrato teria sido com a empresa Prumo Engenharia.

A Bamin disse ainda que mesmo com a finalização do contrato, os serviços de manutenção serão mantidos e todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro, continuarão a serem executadas. Leia a nota na íntegra:

“A BAMIN, empresa subsidiária do Grupo ERG, informa que o contrato de obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL I), no trecho entre os municípios entre Uruçuca e Ilhéus, será desmobilizado a partir do dia 31 de Março de 2025, concluindo a fase inicial da construção da ferrovia, iniciada em 2023. Até o momento, a ERG investiu R$ 784 milhões na ferrovia, desde o início da concessão em 2021. É importante informar que, mesmo com a finalização deste contrato, os serviços de manutenção serão mantidos e todas as obrigações socioambientais relacionadas ao Projeto Integrado Pedra de Ferro continuarão a serem executadas. A ERG permanece em busca de investidores que possam apoiar a implantação do projeto”.

Fiol, trecho 1Fiol, trecho 1

O motivo da finalização do contrato não foi divulgado. Até o fechamento desta reportagem, o escritório da Prumo Engenharia, em Minas Gerais, não tinha conhecimento do assunto.

O Ministério dos Transportes e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), também foram procurados, e aguardamos o retorno.

Trabalhadores impactados

O Sintepav-BA (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial do Estado da Bahia) disse por meio de nota que foi surpreendido pela informação veículada pela imprensa.

O sindicato afirma que teme uma demissão em massa de cerca de 300 trabalhadores, fato que considera inaceitável, diante da ausência de diálogo prévio com a categoria.

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Foto: Divulgação/Sintepav-Ba

A entidade convocou uma assembleia com os trabalhadores na manhã desta quarta-feira (2), no canteiro de obras da Fiol em Uruçuca, com o objetivo de esclarecer os fatos, ouvir a categoria e deliberar sobre os próximos passos.

A Fiol

Com 75% concluída e R$ 3,355 bilhões em contratos, de acordo com a Infra S.A., empresa pública federal, o trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité tem 537,2 km de extensão. Denominado Fiol I, é constituído pelos lotes 01F, 02F, 02FA Túnel de Jequié), 03F e 04F.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste se constituirá em um corredor de escoamento de minério do sul do Estado (Caetité/BA e Tanhaçu/BA) e de grãos do oeste baiano.

Na segunda etapa, será expandida até a Ferrovia Norte Sul, possibilitando a agregação de carga do centro-oeste brasileiro.

O escoamento da carga ocorrerá pelo Porto Sul, importante complexo portuário a ser construído pelo Governo do Estado da Bahia, nas imediações da cidade de Ilhéus (BA).

A Ferrovia de Integração Oeste-leste tem um total de 1.022,6 km em construção e investimento previsto de R$ 8,9 bilhões (Fiol 1 e Fiol 2).

Recentemente, mudanças no traçado original foram executadas, principalmente no trecho 3, entre o Oeste da Bahia e a Ferrovia Norte Sul.


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Presidente da Aprosoja MG alerta para perdas de 20% a 40% nas lavouras do estado



A colheita de soja em Minas Gerais está na reta final, com desafios climáticos impactando a produtividade. A fim de entender melhor a situação no estado, o Soja Brasil conversou com Fábio Meirelles, presidente da Aprosoja MG. Meirelles explica que as regiões do Sudeste sofreram com um período prolongado de estiagem, variando entre 20 e 30 dias de sol intenso. Isso dificultou a fase final da cultura, especialmente nas lavouras plantadas mais tarde. No entanto, a volta das chuvas permitiu a recuperação parcial de algumas áreas.

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Apesar da retomada das chuvas, Meirelles destaca que a produtividade foi afetada, já que a granulação da soja na fase final foi prejudicada, o que pode resultar em um peso menor dos grãos. Ainda assim, ele estima que a redução não ultrapasse um quinto da produção total na região Sudeste. A expectativa é de que a colheita seja finalizada até o fim de abril, com uma média de produtividade entre 60 e 65 sacas por hectare.

Além da soja: o impacto no milho

O milho safrinha, que também depende das chuvas, pode sofrer perdas mais expressivas. Regiões que ficaram 30 dias sem precipitação viram suas lavouras comprometidas, e a ausência de previsão de chuvas regulares levanta preocupações sobre a produtividade do cereal. Estima-se que as perdas possam variar entre 20% e 40% em algumas localidades.

Outro fator que preocupa os produtores é o alto custo de produção. Segundo Meirelles, o setor enfrenta aumentos no preço do óleo diesel e dos insumos agrícolas, agravados pela variação cambial e pela escassez de produtos essenciais. Além disso, a dificuldade de acesso ao crédito tem sido um entrave para os agricultores, que em sua maioria tiveram que recorrer a trocas de insumos para viabilizar o plantio.

“A taxa de juros está insuportável para o setor, e grande parte da safra foi negociada por meio de trocas, já que poucos produtores tinham capital para investir. Além disso, a taxa Selic continua em alta, tornando o cenário ainda mais desafiador”, afirmou Meirelles.

Ele também criticou a falta de incentivos para o setor agropecuário e alertou sobre os desafios enfrentados pelos produtores diante das restrições impostas e da ausência de apoio governamental.

