segunda-feira, abril 20, 2026

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Cessar-fogo entre EUA e Irã reduz pressão sobre as bolsas globais


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (9) a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio no risco global após sinalização de cessar-fogo temporário entre EUA e Irã. O petróleo devolveu prêmio geopolítico e voltou abaixo de US$ 100, reduzindo pressões inflacionárias. Bolsas globais subiram e o dólar enfraqueceu.

No Brasil, o Ibovespa renovou máximas a 192 mil pontos e o dólar caiu a R$ 5,10, com juros fechando.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Minas registra 1ª importação de tilápia desde 1997


Minas Gerais registrou, pela primeira vez desde 1997, a importação de tilápia, mesmo em um cenário de expansão da piscicultura estadual. Em fevereiro de 2026, o estado importou 122 toneladas do Vietnã, segundo dados do ComexStat. É o primeiro registro desse tipo desde o início da série histórica.

O movimento acompanha uma tendência nacional. No mesmo período, o Brasil importou mais de 1,3 mil toneladas de filé de tilápia do Vietnã, volume equivalente a cerca de 4,1 mil toneladas de peixe vivo, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária. Pela primeira vez, as importações superaram as exportações brasileiras e passaram a representar 6,5% da produção mensal do país.

Segundo a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, o dado chama atenção porque Minas Gerais vem ampliando sua participação na piscicultura nacional, com crescimento acima da média do país e expansão em regiões como Morada Nova de Minas, atualmente o maior município produtor de tilápia do Brasil.

“A importação não está relacionada à falta de oferta interna, mas a fatores econômicos e comerciais. O filé importado, principalmente do Vietnã, chega ao mercado com preços mais competitivos, resultado da produção em larga escala e dos custos menores no país asiático. O momento exige atenção, já que Minas vem ampliando sua participação na produção nacional de forma consistente, e a entrada de produto importado pode comprometer a competitividade da cadeia produtiva estadual”, explica a analista.

Apesar do avanço das importações, a produção de tilápia segue em crescimento. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil produziu 442 mil toneladas em 2023 e avançou para 499 mil toneladas em 2024, alta de 12,8%. Em Minas Gerais, o crescimento foi mais acelerado: a produção passou de 45,5 mil toneladas em 2023 para 58,4 mil toneladas em 2024, aumento de 28%.

Com isso, o estado passou a responder por cerca de 11,7% da produção nacional e ocupa a terceira posição no ranking brasileiro, atrás de Paraná e São Paulo.

Além do aumento do volume produzido, Minas Gerais tem ampliado a estrutura da cadeia produtiva com investimentos em tecnologia, genética, nutrição e processamento, o que amplia o potencial de expansão da atividade.

“A importação de filé de tilápia do Vietnã não é uma preocupação futura, ela já está impactando o setor. Outros estados com forte produção, como Paraná, Santa Catarina e, mais recentemente, São Paulo, já adotaram medidas de proteção à cadeia produtiva local. Minas Gerais, que é um dos principais polos produtores do país e tem em Morada Nova de Minas a capital nacional da tilápia, precisa agir com a mesma urgência”, afirma o produtor Carlos Junior de Faria Ribeiro.

Ele aponta a questão tributária como um dos pontos críticos. “O produtor e a indústria mineira pagam ICMS, enquanto o filé importado do Vietnã entra no estado sem essa mesma carga. Na prática, Minas Gerais acaba subsidiando o produtor estrangeiro, quando deveria fortalecer e proteger quem produz aqui, gera emprego e movimenta a economia local”, diz.

A sanidade da produção nacional também é apontada como preocupação. A importação pode ampliar o risco de introdução de doenças exóticas, como o vírus da tilápia do lago, conhecido como Tilapia Lake Virus. O Brasil é considerado livre da enfermidade, e a eventual entrada do patógeno poderia causar prejuízos para a piscicultura.

Outro tema acompanhado pelo setor é a possibilidade de a tilápia ser classificada como espécie exótica invasora no país. Em 2025, a Comissão Nacional de Biodiversidade avançou na discussão sobre uma nova lista de espécies, mas a elaboração do documento foi suspensa para reavaliação dos critérios.





