sábado, março 28, 2026

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Recria na seca: como a suplementação estratégica acelera o ganho de peso e o abate



A fase de recria é, ironicamente, a categoria mais menosprezada pelo fazendeiro, mas é nela que reside a grande oportunidade de acelerar o ganho de peso do gado na seca.

Ao garantir que os animais continuem ganhando peso nesse período, o produtor assegura que permaneçam menos tempo na fase de engorda, encurtando o ciclo produtivo e aumentando a rentabilidade.

Segundo o zootecnista Iorrano Cidrini, a recria é uma “corrida de revezamento” e, se o desempenho tropeçar nesse período, dificilmente a meta final de abate será atingida no prazo ideal.

O objetivo principal é que o animal saia do conceito do “boi sanfona” (que perde peso na estiagem) e ganhe pelo menos uma arroba e meia a duas arrobas durante a seca. Para isso, a suplementação é o fator que traz o ganho adicional sobre a forragem de baixa qualidade do pasto diferido.

Confira:

Suplementação e Ganho Médio Diário (GMD) acelerado

O desempenho do gado na seca dependerá da qualidade do pasto, mas a estratégia de suplementação deve ser ajustada à meta de ganho de peso do produtor. A tecnologia dos suplementos permite ganhos expressivos no Ganho Médio Diário (GMD):

  • Proteinado (baixo consumo): a utilização de um proteinado com consumo de 0,1% do peso vivo é a estratégia inicial. Esse nível pode resultar em um ganho adicional de 200 gramas de GMD por dia.
  • Proteico-energético (metas agressivas): para alcançar metas mais ambiciosas, como as do conceito Boi 777, o produtor deve subir o nível de suplementação para um proteico-energético:
    • No consumo de 0,3% do peso vivo, o ganho adicional chega a cerca de 300 gramas por dia.
    • No consumo de 0,5% do peso vivo, o ganho adicional pode atingir cerca de 380 gramas por dia.

Pasto diferido: o pilar do sucesso na recria

O sucesso da suplementação na recria, mesmo com tecnologia de ponta, depende de o pecuarista resgatar o manejo de pastagem. É fundamental garantir que o pasto diferido tenha a melhor qualidade possível.

O zootecnista enfatiza que, mesmo com a tecnologia dos suplementos, a maior parte do desempenho ainda está atrelada à forragem disponível. O investimento na recria com suplementação deve ser encarado como um aditivo que garante a quebra da curva de perda de peso, acelerando o ciclo e contribuindo diretamente para o aumento da rentabilidade e da eficiência da fazenda.



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Tecnologias já disponíveis podem ajudar produtor a reduzir emissões de CO2 em 10%, diz UPL



As tecnologias que já estão disponíveis no mercado são suficientes para que os produtores rurais possam reduzir as emissões do setor em até 10%. Essa é a crença do CEO global do Grupo UPL, Jai Shroff.

O executivo participou de palestra durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, capital paraense. “Esses 10% representam cerca de 2,5% de todas as emissões globais”, disse.

Segundo ele, ao se considerar que entre 25% e 30% dos poluentes que acabam na atmosfera advém da atividade agrícola, uma redução de 10% podem ser um fator-chave na descarbonização do planeta.

O CEO da UPL contou que a empresa tem exemplos de produtores que conseguiram reduzir quatro toneladas de carbono para cada tonelada de café produzido. “Existem muitas histórias como essa que queremos compartilhar com líderes globais, dizendo: ‘por favor, incluam-nos [nas políticas climáticas globais] e contem conosco.”

Para Shroff, a adoção de soluções agrícolas sustentáveis, como os biológicos, têm o potencial de gerar impacto imediato e positivo na mitigação das mudanças climáticas, posicionando os agricultores como protagonistas dessa transformação.

A empresa levou à COP30 o café carbono negativo da marca mineira Mió para os membros das delegações oficiais degustarem. O grão é produzido com tecnologias sustentáveis que o fazem capturar mais CO2 do que emite, tornando-o carbono negativo.



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Corte tarifário dos EUA é positivo, mas distorções persistem, diz Alckmin



A decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação sobre cerca de 200 produtos alimentícios é “positiva” e representa “um passo na direção correta”, disse neste sábado (15) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

No entanto, ele destacou que a permanência da sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil, cria distorções e continua um obstáculo relevante para as exportações nacionais.

“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% [pontos percentuais] a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Você teve um setor muito atendido que foi o suco de laranja. Era 10% e zerou. Isso é US$ 1,2 bilhão [a mais nas exportações]. Então zerou, ficou sem nenhum imposto”, declarou Alckmin.

