terça-feira, agosto 18, 2026

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No Rio Grande do Sul, temperaturas amenas beneficiam o plantio da soja



As condições climáticas favoráveis, com dias ensolarados e temperaturas amenas, têm beneficiado o avanço da semeadura da soja no Rio Grande do Sul nesta semana. Segundo a Emater, a área semeada atingiu 3% da área total estimada, embora o crescimento tenha sido limitado devido à prioridade de outras atividades, como a colheita de cereais de inverno e a semeadura de arroz.

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Na Metade Sul do estado, muitos produtores enfrentam desafios para a aquisição de insumos. Há relatos de que alguns conseguem acessar apenas 50% do valor habitual, o que gera incertezas e aumenta o risco de estabelecimentos de lavouras com níveis tecnológicos mais baixos.

A área de cultivo projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, com uma produtividade média esperada de 3.179 kg/ha. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.



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Aiba elege nova diretoria para o biênio 2025/2026


Foi eleita na tarde desta segunda-feira (21), durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), a nova diretoria e o conselho fiscal da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Moisés Schmidt foi eleito o novo presidente e Luiz Carlos Bergamaschi, atual presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), o 1º vice-presidente.

Realizada no auditório da entidade agrícola, em Barreiras (BA), a AGO contou com presença de associados com direito ao voto.

A Aiba informou que o processo de votação registrou a apresentação de uma única chapa. Para o cargo de 2º vice-presidente, o produtor rural, Willian Seiji Mizote, foi o escolhido.

Os demais cargos eletivos têm como dirigentes, a diretora financeira, Cristina Gross, como vice-diretor financeiro, Santa Colomba Agropecuária LTDA, para diretor administrativo, SLC Agrícola Fazenda Parceiro e vice-diretor administrativo, Valter Gatto.

Com o objetivo de fiscalizar e emitir pareceres sobre projetos, despesas e receitas da entidade agrícola, ficou definido para o Conselho Fiscal da Aiba, os eleitos: Ivanir Schllenberger Pradella (Primeira Titular), João Carlos Jacobsen Rodrigues Filho (Segundo Titular) e Anna Maria Zancanaro Zanella (Terceira Titular).

Como suplentes, Caracol Agropecuária LTDA (Primeira suplente), Patricia Kyoko Portolese Morinaga (Segunda suplente) e Rafael Martelli D’Agostini (Terceiro suplente).

Moisés Schmidt e Odacil Ranzi, Aiba, assembleia, diretoriaMoisés Schmidt e Odacil Ranzi, Aiba, assembleia, diretoria
Moisés Schmidt e Odacil Ranzi | Foto: Divulgação/Aiba

Na ocasião, o atual presidente da instituição, Odacil Ranzi, na gestão 2021 – 2024, agradeceu a diretoria e equipe de colaboradores e fez um balanço dos quatro anos de gestão.

“A Aiba a cada dia cresce mais e passados esses dois biênios, sinto-me grato a Deus pelas parcerias firmadas, os trabalhos, projetos e ações institucionais desenvolvidos nessa caminhada. Agradeço a cada um o empenho e dedicação e desejo ao novo presidente Moisés e sua diretoria um bom trabalho”, disse Ranzi.

Quem é Moisés Schmidt

Moisés Schmidit, novo presidente, Aiba,Moisés Schmidit, novo presidente, Aiba,
Moisés Schmidt durante assembleia que o elegeu como novo presidente da Aiba (2025/2026) | Foto: Divulgação/Aiba

Produtor rural e atual vice-presidente da Aiba, Moisés Almeida Schmidt, é Diretor Regional da Faeb – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia/SENAR – Serviço de Aprendizagem Rural, membro da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas, Membro da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Schmidt também é membro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau e Sistemas Agroflorestais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Além disso, é Membro da Câmara Setorial do Cacau do Estado da Bahia e da Comissão de Sementes e Mudas da Bahia CSM/BA.

O presidente eleito fez a apresentação da nova diretoria e falou das expectativas para o próximo biênio.

