sábado, agosto 8, 2026

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mercado financeiro projeta 5,51% para este ano


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,5% para 5,51% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (3), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Há quatro semanas a projeção era de que a inflação fechasse o ano em 4,99%.

Para 2026, a projeção da inflação também subiu de 4,22% para 4,28%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,9% e 3,74%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país), a projeção do mercado financeiro é de 2,06% este ano, a mesma da semana passada. Há quatro semanas, a previsão era de que o crescimento da economia fechasse o ano em 2,02%.

Para 2026, o boletim mostra uma projeção de crescimento do PIB de 1,72%. Já para 2027 e 2028, a projeção de expansão da economia é de 1,96% e de 2%, respectivamente.

Juros

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Focus manteve a projeção da semana passada, de 15% para este ano, projeção que se mantém há quatro semanas.

Para 2026, a projeção do mercado financeiro é que a Selic fique em 12,5%. Para 2027, a projeção é de uma taxa de juros de 10,38% e de 10%, em 2028.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a Selic, elevada para 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada.

Essa foi a quarta alta seguida da Selic, que está no maior nível desde setembro de 2023, quando também estava em 13,25% ao ano. O colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com a justificativa de incertezas em torno da inflação e da economia global, da alta recente do dólar e dos gastos públicos.

A medida foi criticada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante coletiva para apresentar o resultado da geração de empregos no Brasil, que fechou o ano de 2024 com saldo positivo de 1.693.673 empregos formais.

Os juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Além disso, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

Câmbio

Em relação ao câmbio, a previsão de cotação é de R$ 6 para este ano, a mesma projeção para 2026. Para 2027, o dólar também deve cair, segundo o Focus, para R$ 5,93, subindo novamente para R$ 6, em 2028.



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A Abertura Nacional da Colheita da Soja é nesta semana!



Falta pouco! Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/2025 acontece nesta semana, na próxima sexta-feira, 7 de fevereiro, a partir das 8h30 (horário de Brasília), no município de Santa Carmem, em Mato Grosso.

O evento reunirá as Associações de Produtores de todo o Brasil e, nesta edição, será sediado em Mato Grosso, em comemoração aos 20 anos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). A programação começa com um café especial, além de almoço e um show sertanejo.

O vice-presidente leste da Aprosoja MT, Ilson Redivo, destacou a relevância do evento para o setor: “É importante a participação de todos, porque esse evento destaca a importância da cultura da soja para o Brasil e para o estado de Mato Grosso. Nós conclamamos todos os produtores a participarem”, afirmou.

Redivo, que também é presidente do Sindicato Rural de Sinop, ressaltou que o evento contará com painéis sobre temas importantes, como Sustentabilidade, COP 30, Biocombustíveis e Alimentos, e terá a presença de figuras de destaque, como Aldo Rebelo, o deputado Arnaldo Jardim (vice-presidente da Frente Parlamentar da Agricultura), Daniel Vargas, Fabrício Rosa da Aprosoja Brasil e presidentes das Aprosojas de diversos estados.

A Abertura será realizada na Fazenda Esperança, propriedade do produtor Invaldo Weis, que se sente privilegiado em receber o evento. “Eu me sinto privilegiado em receber esse evento na minha propriedade e acho que é um privilégio não só para mim, mas para toda a região e principalmente para o município de Santa Carmem”, afirmou.

As inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/2025 seguem abertas e são gratuitas. Além da programação e de debates estratégicos para o setor, o evento será uma excelente oportunidade de troca de experiências entre produtores, especialistas e representantes do agro. O evento também será transmitido pelo Canal Rural.



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PRF apreende meia tonelada de cocaína



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 525 kg de cocaína transportados em uma carga de milho de pipoca. O caso ocorreu no último domingo (2), no km 143 da BR-155, em Sapucaia (PA).

Segundo os agentes, o caminhão que levava a droga estava em alta velocidade e vinha de Campo Novo do Parecis (MT) com destino a Barcarena (PA).

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Durante a fiscalização, o condutor do veículo admitiu estar em posse de nobésio, uma anfetamina utilizada por motoristas para prolongar o tempo ao volante. Diante da confissão, a PRF intensificou a inspeção e encontrou caixas escondidas entre pacotes de milho de pipoca, contendo tabletes de cocaína.

O motorista foi preso e encaminhado, junto com a droga apreendida, à Delegacia da Polícia Federal em Marabá (PA).



