quinta-feira, março 26, 2026

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Excedente previsto mantém açúcar em baixa



A avaliação é de que o superávit para 25/26 também reflete o desempenho do Norte


A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte
A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte – Foto: Divulgação

O mercado de açúcar atravessa um período de preços pressionados, em meio ao avanço da oferta global previsto para a próxima temporada, segundo levantamento da Hedgepoint Global Markets. Consultorias indicam que a queda ganhou força após o açúcar bruto tocar o menor nível em cinco anos, em 14,04 c/lb, movimento associado ao bom ritmo da produção no Centro-Sul do Brasil no segundo semestre da safra atual, que já supera o ciclo anterior.

A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte, favorecido por clima mais regular, especialmente na Índia. Condições positivas na Tailândia e o bom desenvolvimento da cana indiana reforçam a perspectiva de maior oferta na região. A liberação das exportações indianas e a maior disponibilidade global compensam a entressafra brasileira e fortalecem o cenário de excedente.

“Embora o ATR (açúcar total recuperável) tenha permanecido abaixo dos níveis médios, a moagem de açúcar se recuperou após julho, o que nos levou a manter nossas expectativas de uma moagem total em torno de 605 Mt de cana-de-açúcar, ligeiramente inferior a 24/25. Como o mix também continuou em patamares mais altos – com recorde na primeira quinzena de agosto–, a produção acumulada de açúcar para o ciclo 25/26 superou os patamares 24/25 no final de setembro e deve encerrar a safra em alta”, diz Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.

Projeções indicam que a moagem brasileira deve manter ritmo firme, sustentada pelo mix elevado, mesmo com atratividade momentânea do etanol. A análise aponta oferta próxima de 40,9 Mt. No Hemisfério Norte, estimativas indicam cerca de 10 Mt na Tailândia e quase 31 Mt na Índia, com parte destinada ao etanol e influência do clima monitorada. O governo indiano autorizou exportações de 1,5 Mt, volume sujeito a ajustes conforme preços e paridade.

 





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Brasil chega a 16 mortes confirmadas de intoxicação por metanol



O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (19) novo boletim sobre intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas. O número de mortes subiu para 16 em todo o país. São agora 97 casos registrados, sendo 62 confirmados e 35 em investigação. No geral, 772 suspeitas foram descartadas.

São Paulo é o estado mais atingido, com 48 casos confirmados, sendo cinco em investigação. Nove óbitos são do estado. 511 notificações de intoxicação foram descartadas pelas autoridades paulistas.

As demais mortes são três no Paraná, três em Pernambuco e uma em Mato Grosso.

Há outros 10 óbitos sob análise, com cinco em São Paulo, quatro em Pernambuco e um em Minas Gerais. Mais de 50 notificações de mortes já foram descartadas.

Foram confirmadas intoxicações por metanol também em outros estados: seis no Paraná, cinco em Pernambuco, dois em Mato Grosso e um no Rio Grande do Sul.

Casos suspeitos são investigados em Pernambuco (12), no Piauí (5), no Mato Grosso (6), no Paraná (2), na Bahia (2), em Minas Gerais (1) e no Tocantins (1).



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Baixa adesão ao seguro rural deixa agro exposto a eventos climáticos extremos, diz CNSeg



O Brasil está reduzindo a contratação de seguro rural justamente no momento em que os eventos climáticos extremos mais crescem no país. O alerta foi feito por Diogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional de Empresas de Seguro Gerais (CNSeg), em entrevista ao COP TV do Agro, do Canal Rural durante a tarde desta quinta-feira (20), na COP30, em Belém (PA).

Segundo o executivo, a situação é “preocupante”: embora o agronegócio represente 25% do PIB brasileiro e ocupe 80 milhões de hectares plantados, apenas 2,5% dessa área deve terminar 2025 com cobertura de seguro rural. O índice já foi muito maior, chegou a 16% em 2021.

O motivo da queda, explica Oliveira, é direto: redução do subsídio governamental para aquisição do seguro rural, mecanismo considerado essencial principalmente para pequenos e médios produtores. “Hoje, 80% dos segurados são desse perfil. É um público que depende do apoio para continuar produzindo”, reforça.

Perdas bilionárias e crescimento acelerado de eventos extremos

O cenário climático só torna o quadro mais grave. Dados da Confederação das Seguradoras mostram que, nos últimos três anos, os danos causados por secas, enchentes, vendavais e outras intempéries ultrapassaram R$ 200 bilhões no país. Desse total, 55% dos prejuízos recaem diretamente sobre o agronegócio, algo como R$ 30 bilhões por ano.