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Conab doa 23,7 toneladas de alimentos ao Acampamento Terra Livre, em Brasília


Em apoio à maior mobilização indígena do país, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) doou 23,7 toneladas de alimentos ao 22º Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Do total, 19,3 toneladas correspondem a 900 cestas da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA). Outras 4,4 toneladas, incluindo hortifrútis orgânicos, farinhas e polpa de frutas, foram entregues por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação da Conab, realizada pelo quarto ano consecutivo, reforça as cozinhas que preparam as refeições diárias para cerca de 6 mil participantes.

Nesta terça-feira (7), o diretor de Política Agrícola e Informações (Dipai) da Conab, Silvio Porto, e a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal, estiveram na cozinha central do acampamento. Na ocasião, Porto destacou a atuação da Companhia junto aos povos indígenas e comunidades tradicionais, especialmente por meio do PAA. Segundo ele, cerca de 20% do programa é destinado a esse público, com maior concentração na região amazônica, mas também com alcance em outros estados. 

“O PAA fortalece a segurança alimentar e nutricional desses povos e, ao mesmo tempo, gera renda para as famílias, a partir da própria produção nas aldeias. É uma política que valoriza o modo de vida, a cultura alimentar e a sustentabilidade nos territórios indígenas, com os próprios indígenas colocando seus alimentos em circulação, inclusive para a alimentação escolar”, afirmou o diretor.

A operação logística das cestas teve início no sábado (3) e foi concluída nesta terça, no Eixo Cultural Ibero-Americano, local que sedia o evento. Elas estavam armazenadas na Unidade Armazenadora da Conab, em Goiânia (GO), e foram entregues pela Companhia após demanda do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). Já os alimentos do PAA foram produzidos por associações de mulheres e cooperativas do Distrito Federal. 

As cestas, com 21,5 quilos cada, contêm arroz beneficiado, feijão carioca, leite em pó integral, óleo de soja, farinha de mandioca, macarrão espaguete, açúcar cristal, flocos de milho, sardinha em óleo e sal. Os alimentos foram adquiridos com recursos do MDS, num investimento de R$ 153 mil. Em complemento às cestas, a ação da Conab incluiu a entrega de alimentos frescos e orgânicos do PAA, como abacate, banana, batata-doce, beterraba, quiabo, milho verde, mandioca e abóbora seca, além de colorau, açafrão e polpa de frutas, ampliando a diversidade nutricional e a qualidade da alimentação.

Para Kleber Karipuna, coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), o apoio da Conab é muito importante para a realização do Acampamento Terra Livre, ao garantir a alimentação dos indígenas com produtos da agricultura familiar. Ele ressaltou que a iniciativa reforça a soberania alimentar dos povos e evidencia o papel dos próprios indígenas na produção de alimentos e na preservação dos territórios, centrais no enfrentamento à crise climática.

“A doação de alimentos da agricultura familiar é fundamental para manter milhares de indígenas aqui em Brasília com dignidade, sem abrir mão da nossa cultura alimentar. Nós somos os povos que produzem, que protegem e que mantêm os territórios preservados. Fortalecer os povos indígenas é também garantir a proteção da biodiversidade e o enfrentamento à crise climática”, disse Karipuna.

Já Lilian frisou a importância de oferecer verduras, frutas e hortaliças que combinam com o hábito alimentar das diversas etnias presentes, ajudando-as a se sentirem mais à vontade no acampamento. “Temos sempre de lembrar que os povos indígenas são prioritários em nossas ações por meio do PAA e da entrega de cestas. Assim a gente pode garantir a segurança alimentar destas comunidades tanto pela geração de renda quanto pela destinação dos alimentos adequados aos hábitos alimentares delas. Para a gente é muito importante poder trazer estes alimentos”, explicou a secretária do MDS. 