Ele destacou, entretanto, que alguns produtos de países concorrentes, como o café do Vietnã, obtiveram reduções mais amplas. “O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, acrescentou o vice-presidente.

A declaração, no Palácio do Planalto, ocorreu após o governo norte-americano anunciar, na noite de sexta-feira (14), a retirada da tarifa global, conhecida como “taxa de reciprocidade”, criada em abril deste ano.

Para os países latino-americanos, essa tarifa estava em 10%. No entanto, como a alíquota adicional de 40% aplicada em julho aos produtos brasileiros continua em vigor, tarifas sobre itens como café, carne bovina, frutas e castanhas caíram de 50% para 40%.

Avanços diplomáticos

Segundo Alckmin, a medida reflete avanços diplomáticos recentes, incluindo conversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente Donald Trump, em outubro, e reuniões entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

“A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Foi positiva. Vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com Trump foi importante no sentido da negociação e, também, a conversa do chanceler Mauro Vieira com o secretário Marco Rubio”, comentou.

O vice-presidente também ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial bilateral, exportando mais do que compra do Brasil. “O Brasil não é problema, é solução”, declarou.

Impacto nas exportações

Com a retirada da tarifa global, informou Alckmin, aumentou de 23% para 26% o volume das exportações brasileiras para os Estados Unidos isentas de sobretaxas, o equivalente a aproximadamente US$ 10 bilhões.

A mudança ocorre após os meses seguintes ao chamado “tarifaço”, período em que o déficit brasileiro na balança comercial com os EUA cresceu 341% entre agosto e outubro.

Os efeitos variam por setor:

  • Suco de laranja: teve a tarifa de 10% zerada, beneficiando um setor de US$ 1,2 bilhão;
  • Café: alíquota caiu de 50% para 40%. O Brasil exportou US$ 1,9 bilhão em 2024, mas as vendas recuaram 54% em outubro na comparação anual;
  • Carne bovina e frutas: tarifas reduziram de 50% para 40%; ganho considerado limitado devido à sobretaxa remanescente.

Posição dos Estados Unidos

O governo norte-americano justifica a redução tarifária como parte de um esforço para conter a inflação de alimentos e equilibrar a oferta interna. Em pronunciamento, Trump disse que o ajuste foi “um pequeno recuo” e afirmou não considerar necessárias novas reduções de tarifas no curto prazo. Ele declarou ainda esperar queda nos preços de produtos como o café.

Alckmin também lembrou progressos recentes nas negociações comerciais. O vice-presidente citou a retirada da tarifa global de 10% e da sobretaxa de 40% sobre o ferro-níquel e a celulose, em setembro. Também destacou a redução de 50% para 40% em madeira macia e serrada e de 50% para 25% para armário, móveis e sofá, decidida no início de outubro.

No caso da madeira e dos móveis, os Estados Unidos decidiram reduzir a alíquota com base na Seção 232 da Lei de Comércio local, sob o argumento de que pretendem proteger a segurança comercial do país. Nesse caso, as reduções abrangeram todo o planeta, não alterando a competitividade entre os países.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja tem incerteza mais ao Sul


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, a incerteza quanto ao potencial produtivo estimula a retenção de oferta, reduzindo a liquidez no mercado interno, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,500/sc (+0,36%)semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 131,00/sc (-0,76%) semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina enfrenta o mesmo desafio climático do restante da região Sul. “O ritmo de plantio permanece abaixo do esperado, segundo dados de início de novembro, refletindo o impacto direto das condições climáticas adversas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,09 (+0,83%)”, completa a consultoria.

A manutenção da regularidade das chuvas e o controle dos custos logísticos serão determinantes para que o Paraná preserve sua vantagem competitiva e consolide os ganhos esperados da safra atual. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 139,51 (-0,35%). Em Cascavel, o preço foi R$ 128,99 (+0,23%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,88 (+0,29%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,72 (+0,16%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,09 (+0,83%). No balcão, preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Comercialização lenta e gargalos logísticos em alerta no Mato Grosso do Sul. “A situação logística preocupa, com o déficit de armazenagem em Mato Grosso do Sul ultrapassando 11 milhões de toneladas, o que, combinado ao baixo ritmo de escoamento e à concentração de entregas, tende a provocar gargalos severos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 125,76 (+0,62%), Campo Grande em R$ 125,76 (+0,62%), Maracaju em R$ 125,76 (+0,62%), Chapadão do Sul a R$ 121,59, Sidrolândia a em R$ 125,76 (+0,62%)”, informa.

