sexta-feira, agosto 14, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Herbicida agora atua também no sorgo



“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas”



“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas"
“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas” – Foto: Divulgação

O herbicida Click, da Sipcam Nichino Brasil, agora registrado para o sorgo, utiliza a molécula de última geração terbutilazina, eficaz no controle de daninhas difíceis. Já empregado com sucesso no milho, o Click substitui a atrazina, oferecendo maior residual e eficiência, mesmo em doses menores. O produto tem se mostrado superior no controle de plantas como picão preto e capim-colchão.

José de Freitas, da Sipcam, destaca que o Click eleva a produtividade do milho e do sorgo, culturas que enfrentam desafios com o manejo de invasoras. O sorgo, com aumento de 30% na área cultivada entre 2021 e 2023, se beneficia especialmente do novo herbicida, ajudando a expandir o cultivo no Brasil.

“Eleva o potencial produtivo de ambas as culturas, principalmente pelo efeito da molécula de última geração terbutilazina, desenvolvida pela companhia, que substitui com elevado padrão de eficácia à atrazina, até há pouco uma das poucas opções do produtor frente a infestações de invasoras de difícil controle. Mantém a lavoura com menor nível de reinfestação e por isso tende a se tornar uma nova referência tecnológica para o produtor de cereais”, comenta.

José de Freitas destaca que a formulação moderna do Click oferece flexibilidade, podendo ser combinada com outros herbicidas. Isso aumenta o rendimento operacional do milho e do sorgo, marcando uma nova era para os herbicidas dessas culturas no Brasil. “Apresenta boa adaptação ao clima quente, boa rusticidade e boa tolerância à seca, sendo empregado na alimentação humana, na formulação de ração animal e biocombustíveis sustentáveis, nas variedades granífero, sacarino, forrageiro, biomassa e vassoura”, conclui.

 





Source link

News

COP29 encerra sem acordo sobre financiamento climático para países em desenvolvimento



A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), em Baku, no Azerbaijão, terminou oficialmente nesta sexta-feira (22) sem um acordo sobre o financiamento climático. Contudo, na prática, espera-se que as discussões quanto ao texto final continuem por mais um dia.

A expectativa é que se alcance um consenso entre os países desenvolvidos e os emergentes a respeito do valor a ser utilizado para o enfrentamento às mudanças climáticas. Além disso, debate-se as formas de transferência dessas cifras e a transparência de todo o processo.

O objetivo é que esses recursos sejam destinados a financiar a transição energética em nações em desenvolvimento, bem como apoiar a adaptação e a mitigação dos danos causados pelo aquecimento global. Vale lembrar que esses pontos ainda são desdobramentos do Acordo de Paris, assinado em 2015.

Atualmente, o valor disponível para financiar essas ações é de US$ 100 bilhões, mas, atualmente, projeta-se que o valor necessário é, pelo menos, dez vezes superior, ou seja, US$ 1 trilhão. Durante as tratativas da COP29, as nações mais ricas ofereceram US$ 200 bilhões, o que não foi aceito.

Falta de líderes de ‘peso’ na COP29

Além das cifras menores do que o esperado, outra crítica que se abateu ao evento climático foi a ausência de autoridades mundiais de mais invergadura internacional. Isso ocorreu porque a maioria está no Brasil para as reuniões do G20.

Durante as duas semanas de COP29, o Brasil buscou mostrar o seu potencial para sediar a COP30, destacando iniciativas do setor produtivo, como convênio entre o Fundo JBS pela Amazônia e o Banco da Amazônia, iniciativa voltada ao apoio aos pequenos produtores da região.

Além disso, as cooperativas ganharam destaque ao demonstrar que esse modelo de negócios é sustentável e parte da mudança ao enfrentamento das mudanças climáticas, garantindo segurança alimentar e proteção ao meio ambiente.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



Source link

News

Data da próxima edição da Feicorte em 2025 já está definida


A retomada da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), após 10 anos desde a última edição na capital paulista, foi visitada por 8 mil pessoas em cinco dias em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

O número de visitantes não considera o festival Beef Hour by Cacá, que será realizado neste sábado (23), no Recinto de Exposições Jacob Tosello (mais informações abaixo). E a próxima edição da Feicorte já tem data marcada: será de 17 a 21 de junho, na mesma cidade.

