Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca o cenário de volatilidade global com as eleições americanas entre Trump e Harris. No Brasil, expectativas em torno do pacote fiscal e o cancelamento da viagem de Haddad ajudam a baixar o dólar e os juros futuros.
Os preços do milho se encontram estáveis no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Preços de compra da indústria. Santa Rosa a R$ 73,00; Não-Me-Toque a R$ 74,00; Marau e Gaurama R$ 74;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 75,00 e Montenegro a R$ 77,00. Preços de pedra em Panambi, R$ 64,00”, comenta.
O estado de Santa Catarina registrou negócios. “Produtores com pedidas a partir de R$ 72,00 FON interior, e em preços tributados, a partir de R$ 75,00, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 70,00 no interior e R$ 72,00/73,00 CIF fábricas. Negócios a R$ 704,00/75,00 no CIF meio oeste mais impostos. Ao oeste, preços de 74/75/75,50, a depender do prazo”, completa.
Já o Paraná viu aumento nos preços do milho. “Em Ponta Grossa, o milho subiu R$ 3 ao longo da semana e fechou estável a R$ 75 FOB, sem contraofertas, e com baixa liquidez. Em Maringá, no mercado spot vendedores pediam R$ 70 por saca FOB, com embarque e pagamento em novembro, mas compradores indicavam R$ 64 por saca”, indica.
O Mato Grosso do Sul teve uma valorização nos preços. “Em Campo Verde, o mercado de milho no spot se enfraqueceu, com preço estável em R$ 60 por saca FOB, embarque em novembro e pagamento em dezembro. Após forte demanda recente, compradores reduziram as compras”, informa.
Já em Goiás não tivemos informações de negócios acontecendo. “Tradings indicando safrinha a R$ 55,00 setembro e R$ 56,00 novembro. Indicações em Rio Verde a 60,00; Jataí a R$ 59,00; Cristalina a R$ 58,00 e Montividiu R$ 61,00. Produtores têm pedidas a partir de R$ 55,00 ao sul, R$ 56,00 em Itumbiara, R$ 56,00 Rio Verde. Não ouvimos sobre negócios no dia de hoje”, conclui.
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Foto: USDA
O mês de outubro chegou ao fim com valorização do milho. De acordo com o boletim informativo do Cepea, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) chegou a R$ 72,94/saca de kg, acumulando valorização de 13,4% no mês e atingindo o maior patamar desde 18 de abril de 2023.
Ainda segundo dados informados no boletim, o movimento de alta foi sustentado pela demanda interna aquecida e pela retração de vendedores no decorrer de outubro. Compradores indicam ter dificuldades em adquirir novos lotes, alegando baixa disponibilidade no spot nacional e altos valores pedidos por produtores.
Já em relação a oferta, a expectativa é de que os preços sigam avançando mantém produtores afastados dos negócios e atentos ao andamento da atual safra verão. O retorno das chuvas nas principais regiões favoreceu a semeadura da safra verão, o que, conforme pesquisadores do Cepea, ameniza em partes as recentes preocupações relacionadas a possíveis atrasos na segunda safra de 2025.
A chegada de uma frente fria impacta ao Sul do país, enquanto as instabilidades continuam levando pancadas de chuva às demais Regiões. Acompanhe:
Sul
O deslocamento de uma frente fria aumenta as instabilidades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, trazendo tempo mais instável e condições de pancadas de chuva forte. Assim, as temperaturas diminuem um pouco em território gaúcho. No Paraná, o sol deve aparecer um pouco mais no oeste, sudoeste e noroeste do estado, com possibilidade de pancadas de chuva; enquanto o leste e o litoral terão tempo mais fechado e chuvoso.
Sudeste
O tempo continua instável no estado de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais, com condição de chuva persistente e risco de temporais. Muitas nuvens entre Rio de Janeiro, Espírito Santo, leste e nordeste mineiros, com previsão de pancadas mais irregulares.
Centro-Oeste
A terça-feira ainda terá tempo bem instável na região. Previsão de chuva forte em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e no norte e nordeste de Mato Grosso do Sul. O sol deve aparecer mais no centro-sul do território sul-matogrossense, mas há possibilidade de chuva a qualquer momento, com risco de trovoadas.
Nordeste
A chuva continuará entre o oeste e sul da Bahia, com previsão de pancadas irregulares e possibilidade de força em Salvador, Aracaju e Recife. Tempo firme nas demais áreas, incluindo Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e no interior de Pernambuco.
Norte
Pancadas de chuva entre Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins, com chance de alguns temporais localizados e risco de raios e trovoadas. Tempo firme na maior parte do interior e norte paraense, oeste e sul do Amapá e leste de Roraima.