No Mato Grosso, a instabilidade climática gera dúvida no mercado físico que segue trazendo preços inconsistentes e divididos. “Campo Verde: R$ 123,07 (+0,20%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,76 (-0,52%), Nova Mutum: R$ 118,76 (-0,52%). Primavera do Leste: R$ 122,83. Rondonópolis: R$ 123,07 (+0,20%). Sorriso: R$ 118,76 (-0,52%)”, conclui.

 





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calor acima de 40 °C pode inviabilizar cultivo tradicional



Plantar alface em campo aberto no Brasil poderá se tornar um grande desafio nas próximas décadas. Essa é a principal conclusão dos mapas de risco climático para a produção de alface no país, elaborados por pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF), com base em projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e em modelos utilizados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Os mapas serão lançados neste domingo (16), às 16h30, na Arena AgriTalks da AgriZone, a Casa da Agricultura Sustentável da Embrapa durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Eles revelam que, até o fim do século, quase todo o território brasileiro apresentará risco alto ou muito alto para o cultivo da hortaliça mais consumida pelos brasileiros.

Projeções climáticas e impactos

Os mapas são ativos cartográficos elaborados com base em dois cenários climáticos: um otimista, com controle parcial das emissões de gases de efeito estufa, e outro pessimista, em que as emissões seguem crescendo até 2100.

As temperaturas máximas projetadas para o verão, que podem ultrapassar 40 °C em boa parte do país, indicam condições cada vez mais desfavoráveis ao cultivo tradicional da alface, que exige clima ameno para o seu pleno desenvolvimento. Assim o calor extremo pode provocar florescimento precoce, queima das folhas e morte das plantas, comprometendo a produtividade e a qualidade.

Segundo o engenheiro-ambiental Carlos Eduardo Pacheco, pesquisador da Embrapa Hortaliças, os mapas de risco climático oferecem uma ferramenta estratégica para antecipar impactos e orientar ações de pesquisa e adaptação dos sistemas produtivos.

“Compreender como as mudanças climáticas podem afetar a produção de alface em um país tropical como o Brasil é essencial para garantir segurança alimentar e reduzir prejuízos futuros”, afirmou Pacheco.

Ações de adaptação e pesquisa

As projeções indicam que, mesmo no cenário mais otimista, cerca de 97% do território nacional apresentará risco climático alto ou muito alto para o cultivo da alface até o final do século. Para enfrentar esse panorama, a Embrapa tem intensificado pesquisas em duas frentes principais: o melhoramento genético de cultivares mais tolerantes ao calor, como as alfaces BRS Mediterrânea e BRS Leila; e o desenvolvimento de sistemas produtivos sustentáveis e adaptados ao clima, como o plantio direto de hortaliças, a compostagem e o uso de ambientes protegidos.

Assim, essas estratégias visam garantir a sustentabilidade e a continuidade da produção diante dos efeitos das mudanças climáticas. Dessa forma os mapas de risco climático integram um estudo de vanguarda sobre inteligência climática aplicada às hortaliças e estão disponíveis na Geoinfo, plataforma de gestão da informação geoespacial da Embrapa.

De acordo com o pesquisador, é preciso observar esses mapas como ferramentas estratégicas para o delineamento de novas pesquisas e políticas públicas em resposta à crise climática. Além disso, o material pode subsidiar a tomada de decisão de técnicos e produtores sobre melhores regiões e épocas de plantio; apoiar órgãos governamentais na elaboração de políticas públicas; e auxiliar instituições financeiras na avaliação de riscos da produção no crédito agrícola.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Tornados e chuvas provocam mais de R$ 335 milhões em prejuízos no Sul



Os danos causados por tornados e chuvas intensas na região Sul já superam R$ 335 milhões, segundo atualização da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O número de cidades em situação de anormalidade aumenta rapidamente, com impacto direto sobre moradores, infraestrutura e serviços essenciais.

A cidade paranaense de Rio Bonito do Iguaçu permanece como a mais atingida, com seis mortes confirmadas e ampla destruição. As equipes de Defesa Civil seguem em campo para avaliar os estragos e prestar atendimento emergencial.

Prejuízos crescentes e população afetada

A combinação de tornados, ventos fortes, granizo e temporais aumentou os prejuízos desde o último fim de semana. A CNM contabiliza 4.715 casas danificadas ou destruídas, somando R$ 84,2 milhões em perdas habitacionais. No total, 23,3 mil pessoas foram afetadas na região, com 4,7 mil desalojadas e 68 desabrigadas.

