terça-feira, agosto 18, 2026

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Ibrafe: Ainda tímidos compradores voltam as compras


Mercado ontem com mais compradores ativos. Após ocorrerem alguns negócios por R$ 230 de Feijão-carioca com cor 9 acima e boa umidade com cerca de 90% de grãos peneira 12 a grande maioria dos produtores que tem mercadoria nesta condição preferiu novamente sair de mercado e esperar. No caso do Feijão-preto também ocorreu mais negócios durante o dia de ontem. Analisar o fluxo mensal de estoque e demanda tem permitido melhor análise por parte de compradores e vendedores. Do total levantado pela CONAB ainda continuam somando no item Feijão-cores o carioca, rajado e vermelhos.

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IDSC-BR: Avaliação sustentável das cidades



Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades



Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades
Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades – Foto: Pixabay

No dia 1º de novembro, o Instituto Cidades Sustentáveis lançará a quarta edição do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR). O evento ocorrerá às 9h no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, com a presença da ministra Marina Silva e do presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes. O IDSC-BR avalia a qualidade de vida nas 5.570 cidades brasileiras por meio de 100 indicadores temáticos que abrangem saúde, educação, renda, moradia, transportes, infraestrutura urbana e mudanças climáticas.

Esta nova edição proporciona uma visão integrada das cidades, permitindo análises regionais e dados desagregados por gênero e raça, o que possibilita identificar desigualdades sociais. As informações utilizadas são de fontes oficiais, como IBGE, DataSUS e Inep, garantindo a credibilidade dos dados.

O IDSC-BR também permite que os municípios acompanhem sua evolução em relação à Agenda 2030, compromisso global da ONU assumido por mais de 190 países, incluindo o Brasil. Os indicadores estão alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), facilitando o monitoramento dos avanços e desafios enfrentados por cada município. Cada cidade recebe uma pontuação de 0 a 100, uma classificação geral e um desempenho específico para cada ODS.

A metodologia do IDSC-BR foi desenvolvida pela Sustainable Development Solutions Network (SDSN) da ONU e adaptada ao contexto brasileiro. A iniciativa é realizada em parceria com a Caixa e o Ministério do Meio Ambiente, com co-financiamento da União Europeia e coleta de dados pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Com isso, o Brasil se destaca como o primeiro país a avaliar todas as suas cidades conforme a Agenda 2030.

 





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produtores gaúchos enfrentam dificuldade com insumos



Semeadura de soja atinge apenas 3% no estado




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (24), o clima ensolarado e as temperaturas amenas favoreceram o avanço da semeadura de soja no Rio Grande do Sul, embora o crescimento tenha sido discreto. Até o momento, apenas 3% da área projetada para a safra foi semeada, reflexo de atividades paralelas prioritárias, como a colheita de cereais de inverno e a semeadura de arroz, que concentraram esforços dos produtores.

Na Metade Sul, muitos agricultores enfrentam dificuldades na obtenção de insumos, sendo que grande parte conseguiu acesso a apenas 50% do valor normalmente necessário para o plantio. Esse cenário gera incertezas e eleva o risco de estabelecimento de lavouras com baixo nível tecnológico, impactando a produtividade futura.

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A Emater/RS-Ascar estima que a área total de cultivo de soja no Estado deve alcançar 6.811.344 hectares, com uma produtividade média de 3.179 kg/ha. Na comercialização, o valor médio da saca de 60 kg registrou um aumento de 1,39% em relação à semana anterior, passando de R$ 124,09 para R$ 125,82.





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Especialista alerta para conferência detalhada de dados para adquirir propriedade rural


Ao decidir pela aquisição de uma propriedade rural, previamente ao fechamento do negócio, o interessado ou investidor deve adotar a cautela necessária para evitar surpresas e prejuízos futuros. O alerta é do advogado da HBS Advogados, Frederico Buss. Segundo o especialista, a providência inicia com a análise criteriosa da documentação relativa não só ao imóvel objeto da negociação como também ao proprietário/vendedor.