“Em pouco tempo, desde que anunciamos a volta do evento, reunimos cerca de 100 empresas, 10 raças diferentes, seis delas com julgamentos e cinco leilões. Agora, convocamos todos para junho, com ainda mais força, para dar continuidade ao sucesso desta edição e transformar a Feicorte no grande encontro da cadeia produtiva da carne em um evento anual”, declarou a CEO da Verum, empresa promotora do evento, Carla Tuccilio.

julgamento raça Guzerá Feicortejulgamento raça Guzerá Feicorte
Julgamento da raça Guzerá coroou o Romano da El Giza vencedor na categoria Bezerro Maior na Feicorte 2024. Foto: Arart

O secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, ressaltou que a organização do evento pensou em uma data estratégica para a próxima edição da feira.

“Optamos por junho, um mês um pouco mais frio, já que o calor de Prudente não é para qualquer um. Escolhemos uma data que coincide com o Plano Safra, o que também torna o período mais propício para a realização de negócios. A data escolhida está entre a Agrishow e a Expointer, de forma que não haja interferência com nenhuma dessas grandes feiras. Além disso, essa data dá tempo para o novo prefeito fazer as melhorias necessárias no recinto. A ideia é continuar evoluindo e melhorando a estrutura a cada ano”.

Celebração de encerramento

Para finalizar a edição de 2024 da Feicorte, o evento Beef Hour by Cacá combinará churrasco e entretenimento. A festa será realizada neste sábado, das 13h às 22h, no Recinto de Exposições Jacob Tosello. Serão seis horas de open food, acompanhadas de apresentações musicais ao vivo que prometem animar o público.

“Será um festival gastronômico com cortes como picanha, costela, cupim, hambúrgueres e outros, preparados por alguns dos melhores assadores do Brasil, como Paula Labaki, Geléia, Gibão BBQ, Julia Carvalho, Mamute, Doctor BBQ e a costeleira Helô Palácio, embaixadora da Feicorte”, conta Cacá.



Source link

News

Demanda de exportação continua elevando preços do boi gordo; veja cotações


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com um ou outro negócio acima da referência média no Centro-Sul do país, enquanto na Região Norte os preços estão acomodados. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, Goiás se notabilizou como estado de maior alta ao longo da semana.

“O ambiente geral ainda sinaliza para escalas de abate apertadas e potencial para reajustes no curto prazo. A demanda segue bastante aquecida, em especial para exportação, o que tem justificado boa parte do movimento de alta deflagrado nas últimas semanas”, considera o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, este é um ano em que as variáveis de demanda tiveram grande peso sobre a formação dos preços.

Confira os preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 351,25
  • Goiás: R$ 349,64
  • Minas Gerais: R$ 333,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 336,25
  • Mato Grosso: R$ 331,01

Mercado atacadista

carne_bovina_corte_1carne_bovina_corte_1
Foto: reprodução

O mercado atacadista encerrou a semana apresentando acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, mesmo que isso ocorra de maneira comedida.

“Vale destacar que a entrada do 13º salário na economia tem grande peso sobre a formação dos preços no atacado. Outro ponto é que mesmo em um momento de boa circulação monetária, a população tende a priorizar o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 26,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$
19,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 19,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,8122 para venda e a R$ 5,8102 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7893 e a máxima de R$ 5,8319. Na semana, a moeda teve valorização de 0,42%.



Source link

News

veja a previsão do tempo para o fim de semana



A meteorologia indica algumas mudanças do tempo neste fim de semana. Enquanto o Sul terá amanhecer mais frio e predomínio de tempo firme, o Sudeste e o Centro-Oeste continuam com condições para pancadas de chuva isoladas.

Já o Nordeste será influenciado por uma frente fria em alto mar, e o Norte segue em alerta para temporais em diversas áreas.

Confira a previsão do tempo em todo o país, com a análise da Climatempo.

Sábado (23)

Sul

Não há previsão de chuva para a maior parte da região. O destaque fica por conta da queda das temperaturas mínimas em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, que terão um amanhecer mais gelado.

A infiltração marítima favorece a umidade na costa, com chuva fraca e isolada em toda a faixa litorânea.

Sudeste

Chove de forma isolada no litoral de São Paulo, mas o tempo começa a ficar mais ensolarado no centro-oeste do estado.

As pancadas seguem no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com alto risco de ocorrência de temporais no norte desses dois últimos estados.

Centro-Oeste

A umidade ainda está bem elevada em Goiás e no Distrito Federal, e pancadas fortes devem atingir Mato Grosso. O dia será de muitas nuvens, com condição para chuva a qualquer momento.

