terça-feira, março 24, 2026

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controle de ectoparasitas é essencial para o rebanho; saiba por quê



A chegada da estação das chuvas é sinônimo de rebrote do capim, mas também de alta proliferação de ectoparasitas. A combinação de umidade e calor favorece o ciclo de vida do carrapato e das moscas, como a mosca-dos-chifres e a mosca de estábulo, aumentando o risco de infestação nas fazendas.

O médico veterinário Fernando Dambrós, da Ourofino Saúde Animal, informa que a pecuária brasileira perde cerca de R$ 40 bilhões por ano devido a essas infestações, resultando na perda de aproximadamente uma arroba (30 kg) de peso por animal. Segundo Dambrós, os produtores erram ao esperar que o rebanho inteiro esteja infestado para iniciar o tratamento.

Confira:

Importância do controle estratégico

O controle estratégico da estação das chuvas começa com o entendimento do ciclo dos parasitas. O momento atual, com o início do calor e umidade, é ideal para a implementação de medidas preventivas e corretivas. A Ourofino oferece soluções específicas para cada ectoparasita, recomendando que o controle deve ser feito em todo o rebanho para quebrar o ciclo e maximizar a produtividade.

O produtor deve agir imediatamente, pois a demora em tomar medidas se torna mais cara e ineficaz. O controle preventivo é fundamental para garantir a saúde do rebanho e a rentabilidade da produção.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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‘Sem recursos, a lei não avança’, diz especialista sobre alterações no seguro rural



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou alterações na legislação do seguro rural. O projeto, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), recebeu parecer favorável do relator, senador Jaime Campos (União-MT), que incluiu modificações relacionadas à subvenção, ao risco e aos fundos do programa. A proposta ainda precisa passar por votação suplementar na comissão antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

As mudanças chegam em um momento de fragilidade da política de seguro rural no país. O tema é considerado estratégico para os produtores, que enfrentam perdas recorrentes por eventos climáticos extremos, além de juros elevados e queda de produtividade.

Apenas mudança na lei não resolve, diz especialista

Para o advogado e especialista em seguro rural Leandro Costa, ouvido pelo Mercado & Cia, o texto aprovado moderniza pontos importantes da legislação, mas não ataca o principal gargalo: a falta de recursos orçamentários.

“A avaliação é positiva. Mas a mudança legislativa é o que menos é necessário neste momento. O mais urgente é a injeção de recursos financeiros”, afirma.

Costa destaca que países líderes em agricultura têm grande parte das lavouras seguradas, enquanto o Brasil opera muito abaixo do recomendado.

“Nos Estados Unidos e na Europa, mais de 90% das áreas são seguradas. Aqui, atingimos no máximo 16% em 2021. Na safra atual, dificilmente chegaremos a 2%. É totalmente inexpressivo”, explica.

Risco de colapso no campo

Com perdas recorrentes por clima, pragas e doenças, a baixa adesão ao seguro rural aumenta o risco financeiro para os produtores.

“Sem seguro, o produtor pode quebrar. Ele para de gerar emprego, renda e pagamento de impostos. É um efeito cascata perigoso”, alerta Costa.

O especialista lembra que a senadora Tereza Cristina defende que o seguro rural seja uma política de Estado, para evitar oscilações entre governos e garantir continuidade.

Orçamento minguado e contingenciamento

Costa também criticou o volume de recursos liberados pelo governo federal para a subvenção ao prêmio do seguro rural, e o contingenciamento de verbas já previstas.

“No ano passado, o orçamento estimado era de cerca de R$ 1 bilhão. Metade foi contingenciada. E do que restou, grande parte não chegou à ponta”, afirma.

Para a safra atual, segundo ele, a previsão era de aproximadamente R$ 600 milhões, mas parte significativa ainda não foi disponibilizada. “Há estimativas de que apenas R$ 300 milhões a R$ 400 milhões sejam liberados. Para o agronegócio brasileiro, isso não é nada.”

O advogado compara o cenário ao dos Estados Unidos. “Lá, são investidos cerca de R$ 25 bilhões por ano em subvenções ao seguro. No Brasil, estamos falando de 50 vezes menos, para um país tropical e muito mais vulnerável.”

