sábado, março 28, 2026

News

News

Tarifaço faz Brasil perder US$ 700 mi em vendas de carne, mas exportações batem recorde



Apesar das tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as exportações totais de carne bovina em outubro obtiveram uma receita de US$ 1,897 bilhão, alta de 37,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Foram movimentadas 360,28 mil toneladas, 12,8% a mais do que um ano atrás. A queda nas exportações para os EUA, com perda estimada US$ 700 milhões de agosto a outubro, foi compensada pelo aumento de vendas para outros países.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), incluindo na informação carnes in natura e industrializada, miudezas comestíveis e sebo bovino, entre outros subprodutos da cadeia de produção da carne bovina.

Segundo a entidade, no acumulado dos primeiros dez meses do ano as exportações totais já proporcionaram uma receita recorde de US$ 14,655 bilhões, com alta de 36% sobre o mesmo período de 2024. A movimentação, também recorde, foi de 3.148 mil toneladas, um aumento de 18% na mesma base de comparação.

Para os Estados Unidos, segundo maior cliente do segmento no Brasil, as vendas de carne bovina vêm caindo. As exportações do produto in natura para o país americano recuaram 54% no mês de outubro, em relação a outubro do ano anterior, para US$ 58 milhões, mostrando ainda certa resiliência apesar das tarifas, na visão da Abrafrigo.

No caso da carne bovina industrializada, o recuo no mesmo período foi de 20,3%, para US$ 24,9 milhões, enquanto sebo e outras gorduras bovinas recuaram 70,4%, para US$ 5,7 milhões.

Considerando o período de janeiro a outubro de 2025, as exportações totais de carnes e outros derivados bovinos para os Estados Unidos cresceram 40,4% sobre o mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,796 bilhão, resultado que reflete o forte ritmo das exportações anterior ao tarifaço.

Considerando os meses de agosto a outubro de 2025, período de vigência das tarifas adicionais, as vendas totais de carne e subprodutos bovinos para os Estados Unidos recuaram 36,4%, resultando em perdas estimadas em aproximadamente US$ 700 milhões.

“Embora essas perdas tenham sido compensadas com folga pelo aumento das vendas para outros mercados, o fato é que as exportações de carne bovina do Brasil poderiam ser ainda maiores caso as tarifas punitivas do governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros não tivessem sido aplicadas”, afirma a associação.

Carne para China e UE

As exportações para a China, no acumulado do ano de 2025 até outubro, somaram US$ 7,060 bilhões de receita e 1.323 mil toneladas exportadas, com altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

A União Europeia, considerando como um mercado único, foi o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina no mês de outubro de 2025, crescendo 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para US$ 140 milhões.

De janeiro a outubro, as vendas para o bloco europeu cresceram 70,2% sobre o mesmo período do ano anterior, somando US$ 815,9 milhões, com preços médios que alcançaram US$ 8.362 por tonelada de carne bovina in natura.



Source link

News

Conab atualiza dados e aponta atraso na temporada de soja 25/26; mercado reage na semana



Os preços de soja no mercado brasileiro registraram poucas oscilações nesta semana, que também apresentou uma discreta melhora no ritmo de comercialização. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o cenário foi marcado pela estabilidade nos prêmios de exportação, alta dos contratos futuros em Chicago e dólar em queda frente ao real.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Mesmo com o avanço em Chicago, a diferença entre as bases de compra e venda continua elevada, limitando a retomada mais firme dos negócios. Produtores seguem retendo a oferta, na expectativa de cotações mais altas, enquanto acompanham o desenvolvimento das lavouras.

Preços de soja no fim da semana

  • No mercado físico, a saca de 60 quilos recuou de R$ 136,00 para R$ 135,00 em Passo Fundo (RS)
  • Em Cascavel (PR), houve leve alta, de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Em Rondonópolis (MT), a cotação subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço se manteve em R$ 142,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos mais negociados com vencimento em janeiro acumularam valorização de 2,95% na semana, sendo cotados a US$ 11,50 por bushel nesta sexta-feira (14). O fim do shutdown do governo americano reduziu a aversão ao risco no mercado financeiro e impulsionou a demanda por commodities.

A reabertura do governo também retomou a divulgação de dados importantes. Além do relatório de novembro de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará um compilado das vendas diárias realizadas por exportadores privados durante o período de paralisação, além da atualização gradual das vendas semanais.

O mercado acompanha atentamente o comportamento da China, principal compradora internacional de soja, após o acordo com Washington prevendo a aquisição de 12 milhões de toneladas de soja americana. Ainda existem incertezas sobre o cumprimento e o ritmo dessa retomada.