“Sou grato e honrado pela confiança em conduzir os rumos da Aiba nos próximos dois anos. Pela primeira vez esta instituição será conduzida por um agricultor da segunda geração. Acreditamos no pioneirismo e na parceria das instituições, com diálogo e união de forças. Agradeço a nossa diretoria 2025/2026 por ter aceitado o convite e juntos seguiremos contribuindo com um agronegócio ainda mais próspero”, declarou Moisés.

Mudanças na Abapa

Outra instituição que também se prepara para uma nova diretoria é a Abapa. Na próxima terça-feira (29), será realizada uma Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária no auditório da associação em Barreiras (BA).

A assembleia ocorrerá em primeira convocação às 15h, com a presença da maioria simples dos associados.

Caso não haja quórum, a segunda convocação será às 15h30, com qualquer número de presentes.


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Brasil passa a exportar algodão para a Arábia Saudita



O Brasil recebeu autorização para exportar algodão em pluma, em caroço e os seus subprodutos, como farelos, torta, fibrila e óleo do Brasil para a Arábia Saudita.

A notícia foi divulgada nesta quinta-feira (24) pelos Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE).

Essa é a sexta abertura de mercado na Arábia Saudita apenas neste ano. Em março, o país passou a importar sementes de hortaliças; em agosto, aves vivas; e, neste mês, flores e feno.

De acordo com o Mapa, com o mais recente anúncio, o agronegócio brasileiro alcançou sua 187ª abertura de mercado neste ano, totalizando 265 em 61 destinos desde o início de 2023.

O Ministério chama a atenção para a conquista coincidir com a consolidação do Brasil como o maior exportador mundial de algodão.

Nos primeiros nove meses de 2024, o país já comercializou US$ 3,68 bilhões e 1,9 milhão de toneladas da commodity, superando o total de US$ 3,33 bilhões e 1,68 milhão de toneladas exportados em 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Desafios da segurança alimentar na indústria da carne



O primeiro desafio é a segurança dos alimentos



O primeiro desafio é a segurança dos alimentos
O primeiro desafio é a segurança dos alimentos – Foto: Divulgação

A segurança alimentar tem se tornado uma tendência relevante no mercado, especialmente na indústria da carne, que enfrenta crescentes demandas por produtos seguros, acessíveis e livres de contaminantes. Esse cenário impulsiona investimentos em inovações e processos que garantem a inocuidade dos alimentos que chegam à mesa do consumidor.

Fábio Franco, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento na Adeste, destaca a importância da segurança alimentar, ressaltando que, além de proporcionar sabor e textura, o setor deve investir em soluções voltadas para a saudabilidade. Ele aponta três desafios cruciais para o processamento de proteína animal.

O primeiro desafio é a segurança dos alimentos, essencial para a conservação da carne. A inocuidade é agora uma questão de sobrevivência para as empresas do setor e ajuda a reduzir desperdícios, um problema significativo no contexto econômico atual. 

Em segundo lugar, a redução e eliminação do desperdício se torna vital em um mundo com escassez de alimentos e recursos limitados. O impacto ambiental causado pelo desperdício de insumos que poderiam ser aproveitados é um tema em crescente discussão. Franco enfatiza que essa questão está diretamente ligada à conservação dos produtos cárneos.

Por fim, o terceiro desafio diz respeito à regulação. Manter a frescura dos produtos em um ambiente regulatório rigoroso é essencial. Franco conclui afirmando que a Adeste investe continuamente em pesquisas e processos para aprimorar sua atuação neste mercado, que é dinâmico e apresenta uma demanda crescente por novas soluções e tecnologias.

 





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‘Reuniões com ministros russos fortalecem parcerias em proteínas e setor vegetal’, avalia Luís Rua



Termina hoje (24), em Kazan, na Rússia, a 16ª Cúpula do Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros cinco países. Entre os principais temas discutidos no encontro estão segurança alimentar, mudanças climáticas e alternativas para o uso de moedas locais no comércio internacional. O evento contou com a presença de representantes dos países membros, que discutiram estratégias para enfrentar os desafios globais.

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Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, integrou a delegação brasileira, liderada pelo chanceler Mauro Vieira. Em vídeo, Luís Rua fez um balanço dos dois dias de reuniões, destacando a relevância das pautas tratadas para o fortalecimento do bloco. “Foram dois dias muito intensos, onde tivemos a oportunidade de discutir temas estratégicos como segurança alimentar, mudanças climáticas e alternativas ao uso de moedas locais para o comércio internacional”, afirmou.