A Confederação destaca que os números podem mudar conforme novas informações chegam dos municípios. Técnicos dos governos estaduais e federal seguem no local para mapear impactos e apoiar as ações de resposta.

Paraná concentra o impacto

O Paraná responde por 96% dos prejuízos, estimados em R$ 323,5 milhões. Inicialmente, apenas Rio Bonito do Iguaçu havia decretado calamidade pública. Com a atualização mais recente, outras 15 cidades passaram a registrar situação de anormalidade, incluindo Alto Piquiri, Borrazópolis, Marialva, Nova Aurora e Santa Helena.

Em Rio Bonito do Iguaçu, os danos alcançam R$ 114,5 milhões. São 1.500 moradias atingidas e mais de 80% da população impactada. A prefeitura relata dificuldades para registrar todos os prejuízos, já que a destruição ocorreu de forma generalizada.

Dados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Santa Catarina concentra 3,6% dos danos, mas teve o maior avanço no número de decretos. O total de municípios em situação de emergência subiu de 13 para 22, incluindo Chapecó, Içara, Rio Negrinho, Turvo, Araranguá e Saudades. As prefeituras seguem levantando informações sobre infraestrutura, moradias e atividades econômicas afetadas.

O Rio Grande do Sul ainda não atualizou os valores de prejuízos. Por enquanto, permanecem em situação de emergência apenas Eldorado do Sul e Erechim. As autoridades estaduais seguem monitorando as áreas afetadas e aguardam o envio de novos relatórios municipais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação lenta impacta a compra de laranja pela indústria



Exportação de suco de laranja lenta mantém indústria cautelosa nas compras


Foto: Divulgação

As perspectivas iniciais de exportadores para a temporada de embarques 2025/26 de suco de laranja eram positivas, especialmente diante da isenção da sobretaxa dos Estados Unidos sobre as importações da commodity do Brasil e da reação na produção de laranja no estado de São Paulo. Pesquisadores do Cepea indicam que, no entanto, a limitada demanda por parte da Europa tem mantido as vendas externas de suco aquém do esperado neste começo de safra (de julho/25 a outubro/25). 

Diante desse cenário, agentes de indústrias processadoras do estado de São Paulo consultados pelo Cepea vêm adotando uma postura de extrema cautela em termos de compra de novas frutas. A estratégia tem sido a de cessar, por ora, o fechamento de novos contratos, mantendo somente contratos firmados anteriormente, e com novas aquisições exclusivamente no mercado spot, onde compradores propõem valores mais baixos. 

Do lado do citricultor, o cenário é de apreensão. De acordo com pesquisadores do Cepea, os menores preços ofertados podem comprometer a viabilidade financeira de muitos pomares, sobretudo se esse patamar continuar até o final da temporada. 





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Tornados e chuvas provocam mais de R$ 335 milhões em prejuízos no Sul



Os danos causados por tornados e chuvas intensas na região Sul já superam R$ 335 milhões, segundo atualização da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O número de cidades em situação de anormalidade aumenta rapidamente, com impacto direto sobre moradores, infraestrutura e serviços essenciais.

A cidade paranaense de Rio Bonito do Iguaçu permanece como a mais atingida, com seis mortes confirmadas e ampla destruição. As equipes de Defesa Civil seguem em campo para avaliar os estragos e prestar atendimento emergencial.

Prejuízos crescentes e população afetada

A combinação de tornados, ventos fortes, granizo e temporais aumentou os prejuízos desde o último fim de semana. A CNM contabiliza 4.715 casas danificadas ou destruídas, somando R$ 84,2 milhões em perdas habitacionais. No total, 23,3 mil pessoas foram afetadas na região, com 4,7 mil desalojadas e 68 desabrigadas.

A Confederação destaca que os números podem mudar conforme novas informações chegam dos municípios. Técnicos dos governos estaduais e federal seguem no local para mapear impactos e apoiar as ações de resposta.

Paraná concentra o impacto

O Paraná responde por 96% dos prejuízos, estimados em R$ 323,5 milhões. Inicialmente, apenas Rio Bonito do Iguaçu havia decretado calamidade pública. Com a atualização mais recente, outras 15 cidades passaram a registrar situação de anormalidade, incluindo Alto Piquiri, Borrazópolis, Marialva, Nova Aurora e Santa Helena.