O Acampamento

Realizado desde 2004, o Acampamento Terra Livre é a principal assembleia dos povos e organizações indígenas do país e ocorre, tradicionalmente, em abril, em Brasília. A mobilização marca o início do Abril Indígena, é organizada pela APIB e reúne lideranças de todas as regiões. Neste ano, a 22ª edição traz como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”. A programação aborda ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários e apresenta propostas de enfrentamento à crise climática e de fortalecimento da democracia.





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Praga do milho provoca prejuízo de R$ 33,6 bilhões por ano


O maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do país, uma praga chamada cigarrinha-do-milho, causa prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões, com base no câmbio atual. Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 bilhões.

O impacto reflete perda média de produção de 22,7% entre 2020 e 2024, equivalente a cerca de 31,8 milhões de toneladas de milho por ano. Cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.

Além disso, custos de aplicação de inseticidas para o controle do Dalbulus maidis, nome científico da cigarrinha-do-milho, aumentaram 19% no período, superando US$ 9 (R$ 46) por hectare.

As estimativas fazem parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (7) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Revista científica

O levantamento foi publicado na edição de abril da revista científica internacional Crop Protection, direcionada a proteção de cultivos agrícolas.

Com base em dados desde 1976 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, os pesquisadores calcularam os danos dos enfezamentos do milho, doença causada por bactérias transmitidas pela cigarrinha-do-milho.

Também participaram do estudo especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo a Embrapa, a praga é “o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas”.

O levantamento foi conduzido em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil.

De acordo com o pesquisador da divisão Cerrados da Embrapa, Charles Oliveira, “em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade”.

A praga

A cigarrinha-do-milho adquire os patógenos causadores do enfezamento (falta de desenvolvimento) do milho ao se alimentar em plantas de milho infectadas e, depois, passa a transmiti-los para as plantas sadias.

A doença se desenvolve no milho de duas formas: o pálido e o vermelho. Também altera a coloração da planta e também leva ao aparecimento de estrias, além, claro, de afetar a produção de grãos.

O pesquisador Charles Oliveira chama atenção para o fato de que não há tratamento preventivo contra o enfezamento causado pela praga, o que pode levar à perda total de lavouras.

Oliveria contextualiza que a doença é conhecida desde a década de 70, mas que surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015.

“Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha [segunda safra de milho no mesmo ano agrícola] e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, descreve.

Ameaça ao campeão de produção

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo a Conab, e um valor de produção de cerca de US$ 30 bilhões (quase R$ 155 bilhões).

O assessor técnico da CNA Tiago Pereira aponta que a praga representa “perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do país”.

A pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, aponta que os danos não ficam restritos da porteira das fazendas para dentro.

“Como o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”, diz.

Para ela, estudos que levam a mensurar os prejuízos são úteis para “orientar a destinação de recursos financeiros, orientar o setor de seguro agrícola, definir janelas de plantio, planejar estratégias para mitigar os danos e avaliar a eficácia das práticas adotadas”.

Cuidado com as safras

No cenário em que a cigarrinha-do-milho tem alta capacidade de reprodução e dispersão e sem tratamento preventivo, a Embrapa lista recomendações que podem minimizar o alcance da praga. Há também uma cartilha online para orientar agricultores.

Entre os cuidados sugeridos estão:

  • Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno.
  • Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras.
  • Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças.
  • Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta: previne que a infecção cause danos mais severos.
  • Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.

Existe a tentativa de usar controle biológico com fungos entomopatogênicos, inimigos naturais da praga, uma vez que algumas populações de cigarrinha-do-milho já apresentam resistência a certos grupos de inseticidas.





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Nova técnica pode aumentar rendimento


A evolução das tecnologias de plantio tem impulsionado novas abordagens para aumentar a eficiência e a produtividade no campo. Entre essas inovações, o uso de sistemas de semeadura de precisão vem ganhando espaço ao propor maior controle sobre a distribuição das sementes e melhores condições de desenvolvimento das lavouras.