Além da participação nas discussões da cúpula, a delegação brasileira também realizou reuniões bilaterais com a ministra da Agricultura da Rússia e o ministro da República do Tartaristão.

Segundo Luís Rua, essas reuniões foram fundamentais para o avanço das negociações comerciais. “Discutimos uma série de temas importantes, como proteínas animais, certificação eletrônica e cooperação no setor vegetal. Foi uma pauta muito positiva para fortalecer a parceria com a Rússia”, acrescentou.



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Acordo com a UE pode aumentar PIB dos países do Mercosul em R$ 70 bi, diz Comissão Europeia



O vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, defendeu a conclusão do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

Os comentários foram feitos em discurso preparado para evento na Universidade de Brasília. Dombrovskis disse estimar que este acordo resultaria em um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de até 15 bilhões de euros na UE e de até 11,4 bilhões de euros (cerca de R$ 70 bilhões, na cotação atual) nos países do Mercosul.

“Estamos convencidos de que um acordo entre a UE e o Mercosul é importante, tanto política quanto economicamente”, afirmou ele.

Atualmente, a Uniã Europeia é o principal parceiro comercial e de investimento do Mercosul e seu segundo maior parceiro no comércio de bens, depois da China, ressaltou o representante da comissão.

“Nosso acordo criaria um mercado entre duas regiões com uma população combinada de mais de 700 milhões de pessoas. Esta seria uma das maiores parcerias econômicas e comerciais do mundo”, pontuou Dombrovskis.



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Intenção de consumo das famílias tem quarta queda consecutiva


A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,6% de setembro para outubro, descontados os efeitos sazonais, o quarto resultado negativo consecutivo e o mais intenso no período.

A diminuição da intenção pode ser percebida também na análise anual, com queda de 1,2%. O indicador ainda se mantém no nível de satisfação com 103,2 pontos; porém, está no menor patamar desde março deste ano. É o que revela a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a CNC, todos os componentes apresentaram movimento de queda, com exceção da Perspectiva Profissional, que não apresentou alterações. O Momento para Duráveis teve a maior redução da sua taxa, apresentando uma redução anual igual à sua redução no último mês (-1,8%).

Na análise geral, o Emprego Atual é o item com maior pontuação na ICF, o que demonstra a satisfação dos trabalhadores. Em outubro, a Perspectiva Profissional dos consumidores foi o único item que não obteve redução na comparação mensal, mantendo o menor saldo desde junho de 2023. A Renda Atual continuou avançando (+3,7%) como a maior variação anual dentro de todos os componentes.

Cautela no consumo

O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, diz que os consumidores estão mais cautelosos em relação ao consumo.

“O principal subindicador do índice foi a queda de intenção de consumo de bens duráveis, caindo 1,8% na variação mensal, e o consumo de perspectiva em curto prazo também caiu, com 1,2% de queda no mês”.

Segundo ele, o grande fator que puxou para baixo esses números foi a diminuição da perspectiva sobre o emprego.

No entanto, a Perspectiva Profissional recuou 4,1% no ano, sugerindo maior cautela em relação à empregabilidade futura. Na comparação mensal, o Nível de Consumo Atual – ICF também recuou, assim como o Emprego Atual.

“A recente análise mensal destacou um fator negativo significativo: a queda de 4,2% na Perspectiva de Consumo. Essa diminuição reflete um cenário econômico desafiador, marcado pelo aumento da Selic, a taxa básica de juros do Brasil, que iniciou um novo ciclo de alta dos juros”, considera Tavares.

Contenção da inflação

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Confederação aponta que o aumento das taxas de juros é uma medida adotada pelo Banco Central para conter a inflação, mas também traz uma série de implicações. “Com a Selic mais alta, o custo do crédito aumenta, o que explica também a queda do Acesso ao Crédito e, além disso, pode desestimular o consumo das famílias”, destaca a CNC.

“As incertezas em relação aos ajustes que serão feitos pelo governo para se enquadrar no arcabouço fiscal também geram um clima de apreensão entre os consumidores, com a possibilidade de ajustes de gastos públicos e arrecadação”, completa.