O advogado reforça que, em algumas situações, embora na matrícula do imóvel não conste registro de restrições ou dívidas, a existência de execuções fiscais ou patrimoniais contra o vendedor pode colocar em risco a segurança jurídica da negociação. Buss, no entanto, explica que isso, por si só, não impede a aquisição do imóvel, inclusive porque há situações que podem gerar oportunidade de negócio, inclusive com a aquisição por um valor menor que o valor de mercado (deságio). “Porém, a real situação do imóvel e os riscos do negócio devem ser avaliados, uma vez que podem resultar em prejuízos significativos, passíveis de impactar negativamente o investimento realizado”, alerta.

Ao iniciar as tratativas, o especialista recomenda a realização de uma due diligence imobiliária, que representa uma espécie de auditoria para investigação da real situação jurídica do imóvel em negociação, permitindo não só a mensuração e adequação do preço como também a identificação dos riscos e a definição de mecanismos que possam garantir o retorno do investimento em caso de eventuais transtornos futuros. “Além dos documentos necessários à identificação da situação tributária, fiscal, ambiental, bem como eventuais ativos e passivos judiciais ou extrajudiciais, é importante a comprovação de que a propriedade que se pretende adquirir é efetivamente aquela que consta na(s) matrículas(s) apresentada(s), razão pela qual é fundamental que se tenha em mãos a medição da área a partir da respectiva descrição constante do(s) título(s) imobiliário(s), assim como o Cadastro Ambiental Rural – CAR do imóvel”, detalha Buss.

Essa providência, segundo o advogado da HBS Advogados, se torna imprescindível para áreas rurais pendentes de georreferenciamento. “Caso a aquisição seja voltada à exploração econômica de lavoura se recomenda a prévia verificação da adequação da área para esta finalidade, inclusive para evitar problemas ambientais, assim como a comprovação do potencial produtivo do solo, o que pode ser feito mediante laudo técnico elaborado por engenheiro agrônomo ou outro profissional competente”, orienta.

   

Com relação às questões ambientais é importante ter ciência que a responsabilidade por eventual reparação do dano ou penalidade pecuniária imposta pelo órgão ambiental competente é transferida a quem assume a propriedade, ressalvado o direito de buscar o ressarcimento dos prejuízos junto ao vendedor, caso assim tenha sido ajustado no contrato que formaliza a aquisição. “Outra questão de extrema importância é a averiguação de eventuais contratos de arrendamento em vigor, pois nesses casos é necessário obter-se a renúncia do arrendatário ao direito de preferência na aquisição da área. A verificação da existência de comodatários utilizando o imóvel ou parte dele também se faz necessária para evitar transtornos futuros que possam comprometer a utilização plena da propriedade para o fim ao qual foi adquirida”, alerta.

Portanto, de acordo com Buss, a chamada due diligence imobiliária realizada por profissionais capacitados funciona como uma ferramenta que permite ao adquirente da propriedade rural fechar o negócio com maior probabilidade de que no futuro não será surpreendido por demandas ou problemas dos quais não tinha conhecimento. “É uma cautela que pode ser adotada como forma de garantir a segurança jurídica do negócio”, conclui.





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Preço do milho subiu 18,5% em 3 meses no Brasil. O que esperar daqui para frente? Cepea responde


Os preços do milho continuam subindo no Brasil. O indicador Esalq/B3 se aproxima de R$ 70 reais a saca, viés de alta que não era observado desde janeiro deste ano.

No começo do ano, o cereal era cotado a R$ 65,83. Já em julho, atingiu o menor valor, comercializado a R$ 57,22. Agora, em outubro, está em R$ 67,79, uma alta de 18,5% em apenas três meses:

preços da saca de milhopreços da saca de milho
Arte: Canal Rural

De acordo com o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves, a disponibilidade interna esperada para o milho na atual safra é 12% menor do que em mesmo período do ano passado, o que, parcialmente, explica a alta dos preços.

