segunda-feira, agosto 17, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Sustentabilidade ou protecionismo? Carrefour França provoca reação no Brasil


A decisão do Carrefour França de suspender a comercialização de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, gerou indignação e reações contundentes do setor agropecuário. O anúncio, feito pelo CEO da empresa, Alexandre Bompard, destacou preocupações com sustentabilidade e desmatamento, mas foi amplamente criticado como uma ação protecionista e sem base técnica.

A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) classificou a medida como prejudicial ao comércio entre Brasil e França, com impactos diretos para consumidores do Carrefour e a imagem da carne brasileira, amplamente reconhecida pela qualidade e pela sustentabilidade. Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, a posição do Carrefour revela desconhecimento sobre o setor pecuário brasileiro, que segue rigorosas normas ambientais e sanitárias.

“A carne brasileira é um dos produtos mais sustentáveis e competitivos do planeta. Essa decisão demonstra uma atitude protecionista e desinformada. Esperamos que o Carrefour reveja sua postura e se retrate publicamente”, afirmou Meirelles.

O Instituto Desenvolve Pecuária também criticou a declaração do CEO do Carrefour, destacando os avanços da pecuária brasileira em conciliar produção eficiente e preservação ambiental. A entidade ressaltou que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e que a produção nacional tem investido constantemente em tecnologias para reduzir impactos ambientais.

A Conexão Delta G, outra entidade representativa do setor, reforçou o impacto negativo da decisão no comércio internacional, destacando que o Brasil desempenha um papel essencial na segurança alimentar global, atendendo aos mercados mais exigentes do mundo, como Estados Unidos, Europa e Ásia.

“A decisão desconsidera o papel do Brasil na cadeia global de alimentos e vai contra os princípios de livre comércio e cooperação internacional”, afirmou a Conexão Delta G, pedindo que o Carrefour revise sua posição e priorize o diálogo.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também se posicionou, reafirmando que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves, com rigoroso controle ambiental e sanitário. Em nota, o Mapa destacou que não aceitará tentativas de desmerecer a qualidade dos produtos brasileiros e reforçou que o país segue comprometido com práticas sustentáveis.

A polêmica evidencia as tensões comerciais entre Mercosul e União Europeia, colocando sustentabilidade e padrões de produção no centro do debate. Enquanto o Carrefour justifica sua decisão com base em preocupações ambientais, o setor agropecuário brasileiro defende que suas práticas são referência global.

O episódio reacende discussões sobre a relação comercial entre os blocos e destaca a importância de um diálogo mais transparente e colaborativo para superar desafios comuns.





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Produtora rural do Paraná inova e conquista prêmio 



Vencedora do Prêmio Nacional Sebrae Mulher de Negócios 2024, na categoria Produtora Rural, Fabiana Castelari Leme retorna à Chácara Castelari, em Marialva (PR), com o primeiro lugar. “Eu estou muito feliz com a conquista deste troféu. 

A palavra é gratidão”, destaca Leme, que teve seu reconhecimento graças à inovação do parreiral em que produz atualmente 10 variedades de uvas, entre elas Vitória, Núbia e Niágara (branca e rosada).

O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios é composto por três etapas: estadual, regional e nacional. Na primeira, foram escolhidas até cinco participantes por unidade federativa, sendo uma de cada categoria: pequenos negócios, microempreendedora individual, negócios internacionais, produtora rural e ciência e tecnologia. 

De acordo com a Agência de Notícias do Sebrae, todas as vencedoras seguiram para a fase regional, de caráter eliminatório. Cada região do país teve apenas uma representante por categoria para disputar a fase nacional, totalizando 25 candidatas para a grande final.

Fabiana passou por todas as etapas e se consolidou como uma referência feminina no empreendedorismo rural. Seu modelo de negócios pode impulsionar tanto o turismo na região como valorizar a produção local de uvas. Afinal, são mais de três décadas em que a Chácara Castelari é referência na produção de uvas:

 “Minha jornada é marcada por desafios, inovações e um profundo compromisso com a comunidade e o meio ambiente. Nossa propriedade é um exemplo de perseverança, inovação e inclusão, inspirando outras mulheres empreendedoras a seguirem seus sonhos e contribuírem para o desenvolvimento de suas comunidades,” finaliza a produtora.