“Entre 2015 e 2019, tínhamos em média 2.500 eventos climáticos por ano no Brasil. Entre 2019 e 2024, esse número saltou para 4.500. E o agro brasileiro está completamente desprotegido disso”, afirma Oliveira.

Ele lembra que o impacto não é apenas no caixa do produtor, mas em toda a cadeia de financiamento. “O resultado é muito ruim para quem produz e para o sistema de crédito rural. Isso vira dívida e trava investimento.”

Cenário no Sul mostra imprevisibilidade crescente

O presidente da confederação cita o Rio Grande do Sul como exemplo da dificuldade de modelar riscos e precificar seguros na nova realidade climática. “Historicamente, o estado enfrentava uma grande seca a cada dez anos. Nos últimos cinco anos tivemos quatro secas e três enchentes.”

Ainda assim, ele destaca que o setor segurador avança com tecnologias como inteligência artificial e modelagens de risco mais robustas, embora reconheça que o desafio climático “é global e atinge todo o mercado”.

Governo promete reformular o seguro rural

Oliveira diz que a CNseg tem dialogado com entidades do agro e com o Ministério da Agricultura para recompor a política de seguro rural, apesar das dificuldades fiscais.

Segundo ele, o ministro Carlos Fávaro já sinalizou que prepara “uma nova modelagem do seguro rural para ampliar o acesso e torná-lo mais viável financeiramente”. “A gente precisa reformular para que fique mais acessível ao produtor, aumentando a produtividade e garantindo saúde financeira no campo”, completa.

Produtor precisa de previsões de longo prazo

O executivo reforça que o avanço da meteorologia é essencial, mas ainda insuficiente:
“No Brasil, temos boas previsões de curto prazo hoje. Mas o produtor precisa saber o cenário daqui a três ou seis meses. É isso que ajuda na tomada de decisão.”

Para Oliveira, ampliar o seguro rural é uma peça-chave para enfrentar o novo ritmo das mudanças climáticas. “O risco está aumentando e o agro brasileiro não pode continuar desprotegido.”



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Incêndio grave atinge pavilhão da COP30 em Belém



Um incêndio foi registrado nesta quinta-feira (20) em um dos pavilhões onde ocorre a Conferência do Clima, a COP30, em Belém (PA). O acidente provocou correria entre as pessoas que estavam no área, que está sendo totalmente evacuada.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, disse que as primeiras informações indicam que o fogo começou na Blue Zone, na área do stand da China. Segundo ele, as lonas do pavilhão são anti-chamas, o que impediu a propagação do fogo., na chamada Blue Zone.

A Blue Zone é o espaço é onde se reúnem autoridades para as negociações. Não há relato de feridos até o momento.

As atividades do evento, que está na fase final de negociação, foram temporariamente suspensas.

*Com informações da Agência Brasil



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Jorge Messias é indicado para vaga de Barroso



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou nesta quinta-feira (20) o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.

Ele foi indicado para a cadeira do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal no mês passado. Messias tem 45 anos e poderá ficar no Supremo pelos próximos 30 anos, quando completará 75 anos, idade para aposentadoria compulsória.

Para tomar posse, Messias precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado em votação no colegiado e no plenário da Casa. A data da sabatina ainda será definida.

Jorge Messias está no comando da AGU desde 1° de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula.

Nascido em Recife, o futuro ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

Durante o governo da presidente Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República. O setor é responsável pelo assessoramento direto da presidente.



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Soja recua em Chicago após ajustes do mercado



Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições


Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições
Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições – Foto: Canva

O movimento dos preços da soja em Chicago refletiu um ajuste do mercado após a forte valorização registrada no início da semana. Na avaliação da TF Agroeconômica, os contratos recuaram diante da realização de lucros, em um ambiente ainda influenciado pelas expectativas sobre a demanda chinesa. As cotações de janeiro caíram 0,35%, para 1153,50 cents por bushel, enquanto março perdeu 0,26%, encerrando a 1160,25. No segmento de derivados, o farelo para dezembro recuou 1,15%, a 327 dólares por tonelada curta, e o óleo avançou 2,01%, a 52,17 cents por libra-peso.

Segundo análise divulgada nesta terça-feira, o mercado havia incorporado os rumores de novas compras de soja pelos chineses, o que sustentou os preços na véspera. Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições. Um estudo citado pela consultoria aponta que, apesar do alívio momentâneo aos produtores dos Estados Unidos, o volume exportado à China neste ano tende a ser o menor desde 2018, período marcado pelo início da guerra comercial. O material menciona ainda projeções de compras futuras que, mesmo em patamar elevado, ficam abaixo da média recente.