Debate sobre valores e próximos passos

O setor produtivo defende que o seguro rural deveria contar com R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões anuais para garantir estabilidade e previsibilidade aos produtores. Costa, porém, é cético sobre a possibilidade de esse volume chegar na safra 2025/26.

“A expectativa é que menos da metade disso seja de fato desembolsada”, avalia.

Depois da votação suplementar na CCJ, o projeto segue para análise na Câmara dos Deputados, caso não haja pedido de vista ou manobras regimentais.



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Leilão de megaterminal no Porto de Santos é adiado para 2026 após impasse no TCU



O leilão do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres em disputa no país, foi adiado para 2026 após novo impasse no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a modelagem da concessão. A suspensão ocorre depois de o ministro Augusto Nardes pedir mais tempo para analisar o processo, o que interrompe o julgamento até 8 de dezembro.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) defende que o certame seja estruturado em duas etapas, com restrições na fase inicial. Pela proposta, empresas que já operam no porto ficariam impedidas de participar da primeira rodada, medida que, segundo a agência, aumenta a competição e abre espaço para novos players no complexo santista.

Divergência entre ministros

No TCU, a divisão de posições ficou clara. Bruno Dantas e Walton Alencar votaram a favor da proposta da Antaq, reforçando o modelo em duas fases. Jorge Oliveira e o próprio Augusto Nardes já sinalizaram que devem seguir a mesma linha.

Na direção oposta, o relator Antônio Anastasia defendeu uma modelagem sem restrições. Ele ponderou, porém, que operadores já instalados no Porto de Santos só poderiam participar do leilão caso se desfizessem das áreas que atualmente controlam. Com o novo atraso, a licitação deve ocorrer apenas entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2026.

Impactos e expectativas do setor

Principal rota de escoamento das exportações brasileiras, o Porto de Santos desperta atenção direta do agronegócio. Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, ampliar a concorrência é fundamental para o setor.

“Manter o sistema de licitação em duas etapas é muito positivo para oxigenar o mercado e atrair novos concorrentes”, afirmou. Segundo ele, a ABPA contratou parecer técnico para avaliar a viabilidade, a legitimidade e a legalidade da proposta defendida pela Antaq.

A mesma leitura é compartilhada por Edeon Vas Ferreira, integrante do movimento Pró-Logística de Mato Grosso. Para ele, somente a disputa entre terminais pode garantir tarifas mais competitivas e melhor qualidade de atendimento. “No momento em que tivermos concorrência, teremos preços melhores e serviços mais eficientes. É disso que precisamos em Santos”, disse.



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Safra recorde na Argentina pode pressiona trigo no Brasil


De acordo com dados da Scot Consultoria, “a Argentina é o maior produtor de trigo da América do Sul” e, após a quebra da safra 2022/23, o país registrou recuperação. Para o ciclo 2025/26, cuja colheita começou em meados de outubro, a consultoria informou que há expectativa de recorde de produção. Segundo o levantamento, a projeção considera aumento da área semeada, condições climáticas favoráveis e produtividade maior, fatores que levaram a Bolsa de Cereais de Buenos Aires a estimar “uma safra histórica de 24,0 milhões de toneladas”. No ciclo 2024/25, a produção foi de 18,0 milhões de toneladas.

No Brasil, a colheita de trigo entrou na fase final, mas segue abaixo do ritmo histórico. Estados do Sul, como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enfrentaram precipitação elevada, granizo e vendavais em algumas regiões. Mesmo assim, a Scot Consultoria destacou que “a qualidade do trigo em colheita é considerada boa”. A safra nacional está estimada em 7,7 milhões de toneladas, queda de 2,6% em relação a 2024. Esse é o terceiro recuo consecutivo após o recorde de 10,5 milhões de toneladas em 2022.

A consultoria atribuiu a redução da produção à diminuição da área semeada, influenciada por problemas climáticos nos últimos anos no Sul e pela maior atratividade financeira de outras culturas de inverno. Em 2025, a estimativa é de retração de 20,1% na área plantada em comparação a 2024.