Segundo a entidade, esses fatores impactam diretamente a expectativa de consumo. Quando os consumidores estão inseguros quanto à sua situação profissional e financeira futura, tendem a reduzir o Consumo Atual.

Assim, o consumidor se torna mais seletivo nas suas compras, e as instituições financeiras ficam mais seletivas em relação aos critérios de risco de seus tomadores, reduzindo o potencial de consumo.



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Desafios e oportunidades do mercado da soja: análise de 23/24 e projeções para a safra 24/25



O cenário da safra de soja apresenta duas realidades distintas. Segundo Luiz Fernando Gutierrez, consultor da Safras & Mercado, a primeira situação diz respeito à safra 2023/24, que se encerrará no final deste ano. Atualmente, observamos firmeza nos preços, impulsionada principalmente pela alta demanda de exportação. As informações foram apresentadas durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja, que aconteceu em Açailândia.

“Estamos enfrentando uma demanda por exportação e esmagamento neste ano, no entanto, não podemos esquecer que lidamos com desafios consideráveis. Deixamos de colher cerca de 15 milhões de toneladas nesta temporada, principalmente devido a problemas climáticos no centro-norte do Brasil, que também afetaram vários dos principais estados produtores”, explica Gutierrez.

A combinação de produção reduzida e alta demanda por exportação e esmagamento resulta em estoques muito baixos, explicando a estabilidade nos preços do mercado. Os prêmios de exportação estão elevados e podem aumentar, o que não indica um cenário negativo para os preços. Acreditamos que eles podem subir até o final do ano, devido ao aperto nos estoques para a temporada 2023-2024.

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Projeções para a safra 2024/25

Ao olharmos para 2024/2025, o cenário muda. “Esperamos preços mais fracos em 2025, especialmente após a colheita, que deve começar em meados de janeiro, possivelmente com atrasos devido ao plantio”, comenta o consultor.

O foco está na produção brasileira e sul-americana, que apresenta um bom potencial nesta temporada. “Até o momento, não observamos problemas na safra. Os produtores precisam estar atentos para aproveitar as oportunidades que o mercado oferece”, especifica Luiz Fernando.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa recua com Vale e Petrobras entre maiores pressões; Usiminas sobe


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, com Vale e Petrobras entre as maiores pressões de baixa seguindo o declínio do minério de ferro e do petróleo, enquanto Usiminas saltava 6% após “upgrade” do Morgan Stanley.

Por volta de 11h, o Ibovespa caía 0,9%, a 130.330,77 pontos. O volume financeiro somava 3,33 bilhões de reais.

Investidores continuam atentos à China, onde o governo divulgou que o Ministério das Finanças detalhará no sábado planos de estímulo fiscal para impulsionar a segunda maior economia do mundo, após anúncio na véspera decepcionar.

Há uma expectativa sobre quais medidas fiscais o governo chinês adotará e qual o tamanho delas, após o banco central do país e outros órgãos reguladores anunciarem, em setembro, as medidas de estímulo monetário mais agressivas desde a pandemia do Covid-19.

Ainda no exterior, a ata da última decisão de juros do Federal Reserve, quando a taxa foi reduzida em 0,5 ponto, também é destaque na agenda, principalmente após a primeira dissidência de um membro na diretoria em 19 anos.

No Brasil, o IBGE mostrou que o IPCA de setembro acelerou em relação a agosto, com alta de 0,44%, após variação negativa de 0,02% no mês anterior, mas ainda ficou ligeiramente abaixo das previsões (+0,46%), Em 12 meses, subiu 4,42%.

“O resultado de setembro confirma as principais expectativas para os números de inflação, alta de alimentação, repasse cambial dentro do padrão histórico e serviços em desaceleração gradual”, afirmaram economistas do Bradesco em nota a clientes.

“Esse movimento é importante por si só, mas especialmente em um momento em que o crescimento tem surpreendido para cima, com mercado de trabalho aquecido”, acrescentaram.

 

DESTAQUES

– VALE ON recuava 1,1%, seguindo os futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou a sessão do dia com queda de 3,6%, ainda sob efeito da frustração de agentes financeiros com a ausência de novas medidas de estímulo para a segunda maior economia do mundo.