Durante a pandemia, nasceu na Chácara Castelari o projeto “Colha e Pague,” integrando o Caminho da Uva. Depois, Fabiana implantou o “Open de Uva”, onde os visitantes podem colher e saborear as uvas diretamente da parreira. 

Além disso, estruturou o espaço para atender o turismo pedagógico – Escola Campo, que recebe grupos de autistas, idosos com Alzheimer e cadeirantes: 

“Procuramos adaptar o espaço para proporcionar a todos uma experiência inesquecível. E esse prêmio significa todo esse reconhecimento do nosso trabalho, porque a gente percebe que o que estamos fazendo não é em vão. Eu tenho certeza de que, através desse primeiro lugar, vamos ter muito mais clientes,” afirmou a empreendedora, que está aproveitando o último dia do Delas Summit 2024, o maior evento voltado ao protagonismo feminino, em Florianópolis.

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Mulheres que fazem a diferença

O Sebrae Delas, programa voltado para incentivar, valorizar e acelerar a jornada de mulheres que empreendem ou querem empreender, também marca presença no Summit Delas 2024. 

“Nós não vamos garantir um país de igualdade sem que haja o empoderamento e a garantia da renda das mulheres”, destacou o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, que participou do evento e compareceu à entrega do prêmio Sebrae Mulher de Negócios.



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Após novo acordo bilateral, Bahia exportará uva para a China


Após novo acordo comercial entre Brasil e China, o estado da Bahia exportará uva ao país asiático nos próximos anos, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A China é o principal parceiro comercial do Brasil e abriu quatro mercados para produtos da agropecuária brasileira em acordos firmados por ocasião do encontro bilateral entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, nesta quarta-feira (20), em Brasília.  

Com isso, de acordo com o Mapa, o Brasil registra a conquista de 281 mercados agropecuários desde o início de 2023.

De acordo com o Mapa, após crescimento exponencial e recorde de exportações de uvas frescas, o produto brasileiro chega aos consumidores chineses com registro de 2% no comércio mundial desta fruta.

A China é um grande consumidor de uvas premium e importou mais de US$ 480 milhões deste produto no ano passado.

No caso das uvas frescas de mesa, deverão ser exportadas frutas majoritariamente dos estados de Pernambuco (líder) e da Bahia.

Pomares, casas de embalagem e instalações de tratamento a frio devem cumprir boas práticas agrícolas e ser registrados no Mapa.

Lula e Xi Jinping, durante reunião onde ocorreu formalização de acordo comercial e abertura para novos mercados entre Brasil e ChinaLula e Xi Jinping, durante reunião onde ocorreu formalização de acordo comercial e abertura para novos mercados entre Brasil e China
Foto: Ricardo Stucke/ GOVBR

Expectativa de crescimento

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), em 2023, a Bahia exportou 22 mil toneladas de uvas para destinos como Europa e Estados Unidos, movimentando mais de US$ 54 milhões de dólares.

Com a abertura do mercado chinês, um dos maiores consumidores de uvas premium do mundo, a expectativa é que esses números aumentem significativamente.

Com até duas safras e meia colhidas de uva por ano, o Vale do São Francisco, principal região produtora da fruta na Bahia, se destaca pela alta qualidade de sua produção, que atende aos mais rigorosos padrões internacionais.

Além disso, a região possui uma infraestrutura moderna e produtores altamente qualificados, capazes de garantir a produção contínua, com fitossanidade atestada e a entrega de produtos frescos e saborosos aos consumidores.

“Com o apoio de políticas públicas e investimentos em tecnologia, estamos preparados para atender à demanda chinesa e fortalecer ainda mais o nosso agronegócio.”, disse o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum.


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o avanço no plantio da soja em Mato Grosso



O plantio da soja para a safra 2024/25 no Mato Grosso alcançou 99,85% da área prevista até o dia 22 de novembro, conforme informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O número da semeadura representa um avanço em relação à semana anterior, quando o percentual de plantio era de 98,98%. No mesmo período do ano passado, a área plantada era de 98,39%.

