terça-feira, março 24, 2026

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Brasil produz 155% mais grãos que Argentina e vantagem continua aumentando


produtividade da soja
Foto: Divulgação

O Brasil produzia 53% mais grãos que a Argentina nos anos 1990. Hoje produz 155% mais. A distância entre os dois principais países agrícolas da América do Sul não parou de crescer nas últimas três décadas e tem como pano de fundo políticas agrícolas divergentes, ganhos de produtividade e uma diferença cada vez maior no acesso ao crédito.

“É uma combinação de maior estabilidade macroeconômica, ausência de impostos sobre exportação e maior acesso ao financiamento. Esse conjunto colaborou muito para o desempenho do Brasil nas últimas décadas em relação à Argentina”, disse o pesquisador Guido D’Angelo, da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), em transmissão na segunda-feira (23).

O estudo, assinado por D’Angelo e pelos pesquisadores da BCR Emilce Terré e Julio Calzada, soma a produção de soja, milho e trigo dos dois países por década. Na média dos anos 2000, a brecha chegou a se estreitar, com o Brasil produzindo 45% mais que a Argentina, resultado da adoção de pacotes tecnológicos e do plantio direto nos dois países. Mas a Argentina viu o retorno das retenciones, as taxas sobre exportações agrícolas, enquanto o Brasil mantinha o apoio ao produtor por iniciativas como o Plano Safra.

Na década de 2010, a diferença havia saltado para 82%. Nas primeiras cinco safras dos anos 2020, chegou a 155%. “A Argentina também cresceu nessas décadas, mas o Brasil o fez em ritmo maior”, disse D’Angelo. A projeção para 2025/26, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta leve recuo da brecha para 147%, sustentada por uma boa colheita de trigo, milho e soja na Argentina.

Na carne bovina, a distância é ainda maior. Nos anos 1990, o Brasil já produzia 119% mais carne que a Argentina. Na década seguinte, a diferença subiu para 167%. Na década de 2010, o Brasil produzia quase três vezes o volume argentino, distância de 249%. Na média dos anos 2020, produz 235% mais, e a projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para 2025/26 aponta diferença de 284%, beirando quatro vezes a produção argentina.

Exportações

No campo das exportações, a inversão é ainda mais expressiva. Nos anos 1990, a Argentina embarcava 24% mais carne bovina por ano do que o Brasil. Hoje, o Brasil exporta mais de cinco vezes o volume argentino. Em três décadas, as vendas externas argentinas quase dobraram, enquanto as brasileiras cresceram mais de 13 vezes. “Isso tem a ver com muitos fatores, entre eles o financiamento e o crédito interno, que no Brasil cresceu muito acima do que cresceu na Argentina”, disse D’Angelo.

Segundo os pesquisadores, os dados de crédito ilustram a diferença. No início dos anos 2000, Argentina e Brasil tinham níveis de crédito interno ao setor privado relativamente próximos, de 24% e 31% do PIB, respectivamente. Em 2024, a Argentina registrava 15% do PIB, enquanto o Brasil chegava a 76%, uma distância de mais de 60 pontos porcentuais.

Para a BCR, a redução das retenciones e o fim das distorções cambiais na Argentina são passos na direção certa. A safra atual deve bater recordes de produção de grãos, e o crédito bancário ao setor pecuário registrou o segundo maior nível da história argentina. “Com mais apoio ao produtor, não há dúvidas de que a Argentina pode continuar crescendo em produção e exportações”, concluiu D’Angelo.

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Colheita de soja atinge 67,7% no Brasil, aponta boletim da Conab


colheitadeira despejando soja colheita
Foto: Madson Maranhão/Governo do Tocantins

A colheita de soja atingiu 67,7% da área no Brasil, segundo o último levantamento da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Na semana anterior, os trabalhos estavam em 59,2%, o que representa um avanço de 14,4% no período.

