sábado, março 28, 2026

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Mudanças climáticas elevam perigos dos microplásticos na água e afetam peixes



Pesquisadores brasileiros estão comprovando que a elevação da temperatura da água, causada pelas mudanças climáticas, torna os microplásticos ainda mais perigosos para a vida aquática.

Os estudos, desenvolvidos pela Embrapa e pelo Laboratório Nacional de Nanotecnologia do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNNano/CNPEM) com apoio da Fapesp, mostram que metais pesados, como cobre, aumentam a toxicidade de nanopartículas em peixes de interesse ambiental e econômico.

Os ecossistemas aquáticos já enfrentam pressões crescentes devido à poluição e à degradação ambiental. Partículas de plástico que se fragmentam no ambiente — conhecidas como microplásticos — chegam a rios, lagos e mares pelo descarte de resíduos e pelo desgaste de materiais sintéticos.

“No meio aquático, essas partículas não estão sozinhas e podem se combinar a poluentes químicos, sofrer alterações pela radiação solar, além de interagir com variações de temperatura.”, explica a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Vera Castro.

Além disso, a combinação desses fatores pode gerar efeitos mais severos para a fauna aquática, desde alterações fisiológicas mais sutis até efeitos mais severos para os organismos.

Peixes expostos a novos riscos

Para entender melhor essa relação, uma equipe de pesquisadores da Embrapa realiza experimentos com zebrafish (Danio rerio) e tilápias (Oreochromis niloticus), simulando condições próximas às da realidade ambiental.

Os testes expõem os peixes a microplásticos envelhecidos pela ação de luz ultravioleta e associados ao cobre, um metal comum em rejeitos industriais e agrícolas.

Ainda, a água se mantém tanto em temperaturas médias quanto três graus acima, simulando cenários previstos de aquecimento global.

“Queremos avaliar não apenas a presença isolada dos microplásticos, mas como eles se comportam e se tornam mais ou menos tóxicos diante de mudanças ambientais concretas, como o aumento da temperatura e a exposição a metais”, explica Castro.

A análise inclui biomarcadores como taxas de sobrevivência, parâmetros hematológicos e respostas bioquímicas, que permitem identificar alterações sutis no metabolismo e na saúde dos peixes antes que ocorram mortes.

Os resultados poderão auxiliar a compreender como esses poluentes afetam cadeias alimentares aquáticas e a piscicultura, setor estratégico para a segurança alimentar.

De acordo com a pesquisadora, há indícios de que o calor intensifica a ação tóxica dos microplásticos e do cobre, potencializando danos a tecidos, metabolismo e desenvolvimento dos peixes.

Desenvolvimento da pesquisa

O processo exige que se contorne obstáculos práticos para a execução de experimentos em condições controladas. No caso do zebrafish, por exemplo, como afirma Alfredo Luiz, também pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, o estudo testa larvas de pequenas dimensões.

Para isso, os experimentos são realizados em microplacas, cada uma com vários pequenos poços, nos quais são colocados os organismos.

De acordo com Luiz, “no caso da tilápia, são utilizados peixes juvenis, pois algumas análises são feitas no sangue e é preciso que cada indivíduo tenha um tamanho suficiente para permitir a coleta da amostra sanguínea”.

Como o experimento precisa de dias para identificar possíveis efeitos dos poluentes, é necessário renovar regularmente a água dos aquários para evitar o acúmulo de excrementos.

Nesse caso, a dificuldade é manter a concentração de cobre estável, mesmo realizando a troca periódica de parte da água.

Além dos cálculos exatos da concentração dos poluentes a cada troca, fazem-se necessárias a amostragem e a análise da água para monitorar possíveis flutuações.

Monitoramento e prevenção por dados

O estudo reforça que, no mundo real, a toxicidade dos microplásticos exige uma avaliação além do isolamento, visto que fatores ambientais, como o aquecimento global e poluentes adicionais, podem interagir de forma a intensificar os danos aos ecossistemas aquáticos.

Entender essa interação é crucial para antecipar impactos, desenvolver estratégias de mitigação e proteger não apenas a biodiversidade, mas também atividades econômicas dependentes de águas limpas e saudáveis.

Para o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Claudio Jonsson, a elevação da temperatura pode modificar a biodisponibilidade do poluente e aumentar a probabilidade de sua absorção por organismos aquáticos.

Dessa forma, os organismos enfrentam estresses ambientais climáticos e os proporcionados por agentes químicos, o que leva a alterações bioquímicas como o estresse oxidativo.