A Scot Consultoria questiona o impacto da safra argentina sobre o mercado brasileiro e afirma que a demanda total, somando consumo doméstico e exportações, “deverá ficar praticamente estável em 13,8 milhões de toneladas”. Com produção menor, a necessidade de importação permanece elevada, configurando a segunda maior desde 2019. Em 2024, a Argentina respondeu por 64,1% do custo das importações brasileiras de trigo. Em 2025, até outubro, essa participação subiu para 78,6%.

O relatório aponta que, com o dólar em queda em 2025 e com a boa produção na Argentina e no mercado global, “a cotação do trigo no mercado internacional caiu”, aproximando o preço do trigo brasileiro da paridade de importação e levando ao menor valor em doze meses.

Além do cenário argentino, a consultoria afirma que a expectativa global é de safra recorde em 2025/26 e de recuperação dos estoques. A colheita no hemisfério Norte está em andamento, com previsão de aumento de produção em União Europeia, Estados Unidos, Rússia e Índia, o que contribui para um mercado internacional com cotações menos sustentadas.

A Scot Consultoria resume que a safra recorde na Argentina, o avanço da colheita no Brasil e a perspectiva de uma safra global elevada “deverá manter o mercado brasileiro frouxo no curto prazo”.

 





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Produção de carnes deve bater recorde em 2026


A produção de carne de frango em 2026 pode alcançar 15,86 milhões de toneladas, segundo projeções atualizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal afirmou que, se confirmado, o volume “representa um novo recorde na série histórica”, superando a estimativa de 15,5 milhões de toneladas para 2025. A Conab destacou que o bom desempenho da avicultura de corte, somado à suinocultura, influencia a produção total de carnes no país, estimada em 32,6 milhões de toneladas em 2026. O número corresponde a “uma ligeira alta de 0,4%” sobre a previsão para 2025 e também configura recorde.

A Conab informou que o resultado da produção de carne de frango neste ano permite ampliar a oferta interna, mesmo com a previsão de exportações de 5,2 milhões de toneladas, ante 5,15 milhões de toneladas embarcadas em 2024. A estatal lembrou que as vendas externas foram afetadas pelo caso de Influenza Aviária registrado em maio no Rio Grande do Sul, mas ressaltou que outros mercados “absorveram parte significativa da produção”. Ainda em novembro, a China declarou a retomada das compras do produto brasileiro.

Para 2026, a estatal projeta continuidade na expansão das exportações de carne de frango, que podem atingir 5,25 milhões de toneladas. Segundo o levantamento, o aumento das vendas externas não deve limitar o mercado interno, cuja disponibilidade pode crescer 3,1%, passando de 10,3 milhões de toneladas em 2025 para 10,62 milhões de toneladas em 2026. A Conab estimou que a disponibilidade per capita alcance 51,3 quilos por habitante.

A Conab também projeta cenário semelhante para a proteína suína. Em 2025, a produção deve somar 5,63 milhões de toneladas. Mesmo com a desaceleração das compras chinesas devido à recomposição do plantel após a Peste Suína Africana, a estatal afirmou que as exportações devem alcançar 1,48 milhão de toneladas. A disponibilidade interna está estimada em 4,16 milhões de toneladas, ante 4 milhões de toneladas em 2024.

Para 2026, a Conab espera alta de 4,5% na produção de carne suína, totalizando 5,88 milhões de toneladas. Esse crescimento pode permitir que os embarques cheguem a 1,6 milhão de toneladas sem reduzir o abastecimento interno, cuja oferta deve aumentar 3,2%, alcançando cerca de 4,3 milhões de toneladas.

No segmento de carne bovina, a produção prevista para 2025 é de 11,38 milhões de toneladas. As exportações devem chegar a 4,21 milhões de toneladas, o maior volume já registrado, segundo a Conab. A estatal afirmou que o bom ritmo ocorre mesmo após as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, retiradas em meados de novembro, e é impulsionado pela demanda chinesa, responsável por 53,7% dos embarques.

Para 2026, a Conab projeta uma reversão no ciclo pecuário, o que pode resultar em produção de 10,89 milhões de toneladas devido à maior retenção de fêmeas. A demanda internacional deve permanecer aquecida e as exportações devem se manter próximas da estabilidade, em torno de 4,25 milhões de toneladas. A oferta interna, porém, pode recuar para 6,67 milhões de toneladas.