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Sagui é flagrado ‘viajando’ em trem de São Paulo



Um sagui foi flagrado por passageiros em um trem da Linha 9-Esmeralda, em São Paulo, na manhã do último domingo (2).

No vídeo, é possível ver o animal se pendurando nas barras do trem. Em determinado momento, um homem tenta se aproximar do sagui para retirá-lo do vagão. Logo depois, uma mulher oferece uma banana ao animal, que foge.

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À reportagem do G1, a concessionária que administra a linha, ViaMobilidade, informou que um agente de atendimento e segurança resgatou o sagui. Segundo a empresa, o animal foi solto em uma área de mata próxima à Estação Socorro, na Zona Sul da capital.

Em nota, a ViaMobilidade orientou os passageiros sobre como agir nessa situação: “A concessionária orienta que ao avistar um animal silvestre os clientes não o alimentem e chamem um agente de atendimento e segurança”



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho novamente em baixa na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou o dia em baixa, mas o saldo semanal e mensal foi positivo, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Semana fechou com alta de 0,47% e o acumulado de janeiro com ganhos de 3,10%. O milho da B3 sentiu a pressão da queda de Chicago no dia e na semana e a forte queda do dólar em janeiro”, comenta.

“A possível guerra tarifária dos EUA, contra, até agora, Canadá, México e China pressionaram as cotações nos EUA e tiraram a atenção dos atrasos da colheita do milho primeira safra e soja, assim como a lentidão para o plantio do milho safrinha. O milho brasileiro pode ser um grande beneficiado nesta disputa, visto que é um dos poucos países com capacidade de suprir a demanda de diversos destinos. No entanto ainda é cedo para dizer se acordos efetivos ou as tarifas sairão dessas negociações forçadas do novo governo americano. Caso a Casa Branca consiga bons acordos, as exportações brasileiras podem ser afetadas. Com isso o investidor está buscando segurança, principalmente agora que a primeira safra já está sendo colhida e retira da indústria a pressão para repor os estoques”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 75,56 apresentando baixa de R$ -0,52 no dia, alta de R$ 0,35 na semana; maio/25 fechou a R$ 75,40, baixa de R$ -0,62 no dia, alta e R$ 0,57 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 71,12, baixa de R$ -0,65 no dia e baixa de R$ -0,02 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou dia e semana em baixa, mas o saldo de janeiro ainda foi positivo. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,68 % ou $ -8,25 cents/bushel a $ 482,00. A cotação para maio, fechou embaixa de -1,69 % ou $ – 8,50 cents/bushel a $ 493,00”, conclui.

 





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Semana começa com risco de chuvas de 100 mm e ventania pelo Brasil



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta, nesta segunda-feira (3), de chuva forte, com acumulados entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, e ventos intensos que podem alcançar os 100 km/h.

Com isso, segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

As áreas mais afetadas serão os estados de Goiás, Minas Gerais, Sul do Pará, Paraná e o Tocantins. Outros regiões que também podem sofrer com as consequências são o Alto Paranaíba, Oeste Maranhense, Noroeste, Norte, capital e outras partes do interior de São Paulo, Grande Curitiba, Norte Catarinense, Vale do Itajaí, Oeste Baiano e o Distrito Federal, Grande Florianópolis, Sul do Amapá, Central Mineira e o Norte Mato-grossense.

Cuidados

Em caso de rajadas de vento, o Inmet informa para que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

“Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia”, informa o instituto. Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).



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Obras no Porto de Paranaguá devem revolucionar o fluxo de milho e soja no país



Já está em andamento a maior obra pública portuária do Brasil! Começaram as escavações e a concretagem das vigas de coroamento da moega, que promete revolucionar o recebimento de cargas no Porto de Paranaguá. O Moegão terá capacidade para receber 180 vagões carregados de granéis sólidos vegetais (soja, milho e farelos de soja ou milho) A estrutura faz parte do complexo Moegão, e já tem 23% do projeto executivo contratado concluído.

O poço da moega terá 50 metros de comprimento, 17,5 metros de largura e 7 metros de profundidade. Já na área do poço do elevador da moega, onde ficará o elevador, a profundidade será de 14 metros. Parte da unidade ficará abaixo do nível do mar, por isso está sendo aplicada uma técnica chamada jet grouting, que consiste na injeção de cimento misturado com água e areia no solo.

Segundo a Portos do Paraná, empresa pública responsável pela administração do complexo portuário, foram usados mais de mil toneladas de cimento ao longo de seis meses de trabalho para fazer a contenção.