A redução massiva da oferta de gado, principalmente de fêmeas que foram para abate ao longo de 2023 e primeiro semestre deste ano, é o principal motivador da alta da arroba do boi gordo nos últimos meses. Essa é a avaliação do analista de mercado da Scot Consultoria Alcides Torres.
“Agora, a expectativa é de mercado firme até o final do ano. Nos últimos 90 dias, a cotação da arroba do boi gordo subiu R$ 93”, lembra. O patamar representa uma alta de 40% no período.
De acordo com ele, a tendência é que cerca de 35% da carne produzida no país seja destinada ao mercado exterior. “A exportação de carne foi um alívio porque levou para fora o excedente de produto que tínhamos no Brasil”.
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No mercado chinês, o milho encerrou um ciclo de três dias consecutivos de alta – Foto: Canva
Os prêmios de exportação de milho em Paranaguá subiram nesta quinta-feira, refletindo um movimento dos vendedores que ajustaram os valores para embarques previstos entre novembro e janeiro. No entanto, compradores mantiveram suas ofertas inalteradas ou optaram por não participar das negociações para esse período, demonstrando interesse apenas nos embarques da próxima Safrinha, que ainda não foi plantada. Nos prêmios para o milho em Paranaguá, a cotação para novembro e dezembro foi de 135 centavos, com uma leve elevação para 150 centavos em janeiro, enquanto a posição para fevereiro se manteve estável.
No mercado chinês, o milho encerrou um ciclo de três dias consecutivos de alta e registrou queda, fechando em baixa de 4 CNY/t para novembro e 5 CNY/t para janeiro. O preço do amido de milho também caiu, recuando 7 CNY/t em novembro e 6 CNY/t para janeiro, enquanto o mercado de ovos apresentou valorização de 31 CNY/500kg para novembro e de 5 CNY/500kg para dezembro. Em sentido oposto, o mercado de suínos continuou em baixa pelo terceiro dia consecutivo, caindo 320 CNY/t para novembro, mas com aumento de 125 CNY/t para janeiro, refletindo a volatilidade no mercado de commodities agrícolas na China.
Na Argentina, o mercado de milho para entrega a partir do dia 5 deste mês foi cotado a A$ 180 mil por tonelada, enquanto os preços de contratos e fixações se mantiveram em A$ 175 mil/t. Para entregas de novembro, houve um aumento de A$ 3 mil/t, atingindo A$ 178 mil/t, e os descarregamentos programados entre dezembro e janeiro de 2025 subiram para A$ 180 mil/t. No mercado de futuros MATBA, o milho para abril foi cotado a US$ 186,50 no porto, uma leve alta em comparação com os US$ 185,50 anteriores, enquanto em Chicago o preço fechou a US$ 163,19.
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços de estáveis a mais altos. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o cenário ainda aponta para continuidade do movimento de alta no curto prazo.
“As escalas de abate seguem encurtadas, com as indústrias, em especial as exportadoras, atuando de maneira agressiva na compra de gado. Ao mesmo tempo, as exportações de carne bovina seguem contundentes, com o país caminhando para um recorde histórico de embarques na atual temporada”.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 322,33
Goiás: R$ 318,75
Minas Gerais: R$ 318,53
Mato Grosso do Sul: R$ 318,07
Mato Grosso: R$ 309,53
Mercado atacadista
Foto: Freepik
O mercado atacadista apresentou alta dos preços para a carne bovina. Segundo a Safras, a tendência ainda é de continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia motivando a reposição entre atacado e varejo.
“Por outro lado, a carne de frango segue mais competitiva se comparada às proteínas concorrentes, o que ganha importância enquanto sobem os preços da carne bovina para o consumidor final”, ponderou Iglesias.
O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,50 por quilo, alta de 0,10 por quilo. O quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,25 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,47%, sendo negociado a R$ 5,7830 para venda e a R$ 5,7810 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7561 e a máxima de R$ 5,8384.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou aviso de perigo de chuvas intensas em estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte (confira mapa abaixo).
O alerta laranja tem validade até as 10h desta terça-feira (5). A previsão é de chuva entre 30 e 60 mm por hora, ou de 50 a 100 mm por dia, com ventos que podem chegar a 100 km/h.
De acordo com o alerta, há risco de corte de energia elétrica, queda de galho de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
O Inmet recomenda às pessoas que, em caso de rajada de ventos, não se abriguem sob árvores e não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda (outdoors).
Também recomenda, se possível, que sejam desligados aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil do estado (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (193).