Em Rio Bonito do Iguaçu, os danos alcançam R$ 114,5 milhões. São 1.500 moradias atingidas e mais de 80% da população impactada. A prefeitura relata dificuldades para registrar todos os prejuízos, já que a destruição ocorreu de forma generalizada.

Dados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Santa Catarina concentra 3,6% dos danos, mas teve o maior avanço no número de decretos. O total de municípios em situação de emergência subiu de 13 para 22, incluindo Chapecó, Içara, Rio Negrinho, Turvo, Araranguá e Saudades. As prefeituras seguem levantando informações sobre infraestrutura, moradias e atividades econômicas afetadas.

O Rio Grande do Sul ainda não atualizou os valores de prejuízos. Por enquanto, permanecem em situação de emergência apenas Eldorado do Sul e Erechim. As autoridades estaduais seguem monitorando as áreas afetadas e aguardam o envio de novos relatórios municipais.



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Chuva de 100 mm em apenas 24h deve atingir duas regiões do país



A Defesa Civil Nacional alertou que os estados da Região Sul e parte de Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, podem ser atingidos por uma forte tempestade entre domingo (16) e segunda-feira (17).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Um aviso de grande perigo (alerta vermelho) foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a área de maior risco. A Região Sudeste também pode ser afetada.

O aviso vermelho emitido pelo Inmet indica que a tempestade pode provocar chuvas acima de 100 milímetros (mm) em 24 horas e até queda de granizo. Segundo a meteorologista Marcia Seabra, do Instituto, existe uma condição para a formação de um ciclone extratropical.

“Na segunda-feira, essa frente fria também deve atingir a Região Sudeste, chegando ao estado de São Paulo”, alertou.

Frente fria

A meteorologista explica que o ciclone vai se formar entre sábado e domingo e se deslocar para o oceano. “Porém, ele vai dar origem a uma frente fria que vai transitar entre os estados do Sul e em parte do Centro-Oeste”.

Diante do cenário, foi feita, nesta sexta (14), uma reunião de preparação com as defesas civis estaduais e municipais.

O diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, afirmou que essa reunião organiza as ações para o fim de semana, segundo divulgou o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

Defesa Civil Alerta

Braun acrescentou que o sistema conta com ferramentas como o Defesa Civil Alerta, implementado em todo o território nacional. Ele ressalta que o sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado.

Nos casos de alertas, as informações aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem soar mesmo se estiver em modo silencioso. Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito.

A ferramenta traz, por exemplo, informações sobre as medidas de proteção que devem ser tomadas. “A população precisa ficar atenta aos alertas e adotar as medidas de autoproteção disponíveis nos canais das defesas civis”, acrescentou o diretor do Cenad.



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Você viu? Ovo de dinossauro carnívoro de 70 milhões de anos é descoberto


Pesquisadores do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados (Lacev–MACN) encontraram fósseis de dinossauros, mamíferos, répteis, peixes e plantas do Período Cretáceo, mas o achado mais surpreendente foi um ovo de dinossauro carnívoro perfeitamente preservado, com cerca de 70 milhões de anos. Esta reportagem foi uma das mais lidas do site do Canal Rural durante a semana.

A descoberta inédita foi feita durante a última expedição em Río Negro, província da Patagônia, na Argentina.

De acordo com os cientistas, o exemplar, associado a fragmentos da casca do ovo indicam a presença de uma ninhada, pode ser o primeiro registro desse tipo na América do Sul. O ovo, semelhante em tamanho a um ovo de ema, possui casca fina e ornamentada, o que sugere que possa pertencer a uma espécie de ave de rapina pré-histórica.

Extremamente raro

Momento da descoberta; ovo de dinossauroMomento da descoberta; ovo de dinossauro
Foto: reprodução/redes sociais

A descoberta foi anunciada ao vivo durante a transmissão da “Expedição Cretácea I”, surpreendendo tanto o público quanto os próprios pesquisadores. Segundo o laboratório, fósseis desse tipo são extremamente raros, já que os ovos são estruturas frágeis e de difícil preservação.

Até então, não havia registros de ninhos de dinossauros carnívoros na América do Sul, e apenas poucos casos semelhantes foram documentados em outras partes do mundo. Os especialistas destacam que ovos e ninhos fossilizados oferecem informações únicas sobre o comportamento dessas espécies, desde o cuidado parental até o modo como construíam seus ninhos.

Para a paleontologia argentina, o achado representa um avanço científico significativo e abre novas possibilidades de pesquisa sobre a história da vida e da reprodução dos dinossauros no continente.



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