Nesta situação ocorre a geração de radicais livres com efeitos deletérios para o metabolismo celular, que podem ser medidos pela atividade de proteínas antioxidantes.

Portanto, como destaca Jonsson, o conhecimento dessas interações, em nível subcelular, é relevante para a obtenção de dados sobre concentrações seguras do poluente, contribuindo para a proteção da fauna aquática.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Aprosoja MT leva chineses ao porto de Barcarena


Nesta quinta-feira (13.11), o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luiz Pedro Bier, esteve em Barcarena (PA) acompanhando uma delegação chinesa da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA), em uma visita técnica ao complexo portuário de Barcarena, que integra os portos do Arco Norte.

A comitiva foi composta pelo presidente da CFNA, Cao Derong; pela diretora adjunta do Departamento de Cereais e Óleos da CFNA, Li Sifan; e pelo gerente da Leader Grain HK Ltd., Guo Jiapeng.

Durante a visita às instalações da Unitapajós e da Hidrovias do Brasil, os participantes conheceram toda a estrutura logística do porto, desde a chegada dos caminhões com os grãos até o processo de carregamento dos navios destinados à exportação. A comitiva acompanhou de perto as etapas de armazenagem, classificação e embarque da soja, além de observar os navios que chegam ao Brasil com fertilizantes e retornam ao exterior com grãos produzidos em Mato Grosso.

“Estamos aqui em Barcarena, aproveitando a COP30 para trazer uma delegação chinesa e mostrar de perto o funcionamento do complexo portuário. Essa visita é fundamental para que eles tirem dúvidas sobre a qualidade da nossa soja, algo muito importante para a China. Mostramos todas as etapas do processo de exportação, desde a parte rodoviária e de recepção até o embarque final. Conversamos sobre umidade, classificação e controle de qualidade, pontos que reforçam a seriedade do trabalho feito no Brasil”, destacou Luiz Pedro Bier.

O vice-presidente da Aprosoja MT também ressaltou que a visita foi uma oportunidade para estreitar laços com o principal parceiro comercial do agro brasileiro.

“Os chineses são nossos maiores compradores e é essencial que entendam a nossa realidade, vejam como o produtor rural brasileiro trabalha e conheçam o nosso compromisso com a qualidade e a sustentabilidade. Esse tipo de aproximação é o que fortalece a confiança e abre novos caminhos para o comércio entre os dois países”, completou Bier.

O crescimento do Arco Norte reforça o papel estratégico dessa rota logística nas exportações brasileiras. De acordo com dados da Unitapajós, em 2013, o Brasil exportou 42,8 milhões de toneladas de grãos, sendo 12% pelo Arco Norte e 88% pelos portos do Sul e Sudeste. Já em 2024, o volume total saltou para mais de 151 milhões de toneladas, com 36% escoados pelo Arco Norte e 64% pelos portos do Sul e Sudeste, um avanço que consolida a região como uma das principais alternativas logísticas do país.

A visita técnica encerrou a participação da Aprosoja Mato Grosso na COP30, fortalecendo o diálogo com o mercado asiático e reforçando o compromisso da entidade com a transparência, a sustentabilidade e a eficiência na produção e exportação de soja brasileira.





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Inmet prevê semana com acumulados de chuva acima de 100 mm em áreas do…


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana com chuvas intensas e bem distribuídas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em vários pontos, e em alguns casos chegar a 200 mm, segundo o Informativo Meteorológico nº 42/2025, válido até o dia 7 de novembro.

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Na Região Sudeste, a atuação de sistemas frontais deve favorecer volumes expressivos em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul e Triângulo Mineiro. Em áreas desses estados, o Inmet indica acumulados entre 150 e 200 mm ao longo da semana. A umidade relativa do ar deve permanecer elevada, com índices superiores a 70% em boa parte da região, exceto no norte e interior mineiro, onde os valores podem cair para 30% a 40%.

No Centro-Oeste, as chuvas também devem ser generalizadas, com volumes acima de 100 mm em praticamente todos os estados. Em Goiás, os acumulados podem ultrapassar 150 mm, enquanto em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal há previsão de pancadas frequentes e aumento da umidade, que deve permanecer em torno de 50% ou mais durante a semana.

Na Região Norte, áreas de instabilidade permanecem ativas em boa parte dos estados. Os maiores volumes devem se concentrar no centro e oeste do Amazonas, podendo superar 150 mm. Já no Amapá, no norte do Tocantins e nas porções norte e leste do Pará, o tempo deve ser mais seco, com acumulados abaixo de 10 mm e umidade do ar entre 25% e 30%.