Em comparação com o mesmo momento do ano passado, quando a colheita alcançava 76,4%, há uma retração de 11,4%. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 66,4%, o desempenho atual está 2,0% acima.

O ritmo de colheita varia entre as regiões do país. Mato Grosso lidera com 98,3% da área já colhida, seguido por Mato Grosso do Sul (87%) e Goiás (77%). Na sequência aparecem Paraná (70%), Tocantins (68%), Minas Gerais (64%) e São Paulo (62%).

Em estágios intermediários estão Bahia (55%), Piauí (36%) e Maranhão (34%). Já os trabalhos seguem mais atrasados no Sul do país, com Santa Catarina em 25,4% e Rio Grande do Sul em 13%, refletindo condições climáticas menos favoráveis ao avanço das operações.

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Tecnologia promete virar o jogo contra pragas



Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT)


Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT)
Os lançamentos vao ocorrer durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT) – Foto: Divulgação

A realização de uma das principais feiras do agronegócio nacional reúne, nesta semana, soluções voltadas ao aumento de produtividade e ao enfrentamento de desafios recorrentes no campo, com destaque para tecnologias em proteção de cultivos e sementes.

Durante o Show Safra 2026, em Lucas do Rio Verde (MT), a Syngenta apresenta um conjunto de inovações que abrange desde o tratamento de sementes até defensivos químicos, biológicos e portfólio genético. A participação também marca os 20 anos da Dipagro, integrante da rede de revendas SYNAP, com atuação consolidada na região Centro-Oeste. No estande, produtores têm acesso a condições comerciais diferenciadas e ao programa de relacionamento Reúno, voltado à oferta de serviços e benefícios para o campo.

Entre os destaques está o VICTRATO®, solução para tratamento de sementes desenvolvida com tecnologia TYMIRIUM®, voltada ao controle de nematoides e doenças de solo. Esses organismos podem reduzir a produtividade em até 25%, com impactos bilionários na cultura da soja, conforme dados levantados em parceria com consultoria e entidade do setor. A proposta é ampliar a proteção desde a fase inicial das plantas.

O portfólio inclui ainda o inseticida VERDAVIS®, com formulação baseada em PLINAZOLIN®, indicado para pragas de difícil controle, e o fungicida MITRION®, voltado ao combate da ferrugem-asiática e outras doenças relevantes. No segmento biológico, o bioativador MEGAFOL™️ atua na mitigação de estresses climáticos e no estímulo ao desenvolvimento das plantas.

Na área de sementes, a empresa apresenta híbridos de milho e variedades de soja com foco em produtividade, estabilidade e resistência a nematoides. As opções contemplam diferentes ciclos e características agronômicas, buscando atender às demandas de manejo e rentabilidade nas principais regiões produtoras.





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São Paulo lança novo CAR online com validação em tempo real


Propriedade rural. Foto: Canva
Propriedade rural. Foto: Canva

O governo de São Paulo lançou um novo módulo online para o Cadastro Ambiental Rural (CAR-SP), integrado ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR-SP). A ferramenta marca uma mudança estrutural na forma de registro dos imóveis rurais, com foco em mais agilidade, precisão e confiabilidade das informações.

A principal novidade é a validação em tempo real dos dados inseridos, o que reduz inconsistências e melhora a qualidade das informações desde o preenchimento.

“A regularização ambiental é uma agenda central para o desenvolvimento do agro paulista. Um cadastro qualificado garante segurança jurídica ao produtor, amplia o acesso a crédito e permite ao Estado planejar melhor suas políticas públicas”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Validação em tempo real reduz erros e agiliza processos

Antes, o sistema funcionava em formato offline, exigindo etapas posteriores de validação e sincronização. Com a ampliação da conectividade no campo, esse modelo passou a apresentar limitações operacionais.

Com o novo módulo online, as regras cadastrais e ambientais são verificadas automaticamente durante o preenchimento. Isso elimina falhas comuns, reduz retrabalho e melhora o georreferenciamento das propriedades, com checagens espaciais feitas no próprio sistema.