O norte e o noroeste de Mato Grosso do Sul ainda enfrentam muita instabilidade, com chuva mal distribuída. O tempo fica firme em Campo Grande e no sul e leste do estado.

Nordeste

Uma frente fria em alto mar na altura da Bahia estimula a umidade no estado, além de provocar instabilidades no sul do Piauí e do Maranhão. O dia fica abafado e com condições de chuva moderada a forte em vários períodos.

O sábado é mais ensolarado no norte do Maranhão, no Piauí, Ceará, interior da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, com pouca chance de chuva.

Norte

Temporais atingem o Amazonas, enquanto há chuva forte no Acre, Rondônia, sul do Pará, Tocantins e Roraima.

O fluxo de ar quente e úmido continua estimulando nuvens carregadas, inclusive nas capitais.

O dia é de sol e pancadas à tarde no Amapá e no litoral do Pará.

Domingo (24)

Sul

Apenas o litoral de Santa Catarina e o leste do Paraná recebem um pouco de chuva, devido à infiltração marítima. A maior parte da região continua com tempo firme.

O amanhecer ainda será gelado na Serra Gaúcha e em alguns pontos da Serra Geral de Santa Catarina.

Sudeste

O tempo fica firme no centro-oeste e no norte de São Paulo. Chove de forma mais irregular no Triângulo e sul de Minas Gerais.

Faz sol com pancadas de chuva à tarde no litoral de SP, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

O dia fica mais instável, nublado e com chuva a qualquer hora no norte e nordeste de Minas.

Centro-Oeste

Tempo firme no centro-leste e sul de Mato Grosso do Sul, porém, a chuva continua em parte do oeste e noroeste do estado, podendo vir com força.

O tempo segue instável e mais encoberto em Mato Grosso, no centro-norte e área central de Goiás e no Distrito Federal, com chance de chuva forte e temporais localizados.

Nordeste

A frente fria continua em alto mar, estimulando a umidade na Bahia, o que pode provocar chuva forte a qualquer momento do dia em Salvador.

Aumentam as chances de pancadas de chuva no sul do Maranhão, no Piauí, no interior de Pernambuco, em Alagoas e em Sergipe.

Chove de forma moderada no litoral desde o Maranhão até o Ceaté. O tempo é firme na Paraíba e no Rio Grande do Norte.

Norte

A maior parte da região continua com condições de pancadas fortes de chuva, com raios e trovoadas. Há alerta para temporais no Acre, em Roraima e no Tocantins.

Não chove apenas no centro-leste do Pará e em áreas do sul do Amapá.



Source link

News

Poucos negócios para a soja; confira detalhes e cotações



O mercado brasileiro da soja teve um dia de poucos negócios, tanto nos portos quanto na indústria, com ofertas escassas e preços sem grandes variações. A safra nova apresentou um viés de baixa, mas os vendedores aguardam melhores preços, o que resulta em uma disparidade crescente entre compradores e vendedores.

Os preços domésticos oscilaram de forma moderada, com ajustes pontuais em algumas regiões. Em algumas áreas, as cotações se mantiveram estáveis ou apresentaram pequenos aumentos, principalmente devido à demanda local.

Cotações pelo Brasil

  • Passo Fundo (RS): A saca subiu de R$ 131,50 para R$ 132,00
  • Missões (RS): A cotação aumentou de R$ 130,50 para R$ 131,00 por saca
  • Porto de Rio Grande (RS): O preço subiu de R$ 140,50 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): A saca se manteve em R$ 136,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): O preço subiu de R$ 142,00 para R$ 142,50
  • Rondonópolis (MT): O preço seguiu em R$ 147,00
  • Dourados (MS): O preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): O preço subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta na sexta-feira, recuperando parte das perdas acumuladas durante a semana. O movimento foi impulsionado por novas vendas de exportadores privados dos Estados Unidos, que anunciaram a venda de 198 mil toneladas de soja para destinos não revelados.

O mercado da soja continua pressionado pela colheita de uma safra recorde de soja nos Estados Unidos, estimada em mais de 120 milhões de toneladas. As perspectivas para a América do Sul, especialmente para o Brasil, que deverá colher cerca de 170 milhões de toneladas, continuam favoráveis.

Além disso, o mercado da soja está atento à formação da nova equipe do governo dos Estados Unidos, com a expectativa de que a ex-senadora Kelly Loeffler seja nomeada secretária de Agricultura. Existe uma preocupação crescente com a possibilidade de uma nova guerra comercial com a China e possíveis revisões nos incentivos à produção de biodiesel.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros da soja com entrega em janeiro fecharam a US$ 9,83 1/2 por bushel, com alta de 5,75 centavos (0,58%). O contrato de março foi negociado a US$ 9,92 1/4, com um aumento de 7,00 centavos (0,71%).