No Nordeste, a previsão é de predomínio de tempo seco, com chuvas restritas ao sul e oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão, onde podem ocorrer pancadas isoladas e acumulados próximos de 80 mm. Em grande parte da região, especialmente Bahia, Piauí e Ceará, a umidade do ar deve ficar abaixo de 30%, podendo cair para menos de 20% no oeste baiano e piauiense.

Já na Região Sul, a semana começa com chuvas fracas e isoladas até o dia 4, mais concentradas no litoral e norte da região. A partir da noite de quinta-feira (6), um novo sistema frontal avança, provocando precipitações mais intensas entre os dias 6 e 7, com acumulados de 100 a 150 mm principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As temperaturas devem subir até o dia 6 e cair novamente com a chegada do novo sistema, que também eleva os níveis de umidade.





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Milho se recupera na B3: Entenda


O mercado de milho acompanhou ajustes importantes nesta quinta-feira, em um dia marcado pela divulgação de números atualizados para oferta e exportações. Segundo a TF Agroeconômica, a Conab e a Abiove trouxeram novos dados que ajudaram a movimentar os contratos da B3, que terminaram a sessão com variações pequenas, mas positivas na maior parte das posições.

A consultoria destacou que as cotações ganharam força após a divulgação dos relatórios mensais. A Conab revisou ligeiramente para cima a projeção da safra 25/26, embora os volumes sigam menores que os da temporada anterior, com redução de 1,6% na primeira safra e de 2,5% na segunda. Já a Abiove informou recuperação no ritmo de exportações de outubro, que começou lento, mas agora está apenas 3% abaixo do mesmo período do ano passado. O preço médio em dólar acumulou alta de 2% no ano.

Na Bolsa brasileira, os fechamentos refletiram esse quadro. Novembro já não tem mais negociações e um ajuste pontual ocorreu em 2026, mas os demais contratos avançaram. Novembro/25 encerrou a R$ 67,75, com queda de 0,14 no dia e de 0,47 na semana. Janeiro/26 fechou em R$ 70,97, alta de 0,21 no dia e queda de 0,50 na semana. Março/26 terminou a R$ 72,59, com ganho diário de 0,08 e recuo semanal de 0,35.

No mercado externo, os preços em Chicago também subiram. O contrato de dezembro avançou 1,72%, fechando a 442,75 cents por bushel, enquanto março registrou alta de 1,39%, chegando a 455,50 cents. A análise aponta que o milho sustentou o movimento apoiado pela demanda, mesmo com a colheita dos Estados Unidos se aproximando do fim. A retomada do funcionamento do governo americano contribuiu para o impulso nas cotações. A expectativa agora se volta ao relatório WASDE e às vendas relâmpago, que podem indicar o ritmo das exportações.

 





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Climatempo alerta para chuva forte e granizo no fim de semana



Uma nova rodada de instabilidade deve avançar sobre o país neste fim de semana, trazendo chuva forte, temporais e risco de granizo em diferentes regiões. A previsão da Climatempo indica que o cenário mais crítico se forma entre a tarde de domingo (16) e segunda-feira (17), quando os sistemas atmosféricos estarão mais intensos.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, há chance inclusice do surgimento de tornados. Ele alerta principalmente para o domingo, quando poderá haver condições para a formação de microexplosões ou mesmo tornados, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina até o meio-dia, e no oeste do Paraná, durante a tarde e noite.

Três fatores atuam de forma simultânea e elevam o potencial de tempo severo, segundo a Climatempo: uma frente fria em alto mar, o deslocamento de um sistema de baixa pressão vindo do Paraguai e a presença de cavados meteorológicos. A combinação desses elementos favorece a formação de linhas de instabilidade capazes de provocar chuva volumosa, ventos fortes e até queda de granizo.

As áreas mais afetadas devem se concentrar no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o interior do Paraná têm previsão de tempestades, com possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem superar 70 km/h. No Sudeste, o destaque é o interior de São Paulo, onde os modelos meteorológicos apontam uma convergência mais intensa de umidade, aumentando o risco de temporais.

Mato Grosso do Sul aparece como o estado com maior potencial para chuva volumosa. A proximidade com o Paraguai e a forte entrada de umidade da Amazônia criam condições favoráveis para tempestades severas. Cidades próximas à fronteira devem registrar acumulados elevados e episódios de tempo severo.