Ajuste da Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a projeção da produção brasileira de soja na safra 2025/26 para 177,601 milhões de toneladas, alta de 3,6% em relação ao ciclo anterior, que registrou 171,48 milhões de toneladas. O número é ligeiramente inferior à estimativa anterior, de 177,638 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, o plantio segue dentro da média dos últimos cinco anos, mas com atraso em relação à temporada passada, principalmente em Goiás e Minas Gerais, devido à insuficiência de chuvas para avançar com a semeadura.



Source link

News

Ainda restam muitas dúvidas sobre a redução parcial do tarifaço dos EUA, diz Fiemg



A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou em comunicado que considera positiva, mas ainda limitada, a redução parcial das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para a instituição ainda restam dúvidas quanto à medida.

“Embora represente um avanço inicial, persistem dúvidas relevantes entre exportadores mineiros sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, o que continua afetando a competitividade de setores como carnes e café, essenciais para a indústria mineira”, afirma a federação.

A instituição afirma ainda que a medida não esclarece integralmente o alcance da revisão tarifária, e que seu impacto prático permanece incerto, sobretudo para produtos em que o Brasil é fornecedor essencial ao mercado americano.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, afirma que “a decisão mostra disposição ao diálogo, porém é necessário avançar mais para remover todas as barreiras adicionais e restabelecer condições adequadas de competitividade para a indústria mineira”.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria vê soja firme antes de atualizações oficiais



O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia


O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia
O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia – Foto: Leonardo Gottems

A movimentação da soja em Chicago ganhou força ao longo desta quinta-feira em meio à expectativa pelos próximos dados oficiais do setor. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado reagiu à retomada das atividades do governo dos Estados Unidos e ao retorno das publicações que estavam suspensas durante a paralisação federal. As cotações avançaram nos contratos de novembro e janeiro, acompanhadas pela firmeza do farelo e por ajustes no óleo, que voltou a oscilar após as altas recentes observadas na bolsa.

O impulso para o grão veio da possibilidade de que o USDA reduza sua estimativa de safra americana para 116,10 milhões de toneladas. A reabertura do governo também permitiu a volta do relatório WASDE nesta sexta e das vendas relâmpago, que podem indicar o ritmo das exportações no curto prazo. As atualizações completas, no entanto, só estarão totalmente alinhadas em 2 de janeiro, quando o fluxo de informações deverá retornar ao padrão usual.

O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia e segue acumulando valorização no mês, enquanto o óleo apresentou leve baixa, mas ainda mantém movimento positivo no período recente. Esse desempenho dos subprodutos ofereceu suporte adicional ao grão, reforçando o sentimento de recuperação após semanas marcadas por incertezas administrativas nos Estados Unidos.

Uma decisão incomum marcou o retorno das publicações oficiais. O USDA informou que os relatórios semanais de exportação, represados por mais de um mês, não serão divulgados de uma única vez. O calendário prevê apenas os dados das vendas semanais na próxima sexta-feira. Ainda não há explicação clara para a ausência do volume total acumulado, e o setor levanta dúvidas sobre a possibilidade de haver poucos negócios com a China nesse intervalo. Hoje foram publicados apenas os números de 19 a 25 de setembro, com 871 mil toneladas de soja negociadas.

 





Source link

News

Recria na seca: como a suplementação estratégica acelera o ganho de peso e o abate



A fase de recria é, ironicamente, a categoria mais menosprezada pelo fazendeiro, mas é nela que reside a grande oportunidade de acelerar o ganho de peso do gado na seca.

Ao garantir que os animais continuem ganhando peso nesse período, o produtor assegura que permaneçam menos tempo na fase de engorda, encurtando o ciclo produtivo e aumentando a rentabilidade.

Segundo o zootecnista Iorrano Cidrini, a recria é uma “corrida de revezamento” e, se o desempenho tropeçar nesse período, dificilmente a meta final de abate será atingida no prazo ideal.

O objetivo principal é que o animal saia do conceito do “boi sanfona” (que perde peso na estiagem) e ganhe pelo menos uma arroba e meia a duas arrobas durante a seca. Para isso, a suplementação é o fator que traz o ganho adicional sobre a forragem de baixa qualidade do pasto diferido.