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou a US$ 289,20 por tonelada, com alta de US$ 1,50 (0,52%). Já o óleo de soja, com vencimento em dezembro, registrou baixa de 0,41 centavo, fechando a 41,77 centavos de dólar (queda de 0,97%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,8122 para venda e R$ 5,8102 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,7893 e R$ 5,8319. Na semana, o dólar valorizou 0,42%.



Source link

News

Ciclone no Nordeste? Fenômeno raro deve trazer chuva forte, queda de granizo e ventania



Temporais começam a impactar o Brasil central já partir deste sábado (23). De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, atenção redobrada para a Bahia, especialmente em Salvador e Porto Seguro, por conta da formação de um ciclone. “O fenômeno é raro na Região Nordeste”, conta.

“Pode-se esperar queda de granizo e intensas rajadas de vento que devem ultrapassar os 50 km/h a partir de amanhã [sábado] na Bahia. O alerta de impacto do ciclone vale, também, para o centro-norte de Minas Gerais”.

Assim, segundo ele, partes do território baiano e mineiro (conforme imagens em verde no mapa do vídeo acima) tendem a receber cerca de 100 mm a 150 mm de chuva em 24 horas, volume que pode causar diversos transtornos, como alagamentos.

Chuva e frente fria em outras áreas

Há previsão de temporais também para o Norte e Centro-Oeste para todo o final de semana. Assim, as precipitações que se elevam na faixa norte do mapa, reduzem no Sul, mas, de acordo com Müller, isso deve durar pouco.

Isso porque na semana que vem, uma frente fria avança no pé do mapa, levando chuvas a partir de quarta-feira (27) para todo o estado do Rio Grande do Sul, leste e oeste do Paraná e leste de Santa Catarina.

O meteorologista sinaliza que a chuva deve retornar para Mato Grosso do Sul na semana que vem com volumes entre 50 mm e 80 mm. “Já em Mato Grosso e Goiás a chuva não para”.



Source link

News

Novo terminal em Suape pode aumentar em 40% comércio internacional de Pernambuco



O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o novo terminal de contêineres que será instalado no Porto de Suape, em Pernambuco, impulsionará a internacionalização da economia do Estado.

“Poderemos ter um crescimento superior a 40% no volume de importações e exportações“, disse. A projeção foi feita pelo chefe da pasta durante evento de lançamento da pedra fundamental da APM Terminals Suape.

A empresa investirá R$ 1,6 bilhão para a construção do terminal, que ampliará em 55% a capacidade de movimentação de contêineres em Suape.

“São investimentos como esse que vêm para fortalecer o Porto. Nossa meta é fazer Suape crescer 5% neste ano, o que resultará em mais empregos e renda para Pernambuco”, afirmou.

Segundo Costa Filho, 2024 será encerrado como o melhor ano da história em volume de investimentos assinados para o setor portuário. O valor supera os R$ 30 bilhões.

O evento de lançamento da pedra fundamental da APM Terminals também contou com a presença de outras autoridades do setor como o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery.

Em discurso, afirmou que o país já enfrenta déficit de capacidade dos portos e, por isso, destacou a importância da construção do novo terminal em Suape.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sustentabilidade ou protecionismo? Carrefour França provoca reação no Brasil


A decisão do Carrefour França de suspender a comercialização de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, gerou indignação e reações contundentes do setor agropecuário. O anúncio, feito pelo CEO da empresa, Alexandre Bompard, destacou preocupações com sustentabilidade e desmatamento, mas foi amplamente criticado como uma ação protecionista e sem base técnica.

A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) classificou a medida como prejudicial ao comércio entre Brasil e França, com impactos diretos para consumidores do Carrefour e a imagem da carne brasileira, amplamente reconhecida pela qualidade e pela sustentabilidade. Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, a posição do Carrefour revela desconhecimento sobre o setor pecuário brasileiro, que segue rigorosas normas ambientais e sanitárias.

“A carne brasileira é um dos produtos mais sustentáveis e competitivos do planeta. Essa decisão demonstra uma atitude protecionista e desinformada. Esperamos que o Carrefour reveja sua postura e se retrate publicamente”, afirmou Meirelles.

