O plantio de milho 2025/26 no Rio Grande do Sul alcança nesta semana 62% da área prevista em 785 mil hectares. “As chuvas registradas entre os dias 20 e 21 de setembro favoreceram o crescimento das lavouras recém-implantadas.
No entanto, o excesso de chuva trouxe a necessidade de replantio em áreas semeadas recentemente, principalmente em solos rasos e mal drenados, aumentando os custos de produção”, disse a Emater em nota.
A produtividade projetada é de 7.376 quilos por hectare.
O corredor de umidade continua ativo e traz temporais, principalmente para Rondônia e Mato Grosso. Essa chuva é benéfica para as pastagens, mas os pecuaristas devem estar atentos às previsões climáticas.
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De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, em Vilhena (RO) a previsão para os próximos 15 dias indica máximas variando entre 30 °C e 32 °C até a virada da quinzena. Após esse período, as temperaturas podem chegar a 36 °C e 37 °C. A boa notícia é que a chuva será bem distribuída, com acumulados entre 50 e 70 milímetros. Essa umidade é crucial para a recuperação das pastagens e para o início da safra 2025/2026.
Previsão e cuidados para os pecuaristas
Nesta sexta-feira (26), a atenção deve ser redobrada para Rondônia, oeste de Mato Grosso e áreas do noroeste de Mato Grosso do Sul. As previsões apontam para nuvens carregadas, alta atividade elétrica e rajadas de vento intensas. Cuidados com as estruturas das fazendas e com o rebanho são essenciais durante esses temporais.
Nos próximos cinco dias, as temperaturas voltam a subir. No norte de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, as máximas podem alcançar 37 °C ou 38 °C. Esse calor, combinado com a umidade das chuvas, acelera o crescimento do capim, mas exige manejo cuidadoso para evitar o estresse térmico do gado.
Condições climáticas em São Paulo e outras regiões
O calor também será um fator no interior de São Paulo, onde as máximas devem variar entre 29 °C e 33 °C na sexta e sábado (27). No domingo (28), as temperaturas podem subir para 35 °C.
A previsão para a próxima semana traz boas notícias para as regiões de pecuária que necessitam de chuvas. O interior de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e sul de Goiás devem receber entre 20 e 30 milímetros em cinco dias, fundamental para a recuperação das pastagens.
Essa condição de chuvas mais volumosas também se aplica ao centro-leste de Mato Grosso. O retorno da umidade é um sinal esperado pelos pecuaristas para otimizar o manejo das pastagens, permitindo ações como a adubação de cobertura e garantindo pasto de qualidade na próxima estação.
A cidade de Manaus (AM) receberá, entre os dias 14 e 17 de outubro, o 12º Simpósio Brasileiro de Óleos Essenciais (SBOE), no Centro de Convenções Vasco Vasques. O evento reunirá especialistas e interessados para discutir inovações, mercado e avanços científicos no setor de óleos essenciais.
A programação abordará temas como cultivo de plantas aromáticas, bioeconomia amazônica, regulamentação de bioinsumos, aromaterapia e inovação na cadeia produtiva dos óleos essenciais. Os óleos essenciais são matérias-primas utilizadas mundialmente em diversas indústrias, como a alimentícia, perfumaria, cosmética e farmacêutica.
Programação e público-alvo
Francisco Célio Maia Chaves, presidente da comissão organizadora e pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, afirmou que esta é a primeira vez que o simpósio ocorre no Amazonas. O evento contará com minicursos, conferências, mesas-redondas e exposições de empresas, atraindo pesquisadores, professores, estudantes, produtores e empresários.
O 12º SBOE é organizado pela Embrapa Amazônia Ocidental, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Instituto Agronômico (IAC) e empresas como Infobibos e Marupá Eventos. O evento recebe patrocínio de instituições como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Secretaria de estado de Produção Rural do Amazonas (Sepror-AM).
Inscrições e informações
Os interessados podem acessar o site oficial do 12º Simpósio Brasileiro de Óleos Essenciais para informações sobre a programação e inscrições.