Segundo a Safras & Mercado, a safra de soja 2024/25 no estado segue dentro das expectativas, com o ritmo de semeadura acelerado, favorecido pelas boas condições climáticas. A previsão é que o restante da área seja completado nos próximos dias, permitindo que os produtores se preparem para a fase de desenvolvimento e crescimento das lavouras.

De perto no plantio da soja

A Aprosoja Mato Grosso realiza a série Clima e Mercado 2024, que percorre as principais regiões agrícolas do estado. O objetivo é dialogar diretamente com os produtores sobre os desafios climáticos e de mercado.

No terceiro episódio da série, a equipe visitou Terra Nova do Norte, Nova Canaã do Norte e Paranaíta. Em Terra Nova, apesar do bom clima, houve atraso no início da safra, impactando o planejamento para o milho. Em Nova Canaã, embora a produção seja das melhores dos últimos anos, a queda nos preços preocupa os produtores. Já em Paranaíta, o plantio começou bem, mas as chuvas cessaram rapidamente, gerando incertezas sobre o avanço da lavoura.



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Chuva de 100 mm e ventos de até 100 km/h são previstos pelo Inmet



O fim de semana terá condições favoráveis a chuva volumosa nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste do Brasil, de acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O órgão emitiu, inclusive, um alerta de chuvas intensas para a região que vai do Amazonas, passando por Rondônia, Mato Grosso, norte do Mato Grosso do Sul, sul do Tocantins, Goiás, Pará, Minas Gerais e sul da Bahia.

Para essas áreas, o alerta é de chuva com volume entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia, com ventos intensos entre 60 a 100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Além disso, também estão previstas chuvas com volume entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos que podem chegar até a 60 km/h.

As pancadas podem ocorrer no Acre e Amazonas, além do sul do Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Chuvas com o mesmo volume são esperadas para o Mato Grosso do Sul, norte de São Paulo, sul de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Transtornos causados pela chuva

Nas áreas com chuvas e ventos mais intensos, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas, de acordo com o Inmet.

A meteorologia também alerta para a ocorrência de acumulado de chuvas no litoral sul paulista, em todo o litoral paranaense e no litoral norte de Santa Catarina. Nessas regiões estão previstas chuvas entre 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia. Há baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos em cidades com essas áreas de risco.

Para a região que abrange a faixa leste da Bahia, incluindo o Recôncavo Baiano, até Sergipe, o Inmet informou sobre a tendência de que uma zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) se configure a partir de sábado (23), podendo persistir até terça-feira (26), o que poderá ocasionar volumes expressivos de chuva.



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AgroNewsPolítica & Agro

Endividamento no agro cresce 73% em 2024



“Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos”



O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial
O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial – Foto: Pixabay

O endividamento das empresas do setor agro brasileiro aumentou, com 207 produtores rurais pedindo recuperação judicial no primeiro semestre de 2024, superando 2023. Fatores como clima adverso, juros altos e custos elevados contribuíram para essa situação. De janeiro a setembro de 2024, 1.700 empresas pediram recuperação judicial no Brasil, um aumento de 73% em relação ao ano anterior.

O setor primário, incluindo o agronegócio, tem visto um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial, com 287 casos de janeiro a setembro de 2024, mais que o triplo dos 77 registrados em 2023. Empresas como a AgroGalaxy, com dívidas de R$ 3,7 bilhões, exemplificam essa tendência. Outros casos notáveis incluem o Grupo Patense (R$ 2,15 bilhões), Sperafico Agroindustrial (R$ 1,07 bilhão), e Usina Maringá (R$ 1,02 bilhão), que enfrentam grandes dívidas com instituições financeiras e fornecedores.

“Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos, somado com a inadimplência dos consumidores, a depreciação cambial e a dificuldade de acompanhar as transformações tecnológicas. A queda nos preços de fertilizantes, por exemplo, foi inferior às das commodities de grãos. Sem contar, que as condições climáticas também não ajudaram. Tudo isso acabou prejudicando o setor”, comenta.

Em 2024, sete a cada dez pedidos de recuperação judicial no Brasil são feitos por micro e pequenas empresas. Eduardo Bazani destaca que a reestruturação empresarial é essencial para ajudar essas empresas a superarem dificuldades financeiras e a retomarem sua saúde financeira e operacional.