O Instituto Desenvolve Pecuária também criticou a declaração do CEO do Carrefour, destacando os avanços da pecuária brasileira em conciliar produção eficiente e preservação ambiental. A entidade ressaltou que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e que a produção nacional tem investido constantemente em tecnologias para reduzir impactos ambientais.

A Conexão Delta G, outra entidade representativa do setor, reforçou o impacto negativo da decisão no comércio internacional, destacando que o Brasil desempenha um papel essencial na segurança alimentar global, atendendo aos mercados mais exigentes do mundo, como Estados Unidos, Europa e Ásia.

“A decisão desconsidera o papel do Brasil na cadeia global de alimentos e vai contra os princípios de livre comércio e cooperação internacional”, afirmou a Conexão Delta G, pedindo que o Carrefour revise sua posição e priorize o diálogo.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também se posicionou, reafirmando que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves, com rigoroso controle ambiental e sanitário. Em nota, o Mapa destacou que não aceitará tentativas de desmerecer a qualidade dos produtos brasileiros e reforçou que o país segue comprometido com práticas sustentáveis.

A polêmica evidencia as tensões comerciais entre Mercosul e União Europeia, colocando sustentabilidade e padrões de produção no centro do debate. Enquanto o Carrefour justifica sua decisão com base em preocupações ambientais, o setor agropecuário brasileiro defende que suas práticas são referência global.

O episódio reacende discussões sobre a relação comercial entre os blocos e destaca a importância de um diálogo mais transparente e colaborativo para superar desafios comuns.





Source link

News

Produtora rural do Paraná inova e conquista prêmio 



Vencedora do Prêmio Nacional Sebrae Mulher de Negócios 2024, na categoria Produtora Rural, Fabiana Castelari Leme retorna à Chácara Castelari, em Marialva (PR), com o primeiro lugar. “Eu estou muito feliz com a conquista deste troféu. 

A palavra é gratidão”, destaca Leme, que teve seu reconhecimento graças à inovação do parreiral em que produz atualmente 10 variedades de uvas, entre elas Vitória, Núbia e Niágara (branca e rosada).

O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios é composto por três etapas: estadual, regional e nacional. Na primeira, foram escolhidas até cinco participantes por unidade federativa, sendo uma de cada categoria: pequenos negócios, microempreendedora individual, negócios internacionais, produtora rural e ciência e tecnologia. 

De acordo com a Agência de Notícias do Sebrae, todas as vencedoras seguiram para a fase regional, de caráter eliminatório. Cada região do país teve apenas uma representante por categoria para disputar a fase nacional, totalizando 25 candidatas para a grande final.

Fabiana passou por todas as etapas e se consolidou como uma referência feminina no empreendedorismo rural. Seu modelo de negócios pode impulsionar tanto o turismo na região como valorizar a produção local de uvas. Afinal, são mais de três décadas em que a Chácara Castelari é referência na produção de uvas:

 “Minha jornada é marcada por desafios, inovações e um profundo compromisso com a comunidade e o meio ambiente. Nossa propriedade é um exemplo de perseverança, inovação e inclusão, inspirando outras mulheres empreendedoras a seguirem seus sonhos e contribuírem para o desenvolvimento de suas comunidades,” finaliza a produtora.

Durante a pandemia, nasceu na Chácara Castelari o projeto “Colha e Pague,” integrando o Caminho da Uva. Depois, Fabiana implantou o “Open de Uva”, onde os visitantes podem colher e saborear as uvas diretamente da parreira. 

Além disso, estruturou o espaço para atender o turismo pedagógico – Escola Campo, que recebe grupos de autistas, idosos com Alzheimer e cadeirantes: 

“Procuramos adaptar o espaço para proporcionar a todos uma experiência inesquecível. E esse prêmio significa todo esse reconhecimento do nosso trabalho, porque a gente percebe que o que estamos fazendo não é em vão. Eu tenho certeza de que, através desse primeiro lugar, vamos ter muito mais clientes,” afirmou a empreendedora, que está aproveitando o último dia do Delas Summit 2024, o maior evento voltado ao protagonismo feminino, em Florianópolis.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Mulheres que fazem a diferença

O Sebrae Delas, programa voltado para incentivar, valorizar e acelerar a jornada de mulheres que empreendem ou querem empreender, também marca presença no Summit Delas 2024. 

“Nós não vamos garantir um país de igualdade sem que haja o empoderamento e a garantia da renda das mulheres”, destacou o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, que participou do evento e compareceu à entrega do prêmio Sebrae Mulher de Negócios.



Source link