“Mesmo tendo exportações em níveis menores do que do ano passado, os embarques vão enxugando os estoques domésticos e, consequentemente, dando uma sustentação para as cotações domésticas do milho”, contextualiza.

Segundo o pesquisador, outubro também está sendo marcado por alta dos preços externos, elevação dos prêmios e do câmbio, além de atrasos na semeadura da soja nos principais estados produtores, fatores que ajudam a explicar a valorização do cereal no Brasil.

Com análise que leva em conta os contextos internos e externos, Alves traça um panorama dos preços do grão no Brasil e fala sobre o principal concorrente do Brasil, os Estados Unidos. Tais elementos podem levar à redução dos patamares do milho e ao aumento da soja no ano que vem graças ao possível maior interesse dos produtores norte-americanos pelo plantio do cereal. Entenda no vídeo acima.



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Colheita de algodão avança nos Estados Unidos



Condição das lavouras de algodão é positiva




Foto: Canva

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (22) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de algodão está progredindo de maneira favorável. Até o dia 20 de outubro, 94% da produção nacional de algodão apresentava capulhos abertos, um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao ano passado e 3 pontos acima da média dos últimos cinco anos.

Até a mesma data, 44% da área plantada de algodão no país já havia sido colhida, superando em 5 pontos percentuais a colheita do ano anterior e em 6 pontos em comparação à média histórica. O ritmo de colheita foi notável, com 11 dos 15 estados avaliados registrando um avanço de 10 pontos percentuais ou mais na coleta ao longo da semana.

Além disso, a condição das lavouras de algodão também é positiva: 37% da área cultivada em 2024 foi classificada como em bom a excelente estado, representando um aumento de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior e 8 pontos a mais do que no mesmo período do ano passado. 





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Alta da arroba do boi já atingiu o auge? Escalas de abate sugerem que sim; veja cotações


O mercado físico do boi gordo encerra a semana voltando a apresentar elevação em seus preços.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o movimento tem se mostrado mais intenso na Região Norte e Centro-Oeste, resultando na redução do diferencial de base entre os estados dessas regiões e São Paulo.

“As escalas seguem encurtadas em grande parte do país. Com grande dificuldade em avançar de forma consistente, surgem as notícias de férias coletivas em diversas regiões do país, assim como o aumento da capacidade ociosa”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, as exportações seguem extremamente agressivas, com o Brasil caminhando para um recorde histórico.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 313,33
  • Goiás: R$ 309,46
  • Minas Gerais: R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 313,30
  • Mato Grosso: R$ 303,18

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista volta a apresentar alta em seus preços no decorrer da sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no decorrer da primeira quinzena de novembro, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Ainda é necessário mencionar que a expectativa é que as proteínas concorrentes acabem ganhando competitividade em relação a carne bovina, especialmente a carne de frango”, disse Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,30 por quilo, alta de R$ 0,10. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 18,25 por quilo, alta de R$ 0,05. A ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 17,35 por quilo, alta de R$ 0,05.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,76%, sendo negociado a R$ 5,7055 para venda e a R$ 5,7035 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6659 e a máxima de R$ 5,7133. Na semana, a divisa valorizou 0,09%.



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Soja: plantio da safra brasileira 24/25 está acima da média



O plantio da safra da soja 2024/25 no Brasil atingiu 36,1% da área total esperada até o dia 25 de outubro, segundo levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, o percentual semeado era de apenas 16,8%.

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Embora o avanço seja maior em comparação à semana passada, a semeadura está atrasada em relação ao mesmo período do ano passado, quando alcançou 37,1%. Em comparação com a média dos últimos cinco anos, que é de 33,3%, o atual índice mostra um desempenho superior.



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Decisão do STF sobre compensação ambiental traz segurança ao agro, diz CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou comunicado no qual  considera que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre compensação de reserva legal em propriedades rurais “traz segurança jurídica aos produtores”.