Na prática, o processo se torna mais rápido, simples e seguro, tanto para produtores quanto para técnicos que atuam na regularização ambiental.

O lançamento ocorre em um momento de avanço na regularização ambiental no estado. São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil cadastros validados, alcançando cerca de 50% dos imóveis rurais com situação regularizada.

O estado também foi pioneiro ao conceder o Cadastro Ambiental Rural a produtores assentados, ampliando o acesso à política ambiental e integrando regularização fundiária e sustentabilidade.

Nos últimos anos, a estrutura foi reforçada com a criação da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural e o uso de tecnologias como inteligência artificial, que aceleraram a análise dos cadastros.

Investimento reforça transformação digital no campo

O desenvolvimento e a implantação do novo sistema contaram com investimento superior a R$ 2 milhões até março de 2026.

A modernização faz parte da estratégia do governo paulista de ampliar a digitalização dos serviços públicos e melhorar a gestão ambiental no meio rural.

Com dados mais precisos e confiáveis, o novo CAR-SP amplia o papel do cadastro como instrumento de gestão territorial e ambiental.

A expectativa é de maior eficiência nos processos de análise, regularização e implementação das ações previstas no Código Florestal.

“O novo módulo representa um avanço tecnológico importante e inédito no Brasil. A validação em tempo real melhora a qualidade das informações e agiliza todo o processo”, destaca Luis Gustavo Ferreira, coordenador da área de regularização ambiental rural da Secretaria.

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‘É um ano para apagar da memória’: produtor enfrenta perdas, dívida e colheita no limite em MT


Reprodução Canal Rural

A reta final da colheita no sudeste de Mato Grosso escancara um cenário de pressão extrema no campo. Em Planalto da Serra, produtores ainda tentam retirar a safra em meio a excesso de chuvas, solo encharcado e perdas crescentes de produtividade e qualidade. O que deveria ser apenas o encerramento do ciclo virou uma corrida contra o tempo para evitar prejuízos ainda maiores.

Para não perder toda a produção, o agricultor Jorge Diego Giacomelli precisou investir quase R$ 500 mil em uma solução improvisada: adaptar uma máquina usada em áreas de arroz para colher em terreno alagado. “Mais uma dívida, mais uma conta. No desespero você não faz nem conta”, afirma.

Segundo ele, o volume de chuva foi extremo. “Do dia 30 de janeiro até 15 de março, foram cerca de 850 milímetros. Solo extremamente encharcado. Não tem sido fácil para nós”, relata. A consequência direta é a queda na qualidade. “Tem áreas com 40% a 50% de avariado, com preço bem abaixo, só para não perder tudo”, aponta.

‘Ano complicado, com perdas e decisões’

A situação forçou decisões difíceis no campo. Talhões que deveriam ter sido colhidos semanas antes foram abandonados temporariamente para priorizar áreas menos afetadas. “Esse talhão aqui era para ter sido colhido há 15 dias. Tivemos que abandonar e voltar depois com máquina adaptada”, explica o produtor.

Mesmo com todo o esforço, os números não fecham. A produtividade, que poderia chegar entre 65 e 70 sacas por hectare, deve ficar pouco acima de 50 sacas. Com custo estimado em 61 sacas por hectare, o prejuízo já é certo. “Essa fazenda deve fechar com perda de cerca de 11 sacas por hectare”, calcula.

Além das dificuldades dentro da porteira, o escoamento da produção se tornou outro grande problema. A principal via da região, a MT-140, enfrenta condições críticas. “Não dá para dizer que isso é uma rodovia. É um fiasco”, critica. Segundo ele, um trajeto de 160 km pode levar mais de cinco horas devido a buracos, falta de sinalização e alto fluxo.