Para mais informações, a imprensa pode entrar em contato com Síglia Souza, da Embrapa Amazônia Ocidental, pelo telefone (92) 3303-7852 ou pelo e-mail [email protected].
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O projeto teve início em 1,5 hectare como um teste – Foto: Pixabay
A Fazenda Estiva, em São João da Boa Vista (SP), mostra como a irrigação por gotejamento pode revolucionar a cafeicultura. Com 180 hectares de café arábica irrigados, a família de produtores registrou um aumento médio de 40 sacas por hectare, alcançando até 65 sacas por hectare contra as 25 no sequeiro. O retorno do investimento veio já na primeira safra, garantindo ganhos consistentes.
Segundo os produtores, a adoção da tecnologia não representou apenas um avanço produtivo, mas também uma mudança de mentalidade. O uso da água de forma precisa trouxe segurança, sustentabilidade e maior qualidade ao café, que também apresentou melhorias expressivas no padrão final.
“Com a irrigação, em dois anos e meio nós produzimos em torno de 60, chegando até 65 sacas por hectare. Antes, no sequeiro, esse número não passava de 25 sacas. É um salto impressionante”, relata o produtor Maércio Diogo de Oliveira, que administra a propriedade ao lado do irmão.
O projeto teve início em 1,5 hectare como um teste e rapidamente evoluiu para toda a propriedade, diante dos resultados impressionantes. A parceria entre a Netafim e a Bolsa Irriga foi fundamental para viabilizar a tecnologia e oferecer suporte técnico, assegurando eficiência e longevidade ao sistema.
Com a fertirrigação, os produtores destacam que os ganhos não se restringem ao volume de sacas, mas também ao retorno financeiro e à valorização do produto. A experiência da Fazenda Estiva reforça a viabilidade da irrigação por gotejamento no café, quebrando paradigmas em uma região que antes não era tradicionalmente irrigada.
A iniciativa busca atender a uma demanda crescente do setor agropecuário por técnicos qualificados com experiência prática. Em comunicado à imprensa, a coordenadora de projetos da Diretoria de ATeG do Senar, Luana Frossard, destacou a importância da formação prática. “Nem sempre é fácil encontrar profissionais de Ciências Agrárias com experiência prática no campo”, disse.
Detalhes do programa
O Programa de Residência Agropecuária é destinado a profissionais que tenham se formado nos últimos dois anos e tem duração de até seis meses, com carga horária de 40 horas semanais. Ao todo, serão selecionados 200 residentes, sendo 50 de nível técnico e 150 de nível superior, distribuídos em 21 administrações regionais do Senar.
Os participantes receberão bolsas mensais e seguro de vida. Durante o programa, terão a oportunidade de acompanhar todas as etapas da metodologia ATeG, desde o diagnóstico produtivo até a avaliação de resultados, proporcionando uma vivência prática e alinhada às demandas do produtor rural.
Inscrições
Os interessados devem acessar os sites das Administrações Regionais do Senar ou o portal do CNA/Senar para realizar a inscrição no Processo Simplificado para Habilitação de Bolsistas Residentes. A oportunidade é voltada para jovens profissionais em busca de uma entrada qualificada no agronegócio.
Para mais informações, acesse o site do Giro do Boi e fique atualizado sobre o que acontece no setor agropecuário.
Produtores do Paraná devem semear uma área 19% maior de milho 1ª safra, segundo novas projeções do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab), referentes ao dia 22 de setembro. Para a soja, no entanto, a área semeada deve ficar praticamente estável, com uma ligeira redução, de 5,771 milhões de hectares no ciclo 2024/25 para 5,770 milhões na temporada vigente.
Para a safra de verão do milho, 333,8 mil hectares serão dedicados à cultura. O volume de produção deve ser de 3,40 milhões de toneladas, 11% acima de 2024/25. A produtividade média esperada é de 10.207 kg/ha, ante 10.875 kg/ha no ciclo anterior.