Fonte: Inmet
Confira as áreas contidas no alerta de chuva intensa
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Foto: Mapa
No dia 28 de outubro uma fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 2.119 pacotes de 5 quilos de arroz em uma rede de supermercados de Araraquara, em São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo Mapa, o alimento é empacotado por uma empresa do Rio Grande do Sul e estava completamente fora da classificação. Na embalagem, constava que o produto era arroz classe longo fino e tipo 1, mas em análise fiscal, o produto apresentou-se como tipo 3. Os fiscais afirmam que a irregularidade se caracteriza como fraude ao consumidor.
O limite total de quebrados e quireras é de 7,5% do peso, segundo anexo VII da Instrução Normativa Ministerial nº 06/2009 de 6 de fevereiro de 2009. Porém, nos lotes do produto fiscalizado o resultado encontrado foi de 24,59% do peso, ou seja, mais de três vezes o permitido para o tipo 1 declarado nas embalagens. Os lotes de produtos foram apreendidos com base no inciso I e II artigo 102 do Decreto Federal 6.268/2007 e no inciso I do artigo 26 da lei federal 14.515/2022, conhecida como lei do autocontrole. A empresa fica sujeita às penalidades previstas no artigo 27 desta lei.
Os fiscais ainda afirmam que, a responsabilidade, no caso, é do embalador. A empresa, que distribui seus produtos nos principais Estados brasileiros, é reincidente no registro de infrações. O Mapa pontuou que todos os direitos de defesa serão concedidos à empresa, cujas irregularidades serão apuradas em processo administrativo fiscal. O Mapa só divulga o nome da infratora após o encerramento do processo.
Óleos vegetais de algodão, canola, girassol, coco, palma, dendê, linhaça, amendoim, além do azeite foram excluídos da lista de produtos que vão compor a cesta básica. A decisão provém do PLP 68/2024, aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
Com isso, líderes setoriais têm pressionado o Senado para reverter a medida, que confere alíquota zero apenas aos óleos de soja, babaçu e milho.
“O Projeto de Lei original incluía o termo ‘óleos vegetais comestíveis’, permitindo ao consumidor escolher o produto conforme sua preferência e cultura regional”, explica Hilton Lima, presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Óleos Vegetais e Animais e de Produtos de Cacau e Balas no Estado da Bahia (Sincaol), Hilton Lima.
Segundo ele, ao considerar o óleo de apenas três produtos, o PLP causou estranheza em todo o setor. “Isso porque o babaçu é cosmético e a soja é quase toda usada na produção de combustível. A mudança restringe o consumidor a duas opções, mesmo com o Brasil sendo produtor de diversos óleos com benefícios variados. Além disso, nossa proposta não altera a alíquota final, apenas amplia a escolha do consumidor,” completa.
Elevação de preços dos óleos
Segundo o economista da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) Ricardo Kawabe, a decisão dos deputados impactará o mercado de óleos vegetais, elevando o preço ao consumidor e na indústria alimentícia.
“O óleo de algodão, por exemplo, amplamente usado na indústria alimentícia baiana, terá preço elevado, afetando todos os produtos que o utilizam como ingrediente. Com a restrição, o próprio óleo de soja pode subir, devido ao aumento da demanda, impactando o biodiesel”, observa.
Emendas ao texto
Para a tributarista Rosany Nunes de Mello, a decisão contraria a meta de estabelecer alíquotas reduzidas para a cesta básica, incentivando uma alimentação saudável.
“Além de a soja ser hoje a cultura notoriamente mais beneficiada com isenções tributárias, até mesmo como uma política de incentivo à produção de biocombustíveis, agora ela será soberana sobre todas as demais culturas de óleos vegetais comestíveis, o que é extremamente controverso pois ela está longe de ser o alimento mais saudável”, completou.
Senadores como Luis Carlos Heinze (PP/RS), Mecias de Jesus (Republicanos/RR) e Zequinha Marinho (Podemos/PA) apresentaram emendas para restaurar o termo “óleos vegetais comestíveis” ao texto original.
Desoneração fiscal da soja
Foto: Freepik
Estudo realizado por seis entidades, como a o Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), destaca que a renúncia fiscal da produção de soja no Brasil foi de R$ 57 bilhões em 2022, o dobro da desoneração estimada para todos os produtos da cesta básica.
O relatório aponta que só o ICMS desonerado da soja em Mato Grosso representou quase R$ 8 bilhões anuais, podendo a desoneração total nos estados atingir R$ 25 bilhões, já que o Mato Grosso responde por quase 1/3 da produção nacional.
Para as organizações envolvidas no levantamento, o Estado brasileiro já cumpriu seu papel em apoiar a estruturação do setor da soja e, com a reforma tributária, tem a oportunidade de repensar prioridades, considerando o enfrentamento à fome com alimentos saudáveis e produzidos de modo sustentável, bem como a necessidade de diversos outros investimentos possíveis a partir destes recursos públicos atualmente destinados ao setor produtivo da oleaginosa.