– PETROBRAS PN cedia 1,01%, com os preços do petróleo no exterior titubeando após forte queda na véspera. O barril de Brent era negociado com variação negativa de 1,89%, a 75,72 dólares.

– USIMINAS PNA disparava 6,81%, ajudada por relatório do Morgan Stanley elevando a recomendação dos papéis para “overweight”, com preço-alvo de 9,70 reais, um upside potencial de cerca de 60% ante o fechamento de terça-feira.

– ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,82%, pesando negativamente também, enquanto BANCO DO BRASIL ON recuava 0,78%, BRADESCO PN mostrava declínio de 1,05% e SANTANDER BRASIL UNIT perdia 0,14%.

– CYRELA ON avançava 0,78%, após prévia operacional mostrar crescimento de 41% na vendas no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Ainda no setor, MRV&CO ON subia 0,51%, também tendo no radar dados operacionais do período de julho a setembro, com expansão de 24% nas vendas no segmento de incorporação.

– ELETROBRAS ON perdia 0,98%, tendo no radar notícia de que a companhia assinou conversão dos contratos de compra e venda de energia (CCVEEs) em contratos de energia de reserva (CERs) de seis usinas termelétricas na Região Norte que está vendendo para a Âmbar Energia.

– MULTIPLAN ON caía 1,52%, sofrendo com o viés negativo generalizado, enquanto analistas também repercutem anúncio da companhia de que assinou um memorando de entendimentos para a venda de 25% de participação no JundiaíShopping, em São Paulo, por 251,4 milhões de reais.

– INTELBRAS ON, que não está no Ibovespa, cedia 1,45%, após divulgar que seu presidente, Altair Angelo Silvestri, deixará o cargo a partir de 31 de março do próximo ano. Ele será substituído por Henrique Fernandez, atual diretor superintendente de negócios da BU TIC, que assumirá a função a partir de 1º de abril de 2025.





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Ministro quer parte da taxação de grandes fortunas para a defesa civil


O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, defendeu nesta quinta-feira (24) que parte dos recursos que podem ser angariados com a taxação de grandes fortunas seja utilizado para financiar ações de proteção e defesa civil, para a redução das desigualdades da parcela mais vulnerável da população afetadas por eventos climáticos extremos.

O tema está sendo debatido no G20, que assumiu o compromisso de trabalhar pela diminuição da desigualdade. O ministro coordena o Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres do G20, cujo próximo encontro será em Belém, no final de novembro, onde a proposta deverá ser novamente discutida.

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“A gente tem defendido para o Brasil, e para o mundo, que as grandes fortunas sendo taxadas, parte desses recursos vão para diminuição das desigualdades, uma vez que os que estão em situação de maior risco são as pessoas que estão morando em áreas que precisam de maior apoio e políticas públicas”, disse Waldez Góes ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ainda de acordo com o ministro, uma das ações que o governo está desenvolvendo é voltada para a redução de desigualdades e a oferta de microcrédito para a agricultura familiar nas regiões Norte e Centro-Oeste, operadas com recursos dos fundos constitucionais das duas regiões, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e o do Centro-Oeste (FCO).

Waldez Góes explicou que os fundos não ofereciam a modalidade de microcrédito para as famílias e que o governo vai operar essa política, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e a Caixa Econômica Federal. Para este ano, estão previstos R$ 300 milhões em repasses, sendo R$ 150 milhões do FCO e outros R$ 150 milhões do FNO.

O ministro lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma alteração no microcrédito. “Até então, em uma propriedade apenas o agricultor retirava o crédito. Agora, o agricultor pode retirar o crédito, mas também a esposa e o filho podem retirar também o crédito. O certo é que as famílias juntas podem ter três créditos para financiar a sua produção”, explicou. 

“Isso tem um efeito de produção, de geração e distribuição de renda, de inclusão social, de diminuição de desigualdade”, completou.

O ministro disse ainda que está previsto para o começo de novembro o início dos testes do Sistema de Alerta Precoce para as regiões Sul e Sudeste e que as salas de situação montadas por ocasião das enchentes no Rio Grande do Sul, e da estiagem e queimadas na Região Amazônica e no Pantanal seguem em funcionamento.



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