Os meteorologistas reforçam que o intervalo entre domingo à tarde e segunda-feira requer atenção adicional, já que os sistemas estarão organizados de forma a potencializar a instabilidade. O risco de alagamentos, enxurradas, queda de energia, árvores e danos estruturais é elevado, especialmente nas áreas já castigadas por temporais recentes.



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Confira como está o milho nos principais estados


As negociações de milho do Rio Grande do Sul seguem restritas em um mercado com poucas novidades, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual em R$ 62,00, segundo a Emater/RS-Ascar. No porto, o milho futuro para fevereiro/26 segue estável em R$ 69,00/saca. Mesmo com esse cenário de leve estabilidade, o mercado não mostra sinais de reação no curto prazo”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina permanece sem reação e com baixa liquidez. “As pedidas seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00/saca, o que mantém as negociações praticamente paradas. No Planalto Norte, os negócios continuam pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos”, completa.

Ritmo lento e ajustes pontuais no mercado paranaense. “O mercado de milho no Paraná segue lento e com baixa liquidez, ainda sem consenso entre compradores e vendedores. As pedidas dos produtores permanecem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias mantêm ofertas ao redor de R$ 70,00 CIF, o que impede avanços nas tratativas e mantém o mercado spot praticamente parado”, indica.

Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, a bioenergia continua dando sustentação ao mercado. “As cotações seguem estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju ainda nas maiores referências e Chapadão do Sul registrando altas pontuais ao longo da semana. Apesar dos ajustes regionais, a demanda externa continua enfraquecida, limitando a abertura de novos negócios”, conclui.

 





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Consultoria aponta pressão do trigo no Sul



Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta


Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta
Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta – Foto: Pixabay

A movimentação do trigo no país segue marcada por oferta elevada no Sul e por negociações cautelosas entre produtores e moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as unidades seguem comprando apenas o necessário, mesclando trigo velho e novo para reduzir o custo médio e evitando assumir posições longas. A consultoria avalia que há bastante cereal disponível no estado, o que mantém os preços contidos e deve postergar uma retomada mais firme da demanda para os meses de janeiro a março, período em que o frete costuma pressionar as decisões de compra. As indicações permanecem em 1020 reais no interior, 1140 reais em Canoas e Porto Alegre e 1150 reais na Serra.

A TF Agroeconômica aponta que a combinação de maior quantidade e menor qualidade levou o mercado gaúcho à paridade de exportação. O preço FOB está ao redor de 225 dólares por tonelada, enquanto o FAS em Rio Grande permanece próximo de 216 dólares, acima do argentino, influenciado pelo teor de proteína e pela capacidade de embarque no porto. A recente queda do dólar tornou o trigo da Argentina mais competitivo, enquanto o valor pago na pedra em Panambi recuou para 55 reais.

Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta. Há ofertas do Rio Grande do Sul e de São Paulo, mas acima do que os moinhos locais pretendem pagar, o que mantém o mercado travado. Os preços recebidos pelos produtores seguem estáveis há semanas.

No Paraná, a TF Agroeconômica relata que o trigo paraguaio chega mais barato pela fronteira e que as chuvas sobre áreas ainda não colhidas comprometem qualidade e produtividade. As cotações continuam próximas da paridade de importação. A média paga aos agricultores subiu para 64,12 reais, mas segue abaixo do custo atualizado, ampliando as perdas no curto prazo.

 





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Mesmo sem acesso, comitiva vai à Genebra para COP 11


Uma comitiva de parlamentares e representantes do executivo de municípios produtores de tabaco, bem como de entidades da cadeia produtiva da Região Sul, partem rumo à Suíça no sábado, 15 de novembro, para acompanharem a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que acontece de 17 a 22 de novembro, em Genebra.

Mesmo sem acesso aos debates, o grupo estará no local para garantir que a delegação oficial brasileira não crie empecilhos à produção de tabaco já estabelecida no País e cumpra a declaração interpretativa assinada pelo governo federal quando o Brasil aderiu à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT).

“Estamos levando conosco a voz de 533 mil pessoas envolvidas com essa atividade no meio rural e outras 44 mil nas indústrias. É o meio de sustento destes cidadãos brasileiros que estaremos defendendo, mesmo que nos bastidores”, comenta o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing.