Perspectivas para o setor

Apesar dos desafios, a expectativa é de que a soja feche a safra dentro da média histórica. No entanto, o futuro da produção de milho ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas. Meirelles reforça a importância de políticas que fortaleçam o setor, garantindo segurança alimentar e competitividade para os produtores brasileiros no mercado internacional.

São Paulo em reta final

Além de Minas Gerais, São Paulo também apresenta avanços nos trabalhos. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado já colheu 97% da área prevista, evidenciando o progresso da safra. Os números destacam o bom ritmo da colheita e a eficiência do setor agrícola na região.



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Com recorde na produção de celulose, Eldorado Brasil foca em energia sustentável


A Eldorado Brasil Celulose divulgou na segunda-feira (31), os principais avanços na agenda ESG da companhia em 2024 por meio da nova edição do Relatório de Sustentabilidade. No documento, a companhia reforçou seu posicionamento com inovações em eficiência energética, impacto socioeconômico das suas operações e crescimento da área de florestas plantadas.

Segundo a empresa, um dos principais avanços na área florestal em 2024 foi a inauguração do Centro de Tecnologia Florestal ELDTECH, em Andradina (SP). No local funcionam sete laboratórios que realizam pesquisas no manejo de pragas, solo e nutrição, meteorologia, melhoramento genético e biotecnologia.

O relatório também informa que a empresa ampliou o compromisso com energia limpa ao inovar na geração elétrica sustentável. Além da Usina Termelétrica Onça Pintada (UTOP), que transforma em energia renovável a biomassa da madeira que não foi destinada à produção de celulose, a empresa implementou um sistema inédito que utiliza a força do descarte de efluentes tratados para gerar eletricidade limpa. Essa solução sustentável agora abastece os prédios administrativos do complexo industrial da empresa em Três Lagoas.

Ainda na UTOP, a recente substituição de combustíveis fósseis por energia elétrica renovável nos picadores que produzem biomassa para a usina reforça a estratégia sustentável da Eldorado.

A Eldorado registrou ainda recorde de produção de celulose considerando anos com parada geral de manutenção, fruto da eficiência de sua operação industrial. Foram 1,786 milhão de toneladas de celulose produzidas, servindo ao mercado doméstico e de outros 40 países em todos os continentes.

“A alta produtividade industrial e as inovações em energia renovável colocam a Eldorado em uma posição de destaque no setor globalmente. Toda a nossa cadeia produtiva é rastreada e segue princípios rigorosos de sustentabilidade, atendendo às exigências dos mercados mais criteriosos do mundo. O Relatório de Sustentabilidade que divulgamos agora atesta esses compromissos da companhia com o meio ambiente e todos os seus stakeholders”, diz Elcio Trajano Jr., diretor de RH, Sustentabilidade e Comunicação da Eldorado Brasil.

Mais florestas, mais CO2 sequestrado

Em 2024, a Eldorado ampliou de 283 mil para 296 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul. Além disso, a companhia mantém 101 mil hectares destinados exclusivamente à conservação. Isso faz com que a empresa seja superavitária no cálculo de emissões e retenção de gases de efeito estufa (GEE). Em 12 anos de operação, a Eldorado removeu 12 vezes mais GEE do que suas operações emitiram nos escopos 1 e 2.

Ainda na produção florestal, a empresa começou a usar telemetria nas máquinas agrícolas para reduzir riscos de acidentes, melhorando a segurança nas florestas e a eficiência operacional.

“A empresa já nasceu, em 2012, com o DNA da inovação e nossos times são incentivados a pensarem sempre no que podemos melhorar, em novos processos e práticas, e não temos medo de testar, de pensar fora da caixa. Gostamos muito da ideia de adotarmos tecnologias que depois são disseminadas no mercado”, complementa Trajano.

O impacto socioeconômico da atuação da Eldorado também é expressivo: “apoiando a Economia Local, contratamos 690 Fornecedores dos quais 92% são de Mato Grosso do Sul”. Atualmente, dos 5,2 mil colaboradores da empresa, 4,5 mil estão em MS.

Logística

A eficiência operacional do transporte da madeira está atrelada à sustentabilidade. A frota de 236 caminhões com menos de dois anos de uso, alta tecnologia embarcada e modelagem euro 5 e euro 6 são o mais alto padrão em desempenho para reduzir a emissão de gases. Além disso, o escoamento da produção de celulose para o exterior é facilitado pelo terminal EBLog, no Porto de Santos (SP), que em um ano de operação promoveu aumento de 30% na produtividade média de embarque.

Terminal EBLog, no Porto de SantosTerminal EBLog, no Porto de Santos
Terminal EBLog, no Porto de Santos, opera desde julho de 2023 Foto: divulgação Eldorado Brasil

Governança

Nas pautas de governança, a Eldorado renovou seu apoio ao Pacto Global da ONU, mantendo a aderência aos Dez Princípios Universais pelo quarto ano consecutivo. Em 2024, mais de 4 mil profissionais receberam treinamentos sobre ferramentas de compliance. Além disso, a empresa realizou o primeiro encontro dos “Multiplicadores da Ética”, um grupo de 66 profissionais dedicados a disseminar boas práticas corporativas.

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz, em média, 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera a EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.



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