A empresa está investindo mais de R$ 600 milhões na obra, incluindo a readequação rodoferroviária que compõe a estrutura. O complexo contará com três linhas férreas independentes para o acesso das composições, sendo que, em cada uma delas, três vagões serão descarregados ao mesmo tempo.

“A agilidade no recebimento de produtos será algo inigualável, sem contar que estamos nos antecipando para atender a nova Ferroeste, que deverá aumentar ainda mais o fluxo de cargas em direção ao Porto de Paranaguá”, destacou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Garcia informa que a nova estrutura reduzirá de 16 para cinco o número de cruzamentos férreos nas vias da cidade. Com isso, haverá menos interrupções no trânsito e, consequentemente, uma quantidade menor de caminhões transitando na região portuária.

Prazo

Como o cronograma está sendo cumprido dentro dos prazos previstos, a expectativa é que toda a estrutura seja entregue em dezembro de 2025. “A obra está em ritmo acelerado, tanto na moega quanto nas galerias que vão distribuir a carga recebida”, avaliou Matheus Arnoni Mendes, coordenador de Fiscalização da Portos do Paraná.

A expectativa da Diretoria de Engenharia e Manutenção é de que, a partir de fevereiro, comece o içamento das galerias do complexo, e, a partir do segundo semestre, comece a instalação de parte dos equipamentos do sistema eletromecânico da moega.

*Com informações da Portos do Paraná



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O alimento pode ganhar selo de Indicação Geográfica


Foi protocolado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o pedido de registro de Indicação Geográfica (IG) de Procedência (IP) para o tradicional ‘Pão no Bafo de Palmeira’, município localizado na região dos Campos Gerais, Paraná.

O alimento é considerado histórico e faz parte da cultura da cidade paranaense. A receita foi introduzida na região em 1878 por imigrantes russo-alemães que se instalaram em Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas.

Desde então, faz parte do dia a dia das famílias palmeirenses. A gastronomia de Palmeira se destaca por preservar sabores autênticos, e o Pão no Bafo, feito com carne suína, repolho e pães pequenos cozidos a vapor, é um exemplo perfeito dessa tradição. 

Em 2015, já havia sido reconhecido como Patrimônio Imaterial de Palmeira, mas agora, com o pedido de IG, o ‘Pão no Bafo de Palmeira’ pode alcançar um novo patamar de visibilidade e valorização. 

A conquista do selo é vista como uma oportunidade de fortalecer a economia local, promover o turismo e proteger a receita genuína contra adaptações que possam descaracterizar a sua autenticidade.

A presidente da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (APAFO), Rosane Radecki, destaca que o processo de solicitação da IG contou com apoio da Prefeitura, empresários e outras entidades locais.

“Queremos despertar o interesse dos demais restaurantes da cidade com relação á importância da IG. O prato deverá seguir o Caderno Técnico de Especificações para que não seja descaracterizada a forma de ser feito, que inclui carne de porco, repolho, couve, com o pão cozido a vapor, e a forma de apresentá-lo ao cliente”, explica Radecki.

Parceria fortalece processo de registro

O pedido de IG para o Pão no Bafo é o resultado de uma ação coletiva entre várias organizações, incluindo o Sebrae/PR, a Prefeitura de Palmeira, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e empresários locais. 

A consultora do Sebrae/PR, Nádia Joboji, comenta que a parceria foi essencial para organizar e viabilizar o pedido de registro, que visa beneficiar o desenvolvimento da cidade.

“Todos se organizaram coletivamente para que o Pão no Bafo de Palmeira possa obter o reconhecimento de IG. Será uma conquista visando o desenvolvimento territorial, com mais turistas visitando a cidade e valorizando a gastronomia, a história e a cultura de Palmeira. Além disso, essa ferramenta ajuda a proteger o produto e o serviço dessa especialidade”, comenta.”, explica Joboji.

A valorização de produtos locais por meio de Indicações Geográficas tem sido uma estratégia crescente no Paraná, que conta com 16 registros em diferentes áreas, desde alimentos típicos até bebidas e produtos artesanais. 

A IG é uma ferramenta importante para a preservação do patrimônio cultural e para impulsionar a economia regional, garantindo que produtos com características únicas sejam reconhecidos e respeitados.