Assim como em outras COPs, tanto os representantes eleitos, quanto entidades representativas dos produtores e a própria imprensa tiveram acesso negado às sessões. “A falta de transparência e diálogo são marcas de um tratado que não tem mais se preocupado apenas com a saúde pública, mas que avança para erradicar a produção de tabaco, com medidas que podem impactar diretamente a renda e os empregos gerados pela produção no Brasil”, reforça Thesing.

PRODUÇÃO DE TABACO NO BRASIL – Safra 2024/25

O Brasil ocupa a 2ª posição no ranking mundial de produção de tabaco, atrás apenas da China, seguido por Índia, Zimbábue e Estados Unidos. A Região Sul do Brasil é o principal polo produtor, concentrando os principais indicadores do setor:

525 municípios produtores

138 mil produtores rurais

44 mil empregos diretos nas indústrias de tabaco

533 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva no meio rural

310 mil hectares plantados

720 mil toneladas produzidas

R$ 14,6 bilhões em receita para os produtores

447 mil toneladas exportadas (2024)

R$ 18,8 bilhões em impostos arrecadados anualmente (2024)

US$ 2,89 bilhões em divisas geradas com exportações (2024)

“Esses números destacam a importância estratégica do tabaco para a economia do Sul do Brasil, tanto pelo seu impacto social quanto pela geração de receita e divisas, especialmente para as comunidades rurais, onde a cultura representa uma das principais fontes de renda e desenvolvimento”, reforça Thesing.

QUEM COMPÕE A DELEGAÇÃO

Entidades representativas

Éder Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria (Stifa)

Edimilson Alves, diretor-executivo da Abifumo

Gilson Becker, presidente da Amprotabaco e prefeito de Vera Cruz

Marco Dornelles, secretário da Afubra

Marcos Augusto Souza, diretor executivo do Sinditabaco Bahia

Rangel Marcon, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco)

Romeu Schneider, vice-presidente da Afubra e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco

Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco

Representantes Governos RS/SC

Celles Regina de Matos, presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc)

Edivilson Brum, secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi)

Joel Maraschin, chefe de Gabinete da Seapi

Romano Scapin, diretor geral SDR

Vilson Covatti, secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR)

Deputados federais

Afonso Hamm (RS)

Dilceu Sperafico (PR)

Heitor Schuch (RS)

Marcelo Moraes (RS)

Rafael Pezenti (SC)

Zé Neto (BA)

Zé Rocha (BA)

Deputados estaduais RS

Airton Artus

Dimas Costa

Marcus Vinícius

Pedro Pereira

Silvana Covatti

Zé Nunes

Prefeitos/secretários

Emerson Maas, prefeito de Mafra (SC)

Jarbas da Rosa, prefeito de Venâncio Aires (RS)

Ricardo Landim, secretário de Desenvolvimento Rural de Venâncio Aires (RS)

 A produção no Brasil

O setor tem destaque especialmente na Região Sul, com o Rio Grande do Sul respondendo por cerca de 50% da produção nacional. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a cadeia produtiva envolveu, na safra 2024/25, mais de 138 mil famílias produtoras nos três estados do Sul. As quase 720 mil toneladas produzidas, renderam cerca de R$ 14,58 bilhões, montante que movimenta outros segmentos nos 525 municípios produtores da Região Sul do Brasil.





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Estimativas atualizadas devem guiar preços de soja, milho e trigo



No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos


No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos
No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos – Foto: Canva

A movimentação nos mercados agrícolas começa o dia influenciada por ajustes em bolsas internacionais e pela expectativa em torno de novos dados oficiais. A TF Agroeconômica aponta reações distintas entre trigo, soja e milho diante do cenário externo e das projeções de oferta.

No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos, mesmo em um ambiente de oferta considerada ampla. Os lotes de dezembro registraram avanço enquanto as praças físicas do Paraná e do Rio Grande do Sul tiveram variações discretas. A consultoria indica que a colheita segue acelerada no Hemisfério Sul e que a confirmação de produção recorde na Argentina, estimada em 24,5 milhões de toneladas, deve ampliar as exportações muito além do estimado pelo órgão americano em setembro.

A soja opera com ligeira alta em Chicago em um dia marcado pela volta do relatório do USDA após quarenta e três dias de interrupção. Os prêmios de exportação permanecem estáveis no Brasil, enquanto óleo e farelo mostram recuperação na América do Sul. Desde setembro, a falta de dados e as tensões entre Estados Unidos e China ampliaram a volatilidade, seguida de melhora após a trégua comercial e novas sinalizações de compra. No país, condições climáticas adversas continuam a limitar o potencial da safra 2025/26, segundo o contexto descrito no material.