Os ministros do STF decidiram, na quinta-feira (25), por unanimidade, que vale o conceito de “bioma” para a compensação de reserva legal, rejeitando o critério de “identidade ecológica” durante o julgamento de embargos de declaração do Código Florestal (Lei 12.651/2021).

“Foi uma decisão importante para dar segurança jurídica para o produtor rural. O STF mudou o entendimento inicialmente formado na época do julgamento virtual e derrubou este conceito de identidade ecológica, mantendo a compensação dentro do mesmo bioma, como consta literalmente na lei”, argumentou o diretor jurídico da CNA, Rudy Ferraz.

O que é a Reserva Legal?

A Reserva Legal é o percentual de área na propriedade rural destinado à conservação de vegetação original, biodiversidade, fauna e flora nativas.

Pelo Código Florestal, as áreas de reserva legal que devem constar na propriedade são de 80% na Amazônia Legal, 35% em áreas de Cerrado na Amazônia (Cerrado Amazônico) e 20% no restante do País (campos gerais).



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Conheça as 10 mulheres que se destacaram por práticas de ESG no Prêmio Mulheres do Agro


No primeiro dia do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), realizado em São Paulo, a Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) revelaram as vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. A iniciativa, consolidada como uma das principais plataformas de reconhecimento da liderança feminina no setor, destacou o trabalho de 10 mulheres – nove produtoras rurais e uma pesquisadora – por suas atuações baseadas em práticas ESG (ambiental, social e governança), dentro e fora da porteira.

Neste ano, a iniciativa foi marcada por sua pluralidade. Além do crescimento de 26,5% no número de pequenas propriedades inscritas em relação a 2023, o Prêmio também contou com o engajamento e inscrição de produtoras rurais de todas as regiões do país e de todas as faixas etárias, com candidatas de 19 até os 67 anos. 

Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil explica que os números vão ao encontro do compromisso da iniciativa. “O Prêmio Mulheres do Agro foi criado para promover um agronegócio mais inclusivo, destacando e incentivando as mulheres que fazem a diferença no setor, tanto nas propriedades quanto fora delas. Esses números demonstram que estamos no caminho certo.”

A diversidade de cultivos entre as premiadas — que inclui mel, baunilha, café, além de grãos como soja, milho e trigo —, aliadas à inovação e fundamentadas nos princípios ESG (ambiental, social e governança), geram impactos significativos que vão além da qualidade dos produtos. Entre as ações promovidas pelas produtoras destacam-se, por exemplo, a economia de recursos naturais e a promoção da conscientização e do engajamento comunitário.

Gabi Rodrigues, primeira colocada na categoria Pequena Propriedade, é um desses exemplos. Há quase 20 anos, a proprietária da Palmitolândia, localizada em Iporanga (SP), atua para transformar a forma como o palmito pupunha é apreciado, consumido e cultivado, promovendo uma agricultura sustentável que integra preservação ambiental, inovação gastronômica e turismo rural. Na propriedade, ela desenvolve produtos como cerveja de palmito, biojóias e até brigadeiro do vegetal. A fazenda também adota sistema de energia fotovoltaica, reutiliza a água para irrigação e emprega apenas embalagens biodegradáveis, como papel kraft, bambu e pratos feitos com a própria folha do palmito pupunha. Ciente de sua responsabilidade social, ela também investe em ações sociais e educacionais, conscientizando a comunidade local sobre a importância de manter a floresta em pé e desenvolvendo projetos criativos, como a produção de papel, vassouras e instrumentos musicais a partir das palmeiras.

Luiza Oliveira Macedo, primeira colocada da categoria Média Propriedade e coproprietária da Fazenda Tapera do Baú, localizada em Boa Esperança (MG), assumiu a liderança da fazenda familiar em 2019 e trabalha para implementar inovações e promover a cafeicultura regenerativa em uma região de fortes tradições. A propriedade é especializada na produção de cafés fine cup (bebida caracterizada por sua acidez balanceada, pureza sensorial em sua degustação, corpo médio, finalização suave e uniformidade), além de cafés especiais, combinando qualidade e rastreabilidade, exportando seus produtos para o mercado internacional. Atuando com base nos pilares governança e social, Luiza também promove capacitações para seus colaboradores e participa ativamente de iniciativas voltadas ao empoderamento feminino no agronegócio.