 





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Vem água por aí? Previsão é otimista; veja onde deve chover



A previsão do tempo para o período de 21 de novembro a 2 de dezembro aponta um cenário mais otimista para as lavouras de soja em todo o Brasil. Deve chover em diversas regiões produtoras, com destaque para o Matopiba, que começa a receber o alívio necessário após um período de estiagem.

No entanto, algumas áreas ainda precisam de mais precipitação para garantir o desenvolvimento das lavouras e assegurar uma boa colheita, como no oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul, áreas do oeste do Rio Grande do Sul e centro-norte do Pará.

Vem chuva por aí!

O Matopiba ainda precisa de mais chuvas, principalmente no oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso do Sul, áreas do oeste do Rio Grande do Sul e boa parte do centro-norte do Pará. Nos próximos dias, a tendência é de chuvas no centro-norte de Minas Gerais e no estado da Bahia, com as precipitações se espalhando pelo Matopiba. A previsão indica que, ao longo dos próximos dias, o tempo ainda deve permanecer mais seco em São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas uma nova frente fria na próxima semana deve fazer chover nas regiões.

Nos próximos 5 dias, o volume de chuvas será bom tanto no Tocantins quanto na Bahia, com acumulados que podem chegar a 80 mm. A tendência para o período de 21 de novembro a 2 de dezembro é de boas precipitações, especialmente no Oeste e Norte do Paraná, interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Mato Grosso do Sul, com acumulados superiores a 60 mm, o que deve contribuir para a reposição hídrica do solo.

Mais previsão do tempo

Em Mato Grosso, as chuvas devem ficar entre 30 e 40 mm nos próximos 5 dias, o que não deve prejudicar os trabalhos em campo. Já no Matopiba, as chuvas devem dar uma trégua nesse período, mas a partir da segunda quinzena de dezembro, espera-se o retorno das precipitações em maior volume, o que ajudará não só no desenvolvimento, mas também na continuidade do plantio da safra 2024/25.

É importante também ficar atento às condições de Goiás e do Triângulo Mineiro, que devem receber mais de 50 mm de chuva, o que será benéfico para as lavouras nessas regiões.



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Aprosoja MT promove conhecimento infantil sobre o agronegócio



Nesta quinta-feira (21), pela primeira vez, a cidade de Santa Carmem, no norte de Mato Grosso, foi sede do projeto Futuro em Campo, promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). O objetivo foi proporcionar uma imersão para as crianças, permitindo que elas conhecessem o agronegócio de perto.

Com cerca de 5 mil habitantes, o município recebeu 290 alunos da Escola Municipal Selvino Damian Preve para a 10ª edição do projeto, realizada na Fazenda Esperança.

Para a coordenadora pedagógica, Lucimar Eduardo da Silva Azevedo, “é essencial que eles compreendam o agronegócio na nossa região. Essa vivência contribui para o desenvolvimento de novas habilidades e desperta questionamentos sobre o trabalho no campo.”

Os alunos, divididos em dois turnos, vivenciaram um dia de aprendizado sobre o trabalho rural e o impacto do agronegócio em suas vidas. O Futuro em Campo já passou por diversas cidades de Mato Grosso, como Sorriso, Jaciara, Nova Mutum e Vera, e agora chega a Santa Carmem com o objetivo de aproximar as futuras gerações do universo rural.

Raul Pruinelli, delegado coordenador da Aprosoja MT em Sinop, destacou a importância da iniciativa. “É uma excelente oportunidade para as crianças entenderem como o agronegócio funciona, desde o maquinário até a produção de ração para os animais”, concluiu.



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BNDES aprova financiamento de R$ 363,8 milhões para Grupo Hypera Pharma


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta sexta-feira, 22, ter aprovado um financiamento de aproximadamente R$ 363,8 milhões para o Grupo Hypera Pharma investir em inovação e expansão de suas operações.

Os recursos serão destinados à implantação, em sua subsidiária Brainfarma, de uma planta-piloto, fábrica de medicamentos oncológicos e centro de pesquisa e desenvolvimento, além de uma unidade para a produção de um Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo do Buscopan.