No caso da produção de ovos, a Conab projeta novo recorde em 2026, estimado em 50,3 bilhões de unidades. O volume representa alta de 2,6% em relação à previsão para 2025, de 49 bilhões de unidades, mantendo a tendência de aumento da disponibilidade interna.





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Juros curtos elevados pressionam Ibovespa enquanto dólar sobe


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a liquidez global foi reduzida pelo feriado de Ação de Graças, com mercados à espera da possível nomeação de Kevin Hassett ao Fed e o BCE mantendo espaço para cortes de juros.

No Brasil, falas duras de Galípolo elevaram juros curtos e pressionaram o Ibovespa, que fechou em 158 mil pontos. O dólar subiu a R$ 5,35. Hoje, atenção à PNAD, CPI alemão e PMIs da China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Semana finaliza com frente fria e pancadas fortes de chuva



Uma nova frente fria intensifica o tempo no Sul do país, enquanto parte do Sudeste convive com risco de temporais. Confira a previsão para todo o país:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Uma frente fria acompanhada de um fraco ciclone extratropical chega ao Rio Grande do Sul. As pancadas de chuva devem se concentrar em áreas do litoral, metade leste gaúcha, além da região metropolitana de Porto Alegre. As instabilidades também atuam pelo litoral e leste de Santa Catarina e do Paraná, provocando pancadas de chuva moderadas, podendo ser mais fortes em alguns pontos. As temperaturas seguem elevadas em grande parte da região.

Sudeste

As instabilidades voltam a ocorrer pelo norte, interior, sul, leste e zona da mata de Minas Gerais, além do norte, nordeste e leste paulista devido à presença de calor, umidade e perturbações na atmosfera. No norte mineiro, há chance de pancadas moderadas a fortes e risco de temporais. No Rio de Janeiro e Espírito Santo a chuva só deve ganhar força no sábado (29).

Centro-Oeste

As pancadas de chuva seguem ocorrendo em boa parte de Mato Grosso, além do norte e oeste de Goiás, e se espalham ao longo do dia. A partir do início da tarde, novas instabilidades avançam pelo oeste e norte de Mato Grosso do Sul, com chance de pancadas moderadas devido à circulação de umidade vindo da região norte e algumas perturbações na atmosfera local. No restante do território sul-mato-grossense e no sul e sudeste goiano, o tempo segue mais firme e a umidade relativa do ar deve ficar mais baixa. As temperaturas continuam elevadas na região.

Nordeste

As instabilidades seguem ocorrendo na metade sul do Maranhão e do Piauí, além do oeste e sul da Bahia, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais em algumas áreas. No restante da região, o dia segue com tempo mais firme, o sol predomina e as temperaturas permanecem elevadas.

Norte

Em grande parte do Amazonas, as pancadas de chuva continuam ocorrendo de maneira moderada a forte, com chance de temporais pelo interior do estado. No centro-sul e oeste do Pará, além do Tocantins, as instabilidades persistem e ganham força em algumas áreas, incluindo Rondônia. Já em áreas do norte e nordeste do Pará e no sul do Amapá, o tempo deve seguir mais aberto ao longo do dia.



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Brasil discute biopesticidas em missão na Coreia



Brasil e Coreia do Sul fortalecem parceria para inovação em defensivos biológicos



Foto: Pixabay

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, participou nesta terça-feira (25) de uma reunião técnica com o diretor da Rural Development Administration (RDA), Seungdon Lee, para avançar em ações de cooperação bilateral relacionadas ao desenvolvimento de biopesticidas. O encontro ocorreu durante a missão brasileira na Coreia do Sul, voltada à inovação e à troca de informações técnicas.

Na reunião, Goulart afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no uso de produtos biológicos, mas ressaltou que “ainda não há bioherbicidas disponíveis comercialmente no mundo”, segmento que corresponde a grande parte da aplicação de defensivos no país. Segundo ele, a parceria com a Coreia poderá impulsionar avanços em etapas regulatórias e tecnológicas. “Queremos aproveitar a cooperação técnica para trabalhar com rigor, agilidade e previsibilidade. Temos sistemas diferentes avaliando o mesmo objeto, e isso abre espaço para alinhamento de procedimentos e compartilhamento de experiências”, disse.