O custo também disparou com o diesel. “No começo da safra era R$ 6,15. Agora chegou a R$ 8,08. Um aumento de mais de 30%. Não tem bolso que aguente”, afirma. Além disso, há relatos de racionamento no abastecimento, o que aumenta ainda mais a incerteza sobre a continuidade das operações.

Diante de tantos desafios, clima adverso, logística precária e custos em alta, o produtor resume o sentimento no campo: “É um ano para apagar da memória”, conclui Jorge.

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exporta mais, mas enfrenta pressão nos preços


Os preços da soja recuaram no mercado brasileiro ao longo da semana de 13 a 19 de março, pressionados pelo câmbio, pelas cotações internacionais e pela queda nos prêmios de exportação. A avaliação consta em análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, divulgada na quinta-feira (19).

Segundo o relatório, com o dólar oscilando entre R$ 5,19 e R$ 5,24 e sob influência baixista da Bolsa de Chicago, os valores chegaram a R$ 116,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul, enquanto no restante do país variaram entre R$ 97,00 e R$ 115,50 por saca.

O movimento foi intensificado pela suspensão temporária das exportações brasileiras de soja para a China, inicialmente informada pela Cargill e seguida por outras tradings, como Olam, Amaggi, Louis Dreyfus Company e Bunge. A medida provocou forte reação negativa no mercado e levou à queda dos prêmios em até 20 centavos de dólar por bushel no Brasil.

A Ceema destaca a relevância da Cargill nas exportações brasileiras para o mercado chinês. Entre julho de 2025 e março de 2026, a empresa respondeu por cerca de 15% a 16% dos embarques ao país asiático. Até o surgimento do impasse comercial, o Brasil havia exportado 27 milhões de toneladas de soja, volume 25% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior e 44% acima da média dos últimos cinco anos.

Diante da repercussão, o Ministério da Agricultura e Pecuária emitiu um novo ofício na noite de 13 de março, flexibilizando os embarques para a China. A medida contribuiu para a retomada gradual das operações comerciais. “Isso, e mais a lenta recuperação em Chicago, após o tombo da segunda-feira (16), permitiu uma melhora nos preços internos da oleaginosa mais para o final da semana, porém, ainda não recuperando os patamares de dias anteriores”, aponta a análise.

No campo, a colheita da soja avançava para 57,4% da área no início da semana, abaixo dos 66% registrados no mesmo período do ano passado e próxima da média histórica de 57,9%. Em Mato Grosso, principal estado produtor, os trabalhos estavam praticamente concluídos, alcançando 97% da área semeada.





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Apesar das incertezas do mercado, preço do etanol se mantém


Alíquota única de ICMS para gasolina e etanol passa a valer a partir de hoje, combustíveis
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O mercado do etanol brasileiro nos últimos dias se manteve estável. Próximo do fim da safra 2025/26 da cana-de-açúcar, usinas estão apenas repondo o estoque ou aguardando a chegada de compras fechadas previamente. Situação que motiva a baixa oferta do combustível.

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), compradores já vivem a expectativa da safra 2026/27 da mercadoria, de olho no desdobramento dos preços. A previsão é que, se o planejamento se cumprir nas próximas semanas, a tendência é de uma crescente na oferta do etanol em abril. Apesar disso, em alguns estados já existem registros do início da moagem.

De acordo com o Cepea, existe ainda uma preocupação nos agentes em relação ao clima dos próximos meses nas regiões de produção, e ainda sobre o mercado petrolífero. Tensões que podem mudar os rumos do biocombustível.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Dólar forte e acordo entre Brasil e China derrubam preço da soja na Bolsa de Chicago


grãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

Os contratos da soja em grão operam em queda na reabertura da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado segue pressionado pela valorização do dólar frente a outras moedas, fator que reduz a competitividade das exportações norte-americanas.

Além disso, o acordo entre China e Brasil para destravar o fluxo da oleaginosa reforça a concorrência no cenário global de exportações. Por outro lado, as oscilações do petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio, limitam perdas mais acentuadas.