O financiamento foi aprovado no âmbito do programa BNDES Mais Inovação e da linha incentivada para inovação. Os recursos correspondem a cerca de 88% do total a ser investido no projeto.

“Voltados ao mercado institucional, que atende hospitais, clínicas e unidades de saúde públicas e privadas, os laboratórios de P&D e a planta piloto de medicamentos biológicos devem inserir o grupo em mercados de maior valor e complexidade, avançando no domínio de tecnologias e terapias de ponta, contribuindo para o acesso a medicamentos no Brasil, atendendo a mercados privados e públicos (SUS) por meio de Parcerias para Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e Parcerias para o Desenvolvimento de Inovação Local (PDILs) junto a instituições públicas brasileiras”, justificou o banco de fomento, em nota distribuída à imprensa.

O BNDES estima que os investimentos gerem mais de 500 novos empregos diretos qualificados, sendo quase 200 em Pesquisa e Desenvolvimento. A empresa beneficiada calcula ainda que sejam criados mais de 1,6 mil empregos indiretos após a conclusão dos projetos.

“Temos um déficit enorme no setor farmacêutico e a pandemia deixou essa situação ainda mais evidente. Por isso, o BNDES está avançando em políticas públicas e no fomento ao setor. Este ano, batemos recorde de aprovações para a saúde, o que é essencial para a indústria contratar e desenvolver medicamentos, beneficiando a população e viabilizando um complexo industrial resiliente, capaz de reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso da população”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota à imprensa.

O BNDES informa que, de janeiro de 2023 até outubro de 2024, as aprovações de crédito do banco para o complexo industrial da saúde somaram R$ 5,2 bilhões. De janeiro a outubro deste ano, as aprovações para o complexo industrial da saúde somaram R$ 3,2 bilhões, montante que excede em 60% o total apurado em 2023.

No segmento da indústria farmacêutica, o total aprovado nos primeiros sete meses de 2024 alcançou R$ 2,1 bilhões, 33% superior ao registrado em todo o ano de 2023, quando somou R$ 1,51 bilhão.



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VBP agropecuária deve crescer 7,6% em 24/25, prevê ministério


O valor bruto da produção (VBP) agropecuária deve crescer 7,6% na safra 2024/25 ante a temporada anterior, alcançando R$ 1,31 trilhão, estima o Ministério da Agricultura.

Do montante total, R$ 874,80 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 67,7% do total e incremento estimado de 6,7% ante o ciclo anterior.

Outros R$ 435,05 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 32,6% do total e alta de 9,5% contra 2023/24. As projeções são as primeiras do ministério quanto ao valor da produção para a safra atual.

VBP das culturas

Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 23,7%, é projetado para as lavouras de laranja, somando R$ 35,66 bilhões na temporada 2024/25.

O VBP da soja da safra atual deve crescer 16,5%, para R$ 339,25 bilhões (38,8% do total), enquanto o faturamento bruto das lavouras de café tende a avançar 16,1%, para R$ 83,92 bilhões (9,6%).

O VBP das lavouras de uva é estimado em R$ 10,20 bilhões, alta de 13,7% em um ano-safra. O faturamento das lavouras de arroz, por sua vez, tende a crescer 8,1%, para R$ 27,1 bilhões.

“Para as culturas de laranja e café, a evolução dos preços foi o fator mais relevante nestes resultados e, para a soja e o arroz, foi o crescimento da produção a maior influência”, avaliou o ministério em nota.

Produção bovina

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Foto: Gabriel Faria/Embrapa

Na pecuária, a cadeia de suínos tende a ter o melhor desempenho porcentual, com aumento estimado de 19,5%, para um VBP projetado em R$ 62,74 bilhões.

Já a produção bovina segue liderando o faturamento bruto da pecuária, com R$ 180,48 bilhões estimados, alta de 18,8% em um ano.

Já o valor bruto da produção da cadeia leiteira pode subir 4,9%, para R$ 69,05 bilhões, prevê o ministério. “Nos rebanhos pecuários, a melhoria dos preços é fator o mais significativo no resultado”, observou a pasta.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.



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