A DLG, Sociedade Alemã de Agricultura, lançou recentemente a publicação “Single-seed sowing of cereals”, dentro de sua série Expert Knowledge, com foco na semeadura de grãos individuais em cereais. O material apresenta uma análise prática sobre o estágio atual da tecnologia, reunindo contribuições de especialistas, pesquisadores e profissionais do setor.

O estudo destaca que, ao contrário da semeadura convencional, que distribui sementes de forma menos uniforme, o sistema de precisão posiciona cada unidade em espaçamento e profundidade definidos. Resultados observados por instituições de pesquisa e fabricantes indicam que, em condições favoráveis, essa técnica pode proporcionar lavouras mais uniformes, leves ganhos de produtividade, melhor aeração e, em alguns casos, menor incidência de doenças.

Também há relatos de maior resiliência das plantas, especialmente em períodos de seca na primavera. Apesar disso, o avanço da tecnologia ainda enfrenta desafios técnicos e econômicos, como a necessidade de alta precisão em velocidades operacionais e o maior custo de aquisição e manutenção dos equipamentos.

O conteúdo também dialoga com tendências apresentadas na Agritechnica, feira internacional de máquinas agrícolas, onde foram evidenciados avanços como a integração de insumos em uma única operação, automação de processos e uso de softwares para otimizar o plantio. Soluções digitais e sistemas autônomos reforçam o movimento de modernização das operações agrícolas.

A publicação conclui que a semeadura de precisão apresenta potencial agronômico relevante, mas sua adoção em larga escala ainda depende de fatores econômicos e da evolução tecnológica, mantendo-se como uma alternativa promissora para decisões mais eficientes no campo.

 





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Agricultura pode dar muito mais lucro com método simples



A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal


A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal
A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal – Foto: Divulgação

A busca por maior eficiência e rentabilidade no campo tem impulsionado a adoção de práticas de gestão mais estruturadas nas propriedades rurais. Em meio a desafios como endividamento, falta de planejamento e dificuldades no controle financeiro, cresce a necessidade de profissionalização da administração agrícola para garantir sustentabilidade e continuidade das atividades.

Nesse contexto, chega ao mercado o livro “Colhendo resultados: O Guia prático da agricultura moderna e mais lucrativa”, desenvolvido pela médica-veterinária e consultora do agronegócio Ana Rita Scozzafave Alves, CEO do Grupo SCZ Agro & Agrointeligência. A obra reúne experiências práticas acumuladas ao longo de mais de 30 anos, com exemplos reais que podem ser aplicados em diferentes perfis de propriedades rurais.

A proposta do guia é apresentar caminhos para transformar a gestão informal em um modelo profissional, com foco em planejamento, controle de custos, uso de tecnologia e estratégias de comercialização. O conteúdo também aborda a importância da tomada de decisão baseada em dados e da conexão com o mercado, além de destacar práticas sustentáveis como fator de competitividade.

Dividido em oito capítulos, o livro inclui planilhas operacionais editáveis, modelos de contratos e protocolos de gerenciamento, voltados a produtores, herdeiros, técnicos e profissionais do setor. A autora contextualiza que o material foi construído a partir de situações reais vivenciadas no campo, com o objetivo de tornar a atividade mais eficiente e lucrativa. “A mudança precisa começar agora. Adquira seu exemplar e dê o primeiro passo para colher os resultados que o seu trabalho merece”, finalizou a autora.

 





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boi gordo deve elevar VBP da pecuária



VBP da bovinocultura avança em 2026



Foto: Divulgação

Segundo dados da análise semanal divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a estimativa do Valor Bruto da Produção da bovinocultura de corte em Mato Grosso aponta crescimento para 2026. O levantamento indica que o VBP total da agropecuária do estado deve alcançar R$ 208,35 bilhões no período.

De acordo com o instituto, o valor projetado representa retração de 2,18% em relação a 2025, movimento associado principalmente à menor produção agrícola. “Segundo o Imea, o VBP da agropecuária de MT está estimado em R$ 208,35 bilhões em 2026, retração de 2,18% frente a 2025, influenciada pela menor produção agrícola”, informa o relatório.