Conforme o Deral, os paranaenses devem colher, em condições normais, 21,9 milhões de toneladas de soja, 4% mais em relação ao ciclo anterior, que foi de 21,1 milhões de toneladas. A produtividade média é estimada em 3.802 quilos por hectare, ante 3.672 kg/ha.
Quanto ao trigo 2024/25, em fase de colheita, o Deral reduziu a estimativa de área, de 1,106 milhão de hectares na safra 2023/24 para 824,9 mil hectares em 2024/25, uma queda de 25%. A produção esperada é de 2,678,9 milhões de toneladas, ante 2,324 milhões de toneladas na temporada anterior, alta de 15%. A produtividade média estimada é de 3.2584 kg/ha.
Sete dias! Isso mesmo, falta apenas uma semana para a largada oficial da temporada 25/26 do plantio de soja no Brasil. No dia 3 de outubro, às 9h (horário de Brasília), Sidrolândia (MS) receberá a Abertura Nacional do Plantio da Soja, evento realizado na Fazenda Recanto.
O encontro, que também marca o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil, será transmitido ao vivo pela televisão e pelas redes sociais do Canal Rural. Não vai ficar de fora dessa grande celebração, né? Clique aqui e garanta sua vaga!
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Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá produtores rurais e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades da nova temporada da oleaginosa. Na pauta estarão diferentes temas, como mercado internacional da oleaginosa, as condições climáticas previstas e os impactos do cenário geopolítico sobre a produção.
A programação conta com a abertura oficial com os anfitriões, apresentação dos parceiros do Projeto Soja Brasil, painel sobre os caminhos do agronegócio, biocombustíveis e novas oportunidades para o setor. Para encerrar, as autoridades darão a largada das máquinas em campo. Não fique de fora!
A retomada das chuvas nas áreas citrícolas de São Paulo, Paraná e de parte de Minas Gerais trouxe otimismo aos agentes do setor. A chuva favorece a florada da safra 2026/27 que se aproxima, como aponta o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Por outro lado, conforme o instituto, os ventos intensos que acompanharam essas chuvas causaram alguns prejuízos, sobretudo com a queda de frutas, que já preocupa nesta temporada, devido ao avanço do greening e do cancro cítrico.
Quanto aos preços, levantamentos do Cepea mostram que, no mercado de mesa, a demanda aquecida vem sustentando os preços da fruta.
No caso da indústria, a preferência tem sido por compras no spot em detrimento dos contratos. Os poucos firmados apresentam valores próximos de R$ 50,00/cx, com exigência mínima de brix elevado, conforme relatado por agentes do setor ao centro de pesquisas.
O transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos somou 24.221 vagões na semana encerrada em 13 de setembro, de acordo com relatório do Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume representa aumento de 9% ante a semana anterior e de 8% em relação ao período correspondente do ano passado.
Já o transporte de grãos por barcaças totalizou 260.950 toneladas na semana encerrada em 20 de setembro. O volume representa aumento de 4% ante a semana anterior e queda de 48% em relação a igual período do ano passado.
Na semana encerrada em 18 de setembro, 37 navios foram carregados com grãos em terminais do Golfo, 48% mais na comparação anual. Nos dez dias a partir de 19 de setembro, a expectativa era de que 42 navios fossem carregados, queda de 14% ante igual período do ano passado.
Segundo o instituto, as vendas da proteína estiveram mais lentas a partir da segunda quinzena deste mês, aumentando os estoques nas granjas.
Pesquisadores ressaltam que esse desempenho acende um alerta para o setor, já que as cotações vêm recuando no mercado doméstico desde abril, com exceção de agosto onde o fim das férias escolares aqueceu a demanda e elevou os preços.
O movimento repete, em parte, o observado no ano passado. No período os valores caíram por seis meses consecutivos, de abril a setembro, pressionados pela maior oferta interna. Neste ano, no entanto, as exportações contribuíram para reduzir a intensidade das quedas em relação ao mesmo período de 2024.