Confira:

Suplementação e Ganho Médio Diário (GMD) acelerado

O desempenho do gado na seca dependerá da qualidade do pasto, mas a estratégia de suplementação deve ser ajustada à meta de ganho de peso do produtor. A tecnologia dos suplementos permite ganhos expressivos no Ganho Médio Diário (GMD):

  • Proteinado (baixo consumo): a utilização de um proteinado com consumo de 0,1% do peso vivo é a estratégia inicial. Esse nível pode resultar em um ganho adicional de 200 gramas de GMD por dia.
  • Proteico-energético (metas agressivas): para alcançar metas mais ambiciosas, como as do conceito Boi 777, o produtor deve subir o nível de suplementação para um proteico-energético:
    • No consumo de 0,3% do peso vivo, o ganho adicional chega a cerca de 300 gramas por dia.
    • No consumo de 0,5% do peso vivo, o ganho adicional pode atingir cerca de 380 gramas por dia.

Pasto diferido: o pilar do sucesso na recria

O sucesso da suplementação na recria, mesmo com tecnologia de ponta, depende de o pecuarista resgatar o manejo de pastagem. É fundamental garantir que o pasto diferido tenha a melhor qualidade possível.

O zootecnista enfatiza que, mesmo com a tecnologia dos suplementos, a maior parte do desempenho ainda está atrelada à forragem disponível. O investimento na recria com suplementação deve ser encarado como um aditivo que garante a quebra da curva de perda de peso, acelerando o ciclo e contribuindo diretamente para o aumento da rentabilidade e da eficiência da fazenda.



Source link

News

Tecnologias já disponíveis podem ajudar produtor a reduzir emissões de CO2 em 10%, diz UPL



As tecnologias que já estão disponíveis no mercado são suficientes para que os produtores rurais possam reduzir as emissões do setor em até 10%. Essa é a crença do CEO global do Grupo UPL, Jai Shroff.

O executivo participou de palestra durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, capital paraense. “Esses 10% representam cerca de 2,5% de todas as emissões globais”, disse.

Segundo ele, ao se considerar que entre 25% e 30% dos poluentes que acabam na atmosfera advém da atividade agrícola, uma redução de 10% podem ser um fator-chave na descarbonização do planeta.

O CEO da UPL contou que a empresa tem exemplos de produtores que conseguiram reduzir quatro toneladas de carbono para cada tonelada de café produzido. “Existem muitas histórias como essa que queremos compartilhar com líderes globais, dizendo: ‘por favor, incluam-nos [nas políticas climáticas globais] e contem conosco.”

Para Shroff, a adoção de soluções agrícolas sustentáveis, como os biológicos, têm o potencial de gerar impacto imediato e positivo na mitigação das mudanças climáticas, posicionando os agricultores como protagonistas dessa transformação.

A empresa levou à COP30 o café carbono negativo da marca mineira Mió para os membros das delegações oficiais degustarem. O grão é produzido com tecnologias sustentáveis que o fazem capturar mais CO2 do que emite, tornando-o carbono negativo.



Source link

News

Corte tarifário dos EUA é positivo, mas distorções persistem, diz Alckmin



A decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação sobre cerca de 200 produtos alimentícios é “positiva” e representa “um passo na direção correta”, disse neste sábado (15) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

No entanto, ele destacou que a permanência da sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil, cria distorções e continua um obstáculo relevante para as exportações nacionais.

“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% [pontos percentuais] a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Você teve um setor muito atendido que foi o suco de laranja. Era 10% e zerou. Isso é US$ 1,2 bilhão [a mais nas exportações]. Então zerou, ficou sem nenhum imposto”, declarou Alckmin.

Ele destacou, entretanto, que alguns produtos de países concorrentes, como o café do Vietnã, obtiveram reduções mais amplas. “O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, acrescentou o vice-presidente.

A declaração, no Palácio do Planalto, ocorreu após o governo norte-americano anunciar, na noite de sexta-feira (14), a retirada da tarifa global, conhecida como “taxa de reciprocidade”, criada em abril deste ano.

Para os países latino-americanos, essa tarifa estava em 10%. No entanto, como a alíquota adicional de 40% aplicada em julho aos produtos brasileiros continua em vigor, tarifas sobre itens como café, carne bovina, frutas e castanhas caíram de 50% para 40%.

Avanços diplomáticos

Segundo Alckmin, a medida reflete avanços diplomáticos recentes, incluindo conversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente Donald Trump, em outubro, e reuniões entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

“A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Foi positiva. Vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com Trump foi importante no sentido da negociação e, também, a conversa do chanceler Mauro Vieira com o secretário Marco Rubio”, comentou.

O vice-presidente também ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial bilateral, exportando mais do que compra do Brasil. “O Brasil não é problema, é solução”, declarou.

Impacto nas exportações

Com a retirada da tarifa global, informou Alckmin, aumentou de 23% para 26% o volume das exportações brasileiras para os Estados Unidos isentas de sobretaxas, o equivalente a aproximadamente US$ 10 bilhões.