O milho inicia o dia com pequenas oscilações após quatro sessões de avanço em Chicago. O físico brasileiro apresenta leve alta e os contratos futuros exibem movimentos mistos. As atenções se voltam para o relatório mensal do USDA, que deve atualizar as estimativas interrompidas durante o apagão administrativo. Antes da divulgação, números privados projetavam colheita e estoques finais abaixo dos valores publicados em setembro, o que ajuda a explicar a cautela observada entre compradores e vendedores.

 





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‘Sinalização positiva’, produtores de carne e café reagem ao anúncio da redução de tarifas pelos EUA



A ordem executiva assinada nesta sexta-feira (14) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinando a redução de tarifas sobre café, carne, frutas e açaí, repercutiu imediatamente entre entidades do agronegócio brasileiro. A medida é vista como um primeiro passo para destravar barreiras comerciais que restringem o acesso de produtos do Brasil ao mercado norte-americano.

Entre os setores diretamente beneficiados está o café, pois os EUA são o principal destino das exportações do produto brasileiro. Em nota divulgada na noite desta sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que está avaliando os efeitos da ordem executiva.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, lembrou que hoje existem duas tarifas aplicadas pelos EUA ao café brasileiro: a tarifa base, de 10%, e a tarifa adicional, de 40%, vinculada ao Artigo 301. Ele destacou que ainda é necessário analisar se o novo ato assinado por Trump se aplica apenas à tarifa de 10%, à de 40% ou a ambas.

“O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar cuidadosamente a situação e entender o cenário que se apresenta. Voltaremos a nos pronunciar tão logo tenhamos os devidos esclarecimentos”, afirmou Ferreira.

Sinalização positiva

Para o setor de proteína animal, a notícia também foi recebida como um avanço. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, em entrevista a CNN, nesta sexta-feira, afirmou que a decisão norte-americana é uma sinalização clara de abertura para negociação, sobretudo diante dos impactos que as tarifas atuais têm sobre a competitividade da carne brasileira no mercado dos EUA.

Segundo Perosa, a ordem executiva mostra que Washington reconhece a necessidade de reavaliar medidas adotadas no passado, especialmente aquelas relacionadas ao Artigo 301, que ampliou barreiras sobre produtos que não atendiam exigências internas dos EUA. “Vejo como uma medida positiva do governo americano, que indica disposição de avançar nas conversas. Agora é aguardar os desdobramentos técnicos e diplomáticos”, afirmou.

Ele destacou que ainda não há clareza sobre qual tarifa será reduzida: a base de 10%, a adicional de 40% ou ambas. Mesmo assim, considera que a decisão representa um marco importante para retomar o fluxo comercial direto entre Brasil e Estados Unidos, especialmente para produtos bovinos.

Perosa ressaltou que as negociações tiveram forte componente diplomático e foram influenciadas por recentes encontros de alto nível entre os dois países, incluindo conversas entre os presidentes Lula e Trump e diálogos entre as chancelarias. “É inegável que, depois do encontro presidencial, as conversas destravaram. Houve um momento em que achávamos que poderia demorar mais, mas a diplomacia avançou e a medida veio”, explicou.

Carne brasileira volta ao radar dos EUA

O presidente da Abiec reforçou que uma eventual redução tarifária pode recolocar imediatamente a carne bovina brasileira em condições de competir nas prateleiras norte-americanas. Ele lembrou que os EUA são grandes consumidores de cortes usados pela indústria, como dianteiro, e que uma tarifa menor abre espaço para produtos como carne moída, hambúrguer, processados e outros itens da indústria frigorífica nacional.

“É a primeira sinalização concreta de que o fluxo comercial pode ser retomado em condições justas. O Brasil tem oferta, qualidade e competitividade para disputar esse mercado novamente”, afirmou Perosa.

Setor aguarda detalhes técnicos

Tanto Cecafé quanto Abiec reforçam que o momento é de cautela. As entidades aguardam a publicação completa da ordem executiva e o detalhamento dos percentuais que serão efetivamente reduzidos. Até lá, técnicos mantêm diálogo com autoridades americanas e com o governo brasileiro para entender os próximos passos.

Apesar das incertezas, o clima no agro é de otimismo. A redução tarifária sobre café, carne e outros produtos pode representar um reimpulso importante nas exportações brasileiras, especialmente diante de um mercado americano com forte demanda e grande capacidade de absorção de alimentos.



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