“Os trabalhos desenvolvidos pelas premiadas comprovam que é possível unir produtividade com preservação ambiental, impacto social e, acima de tudo, inspirar uma nova geração a protagonizar as transformações que a agro precisa”, ressalta Gislaine Balbinot, Diretora Executiva da Abag. 

Também focando na agricultura regenerativa, a primeira colocada na categoria grande propriedade, Vanessa Bomm — gestora e sócia proprietária da Fazenda Mareva, localizada em Terra Roxa (PR) — dedica-se a dar continuidade ao legado familiar iniciado há mais de 70 anos. Sua jornada na produção de grãos como soja, milho e trigo tem sido marcada pela adoção de práticas sustentáveis e ligadas a agricultura regenerativa. Vanessa implementou práticas como a intensificação do uso de plantas e mix de cobertura no plantio direto e na rotação de culturas, além do uso de cultivos de cobertura em 100% da área da fazenda neste último ano. Ela também é embaixadora do PRO Carbono, projeto que busca intensificar a adoção de práticas regenerativas buscando maior redução de emissões de gases de efeito estufa e a regeneração do solo no agro. Comprometida com o desenvolvimento humano e social, Vanessa valoriza seus colaboradores por meio de capacitações, bonificações e infraestrutura de qualidade. Além disso, promove ações sociais voltadas à comunidade local, com o apoio a eventos religiosos e suporte a atividades esportivas, fortalecendo o vínculo entre a fazenda e a região.

Já a ganhadora de “Ciência e Pesquisa”, categoria que bateu recorde de votações neste ano, com mais de 13 mil votos, foi Danielle Pereira Baliza, de Minas Gerais. A pesquisadora levou o primeiro lugar e o incentivo de R$ 15 mil por sua jornada profissional, o valor será destinado a instituição veiculada a profissional. Com mais de 40 artigos científicos publicados em revistas e participação em mais de 10 livros, sua tese foi uma das primeiras no Brasil a estudar a temática “sistemas agroflorestais (SAFs) com café”. Além disso, seu trabalho também visa contribuir para que as mulheres do agronegócio se tornem as protagonistas de suas próprias histórias. No último ano, apenas por meio do projeto “Embaixadoras do Instituto Federal: a força feminina na transformação do agro”, Danielle impactou mais de 2.500 agricultoras que juntas desenvolveram capacidades de autonomia, participação e afirmação nos processos de desenvolvimento local e no uso sustentável dos recursos naturais. 

“Ao apoiar essas líderes, estamos promovendo um agronegócio que prioriza a preservação ambiental, o desenvolvimento humano e a inovação, elementos fundamentais para o crescimento sustentável do setor e o bem-estar das futuras gerações”, destaca Daniela.

Veja todas as ganhadoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024: 

Categoria – Pequena Propriedade:

1º lugar – Gabi Rodrigues, Iporanga (SP) 

2º lugar – Paula Dias, Santa Rita do Sapucaí (MG)

3º lugar – Simone Sillotti, Mogi das Cruzes (SP)

Categoria – Média Propriedade:

1º lugar – Luíza Macedo, Boa Esperança (MG)

2º lugar – Maria Lucia Bessa, Rio Verde (GO)

3º lugar – Caroline Roza, Rio Brilhante (MS)

Categoria – Grande Propriedade: 

1º Vanessa Bomm, Terra Roxa (PR)

2º Mariana Granelli, Charqueada (SP)

3º Lisiane Czech, Teixeira Soares (PR) 

Categoria – Ciência e Pesquisa: 

1º Danielle Pereira Baliza, Perdões (MG)

2º Paula Toshimi Matumoto Pintro, Maringá (PR) 

3º Renata Helena Branco Arnandes, São José do Rio Preto (SP)





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