Seungdon Lee destacou que a Coreia tem interesse em fortalecer a cooperação científica e regulatória, indicando que a consolidação dessa agenda depende de encontros frequentes. Ele afirmou que os biológicos devem assumir papel central nos próximos anos, semelhante ao que os químicos tiveram anteriormente, e apontou vantagens complementares entre Brasil e Coreia do Sul que podem favorecer avanços conjuntos. “Temos o mesmo ponto de vista e estamos prontos para transformar planejamento em ação. Nossas equipes estão motivadas para gerar resultados concretos, principalmente no desenvolvimento de defensivos biológicos, e vemos grande potencial de cooperação com a Embrapa, o Mapa e a Anvisa”, afirmou.

A missão também permitiu que a equipe brasileira conhecesse tecnologias avançadas, capacidades laboratoriais e projetos relacionados a melhoramento vegetal, biodiversidade e fenotipagem.





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Ampliação da isenção do IR beneficiará 15 milhões de brasileiros



Nova lei do IR amplia isenção, reduz desigualdade e beneficia milhões de brasileiros



Foto: Canva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que isenta do pagamento de Imposto de Renda os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e define descontos para quem ganha até R$ 7.350. De acordo com estimativas do governo, a mudança deve alcançar aproximadamente 15 milhões de contribuintes. As informações foram divulgadas pela Agência Câmara Notícias.

A nova legislação também estabelece uma tributação progressiva, que pode chegar a 10%, para cerca de 140 mil contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil. Ao comentar a medida, Lula afirmou que a aprovação representa um avanço na busca por equilíbrio fiscal e por um sistema mais igualitário. “Não pode continuar um mundo desigual como nós temos hoje. Aqueles que estão lá na miséria e são olhados como invisíveis não estão invisíveis porque eles querem. Eles estão invisíveis porque a elite brasileira quis que eles fossem invisíveis ao longo de 520 anos”, declarou.

Segundo o governo, a sanção faz parte de um conjunto de ações voltadas à redução das desigualdades e à revisão das faixas de tributação da renda.





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Anomalia radicular levanta debate no campo



As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule


As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule
As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule – Foto: Divulgação

Um sintoma incomum identificado em lavouras de milho da safrinha 2025 chamou a atenção de pesquisadores e técnicos de campo. Em área cultivada após soja, no interior de São Paulo, foram observadas raízes adventícias com formação semelhante a um perfilhamento, comportamento que não costuma aparecer em plantas sadias. O registro foi feito em uma lavoura semeada no início de março, destacando um exemplo prático de alterações inesperadas no desenvolvimento radicular.

As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule, normalmente a partir do estádio V10, contribuindo para a estabilidade da planta e para a absorção de água e nutrientes próximos à superfície do solo. A ocorrência de um perfilhamento nesse tipo de raiz não aparece em referências técnicas e, segundo o pesquisador da Fundação ABC Mauricio Mega Celano, não há relatos semelhantes disponíveis na literatura ou mesmo na internet que apresentem esse tipo de anomalia.

A interpretação do fenômeno permanece em aberto, já que múltiplos fatores podem interagir e provocar respostas fisiológicas atípicas. Entre as hipóteses levantadas, uma das mais prováveis envolve efeito residual de herbicidas usados na soja, especialmente inibidores de ALS como diclosulam, cloransulam e imazetapyr. Esses produtos, empregados no controle de plantas daninhas de difícil manejo, podem interferir no milho cultivado em sucessão quando há excesso ou desrespeito ao período de persistência no solo.

O caso reforça a importância de atenção contínua no campo e evidencia como práticas de manejo podem influenciar a estrutura radicular do milho em sistemas pós-soja. A observação, segundo Celano, destaca que ainda há muito a aprender a partir das ocorrências reais nas lavouras. Fonte: Mauricio Mega Celano, pesquisador da Fundação ABC.

 





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