No campo das notícias, o USDA confirmou a aquisição de 792 mil toneladas da safra 2025/26 pela China, somando pouco mais de 1 milhão de toneladas já reportadas. A meta anunciada pelo governo americano prevê alcançar 12 milhões de toneladas até o fim do ano, restando cerca de 11 milhões para serem efetivadas. Caso o ritmo de compras não avance, cresce o risco de novas correções, movimento que começou a se desenhar no pregão de hoje.

 





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Carta-Manifesto dos sojicultores abre caminho para métricas tropicais



Com a proximidade do encerramento da COP30, métricas e soluções para o setor agropecuário ganham destaque. Com o objetivo de propor diretrizes adaptadas à realidade brasileira, a Aprosoja Brasil apresentou, durante a conferência, a Carta-Manifesto dos Produtores de Soja do Brasil, documento que estabelece caminhos para uma agenda climática compatível com os biomas tropicais.

O manifesto defende métricas ambientais mais justas e compatíveis com os biomas brasileiros, além de evidenciar práticas de conservação já adotadas pelos produtores. Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, a carta marca o início de um trabalho contínuo para modernizar as avaliações ambientais no setor agropecuário.

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O documento com 27 páginas foi elaborado também pela Aprosoja MT, com contribuições do professor e doutor em Direito pela Universidade de Harvard, Daniel Vargas, da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Rio). Entre as principais propostas está a criação de um Sistema Nacional de Métricas e Padrões Tropicais, que leve em conta os ciclos tropicais do carbono e os sistemas integrados de produção.

Segundo Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT as métricas atuais foram concebidas para climas temperados, principalmente na Europa, e não refletem a realidade brasileira. Ele ressalta que o objetivo da carta não é gerar respostas imediatas, mas iniciar um debate contínuo e sinalizar os caminhos desejados pelo setor.



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Crescimento econômico dos países da OCDE desacelera no 3º trimestre



A economia dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou desaceleração no terceiro trimestre de 2025. O Produto Interno Bruto (PIB) do bloco cresceu 0,2% em relação ao período anterior, abaixo dos 0,4% registrados entre abril e junho. Os dados são preliminares e indicam um cenário heterogêneo entre os membros.

Na comparação anual, o avanço também perdeu força. O crescimento passou de 1,7% no segundo trimestre para 1,5% no terceiro, mantendo a tendência moderada observada ao longo do ano.

Desempenho desigual entre grandes economias

O levantamento mostra um quadro dividido entre as principais economias da OCDE. Reino Unido e Alemanha, ambos membros do G7, apresentaram ritmos distintos. O PIB britânico cresceu 1,3% em 12 meses, enquanto o alemão avançou apenas 0,3% no mesmo intervalo.

Entre os países com maior peso econômico, os resultados também variaram. A França registrou alta trimestral de 0,5%, apoiada pelo comércio exterior, que combinou aumento das exportações e redução das importações. O Canadá saiu de retração de 0,4% para leve crescimento de 0,1%, indicando início de recuperação.

O Japão seguiu direção contrária. A economia recuou 0,4% no trimestre, após ter crescido 0,6% anteriormente. A queda das exportações foi o principal fator de pressão. No Reino Unido, o PIB passou de 0,3% para 0,1%, influenciado pela continuidade do ajuste de estoques. Alemanha e Itália ficaram estáveis após pequenas quedas no trimestre anterior.

A OCDE não incluiu os Estados Unidos nos cálculos agregados porque os dados não estavam disponíveis no fechamento do relatório. Em 2024, o país representava mais de um terço da economia do bloco, o que influencia a leitura global do desempenho.

Recuperações e quedas fora do G7

Entre os demais membros, Israel registrou a maior recuperação. O PIB avançou 3,0% no trimestre, após retração de 1,1% no período anterior. Já Finlândia, Irlanda, Lituânia e México apresentaram quedas entre 0,1% e 0,3%, reforçando o cenário de desaceleração disseminada.

Segundo a OCDE, o comportamento do PIB no terceiro trimestre reflete fatores internos específicos de cada economia, como comércio exterior, ajustes de estoques e dinâmica da demanda doméstica. O órgão divulgará revisões dos dados nos próximos meses.