Os contratos com entrega em maio são cotados a US$ 11,57 por bushel, com recuo de 6,50 centavos de dólar, ou 0,55%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos para julho operam a US$ 11,72 3/4 por bushel, com queda de 6,00 centavos de dólar, ou 0,50%.

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Após Trump falar em ‘conversas produtivas’, Irã endurece negociações com os EUA


Donald Trump em coletiva de imprensa sobre ação militar na Venezuela
Foto: Reprodução/Youtube

O Irã endureceu significativamente sua posição nas negociações desde o início da guerra, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters. A Guarda Revolucionária tem exercido crescente influência sobre as decisões estratégicas do país.

De acordo com as fontes, o governo iraniano deve exigir concessões amplas dos Estados Unidos em eventuais negociações formais. Entre os pontos estão garantias contra novos ataques militares, compensações por perdas sofridas durante o conflito e o controle formal sobre o Estreito de Ormuz.

Além disso, Teerã rejeita qualquer limitação ao seu programa de mísseis balísticos, considerado uma linha vermelha inegociável.

Há versões divergentes sobre o andamento das negociações. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que já ocorreram “conversas muito, muito fortes” com o Irã. No entanto, autoridades iranianas negam publicamente qualquer contato direto.

Segundo as fontes, até o momento houve apenas discussões preliminares com países intermediários, como Paquistão, Turquia e Egito.

Caso as negociações avancem, o Irã pode enviar representantes de alto escalão, como o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e o chanceler Abbas Araqchi. Ainda assim, as decisões finais permaneceriam sob controle da ala mais dura do regime, liderada pela Guarda Revolucionária.

Autoridades israelenses avaliam que um acordo é improvável. Isso porque as exigências dos Estados Unidos incluem o fim dos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã — condição considerada inaceitável por Teerã.

O controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, segue como um dos principais pontos de tensão nas negociações.

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Seguro rural recua 8,8% em 2025 e acende alerta sobre proteção financeira do agro


lavoura trator seguro rural
Foto: Divulgação

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo uma sequência de crescimento observada nos últimos anos e acendendo um alerta no agronegócio brasileiro.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano. O volume passou de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025.

A queda ocorre em um cenário de redução dos recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural, além de maior cautela por parte dos produtores diante do aumento no custo das apólices.

Menor adesão pode ampliar riscos no campo

A retração contrasta com o avanço registrado entre 2021 e 2024. Nesse período, a arrecadação saltou de R$ 9,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões, indicando expansão da cobertura no campo.

Agora, a combinação entre queda na arrecadação e estabilidade das indenizações reforça um sinal de alerta: parte dos produtores pode estar reduzindo a contratação de seguros.

Segundo especialistas, esse movimento pode aumentar a exposição do setor a perdas causadas por eventos climáticos e oscilações de produtividade, riscos que vêm se intensificando nos últimos anos.

Mudanças no modelo

Para reverter o quadro atual, Congresso e governo têm discutido mudanças no modelo de seguro rural brasileiro. Tramita no Legislativo um projeto de lei que moderniza o seguro rural no Brasil.

O texto prevê maior integração entre crédito agrícola e seguro, criação de mecanismos de gestão de risco para instituições financeiras e a estruturação de um fundo de estabilização para o setor.

A proposta também busca dar mais previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado essencial para ampliar a adesão dos produtores.

Já o Ministério da Agricultura e Pecuária vem sinalizando nos últimos meses que pretende avançar com a implementação do seguro rural paramétrico no país. O modelo já vem sendo adotado em diferentes países como uma alternativa para ampliar a cobertura securitária no campo.

Em mercados como Estados Unidos, Índia, França e México, o seguro paramétrico tem sido utilizado para proteger produtores contra riscos climáticos, com indenizações baseadas em indicadores como volume de chuva, temperatura ou velocidade do vento.

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