A mudança ocorre após os meses seguintes ao chamado “tarifaço”, período em que o déficit brasileiro na balança comercial com os EUA cresceu 341% entre agosto e outubro.

Os efeitos variam por setor:

  • Suco de laranja: teve a tarifa de 10% zerada, beneficiando um setor de US$ 1,2 bilhão;
  • Café: alíquota caiu de 50% para 40%. O Brasil exportou US$ 1,9 bilhão em 2024, mas as vendas recuaram 54% em outubro na comparação anual;
  • Carne bovina e frutas: tarifas reduziram de 50% para 40%; ganho considerado limitado devido à sobretaxa remanescente.

Posição dos Estados Unidos

O governo norte-americano justifica a redução tarifária como parte de um esforço para conter a inflação de alimentos e equilibrar a oferta interna. Em pronunciamento, Trump disse que o ajuste foi “um pequeno recuo” e afirmou não considerar necessárias novas reduções de tarifas no curto prazo. Ele declarou ainda esperar queda nos preços de produtos como o café.

Alckmin também lembrou progressos recentes nas negociações comerciais. O vice-presidente citou a retirada da tarifa global de 10% e da sobretaxa de 40% sobre o ferro-níquel e a celulose, em setembro. Também destacou a redução de 50% para 40% em madeira macia e serrada e de 50% para 25% para armário, móveis e sofá, decidida no início de outubro.

No caso da madeira e dos móveis, os Estados Unidos decidiram reduzir a alíquota com base na Seção 232 da Lei de Comércio local, sob o argumento de que pretendem proteger a segurança comercial do país. Nesse caso, as reduções abrangeram todo o planeta, não alterando a competitividade entre os países.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja tem incerteza mais ao Sul


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, a incerteza quanto ao potencial produtivo estimula a retenção de oferta, reduzindo a liquidez no mercado interno, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,500/sc (+0,36%)semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 131,00/sc (-0,76%) semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina enfrenta o mesmo desafio climático do restante da região Sul. “O ritmo de plantio permanece abaixo do esperado, segundo dados de início de novembro, refletindo o impacto direto das condições climáticas adversas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,09 (+0,83%)”, completa a consultoria.

A manutenção da regularidade das chuvas e o controle dos custos logísticos serão determinantes para que o Paraná preserve sua vantagem competitiva e consolide os ganhos esperados da safra atual. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 139,51 (-0,35%). Em Cascavel, o preço foi R$ 128,99 (+0,23%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,88 (+0,29%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,72 (+0,16%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,09 (+0,83%). No balcão, preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Comercialização lenta e gargalos logísticos em alerta no Mato Grosso do Sul. “A situação logística preocupa, com o déficit de armazenagem em Mato Grosso do Sul ultrapassando 11 milhões de toneladas, o que, combinado ao baixo ritmo de escoamento e à concentração de entregas, tende a provocar gargalos severos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 125,76 (+0,62%), Campo Grande em R$ 125,76 (+0,62%), Maracaju em R$ 125,76 (+0,62%), Chapadão do Sul a R$ 121,59, Sidrolândia a em R$ 125,76 (+0,62%)”, informa.

No Mato Grosso, a instabilidade climática gera dúvida no mercado físico que segue trazendo preços inconsistentes e divididos. “Campo Verde: R$ 123,07 (+0,20%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,76 (-0,52%), Nova Mutum: R$ 118,76 (-0,52%). Primavera do Leste: R$ 122,83. Rondonópolis: R$ 123,07 (+0,20%). Sorriso: R$ 118,76 (-0,52%)”, conclui.

 





Source link

News

calor acima de 40 °C pode inviabilizar cultivo tradicional



Plantar alface em campo aberto no Brasil poderá se tornar um grande desafio nas próximas décadas. Essa é a principal conclusão dos mapas de risco climático para a produção de alface no país, elaborados por pesquisadores da Embrapa Hortaliças (DF), com base em projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e em modelos utilizados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Os mapas serão lançados neste domingo (16), às 16h30, na Arena AgriTalks da AgriZone, a Casa da Agricultura Sustentável da Embrapa durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA). Eles revelam que, até o fim do século, quase todo o território brasileiro apresentará risco alto ou muito alto para o cultivo da hortaliça mais consumida pelos brasileiros.

Projeções climáticas e impactos

Os mapas são ativos cartográficos elaborados com base em dois cenários climáticos: um otimista, com controle parcial das emissões de gases de efeito estufa, e outro pessimista, em que as emissões seguem crescendo até 2100.