Na pecuária, por outro lado, a expectativa é de valorização da arroba do boi gordo, sustentada pelo ciclo pecuário, marcado pela retenção de fêmeas e pela demanda por animais terminados. O documento destaca que, “apesar de os abates terem se mantido aquecidos, a tendência em 2026 é de ajuste na oferta, com redução gradual diante da demanda robusta”.

Nesse cenário, a bovinocultura de corte deve responder por 20,21% do VBP estadual, com valor estimado em R$ 42,10 bilhões, avanço de 6,87% na comparação anual. Segundo o instituto, “o principal vetor de crescimento do VBP em 2026 tende a ser o preço, mais do que o volume, reforçando o movimento de transição do ciclo”.





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Brasil abre mercado na Etiópia para diversos produtos do agro; veja lista


Brasil; exportação
Foto: Divulgação/Mapa

A Etiópia, país africano com cerca de 110 milhões de habitantes, passará a contar com diversos produtos do agronegócio brasileiro após a conclusão de negociações sanitárias, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (8).

Os novos mercados abrangem:

  • Carne bovina, suína e de aves e respectivos produtos cárneos e miúdos;
  • Alimentos para animais de companhia;
  • Produtos lácteos;
  • Pescado extrativo e de cultivo;
  • Produtos para alimentação animal de origem não animal;
  • Palatabilizantes (aditivos que melhoram aroma, sabor, textura e atratividade de rações animais);
  • Alevinos;
  • Ovos férteis;
  • Bovinos vivos para abate, engorda e reprodução;
  • Sêmen e embriões de caprinos e ovinos; e
  • Pintos de um dia

Segundo o Ministério, a abertura amplia a presença do agronegócio brasileiro em mercado estratégico no Chifre da África e reforça as relações no campo da agropecuária com a Etiópia, onde foi estabelecida adidância agrícola em 2025.

O fluxo de exportações de produtos do agro brasileiro à nação africana em 2025 contabilizou US$ 694,3 mil, com destaque para produtos de origem vegetal e animais vivos 9exceto pescados).

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Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março


alimentos da cesta básica
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as principais elevações ocorreram em:

  • Manaus: custo médio variou 7,42%;
  • Salvador: 7,15%;
  • Recife: 6,97%;
  • Maceió: 6,76%;
  • Belo Horizonte: 6,44%;
  • Aracaju: 6,32%

No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis).

Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

Cesta mais cara do país

Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35).

No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

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Boi gordo hoje: confira os preços da arroba e do atacado


boiada, carne orgânica do Pantanal, boi
Foto: Raquel Brunelli/Embrapa

O mercado físico do boi gordo se deparou com acomodação dos preços em grande parte do país nesta quarta-feira (8).

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que as escalas de abate permanecem encurtadas, em um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta.

“Diante da oferta anêmica, alguns frigoríficos estudam o aumento da ociosidade durante o mês de abril, com perspectiva de férias coletivas”, afirma.

Segundo ele, as exportações permanecem aceleradas, com a China absorvendo grandes volumes de carne bovina no primeiro quadrimestre. Estimativas realizadas por Safras & Mercado apontam para o esgotamento da cota de 1,1 milhão de toneladas reservada ao Brasil em meados de junho.

“Ou seja, o terceiro trimestre, período pautado pela entrada de confinados, deve ser marcado por incertezas quanto a exportação. Algumas entidades ainda sinalizam para uma exaustão mais rápida, com o esgotamento da cota no início de maio”, disse.

Preço médio do boi gordo

  • São Paulo: R$ 367,00 — ontem: R$ 366,75
  • Goiás: R$ 350,89 — ontem: R$ 351,43
  • Minas Gerais: R$ 352,35 — ontem: R$ 352,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 360,11 — ontem: R$ 359,66
  • Mato Grosso: R$ 362,50 — ontem: R$ 363,04

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes para a carne bovina, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“O limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que seguem com preços deprimidos no início da semana”, diz Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1%, sendo negociado a R$ 5,1025 para venda e a R$ 5,1005 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0651 e a máxima de R$ 5,1191.

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