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Empresária em frente a uma mesa com Pães no Bafo de PalmeiraEmpresária em frente a uma mesa com Pães no Bafo de Palmeira
Empresária Rosane Radecki trabalha com o Pão no Bafo desde 2016. Foto: Divulgação ASN

Tradição que atravessa gerações

A moradora de Palmeira, Rosemari Schweigert Schuebel, compartilha sua história pessoal com o Pão no Bafo, ressaltando que a receita passou de geração em geração em sua família. 

Sua mãe aprendeu o prato com a sogra, que era casada com um russo, e agora Rosemari também prepara o prato para a sua família e, recentemente, começou a vender nas feiras locais. Para ela, o registro de IG é uma maneira de garantir que a tradição seja preservada.

“É muito importante que o prato tenha esse reconhecimento. Ele faz parte da nossa história e da nossa identidade. O selo vai ajudar a manter essa tradição viva e a garantir que a receita continue sendo transmitida para as próximas gerações”, afirma Schuebel.

O Pão no Bafo de Palmeira é mais do que uma simples iguaria. Ele representa a união de diferentes culturas e é um exemplo claro de como a gastronomia pode ser um vetor de preservação cultural e desenvolvimento econômico. 

Com a possível conquista da Indicação Geográfica, o prato pode alcançar novos horizontes, atraindo mais turistas e garantindo que a história e a receita continuem a ser celebradas por muitas gerações.

O Paraná e o potencial das IGs

O Estado é segundo do Brasil em número de Indicações Geográficas. Fica atrás somente de Minas Gerais, que tem 20, e é seguido pelo Rio Grande do Sul, com 13 registros.. 

Esse movimento tem um impacto positivo não apenas na proteção do patrimônio cultural, mas também na economia local, ao atrair turistas e consumidores que buscam produtos com identidade e autenticidade.

Com o pedido de IG do Pão no Bafo, Palmeira se junta a um seleto grupo de municípios que têm a chance de proteger e valorizar sua história gastronômica.



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Milho, algodão e açúcar recuam com tarifas dos EUA e dólar forte



Os contratos futuros de milho, algodão e açúcar operam em queda nesta segunda-feira (3), pressionados pelo dólar forte e pela decisão dos EUA de impor tarifas comerciais ao México, Canadá e China. No caso do milho, a preocupação maior é com retaliações do México, o maior comprador do cereal norte-americano.

  • Milho: O contrato março/25 cai 1,40%, cotado a US$ 4,75 1/4 por bushel. Na sexta-feira (31), acumulou perda de 0,92% na semana, apesar da alta mensal de 5,13%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do milho sofrem queda no RS e SC


De acordo com a TF Agroeconômica, os preços do milho no Rio Grande do Sul registraram uma leve queda na última semana, com uma redução de 0,81%, passando de R$ 68,00 para R$ 67,45, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar. As recentes chuvas na Região Oeste, que enfrentava um déficit hídrico, foram benéficas para as lavouras, especialmente para as que estavam em fase vegetativa ou no início do período reprodutivo. A expectativa para a safra de milho comercial no estado é de 4,8 milhões de toneladas, com 30% já comercializado, sendo 600.000 toneladas destinadas à exportação.

Em Santa Catarina, a área destinada à primeira safra de milho caiu 11,3% devido aos custos elevados de produção, riscos de pragas e os preços desfavoráveis. Contudo, a expectativa é de aumento da produtividade, com a média estimada de 8.594 kg/ha. Apesar disso, os preços continuam em baixa, com a cotação em janeiro apresentando retração, embora os contratos futuros da Bolsa de Chicago projetem uma leve alta. No mercado portuário, os preços variaram entre R$ 72,00 e R$ 72,50 para entregas em agosto e outubro, respectivamente.

No Paraná, a colheita do milho da primeira safra começou de forma mais lenta, mas as condições climáticas têm favorecido a formação dos grãos, o que pode resultar em uma produção superior às expectativas. A área de milho de inverno está sendo semeada de maneira irregular, com algumas dificuldades na germinação, e o replantio de algumas áreas já está sendo considerado. As ofertas no mercado local para o milho giram em torno de R$ 72,00/saca, com valores variando dependendo da entrega e do pagamento.

Em Mato Grosso do Sul, o preço da saca de milho subiu em cidades como Dourados, Maracaju e Sidrolândia, com valorização de 35,65% em comparação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 63,56 no final de janeiro. A comercialização da safra 2024 já atingiu 77%, um atraso de 3,55 pontos percentuais em relação ao ano passado. No mercado físico, as cotações variaram entre R$ 60,00 e R$ 65,99, com destaque para o aumento em algumas regiões do estado.

 





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