As temperaturas máximas projetadas para o verão, que podem ultrapassar 40 °C em boa parte do país, indicam condições cada vez mais desfavoráveis ao cultivo tradicional da alface, que exige clima ameno para o seu pleno desenvolvimento. Assim o calor extremo pode provocar florescimento precoce, queima das folhas e morte das plantas, comprometendo a produtividade e a qualidade.

Segundo o engenheiro-ambiental Carlos Eduardo Pacheco, pesquisador da Embrapa Hortaliças, os mapas de risco climático oferecem uma ferramenta estratégica para antecipar impactos e orientar ações de pesquisa e adaptação dos sistemas produtivos.

“Compreender como as mudanças climáticas podem afetar a produção de alface em um país tropical como o Brasil é essencial para garantir segurança alimentar e reduzir prejuízos futuros”, afirmou Pacheco.

Ações de adaptação e pesquisa

As projeções indicam que, mesmo no cenário mais otimista, cerca de 97% do território nacional apresentará risco climático alto ou muito alto para o cultivo da alface até o final do século. Para enfrentar esse panorama, a Embrapa tem intensificado pesquisas em duas frentes principais: o melhoramento genético de cultivares mais tolerantes ao calor, como as alfaces BRS Mediterrânea e BRS Leila; e o desenvolvimento de sistemas produtivos sustentáveis e adaptados ao clima, como o plantio direto de hortaliças, a compostagem e o uso de ambientes protegidos.

Assim, essas estratégias visam garantir a sustentabilidade e a continuidade da produção diante dos efeitos das mudanças climáticas. Dessa forma os mapas de risco climático integram um estudo de vanguarda sobre inteligência climática aplicada às hortaliças e estão disponíveis na Geoinfo, plataforma de gestão da informação geoespacial da Embrapa.

De acordo com o pesquisador, é preciso observar esses mapas como ferramentas estratégicas para o delineamento de novas pesquisas e políticas públicas em resposta à crise climática. Além disso, o material pode subsidiar a tomada de decisão de técnicos e produtores sobre melhores regiões e épocas de plantio; apoiar órgãos governamentais na elaboração de políticas públicas; e auxiliar instituições financeiras na avaliação de riscos da produção no crédito agrícola.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Tornados e chuvas provocam mais de R$ 335 milhões em prejuízos no Sul



Os danos causados por tornados e chuvas intensas na região Sul já superam R$ 335 milhões, segundo atualização da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O número de cidades em situação de anormalidade aumenta rapidamente, com impacto direto sobre moradores, infraestrutura e serviços essenciais.

A cidade paranaense de Rio Bonito do Iguaçu permanece como a mais atingida, com seis mortes confirmadas e ampla destruição. As equipes de Defesa Civil seguem em campo para avaliar os estragos e prestar atendimento emergencial.

Prejuízos crescentes e população afetada

A combinação de tornados, ventos fortes, granizo e temporais aumentou os prejuízos desde o último fim de semana. A CNM contabiliza 4.715 casas danificadas ou destruídas, somando R$ 84,2 milhões em perdas habitacionais. No total, 23,3 mil pessoas foram afetadas na região, com 4,7 mil desalojadas e 68 desabrigadas.

A Confederação destaca que os números podem mudar conforme novas informações chegam dos municípios. Técnicos dos governos estaduais e federal seguem no local para mapear impactos e apoiar as ações de resposta.

Paraná concentra o impacto

O Paraná responde por 96% dos prejuízos, estimados em R$ 323,5 milhões. Inicialmente, apenas Rio Bonito do Iguaçu havia decretado calamidade pública. Com a atualização mais recente, outras 15 cidades passaram a registrar situação de anormalidade, incluindo Alto Piquiri, Borrazópolis, Marialva, Nova Aurora e Santa Helena.

Em Rio Bonito do Iguaçu, os danos alcançam R$ 114,5 milhões. São 1.500 moradias atingidas e mais de 80% da população impactada. A prefeitura relata dificuldades para registrar todos os prejuízos, já que a destruição ocorreu de forma generalizada.

Dados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Santa Catarina concentra 3,6% dos danos, mas teve o maior avanço no número de decretos. O total de municípios em situação de emergência subiu de 13 para 22, incluindo Chapecó, Içara, Rio Negrinho, Turvo, Araranguá e Saudades. As prefeituras seguem levantando informações sobre infraestrutura, moradias e atividades econômicas afetadas.

O Rio Grande do Sul ainda não atualizou os valores de prejuízos. Por enquanto, permanecem em situação de emergência apenas Eldorado do Sul e Erechim. As autoridades estaduais seguem monitorando as áreas afetadas e aguardam o envio de novos relatórios municipais.



Source link