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Setor do biodiesel defende biocombustível para Brasil cumprir pacto ‘Belém 4X’



Entidades representativas das indústrias do biodiesel defenderam o biocombustível como uma das soluções viáveis para o “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Fósseis”. O pacto, conhecido também como Belém 4X, foi assinado por mais de 20 países e prevê quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.

“Durante a COP 30 está claro que o nosso país é referência a ser seguida na utilização das mais variadas rotas de biocombustíveis. Neste cenário, as associações reforçam a solução real que o biodiesel representa e o compromisso de continuar a investir e ampliar essa oferta”, afirmam a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) no “Manifesto pelo Biodiesel COP 30” assinado conjuntamente.

Biodiesel é produzido no Brasil há 20 anos

No manifesto, as associações lembram que a produção de biodiesel no Brasil completou 20 anos e que apoiam os compromissos brasileiros de transição energética e as metas de descarbonização do país. Ao todo, há 58 usinas distribuídas em 14 estados que produzem biodiesel no Brasil, com capacidade de 15,6 bilhões de litros ao ano. Esse volume seria suficiente para suprir uma mistura de 22% de biodiesel no diesel, de acordo com as associações. Hoje, o teor obrigatório de biodiesel ao óleo diesel é de 15%.

As entidades que representam a indústria dizem ainda que mantêm o compromisso com o desenvolvimento e com o investimento no biocombustível para a transição energética no transporte de carga e de passageiros, nos modais rodoviário, ferroviário e naval.

“A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30) realizada no Brasil carrega em sua pauta o desafio de olhar para as iniciativas reais, que cumprem objetivamente e no curto prazo a missão de reverter o quadro de aquecimento global e eventos extremos que tantos danos têm causado na vida e na economia de todas as sociedades de forma indiscriminada. O biodiesel é uma solução pronta, de qualidade reconhecida, menor custo de transição e maior impacto ao meio ambiente, capaz de descarbonizar o transporte em todos os modais – de caminhões a navios, de ônibus a tratores”, defendem as entidades.

Diminuição das emissões

As associações afirmam também que o biodiesel reduz em até 94% as emissões de gases de efeito estufa e que a cada R$ 1 investido em biodiesel gera R$ 4,40 na economia.

“Com a mistura atual de 15% de biodiesel (B15), o país reduz em cerca de 674 milhões de litros por ano a dependência de importação de diesel, o que equivale a uma economia na balança de US$ 470 milhões. Já evitamos a emissão de 127 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que vale o mesmo que plantar 930 milhões de árvores”, justificam as entidades.



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BNDES libera R$ 2,45 bi para produtores afetados por clima extremo



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que aprovou R$ 2,45 bilhões em operações do programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais apenas no primeiro mês de funcionamento. Destinado a agricultores que sofreram perdas significativas de safra em razão de eventos climáticos extremos, o programa abriu protocolo em 16 de outubro e já alcança 485 municípios de 16 estados.

Do volume total liberado, R$ 1,5 bilhão — ou 61% dos recursos — foram direcionados a agricultores familiares e médios produtores, segmentos mais vulneráveis às quebras de produção. Até agora, foram aprovadas cerca de 8,3 mil operações, com tíquete médio de R$ 296 mil, reforçando o alcance da medida entre pequenos e médios negócios rurais.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa atende a uma determinação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estamos assegurando um caminho responsável para que agricultores afetados por eventos climáticos extremos possam retomar a produção. O programa garante fôlego financeiro e fortalece quem sustenta a produção de alimentos e movimenta a economia do país”, afirmou.

Programa tem orçamento de R$ 12 bilhões e carência de um ano

Com orçamento federal total de R$ 12 bilhões, o BNDES Liquidação de Dívidas Rurais prevê prazo de pagamento de até nove anos, incluindo um ano de carência. Os recursos podem ser usados para liquidar dívidas de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPR) contratadas até 30 de junho de 2024.

Podem contratar o programa produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas por meio das instituições financeiras credenciadas ao BNDES.

Para ter acesso aos benefícios, é necessário estar em municípios que tiveram estado de calamidade pública ou situação de emergência reconhecidos entre 2020 e 2024, com perdas superiores a 20% em duas das principais atividades agrícolas no período. Cada produtor também precisa comprovar perdas acima de 30% em duas ou mais safras entre 2020 e 2025.

O programa determina ainda que 40% do orçamento seja destinado a produtores do Pronaf e Pronamp, enquanto o restante se divide entre operações vinculadas a programas como Moderfrota, Inovagro, Moderagro e Prodecoop.



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